livro-entrevista - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png livro-entrevista - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa Francisco e o livro-entrevista "Deus é jovem" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-e-o-livro-entrevista-deus-e-jovem/ Tue, 20 Mar 2018 09:32:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51324 O livro-entrevista tem lançamento hoje (20/3) em vista da Jornada Mundial da Juventude, que será celebrada no próximo Domingo de Ramos, no Vaticano e nas dioceses dos cinco continentes. Mais de 20 países lançam simultaneamente o segundo livro do Papa Francisco. Após ‘O nome de Deus é misericórdia’ (2016), que ultrapassou a cifra de 200.000 exemplares vendidos só no Brasil, a Editora Planeta traduziu com exclusividade a edição em português para o Brasil e a confiou ao Pe. João Carlos Almeida, scj (Padre Joãozinho).

Os jovens são profetas com asas

O jovem tem algo de profeta, e deve perceber isso. Deve estar ciente de ter as asas de um profeta, a atitude de um profeta, a capacidade de profetizar, de dizer mas também de fazer. Um profeta do hoje tem a capacidade, sim, de condenação, mas também de perspectiva. Os jovens têm essas duas qualidades. Eles sabem condenar, mas muitas vezes eles não expressam bem a sua condenação. E eles também têm a capacidade de examinar o futuro e olhar para frente.

Os jovens de hoje estão crescendo em uma sociedade desenraizada

Para entender um jovem hoje você tem que entendê-lo em movimento, não pode ficar parado e pretender estar no seu comprimento de onda. Se queremos dialogar com um jovem, devemos ser “móveis”, e então será ele a diminuir a velocidade para nos ouvir, será ele a decidir fazê-lo. E quando diminuirá a velocidade, começará outro movimento: um movimento no qual o jovem começará a seguir o passo mais lentamente para ser ouvido, e os idosos acelerarão para encontrar o ponto de encontro. Ambos se esforçarão: os jovens a caminharem mais lentamente e os idosos a irem mais rápidos. Isso poderia marcar o progresso. (…) Os adultos muitas vezes desenraízam os jovens, erradicam suas raízes e, em vez de ajudá-los a serem profetas pelo bem da sociedade, os tornam órfãos e descartados. Os jovens de hoje estão crescendo em uma sociedade desarraigada.

Pedir perdão aos nossos jovens

Devemos pedir perdão aos nossos jovens porque nem sempre os levamos a sério. Nós nem sempre os ajudamos a ver a estrada e a construir os meios que podem permitir a eles de não serem descartados. Muitas vezes, não sabemos como fazê-los sonhar e não somos capazes de entusiasmá-los. É normal procurar dinheiro para construir uma família, um futuro, e para sair do papel de subordinação aos adultos que os jovens hoje têm por muito tempo. O que importa é evitar experimentar a ânsia da acumulação.

É o trabalho, a comida da alma e não dinheiro

O trabalho deveria ser para todos. Todo ser humano deve ter a possibilidade concreta de trabalhar, de demonstrar a si mesmo e a seus entes queridos que ele pode ganhar a vida. Não se pode aceitar a exploração, não se pode aceitar que muitos jovens sejam explorados pelos empregadores com falsas promessas, com pagamentos que nunca chegam, com a desculpa de que são jovens e devem fazer experiência. Não se pode aceitar que os empregadores pretendam dos jovens um trabalho precário e até mesmo gratuito, como acontece (…). Os jovens nos pedem para serem ouvidos e nós temos o dever de escutá-los e acolhê-los, não de explorá-los. Não há desculpas para isso.

Muitos pais criam seus filhos à cultura do efêmero

Parece que crescer, envelhecer, amadurecer, é ruim. É sinônimo de vida terminada, insatisfeita. Hoje, parece que tudo é manipulado e mascarado. Como se o fato de viver não tivesse sentido. Recentemente eu falei sobre o quão seja triste que alguém queira fazer o “lifting” também ao coração! Como é doloroso que alguém queira cancelar as rugas de tantos encontros, de tantas alegrias e tristezas! Muitas vezes, há adultos que brincam de ser jovens, que sentem a necessidade de colocarem-se ao nível do adolescente, mas não entendem que é um engano. É um jogo do diabo. Não consigo entender como é possível que um adulto se sinta em competição com um jovem, mas, infelizmente, acontece cada vez mais isso. (…) Há muitos pais adolescentes na cabeça, que querem viver a vida efêmera eterna e, conscientemente ou não, fazem suas crianças vítimas deste perverso jogo do efêmero. Porque, de um lado, criam crianças encaminhadas à cultura do efêmero e, do outro, as fazem crescer sempre mais enraizadas, numa sociedade que eu chamo de “desarraigada”.

Velhos sonhadores e jovens profetas são a salvação da nossa sociedade desarraigada

Os adultos muitas vezes desarraigam os jovens, erradicando suas raízes e, em vez de ajudá-los a serem profetas pelo bem da sociedade, os tornam órfãos e descartados. Os jovens de hoje estão crescendo em uma sociedade desarraigada. (…) Hoje, as redes sociais parecem nos oferecer esse espaço de conexão com os outros; a web faz os jovens se sentirem parte de um único grupo. Mas o problema que a Internet comporta é a sua virtualidade: a web deixa os jovens no ar e por esta razão extremamente voláteis. (…) Um caminho forte para no salvar, creio seja o diálogo, o diálogo dos jovens com os idosos: uma interação entre idosos e jovens, até ultrapassando provisoriamente, os adultos. Jovens e idosos devem conversar uns com os outros e devem fazer isso cada vez mais frequentemente: isso é muito urgente! E devem ser os idosos, como também os jovens, a tomarem a iniciativa. (…) Mas esta sociedade descarta uns e outros, descarta os jovens como também descarta os idosos. No entanto, a salvação dos idosos é dar aos jovens a memória, isso torna os idosos verdadeiros sonhadores do futuro; enquanto a salvação dos jovens é pegar esses ensinamentos, esses sonhos e levá-los avante na profecia. (…) Os idosos sonhadores e os jovens profetas são o caminho da salvação da nossa sociedade desarraigada: duas gerações de descartados podem salvar todos.

Deus é jovem porque “faz novas todas as coisas” e é social

Deus é Aquele que renova sempre, porque Ele é sempre novo: Deus é jovem! Deus é o Eterno que não há tempo, mas é capaz de renovar, rejuvenescer-se continuamente e rejuvenescer tudo. As características mais peculiares dos jovens são também as Suas. É jovem porque “faz novas todas as coisas” e gosta de novidades; porque surpreende e ama o estupor; porque sabe sonhar de deseja os nossos sonhos; porque ele é forte e entusiasmado; porque constrói relacionamentos e nos pede para fazermos o mesmo, é social. Penso na imagem de um jovem e vejo que ele também tem a possibilidade de ser “eterno”, colocando em jogo toda a sua pureza, criatividade, coragem, energia, acompanhado pelos sonhos e sabedoria dos idosos. É um ciclo que se fecha, que cria uma nova continuidade e me recorda a imagem da eternidade.

Por Vatican News

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"Deus é jovem": o novo livro do Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/deus-e-jovem-o-novo-livro-do-papa-francisco/ Wed, 28 Feb 2018 08:00:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51024 Dois anos depois de “O nome de Deus é misericórdia”, publicado em mais de 100 países, o novo livro-entrevista do Papa Francisco, “Deus é jovem”, será lançado em todo o mundo no dia 20 de março.

Sínodo marcado no Vaticano de 3 a 28 de outubro 

Em vista do Sínodo dos Jovens, em outubro próximo no Vaticano, o novo projeto editorial será publicado logo antes do Dia Mundial da Juventude, celebrado no Domingo de Ramos no Vaticano e nas dioceses dos cinco continentes.

“ Nas seis principais línguas, a capa traz o título escrito a mão pelo próprio Papa ”

Nesta obra, Francisco conversa com o jornalista Thomas Leoncini dirigindo-se aos jovens de todo o mundo, de dentro e fora da Igreja, e com firmeza e paixão, analisa os grandes temas da atualidade. O resultado é um diálogo corajoso, intimo e memorável.  

No Brasil, o livro será publicado pela Editora Planeta.

Por Vatican News

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Em livro-entrevista, sociólogo francês traça perfil inédito do Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-livro-entrevista-sociologo-frances-traca-perfil-inedito-do-papa/ Mon, 04 Sep 2017 11:23:13 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48251 O sociólogo francês Dominique Wolton lançará um livro nesta quarta-feira, 6, cujo personagem principal é o Papa Francisco. No livro-entrevista, batizado “Papa Francisco: Encontros com Dominique Wolton, Política e Sociedade”, o Santo Padre discute temas como o aborto, casamento, abusos sexuais, migrações ou a influência das mulheres em sua vida.

Alguns trechos do livro, que foi composto ao longo de dois anos, foram publicados pelo jornal francês Le Figaro.

Com relação ao aborto, o Papa reforça que se trata de um pecado grave e que deve levar as pessoas a procurar pelo perdão.

Quanto ao casamento, Francisco afirma se tratar da união entre um homem e uma mulher apenas, e que a união entre pessoas do mesmo sexo sejam reconhecidas como “uniões civis”.

“Não brinquemos com a verdade”, advertiu o Papa com relação à ideologia de gêneros.

Com relação aos refugiados e migrantes, Francisco os compara a Jesus Cristo, que também fora perseguido, segundo relatos da Bíblia.

No livro, o Papa ainda se lembra de quando o Velho Continente explorou locais como a África, por exemplo, deixando-os à mercê de guerras e muitas pessoas sem trabalho. A este respeito, o Papa rejeita a expressão “guerra justa”, por considerar que a única solução justa é a paz.

Quando se trata dos abusos sexuais contra menores perpetrados pelo clero, o Papa é categórico em seu discurso: o padre abusador “está doente”. Francisco ainda tece elogios ao pontificado de Bento XVI, que teve coragem de “enfrentar o problema”.

Outro assunto tratado no livro é a influência das mulheres na vida do Santo Padre, desde sua avó até “pequenos namoros” que tivera em sua vida, bem como consultas a um psicoterapeuta entre 1978 e 1979, quando o então padre Jorge Mario Bergoglio tinha 42 anos. “Ela era muito boa, muito profissional e me ajudou muito”, revelou.

Com relação à sua formação política, Francisco revela que uma mulher foi a responsável por moldar suas visões e pensamentos políticos. “Foi uma mulher que me ensinou a pensar sobre a realidade política. E ela era comunista”, contou o Papa. A mulher atendia por Esther Balestrino de Careaga e “foi morta durante a ditadura quando foi capturada com duas freiras francesas”, reitera. 

“Ela era química, responsável pelo departamento em que trabalhava, no laboratório”, continua o Santo Padre. “Era uma comunista do Paraguai, do partido chamado Febrerista. Lembro que ela me fez ler a condenação de morte de Rosenberg! Me fez entender o que havia por trás daquela condenação. Me deu livros, todos comunistas, mas me ensinou na verdade a pensar sobre a política. Devo muito àquela mulher”, acrescentou.

Em outro trecho da obra, o Papa fala das críticas que recebe por tentar tornar a Igreja mais aberta e sonhar com uma sociedade mais equânime. “Uma vez, me falaram ‘você é comunista’. Não, os comunistas são os cristãos e foram os outros que roubaram a nossa bandeira”, disse ao escritor francês.

Francisco lamenta ainda a “rigidez” de alguns membros da Igreja, em particular aos que centram o discurso em questões de moralidade sexual, esquecendo questões sociais. Fala também numa “tentação” de uniformizar regras para situações diferentes e dá como exemplo o tema das famílias em dificuldade, abordado na sua exortação apostólica pós-sinodal ‘Amoris Laetitia’.

O pontífice sublinha que o discurso da proibição, do “não, não, não” é o mesmo que se encontra nos diálogos de Jesus com os fariseus, nos Evangelhos, deixando votos de que seja possível “ver mais além”.

Por Canção Nova, com Agências

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Papa: corrupção, câncer que mata o homem e a sociedade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-corrupcao-cancer-que-mata-o-homem-e-a-sociedade/ Fri, 16 Jun 2017 09:16:31 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46827 Foi lançado nesta quinta-feira(15/06), o livro-entrevista do prefeito do dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Peter Turkson, e Vittorio V. Alberti, com o prefácio do Papa Francisco, intitulado “Corrosão”.

“A corrupção, na sua raiz etimológica, define uma dilaceração, uma ruptura, decomposição e desintegração. A corrupção revela uma conduta antissocial tão forte que dissolve as relações e os pilares sobre os quais se fundam uma sociedade: a coexistência entre as pessoas e a vocação a desenvolvê-la”, escreve o Papa. 

Coração corrupto

Segundo o Pontífice, “a corrupção quebra tudo isso, substituindo o bem comum com o interesse pessoal que contamina toda perspectiva geral. Nasce de um coração corrupto. É a pior praga social, pois cria problemas graves e crimes que envolvem todas as pessoas”. 

“A palavra corrupção recorda o coração fragmentado e manchado por algo, como um corpo arruinado que entra num processo de decomposição e exala mau cheiro”, sublinha Francisco. 

A seguir, o Papa faz uma série de perguntas: “O que há na origem da exploração do ser humano contra outro ser humano? O que há  na origem da degradação e da falta de desenvolvimento? O que há na origem do tráfico de pessoas, de armas e drogas? O que há na origem da injustiça social e da mortificação do merecimento? O que há na origem da ausência de serviços para as pessoas? O que há na raiz da escravidão, do desemprego, da negligência das cidades, do bem comum e da natureza? O que destrói o direito fundamental do ser humano e a integridade do ambiente? A corrupção é a arma, a linguagem mais comum das máfias e das organizações criminosas do mundo.”

Cultura de morte

Segundo Francisco, “a corrupção é um processo de morte que dá linfa à cultura de morte das máfias e organizações criminosas. Existe uma profunda questão cultural que deve ser enfrentada. Hoje, muitas pessoas não conseguem imaginar o futuro. Para um jovem, hoje, é difícil crer realmente em seu futuro, em qualquer futuro, e o mesmo para sua família. Essa nossa mudança de época, tempo de crise muito vasto, mostra a crise mais profunda que envolve a nossa cultura. Nesse contexto, a corrupção deve ser enquadrada e entendida em seus vários aspectos. Todos estamos expostos à tentação da corrupção”.

“A corrupção tem na origem o cansaço da transcendência, como a indiferença. Por isso, o corrupto não pede perdão. A Igreja deve ouvir, elevar-se e inclinar-se sobre a dor e sofrimento das pessoas segundo a misericórdia e deve fazer isso sem ter medo de purificar-se, buscando sempre o caminho para se melhorar”, ressalta o Papa, citando o teólogo francês Henri de Lubac: “O maior perigo para a Igreja é a mundanidade espiritual, portanto, a corrupção, que é mais desastrosa que a lepra infame.”

“A nossa corrupção é a mundanidade espiritual, a tepidez,  a hipocrisia, o triunfalismo, o fazer prevalecer somente o espírito do mundo em nossas vidas e o sentido de indiferença”, destaca Francisco. 

Beleza

Segundo o Pontífice, o antídoto contra a corrupção é a “beleza”, que “não é um acessório cosmético, mas algo que coloca no centro a pessoa humana para que ela possa levantar a cabeça contra todas as injustiças. Essa beleza deve casar-se com a justiça”.

“Nós, cristãos e não cristãos, somos flocos de neve, mas se nos unirmos, podemos nos tornar uma avalanche: um movimento forte e construtivo”, ressalta Francisco. “Eis o novo humanismo, este renascimento, esta recriação contra a corrupção que podemos realizar com audácia profética.”
 
“Devemos trabalhar todos juntos, cristãos e não cristãos, pessoas de todos os credos e ateus para combater esta forma de blasfêmia, este câncer que mata as nossas vidas. É preciso tomar consciência urgentemente. Para isso, são necessárias educação e cultura da misericórdia. É necessária também a colaboração de todos, segundo as próprias possibilidades, talentos e criatividade”, conclui o Papa.

Por Rádio Vaticano

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