Jesus - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Jesus - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Semana Santa: o que a Igreja nos convida a vivenciar? https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/semana-santa-o-que-a-igreja-nos-convida-a-vivenciar/ Fri, 23 Mar 2018 17:23:58 +0000 http://teste.toqueto.com/semana-santa-o-que-a-igreja-nos-convida-a-vivenciar.html A Igreja inicia no próximo domingo (25) a Semana Santa – período no qual se celebra de maneira especial os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. “Celebrar esta semana, com suas diferentes e intensas expressões litúrgicas e da piedade popular – comporta, para os cristãos, reviver o sentido profundo do mistério celebrado; mistério no sentido dado pela liturgia, isto é, como ‘evento de graça’, ‘momento marcante’ de encontro com o amor de Jesus”, explica o bispo de Livramento e presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol.

Tendo início no Domingo de “Ramos” e da “Paixão”, neste dia em especial os católicos recordam a entrada de Jesus em Jerusalém. O Evangelho da Paixão, segundo dom Armando, lembra que Jesus foi rejeitado pelas autoridades judaicas e romanas, as mesmas que mandavam no povo e se uniram para concretizar sua morte.

Nos dias seguintes – segunda, terça e quarta-feira – a liturgia recorda alguns acontecimentos de Jesus em Jerusalém. Dom Armando explica que nestes dias, os cristãos são convidados a intensificar sua preparação espiritual por meio da reflexão e a oração para entrar no Tríduo pascal, os três dias em que a liturgia faz memória da paixão, morte e ressurreição do Senhor, acontecimento que segundo dom Armando é fundamental à fé dos cristãos.

Na sequência, na Quinta-feira santa abre-se o Tríduo Pascal. Neste dia, as hóstias são tiradas do sacrário, que fica vazio. “Feita a proclamação da Palavra e a homilia, segue o lava-pés, gesto que recorda o que Jesus fez no início da sua última Ceia”, afirma dom Armando. O bispo explica que é neste dia que se recorda a entrega do mandamento “amem-se como eu amei vocês” aos discípulos. O lava-pés, segundo dom Armando, lembra a entrega por amor.

Dando continuidade, o próximo tempo é a Sexta-feira santa, dia do Crucificado. Nela a Igreja comemora seu nascimento. Neste dia, dom Armando afirma que os fiéis são convidados a viver o jejum pascal, que de acordo com ele deve ser seguido até após a Vigília pascal. Já o Sábado Santo é considerado o dia do Sepultado. “É muito oportuno que a comunidade se reúna para a celebração da Oração da manhã (Laudes), em profunda contemplação daquele que por nós morreu, e permaneça junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e morte, a sua descida à mansão dos mortos, e esperando na oração e no jejum a sua ressurreição”, aponta dom Armando.

Por fim, o Domingo de Páscoa, dia do Ressuscitado é o tempo que, segundo dom Armando, o Senhor fez para todos.  Ele caracteriza esse tempo como sendo ‘dia de alegria’ e explica que a celebração deve começar com a aspersão da água abençoada na Vigília: “Muito aconselhado é terminar este dia santo com a celebração das Vésperas batismais, na tarde”, diz.

“Lembremos que a celebração da Páscoa continua durante os 50 dias do Tempo Pascal como um ‘grande domingo’, destacando os ‘oito primeiros dias’, ‘celebrados como solenidades do Senhor’”, finaliza dom Armando.

Por CNBB

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Bendito o que vem https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/bendito-o-que-vem/ Tue, 20 Mar 2018 07:52:50 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51322 A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém mostra o rei pobre que vem apresentar uma nova ordem social. O Rei não vem para governar de cima para baixo, ou seja, não vem impor fardo pesado de impostos, de comando do poder para massacrar e tirar o sono dos sem nada. Ele quer fazer um reino diferente, em que a pessoa humana é o maior tesouro, que deve ser respeitado. O Rei vai julgar e condenar os sem misericórdia com o semelhante. Quem tem mais deve servir mais. Os possuidores de fortunas têm grande responsabilidade em contribuir com a maioria empobrecida. O maior diante de Deus não é o que possui mais e sim quem dá mais de si pelo bem do semelhante!

Os ramos jogados à passagem do Rei não podem ter efeito de homenagem ao Rei se não forem para cada um  comprometer-se com a nova mentalidade de ajudar a implantar um reinado da justiça, do entendimento, da superação da violência, da solidariedade e da paz. Só deve louvar aquele que vem com o novo reinado e quem estiver disposto a se despir do egoísmo, da atitude de se julgar superior aos outros, de deixar de ostentar vaidade e falta de compromisso com a promoção do bem comum.

O Rei pobre oferece sua vida para implantar nova ordem social, em que cada um dá de si pela promoção de quem é deserdado da vida digna. O profeta lembra sobre sua atitude: “Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba” (Isaías 50, 6). A petulância de quem se julga com o direito de escarnecer do Rei sofredor mostra a insanidade do ser humano que judia dos pequenos, pensando que ficará impune sua atitude diante do julgamento de Deus. Essa atitude continua a se efetivar com os poderosos que não deixam os pobres se erguerem de sua vida segregada e injustiçada. Jesus continua a sofrer vexames em inúmeras pessoas que não são atendidas adequadamente em suas necessidades mais elementares. Assim não sobra dinheiro para o atendimento da saúde, da educação, da segurança, do transporte e tantas outras carências de grandes parcelas da população. A fome ainda grassa um quarto da população terrestre, enquanto o desperdício de alimento  se verifica.

As guerras matam muito no planeta; talvez não mais que no Brasil, onde mais de sessenta mil pessoas são assassinadas  por ano e mais de cinquenta mil morrem no trânsito! O Filho de Deus quer entrar no coração de quem trabalha para superar as agressões à vida. Ele é o Deus da vida e não da morte. Veio para dar vida. Seu reinado é o da vida. Ele morreu na cruz para dizer-nos que também nós devemos dar a nossa para a promoção do reinado da vida no planeta. Nós o aclamamos bendito porque não veio tirar nada do que é nosso e sim dar-nos a base de sustentação da vida, que é o amor. Este nos faz doar-nos para a promoção de quem mais precisa de suporte para ter vida digna e de sentido!

A aclamar o Filho de Deus como nosso Rei comprometemo-nos em implantar os valores de sua pessoa e se seus ensinamentos  em nossa convivência. Assim teremos mais promoção do bem comum. Implantaremos mais solidariedade. Conforme o lema da Campanha da Fraternidade, reconhecemos que “somos todos irmãos”.

Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo Metropolitano de Montes Claros (MG)

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A Paz só pode acontecer em Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-paz-so-pode-acontecer-em-deus/ Fri, 09 Mar 2018 09:14:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51185 A palavra forte da Quaresma é “conversão”. Vem de Jesus que disse: “Convertei-vos e crede do Evangelho” (Mc 1,15). Para acolhermos o Reino de Deus e a vida nova trazida por Jesus é absolutamente necessária a conversão com a mudança de vida. O Evangelho da santa Missa deste quarto domingo da Quaresma – Jo 3, 14-21 – é uma exposição clara de que diante Jesus Cristo morto e ressuscitado ninguém pode ficar indiferente, a conversão de vida é a opção mais correta como consequência da fé em Deus e da acolhida do dom de Deus que é o próprio Cristo. Esta provocação Jesus a fez a Nicodemos, “chefe dos judeus”. De que lado ele está? Confrontado com Cristo, ele não poderá se esquivar de decidir.

O Evangelho apresenta o final da conversa de Jesus com Nicodemos. Jesus está lhe dizendo: “Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”. O Filho do homem é identificado com Jesus Cristo. Que Ele seja levantado significa ao mesmo tempo a sua elevação na cruz e a sua exaltação na glória da ressurreição. João se serve destes termos de sentido cristão que a comunidade cristã usava na liturgia e na catequese, embora Nicodemos não os entendesse facilmente. No entanto, João prossegue contando que Jesus explicava a Nicodemos que “Deus amou tanto o mundo (os homens e mulheres), que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nEle crer, mas tenha a vida eterna. Deus não enviou o seu Filho ao mundo (aos homens e mulheres) para condená-los, mas para que todos sejam salvos por Ele. Quem nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito”. Jesus argumentava desta forma e com estas palavras para desafiar Nicodemos a lançar os olhos da fé no Filho do homem quando fosse elevado na cruz e glorificado na ressurreição. E, assim sendo, motivá-lo a firmar convicção pessoal de que a elevação de Cristo na cruz é a mesma coisa que o dom do amor que Deus deu, ou seja, o seu Filho único que, também por amor, dará a sua vida para a salvação da humanidade. Seja por uma ou por outra a razão, doravante, necessária e indispensável será a fé em Jesus. Quem acreditar no Filho unigênito não será condenado, mas terá a vida eterna, pois Ele não será elevado para condenar ninguém, mas para salvar a todos que nEle crerem. A vida eterna não é a que começa depois da morte, mas é a vida divina ou a vida de Deus mesmo, a qual começa aqui e agora pela fé em Jesus Cristo.

Conclusão: A vida divina em nós, que é a vida de Deus, só pode acontecer em nós pela nossa vida de fé em Deus e de nossa acolhida ao dom de Deus dado por amor, que é o seu Filho unigênito, o qual também por amor deu a sua vida por nós. Em breves palavras, a vida divina vem a nós por intermédio da nossa fé em Deus e em Jesus Cristo, o seu Filho unigênito. Outra conclusão: Sem a vida divina em cada um de nós, jamais haverá a paz em nós, nos outros e no mundo.

Então, tudo começa com a acolhida da vida de Deus em nós, que é graça, presente de Deus. Como propõe a Campanha da Fraternidade a superação da violência e a construção da paz só começam pela conversão pessoal, com o nosso propósito firme e corajoso de lançar os olhos da fé em Cristo elevado na cruz e exaltado na ressurreição. Mais do que professar a fé numa verdade, no entanto, é importante que vivamos de acordo com esta verdade. E a verdade é esta: Aderir a Jesus pela fé, segui-Lo e imitá-Lo pela vida afora. Como dizem os teólogos, mais do que uma ortodoxia formal (doutrina pura) a fé é uma ortopráxis, é um agir segundo a verdade (cf. Jo 3,21; 1Jo 1,6-7).

Ao encerrar o diálogo com Nicodemos, Jesus lhe dizia que a vinda do Filho do homem e a sua exaltação na cruz são um julgamento para o mundo. No confronto com Ele, o mundo se divide entre os que aceitam a sua luz e os que a rejeitam. “Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus”, arrematou Jesus. Os que rejeitam a luz são condenados por sua própria opção, pois sabem que as suas obras não condizem com a verdade da fé em Deus e têm ódio de ver a sua vida de pecados exposta nesta luz. Neste ódio que os consome, por conseguinte, se condenam a si mesmos. Não é Cristo quem os condena, pois Ele não veio nem foi elevado na cruz para condenar ninguém, mas para salvar a todos, bastando que nEle creiam. Os que expõem a sua vida com as suas obras à luz de Deus, mostrando a boa vontade que tiveram e têm de viver conforme a vontade de Deus, entram desde já na comunhão da vida divina, ou seja, da vida em Deus mesmo. Esta é a verdade: Jesus Cristo ama e perdoa quem fez o mal, bate no peito e pede perdão. O Senhor é piedade e retidão, amor e verdade, justiça e misericórdia.

Unidos à Igreja, oremos em comunhão com as intenções da Campanha da Fraternidade, cujo tema é “Fraternidade e superação da violência”: Ó Pai, ensina-nos a ser vossos filhos e irmãos uns dos outros, como o é Jesus, o vosso Filho estimado e o nosso Irmão amado, que nos disse: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). Derrama sobre nós o vosso Espírito Santo que nos converta e nos faça construtores de uma sociedade justa e sem violência. Amém.

Por Dom Caetano Ferrari – Diocese de Bauru

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Serpente e Cruz https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/serpente-e-cruz/ Wed, 07 Mar 2018 15:19:40 +0000 http://teste.toqueto.com/serpente-e-cruz.html Na travessia do deserto para a terra prometida os judeus foram surpreendidos pela picada de serpentes. Eles recorreram a Moisés para superarem a morte devido ao veneno daqueles répteis. Deus mandou que se fizesse uma serpente de bronze hasteada ao alto. Quem olhasse para ela ficaria curado. Da mesma forma Jesus foi elevado ao alto da cruz e ali morreu. Na comparação da serpente e da morte do Filho de Deus vemos a superação da morte pela ação divina. No entanto, no caso da cobra, a vida física foi salva. Com Jesus se deu a libertação de abrangência total. Ele veio regenerar o ser humano de todas as gerações. Seu sacrifício foi redentor. Ele se deixou sacrificar para demonstrar que o amor não tem limites. É doação total. Nele nós temos a oblação da humanidade inteira aceita por Deus. Olhando-o, pendente da cruz, ou seja, aceitando suas coordenadas de amor, estamos salvos, pois, nossa vida, e a de toda a humanidade só tem sentido e salvação quando vivida na doação total do amor.

Na cruz de Jesus está o segredo da vida de doação. Assumida com a interajuda de uns com os outros, temos a chave da revelação do tesouro escondido dentro de nós para solucionarmos os problemas da caminhada. Ajudando a carregar o peso dos problemas e dificuldades  do semelhante encontramos a razão de ser de nosso relacionamento de irmãos e irmãs. Jesus mostra isso sobejamente. Sua vida, feito um de nós, foi somente doação, ajuda ao erguimento dos caídos em seus sofrimentos e dificuldades.

Esse período quaresmal desemboca na realidade da ressurreição do Senhor. Caminhando com Ele, imitando-o e realizando o que nos ensina, temos a certeza de que não caminhamos em vão com nossa solidariedade em relação a quem precisa de nossa ajuda. Afinal, nossas renúncias de conforto exagerado e a doação de nosso tempo para servirmos quem não tem nenhum apoio para viver dignamente, serão recompensadas já na terra e, um dia, plenamente na eternidade. Se continuarmos a viver como pagãos, só buscando nossos interesses, fazemos guerras,  injustiças , deterioração do meio ambiente e todo tipo de insanidade, com desvantagem para todos.

Superamos os venenos das serpentes dos ódios e da falta de amor, com o olhar cheio de esperança para aquele que se deixou crucificar para que também nós nos despojemos de toda maldade e todo o egoísmo. Superamos todo tipo de violência e injustiça.

O evangelista lembra:  “Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto assim é necessário que o Filho do homem seja levantado” (João3,14). Todos os que nele colocarem fé alcançarão a vida plena. Nossa fé nele vem corroborada justamente na sua superação da morte, através da qual Ele nos prova suficientemente sua natureza divina. Ele nos mostra que somente somos divinizados quando vivemos de forma profundamente humana com o semelhante.

Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo Metropolitano de Montes Claros (MG)

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Onde Deus mora? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/onde-deus-mora/ Thu, 01 Mar 2018 15:49:58 +0000 http://teste.toqueto.com/onde-deus-mora.html No Evangelho da santa Missa deste terceiro domingo da Quaresma – Jo 2, 13-25 – São João relata a cena da ida de Jesus ao Templo, em Jerusalém, quando estava próxima a Páscoa, e de como Ele, vendo o comércio que ali se realizava, com vendedores de bois, ovelhas e pombas e cambistas, fez um chicote de cordas e expulsou todos do templo, com ovelhas e bois, e derrubou as mesas dos cambistas. E destaca o esconjuro de Jesus: “Tirai tudo isso daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!”. A seguir, narrando a discussão de Jesus com os judeus, João põe em evidência a novidade dos tempos novos depois da vinda do Messias, o que Jesus pronunciou como sendo a base bíblica e teológica desta novidade. “Destruí este templo, e em três dias o levantarei”, foi a resposta que Jesus deu aos judeus ao pedido do sinal de sua autoridade para agir assim. Naturalmente os judeus não entenderam a resposta, viram-na como um absurdo, pois eles lembraram que a construção do templo tinha levado 46 anos. Os discípulos só foram entender que Jesus se referia ao templo do seu corpo mais tarde depois de sua morte e ressurreição ao terceiro dia. Todos os exegetas afirmam que a ideia central do Evangelho de João, trabalhada por ele ao longo dos capítulos 1,19 a 4,54, visa demonstrar que os discípulos, inclusive Nicodemos e a Samaritana, tiveram as suas mais profundas aspirações de alma realizadas quando se encontraram com Jesus, o Messias, o revelador do Pai, e o aceitaram como o novo lugar de adoração do Pai “em espírito e em verdade” (Jo 4,22). Por isso, João, no início do seu Evangelho, diz que a glória de Deus, que antigamente se revelava somente no templo ou tabernáculo, em Jerusalém, agora a contemplamos em Jesus Cristo (cf. Jo 1,14).

Se Jesus é o lugar onde Deus mora, então Ele é o ponto de encontro com Deus. Não foi à toa que em outra oportunidade Ele assim se expressou: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14,6). Lemos em Apocalipse 14,6 que Jesus é o Evangelho ou a Boa Nova eterna anunciada a toda terra”, e em Hebreus 13,8-9 que “Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje; Ele o será para sempre! Portanto, não vos deixeis extraviar por doutrinas ecléticas e estranhas”.  O Papa Francisco, na Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium” (A Alegria do Evangelho), inicia a sua mensagem afirmando que a alegria do Evangelho brota do encontro com Jesus. O encontro com Jesus provoca libertação de tudo o que é ruim, pecado, tristeza, vazio interior, isolamento, e faz renascer uma alegria sem cessar (EG, 1). E o Papa faz um incisivo convite: “Todos os cristãos, em qualquer lugar e situação que se encontrem, estão convidados a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de deixar encontrar por Ele, de procurá-Lo dia a dia, sem cessar” (EG, 3). Igualmente o documento de Aparecida, do Episcopado Latino-Americano, explica que, segundo a doutrina do discipulado, os cristãos precisam reavivar o encontro com Jesus. Diz que o que marca o discipulado é o encontro vivo, persuasivo e decisivo com Jesus (DAp, 290). E faz uma importante declaração que é ao mesmo tempo um imperativo categórico de comportamento missionário para todo discípulo com espírito: Jesus precisa ser encontrado, seguido, amado, adorado, para ser anunciado e comunicado (cf. 14). Pois o verdadeiro discipulado leva à missão que consiste, basicamente, em compartilhar com os outros a experiência do encontro com Jesus (cf. 287). O discípulo fascinado por Jesus não tem como calar a sua voz.

Se Jesus é o novo lugar do encontro com Deus, por que vamos à Igreja? Ora, exatamente para nos encontrar com Deus, porque é a casa da oração, segundo disse Jesus que não deve ser convertida em casa de negócios.  Vamos encontrar com Jesus, que nos leva ao Pai e nos dá o Espírito Santo. Por isso, não é correto que pessoas ao entrar na Igreja não vão, em primeiro lugar, lá na Capela do Santíssimo Sacramento da presença real de Jesus na Eucaristia. Lembro-me do modelo exemplar de Francisco de Assis que, inclusive, deixou uma belíssima oração. Pois toda vez que entrava em alguma Igreja, primeiro, ele se prostrava diante de Jesus no Sacrário e se não houvesse, então, diante do crucificado, e assim rezava: “Eu vos adoro santíssimo Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as vossas Igrejas que estão no mundo inteiro, e vos bendigo porque por vossa santa cruz remistes o mundo”. E, depois, a alma de Francisco se levantava às alturas e louvava a Deus com o Cântico das criaturas, a Nossa Senhora com orações e afetos especiais, pois tinha um amor indizível à Mãe de Jesus, aos Anjos e Arcanjos aos quais tinha profunda devoção. Incendiado pelo fogo do amor de Deus, Francisco saía da Igreja e não cansava de proclamar a toda gente, dizendo: “O amor não é amado”. E conclamava a todos a amar e servir ao bom Deus e a toda humana criatura.

O documento de Aparecida aponta outros lugares onde é possível o encontro com Jesus Cristo. Destaco dentre eles, por exemplo, três modos de encontrá-Lo. Podemos encontrar Jesus Cristo na Sagrada Escritura. O documento evoca a figura ilustre do primeiro tradutor da Bíblia para o latim (A Vulgata), São Jerônimo, que no século quinto já dizia que “Ignorar a Bíblia é ignorar a Cristo”. Por isso, chamando a atenção que a Igreja sempre procurou educar o povo na leitura e meditação da Palavra de Deus, frisa que agora mais do nunca é necessário fazê-lo (cf. DAp 247-249). Também é lugar privilegiado para o encontro com Jesus a Sagrada Liturgia da Igreja, sobretudo pela vida de oração e pelos Sacramentos. Põe em evidência a vivência dos Sacramentos, mediante os quais celebramos o mistério pascal e encontramos o alimento que nutre a vida nova em Cristo (idem, 250-256). Outro modo especial é encontrar Jesus nos “pobres, aflitos e enfermos” (cf. Mt 25,37-40). Diz o documento: “O encontro com Jesus Cristo através dos pobres é uma dimensão constitutiva de nossa fé em Jesus Cristo… A mesma união a Jesus Cristo é a que nos faz amigos dos pobres e solidários com seu destino” (DAp 257).

Por Dom Caetano Ferrari – Diocese de Bauru

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Quinta meditação: "A sede de Jesus" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/quinta-meditacao-a-sede-de-jesus/ Wed, 21 Feb 2018 09:01:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50901 O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana prosseguem os exercícios espirituais na Casa Divino Mestre, em Ariccia.

“A sede de Jesus” foi o tema proposto na quinta meditação pelo pregador do retiro, Pe. José Tolentino de Mendonça, na tarde desta terça-feira (20/02).

O sacerdote português iniciou a meditação com um trecho do Evangelho de João em que Jesus, após ter sido pregado na cruz, diz: “Tenho sede.”

Os Padres da Igreja interpretaram essa sede de Jesus sobretudo como “sede corporal”, não dando muito valor ao sentido  metafórico contido nessa declaração.

“A sede física documentava de forma convincente que Jesus era de carne e osso como toda pessoa”, mas tinha sede “da salvação dos homens”.

A sede da samaritana e a sede de Jesus

No encontro com a samaritana, Jesus pede água, mas é ele quem dá de beber e promete-lhe a “água viva”. A samaritana não entende imediatamente as palavras de Jesus, “as interpreta como sede física, mas desde o início Jesus dava um sentido espiritual”.  

“O seu desejo sempre visava outra sede”, conforme explicou à samaritana: «Se você conhecesse o dom de Deus, e quem lhe está pedindo de beber, você é que lhe pediria. E ele daria a você água viva.»

Segundo Pe. Tolentino, “a sede Jesus parece se extinguir somente quando ele se proclama fonte de água viva e abre à promessa do dom do Espírito”.

“A sede é o selo do cumprimento de sua obra e, ao mesmo tempo, do forte desejo de doar o Espírito, verdadeira água viva capaz de saciar radicalmente a sede do coração humano.”

O pregador do retiro explicou que a sede da qual Jesus fala é uma sede existencial que se extingue, quando a nossa vida se converge em direção ao Senhor.

“Ter sede, é ter sede Dele. Somos chamados a viver de uma centralidade cristológica: sair de nós mesmos para buscar em Cristo aquela água que sacia a nossa sede, vencendo a tentação da autorreferencialidade que nos deixa doentes e tiraniza”.

“A sede de Jesus é a sede de dar água viva, a sede de conceder à Igreja o dom da água viva. Para os fiéis, a sede de água viva é a sede de aprofundamento da fé, sede de penetrar no mistério de Jesus, sede do Espírito. Para Jesus, a sede é o desejo de comunicar todos esses dons.”

A sede de Jesus revela a sede humana

Segundo Pe. Tolentino, “a sede de Jesus ilumina e responde à sede de Deus à falta de sentido e verdade, ao desejo de todo ser humano de ser salvo, mesmo que seja um desejo oculto ou enterrado debaixo dos detritos existenciais”.

O “Tenho sede”, proclamado por Jesus, envolve a Igreja de todos os tempos, em particular a nossa.

A esse propósito, o sacerdote português citou como exemplo Madre Teresa de Calcutá, que em 10 de setembro de 1946, a bordo de um trem que ligava Siliguri a Darjeeling, na Índia, viveu uma forte experiência espiritual: “de forma quase física sentiu a sede de Jesus que a chamava a dar a vida a serviço da sede dos pobres e rejeitados, dos últimos dos últimos. O coração e a alma das Missionárias da Caridade é somente este: a sede do coração de Jesus escondido no pobre.”

Acolher o Espírito, dom da sede

O Espírito continua nos fazendo ouvir a voz de Jesus que nos diz: “Tenho sede!”

“Ele é o dinamismo do Ressuscitado em nós. O Espírito é a continuação dessa história, uma continuação que não é repetida, não é sempre a mesma. É a fantasia do Espírito, a sua criatividade que difunde em nós dons diferentes, carismas diferentes, competências complementares a fim de construirmos o Reino de Deus onde quer que estejamos.”

O Espírito “é a força motriz da vida da Igreja e da vida de todo cristão. Por isso, precisamos do Espírito Santo e devemos redescobrir a fé em seu poder. Muitas vezes o Espírito Santo permanece completamente esquecido. Devemos redescobrir o Espírito Santo, porque sem Ele a Igreja é somente memória, o que fazemos é somente uma recordação do que foi. É o Espírito que diz: o cristianismo é também presente e futuro”, disse Pe. Tolentino.

“Somos chamados a viver na esperança toda situação da vida. Às vezes, somos uma Igreja em que falta a vivacidade do Espírito, a juventude do Espírito. É o Espírito que nos dá o sentido de plenitude, o sentido da missão e que nos torna uma Igreja em saída.”

Por Vatican News

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A confissão nos purifica da lepra do pecado, afirma o Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/a-confissao-nos-purifica-da-lepra-do-pecado-afirma-o-papa/ Mon, 12 Feb 2018 11:26:50 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50729 Durante a oração do Ângelus na manhã de ontem na Praça de São Pedro, o Papa Francisco se referiu ao Dia Mundial dos Enfermos que se celebrou no dia e assinalou que nenhuma doença pode impedir o relacionamento com Deus, somente o pecado que é uma doença do coração, uma lepra que pode ser purificada com o sacramento da Reconciliação.

“Nestes domingos, o Evangelho, segundo a narração de Marcos, nos apresenta Jesus que cura os doentes de todos os tipos. Neste contexto, se insere bem o Dia Mundial dos Enfermos que se celebra precisamente hoje, 11 de fevereiro, memória de Nossa Senhora de Lourdes”, assinalou o Santo Padre.

Nesse sentido, o Papa explicou que “nenhuma doença é causa de impureza: a doença certamente envolve toda a pessoa, mas de modo algum afeta ou impede seu relacionamento com Deus. Pelo contrário, uma pessoa doente pode estar ainda mais unida a Deus”.

Pelo contrário, “o pecado, esse sim nos torna impuros. O egoísmo, o orgulho, o entrar no mundo da corrupção, essas são doenças do coração das quais é preciso ser purificados, dirigindo-se a Jesus como o leproso: ‘Se queres, tens o poder de purificar-me’”.

O Santo Padre convidou a ir ao sacramento da confissão para purificar a alma: “Toda vez que nos aproximamos do sacramento da Reconciliação com o coração arrependido, o Senhor – explicou Francisco – repete também a nós: ‘Eu quero, fica purificado!’”.

Assim, destacou, “a lepra do pecado desaparece, voltamos a viver com alegria o nosso relacionamento filial com Deus e somos readmitidos plenamente na comunidade”.

Em seguida, Francisco destacou que hoje, dia da Virgem de Lourdes e “com o olhar do coração dirigido à gruta de Massabielle, contemplamos Jesus como o verdadeiro médico dos corpos e das almas, que Deus Pai enviou ao mundo para curar a humanidade, marcada pelo pecado e suas consequências”.

O Papa explicou que “a página do Evangelho de hoje apresenta a cura de um homem que sofre de lepra, uma patologia que no Antigo Testamento foi considerada uma impureza séria e que envolveu a marginalização do leproso da comunidade. A sua condição era realmente dolorosa, porque a mentalidade do tempo o fazia sentir impuro diante de Deus e dos homens”.

O Santo Padre assinalou que “ao ouvir isso, Jesus sente compaixão, muito importante para fixar a atenção sobre essa ressonância interna de Jesus, como fizemos longamente durante o Jubileu da Misericórdia. Não se entende a obra de Cristo, não se entende o próprio Cristo, se não entrarmos no seu coração cheio de compaixão”.

“É isso que o leva a estender a mão ao homem que sofre de lepra, tocá-lo e dizer-lhe: ‘Eu quero, fica purificado’. O fato mais perturbador é que Jesus toca o leproso, porque isso era absolutamente proibido pela lei mosaica. Tocar um leproso significava ser também contagiado também dentro, no espírito, isto é, tornar-se impuros”.

“Mas, neste caso, o influxo não vai do leproso a Jesus para transmitir o contágio, mas de Jesus ao leproso para dar-lhe a purificação. Nesta cura, admiramos, além da compaixão, também a audácia de Jesus, que não se preocupa nem com o contágio, nem com as prescrições, mas é movido somente pela vontade de libertar aquele homem da maldição que o oprime”.

Ao concluir, Francisco invocou a intercessão da Virgem Maria, Nossa Mãe Imaculada: “peçamos ao Senhor, quem trouxe aos enfermos a saúde doente, que cure também as nossas feridas internas com a sua infinita misericórdia, para assim nos dar novamente a esperança e a paz do coração”.

Por ACI Digital

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Papa Francisco explica a autoridade e o poder de Jesus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-explica-a-autoridade-e-o-poder-de-jesus/ Mon, 29 Jan 2018 09:12:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50550 Antes da oração do Ângelus na manhã de hoje, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco explicou em que se fundamenta a autoridade e o poder de Jesus que deixaram todas as pessoas admiradas.

O Santo Padre refletiu sobre a passagem evangélica do dia, na qual Jesus ensina na sinagoga de Cafarnaum e aqueles que o escutam ficam maravilhados da sua autoridade. “As pessoas ficaram admiradas pelas suas palavras, porque não eram palavras comuns, não parecia com as palavras que eles costumavam ouvir”.

“Os escribas, de fato, ensinaram sem ter uma autoridade própria. Eles se baseavam na tradição, no que Moisés e os profetas haviam dito anteriormente. Jesus, ao invés disso, ensina como alguém que tem autoridade, revelando-se como o Enviado de Deus, não como homem simples que precisa fundamentar o seu ensinamento nas tradições anteriores. Jesus ensinava com autoridade”.

Além disso, Jesus provou essa autoridade com uma demonstração do seu poder: “Jesus também se revela poderoso através das suas obras. Na sinagoga de Cafarnaum, havia um homem possuído por um espírito imundo que se manifestava gritando estas palavras: ‘O que tenho a ver com você, Jesus Nazareno? Você veio nos destruir? Eu sei que você é o santo de Deus!’”.

Através deste exorcismo “Jesus se apresenta como um poderoso profeta com palavras e ações”.

“Este espírito impuro, continuou o Papa, conhecia o poder de Jesus e inclusive proclama a sua santidade. Jesus grita: ‘Cala-te, saia dele!’. Estas poucas palavras de Jesus são suficientes para vencer a Satanás”..

O Pontífice continuou dizendo como “este acontecimento impressionou os presentes; todos ficaram com medo e perguntaram: ‘O que é isso? Manda nos espíritos impuros e o obedecem’. O poder de Jesus confirma a sua autoridade e os seus ensinamentos. Não pronuncia somente palavras, Ele age. Deste modo, se manifesta o plano de Deus se manifesta com palavras e com o poder das obras”.

No Evangelho, de fato, “vemos que Jesus em sua missão terrena, revela o amor de Deus tanto através da pregação, como por meio da atenção e da ajuda aos doentes, aos pecadores e às crianças”.

Esse trecho evangélico “nos mostra que Jesus é nosso mestre, potente nas palavras e obras. Jesus ilumina os caminhos de nossa existência; também nos comunica a força necessária para superar as dificuldades, as provações e as tentações”.

“Pensemos que grande graça é para nós ter conhecido este Deus tão bom e poderoso. Um mestre, um amigo que nos indica o caminho e que cuida de nós. Especialmente quando precisamos”, concluiu.

Por ACI Digital

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Papa recorda que Jesus julgará as pessoas pelo seu serviço aos necessitados https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-recorda-que-jesus-julgara-as-pessoas-pelo-seu-servico-aos-necessitados/ Mon, 27 Nov 2017 08:35:55 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49593 Durante a oração do Ângelus na Praça de São Pedro, na Solenidade de Cristo Rei, o Papa Francisco recordou que Jesus, além de pastor, também é Rei e Juiz e, ao final dos tempos “nos julgará pelo nosso esforço concreto em amar e servir Jesus em nossos irmãos menores e necessita”.

O Santo Padre recordou que o reinado de Jesus “é um reinado de orientação, de serviço e também um reinado que, no final dos tempos, será afirmado como um julgamento. Hoje temos diante de nós Cristo como rei, pastor e juiz, que mostra os critérios de pertença ao Reino de Deus”.

“O Evangelho de hoje começa com uma visão grandiosa. Jesus se dirige aos seus discípulos e diz: ‘Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso’. Esta é a apresentação solene da história do Juízo Universal”, explicou.

Então, o Juízo começará: “Disse-lhes aos que estão à sua direita: ‘Vinde! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar”.

Ante essa afirmação, “os justos ficam surpresos, porque não se lembram de ter encontrado antes Jesus e muito menos de tê-lo ajudado daquela forma. Então Ele declara: ‘todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’”.

“Estas palavras – continuou o Papa – nunca deixam de nos surpreender, porque nos revela até que ponto chega o amor de Deus: até o ponto de se colocar em nosso lugar, mas não quando estamos bem, saudáveis e felizes. Não, só quando estamos necessitados. E desta forma, escondida, Ele se deixa encontrar, nos estende a mão, como um mendicante”.

Assim, “Jesus revela o critério decisivo de seu juízo, ou seja, o amor concreto pelo próximo com dificuldades. E assim revela o poder do amor, a realeza de Deus: solidário com quem sofre para suscitar em todos os lugares atitudes e obras de misericórdia”.

“A parábola do Juízo continua apresentando o Rei que afasta de si aqueles que durante a sua vida não se preocuparam pelas necessidades de seus irmãos. Também neste caso, eles ficam surpresos e perguntam: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’. Deste modo, queriam dizer: ‘Se tivéssemos visto, certamente teríamos ajudado!’ Mas o rei responde: ‘Todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’”.

O Pontífice insistiu: “No fim de nossas vidas, seremos julgados pelo amor, isto é, pelo nosso esforço concreto em amar e servir Jesus em nossos irmãos menores e necessitados”. E recordou: “Aquele mendicante, aquele afamado, aquele encarcerado, aquele doente é Jesus. Pensemos nisto”.

“Jesus virá no final dos tempos para julgar todas as nações, mas vem a nós todos os dias, em muitas maneiras, e nos pede para acolhê-lo. Que a Virgem Maria nos ajude a encontrá-lo e recebê-lo em sua Palavra e na Eucaristia, e ao mesmo tempo, nos irmãos e irmãs que sofrem com a fome, a doença, a opressão, a injustiça”, concluiu.

Por ACI Digital

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No Angelus, Papa recorda beatificação de Pe. João Schiavo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/no-angelus-papa-recorda-beatificacao-de-pe-joao-schiavo/ Mon, 30 Oct 2017 08:02:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49280 Na manhã deste domingo, 29, em sua reflexão do Ângelus, na Praça São Pedro, o Papa Francisco recordou a beatificação do padre brasileiro João Schiavo — beatificado neste sábado, 28, em Caxias do Sul (RS).

“Ele trabalhou com zelo a serviço do povo de Deus”, disse o Sucessor de Pedro. “Que seu exemplo nos ajude a viver em plenitude à nossa adesão a Cristo e ao Evangelho”, reiterou.

O Pontífice ainda recordou a misericórdia de Deus mesmo diante do arrependimento tardio, lembrando a parábola do filho pródigo. “Cada vez que um homem faz um último exame de consciência de sua vida descobre que as faltas superam em muito as obras de bem, não deve se desencorajar, mas confiar na misericórdia de Deus, pois Ele é Pai e espera até o fim o nosso retorno”, disse.

Durante a liturgia, Francisco citou uma passagem em que os fariseus tentam colocar  Jesus à prova. Um deles pergunta: “Mestre, na lei, qual é o maior mandamento”. No que é prontamente respondido pelo Filho de Deus: “Amarás ao Senhor teu Deus de toda sua alma e amará ao teu próximo como a ti mesmo”.

Esta resposta de Jesus, segundo o Pontífice, não é uma resposta que se deduz de forma automática, pois entre os múltiplos preceitos de lei judaica os mais importantes eram os Dez Mandamentos, comunicados diretamente por Deus a Moisés como forma de aliança com o povo. “Jesus quer fazer entender que sem amor por Deus e pelo próximo, não existe aliança com o Senhor, mesmo que muitas coisas boas, muitas orações sejam feitas, mas se Tu não tens amor, não serve”, ponderou Francisco.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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