Irmã Lúcia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Irmã Lúcia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 A devoção dos 5 sábados: pedido da Virgem de Fátima e do próprio Jesus https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-devocao-dos-5-sabados-pedido-da-virgem-de-fatima-e-do-proprio-jesus/ Thu, 01 Jun 2017 11:09:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46562 Embora possa ser considerada uma devoção pouco conhecida, Nossa Senhora de Fátima e depois também Jesus pediram à Irmã Lúcia para realizar e estender a devoção dos cinco primeiros sábados do mês em honra ao Imaculado Coração de Maria.

Precisamente, contando a partir desta semana, há cinco primeiros sábados até o centenário da última aparição de Fátima, em 13 de outubro.

O Sistema de Informação da Arquidiocese do México (SIAME) explicou que esta devoção pede que, no primeiro sábado de cada mês, durante cinco meses, sejam realizados vários atos de piedade com a intenção de reparar os pecados contra o Imaculado Coração de Maria.

A seguir, tudo o que você precisa saber sobre esta tradição:

Como praticar a devoção?

Os atos de piedade de cada primeiro sábado do mês são: confessar-se (de preferência no mesmo dia ou alguns dias antes), comungar, rezar o Rosário e fazer companhia a Maria pelo menos quinze minutos meditando os mistérios do Rosário.

O que ganha a pessoa que pratica esta devoção?

A Virgem Maria promete ao seu filho “assisti-lo na hora da sua morte, com todas as graças necessárias para salvar a sua alma”, ou seja, terá a possibilidade de não morrer em pecado mortal. Esta devoção não é um “passe livre” para livrar do inferno aqueles que morrem sem se arrepender.

Por que no sábado?

Santo Tomás de Aquino dizia que no sábado depois da Sexta-feira Santa, a única que permaneceu firme em sua fé foi Maria e, por isso, a Igreja, para honrá-la, dedica-lhe esse dia.

Por que são cinco sábados?

Jesus apareceu à Irmã Lúcia na noite de 29 para 30 de maio de 1930 e explicou que “existem cinco tipos de ofensas e blasfêmias contra o Imaculado Coração de Maria”.

A primeira é contra a sua Imaculada Conceição; a segunda é contra a sua Virgindade Perpétua; a terceira é contra a sua Maternidade Divina, recusando reconhecê-la como Mãe de todos os homens; em quarto lugar, as ofensas de quem ensina crianças a desprezarem e terem ódio da Virgem; e, finalmente em quinto lugar, aos que a insultam diretamente em suas sagradas imagens.

Por ACI Digital

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Por que Lúcia não foi canonizada? https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/por-que-lucia-nao-foi-canonizada/ Mon, 15 May 2017 11:05:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46243 Este 13 de maio de 2017, o Papa Francisco canonizou em Fátima os pastorzinhos Jacinta e Francisco Marto, cuja festa litúrgica será celebrada no dia 20 de fevereiro de cada ano, data do falecimento de Jacinta.

Muitos se perguntam o porquê de Lúcia não ter sido canonizada junto com seus primos, visto ter estado presente nas aparições?

Jacinta e Francisco Marto, os dois irmãos de apenas nove e dez anos, junto com a prima Lúcia dos Santos, tiveram visões de Nossa Senhora pela primeira vez em 13 de maio de 1917, seguindo-se em todos os dias 13 de cada mês, até chegar ao mês de outubro. Nos “encontros celestiais”, Maria deixou mensagens sobre acontecimentos futuros e recomendações aos pequenos, entre estas, a de rezar o Rosário diariamente.

Processo de beatificação de Lúcia

A Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, nome que adotou quando professou os seus votos perpétuos, em 31 de maio de 1949, morreu a 13 de fevereiro de 2005 e foi sepultada no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, sendo os seus restos mortais trasladados para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima a 19 de fevereiro de 2006, ficando ao lado de sua prima Jacinta.

Três anos após a morte de Lúcia, em 3 de fevereiro de 2008, o Cardeal José Saraiva Martins, então Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, anunciava no Carmelo de Coimbra, que o Papa Bento XVI havia atendido ao pedido do Bispo de Coimbra, Dom Albino Cleto, e de numerosos fiéis em todo o mundo, para que fosse dispensado o período canônico de espera de cinco anos para abertura do processo de beatificação da vidente, autorizando assim a sua antecipação.

A fase diocesana do processo foi aberta por Dom Albino Cleto, em 30 de abril de 2008, e a sua conclusão foi anunciada em 13 de janeiro de 2017. A sessão solene de encerramento do processo decorreu a 13 de fevereiro de 2017, nove anos depois do seu início e 12 anos após a morte da vidente. Imediatamente, a documentação foi enviada para a Congregação da Causa dos Santos, onde está sendo avaliada.

Um longo período que se justificou, segundo a Irmã Ângela Coelho, vice-postuladora da Causa de Canonização da Irmã Lúcia, pela necessidade de analisar a numerosa documentação sobre a vidente, grande parte da qual existente no Vaticano, e de recolher os testemunhos acerca da sua fama de santidade e das suas virtudes heroicas, culminando num volumoso processo de 15 mil páginas que passa, agora, para a fase romana de análise, sob competência da Congregação para as Causas dos Santos.

Jacinta e Francisco

Francisco morreu com 10 anos em 4 de abril de 1919, de febre espanhola e Jacinta, dez meses mais tarde, em 20 de fevereiro de 1920, prestes a completar 10. A fama de santidade dos dois pastorzinhos, logo após as suas mortes, já havia se difundido por todo o mundo.

Nossa Senhora, em 1917, havia dito às crianças que logo levaria ao céu Jacinta e Francisco, e foi o que ocorreu. “Quando Lúcia soube desta notícia, teve medo de ficar sozinha, sem  a companhia dos primos. Então Maria disse a Lúcia para não temer: ‘O meu Coração Imaculado será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus'”, recordou à RV o Cardeal Angelo Comastri.

O pedido para investigar a santidade dos dois foi iniciado pela Diocese de Leiria somente em 1952 e concluído em 13 de maio de 1989, com o decreto de João Paulo II que reconhecia a “heroicidade das virtudes e a maturidade de fé de crianças não-mártires”, abrindo assim o precedente para o reconhecimento da santidade dos dois.

Na realidade, o obstáculo existente era uma questão de fundo debatida no decorrer do século XX, em relação à possibilidade ou não de levar em consideração duas crianças como candidatos à canonização. A questão foi então resolvida em 1981 por meio de um um documento emitido com este propósito pela Congregação da Causa dos Santos.

Relatos de Lúcia fundamentais para canonizações

Em setembro de 1935, o corpo incorrupto de Jacinta foi trasladado de Vila Nova de Ourém a Fátima. O corpo foi fotografado e o Bispo de Leiria-Fátima, José Alvez Correia da Silva, enviou uma cópia à Lúcia, que havia se tornado uma Irmã dorotéia. Na ocasião, o prelado havia pedido a Lúcia que escrevesse tudo o que sabia sobre a vida de Jacinta. Nascia assim a primeira memória, que ficou pronta no Natal de 1935.

Sucessivamente o bispo pediu que Lúcia escrevesse também suas recordações a respeito de Francisco e os fatos ocorridos em Fátima.

Não fossem estes relatos deixados sobre a breve vida dos dois irmãos, talvez ninguém poderia ter pensado em abrir uma Causa de Canonização, mesmo porque naquele tempo ainda não havia sido decretado o reconhecimento de “exercício das virtudes em grau heróico” também para os pequenos.

Beatificação e canonização

O milagre atribuído à intercessão de Francisco e Jacinta, e que levou à beatificação dos dois por João Paulo II em 13 de maio do ano 2000, foi reconhecido em 1999. Já o que abriu o caminho para a canonização, foi reconhecido em 23 de março passado, e diz respeito ao menino paranaense Lucas, que na época tinha seis anos.

A Postuladora da Causa, Ângela de Fátima Coelho, afirmou que “o processo de canonização dos pastorzinhos é o reconhecimento diante do Povo de Deus de que estas crianças, que encarnam o acontecimento de Fátima, chegaram, como diz a carta aos Efésios, «ao homem adulto, à medida completa da plenitude de Cristo».

Neste mesmo sentido, considera o Prof. Antonino Grasso, mariólogo, docente no Instituto Superior de Ciências Religiosas “São Lucas” de Catânia, Itália, e especialista em Fátima:

“Quando os videntes testemunham com a sua vida que seguem as indicações da mensagem da Virgem e alcançam os mais altos graus da santidade, é claro que são um testemunho concreto da veracidade das aparições que afirmaram. Portanto, é importante sob este aspecto a canonização dos dois pastorzinhos porque eles, tendo recebido a mensagem da Virgem, a colocaram em prática em suas brevíssimas vidas, seguindo as indicações sobretudo da Virgem que pedia a eles para rezar pela paz, mas sobretudo de sacrificar-se pelos pecadores”.

Por Rádio Vaticano

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Esta foi a explicação do Cardeal Ratzinger sobre o terceiro segredo de Fátima https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/esta-foi-a-explicacao-do-cardeal-ratzinger-sobre-o-terceiro-segredo-de-fatima/ Thu, 11 May 2017 10:26:35 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46195 Em resposta a más interpretações do “terceiro segredo” de Fátima que algumas pessoas associam a um “caos apocalíptico”, o então Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e agora Papa Emérito Bento XVI, explicou o sentido do texto e como pode servir para compreender e viver melhor o Evangelho.

A terceira parte do segredo de Fátima foi revelada em 13 de julho de 1917 aos três pastorinhos na Cova da Iria e transcrita pela Irmã Lúcia em 3 de janeiro de 1944. Foi publicado pelo Secretário de Estado, Cardeal Angelo Sodano, em 13 de maio de 2000.

As mensagens transmitidas pela Virgem Maria exortam ao arrependimento, à conversão, à oração e à penitência como meios de reparação pelos pecados.

Segundo o Cardeal, o chamado à penitência é uma exortação à compreender os sinais dos tempos e à conversão. A penitência também é a resposta a um determinado momento histórico caracterizado por grandes dificuldades.

No segredo, há um elemento que se refere a um “anjo com a espada de fogo”. Para o Cardeal, este elemento não é fantasia: refere-se às armas de fogo, que o próprio homem inventou.

Outro elemento da visão é a força que se opõe à destruição: o esplendor da Mãe de Deus, que vem da penitência. Isto significa que a penitência e a oração tem o poder de mudar as predições para o bem.

O melhor exemplo, afirma, é que o Papa João Paulo II sobreviveu ao atentado de 13 de maio de 1981, na Praça de São Pedro, embora o segredo previsse a sua morte.

Sobre os três elementos que aparecem no segredo (uma montanha íngreme, uma grande cidade em meio a ruínas e uma grande cruz de troncos rústicos), Ratzinger assinala que a montanha é o caminho difícil que o homem deve atravessar e a cidade em ruínas representa as desgraças que o próprio homem causou com as guerras.

Em cima da montanha está a cruz, o objetivo final, onde a destruição se transforma em salvação. Por isso, esses símbolos têm um sentido de esperança.

O Bispo vestido de branco (o Papa) terá que subir essa montanha e atravessar a cidade em ruínas. O Papa precede os outros, cujo caminho também passa em meio aos cadáveres. Bento indica que a passagem do Papa simboliza o caminho da Igreja em meio à violência, às destruições e às perseguições.

“Na visão, podemos reconhecer o século passado como século dos mártires, como século dos sofrimentos e das perseguições contra a Igreja, como o século das guerras mundiais e de muitas guerras locais que encheram toda a sua segunda metade e fizeram experimentar novas formas de crueldade. No ‘espelho’ desta visão vemos passar as testemunhas de fé de decênios”.

Esta parte do segredo termina com um sinal de esperança: nenhum sofrimento é em vão. Porque o sangue dos mártires purifica e renova. Disto surgirá uma Igreja triunfante. O sangue derramado na cruz também representa a vivência atual do sofrimento de Cristo e da promessa de salvação.

O Terceiro Segredo de Fátima

Este é o Terceiro Segredo de Fátima, escrito pela Irmã Lúcia:

“Escrevo em ato de obediência a Vós Deus meu, que me mandais por meio de sua Excelência Reverendíssima o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe.

Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fogo na mão esquerda; ao cintilar, despedia chamas que parecia iam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contato do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos em uma luz imensa que é Deus: “algo semelhante a como se veem as pessoas em um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fora de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trêmulo com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns após outros os Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas e várias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal na mão, neles recolhiam o sangue dos Mártires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus”.

Por ACI Digital

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Papa: pastorzinhos de Fátima nos ajudam a acreditar e a amar https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-pastorzinhos-de-fatima-nos-ajudam-a-acreditar-e-a-amar/ Mon, 08 May 2017 14:34:39 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-pastorzinhos-de-fatima-nos-ajudam-a-acreditar-e-a-amar.html O Papa Francisco encerrou sua série de audiências recebendo cerca de 50 membros do Pontifício Colégio Português de Roma.

Em seu discurso, o Pontífice mencionou sua iminente viagem a Fátima, nesta sexta-feira, 12, para os 100 anos das aparições de Nossa Senhora e a canonização dos pastorzinhos.

“O encontro com Nossa Senhora foi para eles uma experiência de graça que fez com que se apaixonassem por Jesus. Como tenra e boa Mestra, Maria introduz os videntes no íntimo conhecimento do Amor trinitário e os leva a saborear Deus como a realidade mais bela da existência humana. É isso que desejo a vocês, queridos amigos”, disse Francisco à comunidade do Colégio português.

Concretamente, acrescentou o Papa, vocês são chamados a progredir, sem se cansar, em sua formação cristã e sacerdotal, pastoral e cultural. Qualquer que seja a formação acadêmica, a primeira preocupação deve ser sempre crescer no caminho da consagração sacerdotal, mediante a experiência amorosa de Deus.

Contemplando a humilde e ao mesmo tempo gloriosa vida dos Beatos Francisco e Jacinta e a Serva de Deus Lúcia, nós nos sentimos impulsionados a nos entregar aos cuidados da Mestra. “Deixem-se guiar por Ela”, exortou o Pontífice, pois a relação com Maria nos ajuda a ter um bom relacionamento com a Igreja. Afinal, “as duas são mães”. Aquilo que se pode dizer de Maria, se pode dizer da Igreja e também da nossa alma. Todas as três são femininas, todas as três são Mães e todas as três dão vida. “Um sacerdote que se esquece da Mãe é como se fosse órfão.”

Francisco encerrou seu discurso fazendo votos que a comunidade sacerdotal continue sendo um viveiro de apóstolos. “E rezo a Nossa Senhora de Fátima, para que lhes ensine a acreditar, adorar, esperar e amar como os Beatos Francisco e Jacinta e a Serva de Deus Lúcia.”

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Reitor fala sobre os processos de canonização dos Pastorinhos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/reitor-fala-sobre-os-processos-de-canonizacao-dos-pastorinhos/ Fri, 10 Feb 2017 16:46:21 +0000 http://teste.toqueto.com/reitor-fala-sobre-os-processos-de-canonizacao-dos-pastorinhos.html O reitor do Santuário de Fátima disse, nesta sexta-feira, 10, em conferência de imprensa que é pouco provável que surjam novidades sobre os processos de canonização dos videntes no ano do Centenário das Aparições.

O padre Carlos Cabecinhas começou por referir-se à causa da Irmã Lúcia (1907-2005), um processo “particularmente extenso, difícil e longo”, pelo que não considera “improvável” que haja novidades em relação ao mesmo em 2017.

A Diocese de Coimbra, onde a religiosa faleceu, e a vice-postulação da Causa de Canonização vão promover na próxima segunda-feira, 13, a sessão de clausura do inquérito diocesano, que exigiu a análise de milhares de cartas e escritos.

Esta fase do processo de canonização da vidente de Fátima reúne todos os escritos da Irmã Lúcia, os depoimentos das testemunhas ouvidas acerca da sua fama de santidade e das suas virtudes heroicas, passando agora para a competência direta da Santa Sé e do Papa.

O reitor do Santuário de Fátima lembrou depois as notícias sobre o suposto milagre atribuído à intercessão dos outros dois Pastorinhos, os beatos Francisco e Jacinta Marto, assinalando que mesmas surgiram “sem confirmação oficial” e que ainda há fases a para passar no Vaticano.

“Neste momento, não temos qualquer indicação que nos diga que é provável ou improvável que haja novidades ao longo deste ano”, sublinhou o padre Carlos Cabecinhas.

A canonização de Francisco (1908-1919) e Jacinta Marto (1910-1920), beatificados a 13 de maio de 2000 pelo Papa João Paulo II, em Fátima, depende do reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão, após esta data.

A canonização é a confirmação, por parte da Igreja, que um fiel católico é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

Francisco e Jacinta Marto, irmãos pastorinhos que, segundo o testemunho reconhecido pela Igreja Católica, presenciaram as aparições da Virgem Maria na Cova da Iria e arredores, entre maio e outubro de 1917, são os mais jovens beatos não-mártires da história da Igreja Católica.

Os trâmites processuais para o reconhecimento de um milagre, por parte do Papa, acontecem segundo normas estabelecidas em 1983.

A Congregação para as Causas dos Santos (Santa Sé) promove uma consulta médica sobre a alegada cura, para saber se a mesma é inexplicável à luz da ciência atual, feita por peritos; o caso é depois submetido à avaliação de consultores teológicos e de uma sessão de cardeais e bispos.

A aprovação final depende do Papa, que detém a competência exclusiva de reconhecer uma cura como verdadeiro milagre.

Em 2016, o Vaticano atualizou as normas da consulta médica, que é levada a cabo por sete peritos, prevendo uma maioria favorável de dois terços para que o processo possa avançar.

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

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