Maria - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Maria - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Sete atitudes de Maria para serem imitadas https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/sete-atitudes-de-maria-para-serem-imitadas/ Tue, 31 Oct 2017 09:10:33 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49293 Somos de Maria e queremos ser como Ela! Sim, como Maria, pois Ela é nosso modelo perfeito de disponibilidade ao plano de Deus e fidelidade ao caminho de santidade. Por isso, essa lista vem nos ajudar a colocar como meta as atitudes ensinadas por nossa Mãe para nos achegarmos mais perto de seu filho Jesus.

1. Silêncio interior

Maria consegue receber em paz e compreender a mensagem do anjo graças ao profundo silêncio do seu coração. Ela está acostumada a meditar as palavras do Senhor e capta tudo com profundo recolhimento. Aprendamos a viver em silêncio interior em meio às atividades cotidianas.

2. Escuta atenta

Maria escuta o anjo com reverência. Não está pensando em si mesma, nem no que tem de fazer, nem em que coisas tem que deixar de fazer para ser a Mãe de Jesus. Ela se dispõe, deixa que as palavras do anjo a toquem e as medita em seu coração.

3. Acolhimento generoso

Depois de escutar, Ela acolhe. E as palavras dão fruto em seu interior, formam raízes em seu coração. Aprendamos de Maria a viver um acolhimento humilde do plano de Deus, aceitando com amor a vontade do Pai, sem desejar outra coisa na vida.

4. Busca pela vontade de Deus

Esta é a atitude que leva Maria a se perguntar sobre o sentido profundo das palavras do anjo: “Como será isso, se não conheço homem algum?”. Sua pergunta não vem da dúvida, mas da vontade de conhecer melhor a vontade de Deus, para poder descobrir a profundidade da sua missão, para responder com a maior fidelidade e generosidade possíveis.

5. Disponibilidade

Maria está disposta a fazer o que Deus lhe pedir, seja o que for. Esta é a atitude de um coração que se educou para dizer “sim” em cada pequena coisa, para pensar primeiro nos outros do que em si mesmo. Abertura e generosidade sem medidas, por amor a Deus e ao próximo.

6. Confiança em Deus e em suas promessas

Desde pequena, Maria meditou nas promessas de Deus ao povo de Israel. Ela as conhece e sabe que Ele sempre foi fiel, apesar da fraqueza do povo. Sua confiança não é cega, está baseada nas ações de Deus. Ela permite que Deus seja o centro da sua vida e se abre ao seu amor.

7. Coragem

Maria não teme a missão que Deus lhe dá, por maior que seja. Ela se lança com valentia a cumprir o plano de Deus. Mesmo sendo uma menina, confia profundamente na graça de Deus, que agiganta seus pequenos esforços. Aprendamos de Maria a confiar em que Deus pode fazer coisas grandes com a nossa pequenez, quando nós a entregamos totalmente a Ele.

Que Nossa Senhora nos auxilie e nos ensine a trilhar os mesmos passos seus!

Por A12, via Aleteia

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Encontro Diocesano da Infância Missionária em Nova Iguaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/encontro-diocesano-da-infancia-e-adolescencia-missionaria-nova-iguacu/ Mon, 16 Oct 2017 14:04:05 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49006 Encontro da Infância Missionária

Aconteceu neste domingo, 15, o Encontro Diocesano da Infância e Adolescência Missionária, em Nova Iguaçu de Goiás – GO, Paróquia Nossa Senhora Aparecida.

O evento contou com a presença de aproximadamente 200 crianças de cinco paróquias que têm a Obra Missionária (IAM): Santa Isabel, Niquelândia, Uruaçu, Campinorte e Nova Iguaçu! O Encontro teve como tema “Infância Missionária caminhando com Maria, a Senhora Aparecida”, e abordou os 300 anos de aparição de Nossa Senhora Aparecida.

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida agradece a todos os envolvidos na realização do Encontro: Pe. Antônio Gilson e equipe paroquial, que cuidaram de tudo com muito cuidado; ao Pe. Inocêncio Xavier, coordenador do COMIDI;  ao nosso  bispo, Dom Messias dos Reis Silveira, que celebrou o encerramento com muita alegria, e a todas as crianças e adolescentes Missionários que vieram participar do encontro.

Confira fotos:

Sirlene Xavier

Coordenadora  Diocesana  da IAM

Pascom – Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Nova Iguaçu de Goiás – GO

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Apresentado projeto de peregrinação aos lugares da Sagrada Família https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/apresentado-projeto-de-peregrinacao-aos-lugares-da-sagrada-familia/ Thu, 05 Oct 2017 08:22:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48850 Na catequese desta quarta-feira, 4, o Papa Francisco saudou a delegação egípcia que foi ao Vaticano para a bênção do ícone que descreve a fuga da Sagrada Família para o Egito.

A delegação é liderada pelo ministro do Turismo do país, Yahya Rashid, que, segundo algumas agências de notícias, como a Fides, está em Roma para relançar o projeto “Caminho da Sagrada Família”. Trata-se de um itinerário egípcio que une os lugares onde Maria, José e o Menino Jesus passaram, segundo a tradição, fugindo da violência de Herodes.

“O Egito é a terra em que São José, a Virgem Maria e o Menino Jesus, bem como muitos outros profetas, viveram: uma terra abençoada com o sangue sagrado de mártires derramado ao longo dos séculos”, disse o Papa Francisco.

A apresentação do projeto aconteceu ontem, 4, em Roma, na Via da Conciliação. Além do pronunciamento do Ministro Rashid, houve discursos de embaixadores egípcios junto à Santa Sé, como Seif Elnasr Hatem, e junto ao Estado italiano, como Amr Mostafa Kamal Helmy. A Obra Romana de Peregrinações (Opera Romana Pellegrinaggi), corresponsável pelo projeto, também participou do encontro. 

Itinerário sagrado

Na época de Jesus, as estradas que levavam da Palestina ao Egito eram três. Segundo algumas fontes históricas coptas, a Sagrada Família, com medo de ser reconhecida, não teria percorrido nenhum desses três itinerários e ao chegar ao Egito, mudava constantemente, provavelmente por motivos de segurança.

São muitos os lugares de culto cristãos ligados à passagem dos refugiados, a ponto de permitir um mapeamento: um itinerário que parte da costa mediterrânea, atravessa a área do Delta e do Nilo e segue o seu percurso, em direção ao sul, até a cidade atual de Assiut.

A tradição popular não especifica sempre se um determinado lugar foi visitado na ida ou na volta pela Sagrada Família. De qualquer maneira, as várias etapas são marcadas por capelas, santuários, mosteiros e até mesmo árvores, meta milenar de peregrinação dos fiéis coptas.

Alguns exemplos: o altar da antiga Igreja da Santa Virgem no Mosteiro de Al-Moharraq (Assiut) [foto] seria o berço esculpido na pedra onde o Menino Jesus teria dormindo por seis meses.

A Igreja da Virgem, em El-Mahamma, situada a 10 km do Cairo, foi o local onde Maria deu banho em Jesus. A Árvore de Maria, situada a 50 km do Cairo, teria sido o lugar em que Nossa Senhora se repousou, em Belbeis; a fonte de água que o Menino Jesus teria feito surgir, em El-Mataria: Maria, lavando as roupas de Jesus, derramou água no chão e ali brotou uma planta aromática usada ainda hoje para produzir o Óleo do Crisma.

A Sagrada Família teria passado também pelo sítio arqueológico que teria se tornado o Antigo Cairo onde se encontram vários mosteiros e santuários. Narra-se que a Sagrada Família ficou ali alguns dias. Por onde Jesus passava, caíam as estátuas dos ídolos. Herodes mandou matar o Menino Jesus e a Família se refugiou numa gruta, que se tornou depois a cripta da Igreja de Abu Serga (São Sérgio).

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Superior Geral dos Monfortinos envia mensagem aos devotos marianos da Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/superior-geral-dos-monfortinos-envia-mensagem-aos-devotos-marianos-da-diocese-de-uruacu/ Mon, 11 Sep 2017 17:35:09 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48365

Estimado Dom Messias, saudações aqui de Roma.

Sou pe. Luiz Augusto Stefani, me conhecem também como pe. Luizinho, atual Superior Geral dos Missionários Monfortinos. Sou brasileiro, natural de São Paulo.

Tendo sido eleito no dia 11 de maio deste ano e ingressado na Casa Geral Monfortina no dia 27 de agosto, começo a ter contato com uma série de correspondências e encontrei uma copia do Decreto “Verum et authenticum cultum beatam Mariam semper virginem”, dado em sua Diocese no dia 21 de dezembro de 2016.

Gostaria de manifestar, em nome da Congregação Monfortina, fundada por São Luis Maria Grignion de Montfort, os meus agradecimentos pelas orientações contidas no referido Decreto e endereçadas a todos os fiéis da Diocese de Uruaçu. De fato, a nossa preocupação, como monfortinos, tem sido a má interpretação dos escritos de São Luis Maria de Montfort e a acentuação dada por muitos grupos ao que é mais superficial na prática da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria.

O fim último de toda devoção é Jesus Cristo, a Ele devemos chegar. O Padre de Montfort nos ajuda a fazer um caminho missionário, um caminho de conversão e de evangelização através da Consagração a Jesus por Maria, como o senhor menciona no Decreto “como meio eficaz para viver fielmente os compromissos batismais…”.

Agradeço ao senhor por deixar muito claro no Decreto sobre o verdadeiro culto à Bem-aventurada sempre Virgem Maria que os símbolos externos não nos podem afastar da essencial da vocação cristã: os cristãos somos chamados a ser instrumentos da libertação, a romper as correntes que oprimem ou fragilizam o ser humano e toda a criação.

No Brasil, em Minas Gerais, está uma das nossas comunidades monfortinas que, se precisar, estará disponível em ajudar a orientar os sacerdotes da sua Diocese sobre a Verdadeira Devoção proposta por São Luís Maria de Montfort. O endereço da nossa comunidade vai em seguida.

Grande abraço. Unidos na oração.

Pe. Luizinho, smm

Missionários Monfortinos em Minas Gerais

Pe. Guilherme Brandão Ferreira

Rua Ipê, n. 16 – Bairro Laranjeiras

CEP: 35930-970 João Monlevade – MG

Telefone: 031. 985903958

Luiz Augusto Stefani, smm

Viale dei Monfortani, 65

00135 – Roma – Italia

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Papa: Maria nos capacita a atravessar com fé os momentos dolorosos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-maria-nos-capacita-a-atravessar-com-fe-os-momentos-dolorosos/ Tue, 15 Aug 2017 12:18:38 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-maria-nos-capacita-a-atravessar-com-fe-os-momentos-dolorosos.html “Trazendo Jesus, Nossa Senhora traz também a nós uma nova alegria, cheia de significado; nos traz uma nova capacidade de atravessar com fé os momentos mais dolorosos e difíceis”.

Falando aos milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro para o Angelus na Solenidade da Assunção, o Papa Francisco recordou que devemos pedir a Maria para nossas famílias e comunidades aquele “dom imenso”, “a graça que é Jesus Cristo”.

A narrativa de Lucas da visita de Maria à sua prima Isabel inspirou a reflexão do Papa, que precede a oração do Angelus.

Francisco recordou que “na casa de Isabel e de seu marido Zacarias, onde antes reinava a tristeza pela falta de filhos, agora existe a alegria de uma criança que chega, uma criança que se tornará o grande João Batista, precursor do Messias”. E completou:

“E quando chega Maria, a alegria transborda e explode nos corações, porque a presença invisível mas real de Jesus preenche tudo com um sentido: a vida, a família, a salvação do povo, tudo!”

“E esta alegria plena – explica o Santo Padre – se expressa com a voz de Maria na oração estupenda” do Magnificat:

“É o canto de louvor a Deus que opera grandes coisas por meio das pessoas humildes, desconhecidas para o mundo, como é a própria Maria, como é o seu esposo José, e como é também o local onde vivem, Nazaré. As grandes coisas que Deus fez com as pessoas humildes! As grandes coisas que o Senhor faz no mundo com os humildes, porque a humildade é como um vazio, que deixa espaço para Deus. O humilde é poderoso, não porque é forte. E esta é a grandeza do humilde, da humildade.”

“Gostaria de perguntar a vocês, e também a mim – completou Francisco. Mas não se responde em voz alta, cada um responde no coração. Como está a minha humildade?”

“O Magnificat – disse o Papa – canta o Deus misericordioso e fiel que cumpre o seu plano de salvação com os pequenos e os pobres, com aqueles que têm fé n’Ele, que confiam na sua palavra como Maria”.

“A vinda de Jesus naquela casa por meio de Maria – sublinhou Francisco – criou não somente um clima de alegria e de comunhão fraterna, mas também um clima de fé que leva à esperança, à oração, ao louvor”:

“Tudo isto nós gostaríamos que acontecesse hoje em nossas casas. Celebrando Maria Santíssima Assunta ao Céu, gostaríamos que ela, mais uma vez, trouxesse a nós, a nossas famílias, às nossas comunidades, o dom imenso, a graça única que devemos sempre pedir por primeiro e acima das outras graças que também estão no coração: a graça que é Jesus Cristo”.

“Trazendo Jesus – acrescentou o Pontífice – Nossa Senhora traz também a nós uma alegria nova, cheia de significado”:

“Nos traz uma nova capacidade de atravessar com fé os momentos mais dolorosos e difíceis; nos traz a capacidade de misericórdia para perdoar-nos, compreender-nos, apoiarmo-nos uns aos outros”.

“Maria – disse o Papa ao concluir sua reflexão – é modelo de virtude e de fé”, “agradeçamos a ela porque sempre nos precede na peregrinação da vida e da fé”, pedindo que “nos proteja e nos sustente”. “Que possamos ter uma fé forte, alegre e misericordiosa, que nos ajude a sermos santos, para nos encontrarmos com ela um dia no Paraíso”.

Por Rádio Vaticano

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Maria e as alegrias cotidianas https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/maria-e-as-alegrias-cotidianas/ Mon, 24 Jul 2017 16:48:06 +0000 http://teste.toqueto.com/maria-e-as-alegrias-cotidianas.html Cerca de trinta anos

Quando São Lucas começa a narrar a vida pública de Cristo diz que, ao iniciar o seu ministério Jesus tinha cerca de trinta anos (Lc 3, 23).

Trinta anos! Quando Jesus começou a atrair as multidões com a sua palavra e os seus sinais milagrosos , os que o haviam conhecido antes ficavam assombrados: Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria? (Mc 6, 3); não é ele o filho do carpinteiro? (Mt 13, 55).

Você percebe o que isso significa? Durante pelo menos trinta anos, a vida de Jesus teve – com exceção de uns meses de exílio no Egito – a normalidade da vida diária de relacionamento familiar e de trabalho própria de um lar modesto. Vê-se que José, ao iniciar-se a vida pública, já tinha falecido, porque só é mencionado indiretamente, ao passo que a mãe é designada como pessoa conhecida, Maria.

Dirijamos agora o nosso olhar para a Virgem Mãe. Passados os acontecimentos extraordinários dos primeiros dois anos depois da Anunciação (cf. Lc,1, 39 a 2, 52), a vida dela entra na “rotina” de mãe de uma pequena família em Nazaré (Mt 2, 23). Maria, juntamente com Jesus e José, vê transcorrer os dias com a aparente monotonia de um calendário e um relógio que nunca marcam eventos extraordinários (se excetuarmos apenas dois dias e pouco de agonia, quando Jesus, aos doze anos de idade, ficou no Templo).

De onde tirava Maria as suas alegrias, nessa sequência de dias quase sempre iguais ao longo de quase trinta anos? Da mesma fonte de onde tirava todas as outras alegrias: do amor!

Vale a pena meditar nisto, porque é frequentíssimo que hoje as pessoas, alucinadas atrás de alegrias de fantasia, fora do comum, percam pelo ralo do tempo as verdadeiras alegrias do dia a dia.

 

A “rotina” dos dias

A rotina dos dias pode ser, para qualquer um, uma colheita de cinzas ou de ouro. Depende de nós. Para Maria, cada dia era uma arrecadação do ouro fino, um tesouro de gozo que, ao adormecer, lhe deixava um sorriso estampado nos lábios.

Não custa nada pensar nas pequenas alegrias cotidianas de Nossa Senhora: o convívio amável com Jesus e José, o cuidado do seu Menino, o encantamento com o filho que crescia em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens (Lc 2, 52); as conversas íntimas no final do dia, o riso cristalino das brincadeiras puras; e as canções que animavam o trabalho: e a procura da água no poço, o fabrico doméstico do pão, o preparo de alimentos no fogão de chão, a tarefa de fiar, de tecer e costurar … Com que carinho Maria deve ter tecido a túnica sem costura, que os soldados sortearam ao pé do filho crucificado! (Jo 19, 23-24).

A rotina dos dias era para ela, como para nós, é «um tecido de pequenas insignificâncias que, conforme a intenção com que se fazem, podem formar uma tapeçaria esplêndida de heroísmo ou de baixeza, de virtudes ou de pecados» (Caminho, n. 826).

A “rotina” de Maria só tinha uma intenção: o amor. Era, assim, uma tapeçaria de virtudes. Como dizia O Card. Luciani, poucos dias antes de se tornar o Papa João Paulo I, num artigo sobre os ensinamentos de Mons. Escrivá, a “tragédia cotidiana” (quase diária nas rusgas, brigas e discussões de tantos lares) pode ser transformada pelo amor no “sorriso cotidiano”.

Com seu exemplo, Maria nos diz: «Na simplicidade do teu trabalho habitual, nos detalhes monótonos de cada dia, tens que descobrir o segredo – para tantos escondido – da grandeza e da novidade: o Amor» (Sulco, n. 489).

 

Aprender com a Virgem as alegrias cotidianas

─ O amor ao dever

Um adolescente imaturo dizia: “O dever… são todas aquelas obrigações chatas que a gente detesta fazer”.

Maria nos diria exatamente o contrário: “O dever é a Vontade de Deus, que eu escuto em cada momento, e que me pede responder-lhe de novo: Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra. Cada detalhe do dever é como um anjo Gabriel, que diz que Deus me espera ali, e isso me enche de alegria”.

São Josemaria fazia sobre isso um belo comentário: «É isso o que explica a vida de Maria: o seu amor. Um amor levado até ao extremo, até ao esquecimento completo de si mesma, feliz de estar onde Deus a quer, cumprindo com esmero a Vontade divina. Isso é o que faz com que o menor de seus gestos não seja nunca banal, mas cheio de conteúdo» (É Cristo que passa, n. 148).

Assim, o dever, em vez de ser uma obrigação enfadonha, é um cântico da alma que vive de amor.

 

─ Alegria de caprichar no dever

O poeta francês Charles Péguy dizia: «A minha mãe (uma camponesa simples)

empalhava o vime das cadeiras com o mesmo amor e o mesmo entusiasmo com que os nossos antepassados construíam as catedrais – “du même amour e du même coeur”».

Lembrávamos antes o capricho com que Maria teceu, de uma só peça, a túnica inconsútil de Jesus. É o exemplo de uma atitude constante nela, pois ela tudo fazia – por amor a Deus, a Jesus e a José – com o mesmo carinho e idêntico capricho, cuidando dos mínimos pormenores.

Penso que a Madre Teresa de Calcutá era como um eco do coração de Nossa Senhora, quando escreveu ao arcebispo vietnamita F. Xavier Van Thuân, assim que ele foi libertado do cárcere, após 13 anos de cativeiro: «O que conta não é a quantidade das nossas ações, mas a intensidade do amor que colocamos em cada uma delas».

D. Van Thuân, citou essas palavras no retiro que pregou ao Papa João Paulo II em março de 2000, e comentou: «Cada palavra, cada gesto, cada decisão, tem que ser o momento mais belo da nossa vida. É preciso amar… sem perder um único segundo».

 

─ A alegria de contemplar

Já imaginou a felicidade com que Maria deve ter contemplado seu filho Jesus nas palhas do presépio, adormecido em seu colo, e depois, no lar de Nazaré, enquanto engatinhava, dava passos incertos e se atirava aos braços protetores dela? E ao observá-lo se esmerando como aprendiz de José, trabalhando com arte a madeira…; em todos os momentos.

Ela vivia de olhos e coração postos, com inefável felicidade, naquele que os profetas chamaram o mais belo dos filhos dos homens (Sl 45,3).

Como nos faz falta pedir-lhe: “Mãe, ensina-nos a contemplar! Porque hoje o mundo parece ter perdido essa capacidade: pouco meditamos na intimidade, no silêncio orante do coração (cf. Lc 2, 19)… Parece que perdemos a capacidade de nos concentrarmos na contemplação agradecida das coisas belas, das palavras de Deus e dos dons que ele nos dá…

Até a religiosidade, para alguns, tende a manifestar-se apenas como agitação, barulho, algazarra, balbúrdia teatral… Como precisaríamos aprender a contemplar, na paz de uma igreja, nuns dias de retiro em silêncio, ou sozinhos em casa (Mt 6, 6) – com os olhos e a imaginação cheios de fé –, as cenas da vida de Jesus (o Evangelho, a Via Sacra…); e as passagens da vida de Maria (os mistérios do Rosário), com o coração aberto à intimidade divina, para ver, escutar, orar, amar…

 

─ A alegria do “sacrifício escondido e silencioso”

Essa expressão de São Josemaria – «sacrifício escondido e silencioso» – define bem uma atitude fundamental da vida de Maria Santíssima.

Comentava esse santo a cena evangélica da mulher do povo que louvou a mãe de Jesus, e a resposta esclarecedora que Jesus lhe deu: Felizes, na verdade, os que escutam a palavra de Deus e a põem em prática (Lc 11, 27-28).

Essa frase – escrevia São Josemaria – «era o elogio de sua Mãe, do seu fiat…, que não se manifestou em ações aparatosas, mas no sacrifício escondido e silencioso de cada dia». E acrescentava que, ao meditarmos nisso, «compreendemos que o valor sobrenatural da nossa vida não depende de que se tornem realidade as grandes façanhas que às vezes forjamos com a imaginação, mas da aceitação fiel da vontade divina, de uma disposição generosa em face dos pequenos sacrifícios diários» (É Cristo que passa, n. 172).

Você poderia imaginar Nossa Senhora reclamando dos pequenos sacrifícios diários? Das renúncias, dos imprevistos, das contrariedades, das canseiras? Ou cobrando dos outros agradecimento e retorno? É claro que não. Seu sacrifício era puro. Ela bem sabia o que Jesus nos ensinou: que as alegrias mais belas crescem sobre a “boa terra” da mortificação – da cruz –, sobre a doação praticada sem interesse, sobre a renúncia voluntária movida pelo amor.

E nós? Numa sociedade como a nossa, dominada pelos tentáculos do consumismo e do prazer, vai se perdendo a capacidade de saborear as pequenas alegrias cotidianas. Cada vez há menos pessoas que experimentem o que dizia Santo Agostinho: «Quando há amor, ou o sacrifício não custa, ou amamos o próprio sacrifício que custa». Neste mesmo sentido, São Josemaria observava: «Não reparaste que as almas mortificadas, pela sua simplicidade, até neste mundo saboreiam mais as coisas boas?» (Sulco, n. 982).

Maria nos ensina a maravilha das pequenas alegrias cotidianas, dessas que estão ao alcance de todos, mas que a nossa vida agitada torna invisíveis. Talvez já as tenhamos vivido na infância, talvez já sentimos certa nostalgia das que não experimentamos, ao “vê-las” nos bons romances de tempos passados ou nas lembranças que os avós nos contam… São tesouros que o ritmo frenético da vida atual quer nos roubar, e que é preciso resgatar.

 

A alegria de dar alegrias

Vamos fazer agora uma reflexão simples sobre o episódio das Bodas de Caná (Jo 2, 1-11).

Era um casamento rural. Muita festa e muita gente. Muitos parentes, amigos e vizinhos convidados. A mãe de Jesus estava lá. Também Jesus e seus discípulos foram convidados.

Avançada a celebração, Nossa Senhora sussurra ao ouvido de Jesus: Eles não têm vinho. Só ela, entre a multidão, tinha percebido que a família dos noivos calculara mal as bebidas, e podiam ter um vexame. Jesus respondeu-lhe: Mulher, que temos nós com isso? A minha hora ainda não chegou. Ela não insiste, mas não desanima. Conhece o filho! Por isso avisa os que serviam: Fazei tudo o que ele vos disser.

Pouco depois Jesus chama esses serventes: “Enchei as talhas de água” (eram seis recipientes de pedra, muito grandes). Eles as encheram até a borda. Então disse: “Agora tirai e levai ao encarregado da festa”. Assombro! O mestre-sala fica pasmado com a qualidade daquele vinho e censura o noivo: “Todo o mundo serve primeiro o vinho bom… Tu guardaste o vinho bom até agora!”

Este foi o primeiro milagre de Jesus, frisa o Evangelho. Não parece um pouco estranho? Nós acharíamos lógico que o primeiro milagre tivesse sido a cura de uma cegueira, a ressurreição de um morto, uma tempestade acalmada… Não. Por solicitação da Mãe, Deus feito Homem inicia os milagres com um detalhe “doméstico”: dar alegria a uns noivos, não permitir que um descuido prejudique a festa.

 Penso que nessa atitude de Cristo há três ensinamentos:

─ Primeiro: as pequenas alegrias da vida simples têm muita importância aos olhos de Deus. Tomara que a tenham aos nossos olhos.

─ Segundo: Jesus quer ajudar-nos a compreender que as almas que, como Maria, sabem “garimpar” alegria dos deveres cotidianos vivem contentes, e sentem o impulso de transmitir alegria aos demais.

─ Terceiro: com esse milagre Cristo quer deixar patente o poder de intercessão de Nossa Senhora junto de seu Filho Jesus. Ele a escuta sempre.

Agora, você, leitor, medite nisso tudo e tire as suas consequências.

 

Por Pe. Faus

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Muçulmanos mudam nome de mesquita para homenagear Maria https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/muculmanos-mudam-nome-de-mesquita-para-homenagear-maria/ Wed, 28 Jun 2017 10:28:50 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47019 As autoridades dos Emirados Árabes Unidos decidiram mudar o nome de uma de suas mesquitas, lugar de culto muçulmano, para que, de agora em diante, se chame “Maria, Mãe de Jesus”.

Segundo informa ‘Gulf News’, a mudança de nome a “Mariam Umm Eisa”, árabe para “Maria, Mãe de Jesus”, foi decidido pelo xeique Mohammad Bin Zayed Al Nahyan, príncipe de Abu Dhabi e Comandante Geral das Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos.

A poucos metros da mesquita está a igreja anglicana St. Andrew. Seu capelão, Andrew Thompson, disse a ‘Gulf News’: “Estamos muito felizes de que celebremos algo que temos em comum entre ambos os credos”.

Por outro lado, o Vigário Apostólico da Arábia do Sul, o Bispo católico Paul Hinder, também expressou sua satisfação pela mudança de nome da mesquita e disse que Maria “está de forma proeminente na Bíblia e no Corão (o livro sagrado muçulmano) e constitui um laço importante entre cristãos e islâmicos”.

Em sua opinião, esta mudança de nome da mesquita “contribuirá para a paz e o entendimento mútuo não só em nosso país, mas em toda a região”.

Por ACI Digital

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Caminho da Sagrada Família será patrimônio da humanidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/caminho-da-sagrada-familia-sera-patrimonio-da-humanidade/ Thu, 18 May 2017 10:03:33 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46327 A Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) prepara-se para reconhecer o “Caminho da Sagrada Família” patrimônio da humanidade. Trata-se, segundo tradições milenares, do itinerário que une os lugares por onde Maria, José e o Menino Jesus passaram na fuga para o Egito fugindo da violência de Herodes.

Reconhecimento da Unesco poderá favorecer peregrinação

A notícia foi dada pelo diretor das relações internacionais da Autoridade para a promoção do turismo egípcio, Adel al Gindy. Segundo a agência missionária Fides, há tempo os responsáveis das políticas egípcias para o turismo têm insistido no “Caminho da Sagrada Família” como itinerário a ser proposto às agências especializadas na organização de peregrinações cristãs. Eles consideram que o reconhecimento da Unesco poderá favorecer o aumento dos fluxos de peregrinos.

A recente visita do Papa Francisco ao Egito (28/29 de abril) foi vista pelos responsáveis políticos do turismo egípcio como uma ocasião para repropor o grande país do nordeste da África entre as possíveis metas de peregrinação para os cristãos do mundo inteiro, nas pegadas da Sagrada Família.

Hospitalidade dada pelo Egito à Sagrada Família

Nos discursos pronunciados durante a visita o Papa Francisco fez várias referências ao acolhimento dado pelo Egito ao Menino Jesus, José e Maria, obrigados ao exílio.

Antes da visita papal, um dos membros da Comissão ministerial constituída para relançar o Caminho da Sagrada Família, Nader Guirguis, fizera referência também a hipóteses históricas baseadas na narração dos Evangelhos, segundo as quais a permanência da Sagrada Família no Egito pode ter durado alguns anos.

Apresentada no Vaticano programa “A viagem da Sagrada Família”

No dia 9 de maio, à distância de menos de duas semanas da visita do Papa, o ministro do Turismo egípcio Yahiya Rashid esteve no Vaticano para apresentar o programa “A viagem da Sagrada Família”. A esse respeito, a mídia egípcia afirma a realização de contatos entre entidades do turismo egípcio e a Obra romana peregrinações.

Atividade institucional do Vicariato de Roma, a Obra romana peregrinações organiza e promove – desde 1933 – peregrinações e itinerários religiosos-culturais em Roma e no mundo inteiro.

Por Rádio Vaticano

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Maria, a serva do Senhor https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/maria-a-serva-do-senhor/ Tue, 16 May 2017 10:03:37 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46276 A Mãe de Jesus, invocada com os mais variados títulos em todo o mundo, é lembrada, especialmente no mês de maio, como a Senhora de Fátima.

Neste Ano Mariano, além dos 300 anos de Aparecida, também celebramos o primeiro centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal. Aí, manifestando-se a três crianças pobres, Lúcia, Francisco e Jacinta, que cuidavam de um pequeno rebanho de ovelhas, a Mãe de Jesus, com muita simplicidade, fazia-lhes constantes e maternais apelos à conversão, à penitência e à oração perseverante pela conversão dos pecadores, especialmente a oração do santo Rosário. Eis aí, o núcleo da mensagem de Fátima que nada mais é do que o centro do Evangelho de Nosso Senhor: conversão, penitência, oração e missão.

Maria é um autêntico modelo para quem busca ardentemente se identificar com Jesus e viver os valores do Evangelho. Ela não só escutou atenta e calorosamente a Palavra de Deus e a pôs em prática, como também concebeu em seu ventre virginal o Verbo de Deus que se fez homem e se tornou o nosso eterno Redentor. A Palavra do Senhor encontrou acolhida no coração de Maria e em seu ventre puríssimo se encarnou e veio fazer morada entre nós. Assim se expressou o Papa Leão XIII em 1897: “Deus a escolheu desde a eternidade para vir a ser Mãe do Verbo, que se encarnaria; e, por este motivo, entre todas as criaturas mais belas na ordem da natureza, da graça e da glória, o Senhor a distinguiu com privilégios tais, que a Igreja com razão aplica a ela aquelas palavras das Santas Escrituras: “Saí da boca do Altíssimo, primogênita antes de toda criatura” (Eclo 24, 5).

Nos Evangelhos percebe-se com nitidez como Maria foi importante a Deus Pai e à Trindade Santíssima, primeiramente, e, em seguida, foi igualmente importante para Jesus e à sua Igreja. Sim, a Igreja também, de certa forma, foi gerada no ventre puríssimo de Nossa Senhora. Por fim, Maria é admiravelmente muito significativa para todos nós que seguimos Jesus como seus discípulos missionários. Assim como apresentou Jesus no templo, ela também, hoje, apresenta-nos a Jesus no santuário celeste para que sejamos nós também agraciados com sua bondade e misericórdia, com sua paz e salvação. Assim como acompanhou seu filho em sua missão até à cruz no calvário, assim também acompanha a Igreja desde Pentecostes até os dias de hoje, onde vivemos uma realidade marcada por tantos sofrimentos físicos, espirituais e morais. Diante disso, os apelos da Senhora de Fátima são sempre atuais: conversão, penitência, oração perseverante e missão. Quem acolhe estes apelos marianos, jamais vai se excluir de um sério e responsável engajamento na ação evangelizadora da Igreja.

Celebrando com sinceridade este Ano Mariano, continuemos firmes em nosso caminho, sempre mais revigorados em nossa ação missionária, para que a força do Evangelho transforme, desde as bases, as estruturas da sociedade para que todos nós, à semelhança da “serva do Senhor” sejamos verdadeiros servidores de Deus e do seu povo, especialmente cuidando dos mais desprovidos. Assim, “pela graça do Espírito Santo, à semelhança de Maria, conservemos a integridade de nossa fé, uma sólida esperança e sincera caridade” (Cf. LG 64), onde nossa vida, sempre mais perfeitamente, possa se transformar em serviço. Como nos ensina o papa Francisco, olhemos para Maria e “voltemos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto”.

Por Dom Celso Antônio Marchiori – Bispo de Apucarana

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Audiência: não somos órfãos, Maria é Mãe da esperança https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/audiencia-nao-somos-orfaos-maria-e-mae-da-esperanca/ Wed, 10 May 2017 12:44:15 +0000 http://teste.toqueto.com/audiencia-nao-somos-orfaos-maria-e-mae-da-esperanca.html “Maria, Mãe da esperança” foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (10/05). Na Praça S. Pedro, cerca de 20 mil fiéis participaram do evento, entre os quais inúmeros brasileiros da “Obra de Maria” e de Belo Horizonte.

Maria e as mães do nosso tempo

No caminho da sua maternidade, Maria teve que atravessar mais do que uma noite sombria. Ainda jovem, respondeu “sim” à proposta que o Anjo Gabriel lhe fez de ser a mãe do Filho de Deus, embora nada soubesse do destino que A esperava.

“Naquele instante, Maria se parece como uma de tantas mães do nosso mundo, corajosas até o extremo quando se trata de acolher no próprio ventre a história de um novo homem que nasce”, disse o Papa, acrescentando que Ela é uma mulher que não se deprime face às incertezas da vida; nem uma mulher que protesta e se lamenta contra a sorte que muitas vezes se Lhe apresentava hostil. Pelo contrário, é uma mulher que aceita a vida como vem, com os seus dias felizes, mas também com as suas tragédias.

Maria simplesmente “estava”

Na noite mais escura de Maria, da crucifixão do seu Filho, Ela permaneceu ao pé da cruz, desconhecendo o destino de ressurreição do seu Filho. Neste episódio, os Evangelhos são lacônicos e discretos, registram com um só verbo a presença da mãe. “Ela estava.” Nada dizem de sua reação nem sua dor, que ficou para a criatividade de poetas e pintores.

“As mães nunca desistem nem abandonam. As mães não traem”, afirmou Francisco. Os Evangelhos somente dizem: ela estava. No momento mais cruel, Ela sofria com o Filho. Estava. Ela simplesmente estava ali. Os sofrimentos de uma mãe… Todos nós conhecemos mulheres fortes, que levaram avante os sofrimentos de seus filhos.”

Não somos órfãos

Depois, em Pentecostes, no primeiro dia da Igreja, reencontramos Maria como Mãe da Esperança em meio àquela comunidade de discípulos tão frágeis: um tinha negado o Mestre, muitos tinham fugido, todos tinham medo. Maria simplesmente estava lá no seu modo normal de ser, como se fosse algo natural: a Igreja primitiva, envolvida pela luz da Ressurreição, mas também pela incerteza e o medo dos primeiros passos a dar no mundo.

“Por isso, todos nós A amamos como Mãe. Não somos órfãos, todos temos uma mãe no céu”, disse ainda Francisco. Maria nos ensina a virtude da espera, mesmo quando tudo parece sem sentido, pois confia no mistério de Deus. “Nos momentos de dificuldade, que Maria possa sempre amparar os nossos passos, possa sempre dizer ao coração: levanta-se, olhe para frente, para o horizonte. Ela é Mãe de esperança.”

Peregrinação a Fátima

Ao saudar os fiéis língua portuguesa, o Papa recordou sua iminente viagem a Portugal, “como peregrino a Fátima, para confiar a Nossa Senhora as sortes temporais e eternas da humanidade e suplicar sobre os seus caminhos as bênçãos do Céu. Peço a todos que me acompanhem, como peregrinos da esperança e da paz: as suas mãos em prece continuem a sustentar as minhas”.

Saudação à Rússia

Francisco dirigiu também uma saudação especial a uma delegação de jovens sacerdotes do Patriarcado de Moscou, presente no Vaticano a convite do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. “Que Deus abençoe a Rússia e o empenho da Igreja ortodoxa em prol do diálogo entre as religiões e o bem comum.”

Por Rádio Vaticano

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