Igreja Católica - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Igreja Católica - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 As Igrejas que compõem a unidade Católica https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/as-igrejas-que-compoem-a-unidade-catolica/ Mon, 09 Sep 2019 18:16:43 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=56684 Quando Cristo rezou prevendo sua morte, pediu ao Pai, por três vezes, a unidade de seus seguidores. Tal oração encontra-se no evangelho de São João, onde se pode ler: “Pai, que todos sejam um, como eu e Tu, para que o mundo creia” (cf Jo. 17, 21). Na força desta oração, tem origem o termo Católico, cuja raiz está na língua grega (Katolikòs) que significa universal, totalidade, unidade de um povo.

Quando nos referimos ao termo Católico, normalmente pensamos na Igreja latina, sem nos recordarmos que, além do rito romano, há muitas outros que compõem a catolicidade da Igreja. Na verdade, existem hoje 24 igrejas sui iuris, ou seja, com organização própria tanto no seu ordenamento jurídico como na liturgia, mas todas unidas na comunhão romana, com a mesma doutrina, e reconhecendo o Papa como legítimo Sucessor de Pedro, prestando-lhe obediência.

De fato, a Igreja do rito latino, ou romano, é a maior em número, abrangendo todo o Ocidente e algumas áreas orientais. Muitas outras, porém, existem com certa autonomia em suas expressões e em sua organização interna. As mais conhecidas, no Brasil, são as dos ritos melquita, ucraniano, ortodoxo católico, além da Igreja Maronita, a Igreja Armênica.

O Concilio E. Vaticano II publicou o Decreto Orientalium Ecclesiarum com normativas para as Igrejas Orientais e diz em sua introdução: “A Igreja Católica aprecia as instituições, os ritos litúrgicos, as tradições eclesiásticas e a disciplina cristã das Igrejas Orientais. Com efeito, ilustres em razão da sua veneranda antiguidade, nelas brilha aquela tradição que vem dos Apóstolos através dos Padres e que constitui parte do patrimônio divinamente revelado e indiviso da Igreja universal”.

Porém, o termo Sui Iuris não foi usado pelo Concílio, que se refere às Igrejas Orientais como Ritos e teve certo cuidado ao usar o termo Igrejas Particulares referindo-se a elas, reconhecendo nelas algo específico em relação às dioceses do rito latino. As Igrejas sui iuris, agindo em comunhão plena com o Bispo de Roma, reconhecem nele não só símbolo, mas garantidor e responsável pela unidade entre os cristãos, pela autoridade que lhe cabe tanto nas áreas administrativas quanto teológicas.

No Codex Iuris Canonici Ecclesiae Orientalis, promulgado a 8 de outubro de 1990, pelo Papa João Paulo II, o termo aparece para designar tais grupos de cristãos organizados no Oriente de fortíssima tradição histórica, cujas bases se encontram na primitiva organização eclesial dos cinco patriarcados – Roma, Constantinopla (ou Bizâncio), Jerusalém, Antioquia e Alexandria – que já reconheciam o primado da Igreja de Roma.

Unidos como autênticos irmãos de várias tradições, vivendo em paz e harmonia com o Sucessor de Pedro, os cristãos reunidos numa única Igreja Católica, prosseguem seu caminho rumo à Igreja celeste, onde prevalece a mais perfeita unidade, na comunhão perpétua dos santos, regida pela Trindade Santíssima.

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo de Juiz de Fora

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Stephen Hawking e a Igreja Católica: 5 coisas que você não sabia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/stephen-hawking-e-a-igreja-catolica-5-coisas-que-voce-nao-sabia/ Thu, 15 Mar 2018 11:09:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51279 O famoso astrofísico Stephen Hawking faleceu nesta quarta-feira, 14 de março, aos 76 anos. Em meio ao seu ateísmo declarado e apesar de negar a existência de Deus, apresentamos alguns aspectos que o relacionaram com a fé católica.

1. A fé de sua ex-esposa em Deus salvou sua vida

“Por favor, Senhor, que Stephen esteja vivo!”, foi a prece desesperada que Jane Wilde expressou em voz baixa em 1985, quando lhe disseram por telefone que seu marido, o famoso cientista Stephen Hawking, teria que ser desconectado do respirador após entrar em coma por uma pneumonia.

Jane recorda esta cena em seu livro “Rumo ao infinito”, no qual conta que se apegou a Deus nesta ocasião como em muitas outras vezes “para resistir e manter a esperança” frente ao ateísmo fervente de seu marido doente, que desprezava e inclusive zombava de suas “superstições religiosas”, porque “a única deusa de Stephen Hawking é e sempre foi a Física”.

Wilde recordou que os médicos suíços lhe deram a entender que não havia nada a fazer e que, se ela autorizasse, desconectariam o respirador artificial para deixá-lo morrer com a mínima dor possível.

“Desconectar o respirador era impensável. Que final mais ignominioso para uma luta tão heroica pela vida! Que negação de tudo pelo que eu também tinha lutado! Minha resposta foi rápida: Stephen deve viver”, afirmou.

Os médicos se viram na obrigação de realizar uma traqueostomia que salvou a vida do cientista, mas também o deixou sem fala, obrigando-o a comunicar-se com a voz robótica de seu sintetizador.

2. Era membro da Pontifícia Academia das Ciências

No final do mês de novembro de 2016, Hawking chegou ao Vaticano para dar uma palestra sobre a origem do universo e levou algumas pessoas a se questionar sobre o que exatamente estava fazendo o astrofísico e autoproclamado ateu no coração da Igreja Católica.

A visita não era nada extraordinária, pois há algum tempo o astrofísico era membro da Pontifícia Academia das Ciências, da qual participam os 80 cientistas mais brilhantes do mundo, e estava na Cidade do Vaticano para seu encontro anual.

A religião não é um critério para os membros da Pontifícia Academia das Ciências. O presidente do grupo, Werner Arber, Prêmio Nobel de Medicina de 1978, é protestante. Há membros da Academia que são católicos, ateus, protestantes e membros de outras religiões.

Esta política aberta dos membros existe porque a Pontifícia Academia das Ciências foi pensada como um lugar onde a ciência e a fé possam se encontrar e discutir. Não é um foro confessional, mas um lugar onde é possível ter uma discussão aberta e examinar os futuros avanços científicos.

3. O seu ateísmo estava baseado na ciência?

O chanceler da Pontifícia Academia das Ciências, Dom Marcelo Sánchez Sorondo, recordou que perguntou a Hawking se ele havia chegado à conclusão de que Deus não existe como cientista ou com base em sua experiência de vida.

A esta pergunta, explicou o Prelado, “Hawking teve que admitir que a sua afirmação não tinha nada a ver com a ciência”.

Dom Sánchez Sorondo também disse que “o cientista descobre coisas que não havia colocado lá. Questionar quem colocou essas coisas lá é um tema teológico. O cientista só as descobre, o crente vê nelas a presença de Deus”.

4. Reconheceu que um sacerdote é o pai da teoria do Big Bang

Durante a sua conferência no Vaticano em novembro de 2016, Stephen Hawking prestou homenagem ao Pe. Georges Lemaitre, presidente da Pontifícia Academia das Ciências entre 1960 e 1966.

Hawking disse que o sacerdote belga era o verdadeiro pai da “Teoria do Big Bang” e não o físico George Gamow.

“Georges Lemaitre foi o primeiro a propor um modelo no qual o universo teve um começo infinitamente denso. Assim, ele e não George Gamow é o pai do Big Bang”, disse.

5. Encontrou-se com quatro Papas

Durante a sua visita ao Vaticano em 2016, Stephen Hawking foi recebido pelo Papa Francisco. Há alguns anos, ele também se encontrou com o Papa Emérito Bento XVI.

O astrofísico teve a oportunidade de conhecer São João Paulo e o Beato Paulo VI.

Por ACI Digital

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Dia Mundial de Luta Contra a Aids: rezemos pelos que sofrem com a doença https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dia-mundial-de-luta-contra-a-aids-rezemos-pelos-que-sofrem-com-a-doenca/ Fri, 01 Dec 2017 15:05:22 +0000 http://teste.toqueto.com/dia-mundial-de-luta-contra-a-aids-rezemos-pelos-que-sofrem-com-a-doenca.html Neste dia 1º de dezembro é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, uma doença que continua matando muitas pessoas. A Igreja Católica é a instituição que mais se preocupa pelas vítimas, atendendo um de cada quatro doentes no mundo inteiro.

Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (UNAIDS, em inglês), em 2014, 36.9 milhões de pessoas viviam com o HIV, ou seja, seres humanos que têm o vírus, mas que ainda não desenvolveram a doenças e para os quais é importante o uso dos antirretrovirais.

Em junho de 2015, apenas 15.8 milhões tinham acesso ao tratamento antirretroviral e mais de 50 por cento não podiam acessar ao mesmo, entre eles aproximadamente 1.8 milhões eram crianças.

Deste modo, somente em 2014, “aproximadamente 2 milhões de pessoas foram infectadas pelo HIV e 1.2 milhões de pessoas morreram com doenças relacionadas a Aids”, indicou UNAIDS.

Um dado preocupante divulgado pelos peritos é que a quantidade de pessoas que não sabem que estão infectadas ultrapassa os 17.1 milhões.

Ao contrário de muitos organismos e instituições que propõem métodos anticoncepcionais, como o uso do preservativo (camisinha) para impedir o Aids, a Igreja destaca que a fidelidade dos esposos e a castidade até o matrimônio é a forma mais segura para evitar todo tipo de doença de transmissão sexual.

São João Paulo II, por motivo da Jornada Mundial do Doente em 2005, enviou uma mensagem ao mundo e recordou que para combater a Aids de forma responsável “é preciso aumentar sua prevenção mediante a educação no respeito ao valor sagrado da vida e a formação na prática correta da sexualidade”.

“Com efeito, se são muitas as infecções por contágio através do sangue, especialmente durante a gestação, infecções que devem ser combatidas com todos os meios, muito mais numerosas são as que se contraem por via sexual e que podem ser evitadas, sobretudo, mediante um comportamento responsável e a observância da virtude da castidade”, enfatizou.

Até 2010, do total de pessoas infectadas no mundo com o HIV/Aids, aproximadamente 25% era atendida por alguma instituição da Igreja Católica. Esta percentagem aumentava no caso da África, onde a Igreja cuidava de aproximadamente 50% dos afetados por este flagelo.

Nos últimos anos, com o impulso do Papa Francisco, esta ajuda caridosa e de amor ao próximo aumentou, o que converte a Igreja em uma das instituições mais importantes a nível mundial neste tema.

Por isso, neste dia especial de luta contra a Aids, unidos a milhares de cristãos, propomos a seguinte oração para que Deus dê fortaleza àqueles que sofrem desta doença.

Oração pelos doentes de Aids

Deus nosso Pai, escuta nossa oração por aqueles que são vítimas da Aids, aqueles que estão em perigo de morte. Concede-lhes o conforto de tua presença, faze com que eles procurem tua face, e encontrem a força em ti que és a fonte da vida. Senhor Jesus, escuta nossa oração por aqueles que acabaram de descobrir que estão contaminados pelo vírus HIV, mas que ainda não estão doentes. Recorda-lhes que eles têm ainda uma vida diante de si: faze com que eles encontrem em Ti a Vida, o Caminho e a Verdade. Espírito Santo de Deus, escuta nossas orações por aqueles que cuidam das pessoas doentes da Aids. Concede-lhes a certeza da presença do Pai e do amor de Jesus. Concede-lhes teu conforto, dá-lhes tua paz. Pai, nós te pedimos que todos nós escutemos teu apelo nestas circunstâncias, um apelo a ajudar os outros. Nós te pedimos que todos façam penitência de suas imoralidades e modelem suas vidas sobre os conselhos que nos dá a tua Palavra. Ajuda-nos a fim de que possamos viver de maneira responsável, pensando não unicamente em nós mesmos, mas também naqueles que estão ao nosso redor. Nós te pedimos pelos cientistas e médicos que trabalham na pesquisa em busca de um remédio para combater a Aids. Nós te pedimos por tua Igreja. Guia-nos a fim de que possamos dar teu conforto àqueles que necessitam de ser apoiados. Cumula nossos corações de tua compaixão para que os contaminados pela Aids tenham a certeza de que a Igreja os ajudará. Guia-nos a fim de que saibamos como ajudar aqueles que necessitam. Isso nós te pedimos porque tua misericórdia por nós é imensa.

Senhor da misericórdia, escuta nossa oração. Amém.

Por ACI Digital

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De São João Paulo II a Francisco, o que a Igreja ensina sobre o uso da internet? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/de-sao-joao-paulo-ii-a-francisco-o-que-a-igreja-ensina-sobre-o-uso-da-internet/ Thu, 30 Nov 2017 10:29:37 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49663 Desde a sua divulgação massiva na década de 90, a internet tem sido objeto de debates sobre seu uso e repercussão como meio de comunicação; discussão que não é alheia à Igreja, que vê esta ferramenta como “um novo foro para a proclamação do Evangelho”.

Nesse sentido, levando em consideração que no dia 26 de novembro foi recordado o Beato James Alberione, padroeiro da internet, publicamos trechos dos ensinamentos da Igreja através dos três pontífices que a guiaram desde o surgimento da internet.

Novas formas de evangelização

Embora a idéia de uma rede interconectada de computadores tenha nascido com um propósito militar durante a Guerra Fria, após o desaparecimento da União Soviética e em boa parte dos regimes comunistas a rede começou a ser usada publicamente; tudo isso ocorreu durante o pontificado de São João Paulo II.

Nesse sentido, foi o Papa polonês viu esta nova ferramenta como “um novo foro para a proclamação do Evangelho”, como indicou em sua mensagem para o 36º Dia Mundial das Comunicações em 2002.

São João Paulo II recordou que, ao longo da história da evangelização, a Igreja “teve de ultrapassar também muitos confins culturais”, cada um dos quais exigiu renovadas energia e imaginação, como ocorreu “na época das grandes descobertas, a Renascença e a invenção da imprensa, a Revolução Industrial e o nascimento do novo mundo”.

Nesse sentido, indicou que a mesma coisa acontece com o surgimento da Internet, “um novo ‘foro’” e uma nova fronteira dos outros tempos, também esta está “cheia da ligação entre perigos e promessas”.

“Embora a Internet nunca possa substituir aquela profunda experiência de Deus, que só a vida concreta, litúrgica e sacramental da Igreja pode oferecer, ela pode certamente contribuir com um suplemento e um apoio singulares, tanto preparando para o encontro com Cristo na comunidade, como ajudando o novo crente na caminhada de fé, que então tem início”, assinalou São João Paulo II.

Um apelo à geração digital

Depois de assumir a missão de Sucessor de Pedro em 2005, Bento XVI demonstrou que não está longe da nova realidade no mundo das comunicações e em 12 de dezembro de 2012, lançou a conta oficial do Twitter @pontifex, através da qual ele colocou o papado no mundo das redes sociais.

Além disso, três anos antes, em sua mensagem para o 43º Dia Mundial das Comunicações Sociais, o então Pontífice assegurou que as novas tecnologias são “um dom” e incentivou os jovens, “a geração digital”, a fazer um bom uso dela a fim de promover uma cultura do encontro e anunciar o Senhor Jesus.

Também se dirigiu aos criadores de conteúdos. Indicou que “se as novas tecnologias devem servir o bem dos indivíduos e da sociedade, aqueles que as usam devem evitar compartilhar palavras e imagens degradantes para o ser humano e, portanto, excluir o que causa ódio e intolerância, degrada a beleza e a intimidade da sexualidade humana, ou o que explora os fracos e indefesos”.

Bento XVI convidou os jovens católicos a “levar ao mundo digital o testemunho da sua fé”, especialmente aos seus coetâneos, porque “vocês conhecem os seus temores e as suas esperanças, seus entusiasmos e suas desilusões”.

Um dom de Deus

Assim, seguindo o caminho traçado pelos seus predecessores, o Papa Francisco mencionou a realidade da internet em sua mensagem do 48º Dia Mundial das Comunicações em 2014, ressaltando que a “a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus”.

Um ano antes, ao receber os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos, Francisco explicou que é preciso aprender a discernir “entre as oportunidades e os perigos da rede” para “conduzir os homens ao rosto luminoso do Senhor”.

Nesse sentido, assegurou que a presença da Igreja na rede é indispensável, sempre com estilo evangélico, “para despertar as perguntas incessantes do coração sobre o sentido da existência e indicar o caminho que conduz Àquele que é a resposta, a Divina Misericórdia feita homem, o Senhor Jesus”.

Por ACI Digital

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Protagonismo dos cristãos leigos e leigas https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/protagonismo-dos-cristaos-leigos-e-leigas/ Fri, 03 Nov 2017 08:38:04 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49345 Leigos e leigas passam a ocupar um papel protagonista no cenário de nossos dias. A título de exemplo, o menosprezo das elites políticas à capacidade dos cidadãos comuns de contribuírem com a gestão pública, já não se sustenta mais. Estes reivindicam, como nunca antes, o direito à participação direta e ativa na vida pública, desmistificando a ideia de que são leigos no assunto. O conceito de que leigos e leigas são ignorantes é ideológico, ou seja, falso.

O próprio Dicionário Aurélio atribui, ideologicamente, o conceito de leigo a quem não tem conhecimentos em determinaria área. Assim se assumem muitas pessoas ao se referirem a um assunto que não entendem. Por isso, o senso comum, atribuiu ao leigo o caráter de “não instruído”. Essa maneira de conceituar determinadas pessoas perpassou também o mundo cristão, atribuindo aos que não recebiam as ordens sacras, o caráter laical, com uma carga de negatividade.

A Igreja Católica despertou-se para a superação dessa ideologia por um processo reivindicatório de seus organismos laicais, ao longo do século passado, o qual favoreceu o desenvolvimento de uma conceituação positiva do leigo e da leiga, a partir do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965) a ponto de atribuir-lhes o caráter de “sujeitos”, como preconiza a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em seu documento “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz do Mundo (Mt 5,13-14)”, de 2016.

É notório que o termo “cristão” aparece, agora, agregado ao termo “leigo”, sugerindo a prioridade ao “ser cristão”, enquanto o termo leigo adquiriu densidade de significado. Esse termo deriva do grego “Laos”, que significa “povo”. Isso significa que leigo é membro de um povo, denotando no contexto da Igreja, entendida como Povo de Deus, sua condição de sujeito com dignidade igual à de todos os demais sujeitos eclesiais.

Por séculos, a Igreja valorizou mais os clérigos, em detrimento dos cristãos leigos e leigas. Com o Concílio Vaticano II, estes recuperaram sua identidade e sua importância como membros de um mesmo corpo, que é a Igreja, constituída por batizados, como uma única categoria de cristãos. Os cristãos leigos e leigas passaram a ser entendidos como partícipes do sacerdócio comum dos fiéis, fundado no único sacerdócio de Cristo, conferido pelo batismo.

Essa ideia do Concílio Vaticano II foi recordada pelo Papa Francisco por ocasião da Assembleia da Pontifícia Comissão para a América Latina, em 2016, dizendo que “a Igreja não é uma elite de sacerdotes, consagrados, bispos, mas que todos formamos o povo santo fiel de Deus”. Por isso, os cristãos leigos e leigas devem participar plenamente da vida da Igreja, priorizando sua missão nas realidades em que se fazem, quotidianamente, presentes. Sua índole secular lhe é própria, pois estão no mundo. Desde e nessa realidade exercem a sua missão.

A índole secular dos cristãos leigos e leigas além de ser importante, se mostra agora, urgente, devido, sobretudo ao déficit de sua presença e atuação na vida pública. Necessitamos suas vozes no âmbito político, interpela-nos o Papa Francisco. Que sua interpelação nos ajude a realizar o Ano Nacional do Laicato, desde sua abertura oficial na solenidade de Cristo Rei, no próximo dia 26 de novembro, estimulando o protagonismo em curso dos cristãos leigos e leigas.

Por Dom Reginaldo Andrietta – Bispo de Jales

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Participação católica em evento da Reforma encoraja caminho ecumênico https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/participacao-catolica-em-evento-da-reforma-encoraja-caminho-ecumenico/ Wed, 13 Sep 2017 09:07:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48412 Com o final da Exposição mundial da Reforma no último domingo em Wittenberg, Alemanha, concluiu-se também a participação de diversas iniciativas católicas no evento, agrupadas pelo título “Católicos na cidade de Lutero”.

“Se inicialmente o número de visitantes foi baixo, isto mudou no decorrer da mostra. A participação católica em Wittenberg foi uma expressão concreta da crescente convivência ecumênica em nosso país”, destacou o Bispo da cidade alemã, Dom Gerhard Feige, também Presidente da Comissão Ecumênica da Conferência Episcopal alemã.

“Orientados a Cristo, nós católicos no ano da Reforma 2017, ao lado de nossas irmãs e irmãos evangélicos, pudemos celebrar uma festa de Cristo que interrompe as divisões e  os confrontos dos jubileus da Reforma dos séculos precedentes. Esta experiência nos dá a coragem de prosseguir ecumenicamente”, observou.

A presença católica ofereceu, entre outros, um espaço para encontros e outro para oração. Ademais, a cada semana as dioceses e associações católicas revezaram-se para animar eventos especiais.

“Agradeço a todos aqueles que tornaram possível a realização” destas iniciativas, disse o prelado.

“Estávamos ali! Isto, para ,mim, já é um sinal ecumênico importante, que não deve ser subestimado pelos seus efeitos internos e externos”.

Por Rádio Vaticano

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Terceiro Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/terceiro-dia-mundial-de-oracao-pelo-cuidado-da-criacao/ Fri, 01 Sep 2017 11:28:45 +0000 http://teste.toqueto.com/terceiro-dia-mundial-de-oracao-pelo-cuidado-da-criacao.html Celebra-se, nesta sexta-feira, 1° de setembro, o Terceiro Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, instituído pelo Papa Francisco em 15 de setembro de 2015, um evento que tem caráter ecumênico por ser comemorado com a Igreja Ortodoxa.

Para esta ocasião o Santo Padre publicou o seguinte tuíte: “Senhor, ensinai-nos a contemplar-vos na beleza da criação e despertai a nossa gratidão e o nosso sentido de responsabilidade”.

Segundo Francisco, o objetivo do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação proporciona aos fiéis e às comunidades eclesiais a preciosa oportunidade para renovar a adesão pessoal à própria vocação de guardião da criação; esta data é uma ocasião para elevarmos a Deus um hino de ação de graças pela sua obra maravilhosa que confiou aos nossos cuidados, invocando a sua ajuda para a proteção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos”.

«Como cristãos, diz o Papa, queremos oferecer a nossa contribuição para superar a crise ecológica que a humanidade está vivendo. Por isso, devemos, antes de tudo, buscar no nosso rico patrimônio espiritual as motivações que alimentam a paixão pelo cuidado da criação.

Francisco recorda que a “crise ecológica impele a uma profunda conversão espiritual” e frisa que “os cristãos são chamados a uma conversão ecológica”. Assim o Santo Padre compartilha as preocupações do Patriarca Ecumênico, Bartolomeu I, sobre o cuidado e o futuro da criação.

Neste contexto ecumênico, o Papa expressa seu desejo de que esta iniciativa possa envolver outras Igrejas e comunidades eclesiais e celebrar o evento em sintonia com o Conselho Mundial de Igrejas.

Em sua preciosa Encíclica ecológica “Laudato si”, Francisco recorda que a terra “pode ser comparada a uma irmã, com quem partilhamos a existência, e a uma mãe, que nos acolhe nos seus braços”. Mas, frisa o Papa, sabemos que a terra está sendo maltratada e saqueada e seus gemidos se unem aos clamores de todos os abandonados do mundo.

Por isso, o Santo Padre convida todos a ouvir esses gemidos e clamores, e os exorta a uma “conversão ecológica”, ou seja, a “mudar de rumo”, assumindo a responsabilidade e o compromisso do “cuidado da casa comum”, a Criação.

O Planeta nos pertence, conclui a Encíclica, e, portanto, devemos defender a natureza e agir com responsabilidade na preservação de seus recursos, que vão além do papel dos ecologistas. Esta também é missão da Igreja!

Leia na íntegra a mensagem conjunta do Papa Francisco e do Patriarca Bartolomeu I para o Dia Mundial de Oração pela Criação aqui.

Por Rádio Vaticano

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Iniciativas de jornadas de oração pela criação vão de 1/9 a 4/10 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/iniciativas-de-jornadas-de-oracao-pela-criacao-vao-de-19-a-410/ Thu, 31 Aug 2017 10:11:59 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48214 Esta é a terceira vez que a Igreja Católica participa do Dia Mundial de Oração pelo cuidado da Criação, após a data ser instituída pelo papa Francisco, em 2015. Nesta edição, haverá o “Tempo da Criação”, que se inicia amanhã, dia 1º de setembro, que marca a data propriamente dita, até o dia 4 de outubro, quando a Igreja celebra São Francisco de Assis, autor do Cântico das Criaturas e inspiração para o pontificado de Mário Jorge Bergoglio.

Líderes cristãos e ambientais de todo o mundo estarão à frente de um serviço de oração, reflexão e música para celebrar o Dia da Criação e o início da Temporada de Criação, de acordo com o Movimento Católico Global pelo Clima.

Com o apoio da ACT Alliance, da Rede Mundial de Oração do papa, do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e da Rede Ambiental de Comunhão Anglicana, serão promovidas ações simbólicas em frente a minas de carvão, poços de fracking e outros locais de destruição ecológica. O envolvimento do papa com a questão ambiental está expresso nas reflexões e propostas apresentadas na encíclica Laudato Si’ – sobre o cuidado da casa comum.

Nas celebrações deste ano, de acordo com os organizadores, as comunidades cristãs estarão engajadas em ações simbólicas em áreas de mineração de carvão, fracking e outros locais de destruição ecológica. No dia 24 de setembro, uma ação simbólica ocorrerá em Taize, França, na Conferência Europeia da Comissão de Justiça e Paz, intitulada “Comunhão para responder ao grito da terra e ao grito dos pobres”.

Várias conferências episcopais, incluindo o Conselho das Conferências Episcopais Europeias (CCEE), a Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia (COMECE) e a Conferência das Igrejas Europeias (CEC) serão convidadas.

Ações no Brasil

No Brasil, serão promovidas algumas atividades em âmbito local, conforme incentivado pelos organizadores, que disponibilizaram um mapa com as ações em todo o mundo.

A Pastoral da Ecologia de Santos (SP) estará reunida no Santuário de Santo Antônio do Valongo. Outro evento do tipo é preparado em Anápolis (GO) para o dia 7 de setembro, por iniciativa do Secretariado de Justiça, Paz e Integridade da Criação dos Franciscanos.

Também acontecerão eventos ecumênicos de oração pela criação: em São José dos Campos (SP), será na praça monsenhor Ascânio Brandão, com envolvimento das Igrejas Católica Apostólica Romana, Ortodoxa Russa – Patriarcado de Moscou e a Evangélica de Confissão Luterana do Brasil. A promoção é da Comissão Socioambiental da diocese de São José dos Campos.

Outro evento ecumênico será realizado em Lagoa Vermelha (RS) pela Escola Estadual Professora Delfina Loureiro, no dia 25 de setembro, com o tema “Sustentabilidade e cuidado da Criação”.

Em Bom Retiro do Sul (RS), será realizado o evento inter-religioso de oração pela criação, com organização do grupo Juventudes, Direitos e Fé por uma mobilização inter-religiosa. A ação de 15 a 17 de setembro envolverá católicos, umbandistas, espíritas, anglicanos, luteranos e hinduístas.

“É possível criar alternativas que possibilitem um mundo habitável diante da escassez de recursos. Além da urgente discussão sobre a realidade ambiental, as juventudes brasileiras enfrentam situações de extrema vulnerabilidade”, considera o grupo.

A comunidade Imaculada Conceição, da paróquia Senhor Ressuscitado, em Pelotas (RS), celebrará a missa do dia 1º outubro com a intenção da encíclica Laudato Si’.

No site da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) está disponível uma oração adaptada pela assessora da área de Missões da entidade, irmã Josciêda Menezes. Também foram recordadas as duas mensagens do papa Francisco preparadas para a ocasião.

Por CNBB

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Vaticano divulga estatísticas sobre a Igreja católica na Colômbia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/vaticano-divulga-estatisticas-sobre-a-igreja-catolica-na-colombia/ Wed, 30 Aug 2017 10:25:28 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48198 Um país com mais de 48 milhões de habitantes, sendo a grande maioria católica. Assim é a Colômbia, país que o Papa Francisco vai visitar na próxima semana. Nesta terça-feira, 29, o Vaticano divulgou algumas estatísticas sobre a Igreja no país, com base em dados do Escritório Central da Estatística da Igreja.

As informações são referentes a 31 de dezembro de 2015 e mostram que, de 48 milhões e 203 mil habitantes, 45 milhões e 257 mil são católicos, o que resulta em 93, 9 católicos a cada 100 habitantes. São 78 circunscrições eclesiásticas, 4.397 paróquias e quase três mil outros centros pastorais.

A Colômbia conta com o ministério de 7.236 padres diocesanos e 2.324 sacerdotes religiosos. Com relação ao número de bispos, este somava 128 até o dia 15 de julho de 2017. Seguindo a vocação sacerdotal, são 2.995 seminaristas menores e 3.416 seminaristas maiores. Os leigos também trabalham na evangelização: são 33.358 missionários leigos e 55.376 catequistas.

Não faltam no país diversos centros da Igreja relacionados ao âmbito educativo. Chega a 4.167 o número de centros de instrução que são de propriedade ou dirigidos por eclesiásticos ou religiosos, somando escolas maternais e primárias até instituições de ensino médio e superior.

Com relação ao trabalho de cunho caritativo-social, também há órgãos que são de propriedade da Igreja ou dirigidos por eclesiásticos ou religiosos. São 100 hospitais, 120 ambulatórios, 383 casas para idosos e portadores de deficiências e 604 orfanatos, dentre outros.

Visita do Papa

O Papa Francisco chega à Colômbia na próxima quarta-feira, 6. A quarta viagem internacional de Francisco em 2017 acontece em um momento de reconciliação no país, que vive um processo de paz, marcado pelo recente acordo entre o governo e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O tema da visita do Papa é significativo nesse contexto de reconciliação: “Demos o primeiro passo”.

No país, Francisco terá encontro com autoridades civis e religiosas e vai presidir celebrações eucarísticas, momentos de encontro com a multidão de fiéis católicos que se preparam para acolhê-lo. Um dos momentos mais esperados será no dia 8 de setembro: o Encontro de Oração pela Reconciliação Nacional. Também nesse dia o Papa vai beatificar o bispo Jesús Emilio Jaramillo Monsalve e o sacerdote Pedro María Ramírez Ramos, conhecido como o “Cura de Armero”.

Francisco vai ser o terceiro pontífice a visitar a Colômbia, depois do Papa Paulo VI, em 1968, e de São João Paulo II, em 1986. 

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

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Papa solidário com vítimas do ataque à igreja na Nigéria https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-solidario-com-vitimas-do-ataque-a-igreja-na-nigeria/ Mon, 07 Aug 2017 13:21:21 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-solidario-com-vitimas-do-ataque-a-igreja-na-nigeria.html Ao ser informado do ataque contra uma igreja católica na Nigéria, em que 11 pessoas foram mortas domingo (06/08), o Papa Francisco enviou uma mensagem de pesar ao bispo de Nnewi, Dom Hilary Paul Odili Okeke.

“Entristecido pelo violento ataque à Igreja Saint Philip, de Ozubulu, Sua Santidade estende suas condolências a todos os fiéis da Diocese de Nnewi, especialmente às famílias da vítimas e aos atingidos pela tragédia e invoca as bênçãos consoladoras para todos”.

A mensagem é assinada pelo Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado.

Conflitos étnicos na raiz do caso

As investigações iniciais apontam como causa da tragédia uma vingança tribal, e não o terrorismo. O local onde ocorreu o ataque não é ameaçado pelo grupo islâmico Boko Haram, que costuma perpetrar atentados contra cristãos e muçulmanos, tem como alvo principal o nordeste do país. Já a Diocese de Nnewi, onde se situa Ozubulu, está no estado meridional de Anambra e é habitada em maioria por cristãos.

Dom Ignatius Ayau Kaigama, arcebispo de Jos, no centro do país, se encontra em Roma e declarou à RV que “o sul da Nigéria é aonde a Igreja Católica está presente há mais tempo; os primeiros missionários chegaram em 1885. Neste território acontecem episódios ligados a questões de terra e agricultura, mas um ataque como este era inesperado”.

Dom Kaigama reza para que esta brutalidade permaneça um ‘caso isolado’ e acrescenta: “Vivemos tantos problemas na Nigéria e não queremos que a tensão aumente. Precisamos de paz porque nosso país tem muitos recursos, que se forem bem usados podem nos fazer viver em paz”.

Por Rádio Vaticano

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