Igreja - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Igreja - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Igreja sempre tem necessidade de ser reformada, diz Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-sempre-tem-necessidade-de-ser-reformada-diz-papa/ Sat, 22 Dec 2018 15:08:54 +0000 http://teste.toqueto.com/igreja-sempre-tem-necessidade-de-ser-reformada-diz-papa.html “Cada um de nós é uma pequena pedra, mas nas mãos de Jesus participa da construção da Igreja”, a Igreja que “sempre precisa ser reformada, reparada”, pois mesmo com fundamentos sólidos, tem rachaduras. Foi o que afirmou o Papa Francisco no Angelus deste domingo, 27.

Inspirando-se no Evangelho do dia (Mt 16, 13-20), que “traz uma passagem-chave no caminho de Jesus com os seus discípulos”, o Papa falou da averiguação que Jesus faz com seus discípulos sobre quem ele é para eles, que são seus seguidores mais próximos, que “estão com ele todos os dias e o conhecem”, esperando naturalmente uma resposta diferente daquela manifestada pela opinião pública, que o considerava um profeta.

E a resposta vem de Simão Pedro, que o professa como “o Cristo, o Filho do Deus vivo”:

“Simão Pedro encontra em seus lábios palavras que são maiores do que ele, palavras que não vem de suas capacidades naturais. Talvez ele não tenha feito a escola fundamental, e é capaz de dizer estas palavras, mais fortes do que ele! Mas são inspiradas pelo Pai celeste, que revela ao primeiro do Doze a verdadeira identidade de Jesus”.

Assim, o Mestre descobre que “graças à fé dada pelo Pai, existe um fundamento sólido sobre o qual se pode construir a sua comunidade, a sua Igreja. Por isto diz a Simão: “Tu és Pedro – isto é, rocha – e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”:

“Também conosco, hoje, Jesus quer continuar a construir a sua Igreja, esta casa com alicerces sólidos, mas onde não faltam rachaduras, e que tem contínua necessidade de ser reparada. Sempre. A Igreja sempre tem necessidade de ser reformada, reparada”.

Mas nos sentimos pedras pequenas e não rochas – observou o Papa, acrescentando:

“Todavia, nenhuma pedra pequena é inútil, antes pelo contrário, nas mãos de Jesus a menor pedra se torna preciosa, porque Ele a recolhe, a guarda com grande ternura, a trabalha com o seu Espírito, e a coloca no seu lugar certo, que Ele desde sempre pensou e onde pode ser mais útil para toda a construção. Cada um de nós é uma pequena pedra, mas nas mãos de Jesus participa da construção da Igreja”.

Assim, como pedras trabalhadas por Jesus, “todos nós, por menores que sejamos, nos tornamos “pedras vivas”, porque quando Jesus pega a sua pedra, a faz sua, a torna viva, cheia de vida, repleta de vida pelo Espírito Santo, repleta de vida de seu amor, e assim temos um lugar e uma missão na Igreja: ela é comunidade de vida, feita de tantas pedras, todas diferentes, que formam um único edifício no sinal da fraternidade e da comunhão”.

Ao recordar o martírio dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o Papa volta ao Evangelho do dia que “nos recorda que Jesus quis para a sua Igreja um centro visível de comunhão em Pedro – também ele não é uma grande pedra, mas pega por Jesus, torna-se o centro de comunhão – em Pedro e naqueles que o sucederiam na mesma responsabilidade”, os “Bispos de Roma”, a cidade onde “Pedro e Paulo deram o testemunho de sangue”.

Por fim, o pedido a Maria nossa Mãe, para que “nos sustente e nos acompanhe com a sua intercessão, para que realizemos plenamente a unidade e a comunhão pela qual Cristo e os Apóstolos rezaram e deram a vida”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Crise alimentar afeta 124 milhões de pessoas no mundo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/crise-alimentar-afeta-124-milhoes-de-pessoas-no-mundo/ Tue, 27 Mar 2018 09:24:43 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51458 A degradação da situação está ligada “ao início ou aumento de conflitos e instabilidade”, em Mianmar, nordeste da Nigéria, República Democrática do Congo, Sudão do Sul e Iêmen.

Cento e vinte e quatro milhões de pessoas no mundo, em cinquenta e um países, sofreram com a grave insegurança alimentar, em 2017.

É o que revela a nova edição do Relatório global sobre a crise alimentar, apresentado, em Roma, pela ONU e União Europeia.

O texto ressalta que são 11 milhões a mais, em relação a 2016, as pessoas que passam fome. Uma ameaça direta para a vida e os meios de sustento humano.

A degradação da situação está ligada “ao início ou aumento de conflitos e instabilidade”, em Mianmar, nordeste da Nigéria, República Democrática do Congo, Sudão do Sul e Iêmen.

Condições de seca prolongada também causaram a sucessão de colheitas escassas em países já afetados por altos níveis de insegurança alimentar e desnutrição na África Oriental e do Sul.

No nordeste da Nigéria esta crise foi gerada pela violência de Boko Haram, “pois nos últimos 5-6 anos os agricultores não tiveram a possibilidade de cultivar os campos, por causa do conflito” com os extremistas islâmicos, sublinha o diretor de comunicação da Arquidiocese de Abuja, Pe. Patrick Alumuku.

O nordeste da Nigéria é considerado o epicentro das ações terroristas perpetradas por Boko Haram, que desde 2009 causaram pelo menos 20 mil mortos. “Os terroristas destruíram os campos. Por isso, em toda a área tivemos que recorrer à importação de outras partes do país. Estamos falando de uma área habitada por 40 milhões de pessoas”, frisou o sacerdote.

Continuam os ataques, as incursões e sequestros perpetrados por fundamentalistas que nas últimas horas libertaram 101 estudantes sequestradas em 19 de fevereiro passado. Segundo informações, eles se dirigem rumo aos Camarões e Chade.

“Não é por acaso que o relatório sobre a crise alimentar cita também o Chade em relação à falta de alimento. Os membros do Boko Haram atravessam a fronteira quando são atacados na Nigéria”, acrescentou o diretor de comunicação da Arquidiocese de Abuja.

Nesse quadro, “os bispos nigerianos foram a Maiduguri, cidade mais importante e habitada da área, capital do Estado de Borno, e aos Camarões, para levar ajuda humanitária à população, encontrar os refugiados e encorajá-los”, sublinhou ainda o sacerdote.

A presença da Igreja é fundamental. Na Nigéria, “a Igreja foi atacada muitas vezes, mas continua” trabalhando sem cessar.

Por Vatican News, via CNBB

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Reflexões sobre a presença da mulher na Igreja https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/reflexoes-sobre-a-presenca-da-mulher-na-igreja/ Wed, 07 Mar 2018 08:03:22 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51144 Grande é o número das mulheres que participam da Igreja, estima-se que sejam dois terços dos fiéis, contra um terço dos homens.

Seria por sua maior sensibilidade? O Papa Francisco lembra na Evangelii gaudium essa característica mais presente na mulher.

“A Igreja reconhece a indispensável contribuição da mulher na sociedade, com uma sensibilidade, uma intuição e certas capacidades peculiares, que habitualmente são mais próprias das mulheres que dos homens”, afirma. 

Marilza José Lopes Schuina é presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), um dos organismos mais expressivos dos leigos no Brasil.

Responsável pela articulação, organização e representação do laicato no Brasil, o CNLB foi criado em 1975, e teve em sua história 9 presidentes, dos quais duas mulheres, uma é Marilza.

Atualmente, dos 17 regionais da CNBB, 14 são presididos por mulheres. Esse é apenas um organismo, mas mostra como é importante a organização laical das mulheres, diz Schuina. “Elas articulam a organização do laicato nas dioceses de seus respectivos regionais e nas organizações filiadas”, destaca a presidente em entrevista ao A12.

A reflexão sobre a dignidade da mulher, seus direitos e deveres, nos diversos âmbitos da comunidade civil tem ocupado cada vez mais espaço, mas também na Igreja.

As mesmas relações e discussões que ocorrem na esfera social também se manifestam no seio da Igreja, e por vezes, precisam ser melhor debatidas.

Para Schuina, assim como na sociedade “a plena participação da mulher ainda não chegou na Igreja”. A presidente recorda a fala do Papa Francisco que indica a necessidade de uma maior reflexão sobre os espaços que a mulher ocupa na Igreja.

“Um aspecto citado pelo Papa Francisco é trabalhar com mais empenho para desenvolver uma teologia da mulher: uma eclesiologia que envolva mais as mulheres nos papéis onde elas deveriam estar envolvidas… A inclusão da mulher na Igreja também é uma forma criativa para promover as mudanças de que ela precisa”, assinala.

Papa Francisco reforça que a mulher, embora partilhe de muitas responsabilidades pastorais juntamente com os sacerdotes, contribuam no acompanhamento de pessoas, famílias, grupos e prestem novas contribuições para a reflexão teológica, ainda deve ter um maior espaço na Igreja em papéis de responsabilidade onde as decisões são tomadas.

“Ainda é preciso ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja.Porque ‘o gênio feminino é necessário em todas as expressões da vida social; por isso deve ser garantida a presença das mulheres também no âmbito do trabalho’ e nos vários lugares onde se tomam as decisões importantes, tanto na Igreja como nas estruturas sociais”, escreve na Evangelii gaudium.

São João Paulo II dedicou uma carta para falar às mulheres, a Carta Apostólica Mulieris Dignitatem. O primeiro documento do Magistério pontifício dedicado inteiramente à temática da mulher.

Ao encerrar essa carta, ele pede que a presença da mulher seja reconhecida e valorizada para que “redundem em vantagem comum para a Igreja e para a humanidade”.

Dessa forma, reconhecer e valorizar a presença das incontáveis mulheres que doam suas vidas pela causa de Jesus na Igreja é o princípio de toda e qualquer ação que possa contribuir para que seu papel seja enriquecido e superado dentro da Igreja.

O Papa Paulo VI no encerramento do Concílio Vaticano II escreveu também uma mensagem às mulheres, onde lembra que elas possuem agora uma oportunidade ímpar para manifestar sua presença.

“Mas a hora vem, a hora chegou, em que a vocação da mulher se realiza em plenitude, a hora em que a mulher adquire na cidade uma influência, um alcance, um poder jamais conseguidos até aqui.

É por isso que, neste momento em que a humanidade sofre uma tão profunda transformação, as mulheres impregnadas do espírito do Evangelho podem tanto para ajudar a humanidade a não decair”.

Por A12

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Onde Deus mora? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/onde-deus-mora/ Thu, 01 Mar 2018 15:49:58 +0000 http://teste.toqueto.com/onde-deus-mora.html No Evangelho da santa Missa deste terceiro domingo da Quaresma – Jo 2, 13-25 – São João relata a cena da ida de Jesus ao Templo, em Jerusalém, quando estava próxima a Páscoa, e de como Ele, vendo o comércio que ali se realizava, com vendedores de bois, ovelhas e pombas e cambistas, fez um chicote de cordas e expulsou todos do templo, com ovelhas e bois, e derrubou as mesas dos cambistas. E destaca o esconjuro de Jesus: “Tirai tudo isso daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!”. A seguir, narrando a discussão de Jesus com os judeus, João põe em evidência a novidade dos tempos novos depois da vinda do Messias, o que Jesus pronunciou como sendo a base bíblica e teológica desta novidade. “Destruí este templo, e em três dias o levantarei”, foi a resposta que Jesus deu aos judeus ao pedido do sinal de sua autoridade para agir assim. Naturalmente os judeus não entenderam a resposta, viram-na como um absurdo, pois eles lembraram que a construção do templo tinha levado 46 anos. Os discípulos só foram entender que Jesus se referia ao templo do seu corpo mais tarde depois de sua morte e ressurreição ao terceiro dia. Todos os exegetas afirmam que a ideia central do Evangelho de João, trabalhada por ele ao longo dos capítulos 1,19 a 4,54, visa demonstrar que os discípulos, inclusive Nicodemos e a Samaritana, tiveram as suas mais profundas aspirações de alma realizadas quando se encontraram com Jesus, o Messias, o revelador do Pai, e o aceitaram como o novo lugar de adoração do Pai “em espírito e em verdade” (Jo 4,22). Por isso, João, no início do seu Evangelho, diz que a glória de Deus, que antigamente se revelava somente no templo ou tabernáculo, em Jerusalém, agora a contemplamos em Jesus Cristo (cf. Jo 1,14).

Se Jesus é o lugar onde Deus mora, então Ele é o ponto de encontro com Deus. Não foi à toa que em outra oportunidade Ele assim se expressou: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14,6). Lemos em Apocalipse 14,6 que Jesus é o Evangelho ou a Boa Nova eterna anunciada a toda terra”, e em Hebreus 13,8-9 que “Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje; Ele o será para sempre! Portanto, não vos deixeis extraviar por doutrinas ecléticas e estranhas”.  O Papa Francisco, na Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium” (A Alegria do Evangelho), inicia a sua mensagem afirmando que a alegria do Evangelho brota do encontro com Jesus. O encontro com Jesus provoca libertação de tudo o que é ruim, pecado, tristeza, vazio interior, isolamento, e faz renascer uma alegria sem cessar (EG, 1). E o Papa faz um incisivo convite: “Todos os cristãos, em qualquer lugar e situação que se encontrem, estão convidados a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de deixar encontrar por Ele, de procurá-Lo dia a dia, sem cessar” (EG, 3). Igualmente o documento de Aparecida, do Episcopado Latino-Americano, explica que, segundo a doutrina do discipulado, os cristãos precisam reavivar o encontro com Jesus. Diz que o que marca o discipulado é o encontro vivo, persuasivo e decisivo com Jesus (DAp, 290). E faz uma importante declaração que é ao mesmo tempo um imperativo categórico de comportamento missionário para todo discípulo com espírito: Jesus precisa ser encontrado, seguido, amado, adorado, para ser anunciado e comunicado (cf. 14). Pois o verdadeiro discipulado leva à missão que consiste, basicamente, em compartilhar com os outros a experiência do encontro com Jesus (cf. 287). O discípulo fascinado por Jesus não tem como calar a sua voz.

Se Jesus é o novo lugar do encontro com Deus, por que vamos à Igreja? Ora, exatamente para nos encontrar com Deus, porque é a casa da oração, segundo disse Jesus que não deve ser convertida em casa de negócios.  Vamos encontrar com Jesus, que nos leva ao Pai e nos dá o Espírito Santo. Por isso, não é correto que pessoas ao entrar na Igreja não vão, em primeiro lugar, lá na Capela do Santíssimo Sacramento da presença real de Jesus na Eucaristia. Lembro-me do modelo exemplar de Francisco de Assis que, inclusive, deixou uma belíssima oração. Pois toda vez que entrava em alguma Igreja, primeiro, ele se prostrava diante de Jesus no Sacrário e se não houvesse, então, diante do crucificado, e assim rezava: “Eu vos adoro santíssimo Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as vossas Igrejas que estão no mundo inteiro, e vos bendigo porque por vossa santa cruz remistes o mundo”. E, depois, a alma de Francisco se levantava às alturas e louvava a Deus com o Cântico das criaturas, a Nossa Senhora com orações e afetos especiais, pois tinha um amor indizível à Mãe de Jesus, aos Anjos e Arcanjos aos quais tinha profunda devoção. Incendiado pelo fogo do amor de Deus, Francisco saía da Igreja e não cansava de proclamar a toda gente, dizendo: “O amor não é amado”. E conclamava a todos a amar e servir ao bom Deus e a toda humana criatura.

O documento de Aparecida aponta outros lugares onde é possível o encontro com Jesus Cristo. Destaco dentre eles, por exemplo, três modos de encontrá-Lo. Podemos encontrar Jesus Cristo na Sagrada Escritura. O documento evoca a figura ilustre do primeiro tradutor da Bíblia para o latim (A Vulgata), São Jerônimo, que no século quinto já dizia que “Ignorar a Bíblia é ignorar a Cristo”. Por isso, chamando a atenção que a Igreja sempre procurou educar o povo na leitura e meditação da Palavra de Deus, frisa que agora mais do nunca é necessário fazê-lo (cf. DAp 247-249). Também é lugar privilegiado para o encontro com Jesus a Sagrada Liturgia da Igreja, sobretudo pela vida de oração e pelos Sacramentos. Põe em evidência a vivência dos Sacramentos, mediante os quais celebramos o mistério pascal e encontramos o alimento que nutre a vida nova em Cristo (idem, 250-256). Outro modo especial é encontrar Jesus nos “pobres, aflitos e enfermos” (cf. Mt 25,37-40). Diz o documento: “O encontro com Jesus Cristo através dos pobres é uma dimensão constitutiva de nossa fé em Jesus Cristo… A mesma união a Jesus Cristo é a que nos faz amigos dos pobres e solidários com seu destino” (DAp 257).

Por Dom Caetano Ferrari – Diocese de Bauru

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Por que existe a violência e o que a Igreja Católica diz sobre o assunto? https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/por-que-existe-a-violencia-e-o-que-a-igreja-catolica-diz-sobre-o-assunto/ Fri, 23 Feb 2018 09:29:47 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50951 A Campanha da Fraternidade 2018 nos convida à reflexão sobre a “superação da violência”. Mas para isso, é importante entendermos suas causas, pensar nas maneiras de prevenção, para aí sim chegarmos ao passo da superação. Recorremos então ao DOCAT (livro da Doutrina Social da Igreja Católica para a juventude), para nos ajudar a entender melhor estas questões.

Quais as causas da guerra e da violência?

“Muitas guerras surgem por causa de ódios duradouros entre povos, por ideologias, ou por ganância de poder ou de riqueza de indivíduos ou de grupos. Para alguns, a motivação para a guerra e para o poder é também o desespero, quando, por exemplo, não têm voz politicamente, quando sofrem de fome, de pobreza, de opressão ou outras injustiças. Onde poucos ricos vivem à custa de muitos pobres, esta desigualdade provoca frequentemente surtos de violência” (DOCAT, 284).

Apesar destas questões, vale sempre lembrar que a injustiça não se vence com violência. Tampouco a violência se vence com a violência, pois, segundo Papa Francisco “a violência só se vence com a paz”.

Neste mês, a campanha Eu sou o Brasil Ético fala sobre segurança. Mas que tal, ao invés de pensarmos políticas públicas contra a violência, passarmos a também em maneiras de prevenir a violência? Para isso, a Igreja nos aconselha abaixo.

Quais estratégias de prevenção existem para evitar a guerra e a violência?

“O combate pela paz nunca pode consistir apenas no desarmamento ou na supressão violenta de conflitos. Muitas vezes, a causa da violência é a mentira e ainda mais a injustiça. Estruturas injustas conduzem sempre à exploração e à miséria. Falta de participação e restrição da liberdade manifestam-se em resistência violenta. Por isso, a guerra só pode ser duravelmente evitada onde surgirem sociedades livres nas quais dominam relações justas e todas as pessoas têm uma perspectiva de desenvolvimento. Também evitam a guerra ajudas úteis para o desenvolvimento (DOCAT, 286).

Muhammad Yunus, economista e Nobel da Paz em 2006, diz que com a pobreza é impossível alcançar a paz. “Creio que a melhoria das condições de vida dos pobres é uma arma estratégica melhor do que o dinheiro. O combate ao terrorismo não pode ser ganho através de operações militares”.

Falando em paz, há um antigo provérbio chinês que diz que “Não há paz no mundo sem paz entre os povos, não há paz entre os povos, sem paz nas famílias, não há paz nas famílias sem a paz em mim, e não há paz em mim sem paz com Deus”.

Mas por que o homem precisa de Deus quando quer a paz?

“Antes de ser uma tarefa para o homem, a paz é um atributo divino. Quem quiser construir a paz sem Deus, esquece que já não vivemos no paraíso, mas que somos pecadores. O nosso estado sem paz é um sinal de que foi rompida a unidade entre Deus e a humanidade. A história humana está marcada pela violência, pelas divisões e por derramamento de sangue. Os homens anseiam pela paz que pelo pecado perderam; deste modo, silenciosamente, anseiam por Deus”.

Por Jovens de Maria via A12

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Ateísmo e família são temas abordados no 27º Curso Anual dos Bispos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/ateismo-e-familia-sao-temas-abordados-no-27o-curso-anual-dos-bispos/ Thu, 25 Jan 2018 10:28:57 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50487 O 27º Curso Anual dos Bispos do Brasil, que acontece desde segunda-feira, 22, na Arquidiocese do Rio de Janeiro, e será encerrado nesta sexta-feira, 26, segue com reflexões do tema “O Ateísmo – Formas atuais e desafios à evangelização”. Segundo o bispo referencial para a Pastoral Familiar e participante do curso, Dom Antônio Augusto Dias, é importante debater o tema para que a Igreja permaneça atualizada e em sintonia com as mudanças que ocorrem no mundo.

Para Dom Antônio, o ateísmo atinge, primeiramente, à família, que é um dos principais pilares da sociedade. “A família é o primeiro contato social e vai formando uma qualidade que é imprescindível para se viver em sociedade: a cidadania, isto é, quando eu não estou pensando em mim mesmo, mas no bem de todos. E o ateísmo faz com que a família perca sua identidade”, afirmou o bispo.

A temática da família foi trabalhada durante o curso nos respectivas palestras: “Uma redefinição da pessoa humana”, pelo doutor em Teologia e vigário geral da Opus Dei, monsenhor Fernando Ocáriz; “Laicidade e laicismo”, pelo também doutor em Teologia, padre Rafael José Stanziona de Moraes; e “Secularização”, pelo vice-reitor da Universidade Católica de Milão, Francesco Botturi.

Panorama do marxismo

Em sua palestra, monsenhor Ocáriz refletiu sobre a atualidade do marxismo e suas origens imediatas, falou sobre o marxismo original – Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895) –, pontuou o revisionismo marxista, o neomarxismo, e ressaltou o ateísmo marxista. “Rejeitar o marxismo em suas diversas manifestações não significa, como é obvio, desconhecer ou permanecer indiferentes perante os problemas e injustiças sociais: como a história demonstrou, o marxismo não conseguiu, nem chegou a resolver, muitos desses problemas e injustiças, mas sim os perpetuou, e inclusive os tornou mais agudos”, afirmou.

Segundo o Monsenhor, Papa Francisco tem encorajado os cristãos e pastores, a escutarem o clamor dos pobres, e recordou as orientações do Concílio Vaticano II, que adverte não competir à Hierarquia da Igreja promover soluções técnicas ou estratégias políticas para a solução dos problemas econômicos e sociais. “É tarefa específica dos fiéis leigos configurar à luz do Evangelho as estruturas políticas, sociais e econômicas nas comunidades às quais pertencem”, suscitou o monsenhor.

De acordo com monsenhor Ocáriz, os fiéis leigos necessitam receber de seus Pastores, junto à assistência sacramental, uma formação cristã adequada à sua situação pessoal ou ao papel que desempenha na vida social, no sentido de despertar uma responsabilidade social. E, com palavras de São Josemaría Escrivá — fundador do Opus Dei —, o vigário encerrou: “Um homem ou uma sociedade que não reaja diante das tribulações ou das injustiças, e que não se esforce por aliviá-las, não são um homem ou uma sociedade à medida do amor do Coração de Cristo”.

Laicidade e laicismo

Sobre a laicidade, padre Rafael José Stanziona, declarou: “Contrariando o que muitas vezes se imagina, a Igreja Católica, nos dias de hoje, vê com bons olhos a laicidade do Estado”. O sacerdote explicou que a laicidade do Estado abrange três aspectos essenciais, sendo eles, a separação entre o poder do Estado e as confissões religiosas – o que afasta o governo das decisões das igrejas e vice-versa –, a garantia, por parte do Estado, de que todos terão direito à liberdade religiosa e a neutralidade do Estado com relação às diferentes crenças religiosas.

Após fazer um apanhado histórico, ele explicou que laicidade é complicada quando se trata de temas que tangem tanto à religiosidade quanto à civilidade enquanto constitucional. Padre Rafael citou três temas que atualmente estão sendo debatidos pelo Ministério Público para fins de criação de novas leis, que são: a união entre pessoas do mesmo sexo – ele acredita que houve falha na caracterização de família como união de pessoas do mesmo sexo ou de sexos opostos –, o ensino religioso confessional – para ele, apenas o ensino religioso confessional de acordo com a escolha dos pais respeita o direito à liberdade religiosa garantido por lei pelo Estado –, e a questão dos símbolos religiosos em órgãos públicos, que considera como um tema delicado e dependente de muitas variáveis, tais como qual o significado de um determinado símbolo no local em que se encontra.

“Ao se tratar, nesse curso de bispos, do ateísmo e também do laicismo, trata-se também da família, pois ela está no centro, como se fosse o olho do furacão”, ressaltou Dom Antônio. Para o bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio, Dom Paulo Alves Romão, é importante para os bispos conhecer, aprofundar e retomar certos pensamentos filosóficos que norteiam as diferentes culturas da atualidade. “É um desafio ao trabalho pastoral. Ter conhecimento dessas coisas nos ajuda, inclusive, a ir mais a fundo, também, na nossa fé, para responder aos desafios do nosso tempo”, afirmou.

Secularização

Botturi, em sua conferência, explicou a diferença entre “secularização”, que é o afastamento da sacralidade, e “secularismo”, a separação entre instituições governamentais e instituições religiosas. Segundo ele, a secularização tem início quando prevalece a percepção que “certos bens da vida podem realizar-se mais plenamente se são encaminhados para fontes não teísticas”, especialmente a fontes não cristãs.

A secularização não é uma doutrina ou um acontecimento, de acordo com Botturi, mas um longo e complexo processo de elaboração de ideias, feita de momentos diferentes mas relacionados entre si. É resultado de um processo. “Cristo não mais é ‘sacramento’ de salvação para o homem, mas ‘figura’ de um humanismo sucessivo e substitutivo, nos quais conteúdos da tradição cristã são traduzidos em uma nova linguagem e em um novo sistema de pensamento”, disse ele, explicando que o homem entende a religião como uma forma de obter benefícios e não como um meio de chegar a Deus.

Para o bispo emérito da Diocese de Cajazeiras, na Paraíba, Dom José Gonzáles Alonso, é importante entender o movimento de secularização para estar preparado, como bispo para agir e dar respostas aos fiéis no que diz respeito à Evangelização. “Caminhamos para um mundo secularizado. Portanto, temos que tomar consciência das mudanças do mundo e, como leigos ou pastores, devemos evangelizar também este mundo, respeitando as pluralidades, mas sem medo”, disse.

Por Canção Nova, com Arquidiocese do Rio de Janeiro

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“É preciso vencer a tentação do desânimo”, afirma CNBB em Nota sobre momento nacional https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/e-preciso-vencer-a-tentacao-do-desanimo-afirma-cnbb-em-nota-sobre-momento-nacional/ Fri, 27 Oct 2017 13:56:57 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49263 CNBB

Por meio de nota, divulgada nesta quinta-feira, 26, em coletiva de imprensa na sede provisória da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), a presidência da CNBB manifestou mais uma vez sua apreensão e indignação com a grave realidade político-social vivida pelo país, que afeta tanto a população quanto as instituições brasileiras. No texto, a entidade repudia a falta de ética que se instalou nas instituições públicas, empresas, grupos sociais e na atuação de inúmeros políticos que “traindo a missão para a qual foram eleitos, jogam a atividade política no descrédito”.

A Conferência criticou também a apatia e o desinteresse pela política, que cresce cada dia mais no meio da população brasileira, inclusive nos movimentos sociais. Apesar de tudo, a entidade diz que é preciso vencer a tentação do desânimo, pois só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania é capaz de purificar a política e a esperança dos cidadãos que “parecem não mais acreditar na força transformadora e renovadora do voto”.

Confira, abaixo, a nota na íntegra:

Nota da CNBB sobre o atual momento político

“Aprendei a fazer o bem, buscai o que é correto, defendei o direito do oprimido” (Is 1,17)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através de seu Conselho Permanente, reunido em Brasília de 24 a 26 de outubro de 2017, manifesta, mais uma vez, sua apreensão e indignação com a grave realidade político-social vivida pelo País, afetando tanto a população quanto as instituições brasileiras.

Repudiamos a falta de ética, que há décadas, se instalou e continua instalada em instituições públicas, empresas, grupos sociais e na atuação de inúmeros políticos que, traindo a missão para a qual foram eleitos, jogam a atividade política no descrédito. A barganha na liberação de emendas parlamentares pelo Governo é uma afronta aos brasileiros. A retirada de indispensáveis recursos da saúde, da educação, dos programas sociais consolidados, do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), do Programa de Cisternas no Nordeste, aprofunda o drama da pobreza de milhões de pessoas. O divórcio entre o mundo político e a sociedade brasileira é grave.

A apatia, o desencanto e o desinteresse pela política, que vemos crescer dia a dia no meio da população brasileira, inclusive nos movimentos sociais, têm sua raiz mais profunda em práticas políticas que comprometem a busca do bem comum, privilegiando interesses particulares. Tais práticas ferem a política e a esperança dos cidadãos que parecem não mais acreditar na força transformadora e renovadora do voto. É grave tirar a esperança de um povo. Urge ficar atentos, pois, situações como esta abrem espaço para salvadores da pátria, radicalismos e fundamentalismos que aumentam a crise e o sofrimento, especialmente dos mais pobres, além de ameaçar a democracia no País.

Apesar de tudo, é preciso vencer a tentação do desânimo. Só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania, é capaz de purificar a política, banindo de seu meio aqueles que seguem o caminho da corrupção e do desprezo pelo bem comum. Incentivamos a população a ser protagonista das mudanças de que o Brasil precisa, manifestando-se, de forma pacífica, sempre que seus direitos e conquistas forem ameaçados.

Chamados a “esperar contra toda esperança” (Rm 4,18) e certos de que Deus não nos abandona, contamos com a atuação dos políticos que honram seu mandato, buscando o bem comum.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, anime e encoraje seus filhos e filhas no compromisso de construir um País justo, solidário e fraterno.

Brasília, 26 de outubro de 2017

Site: http://cnbb.net.br

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Bispos repudiam Portaria nº 1.129 do Ministério do Trabalho do Governo Federal https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/bispos-repudiam-portaria-no-1-129-do-ministerio-do-trabalho-do-governo-federal/ Fri, 27 Oct 2017 13:53:40 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49258

O Conselho Permanente da CNBB, reunido em Brasília, de 24 a 26 de outubro, emitiu nota oficial repudiando com veemência a Portaria 1129 do Ministério do Trabalho considerando que ela elimina proteções legais contra o trabalho escravo.

A agência de notícias do Governo Federal, a agência Brasil (AB), explicou o caso da seguinte forma: “Há uma semana, o Ministério do Trabalho publicou no Diário Oficial da União (DOU) a Portaria 1.129, assinada pelo ministro Ronaldo Nogueira, na qual dispõe sobre os conceitos de trabalho forçado, jornada exaustiva e condições análogas de escravo, com o objetivo de disciplinar a concessão de seguro-desemprego a pessoas libertadas”.

A Portaria, segundo a AB, “além de acrescentar a necessidade de restrição da liberdade de ir e vir para a caracterização da jornada exaustiva, por exemplo, a portaria também aumentou a burocracia da fiscalização e condicionou à aprovação do ministro do Trabalho a publicação da chamada lista suja, com os nomes dos empregadores flagrados reduzindo funcionários a condição análoga à escravidão”. A portaria gerou reações contrárias de entidades como a Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar (decisão provisória) na terça-feira, 24 de outubro, suspendendo os efeitos da Portaria. Segundo a AB, “A decisão da ministra foi dada em uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) aberta pela Rede na semana passada. Rosa Weber acatou os argumentos do partido de que a referida portaria abre margem para a violação de princípios fundamentais da Constituição, entre eles, o da dignidade humana, o do valor social do trabalho e o da livre inciativa”.

A Nota da CNBB é assinada pela Presidência e foi apresentada numa Entrevista Coletiva nesta quinta-feira, 26 de outubro, na sede provisória da Conferência, na Asa Norte, em Brasília (DF).

Leia a Nota.

NOTA DA CNBB SOBRE O TRABALHO ESCRAVO

“O Espírito do Senhor me ungiu para dar liberdade aos oprimidos” (cf. Lc 4, 18-19)

Reunido em Brasília-DF, nos dias 24 a 26 de outubro de 2017, o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB manifesta seu veemente repúdio à Portaria 1129 do Ministério do Trabalho, publicada no Diário Oficial da União de 16/10/2017. Tal iniciativa elimina proteções legais contra o trabalho escravo arduamente conquistadas, restringindo-o apenas ao trabalho forçado com o cerceamento da liberdade de ir e vir. Permite, além disso a jornada exaustiva e condições degradantes, prejudicando assim a fiscalização, autuação, penalização e erradicação da escravidão por parte do Estado brasileiro.

Como nos recorda o Papa Francisco, “hoje, na sequência de uma evolução positiva da consciência da humanidade, a escravatura – delito de lesa-humanidade – foi formalmente abolida no mundo. O direito de cada pessoa não ser mantida em estado de escravidão ou servidão foi reconhecido, no direito internacional, como norma inderrogável” (Papa Francisco, Dia Mundial da Paz, 1º de janeiro de 2015). Infelizmente, esse flagelo continua sendo uma realidade inserida no tecido social. O trabalho escravo é um drama e não podemos fechar os olhos diante dessa realidade.

A desumana Portaria é um retrocesso que, na prática, faz fechar os olhos dos órgãos competentes do Governo Federal que têm a função de coibir e fiscalizar esse crime contra a humanidade e insere-se na perversa lógica financista que tem determinado os rumos do nosso país. Essa lógica desconsidera que “o dinheiro é para servir e não para governar” (Evangelii Gaudium, 58). O trabalho escravo é, hoje, uma moeda corrente que coloca o capital acima da pessoa humana, buscando o lucro sem limite (cf. Papa Francisco, Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, 2014).

Nosso País no qual, por séculos, vigorou a chaga da escravidão de modo legalizado, tem o dever de repudiar qualquer retrocesso ou ameaça à dignidade e liberdade da pessoa humana. Reconhecendo a importância da decisão liminar no Supremo Tribunal Federal que suspende essa Portaria da Escravidão e somando-nos a inúmeras reações nacionais e internacionais, conclamamos a sociedade a dizer mais uma vez um não ao trabalho escravo.

Confiamos a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, a proteção de seus filhos e filhas, particularmente os mais pobres.

Brasília, 26 de outubro de 2017

Cardeal Sergio da Rocha/ Presidente

Dom Murilo S. Krieger / Vice-Presidente

Dom Leonardo U. Steiner / Secretário-Geral

Site: http://cnbb.net.br

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Congresso Diocesano das Famílias em Niquelândia – GO https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/congresso-diocesano-das-familias-em-niquelandia-go/ Tue, 26 Sep 2017 19:04:26 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48691 Dom Messias

No dia 24 de setembro aconteceu, na cidade de Niquelândia – GO,  o Congresso Diocesano das Famílias, organizado pela Paróquia Nossa Senhora da Abadia, com o tema “A Família, Luz e Alegria para a vida em sociedade”.

Durante a manhã, o evento contou com  com a presença de Fernando Bacelar, do ministério Guardiões do Amor Maior (Goiânia – GO), que conduziu a pregação com o tema “A força do amor maior nas famílias”. Uma pausa para o almoço com as pastorais envolvidas e paróquias das diversas cidades da Diocese e, logo após, animação, momento cultural com recitação de poesia, música e coreografia, e uma partilha familiar com casal e Pe. Pedro Márcio, vigário da Paróquia Nossa Senhora da Abadia.

Estiveram presentes, também, as Irmãs Franciscanas da Divina Misericórdia, que cantaram o Terço da Misericórdia. Durante todo o evento houve Adoração ao Santíssimo, e o congresso ainda contou com um local reservado para as crianças, com muita diversão, oração, música e atividades para alegrar os pequeninos.

Confira vídeo:

O encerramento deste evento deu-se com a Santa Missa, presidida pelo Bispo diocesano, Dom Messias dos Reis Silveira, e concelebrada pelos padres Valdeci (Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Abadia), Pe. Rodrigo (assessor da Pastoral Familiar da Diocese), Pe. Wolney (Pároco da Paróquia São Francisco), Frei Gilberto (Pároco e Reitor do Santuário São José) e Pe Aldemir (Reitor do Santuário Nossa Senhora da Abadia do Muquém), juntamente com os seminaristas.

Dom Messias lembrou, em sua homilia, que a família precisa estar aberta a Deus e amar uns aos outros, que é preciso existir amor, presença de Deus e o perdão, pois muitos lares poderiam ser melhores se houvesse tudo isso.

O evento ocorreu durante todo o dia no Parque de Exposições Agropecuárias, onde a pôde-se discutir e partilhar sobre o que é ser família, semeando bons princípios e proporcionando uma orientação cristã para promover a valorização da família na sociedade.

Confira fotos:


Pascom – Paróquia Nossa Senhora da Abadia – Niquelândia – GO

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Lutar contra o mal https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/lutar-contra-o-mal/ Wed, 20 Sep 2017 08:00:41 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48565 Caros amigos, todos os dias temos a missão de revigorar a memória de Deus e de Seu chamado de amor em nossas vidas. Tal atitude não é passiva, pois o caminho de nossa vocação tem obstáculos e muitos são os que se levantam no mundo contra Cristo e Seu Evangelho de Amor.

Isso não é uma novidade, pois a Igreja de Deus sempre sofreu com o “mar revolto” e os “ventos contrários” (Cf. Mt 14, 22-33), realidade esta que foi transmitida pelo Concílio Vaticano II nestes termos: “A Igreja prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha” (cfr. Cor. 11,26) (LG, 9).

Sem dúvida, a identidade de alguém pode ser entendida a partir das ideias que defende, mas não é menos verdade que conhecemos alguém quando descobrimos “contra o que ele luta”. O mundo não somente carece da luz de Cristo, frente ao que temos a vocação de ser “sal e luz” (Cf. Mt 5, 13-14), mas também é constantemente combatido pelas trevas da ignorância e do egoísmo, frente ao que precisamos tomar uma posição. Lembremos o que ensina São Paulo: “não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal pelo bem” (Rm 12, 21).

Nesta batalha, ensina o Concílio, “(A Igreja) é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz” (LG, 9).

É importante recordar que em sua caminhada histórica a Igreja se opõe ao mal sendo ela mesma ferida em seus membros. Porém, isto não pode nos acovardar, ao contrário, manifesta ainda mais claramente a origem santa de nossa vocação e missão, fazendo brilhar em meio às limitações humanas o esplendor da Verdade Divina.

Esta verdade e bondade que vêm de Deus é Jesus Cristo, o Filho Amado, que, ao mesmo tempo em que cura os membros doentes e vacilantes da Igreja, é alimento e salvação para o mundo inteiro “para iluminar os que jazem nas trevas, na sombra da morte, e dirigir nossos passos no caminho da paz” (Lc 1, 79).

A Igreja existe para proclamar a Vida e Ressurreição de Jesus, esta é sua bandeira e sua arma contra todo mal e egoísmo que há. Oxalá vivêssemos plenamente esta realidade e dispuséssemos de tudo o que somos e temos para levar esta luz de verdade até os confins da terra.

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

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