Jesus Cristo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:03:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Jesus Cristo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 A grande semana https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-grande-semana/ Thu, 29 Mar 2018 08:48:25 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51501 Nesta semana mais importante do ano, celebramos o Mistério Pascal, recordando a Paixão, Morte e, na Páscoa, a Ressurreição de Jesus Cristo: “nele encontra plena realização toda a ânsia e anelo do coração humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribulação e do sofrimento, a força do perdão diante da ofensa recebida e a vitória da vida sobre o vazio da morte… Nele, morto e ressuscitado para a nossa salvação, encontram plena luz os exemplos de fé que marcaram esses dois mil anos da nossa história da salvação” (Porta Fidei).

É o tempo também de pensarmos nos nossos pecados, deles nos arrependendo e pedindo perdão. Em sua mensagem para a Quaresma deste ano, com o tema tirado das palavras de Jesus: “Porque se multiplicará a iniquidade vai resfriar o amor de muitos” (Mt 24, 12), o Papa Francisco nos convida à reflexão: “E o amor resfria-se também nas nossas comunidades: na Exortação apostólica Evangelii gaudium procurei descrever os sinais mais evidentes desta falta de amor. São eles a acédia egoísta, o pessimismo estéril, a tentação de se isolar empenhando-se em contínuas guerras fratricidas, a mentalidade mundana que induz a ocupar-se apenas do que dá nas vistas, reduzindo assim o ardor missionário”.

E o Papa nos convida a tirar todo o fruto das cerimônias da Semana Santa, especialmente da Vigília Pascal: “Na noite de Páscoa, reviveremos o sugestivo rito de acender o círio pascal: a luz, tirada do ‘lume novo’, pouco a pouco expulsará a escuridão e iluminará a assembleia litúrgica. ‘A luz de Cristo, gloriosamente ressuscitado, nos dissipe as trevas do coração e do espírito’, para que todos possamos reviver a experiência dos discípulos de Emaús: ouvir a palavra do Senhor e alimentar-nos do Pão Eucarístico permitirá que o nosso coração volte a inflamar-se de fé, esperança e amor”.

Sugiro alguns bons pensamentos para a Semana Santa: “Se, qual o ladrão, estás crucificado com Cristo, como homem íntegro, reconhece a Deus. Se por tua causa e por teu pecado ele foi tratado como malfeitor, torna-te justo por seu amor. Adora aquele que foi crucificado por tua causa. Preso à tua cruz, aprende a tirar proveito até da tua própria iniquidade. Adquire a tua salvação com a sua morte, entra com Jesus no paraíso, e saberás que bens perdeste com a tua queda. Contempla as belezas daquele lugar, e deixa que o ladrão rebelde fique dele excluído, morrendo na sua blasfêmia”.

“Se és José de Arimateia, pede o corpo a quem o mandou crucificar; e assim será tua a vítima que expiou o pecado do mundo. Se és Nicodemos, aquele adorador noturno de Deus, unge-o com perfumes para a sua sepultura”.“Se és Maria, ou a outra Maria, ou Salomé, ou Joana, derrama tuas lágrimas por ele. Levanta-te de manhã cedo, procura ser o primeiro a ver a pedra do túmulo afastada, e a encontrar talvez os anjos, ou melhor ainda, o próprio Jesus” (São Gregório de Nazianzo, bispo).

Feliz Páscoa a todos!

Por Dom Fernando Arêas Rifan – Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney

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Cristo, nossa Páscoa e nossa Paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/cristo-nossa-pascoa-e-nossa-paz/ Wed, 28 Mar 2018 08:42:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51470 A violência cria um muro de separação entre “nós” e “os outros”. Será isto o que Deus quer para a humanidade? Claro que não! “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), disse Jesus. A grande notícia que celebramos no tríduo pascal (Paixão-Morte-Ressurreição de Jesus Cristo) é que Ele “quis criar em si mesmo um homem novo, estabelecendo a paz” (Ef 2,15). Sim, “Cristo é a nossa paz” (Ef 2,14). São Paulo explica que esta paz é fruto da cruz de Jesus Cristo: “Quis reconciliá-los (judeus e pagãos) com Deus num só corpo, por meio da cruz; foi nela que Cristo matou o ódio” (Ef 2,16). A cruz de Cristo é fonte de paz para a humanidade, pois nela o ódio foi morto! Jesus nos ensinou, por todo seu sofrimento inocente, que o único remédio para superar o ódio é o amor.Anunciamos a esperança de um modo de viver diferente, pois em Cristo o bem é infinitamente maior do que o mal, por mais terrível que se apresente. A Páscoa nos convoca a vivermos como pessoas novas, reconciliadas, pacificadas e pacificadoras.

Nos dias da Semana Santa, sobretudo na Sexta-feira da Paixão, mais uma vez, os católicos ouvem os relatos da violência que se desencadeou sobre o inocente, o “Servo Sofredor” (cf. Is 52,13-53,12).Neste último Cântico do Servo Sofredor, Isaías profetizou o que aconteceria a Jesus. Parece uma descrição da cena da crucificação: “Ele não tinha nem aparência nem beleza para atrair o nosso olhar, nem simpatia para que pudéssemos apreciá-lo” (Is 53,2). Jesus foi condenado e crucificado como nocivo para o povo. “Ela (a Luz) veio para a sua casa, mas os seus não a receberam” (Jo 1,11). A humanidade de ontem e de hoje tem dificuldade de acolher o inocente e justo. Este é o verdadeiro pecado, não acolher aquele que nos salva, que nos traz a paz. Na sua Paixão, sobre ele se abateunossas maldades. Maspelas suas chagas fomos salvos (cf. Is 53,5). Aceita estar nas mãos dos perseguidores. Não responde à violência, nem com a violência e nem com palavras. Fica em silêncio. É entregue de mão em mão, mas livremente faz sua entrega interior. Renuncia à defesa, ao direito de dizer “eu sou inocente” e mostrar a injustiça da sua paixão. Renuncia recorrer a Deus. Não pede a Deus para intervir. Silencia. Não escolhe o caminho da violência (cf. Is 53,7). Uma ovelha mansa. Como o Profeta Jeremias parece dizer: “A ti confio minha causa” (Jr 20,20). Somente um grande silêncio. Será que o mal, a violência, a injustiça, o pecado e a opressão haverão de triunfar sempre?

Mas “o meu servo vai ter sucesso” (Is 52,13). “Por meio dele, o projeto do Senhor triunfará. Pelas amarguras sofridas, ele verá a luz. […] O meu servo justo devolverá a muitos a verdadeira justiça, pois carregou o crime deles” (Is53,10.11). Sua entrega fiel e unicamente vivida no amor, recebeu do Pai a confirmação na sua Ressurreição. Ele introduziu na humanidade uma “luz”, a reconciliação com Deus, pelo perdão redentor, e a possibilidade da reconciliação como caminho de fraternidade. “Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa notícia, que anuncia a salvação” (Is 52,7).

Toda vez que somos promotores da paz, permitimos que a força do Ressuscitado, que vive entre nós, triunfe e Ele continue, nos difíceis dias de hoje, a reconciliar, perdoar e pacificar. O Senhor Ressuscitado diz a todos nós, como aos seus discípulos: “A paz esteja convosco” (Jo 20,19). Feliz e Abençoada Páscoa a todos. Cristo, nossa Páscoa, é a nossa paz!

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta

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Elevados na cruz de Jesus https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/elevados-na-cruz-de-jesus/ Mon, 26 Mar 2018 10:08:09 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51425 Estamos aproximando-nos da grande celebração da Páscoa do Senhor. O tempo da Quaresma vai preparando-nos para celebrar o auge emblemático do Mistério Pascal de Jesus Cristo. Aproxima-se a memória daquilo que o Evangelista São João chamou de a hora da glória de Jesus. Esta consiste no momento dramático de Sua morte: “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo, mas, se morre, então produz muito fruto” (Jo 12, 24). No transcorrer da Quaresma, somos gradativamente lembrados do caminho que devemos trilhar: o caminho da Cruz. Para se tornar autêntico discípulo de Jesus, faz-se necessário abraçar a Sua Cruz, ter a coragem de segui-lo através da “espiritualidade do grão de trigo”, isto é, do morrer para ressuscitar.

Como discípulos de Cristo, o Evangelho leva-nos à lógica de testemunhar o Amor de Deus com a marca da Cruz. Não se trata aqui de propor um estilo de vida irracional, de sofrer por sofrer. Não! A altura da Cruz de Jesus é a altura do verdadeiro amor, por vezes bastante dramático de ser vivenciado, mas que todo homem deve conhecer. Só o amor autentica de fato o humanismo tão reclamado pelo mundo moderno, tornando cada homem e cada mulher livres. Quando nos permitimos ser elevados pela Cruz do Senhor, somos envolvidos em seu Mistério, fugimos da postura de expectadores estranhos ou indiferentes, “(…) mas como protagonistas juntamente com Ele, envolvidos no seu Mistério de Cruz e de Ressurreição. De fato, onde está Cristo devem se encontrar também os seus discípulos, que são chamados a segui-lo, a ser solidários com Ele no momento do combate, para serem copartícipes da sua vitória” (Bento XVI, Homilia do V Domingo da Quaresma, 29 de março de 2009).

A Encarnação de Jesus não completou o fruto da salvação de Deus para esta terra, que peregrina historicamente em sua longa quaresma, mas fora necessário Jesus se tornar grão de trigo. Ser grão de trigo, para Jesus, e, consequentemente, para nós, que somos seus discípulos, é o mesmo que morrer, significa dar a própria vida por causa de Deus e dos irmãos. Diante de uma realidade social tão marcada pela corrupção, principalmente na esfera política, não podemos esquivar-nos do testemunho cristão. Impõe-nos o dever de se deixar ser elevado pela Cruz do Senhor, dever que pode ser traduzido na busca de valores e costumes que desautoriza uma sociedade sem esperança e sem a lógica do Evangelho de Jesus.

Por Dom Manoel Delson – Arcebispo da Paraíba

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5 coisas que deve saber sobre a Quaresma https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/5-coisas-que-deve-saber-sobre-a-quaresma/ Wed, 14 Feb 2018 09:16:58 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50753 A Quaresma é um tempo litúrgico em que por 40 dias a Igreja chama os fiéis à penitência e à conversão, para se preparar verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo na Semana Santa.

Aqui estão cinco pontos que todo católico deve saber sobre a Quaresma:

1. Oração, mortificação e caridade: as três práticas quaresmais

A oração é uma condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, o cristão entra em diálogo íntimo com o Senhor, deixa que a graça entre em seu coração e, como Maria, abre-se para a oração do Espírito cooperando com ela em sua resposta livre e generosa (ver Lc 1,38).

A mortificação se realiza cotidianamente e sem a necessidade de fazer grandes sacrifícios. Com ela, são oferecidos a Cristo aqueles momentos que geram desânimo no transcorrer do dia e se aceita com humildade, gozo e alegria, todas as diversidades que chegam.

Da mesma forma, saber renunciar a certas coisas legítimas ajuda a viver o desapego e desprendimento. Dentro dessa prática quaresmal, estão o jejum e a abstinência que serão explicados mais adiante.

A caridade é necessária como refere São Leão Magno: “Se desejamos chegar à Páscoa santificados em nosso ser, devemos pôr um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre multidão de pecados”.

Sobre esta prática, São João Paulo II explica que este chamado a dar “está enraizado no mais profundo do coração humano: toda pessoa sente o desejo de colocar-se em contato com os outros e se realiza plenamente quando se dá livremente aos demais”.

2. O jejum e a abstinência

O jejum consiste em fazer uma refeição forte por dia, enquanto a abstinência consiste em não comer carne. Com ambos os sacrifícios, reconhecemos a necessidade de fazer obras para reparar o dano causado por nossos pecados e para o bem da Igreja.

Além disso, de forma voluntária, deixam-se de lado necessidades terrenas e se redescobre a necessidade da vida do céu. “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4,4).

O jejum não proíbe de tomar um pouco de alimento na parte da manhã e à noite. É obrigatório dos 18 aos 59 anos.

Por outro lado, a abstinência, embora proíba o consumo de carne, não é o caso de ovos, leite e qualquer condimento feito a partir de gorduras animais. O jejum é obrigatório a partir de 14 anos de idade.

3. A Quaresma começa com a Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira Santa

Na Quarta-feira de Cinzas começam os 40 dias de preparação para a Páscoa. Após a Missa, o sacerdote abençoa e impõe as cinzas feitas de ramos de oliveira abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estas são impostas fazendo o sinal da cruz na testa e dizendo as palavras bíblicas: “Lembra-te que és pó e ao pó retornarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Desta forma, a cinza é um sinal de humildade e recorda ao cristão sua origem e seu fim.

A Quaresma termina na Quinta-feira Santa. Nesse dia, a Igreja recorda a Última Ceia do Senhor, quando Jesus de Nazaré compartilhou a refeição pela última vez com seus apóstolos antes de ser crucificado na Sexta-feira Santa.

4. A duração da Quaresma está baseada na simbologia do número 40 na Bíblia

Os 40 dias da Quaresma representam o mesmo número de dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, os quarenta dias do dilúvio, os quarenta dias da marcha do povo judeu pelo deserto, os quarenta dias de Moisés e Elias na montanha e os 400 anos que durou a estadia dos judeus no Egito.

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provas e dificuldades.

5. Na Quaresma, a cor litúrgica é o roxo

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, penitência, conversão espiritual; tempo para preparar o mistério pascal.

Por ACI Digital

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“Sem Jesus não tem Natal”, diz dom Guilherme Werlang https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/sem-jesus-nao-tem-natal-diz-dom-guilherme-werlang/ Wed, 20 Dec 2017 15:05:54 +0000 http://teste.toqueto.com/sem-jesus-nao-tem-natal-diz-dom-guilherme-werlang.html Numa época marcada pelo consumo, o bispo de Iparemi (GO), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora, dom Guilherme Werlang lembra que o comércio não pode nos dar a paz. O religioso afirma que estamos vivendo numa época comandada pelo dinheiro, definido pelo papa Francisco com um “falso deus” em sua encíclica Laudato Sí.

“O Natal só pode ser celebrado se tivermos o menino Jesus e o comércio roubou dos cristãos e da humanidade a criança. Trocou a essência do Natal pelo papai Noel”, afirmou. Para dom Guilherme, as luzes e os enfeites podem ser importantes, mas só se sua finalidade for para homenagear a verdadeira luz.

O verdadeiro sentido do Natal, roubado pelo sentido comercial que a data adquiriu, precisa ser recuperado na avaliação de dom Guilherme. “Se você perguntar para 100 crianças se preferem o menino Jesus ou o Papai Noel? A maioria dirá que prefere o papai Noel, inclusive os filhos das famílias cristãs. Muitas crianças de famílias cristãs não sabem dizer uma ou três frases sobre o menino Jesus”.

Para o bispo é necessário revolver este problema encontrando novamente a criança, o menino Jesus, na gruta de Belém, filho de Maria, concebido pelo poder do Espírito Santo. “Só ele pode nos trazer a paz, o amor, a reconciliação, a justiça, o perdão. Sem essa criança, que Deus nos envia, como a luz do mundo, nós continuaremos a tatear na escuridão da noite da humanidade”, disse.

Partilha e solidariedade – O Natal deve ser uma época para, na visão de dom Guilherme, além de compartilhar a vida e esperança, viver a solidariedade. “Nesta época, precisamos compartilhar dos bens que possuímos, especialmente o alimento”, disse.

Dom Guilherme conta que na diocese de Ipameri (GO), a Catedral do Divino Espírito Santo, as pastorais sociais e o movimento de Cursilho de Cristandade junto com a rádio local realizam todo ano o Natal da Solidariedade. Uma equipe passa, durante os três sábados que antecedem a data, em todos os supermercados arrecadando alimentos que são doados para famílias mais pobres cadastradas. Em 2016 foram 400 cestas básicas. Este ano pretendem chegar a 500 cestas.

O Natal quando não for baseado no consumo, mas no amor e na solidariedade, será capaz de fazer o que previu Isaías: anunciar ao povo brasileiro que é hora da alegria, de reacender a esperança no coração da humanidade, de olhar pra frente e dizer com Deus nós seremos vencedores. “Que o Natal possa nos fazer superar o egoísmo, o egocentrismo, o consumismo e possa plantar em nosso coração a semente do amor, da justiça e da paz”, desejou.

Por CNBB

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Uma prova biológica – e bela – de que Cristo nasceu em dezembro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/uma-prova-biologica-e-bela-de-que-cristo-nasceu-em-dezembro/ Fri, 15 Dec 2017 09:00:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50113 A bióloga molecular e catequista Rebecca Salazar expôs na plataforma católica Aleteia uma evidência biológica que contribui para localizar no mês de dezembro a data de nascimento de Cristo e que se relaciona com um surpreendente dado teológico que pode contribuir para uma visão nova à nossa compreensão do mistério do Nascimento do Salvador. Sua descoberta permitiu superar um certo ceticismo sobre a precisão da tradição e se relaciona de forma concreta com sua formação científica.

“Há muito tempo, aceitei a ideia de que o dia 25 de dezembro provavelmente não era a data real do nascimento de Cristo, que a data real era desconhecida, mas provavelmente fosse na primavera”, relatou Salazar, que acreditava que a designação do dia 25 de dezembro correspondia a um aspecto lendário e que seria uma das ilusões infantis que se deixa de lado ao crescer. No entanto, não deixou de investigar qual poderia ser a data autêntica.

Uma primeira aproximação à evidência histórica lhe permitiu conhecer sua coincidência com a provável data do ingresso de Zacarias ao templo e o anúncio da gestação de sua esposa Isabel, que estava grávida de seis meses quando o anjo anunciou a Encarnação do Senhor à Santíssima Virgem. Outro importante argumento foi a tradição de que os grandes profetas foram gerados e morreram na mesma data. Para o Messias, esta data foi o dia 25 de março, fixada como Festa da Anunciação, podendo localizar a data de seu nascimento nove meses depois, em 25 de dezembro. “São bons argumentos, mantidos de acordo com padrões rigorosos de pesquisa histórica e lógica, dentro de seus próprios campos”, comentou Salazar.

Para a pesquisadora, no entanto, esses dados não lhe satisfaziam, pois buscava um fato material concreto. Uma de suas objeções era a possível explicação da presença de pastores nos campos no meio da noite, quando eles receberam o anúncio do nascimento do Messias: estar aguardando o parto de seus animais, algo que normalmente acontece na primavera. Alguém lhe fez esta pergunta específica e Salazar, em vez de expôr as razões religiosas para escolher o dia 25 de dezembro, ficou se perguntando se seus dados eram corretos. “Os cordeiros realmente nasceram na primavera em Israel?”, se questionou. “Posso descobrir?”.

“A ovelha de Awassi é uma ovelha do deserto, uma raça que existe no Oriente Médio há cerca de 5.000 anos. É a única raça indígena de ovelhas em Israel. São criadas para lã, carne e leite”, resumiu a redatora sobre suas descobertas. “A ovelha Awassi se reproduz no verão e dá a luz a seus cordeiros no inverno, quando há grama suficiente para as ovelhas em lactação. Em Israel, a principal temporada de parto é de dezembro a janeiro”. Esses dados mudaram sua perspectiva. “Isto é prático, pensei. Isto é um fato. Isto é biologia”.

As evidências resultaram não apenas falar em favor da tradição litúrgica da Igreja, mas também lhe comunicaram um aspecto até então desconhecido para ela. “Jesus, o Cordeiro de Deus, nasceu ao mesmo tempo e no mesmo lugar que todos os cordeiros pascais”, reconheceu. “É claro que essa data foi tal que o dia de sua entrada e saída do mundo seria o mesmo. Claro, o nascimento de João Batista é quando é porque o nascimento de Jesus realmente é quando é”.

“A biologia dá grande valor à simetria, e aqui havia uma simetria para deleitar meu intelecto, uma simetria de história e a teologia e a biologia”, concluiu Salazar. “Antes, honestamente havia chorado a perda de minha convicção infantil; agora percebo que essa compreensão produziu um assombro maior e mais profundo sobre a providência de Deus. É realmente correto e justo”.

Por Gaudium Press, com Aleteia

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Ele veio para o que era Dele https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/ele-veio-para-o-que-era-dele/ Thu, 14 Dec 2017 07:58:50 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50030 Sem Jesus Cristo, o homem não sabe quem é, não sabe o que faz neste mundo, não sabe o sentido da vida, do sofrimento, da morte, da dor

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1, 8)

Nas quatro semanas do Advento a Igreja nos leva a meditar e preparar o coração para celebrar as duas Vindas de Jesus Cristo. As cores e símbolos da liturgia nos ajudam nisso. A Coroa do Advento com as quatro velas que vão sendo acendidas uma a cada semana nos preparam e ensinam.

– A vela vermelha significa a  que o Menino traz ao mundo; a certeza de que Deus está conosco, armou a sua tenda entre nós; “revestido de nossa fragilidade, Ele veio uma primeira vez para realizar o seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação”, diz um dos Prefácios do Advento.

– A vela branca simboliza a Paz; este Menino é o “Príncipe da Paz”, disse o profeta Isaías (11,1s). Quando o Seu Reino for implantado, “a justiça será como o cinto de seus rins, e a lealdade circundará seus flancos. Então o lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino pequeno os conduzirá; a vaca e o urso se fraternizarão, suas crias repousarão juntas, e o leão comerá palha com o boi. A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da áspide. Não se fará mal nem dano em todo o meu santo monte, porque a terra estará cheia de ciência do Senhor, assim como as águas recobrem o fundo do mar” (Is 11, 5-8).

– A vela roxa (quase rosa) simboliza a Alegria do Menino que chega para salvar. É a alegria mitigada pela cuidadosa vigilância do tempo da espera.

– A vela verde traz a simbologia da Esperança que o Deus Menino traz a todos os homens de todos os tempos e todos os lugares. “Sem Deus não há esperança”, disse o Papa Bento XVI na encíclica Spe Salvi(Salvos pela Esperança); e “sem esperança não há vida”, concluiu o Pontífice. É esta esperança de uma vida feliz aqui e no Céu que o grande Menino veio anunciar com sua meiga e frágil presença na manjedoura de Belém.

A primeira vinda de Cristo mostra todo o amor de Deus por nós. Ninguém mais tem o direito de duvidar desse Amor. Ele deixou a glória do Céu, dignou-se assumir a nossa frágil humanidade, para nos levar de volta para o Céu; Ele aceitou viver a nossa vida, derramar as nossas lágrimas, comer nosso pão de cada dia… e, por amor puro a cada um de nós dar um mergulho nas sombras da morte para destruí-la.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens” (Jo 1, 1s).

O amor de Deus não é o amor de novelas, com músicas românticas e palavras sensuais; é amor que se revela por fatos, atos, renúncia, sofrimento… É amor que gera a vida.

São João apresenta o Menino que vai chegar:

“A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam… Ele era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam”.

Luz de Cristo resplandeceu nas trevas mas essas não a compreenderam; as trevas fogem da luz, tem medo dela, porque a luz revela o erro. Quem faz o mal, pratica o crime, busca a calada da noite para que a luz não o denuncie. Por isso Jesus foi logo perseguido pelo cruel tirano Herodes Magno.

Disse a Lumen Gentium que “só Jesus Cristo revela o homem ao próprio homem”; Ele é “a luz que ilumina todo homem que vem a este mundo”; é por isso que o Papa João Paulo II disse em sua primeira encíclica, Redemptor Hominis, que “o homem que não conhece Jesus Cristo permanece para si mesmo um desconhecido, um mistério inexplicável, um enigma insondável”.

Sem Jesus Cristo, o homem não sabe quem é, não sabe o que faz neste mundo, não sabe o sentido da vida, do sofrimento, da morte, da dor e das estrelas… é um coitado e um perdido como muitos filósofos ateus que se debateram em meio de suas trevas e acabaram arrastando muitos outros consigo para uma vida vazia e triste. Não foi à toa que muitos jovens suicidaram-se lendo o Werther de Goethe e a Comédia Humana de Balzac. Depois de ler A Nova Heloísa, de Jean Jacques Rousseau, uma jovem estourou os miolos em uma praça de Genebra e vários jovens se enforcaram em Moscou depois de lerem Os sete que se enforcaram, de Leonid Andreiv. Só Jesus Cristo “é a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo”. Um dia, Karl Wusmann, escritor francês, entre o revólver e o crucifixo, escolheu o crucifixo… e viveu (cf. J. Mohana, Sofrer e Amar).

“Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus”.

O Natal nos traz esta certeza e esta enorme alegria: somos filhos amados de Deus; que nos fez para Ele, por amor. Ele fez para nós as estrelas, o cosmos, as pedras , os rios, as montanhas, os animais, os peixes das águas e os pássaros do Céu, o doce fruto da terra, o perfume das flores, a harmonia das cores e o mar que murmura o Seu Nome a cantar…

Obrigado Senhor!

Por Prof. Felipe Aquino, em Cleofas – dezembro de 2013, via Aleteia

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Paz na Terra https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/paz-na-terra/ Mon, 04 Dec 2017 10:19:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49724 “Os olhos de todos, na sinagoga, estavam fixos nele” (Lc 4,20). Foi esta a reação das pessoas diante da pregação de Jesus, em Nazaré da Galileia. O tempo litúrgico do Advento, que iniciou neste domingo, direciona o olhar dos cristãos para o Natal, isto é, para mistério da encarnação. Fixar o olhar no Natal direciona nossas preocupações, escolhas e ações para o mais importante, pois não faltam convites e tentações que afastam do acontecimento central. A liturgia da Igreja ajuda a manter o foco no central.

O salvador nosso, Jesus Cristo, se encarnou para todas as gerações. Neste sentido preparar o Natal é dispor-se a acolher, no tempo presente, no hoje, aquele que vem. Surpreender-se sempre de novo com o modo que Deus escolheu para aproximar-se dos humanos. Aproximar-se do menino Deus e colocar-se no seu caminho. É tempo de alegre espera. Quem vem vindo é o Salvador. A espera já é a antecipação. A vigilância é movimento que tira da indiferença e desafia a aprofundar o mistério a ser celebrado.

A liturgia no tempo do Advento e depois do tempo do natal celebra uma riqueza de fatos e ressalta várias qualidades do menino Deus que vem. Na noite de Natal recordamos o anúncio dos anjos aos pastores. “Glória a Deus no mais alto dos céus, e na terra, paz aos que são do seu agrado! ” (Lc2, 14). Diante dos índices alarmantes de violência no país e no mundo, a Igreja Católica está convidando seus fiéis e todas as pessoas de boa vontade para serem construtores da paz. Em sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade de 2018, o regional Sul 3 da CNBB, em seus encontros de preparação para o Natal propõe o tema: “Paz na terra”.

É tempo de construir a paz. Para quem já acompanhou a construção de uma casa, sabe muito bem que construir é um processo complexo. A paz é construção. Como se diz popularmente, “não cai pronta do céu” e nem é feita por um herói e, muito menos, com a força bruta das armas e da repressão. A “paz depende da comunhão com Deus, consigo mesmo e com o próximo”, escreveu Santo Agostinho (354+430) no seu livro “Cidade de Deus”. As pessoas de fé cultivam constantemente a comunhão com Deus. Um Deus de ternura e de paz que se aproxima da humanidade na fragilidade de uma criança. Os anjos anunciam a paz aos homens, porque eles agradam a Deus, mesmo com seus pecados.

Como a paz é comunhão com o próximo, os mais próximos, são as pessoas da casa. Cotidianamente apresentam-se novas situações e muitos problemas são imprevisíveis como os temporais. Durante o temporal, não há condições para construir, apenas há tempo para se proteger e evitar uma tragédia maior. É construir a “casa sobre a rocha” (Mt 7, 24) em tempos de calmaria. Os pequenos gestos de cordialidade, o olhar carinhoso, o cumprimento, o sorriso, o beijo, o abraço qualificam as relações. A preparação para o Natal é tempo oportuno para colocar a minha família diante de Deus, agradecer por tudo que edifica a paz e, ao mesmo tempo, assumir e corrigir o que for necessário.

Todos vivemos em ambientes para além da casa, seja no trabalho, no grupo de amigos, na Igreja, na vizinhança, no bairro, no país e no mundo todo. É preciso estar atento ao individualismo que faz pensar demais em si mesmo e de menos nos outros. Pensar nos outros, é assumir corresponsavelmente a construção da paz, isto envolve atitudes éticas da promoção da justiça, da verdade, da tolerância, da fraternidade e da caridade.

“Vem, Senhor Jesus, o mundo precisa de ti!”, canta uma bela canção de Advento, pois ao mundo falta paz, amor e vida.

Por Dom Rodolfo Luís Weber – Arcebispo de Passo Fundo

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Um novo tempo! https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/um-novo-tempo/ Fri, 01 Dec 2017 10:28:32 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49679 Domingo próximo começa um novo ano litúrgico, com o Advento. Palavra oriunda do latim, significando “vinda”, Advento é o “tempo litúrgico da expectativa do Salvador e símbolo da esperança cristã. A salvação que esperamos de Deus tem igualmente o sabor do amor. Preparando-nos para o mistério do Natal, assumimos de novo o caminho do povo de Deus para acolher o Filho que nos veio revelar que Deus não é só Justiça, mas é também e antes de tudo Amor (cf. 1 Jo 4, 8). Em todos os lugares, mas, sobretudo onde reinam a violência, o ódio, a injustiça e a perseguição, os cristãos são chamados a dar testemunho deste Deus que é Amor”.

“O Advento é o tempo para preparar os nossos corações a fim de acolher o Salvador, isto é, o único Justo e o único Juiz capaz de dar a cada um a sorte que merece. Aqui, como noutros lugares, muitos homens e mulheres têm sede de respeito, justiça, equidade, sem avistar no horizonte qualquer sinal positivo. Para eles, o Salvador vem trazer o dom da sua justiça (cf. Jr 33, 15). Vem tornar fecundas as nossas histórias pessoais e coletivas, as nossas esperanças frustradas e os nossos votos estéreis. E manda-nos anunciar, sobretudo àqueles que são oprimidos pelos poderosos deste mundo, bem como a quantos vivem vergados sob o peso dos seus pecados: ‘Judá será salvo e Jerusalém viverá em segurança. Este é o nome com o qual será chamada: Senhor-nossa justiça’ (Jr 33, 16). Sim, Deus é Justiça! Por isso mesmo nós, cristãos, somos chamados a ser no mundo os artesãos duma paz fundada na justiça” (Papa Francisco, Catedral de  Bangui, República Centro-Africana, 29/11/2015).

Celebramos duas vindas de Jesus Cristo ao mundo. A primeira, com a sua encarnação, ocorrida historicamente há cerca de dois mil anos, celebraremos no Natal. A segunda, em que meditamos no tempo do Advento, é o retorno glorioso no fim dos tempos. Como disse o Papa Bento XVI, “esses dois momentos, que cronologicamente são distantes – e não se sabe o quanto -, tocam-se profundamente, porque com sua morte e ressurreição Jesus já realizou a transformação do homem e do cosmo que é a meta final da criação. Mas antes do final, é necessário que o Evangelho seja proclamado a todas as nações, disse Jesus no Evangelho de São Marcos (cf. Mc 13,10). A vinda do Senhor continua, o mundo deve ser penetrado pela sua presença. E esta vinda permanente do Senhor no anúncio do Evangelho requer continuamente nossa colaboração; e a Igreja, que é como a Noiva, a esposa prometida do Cordeiro de Deus crucificado e ressuscitado (cf. Ap 21,9), em comunhão com o Senhor colabora nesta vinda do Senhor,  na qual já inicia o seu retorno glorioso”(Angelus, 2/12/2012).

Há ainda uma terceira vinda de Cristo, também celebrada no Natal. Acontece em nosso coração, pela sua graça. Essa será a grande alegria do Natal: “O encontro pessoal com o amor de Jesus que nos salva… A ALEGRIA DO EVANGELHO enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Todos os que se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento” (Francisco, Evangelii Gaudium).

Dom Fernando Arêas Rifan – Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

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A vinda do Senhor https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-vinda-do-senhor/ Wed, 29 Nov 2017 07:55:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49643 Conforme a Palavra de Deus, a vinda de Jesus deve ser compreendida em duas dimensões, mas que fundamenta nossos conceitos de fé. A primeira, já prevista pelo Antigo Testamento, principalmente nas palavras do profeta Isaías, “de uma virgem nascerá o Emanuel” (cf. Is 7,14), acontece no dia do Natal. É a realização da encarnação do Verbo, Deus que se torna homem.

A segunda vinda do Senhor é anunciada como tempo de julgamento, quando os maus serão separados dos bons e serão destinados para a eternidade. Aí acontecerá a justiça divina, o “acerto de contas” com as pessoas, tendo como fonte os atos praticados na vida terrena. Para quem foi capaz de valorizar o processo do perdão e da reconciliação, certamente terá a misericórdia de Deus.

Em tempo de Advento, a meta é despertar nas pessoas atitudes de vigilância. A vida de fé é comprometedora, que exige ações concretas praticadas em benefício da coletividade. Nisso está o julgamento de Deus, como uma balança que mede o peso do que é feito, seja de bem ou de mal. Por isso, a vigilância é o equilíbrio de hoje no caminho para a hora da colheita, do julgamento final.

Advento é tempo forte de espera e de compromisso com a construção do Reino. Ele propõe superação das dificuldades e transformação dos corações endurecidos para acolher, na suavidade, Aquele que dá sentido para a vida. O nascimento de Jesus é a manifestação da bondade de Deus para com seu povo, oportunizando espaço de libertação e vida para quem Nele professa sua fé.

A vinda do Senhor teve como finalidade revelar a graça de Deus e de construir a paz entre as pessoas. Graça e paz são termos ricos de conteúdo, porque tocam de perto nos objetivos do Reino. Deus nos dá tudo de graça, mas quer que construamos a paz, para que reine o amor e a fraternidade. Não há paz verdadeira onde a graça de Deus não é percebida e nem valorizada.

Ser seguidor de Jesus Cristo é comprometer-se com Ele, com a vigilância e com o seu projeto de vida, confirmado pela dignidade e pela graça. É um enfrentamento com responsabilidade, sem pompa e sem glórias em relação ao mundo, mas desimpedido para receber a recompensa prometida pelo Senhor. É um processo de conversão, próprio para quem se prepara para o Natal.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba (MG)

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