Igreja em saída - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Igreja em saída - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Qual é a principal característica dos 5 anos de pontificado de Francisco? https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/qual-e-a-principal-caracteristica-dos-5-anos-de-pontificado-de-francisco/ Wed, 14 Mar 2018 08:57:32 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51263 O Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano, destacou a alegria como a principal característica dos cinco anos de pontificado do Papa Francisco.

O Purpurado, que destacou a rapidez com a quem se passou estes cinco anos, disse em uma entrevista a Vatican News: “O que mais me impressiona é que todos os documentos de Francisco, ou os mais importantes, como Evangelii Gaudium, Amoris Laetitia e Laudato Sì, evocam sempre a alegria”.

Portanto, “eu diria que a característica fundamental deste Pontificado é justamente a alegria que nasce do fato de saber-se amado pelo Senhor”.

“Assim surge outra diretriz do Pontificado de Francisco: a misericórdia; o amor pessoal e total que Deus tem por cada uma de suas criaturas e, por outro lado, a alegria de comunicar aos outros a Boa Nova do Evangelho”.

Assinalou que a alegria de anunciar o Evangelho “é uma alegria compartilhada” entre quem o anuncia e quem o recebe: “O fato de anunciar e levar aos outros o anúncio da salvação de Jesus se torna fonte de alegria para quem o recebe, mas também para quem a anuncia”.

Finalmente, “a terceira linha” do pontificado de Francisco “é a evangelização de uma Igreja em saída que deve levar o Evangelho a todas as criaturas”.

As críticas ao Pontificado

Na entrevista, o Secretário de Estado da Santa Sé também se referiu às críticas ao Pontificado. “Certamente, uma das características do Pontificado do Papa Francisco é essa dimensão de uma Igreja em saída, uma Igreja em movimento, como o convite urgente que o Papa fez desde o começo a não ficar parados, a não permanecer no princípio do ‘sempre foi feito assim’ para não dar nenhum passo à frente”.

“Possivelmente esse impulso, este dinamismo que o Papa imprimiu e quer imprimir na Igreja que desperta juízos diferentes, contrastantes e, por vezes, opostos. Em certo sentido, todos os Pontificados foram alvo de críticas”.

Em relação às críticas, o Cardeal as distinguiu entre as destrutivas e as construtivas. “Eu distinguiria entre aquelas que são críticas destrutivas, agressivas e realmente maldosas e aquelas que, pelo contrário, são críticas construtivas. Provavelmente existem modos diferentes de responder a esses dois tipos de críticas”.

Sobre as críticas agressivas e destrutivas, “devem ser aceitas ‘com a cruz’ e consideradas como parte da coroa de espinhos que todos devemos carregar, principalmente aqueles que têm responsabilidades na Igreja e, portanto, um papel público”.

Por outro lado, acredito que as críticas construtivas “devem ser levadas em conta porque podem ajudar, conduzir a um aperfeiçoamento do serviço. Acredito que as criticas construtivas nascem de uma atitude de amor e visam a construção da comunhão na Igreja”.

Por ACI Digital

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Cinco anos com o Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cinco-anos-com-o-papa-francisco/ Tue, 13 Mar 2018 14:34:33 +0000 http://teste.toqueto.com/cinco-anos-com-o-papa-francisco.html Cinco anos atrás, no dia 13 de março de 2013, era eleito Papa Francisco. Alguns dados para sintetizar esses anos de Pontificado: duas encíclicas (Lumen fidei, sobre a fé, que continua o que fora escrito por Bento XVI e Laudato si, sobre o cuidado da casa comum, preservar a Criação não é dever dos verdes, mas dos cristãos), duas Exortações apostólicas (Evangelii gaudium, texto programático do Pontificado para uma Igreja em saída, fortemente missionária, e Amoris laetitia sobre o amor na família), 23 Motu próprio (reforma da Cúria Romana, gestão e transparência econômica, reforma do processo de nulidade matrimonial, tradução de textos litúrgicos, com indicações para uma maior descentralização e mais poderes às Conferências Episcopais), dois Sínodos sobre a família, um Jubileu dedicado à Misericórdia, 22 viagens internacionais com mais de 30 países visitados e 17 visitas pastorais na Itália, 8 ciclos de catequese na audiência geral das quartas-feiras (Profissão de fé, Sacramentos, Dons do Espírito Santo, Igreja, família, misericórdia, esperança cristã, Santa Missa), quase 600 homilias sem texto nas Missas em Santa Marta, mais de 46 milhões de seguidores no Twitter e mais de 5 milhões no Instagram. Sem contar os inúmeros discursos, mensagens e cartas, e os milhões de homens, mulheres e crianças de todo o mundo, encontrados, abraçados, acariciados.

Uma igreja com as portas abertas

O primeiro Papa jesuíta, primeiro proveniente das Américas, primeiro com o nome do Pobrezinho de Assis, Francisco, 265º Sucessor de Pedro, deseja uma Igreja com as portas abertas que saiba anunciar a todos a alegria e a frescor do Evangelho. Uma igreja acolhedora, “onde há espaço para todos com sua vida fadigada”, não um dogma que controle a graça em vez de facilitá-la. Uma Igreja que corra o risco de ser “ acidentada, ferida e suja” para chegar e estar no meio do povo, em vez de uma Igreja doente pelo fechamento e o conforto de se apegar às suas próprias seguranças”. Pede para abandonar um estilo defensivo e negativo, de mera condenação, para propor a beleza da fé, que é encontrar Deus.

O Espírito Santo perturba

O convite de Francisco é um convite para deixar-se surpreender pelo Espírito Santo, o verdadeiro protagonista da Igreja, que continua a falar e a nos contar coisas novas. Uma das palavras fortes do Pontificado, Francisco a pronunciou em Istambul em novembro de 2014: o Espírito Santo “perturba”, porque “move, faz caminhar, empurra a Igreja a ir para frente”, enquanto é muito mais fácil e mais seguro” reclinar-se nas próprias posições estáticas e inalteradas”. É muito mais reconfortante acreditar que a verdade seja “possuir” um pacote de doutrinas, muito bem confeccionado, que possamos gerenciar bem, ao invés de pertencermos nós mesmos à Verdade: é o Espírito que nos guia à verdade toda inteira. O cristão ainda tem muito a aprender porque Deus revela-se cada vez mais. Tanto que Francisco pode dizer que ele tem muitas dúvidas: “em um sentido positivo” – explica – “são um sinal de que queremos conhecer melhor Jesus e o mistério de seu amor por nós”. “Essas dúvidas nos fazem crescer”. Também Pedro, diante dos pagãos pôde dizer: ““Estou compreendendo que Deus não faz discriminação entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que perten­ça” (Atos 10: 34-35). Cresce a inteligência da fé.

Papa de direita ou de esquerda?

Inicialmente, todos ou quase falavam bem de Francisco. Aos poucos as críticas chegaram. Uma boa notícia recordando as palavras de Jesus: “Ai de vocês quando todos falarão bem de vocês”. A direita acusa o Papa de ser comunista, porque ele ataca o atual sistema econômico liberal: “é injusto na raiz”, “esta economia mata”, prevalece a “lei do mais forte” que “come o mais fraco”. E fala demais sobre os migrantes e sobre os pobres: hoje “os excluídos não são só explorados, mas são resíduos, são restos”. A esquerda, acusa o Papa de estar parado em questões éticas: defende a vida, contra o aborto e a eutanásia: “não é ser progressista pretender resolver problemas eliminando uma vida humana”. Defende a família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher, condena a teoria do gênero, “erro da mente humana” e a ditadura do pensamento único e as colonizações ideológicas, também nas escolas, que correm o risco de se tornarem campos de reeducação. Ele adverte sobre questões da diminuição do direito à objeção de consciência. Ele observa a proliferação de direitos individuais, “individualistas”, diz, mas sem se preocupar com os deveres, e enquanto se fala de novos direitos – afirma – há pessoas que ainda passam fome.

Crítica interna

Aumentaram também as críticas dentro da Igreja. Há quem que até mesmo chama de herege o Papa, que diz que rompe com a Tradição secular da Igreja, que se irrita porque “bate” em quem está perto e acaricia quem está distante; há quem o contrapõe aos Papas precedentes. No entanto, Bento XVI já havia convidado a refletir sobre o discernimento para a Comunhão aos divorciados e recasados em certos casos especiais. João Paulo II já havia respondido a Dom Lefebvre, 40 anos atrás, explicando o verdadeiro significado da Tradição que “tem origem nos Apóstolos, progride na Igreja sob a assistência do Espírito Santo”. De fato, “a compreensão, tanto das coisas quanto das palavras transmitidas, cresce (…) com a reflexão e o estudo dos crentes”. Mas é “acima de tudo contraditória” – afirmava São João Paulo II – “uma noção de Tradição que se opõe ao Magistério universal da Igreja, do qual é detentor o Bispo de Roma e o Corpo dos Bispos. Não se pode permanecer fiel à Tradição, rompendo o vínculo eclesial com o qual Cristo mesmo, na pessoa do apóstolo Pedro, confiou o ministério da unidade na sua Igreja”. “A autodestruição ou o fogo amigo – afirma o Papa Francisco – é o perigo mais sorrateiro. É o mal que ataca de dentro; e, como disse Cristo, todo reino dividido acaba em ruínas”. O Papa cita frequentemente o diabo: é Ele que tenta destruir a Igreja. A sua “é uma guerra suja” e “nós ingénuos estamos ao seu jogo”.

Canteiros abertos

Duas ações fortemente promovidas por Francisco estão ainda em andamento: a primeira é a reforma da Cúria, devido à complexidade da reorganização de uma instituição secular (“fazer reformas em Roma é como limpar a Esfinge do Egito com uma escova de dentes” disse o Papa, citando Dom De Mérode). Mas também os escândalos, como Vatileaks2, não detém Bergoglio. A segunda ação é a luta contra os abusos sexuais na Igreja. Alguns membros da Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, criada por Francesco, renunciaram, denunciando resistências e atrasos. O Papa reitera a “tolerância zero” porque “não há lugar no ministério para aqueles que abusam de crianças”. E vai avante.

Diplomacia da paz

Francisco promove a cultura do encontro, em campo ecuménico, inter-religiosos, na frente social e política e no nível meramente humano. Ele se move em direção à unidade, mas sem cancelar as diferenças e as identidades. Importante o seu papel no desgelo entre os Estados Unidos e Cuba, assim como no processo de paz na Colômbia e na África Central. Ataca quem fabrica e vende armas. Ao mesmo tempo denuncia fortemente as perseguições dos cristãos, talvez hoje mais graves do que ontem, no “silêncio cúmplice de tantas potências” que podem detê-las. Lança apelos contra o tráfico de seres humanos, “uma nova forma de escravidão”.

Tempo de misericórdia, mas até um certo ponto

É incontestável que a palavra central deste pontificado seja “misericórdia”: é o sentido da Encarnação do Verbo. É uma palavra que escandaliza. Francisco percebe isso. Deus é excessivo no amor pelas suas criaturas. No entanto, há um limite: a corrupção. O corrupto é quem não sabe que é corrupto, que recusa a misericórdia divina. E Deus não se impõe. Existe um juízo final. É por isso que o Papa sempre propõe o capítulo 25 do Evangelho de Mateus: “Eu estava com fome e você me deu comer…”. No ocaso da vida, seremos julgados pelo amor.

Menos clericalismo na Igreja, mais espaço aos leigos, mulheres e jovens

Francisco se opõe ao clericalismo, porque o pastor deve “servir” e ter “o cheiro das ovelhas”. Ele afirma que os leigos devem descobrir cada vez mais sua identidade na Igreja: eles não devem permanecer à margem das decisões. Basta com os “bispos piloto”. Relança o papel das mulheres, mas olhando para o seu mistério, não à sua funcionalidade: não se trata de uma luta pelo poder ou de reivindicações impossíveis, como o sacerdócio. Trata-se de refletir sobre a hermenêutica da mulher porque – reitera – Maria é mais importante do que os Apóstolos. Convida os jovens a terem um maior protagonismo e a incomodarem os pastores com sua criatividade.

Evangelizadores com Espírito

O Papa pede a todos os cristãos que sejam “evangelizadores com Espírito” para “anunciar a novidade do Evangelho com audácia, em voz alta e em todos os momentos e lugares, também contracorrente”, tocando “a carne sofrida dos outros”, dando “razão da nossa esperança, mas não como inimigos que apontam o dedo e condenam”. “Se eu consigo ajudar uma só pessoa a viver melhor – afirma Francesco – isso já é suficiente para justificar o dom da minha vida”.

Por Vatican News

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Vida de surpresas https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/vida-de-surpresas/ Mon, 06 Nov 2017 15:49:54 +0000 http://teste.toqueto.com/vida-de-surpresas.html As pessoas são desafiadas, por todos os lados, nas suas realidades normais de vida. Porque as surpresas causam encantos e desencantos, encontros e também desencontros, exigindo atitudes de constante vigilância. Os contravalores aparecem a todo o momento, que causam estragos e diminuem muito a qualidade e o sentido de vida dos que são atingidos e pegos totalmente despreparados.

Um clima propriamente de hipocrisia e de falsos valores domina a sociedade, e corrói a autenticidade das pessoas bem intencionadas. O que sentimos é o domínio do desejo de levar vantagem em tudo. Com isso podemos dizer que há muitas surpresas no campo da honestidade, da justiça e da misericórdia. O bem coletivo não é o alvo principal nas negociações de muita gente.

A prudência diz que as pessoas devem se preocupar com o essencial, para evitar um imediatismo sem estabilidade. É incômodo viver de surpresas na vida concreta, de espera sem segurança e de falta de esperança. É fundamental descobrir a sabedoria divina presente nas criaturas humanas, que se expressa através da fé, da caridade e da esperança, dando sentido autêntico para a vida.

A história é construída com as mudanças da sociedade. Estamos saindo de uma pós-modernidade, no confronto com uma sociedade, chamada “líquida”, no dizer do sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman. Tudo toma novas formas e as pessoas, na sua consciência humana, num processo de transformação, conseguem influenciar na construção de novas realidades na vida social.

Para os cristãos, as mudanças e as surpresas normalmente vêm da fé em Deus. É Jesus Cristo, Deus feito homem, quem veio construir a história e inaugurar uma nova e definitiva realidade. O contato das pessoas com Ele revela surpresas agradáveis, mas também comprometedoras na vida cotidiana. Seguir Cristo é fazer o que Ele fez e propõe através de sua Palavra na Sagrada Escritura.

Está chegando o final do Ano Litúrgico, com a Festa de Cristo Rei e Senhor da História. Na data celebraremos a abertura do Ano do Laicato, tempo de reflexão e de descoberta da vocação de todas as pessoas batizadas. Os leigos e as leigas cristãos são construtores de uma Igreja missionária, em saída e preocupada com a realização de um mudo diferente e melhor, surpresa do bem.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba (MG)

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Igreja em saída https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/igreja-em-saida/ Wed, 04 Oct 2017 09:09:35 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48828 A missão é constitutiva da identidade da Igreja chamada pelo Senhor a evangelizar todos os povos. Sua razão de ser e agir como fermento e como alma da sociedade, que deve renovar-se em Cristo e transformar-se em família de Deus. Neste ano em que comemoramos o 10º aniversário da V Conferência do Episcopado Latino Americano e Caribenho em Aparecida recordamos a importância da “missão permanente” dos discípulos missionários para que nossos povos em Cristo tenham vida. É o momento de animar a vocação missionária dos cristãos, fortalecer as raízes de sua fé e despertar sua responsabilidade para que todas as comunidades cristãs ponham-se em estado dessa missão permanente. Trata-se de despertar, nos cristãos, a alegria do Evangelho para uma igreja em saída e a fecundidade de serem discípulos de Jesus Cristo, celebrando com verdadeiro gozo o “estar-com-Ele” e o “amar-com-Ele”, para serem enviados para a missão.

A missão nos leva a viver o encontro com Jesus num dinamismo de conversão pessoal, pastoral e eclesial, capaz de impulsionar à santidade e ao apostolado os batizados e de atrair pelo contágio os que abandonaram a caminho, os que estão distantes do influxo do Evangelho e os que ainda não experimentaram o dom da fé. Outubro é o mês missionário, um dos meses temáticos, assim como o mês de agosto é dedicado às vocações e setembro à Bíblia. Depois de termos iniciado no hemisfério sul a primavera, outubro é um tempo forte para se intensificar as orações e os trabalhos de missão. A dimensão missionária é a mais profunda identidade da Igreja, ou como recorda o Papa Francisco em sua mensagem para o Dia Mundial das missões: “A missão no coração da fé cristã”. A Igreja existe para continuar a missão de Cristo aqui na terra. No primeiro dia do mês a Igreja celebramos o dia de Santa Terezinha do Menino Jesus, a padroeira das missões. Uma santa doutora da Igreja que faleceu aos 24 anos, no convento, conhecida por ser uma santa com vida simples sem feitos extraordinários, mas que caminhou pela “pequena via” da missão evangelizadora. Por ser a padroeira das missões, o exemplo da vida de Santa Terezinha faz com que todos os cristãos se sintam compromissados com a evangelização, em levar a Palavra de Deus a todos os lugares e a todas as pessoas sendo o “coração da Igreja”.

A intenção em outubro é promover uma conscientização para entusiasmar os fiéis cristãos na missão de cada um. Os religiosos, religiosas, sacerdotes, membros de novas comunidades, são missionários e assim denominados, mas os leigos também têm o dever de evangelizar.

Devido este caráter missionário da Igreja, no Brasil este ano temos como tema do mês missionário: A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída” e o lema: “Juntos na missão permanente “A Missão do Messias vem do Deus da vida e por isso, traz libertação para quem sofre algum tipo de escravidão. Hoje, Jesus nos desafia a assumirmos essa mesma Missão”, complementa.

Quando falamos da atividade missionária da comunidade eclesial, precisamos passar da missão à missionariedade, do objeto (o que fazer) ao sujeito (quem vai fazer) do mandato missionário. Não é suficiente perceber a necessidade da missão, mas é fundamental tomar consciência de que toda a Igreja, e nela cada batizado ou batizada, é o sujeito da missão. Fica, pois, muito claro que toda a Igreja é por sua natureza missionária.

Os cristãos não podem permanecer passivos, reduzindo, muitas vezes, sua pertença eclesial a momentos rituais. É preciso colocar toda a Igreja em “estado permanente de missão”. A Igreja é toda missionária em seus membros que agem de diversos modos, de acordo com a multiplicidade e a variedade dos carismas e dons. É em cada um de seus membros que a comunidade cristã coloca-se a serviço da evangelização e é enviada para pregar o Evangelho a toda a criatura.

A Igreja missionária a serviço do Evangelho faz dela uma de suas características fundamentais. Optar pelo pobre “é condição necessária e irrenunciável do caráter evangélico da ação da Igreja.” (CNBB Diretrizes Gerais da ação Evangelizadora, 194) É claro que assumir, sem meios termos, a causa dos excluídos e excluídas exige uma verdadeira reviravolta na própria vida. É preciso entrar naquele processo de “metânoia” (mudança de mentalidade) do qual fala o Evangelho.

Todas as famílias e comunidades são convidadas a viverem com maior intensidade o Mês das Missões. Com isso, a nossa Igreja no Brasil se fortalece e se abre com maior generosidade para a Missão Universal além-fronteiras. Conforme o apelo do papa Francisco, “não nos deixemos roubar o entusiasmo missionário!” (EG 80).

Rezemos a oração do mês missionário 2017: “Deus de misericórdia, que enviaste o Teu Filho Jesus Cristo e nos sustentas com a força do Espírito Santo, ensina-nos a caminhar juntos e, a exemplo de Maria, nossa Mãe Aparecida, na celebração dos 300 anos do encontro da imagem, sejamos, em toda a parte, testemunhas proféticas da alegria do Evangelho para uma Igreja em saída. Amém”.

Por Cardeal Orani João Tempesta – Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

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Encontro Nacional aborda o papel dos Bispos Eméritos na Igreja no Brasil https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/encontro-nacional-aborda-o-papel-dos-bispos-emeritos-na-igreja-no-brasil/ Thu, 14 Sep 2017 09:17:37 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48473 A Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB realiza entre até hoje a quarta edição do Encontro Nacional dos Bispos Eméritos, no Centro de Estudos do Sumaré, no Rio de Janeiro, que começou em 11/9.

Inspirado no tema “O bispo emérito numa Igreja em Saída”, a iniciativa que reúne bispos eméritos do Brasil – hoje mais de 170 – tem a finalidade de propor a “troca de experiências e partilhas”.

Em sintonia com a primeira Exortação Apostólica do Papa Francisco, a Evangelii Gaudium, a temática do encontro expressa o apelo do Pontífice para que a Igreja seja uma “Igreja em Saída”.

“Estamos analisando qual é o papel do bispo emérito neste contexto de Igreja em Saída e, acima de tudo, estamos falando sobre o aspecto missionário que o bispo emérito tem em termos de evangelização e missão”, afirmou Dom Luiz Soares vieira, presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, que organiza o encontro.

Através de uma programação especial, o encontro destacará assuntos relevantes para a vida e missão do bispo emérito, entre eles a questão da saúde dos religiosos. Para isso, os prelados estão tendo palestras com médicos e especialistas no assunto.

Também ainda dentro da programação haverá exibição de filmes e discussões sobre questões jurídicas que envolvem os eméritos, como a elaboração de testamentos.

“É neste encontro que os bispos estão manifestando as suas preocupações, as suas necessidades, partilhando um pouco as suas experiências porque temos muitos bispos eméritos ainda com muitas atividades pastorais”, concluiu o assessor da comissão, Padre João Cândido da Silva Neto. 

Por Gaudium Press, com CNBB

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POM promove 4º Congresso Missionário Nacional em setembro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pom-promove-4o-congresso-missionario-nacional-em-setembro/ Wed, 09 Aug 2017 10:08:55 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47753 As Pontifícias Obras Missionárias (POM) promovem, de 7 a 10 de setembro próximo, a 4ª edição do Congresso Missionário Nacional, em Recife (PE). O objetivo do encontro é impulsionar a Igreja no Brasil para um dinamismo de saída e caminho conjunto no testemunho da alegria do Evangelho.

O evento espera reunir cerca de 700 participantes de todo o Brasil, entre coordenadores de conselhos missionários, bispos, padres, religiosos, seminaristas e convidados. O tema será “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”.

As inscrições já foram feitas por meio dos Conselhos Missionários Regionais (Comires). Na programação, testemunhos, oficinas, celebrações e conferências sobre vários temas, como sinodalidade, comunhão, alegria do Evangelho, testemunho e profetismo e Igreja em saída na perspectiva ad gentes. Durante o Congresso, no dia 8 de setembro, será lançada a Campanha Missionária 2017.

O evento é promovido em comunhão com o Conselho Missionário Nacional (Comina) e a arquidiocese de Olinda e Recife, que providenciou as diversas equipes de trabalho. Esta será uma preparação para o V Congresso Missionário Americano (CAM 5) em julho de 2018 na Bolívia.

Semana Missionária

Com o objetivo de acender no coração da arquidiocese o ardor missionário, irá acontecer em seus Vicariatos, de 1 a 6 de setembro, dias que antecedem o Congresso, uma “Semana Missionária” organizada pelo Conselho Missionário Diocesano (Comidi).

Além dos missionários e missionárias locais, poderão participar dessa Semana Missionária os delegados de todo o Brasil para o 4º CMN, se puderem antecipar sua viagem a Recife. É necessário apenas comunicar essa participação na própria ficha de inscrição do 4º CMN.

Por Canção Nova, com POM

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Card. Farrell: a hora de os leigos assumirem protagonismo na Igreja é agora https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/card-farrell-a-hora-de-os-leigos-assumirem-protagonismo-na-igreja-e-agora/ Tue, 11 Jul 2017 08:00:21 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47387 “O futuro da Igreja depende dos leigos” e este futuro começa agora, afirmou o Prefeito da Congregação para os Leigos, Família e Vida, Cardeal Kevin Farrell, em entrevista ao “America”.

O purpurado estadunidense considera que “este é o momento na vida da Igreja em que realmente podemos tentar implementar aquilo de que já falava o Vaticano II, ou seja, o papel dos leigos” e lamenta os “mal-entendidos e confusão” ocorridos em algumas ocasiões sobre o chamado conciliar para que todo o povo de Deus assuma o protagonismo que corresponde aos batizados.

Mal-entendidos estes que produziram até mesmo “lutas internas” entre diferentes sensibilidades na Igreja, fazendo com que se perdesse “muito terreno e muito tempo”, mas que com o exemplo do Papa Francisco, tudo isso são “águas passadas”.

Futuro da Igreja depende dos leigos

“Os leigos têm uma vocação a ser desempenhada na Igreja, e estou firmemente convencido de que o futuro da Igreja depende deles”, diz o Cardeal, que já esteve à frente da Diocese de Dallas. “Sempre senti a necessidade de promover os leigos dentro da Igreja e dentro de sua organização”.

O Papa Francisco também tem este interesse, pois “cada vez que o encontro em cerimônias ou eventos, ele sempre se aproxima e quer saber como as  coisas estão indo”, revela.

Leigo para assumir setor da Família

Depois das recentes nomeações do brasileiro Padre Alexandre Awi Mello como Secretário do Dicastério e da leiga consagrada espanhola Marta Rodríguez como Diretora do Departamento de Assuntos da Mulher, o Cardeal Kevin Farrell busca agora um leigo ou uma leiga para assumir o setor da família.

“Para este setor gostaria de contar com um homem ou mulher  casado(a) e que tenha uma família, porque teria mais credibilidade, e de fato tem que ter alguém no comando que entenda a vida, a família, a moralidade e tudo mais”.

Igreja em saída

Dom Farrel revela ainda que o foco do trabalho desenvolvido pelo Dicastério que preside é em ser “uma Igreja em saída, uma Igreja missionária”, respondendo ao apelo do Papa Francisco.

Sobretudo nas visitas ad limina, onde “temos que escutar o que acontecer, assimilar o que os bispos nos contam e não ter respostas preparadas de antemão”. “Às vezes, no passado, nós nos precipitávamos em responder e dizer aos bispos o que tinham que fazer”, reconhece.

Papa Francisco

A respeito do Papa, o Prefeito da Congregação para os Leigos, Família e Vida revela que neste período de quase um ano em que trabalha mais próximo a ele, aprofundou seu respeito por um homem que considera “muito pensativo, profundamente espiritual, carinhoso e envolvido”.

“Ele me impressiona!”, confessa. “Não é uma pessoa mediática, nem um homem de espectáculo, “porém o que faz, com todos, quando está falando contigo, é como se fosse a única pessoa em todo o mundo com quem teria que se preocupar”. O segredo – acrescenta Farrell – do “porque é tão popular”. Seu jeito de ser “é o que atrai e o que faz as pessoas voltarem para a Igreja”.

Por Rádio Vaticano

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Cardeal Parolin: 4 anos com Francisco, o Papa da "reforma do coração" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-parolin-4-anos-com-francisco-o-papa-da-reforma-do-coracao/ Tue, 14 Mar 2017 09:13:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44839 Celebrou-se ontem (13/3) o quarto aniversário da eleição do Papa Francisco. Quatro anos vividos com intensidade pelo Pastor que veio de longe e que está realizando uma obra profunda de renovação da Igreja.

Este quarto ano foi denso de momentos e documentos do magistério. Foi o ano da Exortação Apostólica Amoris Laetitia e do abraço histórico com o Patriarca Kirill em Cuba, o ano da JMJ de Cracóvia, e da visita ao campo de concentração de Auschwitz, da canonização de Madre Teresa de Calcutá e da viagem ecumênica a Lund, na Suécia, pelos 500 anos da Reforma Protestante.

A misericórdia uniu estes pontos e teve o seu ápice com a celebração do Jubileu Extraordinário, concluído em dezembro passado. 

Para uma reflexão sobre os temas fortes destes primeiros quatro ano de pontificado e sobre o horizonte que o Papa Francisco está abrindo na vida da Igreja, o Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, concedeu uma entrevista à Rádio Vaticano – Secretaria para a Comunicação.
 
Parolin: “No dia 13 de março de 2013, eu não estava em Roma, estava ainda em Caracas, como Núncio Apostólico na Venezuela.  Recebemos a notícia lá ao meio-dia. O primeiro sentimento foi de surpresa por este nome, pela eleição do Cardeal Bergoglio de quem ouvi falar, mas não se previa naquele momento que seria o novo Papa, pelo menos a imprensa não o apresentava entre os papáveis.  Portanto, uma grande surpresa e uma surpresa também em relação ao nome. O nome Francisco não constava na série dos Papas e prefigurava quais seriam as características do novo Pontífice. Tocou-me o seu discurso feito com muita simplicidade, muita paz e serenidade. Esta confiança recíproca, o fato que ele tenha se confiado ao povo, pedindo-lhe orações para que Deus o abençoasse, “o povo santo de Deus”, como ama dizer o Papa Francisco. Portanto, o confiar-se do pastor ao povo, do povo ao pastor e todos juntos a Deus. Dali saiu esta imagem de Igreja que é um caminhar juntos, pastor e povo, com confiança e confiando-se todos à oração, graça e misericórdia do Senhor.” 

O Santo Padre desde o inicio acentuou a necessidade de ser uma “Igreja em saída”, Igreja a caminho.  Está afirmando em vários níveis da Igreja este estilo sinodal, esta visão que o Papa quer tanto? 

Parolin: “Evidentemente, é um caminho longo, um caminho progressivo, um caminho que teve o seu início com o Concílio Vaticano II e que o Papa Francisco quer continuar sua aplicação na vida da Igreja. Parece-me importante esta Igreja a caminho, esta Igreja que se abre: uma Igreja que se abre sobretudo ao Senhor, uma Igreja em saída em direção ao seu Senhor, rumo a Jesus Cristo. Próprio porque a Igreja é em saída rumo a Jesus Cristo consegue também acompanhar as pessoas, encontrar as pessoas, acompanhar as pessoas em sua realidade cotidiana. Isso me parece muito importante e acredito que este caminho deve ser feito juntos. Eis a sinodalidade! A Igreja a caminho deve ser feita juntos, sob a guia do Espírito Santo. Portanto, uma Igreja reunida pelo Espírito onde cada um está atento à voz do Espírito e onde cada um coloca em comum também os dons que o Espírito Santo lhes dá para a realização desta missão.“

O Papa Francisco está realizando uma reforma profunda da Cúria Romana. Muitas vezes sublinha que todos precisamos de uma reforma, também muito importante, “a reforma do coração”. Na Evangelii gaudium invoca uma reforma da Igreja em saída missionária. Porque este processo de reforma é tão importante para este pontífice em vários âmbitos?

Parolin: “Na história, o Concílio depois retomou, a Igreja semper reformanda! É uma dimensão fundamental da Igreja a de estar em processo de reforma, de ‘conversão’, para usar o termo evangélico. É justo que seja assim. É necessário que seja assim. O Papa recorda isso com insistência para que a Igreja se torne cada vez mais si mesma, se torne cada vez mais autêntica, tire as crostas que se acumularam no caminho da história e resplandeça realmente com a transparência do Evangelho. Este é fundamentalmente o sentido da reforma. É por isso que o Papa insiste na ‘reforma do coração’! No âmbito da Cúria Romana houve várias decisões. O Papa recordou no último discurso à Cúria Romana que estas reformas estão causando transformações, uma renovação. Porém, tudo parte do coração, tudo parte de dentro. E o Papa insiste nisso. É importante, como ele mesmo diz, insistindo na reforma do coração: “não são os critérios funcionais que devem guiar esta reforma, mas os critérios de um retorno autêntico a Deus e uma manifestação autêntica da natureza verdadeira da Igreja.”

Por Rádio Vaticano

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Texto-base do Congresso Missionário Nacional será enviado às dioceses https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/texto-base-do-congresso-missionario-nacional-sera-enviado-as-dioceses/ Fri, 17 Feb 2017 13:00:37 +0000 http://teste.toqueto.com/texto-base-do-congresso-missionario-nacional-sera-enviado-as-dioceses.html As dioceses de todo o país vão receber ainda em março o texto-base do 4º Congresso Missionário Nacional (4º CMN) que será realizado na arquidiocese de Olinda e Recife (PE), entre os dias 7 e 10 de setembro. O documento será enviado aos regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para que façam a distribuição para suas dioceses. O material, para ser trabalhado nas comunidades, traz diretrizes gerais para impulsionar as Igrejas particulares para um dinamismo de saída e caminhar juntos no testemunho da alegria do Evangelho, da comunhão e do profetismo.

O tema “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída” será trabalhado em três eixos: a Alegria do Evangelho; Sinodalidade e comunhão; Testemunho e profetismo. Além disso, há um eixo transversal que percorre todo o documento “Igreja em saída na perspectiva ad gentes”.

O documento traz textos de estudos que fazem referência para todos os processos de preparação de congressos missionários, tais como: congressos diocesanos e regionais, simpósios, assembleias e encontros nas comunidades. No final de cada capítulo, o texto-base traz questões para aprofundar os eixos temáticos. Todo o material foi preparado por uma equipe de missiólogos membros da Rede Latino-americana de Missiólogos e Missiólogas (Relami) a partir do documento enviado pela Comissão teológica da Bolívia.

Durante o 4º CMN a metodologia do evento deverá girar em torno de quatro palavras inspiradoras, uma para cada dia: encontrar, contemplar, discernir e propor. O processo de preparação, iniciado em junho de 2016, com reuniões em Recife (PE), está em sintonia com a realização do 5º Congresso Americano Missionário (CAM 5), marcado para julho de 2018, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

O evento reunirá 600 delegados representantes dos 18 regionais da CNBB e outros 100 convidados, que serão hospedados pelas famílias da arquidiocese de Olinda e Recife. As inscrições devem ser efetuadas por meio dos Conselhos Missionários Regionais (Comires), conforme vagas disponibilizadas.

O 1º Congresso Missionário Nacional aconteceu em Belo Horizonte (MG) (2003). Já 2º aconteceu em Aparecida (SP) (2008) e o 3º em Palmas (TO) (2012).

Cartaz

O Cartaz destaca o conteúdo do Congresso em seus três eixos: Alegria do Evangelho; Sinodalidade e comunhão; Testemunho e profetismo. A arte evidencia a Igreja, Povo de Deus, formada por diferentes sujeitos da missão, de diversas idades e etnias (leigos e leigas, consagrados e consagradas, padres, diáconos, bispos e o papa). Todos caminham juntos depois de terem sido encontrados por Jesus Cristo como Igreja em saída ad gentes, enviada a testemunhar a alegria do Evangelho até os confins da terra. A Igreja peregrina traz a Palavra de Deus, fonte da missão. Carrega também, a Cruz das missões jesuíticas, que marcou a Bolívia e toda a América Latina, o principal símbolo do 5º Congresso Missionário Americano (CAM 5). A arte é uma criação do Ateliê15.

Poesia

O material traz ainda a poesia “Missão é partir” escrita por dom Hélder Câmara. O texto é uma homenagem ao bispo que, por duas décadas, esteve à frente da diocese de Olinda e Recife (PE). 

 

Missão é partir, caminhar,
deixar tudo, sair de si,
quebrar a crosta do egoísmo 
que nos fecha no nosso Eu.

É parar de dar voltas ao redor de nós mesmos,
como se fôssemos o centro do mundo e da vida.

É não se deixar bloquear nos problemas
do pequeno mundo a que pertencemos:
a humanidade é maior.

Missão é sempre partir,
mas não devorar quilômetros.

É sobretudo abrir-se aos outros como irmãos,
descobri-los e encontrá-los.

E, se para encontrá-los e amá-los é preciso atravessar os mares
e voar lá nos céus,
então Missão é partir
até os confins do mundo.

Dom Helder Câmara

Por CNBB, com Pontifícias Obras Missionárias

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