Matrimônio - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Matrimônio - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Intenção de Oração do Papa para o mês de junho: “casar e partilhar a vida é algo maravilhoso” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/intencao-de-oracao-do-papa-para-o-mes-de-junho-casar-e-partilhar-a-vida-e-algo-maravilhoso/ Thu, 10 Jun 2021 01:22:00 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=60735 O Pontífice inicia a mensagem de vídeo, fazendo a seguinte pergunta:

Será verdade o que alguns dizem, que os jovens não querem se casar, especialmente nestes tempos tão difíceis? Casar e partilhar a vida é algo maravilhoso.

Esse questionamento ecoa as dificuldades e complicações que muitas famílias e casamentos tiveram durante a pandemia. A taxa de casamentos, segundo alguns dados, vem diminuindo notavelmente desde 1972, a ponto de, em países como os Estados Unidos, atingir os pontos mais baixos da história. Além disso, em muitos países, a queda nas taxas de casamento foi acompanhada por um aumento na idade em que se casa. A média na Suécia, por exemplo, se aproxima agora aos 34 anos. Em termos de famílias, não se observa apenas que a proporção de filhos nascidos fora do casamento aumentou consideravelmente em quase todos os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas que se multiplicou o número de divórcios, que em alguns países chegam a mais da metade dos casamentos.

O confinamento, em muitos casos, gerou tensões e conflitos familiares e tornou a vida em comum uma tarefa mais árdua do que o normal. Porém, a mensagem do Papa encoraja a continuar:

É uma viagem trabalhosa, por vezes difícil, chegando mesmo a ser conflituosa, mas vale a pena animar-se. E nesta viagem de toda a vida, a esposa e o esposo não estão sozinhos; Jesus acompanha-os. O casamento não é apenas um ato “social”; é uma vocação que nasce do coração, é uma decisão consciente para toda a vida, que exige uma preparação específica.

“Por favor, nunca se esqueçam disto. Deus tem um sonho para nós, o amor, e pede-nos que o tornemos nosso. Façamos nosso o amor que é o sonho de Deus”, diz ainda o Papa na mensagem de vídeo, convidando a rezar “pelos jovens que se preparam para o matrimônio com o apoio de uma comunidade cristã, para que cresçam no amor, com generosidade, fidelidade e paciência”. “Porque para amar é preciso muita paciência. Mas vale a pena, não é mesmo?”, conclui Francisco.

Ano especial dedicado à família
A vídeomensagem do Papa sobre o matrimônio chega num momento oportuno. Na festa da Sagrada Família de 2020, o Papa Francisco convocou um Ano especial dedicado à família que começou em 19 de março de 2021 com o seguinte lema: “Amor em família: vocação e caminho de santidade”. Essa convocatória coincide com o quinto aniversário da Exortação apostólica Amoris Laetitia e com o terceiro aniversário da Exortação apostólica Gaudete et Exsultate, dando destaque à vocação ao amor que cada pessoa tem dentro de sua casa. Além disso, acompanha outro acontecimento importante: o Ano de São José, que se estenderá até 8 de dezembro de 2021.

Foto: Vatican Media

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Papa propõe "catecumenato matrimonial" para noivos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-propoe-catecumenato-matrimonial-para-noivos/ Tue, 30 Jan 2018 09:05:27 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50574 Os Sínodos sobre a família e a Exortação Amoris Laetitia nasceram da necessidade de ouvir aqueles fiéis que haviam silenciado suas consciências e depois reencontraram um caminho para ver um pouco de ‘luz’.

Foi o que disse o Papa na audiência aos membros do Tribunal da Rota Romana, que estão inaugurando o Ano Judiciário 2018.

Conscientização

O discurso do Papa teve como ponto central a consciência: seja nos casos dos quais os juízes se ocupam, como na vida das pessoas dos quais são protagonistas. As atividades dos Tribunais Eclesiásticos, seu empenho em causas de nulidade matrimonial e em geral, a pastoral familiar da Igreja – acrescentou Francisco – se expressam também como ‘ministério da paz das consciências e devem ser exercidos com toda a consciência’.

Catecumenato matrimonial

O Papa recomendou também o esforço de um ‘catecumenato matrimonial visto como itinerário indispensável para que jovens e casais revivam a sua consciência cristã amparada pela graça dos dois sacramentos: batismo e matrimônio’.

Todavia, quando a vida conjugal encontra em seu caminho graves obstáculos e fica ferida, chegando a pedir ajuda ao Tribunal, é preciso que o exercício da consciência sirva para evitar o risco de que de ‘o exercício da justiça seja reduzido a um simples processo burocrático’:

“Se os Tribunais Eclesiásticos caíssem nesta tentação, trairiam a consciência cristã”.

Francisco explicou ainda que esta é a razão pela qual estabeleceu que nos processos breves seja o próprio bispo diocesano a julgar a primeira instância dos casos de nulidade matrimonial.

Neste sentido, o Pontífice pediu aos membros da Rota que evitem o risco que “à consciência dos fiéis com dificuldades no matrimonio seja negado um caminho de graça”.

Por Vatican News

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Sobre o amor na família (I) – Amoris Laetitia https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/sobre-o-amor-na-familia-i-amoris-laetitia/ Fri, 07 Jul 2017 10:48:36 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47287 A Igreja compreende o matrimônio como viabilização e concretização do amor Deus para com a humanidade no mundo presente. O matrimônio é, por isso, considerado uma vocação humana. Trata-se do encontro de amor entre um homem e uma mulher, duas histórias que se unem.

Reconhecido como sacramento, o matrimônio é um sinal que contém em si e realiza a união dos consentimentos e dos corpos, produzindo a comunhão indissolúvel entre os esposos. Para a comunidade de fé, é sinal da união entre Deus e a humanidade ou de Cristo com a humanidade. “É grande este mistério”, afirma São Paulo (Ef 5,32).

O Papa Francisco, sem transcurar elemento algum da compreensão tradicional da Igreja a respeito do matrimônio cristão, publicou, em 2016, uma exortação apostólica sobre o tema. A exortação, intitulada “Amoris Laetitia – sobre o amor na família”, é expressão de duas assembleias de bispos de todo o mundo, reunidos em Roma para debater o tema do matrimônio cristão. As assembleias foram precedidas por uma ampla consulta a todas as dioceses do mundo.

Inicia a sua exortação apostólica afirmando que “a alegria do amor que se vive nas famílias é também o júbilo da Igreja. Apesar de numerosos sinais de crise no matrimônio (…), o desejo de família permanece vivo nas jovens gerações. Como resposta a este anseio, o anúncio cristão que diz respeito à família é deveras uma boa notícia” (n.1).

Com objetividade e coragem, recorda o que foi o caminho sinodal: “oportunidade para analisar a situação das famílias no mundo atual, para alargar a nossa perspectiva e reavivar a nossa consciência sobre a importância do matrimônio e da família, e para mostrar a necessidade de continuar a aprofundar, com liberdade, algumas questões doutrinais, morais, espirituais e pastorais” (n.2).

No entanto, “nem todas as discussões doutrinais, morais ou pastorais devem ser resolvidas através de intervenções magisteriais” (n.3). Com isso, não se está negando a necessidade de “uma unidade de doutrina e práxis”, mas reconhecendo que podem existir “maneiras diferentes de interpretar alguns aspectos da doutrina ou algumas consequências que decorrem dela”. Tal aspecto se torna compreensível quando se reconhece que “em cada país ou região, é possível buscar soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais”. Até porque “as culturas são muito diferentes entre si e cada princípio geral (…), se quiser ser observado e aplicado, precisa ser inculturado” (idem).

O ideal do amor fiel, único, fecundo e indissolúvel é certamente indiscutível. A Igreja continua afirmando e defendo tais aspectos como condição para degustar a alegria do amor entre homem e mulher. O ideal será sempre defendido e promovido. Entretanto, o ideal é a meta para a qual é necessário caminhar. O caminho pressupõe uma gradualidade. Nessa perspectiva, o texto papal representa um encorajamento a quem, apesar de tudo, crê e se empenha por uma amor estável e duradouro, capaz de dar sentido à vida.

A exortação apostólica representa uma proposta às famílias cristãs, estimulando-as “a apreciar os dons do matrimônio e da família e a manter um amor forte e cheio de valores como a generosidade, o compromisso, a fidelidade e a paciência”; além disso, “se propõe a encorajar todos a serem sinais de misericórdia e proximidade para a vida familiar, onde esta não se realize perfeitamente ou não se desenrole em paz e alegria” (n.5).

Por Dom Jaime Spengler – Arcebispo metropolitano de Porto Alegre, RS
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O que se deve fazer para ser santo na vida cotidiana? Papa Francisco responde https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/o-que-se-deve-fazer-para-ser-santo-na-vida-cotidiana-papa-francisco-responde/ Wed, 21 Jun 2017 11:52:25 +0000 http://teste.toqueto.com/o-que-se-deve-fazer-para-ser-santo-na-vida-cotidiana-papa-francisco-responde.html Durante a Audiência Geral na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco explicou que para ser santos “não significa rezar o dia todo” e assegurou que o que se deve fazer é “cumprir os deveres com o coração aberto a Deus”.

“Pensamos que é uma coisa difícil, que é mais fácil ser delinquente do que santo. Não. É possível ser santos porque o Senhor nos ajuda. É Ele quem nos ajuda”.

Em uma nova catequese centrada na esperança, o Santo Padre refletiu sobre os santos, “testemunhos e companheiros da esperança”. Recordou como, “no dia do nosso Batismo, ressoou para nós a invocação dos santos. Muitos de nós, naquele momento, éramos crianças, levados nos braços por nossos pais”.

Essa ocasião, sublinhou o Pontífice, “foi a primeira em que, durante a nossa vida, nos era presenteada essa companhia de irmãos e irmãs maiores – os santos – que passaram pela nossa mesma estrada, conheceram as nossas mesmas fadigas e vivem para sempre no abraço de Deus”.

“Deus não nos abandona jamais”, assegurou. “Em toda ocasião em que estejamos necessitados, virá um de seus anjos para nos dar consolo”. “Os santos de Deus estão sempre aqui, ocultos em meio a nós”.

Contudo, assinalou o Papa, “alguém de vocês poderia me perguntar: ‘Mas, Padre, pode-se ser santo na vida de todos os dias?’. ‘Sim, pode’. ‘Mas isso significa que devemos rezar todo o dia?’. ‘Não’. Isso significa que você deve cumprir os seus deveres durante todo o dia: rezar, ir ao trabalho, cuidar dos filhos… E fazer tudo com o coração aberto a Deus. Com essa vontade de que esse trabalho, também na doença, no sofrimento, na dificuldade, esteja aberto a Deus. E assim seremos santos”.

Francisco destacou que “os cristãos, no combate contra o mal, não se desesperam. O cristianismo cultiva uma incurável confiança. Não crê que as forças negativas e que dividem podem prevalecer. A última palavra sobre a história do homem não é o ódio, não é a morte, não é a guerra. Em todo momento da vida nos assiste a mão de Deus e também a discreta presença de todos os fiéis que nos precederam no sinal da fé”.

“A assistência deles nos diz antes de tudo que a vida cristã não é um ideal inatingível. E, ao mesmo tempo, nos conforta: não estamos sozinhos, a Igreja é feita de inúmeros irmãos, às vezes anônimos, que nos precederam e que, pela ação do Espírito Santo, estão envolvidos nos assuntos dos que ainda vivem aqui”.

O Bispo de Roma insistiu que a invocação dos santos durante o Batismo “não é a única invocação dos santos que marca o caminho da vida cristã”. E como exemplo, citou os sacramentos do matrimônio e do sacerdócio.

“Quando dois noivos consagram seu amor no sacramento do Matrimônio – afirmou –, invoca-se de novo para eles, desta vez como casal, a intercessão dos santos. E esta invocação é fonte de confiança para os dois jovens que partem para a viagem da vida conjugal”.

Em relação ao matrimônio, indicou que “quem ama verdadeiramente tem o desejo e a coragem de dizer ‘para sempre’” e, se não estão dispostos a dizer “para sempre”, “que não se casem! Ou para sempre, ou nada”. “Mas, sabem que têm necessidade da graça de Cristo e da ajuda dos santos”, disse. “Por isso, na liturgia nupcial invoca-se a presença dos santos”.

Sobre o sacramento do sacerdócio, lembrou que “também os sacerdotes preservam a recordação de uma invocação de santos pronunciada sobre eles. É um dos momentos mais tocantes da liturgia da ordenação. Os candidatos se prostram por terra, com o rosto em direção ao chão. E toda a assembleia, guiada pelo Bispo, invoca a intercessão dos santos”.

“Somos pó que aspira ao céu. Fracos em nossa força, mas potentes no mistério da graça que está presente na vida dos cristãos”, finalizou.

Por ACI Digital

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Deus, o mundo e o sacramento do matrimônio https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/deus-o-mundo-e-o-sacramento-do-matrimonio/ Wed, 25 Jan 2017 11:23:25 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44114 Caros amigos, sem a presença do Espírito Santo todas as realidades humanas perdem seu brilho original e produzem somente vazio e sofrimento. Assim acontece também com o matrimônio cristão.

Causa-nos tristeza perceber que o matrimônio, querido e santificado por Deus, torna-se cada vez mais opaco no discurso moderno, como se fosse uma simples instituição humana e, portanto, opinável e modificável. A voz da Igreja será sempre dissonante neste cenário, uma vez que esta possui a missão de pregar a verdade da Palavra de Deus ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Infelizmente, a sociedade vem perdendo o foco do sentido pleno do casamento e da família, o que gera a produção de discursos vazios que privam a família de seus mais belos valores, afetando o respeito, a fidelidade e o amor conjugal.

Tais discursos dissociam a família da transmissão da vida, da educação dos filhos, da unidade e fidelidade e da segurança. A instituição familiar aparece sob a sombra da morte e do aborto, da interrupção na transmissão dos valores cristãos, da infidelidade e da violência. Num quadro assim pintado, é difícil perceber o matrimônio como um caminho autêntico de realização, alegria e salvação. E, justamente por isso, este sacramento precisa ser mais veementemente pregado e vivido por todos os cristãos com o auxílio do Espírito Santo, que é fonte de graça e verdade.

Gostaria de terminar o artigo citando uma emblemática homilia de São João Paulo II: “O Espírito grava nos vossos corações a lei de Deus sobre o matrimônio. Não está escrita somente fora: na Sagrada Escritura, nos documentos da Tradição e do Magistério da Igreja. Está gravada também dentro de vós. É esta a Nova e Eterna Aliança, de que fala o profeta, que substitui a Antiga e restitui o seu primitivo esplendor à Aliança original com a Sabedoria criadora, inscrita na humanidade de cada homem e de cada mulher. É a aliança no Espírito, sobre a qual fala São Tomás que ‘a lei Nova é a mesma graça do Espírito Santo’ (Suma Teológica, I, II, 9, 108, ou 109, a. 1). A vida dos cônjuges, a vocação dos pais exige uma perseverante e permanente cooperação com a graça do Espírito que vos foi concedida mediante o sacramento do matrimônio, para que esta graça possa frutificar no coração e nas obras, a fim de poderem dar frutos sem cessar e não definhem por causa da nossa pusilanimidade, infidelidade ou indiferença”. (02/11/1982)

Deus abençoe a todos!

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

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