incertezas - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png incertezas - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Como saber o que Deus quer para mim? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/como-saber-o-que-deus-quer-para-mim/ Tue, 24 Oct 2017 11:11:10 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49135 Não sei bem como lidar com a incerteza na minha própria vida. Como fazer para não temer diante do futuro incerto? Tenho medo de enfrentar o que eu não controlo. Não ser dono dos tempos. Nem do resultado de minhas apostas na vida.

Assusto-me ao ver que a paz e a guerra não dependem do desejo de meu coração. Não quero ser tomado pela raiva quando eu vislumbrar caminhos que não desejo. Nem que o medo me impeça de avançar quando tudo parecer difícil e incerto.

Não quero que o fim justifique os meios que eu emprego para alcançá-lo. Mesmo que o fim seja bom, às vezes os meios podem não ser tão bons quanto. Não quero me ofuscar por possuir o que desejo. Não quero que os sonhos e ideais que se apoderam de mim cheguem a tomar conta da minha alma. Não quero me confundir e pensar que o que eu consigo fazer é tudo o que eu posso e nada mais.

Não sei bem o que fazer quando as posições opostas se enfrentam sem um aparente caminho de saída. Tudo é escuro ao meu redor. Às vezes, há muita luz, muita esperança.

É verdade que eu não sei o que vai acontecer amanhã. Nem nos dias seguintes. Não sei bem qual é o desejo de Deus para a minha vida. Nem conheço seu desejo mais íntimo. Ele pronuncia esse desejo dentro de mim. Mas eu não ou ouço. Talvez o barulho do mundo me perturbe.

Seguindo os passos de São Ignácio, eu lia: “Busque a vontade de Deus. Uma proposta imensa e difícil. Você nunca se perguntou o que Deus quer de você? Nunca discutiu com alguém, enchendo-se de incerteza? Na vida, é conveniente buscar a vontade de Deus” [1].

Buscar o desejo de Deus quando tudo está cheio de dúvidas e medos. Buscar a vontade Dele quando eu pretendo seguir meus desejos sozinho. Buscar a vontade de Deus quando não controlo meus passos no meio da noite.

Como escolher o posicionamento correto? Como saber o que de verdade me convém? Não vou me equivocar e errar o caminho? E se eu fracassar em minhas opções de vida e perder amigos e entes queridos para a vida inteira?

Às vezes, só quero ter certeza do futuro. Temo tanto a morte. Tenho tanto medo de perder o que amo. A única coisa com que eu deveria me preocupar é viver o momento. Amar sem barreiras. Sonhar mais alto, com o bom, com o nobre, com o belo.

Mas, neste mundo inquieto e cheio de mudanças, não sei bem como fazer para escolher o posicionamento correto, o lado adequado, o lugar pacífico.  Uns me dizem para seguir um caminho. Outros me mostram o caminho oposto. Nos dois, há algo de verdadeiro. Nos dois, há algo de atrativo. Nos dois, há mentiras. Não sei como escolher o meu caminho.

Como fazer para encontrar meu caminho entre tantos possíveis? Como fazer para não errar meus passos, para não deixar feridos com minhas opções de vida? Há tantas incertezas neste caminho que fico andando de um lado para o outro!

Como saber o que Deus me pede? Como saber onde ele quer que eu entregue minhas forças? Como saber quando caminho segurando suas mãos?

Jesus passou pela Terra libertando os corações. Acolheu a todos. Buscaram enquadrá-lo em uma postura, em um grupo. Quiseram fazer dele o inimigo dos que eram contra. Quiseram que ele decidisse por um lado, sua posição. Mas Jesus veio para todos ou somente para alguns?

Jesus não se deixou enganar. Não caiu no jogo dos homens. Não se alinhou a alguns, deixando os outros. Isso sempre me impressiona.

Ele poderia ter optado pelos poderosos do mundo para impor seu reino. Poderia ter escolhido os mais sábios e os conhecedores da lei. Poderia ter se protegido. Mas não fez nada disso.

Não caiu no jogo dos enganos. Queriam sua ruína. Mas ele veio para salvar a todos. Os bons e os maus. Os puros e os impuros. Os de um lado e os de outro. Os que ninguém queria e os que todos amavam. Jesus se fez carne para todos. Alma de um mundo ferido. E quis amar os que o rejeitavam.

Seu imenso coração me mostra um caminho a seguir. Jesus foi um homem livre, que amou a todos. Sua liberdade estava no amor, não no ódio. Ele não defendeu sua postura com ódio. Não recorreu à violência para fazer vencer seus pontos de vista. Aquele que usa a violência perde a razão.

Tagore dizia: “A verdade não está do lado de quem grita mais”. Ele guardou silêncio. Outros gritavam. Jesus me mostrou como eu tenho que viver. Ele quer que eu ame até a morte. Quer que eu entregue meu coração e, ao mesmo tempo, viva livre para doar-me.

Ele quer que eu deixe tudo para seguir seus passos: “Jesus os convida a deixar a casa onde vivem, a família e as terras pertencentes ao grupo familiar. Não é fácil. A casa é tudo: refúgio afetivo, lugar de trabalho, símbolo da posição social. Desfazer uma casa é uma ofensa grave para a família e uma desonra para todos. Mas, sobretudo, significa lançar-se a uma insegurança total [2].

Jesus me convida a viver a incerteza dos caminhos, sem buscar segurança. Convida-me a não me alinhar com os poderosos, a não me esconder entre os que protegem meus passos. Ele me quer livre, sem ataduras, sem cordas. Assim quero viver. 

[1] José María Rodríguez Olaizola, Ignacio de Loyola, nunca solo

[2] José Antonio Pagola, Jesús, aproximación histórica

Por Padre Carlos Padilla via Aleteia

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Papa: a fé em Cristo nos dá segurança, apesar de nossas misérias e fraquezas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-a-fe-em-cristo-nos-da-seguranca-apesar-de-nossas-miserias-e-fraquezas/ Mon, 14 Aug 2017 08:02:31 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47876 “A fé não é uma fuga dos problemas da vida, mas sustenta no caminho e lhe dá um sentido”: foi o que disse o Papa Francisco no Angelus deste domingo, XIX do Tempo Comum, no habitual encontro dominical no qual rezou, ao meio-dia, a oração mariana com fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração do Angelus, o Santo Padre destacou a página do Evangelho do dia (Mt 14,22-33), que descreve o episódio de Jesus que, após ter rezado toda a noite à margem do lago da Galileia, se dirige rumo à barca de seus discípulos, caminhado sobre as águas.

A barca encontra-se no meio do lago – observa o Pontífice – parada, sem poder avançar, impedida por um forte vento contrário. Quando veem Jesus caminhando sobre as águas, os discípulos confundem-no com um fantasma e se amedrontam.

Mas ele os tranquiliza: “Coragem, sou eu, não tenhais medo”. Pedro, com seu típico ímpeto, lhe diz: “Senhor, se és tu mande que eu vá ao teu encontro sobre as águas”; e Jesus o chama “vem!”, prosseguiu Francisco descrevendo a cena narrada pelo evangelista.

Descendo da barca, Pedro caminha sobre as águas e vai ao encontro de Jesus, mas, sentindo o vento, fica com medo e começa a afundar. Então grita: “Senhor, salva-me!”, e Jesus lhe estende a mão e o assegura.

Esta narração do Evangelho contém um rico simbolismo, afirmou o Papa, “e nos faz refletir sobre a nossa fé, quer como indivíduos, quer como comunidade eclesial, também a nossa fé de todos nós que estamos aqui, hoje, na Praça”, frisou. A comunidade, esta comunidade eclesial, tem fé? Como é a fé de cada um de nós e a fé da nossa comunidade? – perguntou Francisco.

“A barca é a vida de cada um de nós, mas é também a vida da Igreja; o vento contrário representa as dificuldades e as provações. A invocação de Pedro: ‘Senhor, manda que eu vá ao teu encontro!’ e o seu grito: ‘Senhor, salva-me!’ se assemelham muito ao nosso desejo de sentir a proximidade do Senhor, mas também o medo e a angústia que acompanham os momentos mais duros da nossa vida e das nossas comunidades, marcadas pela fragilidades internas e pelas dificuldades externas.”

Não foi suficiente para Pedro, naquele momento, a palavra segura de Jesus, que era como a corda lançada à qual agarrar-se para enfrentar as águas hostis e agitadas.

“É aquilo que pode acontecer também conosco. Quando não se agarra à palavra do Senhor, para ter mais segurança se consultam horóscopos e cartomantes, se começa a ir para o fundo. Significa que a fé não é tão forte”, observou o Santo Padre.

O Evangelho deste domingo nos recorda que “a fé no Senhor e na sua palavra não nos abre um caminho onde tudo é fácil e tranquilo; não nos poupa das tempestades da vida”, destacou.

“A fé nos dá a segurança de uma Presença, a presença de Jesus que nos impele a superar os vendavais existenciais, a certeza de uma mão que nos agarra para ajudar-nos a enfrentar as dificuldades, indicando-nos o caminho inclusive quando é escuro. A fé, em suma, não é uma fuga dos problemas da vida, mas sustenta no caminho e lhe dá um sentido”, frisou o Papa.

Esse episódio é uma imagem estupenda da realidade da Igreja de todos os tempos: uma barca que, ao longo da travessia, deve enfrentar também ventos contrários e tempestades, que ameaçam devastá-la, acrescentou.

“O que salva não são a coragem e a qualidade de seus homens: a garantia contra o naufrágio é a fé em Cristo e na sua palavra. Essa é a garantia: a fé em Jesus e na sua palavra. Nessa barca estamos seguros, apesar das nossas misérias e fraquezas, sobretudo quando nos colocamos de joelhos e adoramos o Senhor, como os discípulos que, no final, ‘se prostraram diante d’Ele, dizendo: ‘Verdadeiramente tu és o Filho de Deus!’

Que belo dizer essa palavra a Jesus, disse o Papa Francisco convidando os presentes a repeti-la. “Que a Virgem Maria nos ajude a continuar firmes na fé para resistir aos vendavais da vida, a permanecer na barca da Igreja evitando a tentação de subir nos barcos fascinantes, mas inseguros das ideologias, das modas e dos slogans.”

Por Rádio Vaticano

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