importância - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png importância - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Cardeal destaca a importância da tradicional coleta para a Terra Santa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-destaca-a-importancia-da-tradicional-coleta-para-a-terra-santa/ Tue, 13 Mar 2018 07:49:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51243 O Vaticano divulgou nesta segunda-feira, 12, carta do Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, sobre a importância da tradicional coleta para a Terra Santa realizada toda Sexta-feira Santa do tempo quaresmal. O valor arrecadado nesta data, em todas as Igrejas no mundo, será enviado integralmente para a Terra Santa e o Oriente Médio.

“Um tempo por excelência para nos tornarmos mais próximos dos outros através das obras de caridade, considerando que o caminho quaresmal não é um ato solitário, mas sim um itinerário de solidariedade no qual cada um é chamado a abeirar-se, como o fez o Bom Samaritano, colocando-se ao lado dos irmãos que têm dificuldades em levantar-se e a retomar a estrada por múltiplas razões”, suscitou Dom Sandre.

O cardeal relembrou a realidade das milhares de pessoas no Oriente Médio privadas de tudo, até o limite da própria dignidade, e convidou cristãos de todo mundo a olhar com amor e caridade à orientais e também à Igreja no Oriente. A Terra Santa é o lugar onde se conserva, após 2.000 anos, a memória de Jesus Cristo. Dom Sandre reforça a necessidade de edificar a Igreja da Terra Santa, em especial, a Basílica da Natividade, em Belém, e a Basílica do Santo Sepulcro, além das pedras vivas – os fiéis cristãos.

Sobre os projetos e obras na Terra Santa

Segundo Dom Sandre, a comunidade católica no Oriente Médio vive a fé em um contexto multirreligioso, político, social e cultural. Apesar dos desafios e inseguranças, o cardeal informa: as paróquias locais continuam a fazer o trabalho pastoral, dando atenção preferencial aos pobres.

“As escolas são lugares de formação e encontro entre cristãos e muçulmanos, esperando, contra toda a esperança, um futuro de respeito e de colaboração. Os hospitais e os ambulatórios, os hospícios e os centros de encontro continuam a acolher doentes e necessitados, deslocados e refugiados, pessoas de todas as idades e religiões que foram atingidas com o horror da guerra”, comentou o cardeal.

Além das realidades locais, Dom Sandri aponta a presença das milhares de famílias, crianças e jovens, que após escaparem da guerra na Síria e no Iraque, apelam à generosidade da comunidade católica para retomarem a vida estudantil – sinônimo de sonhos e futuro melhor. “Os rostos destas pessoas interrogam-nos sobre o sentido do ser cristão, as suas vidas em extrema dificuldade inspiram-nos”.

Nos dias de preparação para a Páscoa, o cardeal convida os fiéis de todo o mundo a retomarem as peregrinações à Terra Santa. De acordo com Dom Sandri, a atitude, além de propiciar o aprofundamento na fé, ajuda na sobrevivência de milhares de famílias. “Convido-vos fraternalmente a empenhar-vos em vencer o ódio com o amor, a tristeza com a alegria, rezando e trabalhando, para que a paz habite no coração de cada pessoa, especialmente no dos nossos irmãos da Terra Santa e do Médio Oriente”.

A carta do Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais foi redigida no dia 14 de fevereiro, quarta-feira de cinzas, e saudou bispos, sacerdotes, consagrados e fiéis empenhados na constante conquista da coleta da Sexta-feira Santa.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

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Cristão leigos https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/cristao-leigos/ Thu, 23 Nov 2017 10:34:52 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49527 Hoje se pensa muito no poder a partir de quem tem muito dinheiro, liderança e autoridade ou domínio sobre os outros, meios de comando e vida cômoda.  Jesus veio nos provar o contrário. O poder que transforma, tem autoridade, mais influência e dá condição de vida realizada e realizadora é o de quem ama e dá de si para que os outros tenham melhores condições de vida humanizada, mesmo à custa do sacrifício de si. A vida simples e comprometida com o bem do semelhante, a partir dos mais fragilizados, é a que faz reinar a justiça, a misericórdia e a solidariedade para o cuidado  com a  dignidade humana e do planeta. Aí reina Deus. Esta é a vocação de quem segue os passos de Cristo Rei.

Os leigos e as leigas são chamados a mostrar na prática o reinado do Filho de Deus em qualquer situação de vida na família, no trabalho, na comunicação, na economia, na política e em toda a convivência entre as pessoas. Sua vocação no seguimento a Cristo é a de mostrar e implantar o reino na prática de servir e não o de se servir dos outros para se engrandecer. Mostram que a justiça do reino de Deus é a que salva o ser humano e constrói realmente a vida de qualidade humana em que todos se sentem e vivem como irmãos. Não é grande quem usa o poder em benefício próprio, mas sim quem mostra o poder de promover o bem comum através da doação de si, da humildade, da singeleza de vida, da valorização da pessoa acima de coisas e instrumentos materiais, físicos e de qualquer outra natureza.

Na comunidade religiosa assumem sua posição de responsabilidade com a causa da evangelização, saindo da pura manutenção da fé para fazê-la atuante, com sua participação ativa em suas atividades. Não são membros puramente passivos e sim ajudantes da ação missionária de levar a boa-nova de Cristo aos outros, principalmente aos afastados e pouco evangelizados.  Na família atuam na interrelação das pessoas com a união do amor humano entrelaçado com o divino. Ajudam a iluminar o caminho da promoção da cidadania para a convivência social mais humanizada. Seus membros se formam na escola do amor para ajudar a sociedade a ser um convívio mais justo e solidário, a ponto de abraçarem a causa da promoção do bem comum.

Este ano dedicado aos leigos, que se inicia neste domingo da festa  de Cristo Rei, a Igreja quer fortalecer a vocação e missão desses cristãos na comunidade eclesial, na família e na sociedade, como sujeitos da caminhada humana. Assim, assumam com toda a pujança seu papel transformador do convívio social, sendo a luz de Cristo para todos. São cristãos de primeira classe. A partir do batismo são convocados a exercer sua missão de discípulos missionários de Cristo. No interno da comunidade eclesial promovem a comunhão, a partilha e o equilíbrio na convivência com seus pares, com os religiosos e o clero, fazendo verdadeira comunhão de vida e missão, tendo o respeito às funções e vocações diferenciadas.

Não fossem os leigas e as leigas a missão da família cristã e da Igreja não daria os frutos queridos por Cristo. Por causa dele, que reina através de quem O segue, os leigos atuam para a promoção da vida plena para todos.

Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, MG

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Redentorista elenca pontos importantes dos 300 anos de Aparecida https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/redentorista-elenca-pontos-importantes-dos-300-anos-de-aparecida/ Wed, 27 Sep 2017 10:22:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48711 Há 123 anos, o Santuário Nacional de Aparecida está sob os cuidados pastorais e administrativos da Congregação dos Missionários Redentoristas. Essa ligação com o Santuário começou no final do século XIX, explica o superior provincial da Província Redentorista de São Paulo, padre José Inácio de Medeiros, que comenta pontos importantes desses 300 anos da história de Aparecida. 

O sacerdote conta que, naquela época, a Igreja de Aparecida era declarada como Santuário Arquidiocesano e estava ligada à Arquidiocese de São Paulo. Com o crescente aumento no número de peregrinos e romeiros no Santuário de Aparecida, que contava apenas com a presença de um padre, o Bispo de São Paulo teve a ideia de ir à Europa à procura de uma congregação religiosa que assumisse o local.

“O bispo de São Paulo falou então com o superior geral da Congregação dos redentoristas, na época o padre Matias Raus, que aceitou o pedido e repassou para a província alemã da Baviera. O superior provincial da Alemanha aceitou e depois de um tempo de tratativas foi designada a primeira equipe de missionários redentoristas para vir ao Brasil”, relembra padre Inácio.

Os redentoristas desembarcaram no país em outubro de 1894, e assumiram o Santuário e a Paróquia de Aparecida, que naquela época eram integrados. Desde então, são eles que cuidam do Santuário Nacional. Padre Inácio explica que o local é propriedade da Arquidiocese de Aparecida, criada em 1958, mas cabe aos redentoristas cuidar da administração pastoral e do santuário em si.

“Como parte da administração pastoral nós cuidamos de todo o bem estar pastoral dos peregrinos que visitam Aparecida, tudo o que é relacionado com os sacramentos, com a religiosidade popular, com o atendimento e o acolhimento do povo. E, quanto à administração do santuário, são as obras de reformas, de acabamento e manutenção. Ligado ao Santuário temos várias obras sociais e os meios de comunicação”.

Marcos históricos

Ao longo dos 300 anos de história que envolvem o encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, muitos foram os marcos que favoreceram para que o Santuário se tornasse o que é atualmente: o maior centro mariano do mundo. E muitos destes processos tiveram a participação direta dos redentoristas.

Padre Inácio destaca alguns fatos, como a coroação da imagem de Nossa Senhora Aparecida como Rainha do Brasil, em 1904; mais tarde, em 1917, a grande celebração do segundo centenário do encontro da imagem; em 1931, no Rio de Janeiro, na época a capital federal da República, houve a proclamação oficial e solene de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, diante de uma multidão de mais de um milhão de pessoas.

Outro fato que marcou a história do Santuário foi em 1967, por ocasião da celebração dos 250 anos do encontro da imagem. Celebrou-se um Ano Mariano e o Papa Paulo VI doou a Rosa de Ouro para o Santuário Nacional, “que foi um gesto, uma atitude de deferimento, muito especial para com o santuário”.

Fatos marcantes do Ano Jubilar

E agora, o Santuário vive a expectativa para a grande celebração dos 300 anos do encontro da imagem, que começou com um tríduo de três anos, em 2014, e a celebração do Ano Mariano, que se iniciou em outubro de 2016 e irá culminar na Festa da Padroeira, no próximo mês.

Para o provincial dos Redentoristas de São Paulo, é difícil destacar um acontecimento mais importante, dentre tantos que aconteceram neste período.

Ele enfatiza a celebração do Ano Mariano, com a possibilidade dos peregrinos ganharem indulgência especiais, seja no Santuário de Aparecida ou outra igreja dedicada à ela em qualquer lugar do país. Outro marco deste ano foi a inauguração dos monumentos à Aparecida tanto no Vaticano, como na sede da CNBB e no Santuário Nacional.

Padre Inácio destaca ainda a peregrinação da imagem de Aparecida por quase todas as dioceses do país; dentre as 275 dioceses, menos de 20 não receberam a imagem. “Em cada estado visitado, acontecia uma cerimônia bonita para recolher a terra daquele estado para ser colocada na coroa jubilar. Para dizer de fato, que Nossa Senhora é do Brasil”.

E, por fim, a cerimônia de coroação de Nossa Senhora realizada no dia 12 de cada mês no Santuário Nacional. Nestas ocasiões eram depositadas na coroa da imagem as porções de terra dos estados brasileiros.

Uma tradição antiga

Além de cuidar do Santuário Nacional de Aparecida, os redentoristas também zelam por outros santuários do Brasil, como o “Divino Pai eterno”, em Goiás; o “Santuário de Bom Jesus da Lapa”, na Bahia; o “Santuário do Morro da Conceição”, em Recife; outro Santuário dedicado à Nossa Senhora Aparecida, em Manaus; entre outros espalhados por outras regiões do país.

O fato da Igreja confiar um santuário ou locais de grande visitação popular à uma congregação religiosa já é tradição há muitos séculos. Como é o caso dos Franciscanos que cuidam de vários lugares sagrados para os cristãos na Terra Santa desde o século XIII.

Padre Inácio explica que, ao pensar nestes lugares de grande visitação de fiéis, a Igreja se preocupa sempre em beneficiar o atendimento do povo e uma das maneiras de fazer isso é entregar estes locais para congregações religiosas que também tenham uma disponibilidade maior.

“Pelo fato de nós termos uma profissão religiosa, de procurarmos praticar os votos religiosos, os religiosos têm também uma liberdade maior, inclusive na hora que o superiores precisam transferir determinada pessoa. Isso é mais facilitado do que nas dioceses. Por isso que no Brasil e fora do Brasil, uma boa parte, para não dizer a maioria dos santuários e dos lugares de visitação estão entregues a congregações religiosas”, esclarece.

Por Canção Nova

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Bispos refletem sobre importância da evangelização na TV, rádio e novas mídias https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/bispos-refletem-sobre-importancia-da-evangelizacao-na-tv-radio-e-novas-midias/ Thu, 10 Aug 2017 10:38:24 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47782 Na sessão da manhã de ontem, quarta-feira, 9 de agosto, os bispos do Consep refletiram sobre a evangelização realizada pelos meios de comunicação social e das novas mídias em busca de apresentar, por parte da CNBB, contribuições para animar esse trabalho de modo a promover, sempre mais, uma constante sintonia com a palavra do episcopado e o aprofundamento da comunhão na Igreja.

Dom Darci José Nicioli, presidente da Comissão de Comunicação, apresentou ao plenário o resultado de uma pesquisa histórica com destaque para os pronunciamentos da Conferência sobre o assunto e fez um apelo sobre a necessidade de uma organização desse conteúdo de forma atualizada e útil para o trabalho realizado pelas emissoras de orientação católica tanto no campo da TV, do Rádio como das novas mídias sociais.

“Há um trabalho grandioso feito em favor da evangelização na TV, no Rádio e nas novas mídias que merecem um acompanhamento agradecido e cuidadoso”, disse dom Darci. “Entendemos que precisávamos atualizar, de forma organizada, algumas linhas de compromisso de todos para o crescimento da missão e a eficácia da trabalho desse corpo evangelizador formado pelos comunicadores da Igreja no Brasil”, acrescentou.

Comunhão com os pastores
Dom Darci lembrou ainda que todo o esforço que precisa ser feito está em consonância com a determinação do Diretório Pastoral dos Bispos que, ao referir-se aos instrumentos de comunicação, pede de forma clara e direta: “sendo católicos, devem desempenhar sua atividade em sintonia com a doutrina da Igreja e em comunhão com os Pastores”. 

Durante a exposição, o presidente da Comissão de Comunicação, lembrou também que o Diretório de Comunicação para a Igreja no Brasil, aprovado em 2014, já traz um pedido explícito:”A Igreja precisa acompanhar com especial atenção as produções e programas de cunho religioso, e também as informações fornecidas pela mídia em geral sobre aspectos da fé e da vida eclesial. É preciso investir mais a formação dos produtores, dos diretores, dos apresentadores e membros das várias redações, para os temas religiosos sejam tratados com competência, sensibilidade e autêntico profissionalismo”.

Nesta mesma linha, lembrou dom Darci, o Diretório também reconhece e exalta o papel da evangelização através das várias mídias, mas também adverte sobre a necessidade de linhas orientativas claras:”é importante a contribuição oferecida, através da mídia, por parte dos católicos especialistas nas mais variadas disciplinas do conhecimento. É necessário promover a participação do comunicador leigo no debate público, seja pela sua competência, seja para evitar uma recorrente simplificação midiática, que apresenta uma imagem demasiadamente ‘clerical’ da Igreja“.

Discussão no plenário

Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, mediou a conversa entre os membros do Consep e pediu que todas as comissões pastorais da Conferência ofereçam, até o dia 10 de setembro, uma contribuição sob a perspectiva de cada área da ação evangelizadora da Igreja para o enriquecimento da reflexão apresentada pela Comissão de Comunicação.

Os bispos tiveram oportunidade de levantar preocupações específicas sobre o conteúdo da reflexão como também sobre a modalidade de contribuição que a CNBB pode oferecer aos animadores das mídias de maneira a melhorar sempre mais o trabalho da evangelização. No final da discussão, dom Leonardo encaminhou o prosseguimento da reflexão por parte de todas as comissões para a formulação de uma proposta concreta a ser apresentada por ocasião da reunião do Conselho Permanente, no próximo mês de outubro.

Por CNBB

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E o seu lado espiritual? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/e-o-seu-lado-espiritual/ Tue, 13 Jun 2017 09:08:32 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46755 Cultivar a espiritualidade ainda não faz parte do cotidiano de muitas pessoas. Pouco se compreende que esse exercício é um pilar determinante na sustentação da interioridade e de uma qualificada participação na vida social. Por isso, muitas dinâmicas estão comprometidas. Ilusoriamente, pensa-se – talvez por forças de secularismos, excesso de racionalizações ou imediatismos – que a espiritualidade é opcional, mais apropriada para alguns mais devotos. Na verdade, a espiritualidade é indispensável para sustentar a vida de todos em parâmetros qualificados. Assim, um permanente desafio é estar em sintonia com o que diz o salmista, nas Sagradas Escrituras: “Desde a minha concepção me conduzistes, e no seio maternal me agasalhastes. Desde quando vim à luz vos fui entregue, desde o ventre de minha mãe sois o meu Deus”.

A humanidade, mesmo emoldurada por diferentes manifestações confessionais e religiosas, não prioriza o hábito de cultivar a espiritualidade. As consequências são o comprometimento da vida, com equívocos nos critérios que regem discernimentos e escolhas, a prevalência da mediocridade na emissão de juízos e nas iniciativas que deveriam corresponder à dignidade própria do ser humano, na sua inteireza. A cultura da dimensão espiritual no cotidiano significa reconhecer a presença de Deus no lugar que Lhe é próprio, conforme ensina o salmista, em oração: “Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha juventude. Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo. Vosso louvor transborda nos meus lábios, cantam eles vossa gloria o dia inteiro. Não me deixeis quando chegar minha velhice, não me falteis quando faltarem minhas forças. Eu, porém, sempre em vós confiarei, sempre mais aumentarei vosso louvor”.

O lado espiritual não é apenas uma parte da existência. Trata-se de alicerce para a vida, cultivado pelo desenvolvimento da competência de se contemplar, isto é, tornar-se capaz de mergulhar no sentido mais profundo de cada ser, de cada criatura, superando superficialidades. E a oração é, por excelência, a experiência do exercício da espiritualidade. Causa empobrecimento considerar a oração como um recurso de poucos, para momentos passageiros de aflições maiores. As preces possibilitam o enraizamento de si mesmo na verdade e na fonte do amor que é Deus. Tertuliano, reconhecido escritor dos primeiros anos da era cristã, destaca a força da oração, ao comentar: “nos tempos passados, a oração livrava do fogo, das feras e da fome. Agora, a oração cristã não faz descer o orvalho sobre as chamas, ou fechar a boca de leões, nem impede o sofrimento. Mas, certamente vem em auxílio dos que suportam a dor com paciência, afasta as tentações, faz cessar as perseguições, reconforta os de ânimo abatido, enche de alegria os generosos, acalma tempestades, detém ladrões, levanta os que caíram, sustenta os que vacilam e confirma os que estão de pé”.

A oração possibilita ao humano experimentar o deserto de seu próprio ser. Leva-o a reconhecer sua condição solitária e pobre, para explicitar sua dependência de Deus. O lado espiritual de cada pessoa é que lhe permite assumir e conquistar a humanidade verdadeira e integral. Na espiritualidade, cultiva-se o silêncio que faz da própria vida um ouvir determinante, gera-se a competência para o diálogo que promove a cultura do encontro e quebra, com propriedade, a rigidez da mesquinhez. A experiência espiritual qualificada é que nos permite cultivar e aproveitar os nossos dons, edificando a unidade interior básica que permite a inteireza moral e existencial. Quando se compromete essa unidade, a conduta pessoal sofre com reflexos negativos. E o caminho da espiritualidade, que possibilita uma condição humana qualificada, não pode ser trilhado apenas com a própria força, nem mesmo unicamente com a luz da razão. Trata-se de percurso impulsionado pelo Espirito Santo, que está presente em cada um dos que cultivam a abertura para receber seus dons.

A humanidade carrega fardo pesado por não compreender a importância de se cultivar a espiritualidade. Por isso, o cidadão contemporâneo fica moralmente enfraquecido gerando os descompassos que degradam o mundo. Assim, o investimento para transformar a realidade exige, de cada um, cultivar o lado espiritual. Eis o caminho que é fonte de soluções para os muitos problemas enfrentados pela humanidade.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo de Belo Horizonte

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Pedagoga explica importância da leitura durante a infância https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pedagoga-explica-importancia-da-leitura-durante-a-infancia/ Tue, 18 Apr 2017 15:02:53 +0000 http://teste.toqueto.com/pedagoga-explica-importancia-da-leitura-durante-a-infancia.html Nesta terça-feira, 18, é celebrado o Dia Nacional do Livro Infantil. Instituída em 2002, a data é uma homenagem ao escritor Monteiro Lobato, que dedicou-se à literatura infantil no país.

A leitura é uma prática importante para o desenvolvimento da criança, uma vez que proporciona conhecimentos e descobertas que jamais serão perdidas. Por este motivo, segundo a pedagoga Rafaela Monteiro de Oliveira, incentivar as crianças à leitura colabora com seu aprendizado, pois este hábito é uma ferramenta eficaz para adquirir habilidades para a comunicação.

“A criança passa por uma série de descoberta no seu processo de desenvolvimento e uma das ferramentas mais eficazes para apresentar a elas são os livros. Através da leitura, a criança passa a se observar mais, adquirir habilidades para comunicação, sem falar do rico conhecimento que vão adquirindo em cada leitura” afirma.

O hábito de ler é uma prática adquirida e se torna um investimento de longo prazo, que deve se iniciar muito cedo na vida da pessoa. Por esta razão, a psicopedagoga observa que a ilustração contida no livro infantil pode ser um grande atrativo para prender a atenção das crianças.

“As cores, as formas que o livro tem, desperta ainda mais interesse na leitura. Por isso, ter um livro em mãos é sempre bom. Vivendo em um mundo tão tecnológico, é importante resgatar os velhos hábitos e apresentar às crianças as diversas formas de leitura”, acrescenta.

A pedagoga diz ainda que mesmo o livro não fazendo tanto sentido para a criança, é importante incluí-lo durante a infância, pois a rotina de uma leitura prazerosa e diferenciada desperta o gosto pela leitura.

“Quando eles ainda são bebês, temos diversos livros voltados para esta idade, livros de
banho que contém somente ilustrações, entre outros. Para os maiores, é importante conhecer a criança, saber o que mais lhe chama a atenção e procurar livros relacionados a temas de seu agrado”.

Para que seja criado um hábito prazeroso, a leitura não deve ser imposta, mas sim, conquistada, para que o prazer em ler seja duradouro e não momentâneo. “Não importa a idade, também é sempre válido o momento da leitura em família, isso cria laços e faz da criança um protagonista de novos aprendizados”. 

Incentivo à leitura

Incluir os filhos ainda pequenos no universo da leitura acaba sendo um desafio para os pais. Ricardo Martins e Maísa, pais de Ana Laura, 7, e Miguel, 4, relatam que tentam ser dinâmicos e seguem algumas técnicas para atrair a atenção dos filhos com as leituras.

“Às vezes eles não querem sentar, mas depois se acalmam e demonstram interesse. Sempre querem figuras. Procuram todas que compõe o livro. Depois pedem para pegar outro livro. Aliás, pegam ‘só mais esse e aquele’ e logo estão com três, quatro, ou cinco livrinhos. Às vezes, quando estão sozinhos, pegam um livro e reiniciam a leitura, reinventando a história”, relatam.

Desde quando tinham um ano de idade, os pais de Ana Laura e Miguel já mostravam a eles figuras em livros e revistas, relatando alguma história. A partir desse costume, Ricardo conta que percebe diferença nos filhos quando eles estão junto com outras crianças da mesma idade.

“Os professores falam que eles são mais concentrados. Em casa, vejo que eles conseguem desenhar muito bem, detalhadamente. Também se interessam por outras atividades, como caça-palavras, jogo dos sete erros e de colorir. Não gostamos de deixá-los muito tempo na frente da TV, nem com o celular ou outros aparelhos eletrônicos. Eles brincam muito com coisas artesanais. Acho que a leitura os preenche e os leva a essa atitude em ser ativos para as demais brincadeiras”.

Futuro da criança

A pedagoga Rafaela Monteiro afirma que pais que incentivam os filhos à leitura desde pequenos auxiliam no futuro da criança, desenvolvendo ainda mais seu lado crítico e inovador. “A imaginação faz da criança um ser inovador, criando pensamentos críticos e sempre interessado a questionar tudo o que faz parte de sua vida. Imaginar leva a criança a sonhar com algo melhor”.

A profissional finaliza dizendo que todo tempo em família pode ser propício para a leitura, basta usar a criatividade para modificar o ambiente, tornando-o mais atrativo a fim de que a criança sinta interesse em participar deste momento.

“Pais, permitam que sua imaginação voe tão alto quanto do seu filho para que ele veja em você um exemplo para realizar a leitura” conclui.

Por Canção Nova

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Jovens e transmissão da fé https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/jovens-e-transmissao-da-fe/ Wed, 15 Mar 2017 08:09:22 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44887 Catequese quaresmal – 1

Iniciamos na Quarta-feira de Cinzas o Tempo Quaresmal de 2017. Estamos a caminho da Páscoa, refazendo a trajetória do Êxodo. Este é o tempo da conversão e da grande reflexão para melhor colocar o nosso coração e as nossas intenções em Deus. Ao longo deste período, como fizemos no ano passado, dedico as catequeses quaresmais aos jovens, dentro do contexto do tema proposto pelo Papa Francisco para o próximo Sínodo, que vai tratar da nossa amada juventude. 

Nesta primeira catequese, fazendo a memória de nossos pais e avós, tão lembrados pelo Papa Francisco, quero falar da importância do papel dos pais e dos avós na transmissão da fé a seus filhos e netos. Essa transmissão da fé podemos caracterizar como missão.

A missão é parte constitutiva da identidade da Igreja, chamada pelo Senhor a evangelizar todos os povos. Sua razão de ser e agir como fermento e como alma da sociedade, que deve renovar-se em Cristo e transformar-se em família de Deus. Por isso, a missão deve, antes de tudo, animar a vocação missionária dos cristãos, fortalecer as raízes de sua fé e despertar sua responsabilidade para que todas as comunidades cristãs ponham-se em estado de missão permanente. Trata-se de despertar, nos cristãos, a alegria e a fecundidade de serem discípulos de Jesus Cristo, celebrando com verdadeiro gozo o “estar-com-Ele” e o “amar-com-Ele”, para serem enviados para a missão. É a vida do discípulo missionário, que nos orientou o documento de Aparecida da V Conferência.

A missão nos leva a viver o encontro com Jesus num dinamismo de conversão pessoal, pastoral e eclesial, capaz de impulsionar à santidade e ao apostolado os batizados e de atrair os que abandonaram a Igreja, os que estão distantes do influxo do Evangelho e os que ainda não experimentaram o dom da fé. 

A juventude tem sido caracterizada por diferentes visões. Para muitos estudiosos da sociologia, da psicologia e da antropologia, esse é o momento primordial para as relações da vida em grupo, para a relação entre os grupos de iguais e para as profundas buscas e experiências que interferem nos resultados de encontros, desencontros, inseguranças, curiosidades, medos, confusões, indefinições, mudanças, crises e crescimentos. Devemos olhar para a juventude como um momento da vida em que se intensificam os questionamentos, discernimentos, entendimentos, sonhos. Tomemos cuidado para não cobrar da juventude algo que ainda não é possível de ser oferecido, bem como desacreditar em suas potencialidades.

A realidade nos mostra que um grande número de jovens é interessado pela comunidade cristã e se prepara com esmero para os sacramentos, em especial para o Sacramento da Crisma, mas nem todos perseveram. É urgente pensarmos em algo que seja mais contínuo para a participação dos jovens na vida eclesial e, nesse sentido, o grande trabalho da “iniciação cristã” se insere de modo claro e necessário. Nas realidades a que temos assistido, nas comunidades por onde temos passado em missão, seja para cursos, seja para uma animação da pastoral Bíblico-Catequética, vemos a preocupação dos catequistas com muitos jovens que não estão iniciados à vida cristã. Alguns, quando procuram, não encontram respaldo, não se tem o que oferecer a eles, e há centenas de jovens que nem atentos para isso estão. Temos muitas ovelhas que não estão no aprisco e que é necessário atingir.

A evangelização com jovens deve ser feita de momentos de interação que possibilitem o encontro com os outros, a partir da vivência da fé na vida em comunidade, e que os ajudem a fazer a experiência do Deus de Jesus Cristo. Não passar por cima das questões relativas à sexualidade, mas abordar com aquilo que a fé cristã pode oferecer para ajudar os jovens a aprimorarem e a amadurecerem sua sexualidade; não simplesmente com moralismos e interditos, mas como um caminho para a maior felicidade, ao esclarecer o uso mercadológico que é feito da exacerbação do sexo e as consequências disso na vida.

Os jovens de hoje vivem com urgência a busca de sentido que dê respostas às questões fundamentais do ser humano. Essa busca, e sua abertura experiencial ao religioso, são duas perspectivas que deverão ser tidas em conta na catequese, já que potenciam o caráter pessoal e personalizador que deve ter o ato de fé, sem menosprezo dos componentes racionais e institucionais da mesma fé. 

Os jovens são de suma importância para Igreja, pois a Igreja busca a cada dia evangelizá-los com muito amor e carinho. Quantos jovens em nossas paróquias assumem lideranças, quantos jovens estão à frente dos ministérios de música, ou ainda quantos jovens estão empenhados no setor da juventude! São vários jovens, e a eles damos graças por estarem na caminhada, e que estes busquem se espelhar em Cristo Jesus. Assim, como Cristo foi fiel ao Pai, que também vocês possam fazer o mesmo. 

Portanto, a catequese bem feita ajuda os jovens a sentirem-se incomodados, inquietos com a realidade social que os cerca, cheia de injustiças, discriminações e atentados à vida, e, a partir disso, leva-os a uma atitude de solidariedade, de compaixão ativa e de compromisso com o bem, com a verdade, a justiça e a vida, como fez Jesus. A educação da fé que aponta para o compromisso com a transformação da sociedade conduzirá o jovem para a realização do seu “ser jovem”, como agente transformador e protagonista dentro de uma sociedade que nem sempre o acolhe. Com isso, a catequese tem este papel de unir fé e vida, formando cidadãos do Reino, discípulos jovens que sejam apaixonados e seguidores de Jesus. É claro que terminado o período catequético dos jovens, cada paróquia deve oferecer momentos de oração, retiros, encontros e louvores para estes. Podemos citar como o grande exemplo desta expressão jovem na e da Igreja a Jornada Mundial da Juventude. Aqui no Rio de Janeiro, na JMJ 2013, foi marcante a presença e a Evangelização dos Jovens. Eles deram vivo testemunho da fé católica e demonstraram como é possível viver publicamente o que o Evangelho pede, sem renunciar ao que proclama a Mãe Igreja. 

Esta é a grande missão dos pais e avós: transmitirem a fé que receberam de seus antepassados na integralidade proclamada pela Igreja. Assim cremos e assim deveremos testemunhar o seguimento cristão!

Por Cardeal Orani João Tempesta – Arcebispo do Rio de Janeiro

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