insegurança - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Mon, 26 Jun 2017 09:07:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png insegurança - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Superar o medo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/superar-o-medo/ Mon, 26 Jun 2017 09:07:18 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46969 Muitas vezes temos que assumir falhas e enfrentar dificuldades em várias circunstâncias da vida e por vários motivos. Isso nos traz sensação de insegurança. Ficamos perplexos e até não sabemos o que fazer. Há quem fuja de tomar decisão, compromisso ou responder a convites ou mesmo responsabilizar-se por atitudes ou falhas, partindo para válvulas de escape. Surgem daí atitudes irresponsáveis, não se assumindo obrigações de ofício ou responsabilidades devidas, como o pagamento de dívidas e outras vicissitudes.

A precaução e a defesa pessoal são próprias de quem se coloca em proteção de sua pessoa. Mas, a defesa pessoal deve ser proporcional aos valores vivenciados da ética e da responsabilidade moral perante os fatos e até os delitos, mesmo não sendo dolosos. A melhor forma de defesa é a que promove a verdade e a honra pessoal, que não pode estar sediada na falsidade. Mesmo com o receio da punição, quem tem altivez moral supera o medo e mostra a grandeza de caráter, sabendo rever-se para melhorar a própria conduta, com a humildade de assumir o passado com vontade de acertar melhor o próprio comportamento. Então se  convive com mais dignidade em relação aos outros. Trabalhar para diminuir a pena em relação aos erros não significa falsear a verdade dos mesmos. Até a ação advocatícia não pode ser a de inocentar quem é delituoso e sim de  proteger seus direitos e diminuir sua  pena dentro da ética e da lei.

Quem não teme nem falseia a verdade supera o medo do castigo com a atitude e coerência de se apresentar como pessoa de bem e de convivência na honestidade. A falta de penalização promove a delituosidade de modo progressivo. A correção da pena é pedagógica e necessária, mesmo para pequenos delitos.

Apesar de o medo ser próprio de quem vive o fator emocional humano, a fé ajuda até o equilíbrio emocional diante de fatores de risco e insegurança. O profeta Jeremias lembra que os perseguidores enganosos não terão vez diante de Deus, que “salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus” (Jeremias20,13). Mesmo se o ser humano não tem misericórdia, Deus, no entanto, mostra porque veio, assumindo nossa natureza humana, justamente para nos dar vida nova. Mesmo nas maiores falhas Ele mostra a necessidade de mudança. Basta assumirmos nossos erros, querendo colocar todo o esforço para superá-los. Assim Ele está disposto a nos perdoar. A parábola do filho pródigo é de grande ensinamento sobre isso.

O maior medo que devemos ter é o de quem  possa nos roubar o que nos leva ao objetivo maior da vida, que é a da salvação eterna. Mas a vida presente é muito importante para isso. Se quisermos misericórdia, temos também de ser misericordiosos e lutarmos para superar todo mecanismo de morte e agressão à vida. Quando damos de nós pela promoção da vida na convivência humana e com a natureza, superamos qualquer medo, pois ninguém vai nos roubar ou impedir a vida de doação, que é base para a consecução da vida eterna prometida por Aquele que ressuscitou dentro os mortos!

Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo de Montes Claros (MG)

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Saiba como ensinar o seu filho a enfrentar o bullying https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/saiba-como-ensinar-o-seu-filho-a-enfrentar-o-bullying/ Wed, 31 May 2017 11:25:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46525 As crianças podem ser muito cruéis, especialmente quando provocam outras da mesma idade. Muitas se comportam dessa maneira porque não desenvolveram totalmente a capacidade de sentir empatia, de se colocar na pele da outra. Na verdade, as crianças nascem necessitando de cuidados, só mais tarde desenvolvem o que é conhecido como a “Teoria da Mente”, sendo então capazes de desenvolver empatia. Claro que também depende da educação que receberam.

Em todo caso, é sempre aconselhável preparar seu filho para enfrentar as provocações sem recorrer à violência. Desta forma, você vai ajudar a criar uma espécie de armadura emocional para proteger a autoestima dele. E é um presente de valor inestimável para a vida.

A humilhação dói, e muito

Um estudo recente realizado por pesquisadores da Universidade de Amsterdã revelou que as feridas provenientes da humilhação são muito mais profundas do que pensávamos. Nesta pesquisa, publicada na revista “Neuroscience Social”, os cientistas estudaram o cérebro de pessoas enquanto experimentavam diferentes emoções.

Para gerar esses estados emocionais eles liam histórias diferentes e pediam que tentassem assumir o lugar do protagonista. Assim, constataram que a humilhação provocava uma reação muito mais intensa, em nível cerebral, do que a alegria e até mesmo a raiva.

O estudo também descobriu que a humilhação desperta áreas cerebrais relacionadas à dor. Portanto, esses pesquisadores alertam que a humilhação não é apenas um sentimento muito negativo, mas que também é codificada no cérebro como dor. Exatamente por isso, as consequências podem se manter evidentes durante a fase adulta, fazendo com que o indivíduo se torne inseguro ou, o extremo oposto, alguém cujo impulso inicial seja sempre a agressividade.

Como os pais podem ajudar o filho?

– Investigue o que está acontecendo.
Para ajudar o seu filho, você deve primeiro entender o que está acontecendo. Qual a razão do bullying? Em quais locais ele ocorre? Como o filho reagiu? É importante verificar se o filho está provocando essa situação, ou se ocorrem de forma regular, o que pode ser enquadrado como assédio.

Ignorar o bullying pode fazer com que o problema acabe.
Explique a seu filho que quando as crianças percebem que suas piadas são eficazes, causam raiva ou vergonha, elas ficam mais encorajadas. Portanto, a melhor estratégia é, na maior parte das vezes, ignorar as piadas. Os provocadores querem se divertir (o sadismo de se divertir com a desgraça alheia), quando não conseguem, eles desistem, ou procuram outro alvo. Lembre seu filho que tolices devem ser ignoradas.

– Ensine-o a responder com rapidez.
Em alguns casos, uma resposta rápida e espirituosa, desarma o provocador. No entanto, você deve deixar claro para seu filho que ele não está respondendo com outra piada, ou com violência, mas, sim, com inteligência, para confundir o outro e fazê-lo ver que sua piada não surtiu efeito algum. Por exemplo, se alguém ri do tamanho de suas orelhas, você pode dizer algo como “bem, desse jeito posso te escutar melhor.” Desta forma, a outra criança entende que a vítima não vai seguir o exemplo, não vai entrar em seu jogo baixo.

– Mostre o seu lado mais compreensivo.
Às vezes os pais não reagem bem quando o filho diz que alguém está rindo dele na escola. Alguns, em vez de apoiar a criança e mostrar empatia, dizem que são “covardes” e “chorões”. No entanto, a melhor estratégia é a de transmitir amor e ser compreensivo. Por exemplo, você pode dizer que já passou pela mesma situação na infância, expor como se sentiu na época.

– Alimente as amizades positivas.
Para evitar abalar os alicerces da autoestima do filho, estimule amizades positivas. Deixe-o passar tempo com os amigos verdadeiros e se divertir. Quando as crianças têm um círculo de amigos, muitas vezes se sentem mais seguras, e essa aura de proteção vai fazer com que as crianças maldosas pensem duas vezes antes de mexer com ele.

Por Revista Pazes, via Aleteia

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