Japão - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Japão - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Cardeal Filoni: anúncio do Evangelho não é doutrinamento ideológico https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-filoni-anuncio-do-evangelho-nao-e-doutrinamento-ideologico/ Thu, 21 Sep 2017 10:24:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48588 O anúncio do Evangelho “não é um doutrinamento nem uma imposição ou uma contorção das mentes e dos corações”. Adere-se ao Evangelho não por “proselitismo ideológico”, mas por “atração”, com a “liberdade interior de quem descobre ser filho de Deus”.

Com estas palavras, que aludem ao ensinamento de Bento XVI e do Papa Francisco, o prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni, evocou o dinamismo próprio da difusão do cristianismo no mundo, que o distingue de toda forma de propaganda cultural ou religiosa.

Etapa Hiroshima na visita pastoral do Cardeal Filoni

O purpurado fez essas considerações na homilia da missa celebrada na Catedral de Hiroshima, na noite desta quarta-feira (20/09), no quarto dia de sua visita ao Japão. Durante a homilia, o prefeito de Propaganda Fide referiu-se também à experiência dos mártires coreanos André Kim Taegŏn, Paulo Chông Hasang e seus companheiros de martírio, cuja memória litúrgica é celebrada este 20 de setembro.

“A história da evangelização na Coreia recorda-nos que, fascinados pela verdade do Evangelho, alguns eruditos do Confucionismo começaram a estudar sozinhos a doutrina católica e os textos bíblicos, considerando-os extraordinários; depois enviaram um deles a Pequim para ser batizado”, recordou o prefeito do Dicastério vaticano missionário.

Nascimento da Igreja coreana no signo do martírio

Tendo voltado à pátria, este primeiro batizado – depois também ele mártir – batizou os outros membros do grupo, nascendo assim a Igreja coreana, sem nenhuma colaboração que viesse de fora.

Após aquele feliz início a história da Igreja católica na Coreia “foi, ao invés, banhada pelo sangue de inúmeros mártires (…). Não diferentemente, também nesta querida terra do Japão os testemunhos de sangue dos mártires foram muitos. Como Jesus foi vítima do ódio e da injustiça, assim os mártires deste país foram vítimas de um ódio sem uma justa razão”, acrescentou o Cardeal Filoni.

No Japão, anúncio do Evangelho marcado por perseguições

O primeiro anúncio do Evangelho em terra japonesa foi contrastado e desencadeou perseguições “porque considerado subversivo pelo estado social então estabelecido”, observou ele.

Talvez hoje, disse o cardeal referindo-se à situação presente, “existam outros graves impedimentos não menos graves: a mentalidade secular, o hedonismo, a indiferença, a idolatria do bem-estar e do dinheiro, o sentido da nossa vida que nos é roubado”.

Agradecimento ao Senhor por aqueles que acolhem mensagem do Evangelho

E também  hoje “anunciar a Boa Nova representa “uma altíssima obra de caridade, e é sempre motivo de alegria e de agradecimento ao Senhor por aqueles que acolhem a mensagem do Evangelho com boa vontade”, afirmou ainda. A visita pastoral do Cardeal Filoni  ao País do Sol Nascente prosseguirá até a próxima terça-feira, 26 de setembro.

Por Rádio Vaticano

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Cardeal Filoni realiza visita pastoral ao Japão https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-filoni-realiza-visita-pastoral-ao-japao/ Mon, 18 Sep 2017 09:05:36 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48517 O Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni, chegou este domingo ao Japão, onde deverá permanecer até o dia 26 de setembro para uma visita pastoral.

A primeira etapa, nesta segunda-feira, 18, é em Fukuoka, onde visita o Seminário, pronuncia um discurso e preside a Celebração Eucarística.

Amanhã, em Nagasaki, participará do encontro com os sacerdotes, religiosos e fiéis, e após uma visita pelos locais mais representativos da cidade, encontrará os aspirantes ao sacerdócio. No final da tarde, presidirá uma celebração na Catedral.

Em 20 de setembro, após o encontro com os bispos da região de Nagasaki, o Cardeal Filoni transfere-se para Hiroshima, onde após a visita ao Memorial da Paz, encontrará sacerdotes, religiosos e fiéis, celebrando no final do encontro uma Missa na Catedral.

Na quinta-feira, 21, em Osaka, está previsto o encontro com os Bispos da região, com os sacerdotes, religiosos e fiéis. No final, presidirá a Santa Missa na Catedral.

Na sexta-feira, 22 de setembro, o Prefeito do dicastério missionário visitará os locais atingidos pelo terremoto e pelo tsunami em Sendai e celebrará uma Missa na Catedral.

No sábado dia 23, em Tokyo, pronunciará um discurso e celebrará a Missa.

Na manhã do domingo, 24, está prevista uma visita à Universidade Sofia, enquanto na parte da tarde o Cardeal deverá participar de um encontro com sacerdotes, religiosos e fiéis e celebrar ao final uma Missa com os bispos do Japão.

Na segunda-feira, 25, o Cardeal profere uma conferência e conversa com o episcopado. No dia seguinte regressa a Roma.

Conhecer a realidade da Igreja local

Interpelado pela Agência Fides, o missionário Verbita Bispo Isao Kikuchi, à frente da Diocese de Niigata e Presidente da Caritas Japão, manifesta a alegria pela presença do Cardeal no Japão.

“É a primeira vez que o Cardeal Filoni vem ao Japão. Esperamos que a sua presença seja um encorajamento para a nossa pequena comunidade católica. O Cardeal terá muitas formas de ver e conhecer a realidade da Igreja e da sociedade japonesa. Visitará diversas comunidades e dioceses, rezará pela paz em Hiroshima e Nagasaki, visitará a área atingida pelo tsunami, constatando o empenho de assistência e reabilitação promovido pela Caritas. Será muito importante, acredito, o encontro com os seminaristas, para confirmá-los e encorajá-los em seu caminho vocacional”.

Desafios da Igreja no Japão

O prelado também enumera os principais desafios vividos hoje pela Igreja no Japão. “Vivemos uma fase de envelhecimento: envelhece a sociedade e também o pessoal eclesial é idoso, assim, às vezes, é difícil gerir as paróquias; além disto, aumenta a presença de migrantes de fé católica e para eles o cuidado pastoral torna-se urgente e empenhativo”.

“Assistimos depois – lamenta Dom Kikuchi – à queda no número de vocações, quer ao sacerdócio como à vida consagrada. Este fenômeno tem raízes sociológicas e antropológicas e é o espelho do que acontece na sociedade nipônica, onde a prática religiosa tem sempre menos espaço na vida frenética das pessoas”.

“Esperamos que a visita do Prefeito da Congregação da Propaganda Fidei nos ajude a iluminar o nosso caminho: o acolhemos como sinal de bênção e voz da vontade de Deus por nós”, conclui o prelado.

Anuário Estatístico

Segundo o Anuário Estatístico da Igreja, o Japão tem uma população de 126.958.000 habitantes, dos quais 544.000 são católicos.

As Circunscrições Eclesiásticas são 16, com três Arquidioceses metropolitanas – Nagasaki, Osaka e Tóquio – e 13 dioceses.

As paróquias são 870, os bispos 26, os sacerdotes diocesanos 532, os sacerdotes religiosos 914, os diáconos permanentes 26, os religiosos 190, as religiosas 5.334, os catequistas 1.645, os seminaristas menores 40 e os seminaristas maiores 87.

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Beatificado o “samurai de Cristo” no Japão https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/beatificado-o-samurai-de-cristo-no-japao/ Wed, 08 Feb 2017 15:22:27 +0000 http://teste.toqueto.com/beatificado-o-samurai-de-cristo-no-japao.html No dia 7 fevereiro foi beatificado em Osaka (Japão), Justo Takayama Ukon, um samurai do século XVI que preferiu renunciar os seus bens, viver a pobreza e morrer no exílio a renunciar a sua fé católica.

Takayama nasceu em 1552, três anos depois que o missionário jesuíta São Francisco Xavier introduziu o cristianismo no Japão. Sua família, que era nobre, ajudava nas atividades missionárias no Japão e protegia os cristãos e missionários jesuítas.

Em 1587, quando começou a perseguição contra a Igreja em seu país, Takayama e seu pai optaram por abandonar as suas terras e os seus títulos para permanecer firmas na fé.

Mais tarde, quando o shogun Tokugawa proibiu definitivamente o cristianismo em 1614, Takayama foi ao exílio e liderou um grupo de 300 católicos japoneses que partiram com ele para as Filipinas. O agora Beato faleceu em Manila, no dia 4 de fevereiro, debilitado por causa da perseguição.

A cerimônia de beatificação foi celebrada na terça-feira, no estádio de Osaka-jo Hall e foi transmitido pela televisão japonesa. Durou três horas e mais de 10.000 pessoas estiveram presentes.

Foi presidida pelo Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, representando o Papa Francisco.

Durante a homilia, o Cardeal Amato disse que a Igreja do Japão foi abençoada com o grandioso testemunho de muitos mártires e que Justo Takayama Ukon era “um esplêndido testemunho de Cristo para toda a Igreja”.

“Estava fascinado por Jesus Cristo, pelo seu trabalho de caridade e seu sacrifício pela redenção. Esta convicção o converteu em um promotor da evangelização no Japão. Foi um autêntico testemunho e guerreiro de Cristo, não com armas, mas com o seu exemplo e a sua palavra. Perdeu todos os seus privilégios e preferiu uma vida pobre”, disse o Cardeal.

O Purpurado recordou que Takayama era um samurai nobre do Japão, que havia participado de várias batalhas e, além disso, era reconhecido pelo Chanceler do país, Toyotomi Hideyoshi, antes dele começar a perseguição contra os cristãos.

“Fundou diferentes comunidades cristãs e seminários em Azuchi e Takatsuki para a formação de missionários e catequistas. Seu trabalho era muito arriscado”, disse o Cardeal Amato sobre o novo Beato.

Em seguida, recordou que depois da sua chegada às Filipinas, Takayama “sabia que o Senhor o tinha preparado para o martírio, não de sangue, mas uma morte lenta e prolongada com muitos sofrimentos”.

“Justo Takayama não considerou o Evangelho como algo separado da cultura do Japão. Sempre esteve centrado no Evangelho. Estava próximos dos sacramentos, da oração em silêncio e com os missionários”, acrescentou.

Finalmente, o Cardeal Angelo Amato assegurou que “a beatificação de Justo é uma semente evangélica que a Providência lançou no Japão e no mundo”.

“O exemplo do nosso beato nos impulsa a ter uma vida de fé e de fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo”, concluiu.

O cristianismo chegou ao Japão em 1549 e foi introduzido pelo missionário jesuíta São Francisco Xavier. Durante décadas, a fé católica realizou ataques dramáticos antes de iniciar a persecução oficial no final dos séculos XVI e XVII, o que obrigou os cristãos a permanecerem na clandestinidade.

Por ACI Digital

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