leigos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png leigos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 A missão do leigo na paróquia https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-missao-do-leigo-na-paroquia/ Wed, 09 Jan 2019 11:56:27 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=53610 “Se o sal perde o sabor, com que se salgará?” (Mt 5,13)

Definidos por Jesus como sal da terra e luz do mundo, os discípulos receberam nesta mesma passagem o campo de sua atuação e missão: o mundo. E quem são os discípulos de Jesus hoje? Não apenas os ministros ordenados, mas também os cristãos leigos e leigas já que estes, no seu dia-a-dia, no desenrolar de sua história e existência, experimentam e expressam sua fé ao participar de forma plena da Igreja – corpo místico de Cristo.
Nenhum cristão pode viver para si mesmo (como o sal e a luz não o fazem); sua missão é se doar, dar sabor, iluminar, é assumir ativamente a sua vocação ajudando na transformação da sociedade, interpelados a viver a santidade no mundo, a ser a mão de Deus em meio aos desafios e dissabores cotidianos desse mundo.

Na Paróquia, os leigos e leigas desempenham papéis que a sustentam, mantém e expandem de forma a levar a Boa Nova a mais pessoas. Eles dão rosto e corpo à Igreja local. Dedicam seu tempo, seu talento, seu carisma e trabalho à missão. É na Paróquia que se materializa o desejo de servir a Cristo e aos irmãos. São diversas e inúmeras as atividades desenvolvidas por eles, sem as quais a Igreja não seria a mãe acolhedora que precisa ser. Seja na Liturgia, na catequese, no estudo bíblico, nos grupos de oração, nas pastorais sociais, entre tantas outras, os leigos e leigas fazem acontecer na vida e na prática a vivência comunitária da Palavra, plantando a semente do Reino de Deus, emprestando suas mãos para que Deus se faça presente e real na vida de tantos.

A conversão se concretiza no serviço ao próximo e à comunidade. Na experiência pastoral o leigo aprende e ensina a fé em Cristo Jesus, que o inspira e sustenta na caminhada.
Os leigos e leigas envolvidos nas pastorais paroquiais não são heróis, santos, perfeitos, iluminados; são homens e mulheres comuns, que ouviram o chamado, se inquietaram e se dispuseram a entregar seu tempo e seu dom ao projeto de seu Deus. É aquele servo ungido pelo Espírito no batismo, que sabe de sua limitação, indignidade e pequenez, mas se entrega nos braços do Pai para ser lapidado, capacitado e enviado; que dispõe suas mãos e esforços para servir a esse Deus manifestado na pessoa e necessidade do irmão. É aquele que busca por em prática em casa, no trabalho, na escola, nos locais que frequenta – no mundo – a doutrina em que acredita. Ou seja, o mundo é o território de atuação do leigo, mas seu objetivo é o céu- a salvação eterna – prometido aos que aceitarem a Cruz proposta por Jesus.

O leigo engajado na paróquia é o rosto da Igreja e de Jesus para o Mundo. Sejamos na alegria do Evangelho o sabor (sal) e a promessa de paz e esperança (luz) para o mundo contribuindo assim para que este seja cada vez melhor e menos indiferente.

Geralda Elvira da Silva Queiroz
Paróquia Sagrado Coração de Jesus
Goianésia-GO

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A hora dos leigos? Mas de que leigos se está falando? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-hora-dos-leigos-mas-de-que-leigos-se-esta-falando/ Fri, 27 Apr 2018 01:46:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=52094 A hora dos leigos? Sim, foi o que se pensou com o Concílio Vaticano II e, em 2016, o Papa Francisco resgatou esta ideia dos teólogos conciliares e disse praticamente a mesma coisa, em uma carta enviada ao Cardeal Marc Ouellet. Para o Papa, uma hora que está tardando a chegar.

No entanto, diante de algumas manifestações e expressões que estamos vendo atualmente, vale lançar outra pergunta: de que leigos exatamente se fala e se espera nesta hora? Se o futuro da Igreja passa pelo viés dos leigos, como se diz, há nesta afirmação uma intenção eclesiológica, mas é necessário ficar atento para não se desviar da atenção primeira e para fazer clarear a novidade que se percebe e se propõe. Por certo, não estamos à espera de leigos clericalistas, obsessivos e extremamente fundamentalistas, que caem num moralismo radical e inconsequente, e doutrinariamente incitam mais o ódio e a falta de comunhão eclesial, que carecem de um bom senso, desrespeitando expressões, participações e membros da mesma Igreja, recusando a intenção do Concílio que lançou esta espera, ao reafirmar, com toda a Tradição, que a Igreja é Mistério e é Povo de Deus (Lumen Gentium), e que deve estar atenta aos sinais dos tempos (Gaudium et Spes). O Concílio trouxe ao leigo autonomia e corresponsabilidade na missão, podendo este agir e atuar de um modo próprio, contudo no viver de uma koinonia e em busca de uma maturidade que se abre à ação do Espírito e se empenha em seguir os passos de Jesus, agindo no tempo e na história para fazer acontecer de modo antecipado, escatologicamente, a construção do Reino prometido e esperado.

Neste ano em que a Igreja do Brasil vive o Ano do Laicato, faz-se necessário se ater ao que se quis no Documento 105 da CNBB, que traz os leigos como sujeitos da Igreja e do Mundo. E diz isso sem cair numa separação de realidades (Igreja e Mundo), mas fundamentado pelo Vaticano II e demais documentos pós-Conciliares, entendendo o compromisso da Igreja no mundo, não como um confronto, mas como um diálogo, onde ela é mestre e pode ensinar, mas também se insere e se encarna nas realidades, e pode aprender. Isso não é um demérito da sacralidade da Igreja, mas é a percepção da nossa vulnerabilidade na história, nos fazendo lembrar que não se pode absolutizar nenhum modelo, pois somos, como Igreja, sinal e testemunhas de algo maior, que transcende a todos e cada tempo, e que nos aponta para o absoluto da nossa existência e de toda a história, onde o encontro e a experiência de fé se realizam e se consomem em Deus.

Ser sujeito eclesial, hoje, significa ser autêntico e coerente com a fé que professa (Doc. Aparecida), significa testemunhar com a própria vida em todas as realidades que se vive, buscando o encontro e o diálogo, a abertura e a mansidão, o desprendimento e a misericórdia, a alegria e o amor. Ser sujeito eclesial, hoje, não é ser conflitivo, muito menos combativo, mas é ser testemunha de uma verdade que não está nos manuais de doutrina, mas no encontro vivo com o Ressuscitado. Não é ser divisor, mas promotor de comunhão. Não é ser mestre das verdades, mas alguém atento ao mistério e disposto a sempre aprender. Não é quem acusa, mas é quem se coloca ao lado dos outros, principalmente dos pobres e daqueles que mais sofrem e são perseguidos, até mesmo pela própria fé.

A riqueza do Concílio Vaticano II e de toda a teologia do laicato que daí se decorreu é que a Igreja decide por sair das sacristias e das catedrais e parte (sai) para viver no mundo, aceitando a fraqueza da história e os limites da missão, mas entendendo que o Reino cresce pela força da ação do Espírito, jamais pela locução de um ministro ou de quem quer que seja, pois aqui, nesta terra, somos simplesmente peregrinos, servos inúteis que arriscam viver uma experiência nova e libertadora. Entende-se, também, que o Reino não é uma instituição de pedras ou de doutrinas, muito menos um boulevard de vestes e paramentos medievais que dizem muito pouco nos nossos dias, mas sim um espaço vasto de amor, justiça e paz, onde todos podem viver e se manifestar, e a harmonia prevalece, sem lágrimas e sem luto, mas numa vida que se faz nova para toda criatura. Juntamente com o Evangelho, o Concílio proclama a bem-aventurança dos pobres e dispõe uma igreja de serviço, disposta a resgatar a vida concreta e atenta aos dramas humanos. Isso não é socialismo ou comunismo, isso não é ideologia, mas é a utopia que se deve buscar a partir da experiência que fazemos na fé, alimentada na esperança e fortalecida no amor.

Esta intenção do Concílio foi recepcionada na América Latina e aqui se atualizou em uma nova linguagem, adaptada à realidade e garantindo a essência. Pensou-se uma Igreja protagonista, profética e sensível ao Continente, marcado por uma colonização massacrante, dominação estrangeira, ditaduras militares e exploração humana. Nesta Igreja os leigos foram chamados ao protagonismo e receberam de seus pastores o apoio para empreender um jeito novo, um novo canto, por vezes oprimido e por vezes festeiro, mas rico na fé que existe e insiste em se manter acesa, mesmo diante de tamanha pobreza e opressão. Este é um lado da Igreja da América Latina e é um lado da visão do laicato que se tem, sem qualquer pretensão de ser um único modelo. A Igreja torna-se una na diversidade e a variedade de rostos e carismas torna a sua identidade ainda mais bela.

Por esta razão, digo que fico ofendido e chateado com algumas manifestações grosseiras e descomprometidas com uma causa verdadeira. Onde há divisão não pode haver o Espírito. Onde há certezas não há espaço para a fé. Onde há ódio, não se pode viver o amor. Acho uma pena que em pleno Ano do Laicato tenhamos que presenciar tais atitudes e comportamentos, alimentados por uma estrutura clericalista farisaica que olha mais a lei que a pessoa. Que falta faz o frescor do Evangelho, que tem um fardo leve e um jugo suave! É impossível sustentar a fé só de doutrina e não se vive um novo ethos cristão em cima de um moralismo desatento ao íntimo humano e ao olhar social, naquilo que gritam homens e mulheres e naquilo que grita a terra. Deste modo, faz-se necessário voltar-se a Jesus, ao homem do Evangelho, ao filho de Maria e José, ao carpinteiro da vila, ao amigo de Pedro e Tiago, aquele que nos olha nos olhos e nos chama pelo nome, e cuja ação nos desconcerta e nos destrói na razão. Olhar fixamente a Jesus nos fará perceber que ele foi sujeito em seu tempo, estando mais atento às pessoas que a Lei, amando a Deus e fazendo reconhecer este amor no dom de si mesmo ao outro, de quem se fez próximo.

É a hora dos leigos? Sim, é a hora! É a hora de um povo que fala, que reza, que luta, trabalha e professa. É o povo de Deus, transformando esta terra!

Que o olhar atento a Jesus de Nazaré nos mostre o caminho e que a comunhão nos fortaleça, sempre!

Fonte: IHU

Por Cesar Kuzma, teólogo leigo, casado e pai de dois filhos, doutor em Teologia pela PUC-Rio, onde atua como professor-pesquisador do Departamento de Teologia, atual presidente da SOTER (2016-2019) e autor de livros e artigos sobre a teologia do laicato, como Leigos e Leigas, Ed. Paulus, 2009.

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Ano do Laicato no Brasil é “modelo” à Igreja no mundo, diz Pe. Alexandre Awi https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/ano-do-laicato-no-brasil-e-modelo-a-igreja-no-mundo-diz-pe-alexandre-awi/ Wed, 24 Jan 2018 09:26:38 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50414 Valorizar o papel dos leigos e leigas, ajudar a criar uma maior consciência sobre o papel deles na Igreja e também fora dela, são pontos marcantes desse Ano do Laicato que a Igreja do Brasil vive neste ano.

Padre Alexandre Awi nomeado secretário para o novo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida no ano passado, esteve no Santuário Nacional de Aparecida no último domingo (21) e falou ao A12 sobre o que representa a iniciativa para esse organismo da Santa Sé.

Segundo o secretário, o ministério dos leigos e leigas do Brasil é visto com “grande respeito” no Vaticano e serve de modelo para a Igreja no mundo.

“A iniciativa do Ano do Laicato é algo praticamente único e que tem um peso importante para a reflexão pastoral da Igreja no Brasil e, com isso, também pode servir de modelo para outras igrejas, para outras conferências episcopais como um fator de motivação pra que também em outras partes da nossa Igreja Universal se possa dar esse protagonismo, essa importância, esse lugar que o leigo realmente tem na Igreja”, destacou.

Sob a inspiração do Ano do Laicato, o Santuário Nacional de Aparecida promove em maio o 12º Congresso Mariológico. Com o tema ‘O rosto Mariano da Igreja’, a iniciativa deve apresentar Maria como modelo para os leigos.

Padre Alexandre Awi será o moderador do congresso e manifestou também a sua alegria em participar como representante do Vaticano.

“Estou muito contente de poder participar também do Congresso Mariológico que vai ser um momento em que eu vou estar presente como representante do nosso Dicastério, como representante do cardeal Kevin Farrell, que é o nosso prefeito. Ele quis que eu viesse participar desse congresso para levar essa experiência da Igreja do Brasil para Roma e também para o nosso Dicastério”, frisou.

O Congresso Mariológico acontece de 16 a 19 de maio de 2018, promovido pela Academia Marial em parceria com a Faculdade Dehoniana de Taubaté. 

Por A12

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Com consulta pública, Cáritas prepara Jornada Mundial dos Pobres 2018 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/com-consulta-publica-caritas-prepara-jornada-mundial-dos-pobres-2018/ Tue, 19 Dec 2017 12:53:33 +0000 http://teste.toqueto.com/com-consulta-publica-caritas-prepara-jornada-mundial-dos-pobres-2018.html A Cáritas Brasileira, um organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), lançou nesta segunda-feira, 18, uma consulta pública para a avaliação das ações e iniciativas realizadas e propostas pela entidade durante a Jornada Mundial dos Pobres 2017.

Direcionado para dioceses, paróquias, comunidades, entidades, grupos de pastoral, e para os leigos de forma individual, o questionário além de uma avaliação, permitirá o recolhimento de sugestões para a animação da Semana da Solidariedade, que acontecerá na próxima Jornada Mundial dos Pobres, em 2018.

A Jornada Mundial dos Pobres é uma iniciativa concreta do Papa Francisco para toda a Igreja e para todas as pessoas comprometidas com o bem comum e a justiça social. A data é animada e coordenada pela Comissão Episcopal para a Ação Social Transformadora da CNBB e pela Cáritas Brasileira. Com o lema “Não amemos com palavras, mas com obras”, a iniciativa teve sua primeira edição em novembro de 2017.

Para participar da consulta pública é preciso acessar o site https://pt.surveymonkey.com/r/JMP_2017_CB_CNBB, e enviar sua resposta até o dia primeiro de fevereiro de 2018. “Esperamos que sua avaliação, propostas ou sugestões nos ajudem a fazer da Jornada Mundial dos Pobres um momento concreto de Defesa Integral da Vida e da Justiça Social”, concluiu a Cáritas em comunicado.

Por Canção Nova, com Cáritas Brasileira

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Congresso no Vaticano: médicos, religiosos e leigos debaterão a eutanásia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/congresso-no-vaticano-medicos-religiosos-e-leigos-debaterao-a-eutanasia/ Fri, 17 Nov 2017 11:08:52 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49450 Ainda no final deste ano, a Holanda, que foi o primeiro país a legalizar a eutanásia, deverá ter oferecido meios de facilitar a morte de mais de 7.000 pessoas que estavam aos cuidados de seus… médicos.

Isso corresponde a um aumento de 67% a mais de mortes favorecidas, se fizermos uma comparação com os números de mortes provocadas há a cinco anos atrás.

Fala-se mais da eutanásia

Atualmente a eutanásia está legalizada em cinco países: Países Baixos, Bélgica, Colômbia, Luxemburgo e o Canadá.

Cada vez fala-se mais desse modo de pôr fim à vida de um paciente e, de acordo com Carlo Casalone, da Pontifícia Academia para a Vida, isto se deve aos avanços da medicina e a que se conhecem mais casos graças as diversas mídias.

É por isso que o Vaticano organiza um congresso que acontece entre hoje, 17, e amanhã, 18 de novembro, onde estão reunidos médicos e especialistas, religiosos e leigos.

Uma questão delicada…

Por exemplo, segundo a moral católica é necessário fazer a distinção entre a eutanásia e a interrupção de tratamento oferecido a doentes terminais.

Intervenção que provoca intencionalmente a morte

Para o padre Carlos Casalone, da Companhia de Jesus, que é médico cirurgião e teólogo, “o documento de 1980 da Congregação para a Doutrina da Fé, intitulado ‘Iura et bona’ eliminou o conceito de eutanásia ativa e passiva.

Chama-se eutanásia só a intervenção que provoca intencionalmente a morte. Caracteriza entre provocar a morte direta e intencionalmente. A eutanásia não é só um ato externo. Muito mais importante que isso é também a intenção”.

Não respeitar o preceito ‘não matarás’

Este documento, ‘Iura et Bona’, não considera tratar-se de eutanásia quando um enfermo terminal decide interromper um tratamento porque está agonizando. Neste caso ele não descontinua o tratamento com a intenção de morrer, mas para interromper uma cura que provoca dor sem obter resultados.

Casalone assegura que a resposta da Igreja diante desta situação será sempre a de recorrer aos cuidados paliativos. Mas o problema que surge é que nem todas as pessoas contam com os recursos econômicos ou sociais para receber estes cuidados paliativos:

“O primeiro elemento que devemos considerar é que os tratamentos paliativos avançaram muito e, portanto, existem modos de aliviar a dor e o sofrimento que são muito mais eficazes que no passado”.

“Acabar com a vida é um modo de não respeitar a o preceito ‘Não matarás’, que é um dos que estruturam nossa sociedade”.

Parentes e consequências

A propósito da eutanásia e as consequências delas nos parentes, existem estudos recentes segundo quais, 1 de cada 4 familiares de um paciente que morreu por aplicação da eutanásia desenvolvem casos de stress e desequilíbrios uma vez que se sentem culpados por ter deixado que o parente morresse.

Existem tantas perguntas e variáveis que é difícil discernir a nível ético, moral e espiritual, tanto para os médicos, quanto para os pacientes e familiares o que é certo e que é duvidoso.

A Pontifícia Academia para a Vida espera que a realização deste congresso ajude a resolver estas dúvidas.

Por Gaudium Press, com Rome Reports

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Vida de surpresas https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/vida-de-surpresas/ Mon, 06 Nov 2017 15:49:54 +0000 http://teste.toqueto.com/vida-de-surpresas.html As pessoas são desafiadas, por todos os lados, nas suas realidades normais de vida. Porque as surpresas causam encantos e desencantos, encontros e também desencontros, exigindo atitudes de constante vigilância. Os contravalores aparecem a todo o momento, que causam estragos e diminuem muito a qualidade e o sentido de vida dos que são atingidos e pegos totalmente despreparados.

Um clima propriamente de hipocrisia e de falsos valores domina a sociedade, e corrói a autenticidade das pessoas bem intencionadas. O que sentimos é o domínio do desejo de levar vantagem em tudo. Com isso podemos dizer que há muitas surpresas no campo da honestidade, da justiça e da misericórdia. O bem coletivo não é o alvo principal nas negociações de muita gente.

A prudência diz que as pessoas devem se preocupar com o essencial, para evitar um imediatismo sem estabilidade. É incômodo viver de surpresas na vida concreta, de espera sem segurança e de falta de esperança. É fundamental descobrir a sabedoria divina presente nas criaturas humanas, que se expressa através da fé, da caridade e da esperança, dando sentido autêntico para a vida.

A história é construída com as mudanças da sociedade. Estamos saindo de uma pós-modernidade, no confronto com uma sociedade, chamada “líquida”, no dizer do sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman. Tudo toma novas formas e as pessoas, na sua consciência humana, num processo de transformação, conseguem influenciar na construção de novas realidades na vida social.

Para os cristãos, as mudanças e as surpresas normalmente vêm da fé em Deus. É Jesus Cristo, Deus feito homem, quem veio construir a história e inaugurar uma nova e definitiva realidade. O contato das pessoas com Ele revela surpresas agradáveis, mas também comprometedoras na vida cotidiana. Seguir Cristo é fazer o que Ele fez e propõe através de sua Palavra na Sagrada Escritura.

Está chegando o final do Ano Litúrgico, com a Festa de Cristo Rei e Senhor da História. Na data celebraremos a abertura do Ano do Laicato, tempo de reflexão e de descoberta da vocação de todas as pessoas batizadas. Os leigos e as leigas cristãos são construtores de uma Igreja missionária, em saída e preocupada com a realização de um mudo diferente e melhor, surpresa do bem.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba (MG)

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Protagonismo dos cristãos leigos e leigas https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/protagonismo-dos-cristaos-leigos-e-leigas/ Fri, 03 Nov 2017 08:38:04 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49345 Leigos e leigas passam a ocupar um papel protagonista no cenário de nossos dias. A título de exemplo, o menosprezo das elites políticas à capacidade dos cidadãos comuns de contribuírem com a gestão pública, já não se sustenta mais. Estes reivindicam, como nunca antes, o direito à participação direta e ativa na vida pública, desmistificando a ideia de que são leigos no assunto. O conceito de que leigos e leigas são ignorantes é ideológico, ou seja, falso.

O próprio Dicionário Aurélio atribui, ideologicamente, o conceito de leigo a quem não tem conhecimentos em determinaria área. Assim se assumem muitas pessoas ao se referirem a um assunto que não entendem. Por isso, o senso comum, atribuiu ao leigo o caráter de “não instruído”. Essa maneira de conceituar determinadas pessoas perpassou também o mundo cristão, atribuindo aos que não recebiam as ordens sacras, o caráter laical, com uma carga de negatividade.

A Igreja Católica despertou-se para a superação dessa ideologia por um processo reivindicatório de seus organismos laicais, ao longo do século passado, o qual favoreceu o desenvolvimento de uma conceituação positiva do leigo e da leiga, a partir do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965) a ponto de atribuir-lhes o caráter de “sujeitos”, como preconiza a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em seu documento “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz do Mundo (Mt 5,13-14)”, de 2016.

É notório que o termo “cristão” aparece, agora, agregado ao termo “leigo”, sugerindo a prioridade ao “ser cristão”, enquanto o termo leigo adquiriu densidade de significado. Esse termo deriva do grego “Laos”, que significa “povo”. Isso significa que leigo é membro de um povo, denotando no contexto da Igreja, entendida como Povo de Deus, sua condição de sujeito com dignidade igual à de todos os demais sujeitos eclesiais.

Por séculos, a Igreja valorizou mais os clérigos, em detrimento dos cristãos leigos e leigas. Com o Concílio Vaticano II, estes recuperaram sua identidade e sua importância como membros de um mesmo corpo, que é a Igreja, constituída por batizados, como uma única categoria de cristãos. Os cristãos leigos e leigas passaram a ser entendidos como partícipes do sacerdócio comum dos fiéis, fundado no único sacerdócio de Cristo, conferido pelo batismo.

Essa ideia do Concílio Vaticano II foi recordada pelo Papa Francisco por ocasião da Assembleia da Pontifícia Comissão para a América Latina, em 2016, dizendo que “a Igreja não é uma elite de sacerdotes, consagrados, bispos, mas que todos formamos o povo santo fiel de Deus”. Por isso, os cristãos leigos e leigas devem participar plenamente da vida da Igreja, priorizando sua missão nas realidades em que se fazem, quotidianamente, presentes. Sua índole secular lhe é própria, pois estão no mundo. Desde e nessa realidade exercem a sua missão.

A índole secular dos cristãos leigos e leigas além de ser importante, se mostra agora, urgente, devido, sobretudo ao déficit de sua presença e atuação na vida pública. Necessitamos suas vozes no âmbito político, interpela-nos o Papa Francisco. Que sua interpelação nos ajude a realizar o Ano Nacional do Laicato, desde sua abertura oficial na solenidade de Cristo Rei, no próximo dia 26 de novembro, estimulando o protagonismo em curso dos cristãos leigos e leigas.

Por Dom Reginaldo Andrietta – Bispo de Jales

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Ano Nacional do Laicato será aberto no Brasil https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/ano-nacional-do-laicato-sera-aberto-no-brasil/ Mon, 30 Oct 2017 15:25:29 +0000 http://teste.toqueto.com/ano-nacional-do-laicato-sera-aberto-no-brasil.html Entre 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, até 25 de novembro de 2018, a Igreja Católica do Brasil celebrará o Ano Nacional do Laicato, inspirado na temática “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e no lema “Sal da Terra e Luz do Mundo”, (Mt 5,13-14).

O anuncio do Ano do Laicato está sob à luz do pedido do Papa Francisco, de fazer crescer “a consciência da identidade e da missão dos leigos na Igreja”.

O intuito geral como Igreja é celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos no Brasil, assim como aprofundar a identidade, vocação, espiritualidade e missão e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade.

Além disso, o Ano do Leigo pretende dinamizar o estudo e a prática do Documento 105 da CNBB, sobre “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade”, bem como demais arquivos do Magistério, em especial do Papa Francisco, sobre o Laicato, e estimular a presença e a atuação dos cristãos leigos como “sal, luz e fermento” na Igreja e na Sociedade.

Durante a segunda reunião ordinária do Conselho Permanente da CNBB deste ano, houve a apresentação do projeto preparado pela Comissão Episcopal Especial com os subsídios para fomentar os trabalhos. Todo o material elaborado já está disponível nas Edições CNBB.

A abertura oficial em todas as dioceses, arquidioceses e paróquias do Brasil ocorreu em 26 de novembro. Já o início dos trabalhos pela presidência da CNBB em rede nacional será no dia 28.

Ao longo do Ano do Laicato, serão também comemorados os 30 anos do Sínodo Ordinário sobre os Leigos (1987) e da Exortação Apostólica “Christifideles Laici”, de São João Paulo II, sobre a vocação e a missão dos leigos na Igreja e no mundo (1988). (LMI)

Por Gaudium Press, com CNBB

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Aumentou o número de católicos no mundo? https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/aumentou-o-numero-de-catolicos-no-mundo/ Thu, 26 Oct 2017 10:32:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49235 O número de católicos no mundo aumentou em 12,529 milhões pessoas, alcançando a cifra de 1.284.810.000 católicos em 31 de dezembro de 2015. Apesar do aumento, a porcentagem de católicos no mundo diminuiu 0,05%, situando-se agora em 17,72%, da população mundial que também aumentou.

Segundo os dados do Anuário Estatístico da Igreja atualizados nessa data, recolhidos pela agência vaticana Fides por ocasião do Dia Mundial das Missões, o crescimento do número de católicos ocorreu em todos os continentes, exceto na Europa, onde foi registrado 1,334 milhão católicos a menos.

De todos os continentes, onde o número de católicos mais aumentou foi na África, com 7.411.000, seguida pela América com 4.756.000 novos católicos; e Oceania com 123 mil.

De acordo com o Anuário Estatístico, a população mundial também registrou um crescimento importante, chegando a 7.248.941.000 pessoas, o que mostra um aumento da população mundial de 88,202 milhões em relação ao ano anterior. Este aumento ocorreu em todos os continentes, inclusive na Europa depois de vários anos de diminuição demográfica.

As estatísticas indicam que, o número de bispos no mundo aumentou em 67, chegando a ser 5.302. Também cresceu o número de sacerdotes, 136 foram ordenados, chegando ao total de 416.656, dos quais 281.514 são diocesanos e 134.142 sacerdotes religiosos.

Entretanto, o número de religiosos (que não são sacerdotes) diminuiu pelo terceiro ano consecutivo. Conforme o Anuário, em dezembro de 2015 havia 54.229 religiosos, 330 menos do que o registro anterior. O número de mulheres religiosas também diminuiu, 12.399 a menos, sendo agora 670.330.

A mesma tendência foi registrada no número de missionários leigos, diminuiu em 16.723 pessoas, chegando a 351.797.

Por outro lado, o número de catequistas no mundo diminuiu em um total de 142.115 pessoas, de modo que, em dezembro de 2015, havia 3.112.653 catequistas no mundo.

Embora o número de seminaristas maiores tivesse diminuído novamente no mundo todo, assim como nos anos anteriores, a diminuição foi contida. A diminuição em relação ao ano anterior é de 96, deste modo, o número de seminaristas no mundo até a data do estudo foi de 116.843.

Por ACI Digital

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Detalhes https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/detalhes/ Wed, 25 Oct 2017 10:13:53 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49219 Caros amigos, nossas reflexões lançam um olhar global sobre a participação conjunta da vocação religiosa e leiga na educação.

A unidade na diversidade, fator inquestionável na escola, nunca foi empecilho para propagação da Boa Notícia, pois a própria Igreja sempre foi entendida de modo orgânico (cfr. ICor 12). Entretanto, numa sociedade ao mesmo tempo global e diversificada, local e planetária, que hospeda diversos e contrastantes modos de interpretar o mundo e a vida, reconhecemos que os desafios para uma educação global são maiores.

“Neste contexto, torna-se particularmente urgente oferecer um percurso de formação escolar que não se limite à fruição individualista e instrumental de um serviço apenas em vista de um título que deve ser obtido. Além da aprendizagem dos conhecimentos, é necessário que os estudantes façam uma experiência de forte partilha com os educadores” (Cfr. Educar juntos na escola católica missão partilhada de pessoas consagradas e fiéis leigos, 2). Falamos de uma comunidade educativa, baseada na comunhão de vida que vem da fé em Cristo.

Se o papel da educação é o de formar o homem, um ser naturalmente social, esta tarefa só poderá acontecer num contexto relacional e comunitário. Não é por acaso que o primeiro e originário ambiente educativo é constituído pela comunidade natural da família.

Para esta visão de unidade na missão educativa encontra-se a opção dos fiéis leigos de viver esta tarefa como uma vocação pessoal na Igreja e não só como a prática de uma profissão, e a escolha das pessoas consagradas, porque são chamadas a viver os conselhos evangélicos e a levar o humanismo das bem-aventuranças ao campo da educação e da escola (Cfr. Idem, 6).

Somente ao reconhecermos a realidade da comunhão como um dom de Deus, poderemos de fato vivê-la e cultivá-la. Esta ideia também é importante para a instância da sociedade civil que quer eliminar o ensino religioso confessional e plural das escolas – apesar da decisão favorável do Supremo Tribunal Federal que “determinou, por seis votos a cinco, que as escolas públicas podem oferecer ensino religioso confessional, permitindo que as aulas sejam ministradas pelo representante de apenas uma determinada crença” (Jornal O Globo, 28/09/2017) – para servir a uma visão puramente material do homem, esquecendo-se que este também possui uma dimensão espiritual. É tarefa do Estado zelar pelo bem global do homem e não somente de seu aspecto produtivo e lucrativo.

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

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