liberdade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png liberdade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Audácia, liberdade, criatividade: Papa propõe o "manual do missionário" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/audacia-liberdade-criatividade-papa-propoe-o-manual-do-missionario/ Fri, 26 May 2017 12:33:19 +0000 http://teste.toqueto.com/audacia-liberdade-criatividade-papa-propoe-o-manual-do-missionario.html Um pequeno “manual do missionário”: foi o que propôs o Papa Francisco ao concluir sua série de audiências na manhã desta sexta-feira (26/5) recebendo as Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, reunidas em Roma para seu 12º Capítulo Geral.

O Instituto, da família orionita, tem como carisma desenvolver um amplo apostolado junto aos mais pobres da sociedade e tem uma natureza missionária. E foi justamente a esta característica que o Papa dedicou o seu discurso. O método missionário, afirmou, deve ser marcado pela proximidade, pelo encontro, pelo diálogo e pelo acompanhamento.

Audácia e criatividade

“A missão e o serviço aos pobres as coloca ‘em saída’ e as ajudará a superar os riscos da autorreferencialidade, do limitar-se a sobreviver e da rigidez autodefensiva”, destacou Francisco. Ao missionário, acrescentou, pede-se que seja uma pessoa audaz e criativa. “Não vale o cômodo critério do ‘sempre se fez assim’. Repensem os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos da missão. Estamos vivendo num tempo em que é necessário repensar tudo à luz daquilo que o Espírito nos pede”, aconselhou.

Liberdade e simplicidade

O missionário, prosseguiu o Papa, deve ser também uma pessoa livre, que vive sem nada de sua propriedade. “Não me canso de repetir que a comodidade, a preguiça e a mundanidade são forças que impedem o missionário de ‘sair’, de ‘partir’ e de se colocar em caminho e de compartilhar o dom do Evangelho. O missionário não pode colocar-se em caminho com o coração repleto de coisas (comodidade), com o coração vazio (preguiça) ou em busca de coisas alheias à glória de Deus (mundanidade). O missionário é uma pessoa livre de lastros e correntes; uma pessoa que vive sem nada de sua propriedade; somente para o Senhor e o seu Evangelho; uma pessoa que vive num caminho constante de conversão pessoal e trabalha sem cessar para a conversão pastoral.”

Espiritualidade holística e profeta da misercórdia

Outra característica do missionário é ser uma pessoa habitada pelo Espírito Santo e que tenha uma espiritualidade fundada em Cristo, na Palavra de Deus e na liturgia. Uma espiritualidade “holística”, que envolva toda a pessoa nas suas várias dimensões. Por fim, o missionário deve ser um profeta da misericórdia, isto é, pessoa centralizada em Deus e nos crucifixos deste mundo. “Deixem-se provocar pelo clamor de tantas situações de dor e de sofrimento. Como profetas da misericórdia, anunciem o perdão e o abraço do Pai.”

O Papa Francisco concluiu seu discurso propondo o ícone da Visitação: “Assim com a Virgem Maria, coloquem-se em caminho, com pressa – não a pressa do mundo, mas a pressa de Deus – e repletas da alegria que habita em seu coração cantem o magnificat. Cantem o amor de Deus por cada criatura. Anunciem aos homens e às mulheres de hoje que Deus é amor”.

As Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade estão presentes em várias cidades do Brasil, reunidas na Província Nossa Senhora Aparecida.

Por Rádio Vaticano

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Expectativas da pessoa humana https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/expectativas-da-pessoa-humana/ Fri, 28 Apr 2017 11:14:42 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45792 Vivemos hoje uma situação confusa em relação à dignidade da pessoa humana. De um lado, imperam o individualismo, a autonomia e a liberdade com atitudes bem egocêntricas. De outro lado, perdemos a sensibilidade humana, pois, tratamos melhor determinados animais que as pessoas e a banalização da vida nos leva a ter atitudes de vingança, violência e desrespeito pelo ser humano. Quais são, então, as expectativas da pessoa humana para que se sinta bem e seja uma pessoa centrada?

Todo ser humano deseja e gosta de ser:

1. Valorizado. Ser bem acolhida, elogiada, valorizada nos seus dons. Alegra-se quando lhe são confiadas responsabilidades e tarefas. Ela gosta de receber a confiança dos outros. Toda atitude de exclusão, humilhação, rejeição, abre feridas e traumas. Mesmo quem errou, merece confiança para poder recuperar-se.

2. Bem tratado. Toda pessoa gosta de ser notada e bem atendida nos lugares públicos, receber respostas educadas, gestos de solidariedade, ser correspondida, ser saudada e cumprimentada, ser ajudada por alguém em situações especiais.

3. Apreciado. Todos nos sentimos bem ao receber incentivo, elogio, gratidão e compreensão dos outros. Isso nos eleva e promove. A pessoa humana quer ser aceita, compreendida e isso aumenta a sua auto-estima. Como é bom a gente se sentir importante, porque assim nos sentimos amados.

4. Encorajado. Um bom conselho, palavras de consolação e de encorajamento, apoio e incentivo são fatores que dão coragem às pessoas e as levam a agir com entusiasmo, perseverança e de bom grado. Um pequeno toque, um gesto, uma palavra podem fazer milagres.

5. Reconhecido. As pessoas apreciam a gratidão, o elogio, a valorização de si. Todo gesto de atenção, de carinho, de boas maneiras faz a pessoa sentir-se importante e útil. Falar o nome, lembrar fatos positivos, retribuir o bem com bem, elogiar os dons, promover a vida e a dignidade são gestos de ouro.

6. Premiado. Receber o prêmio pelo esforço e o sacrifício realizado, colher frutos do que se plantou, obter retorno, gratificação, reconhecimento, tudo isso aumenta o estímulo para a pessoa crescer e melhorar.

7. Amado. Desde o útero a criança percebe se é amada ou rejeitada. A pior experiência é a rejeição, a máxima felicidade é a aceitação. Só as pessoas amadas crescem sadiamente, aprendem facilmente, desenvolvem-se e mudam. Só os amados mudam. A pessoa precisa saber e perceber que é amada. O amor regenera, cura, liberta, transforma.

Por Dom Orlando Brandes – Arcebispo de Aparecida (SP)

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Gratuidade do amor https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/gratuidade-do-amor/ Tue, 21 Feb 2017 10:17:52 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44537 Amar de verdade não é fácil, porque significa comprometer-se. Podemos citar o caso de duas pessoas que se dizem realmente amar independentemente das situações e problemas que possam aparecer. Mas é um tema muito discutido entre pessoas que tiveram experiências negativas na convivência. No início o amor era tudo, mas que caiu no esvaziamento. Era realmente amor?

Em seus ensinamentos, Jesus diz que o verdadeiro amor significa doação, serviço ao próximo, despojamento de todos os interesses individualistas e prática do que não favorece o outro. O ideal do amor como gratuidade é lindo, mas entra em confronto com a cultura do capitalismo e da violência. Quem ama preserva a vida em todas as suas dimensões e a vê como dom de Deus.

O amor de Deus é providente, porque cuida até dos lírios do campo (Mt 6,30). Valoriza os mínimos detalhes da natureza, porque tudo tem sua finalidade e seu valor. Sinal de que não podemos descartar os dons da criação, principalmente a pessoa humana, porque ela é criada à imagem e semelhança do Criador. Em respeito à gratuidade do amor, toda a natureza merece ser valorizada.

Uma das características do amor é a liberdade, e fomos criados livres. Mas muitas coisas nos aprisionam e nos escravizam. É o caso do apego exagerado ao dinheiro, capaz até de desmoronar a solidez de um amor consolidado. Em vez de confiança no outro, ela fica apoiada na conta bancária e no acúmulo. Acontece uma mudança de valores, porque o ter sacrifica a identidade do ser.

Amor com gratuidade aproxima a pessoa do Criador e a faz feliz, porque vê nos outros a imagem e a semelhança de Deus. A existência de cada pessoa revela a vida como um dom. Tudo isto é fruto do uso correto da liberdade, que consegue enxergar a beleza da criação como fruto da bondade divina e não como propriedade e domínio da criatura humana com suas fraquezas e limites.

Quem realmente pratica a justiça faz sua vida ser pautada pela fraternidade e se deixa conduzir pela providência divina. O amor marcado pela verdadeira gratuidade precisa ser todo entranhado pela sabedoria dos ensinamentos de Deus. Do contrário, ela não passa de ação recheada de orgulho, vazia e não dura muito. O amor na gratuidade não combina com atos de orgulho próprio.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba, MG

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