imigração - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png imigração - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 A “outra porta da Europa”: 24 mil migrantes ignorados https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-mundo/a-outra-porta-da-europa-24-mil-migrantes-ignorados/ Mon, 09 Sep 2019 18:09:57 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=56678 Milhares de pessoas vulneráveis estão detidas nas Ilhas gregas. Vivem em campos de refugiados paupérrimos esperando poder entrar na Europa, “pela outra porta”, enquanto isso, “pagam o preço” da falta de políticas e acordos eficazes que solucionem esta situação

Há quatro anos trabalhando nas Ilhas gregas de Lesbos, Samos e Kios, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta através de um comunicado que 24.000 homens, mulheres e crianças em busca de proteção na Europa, esperam detidas “na outra porta da Europa”. Em campos de refugiados superlotados, padecendo terríveis condições de vida, enquanto as autoridades competentes locais e europeias os negligenciam deliberadamente.

Um sistema de acolhida que não funciona
Trata-se de um crise muito prejudicial e inumana que ameaça o bem-estar de milhares de pessoas vulneráveis: falamos do resultado de um sistema de acolhida que não funciona, da falta de mecanismos de proteção e de inúmeros serviços insuficientes.

A organização Medicos Sem Fronteiras afirma que isso demonstra o fracasso do enfoque de contenção e dissuasão das políticas europeias aplicadas para gerir as migrações.

Resposta humanitária nas mãos de voluntários
“Todavia, hoje a resposta humanitária e médica nos campos de refugiados estão nas mãos de organizações de voluntários que estão assumindo as responsabilidades do Estado”, segundo a nota do MSF.

Mais uma vez a falta de iniciativas diante das necessidades atuais, forçou à organização de saúde a ampliar suas operações. E assim realiza centenas de consultas médicas diárias nas Ilhas de Lesbos, Samos e Kios em coordenação com outras ONGs e associações de voluntários. Além disso, a organização MSF aumentou suas instalações de saneamento, distribuindo bens de primeira necessidade de forma regular.

Danos psicológicos nas crianças refugiadas
Outro foco importante a ser levado em conta é o fato de que a situação das crianças se deteriora dia a dia por causa da superlotação, da violência e da falta de segurança nos campos.

Como consequência aumentaram os casos de problemas de saúde mental das crianças e traumas psicológicos. Algumas delas inclusive deixaram de falar, segundo afirmam alguns responsáveis pelas equipes médicas. Para evitar danos permanentes, MSF pede que as crianças sejam evacuadas imediatamente dos campos.

Evitar a superlotação em Lesbos
Neste contexto, a organização reclama às autoridades europeias para atuarem de acordo com suas responsabilidades. Pede-se que terminem com esta crise inaceitável e ativem medidas como evacuação e transferimento destas Ilhas dos menores e adultos vulneráveis, destinando-os a um alojamento seguro e apropriado na Grécia continental ou em outros Estados europeus.

Também, solicita que se incrementem urgentemente o número de médicos nos centros de acolhida gregos para que as pessoas possam receber a atenção médica e mental que necessitam o mais cedo possível.

Por último, pedem que implementem imediatamente mecanismos rápidos e sustentáveis para evitar a recorrente superlotação nas Ilhas que continua causando sofrimento e danos a milhares de pessoas

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Cáritas Brasileira: campanha “Compartilhe a Viagem” sobre imigração e refúgio https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/caritas-brasileira-campanha-compartilhe-a-viagem-sobre-imigracao-e-refugio/ Thu, 21 Sep 2017 07:50:13 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48582 No dia 27 de setembro, às 15h, a Cáritas Brasileira lança, no alto do Corcovado, a campanha mundial “Compartilhe a Viagem”, dedicada à sensibilização e à informação sobre imigração e refúgio. O Cristo Redentor, que sempre recebe a todos de braços abertos, foi escolhido para ser o embaixador da campanha por ser um ícone do acolhimento, já que a proposta para a mobilização social tem o objetivo de promover a cultura do encontro, para abrir espaços e oportunidades aos imigrantes junto às comunidades locais.

Segundo dom João José Costa, arcebispo de Aracaju (SE) e presidente da Cáritas Brasileira, o desejo é que em cada diocese, paróquia, comunidade, possa acontecer um momento de mobilização, de comunicação sobre o início da campanha. “Animamos à todos/as vocês a realizarem juntamente com as organizações parceiras, no dia 27 de setembro ou até o mês de dezembro de 2017, algum momento de lançamento da campanha na sua paróquia ou diocese”, diz o bispo em carta de lançamento da Campanha.

Com a iniciativa, a Cáritas deseja que essas pessoas se conheçam, troquem experiências, multipliquem saberes e compartilhem a vida de forma positiva. O Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), membros da Cáritas Brasileira e de entidades que atuam junto a imigrantes e refugiados são presenças confirmadas para a ocasião.

A campanha será lançada também pelo Papa Francisco, hoje pela manhã, durante a tradicional audiência geral de quarta-feira, quando o pontífice vai acolher imigrantes e ouvir suas histórias de vida. O Papa Francisco vem sendo o grande promotor da cultura do encontro, abraçada pela campanha.

Ele, que já havia expressado que considera a imigração forçada uma “tragédia humana”, nos ensina que “os imigrantes são nossos irmãos e irmãs em busca de uma vida melhor, longe da pobreza, da fome, da exploração e da injusta distribuição dos recursos do planeta, que devem ser compartilhados equitativamente por todos”.

Imigração e refúgio

É fato que existe uma crise migratória provocada pelas conjunturas política, econômica, social ou causada pelos fenômenos climáticos. É preciso dar um basta às diversas formas de violação dos direitos humanos que os imigrantes e refugiados sofrem.

Atualmente cerca de 230 milhões de pessoas atualmente vivem fora dos seus países de origem (migrantes internacionais). Segundo publicação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), no primeiro semestre de 2016, 3,2 milhões de pessoas foram forçadas a sair de seus locais de residência devido a conflitos ou a perseguições, das quais 1,5 milhão são refugiadas ou solicitantes de refúgio.

No Brasil, 9.552 pessoas, de 82 nacionalidades, já tiveram sua condição de refugiadas reconhecida. Desde o início do conflito na Síria, 3.772 pessoas desse país solicitaram refúgio em nosso País. Nos últimos meses há também um crescente número de solicitação de refúgio por cidadãos da Venezuela: apenas em 2016, 3.375 venezuelanos solicitaram refúgio no Brasil, número que representa cerca de 33% das solicitações registradas no País no ano passado.

Para ajudar a impulsionar a campanha nas redes sociais basta o registro em foto de um gesto simbólico: braços abertos, como o Cristo Redentor, em sinal de acolhida aos imigrantes. A imagem deverá ser publicada no Facebook, no Twitter ou no Instagram, com as hashtags #sharejourney e #compartilheaviagem.

Sobre a Cáritas Brasileira

Com 60 anos de história no país, a Cáritas Brasileira é um organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que atua como uma rede solidária com mais de 15 mil agentes espalhados por todo o território nacional. É uma das 164 organizações membro da Rede Cáritas Internacional presentes no mundo.

Acesse aqui o Guia e outros materiais de divulgação da Campanha: www.caritas.org.br

Com informações Assessoria de Comunicação Cáritas:
Jucelene Rocha – E-mail: comunicacao@caritas.org.br  – Fone: (11) 98694-1616 / (61) 3322-0166)

Por CNBB

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Imigração venezuelana ao Brasil aumenta vertiginosamente no últimos 2 anos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/imigracao-venezuelana-ao-brasil-aumenta-vertiginosamente-no-ultimos-2-anos/ Wed, 31 May 2017 09:07:41 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46521 A cada dia cerca de 200 imigrantes venezuelanos, motivados pelos conflitos políticos internos entre situação e oposição e pela fome em seu país, cruzam a fronteira em busca de refúgio no Brasil. Os dados são da Cáritas Brasileira que apresentou o quadro de imigração venezuelana ao Conselho Episcopal Pastoral (Consep), reunido na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil  até hoje.

Os pedidos de refúgio em 2017 já superam os 6 anos anteriores, conforme dados do ministério da Justiça do governo brasileiro. Até maio deste ano, foram registrados 8.231 pedidos contra 3.375 em 2016. Os dados mostram que atualmente são cerca de 30 mil imigrantes em território nacional, 2 mil destes, segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) são do povo indígena venezuelano Warao.

A prefeitura de Manaus decretou situação de emergência social ante o aumento do fluxo migratório do povo Warao. A prefeitura de Boa Vista (RR) montou em um ginásio o Centro de Referência para Imigrantes (CRI) que atende cerca de 400 pessoas desabrigadas, insuficiente para a demanda.

Segundo o diretor executivo da Cáritas Brasileira, Luiz Claudio Mandela, os venezuelanos estão sofrendo várias situações de preconceito e vivendo como catadores e pedintes em cidades como Manaus (AM) e Boa Vista (RR). Pacaraima (RR) é a porta de entrada dos venezuelanos.

Os venezuelanos vêm em busca de tentar regularizar sua situação mas enfrentam problemas como a lentidão do governo brasileiro para regularizar a situação. Pacaraíma, cidade fronteiriça, por exemplo, não conta com internet para dar entrada nos processos de pedido de refúgio.

O cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, lembrou que recentemente a situação da Venezuela motivou a elaboração de uma nota de solidariedade na última Conferência do Conselho Episcopal Latino Americano (Celam). Dom Leonardo Steiner, bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, fez referência a atuação do papa Francisco na mediação dos conflitos na Venezuela.

A irmã Claudina Scapini, secretária do Setor Mobilidade Humana da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, lembrou que pequenas iniciativas solidárias estão sendo feitas pelas igrejas e dioceses locais para minimizar o sofrimento dos venezuelanos.

A Igreja Católica no Brasil tem participado também das audiências locais com governos brasileiro, estados e prefeituras envolvidos para buscar uma solução para os imigrantes venezuelanos. A Cáritas Brasileira também tem colaborado com ajuda para deslocamentos dos refugiados.

O Consep solicitou a Cáritas a produção de informações em diferentes formatos (vídeos, folders, etc) para enviar aos bispos brasileiros sensibilizado-os e pedindo solidariedade a esta situação. A CNBB também se comprometeu a enviar uma nota de apoio e solidariedade à Conferência Episcopal da Venezuela e retomar o assunto na reunião do Conselho Permanente.

Por CNBB

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