Ideologia de Gênero - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Ideologia de Gênero - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Ideologia de gênero é tema de debate no Conselho Permanente https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/ideologia-de-genero-e-tema-de-debate-no-conselho-permanente/ Thu, 22 Feb 2018 08:03:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50923 O bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Bosco Barbosa de Sousa, apresentou ao Conselho Permanente, na manhã desta quarta-feira, 21, a proposta de texto sobre a ideologia de gênero.

O documento, preparado pela Comissão com o apoio de estudiosos da área de Bioética e professores, apresentará citações do papa Francisco sobre o tema, considerações de documentos da Congregações para a educação católica e do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

De acordo com dom João Bosco Barbosa de Sousa, o texto terá um sentido pastoral e deverá ser oferecido nos moldes do subsídio sobre a recepção da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris Laetitia, lançado no ano passado pela Conferência.

Na primeira parte do texto em debate pelos bispos, dom Bosco ressalta o desejo de a Igreja “não abrir mão de defender os mais frágeis”. Na sequência, é proposta uma leitura acadêmica sobre os conceitos que estão por trás da chamada ideologia de gênero, além das consequências da disseminação desses conceitos. Ainda há sugestões de ações da Igreja diante dessa realidade em várias frentes, como a família, educação, juventude, comunicação e no campo político.

Dom João Bosco destacou a intenção de oferecer o documento às pessoas que “estão com a mão na massa”, como agentes de Pastoral Familiar que apontaram para a necessidade compreender a questão dessa ideologia.

O bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, lembrou que o conselho havia apontado a necessidade de um pronunciamento da Conferência Episcopal a respeito do tema. E dedicou parte da segunda sessão da manhã desta quarta-feira para receber as contribuições dos membros do conselho. A votação do texto final deve ficar para a próxima reunião do Conselho Permanente.

Por CNBB

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Cardeal Sarah: revolucionários do gênero querem destruir a família cristã https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-sarah-revolucionarios-do-genero-querem-destruir-a-familia-crista/ Tue, 22 Aug 2017 10:11:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48055 O Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, advertiu que os novos revolucionários da ideologia do gênero querem destruir a família cristã porque representa “tudo o que odeiam”.

Assim indicou o originário da Guiné (África) na Missa que presidiu no domingo, 13 de agosto, por ocasião dos 700 anos das dioceses francesas de Lucon e Maillezais, segundo informa Famille Chrétienne.

“Hoje, mais do que nunca, os ideólogos da revolução querem aniquilar o lugar natural da doação de si, da generosidade alegre e do amor. Quero falar da família! A ideologia do gênero, o desprezo da fertilidade e da fidelidade são os diversos lemas desta revolução. As famílias se converteram nos novos vandeanos a exterminar”.

O Cardeal lamentou que atualmente “planejem metodicamente o seu desaparecimento, como aconteceu em La Vendée. Esses revolucionários se inquietam ante a generosidade das famílias numerosas. Zombam das famílias cristãs porque elas representam tudo o que eles odeiam”.

La Vendée é uma região francesa onde os defensores da Revolução de 1789 assassinaram mais de 100 mil católicos que se recusaram a unir-se a eles e foram assassinados de formas especialmente cruéis entre 1793 e 1794.

O genocídio contra os católicos, que tinham um exército consagrado ao Coração de Jesus, é conhecido como “A Guerra de La Vandée”.

O Purpurado denunciou que os revolucionários da ideologia de gênero “estão prontos para lançar na África as novas colonizações infernais para pressionar as famílias e impor a esterilização, o aborto e a contracepção. África, como La Vendée, resistirá!”.

“Em todos os lugares, as famílias cristãs devem ser as alegres pontas de lança de uma revolta contra esta nova ditadura do egoísmo! Agora está no coração de cada família, de cada cristão, de todo homem de boa vontade, que surja uma Vendée interior!”.

A autoridade vaticana disse que “a alma dos mártires” de La Vendée “nos envolve neste lugar. O que eles nos dizem? O que eles nos transmitem? Primeiramente, a coragem”.

“Já é hora, queridos irmãos, de ir contra o ateísmo prático que asfixia as nossas vidas! Rezemos pelas famílias, coloquemos Deus em primeiro lugar. Uma família que reza é uma família que vive! Um cristão que não reza, que não sabe dar um lugar a Deus no silêncio e na adoração, acaba morrendo”.

O Cardeal Sarah enfatizou que “os mártires vandeanos nos ensinam o sentido da generosidade e do dom gratuito de si mesmo. Somente o amor generoso, o dom desinteressado da vida, pode vencer o ódio contra Deus e contra os homens, que é a origem de toda a revolução. Os vandeanos nos ensinaram a resistir a todas essas revoluções”.

“Mostraram-nos que diante das colonizações infernais, como aconteceu nos campos de extermínio nazistas, diante dos gulags comunistas, como diante da barbárie islamista, não há mais do que uma resposta: o dom de si mesmo, de toda a vida. Só o amor vence ante os poderes da morte!”.

O Purpurado africano exortou a não deixar que “desapareça de nós o dom generoso e gratuito. Como os mártires de La Vendée, observemos a fonte do seu dom no coração de Jesus”.

“Rezemos para que uma grande e alegre Vendée interior se levante na Igreja e no mundo!”, concluiu.

O genocídio contra os católicos de La Vendée

O genocídio perpetrado por partidários da Revolução Francesa que devastou a região católica de La Vendée provocou mais de 100 mil mortes entre os anos 1793 e 1794.

Os revolucionários não suportavam que a região católica não quisesse se submeter às suas ideias e não queria se somar às guerras que iniciaram contra Inglaterra, Espanha, Holanda e Itália; e que, além disso, tivesse organizado um exército muito bom que estava consagrado ao Coração de Jesus, no qual os soldados avançavam rezando o rosário.

A crueldade dos revolucionários incluiu afogamentos em massa de mulheres, assassinatos de crianças em fornos de pão, envenenamento da água de povoados inteiros; entre outros horrores sofridos pelos católicos em nome da revolução.

Os revolucionários usavam até mesmo os cadáveres dos falecidos para conseguir gordura e pele, que era curtida na cidade de Meudon.

Entre as diversas atrocidades sofridas pelos católicos está a aniquilação de um povoado inteiro depois do envenenamento das suas águas – algo que fizeram em muitos outros lugares. Os revolucionários reuniram todos os sobreviventes em uma igreja, assassinaram com baioneta cerca de 600 pessoas, e logo depois destruíram o templo.

Os escombros do local foram removidos somente em 1863, quando enterraram os cadáveres.

Por ACI Digital

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Outra vez ideologia de gênero https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/outra-vez-ideologia-de-genero/ Fri, 24 Mar 2017 09:48:31 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45091 Sei que há opiniões divergentes. A questão “gênero” é uma das polêmicas mais debatidas na atualidade. O que deverão prevalecer? As correntes do modismo, os interesses particularizados de minorias, ou o bom senso da razão?  O que se está propondo (ou impondo) é uma revolução dos conceitos e dos costumes. As revoluções podem ser boas ou más, mudar para melhor ou para pior. Elas são geralmente resultado de uma ideia que, de alguma forma, pegou. Porém, também nem sempre o que pegou é bom. A ideias nazistas e fascistas pegaram, à época, mas não eram boas e geraram guerra mundial. As consequências vão demonstrar onde está a verdade. Mas, pela experiência da história, podemos evitar desastres desnecessários. 

O critério para decisões nas horas acaloradas não pode ser outro senão o respeito à ordem natural das coisas, a dignidade das pessoas, e a legitimidade do método.  No caso da agenda de gênero, me parece haver vários enganos que poderão causar danos irreparáveis. Em primeiro lugar, afirmar que ninguém nasce homem ou mulher e que isso é resultado pura e simplesmente das influências sociais, é evidente e clamoroso equívoco, uma vez que desconhece, de forma absoluta, o dado biológico. Por natureza, os seres vivos são criados em machos e fêmeas, e isso não é apenas um acaso, mas a ordem natural que possibilita a procriação e a harmonia entre os seres vivos. A natureza já nos traz prontos e isto não pode ser encarado como uma agressão da mesma. Há coisas que devem ser recebidas como um dom e não como uma imposição. Seria uma deformação psicológica ver em tudo opressão. Você, se nasceu no Brasil, nasceu brasileiro, se nasceu no Japão, será sempre japonês. Ainda que você, por opção, se naturalize em outro país, a sua origem nunca poderá ser negada. Há, portanto, um dado original que lhe determina a existência. 

No campo da sexualidade, se ao caminhar da vida algo de diferente apareceu no organismo psicológico ou em opções pessoais, trata-se de exceção e deve ser visto, respeitosamente, como tal. As pessoas não têm culpa de terem esta ou aquela tendência. Mas é preciso tratar as coisas com objetividade. Se você, por exemplo, se sente japonês num corpo brasileiro, todos o respeitarão, mas seria um contra-senso exigir que a todos nasçam sem nacionalidade ou naturalidade definida, e tentar criar legislação que proibisse todas as pessoas de se reconhecerem como tais, dando-lhes o pseudodireito, antinatural, de esperar ter a idade da razão para saber se quer ser brasileiro, japonês, ou ter qualquer outra naturalidade.  

Se se procura com o respeito pelas opções, é necessário observar que a liberdade das opções tem limites e consequências. Mesmo as opções por algo que julgo bom, devem ser averiguadas. É preciso saber se vão causar danos a alguém, ao grupo humano de que fazemos parte e até à humanidade inteira. Por exemplo, a opção pelo desmatamento pode ser julgada por alguém como algo bom, pois poderá gerar lucros e para estes autores da desflorestização o lucro é tentador. Mas, sabemos que tal ato causa um grande prejuízo ao meio ambiente e gera situações de morte para pessoas humanas e outros seres vivos. 

Os métodos para conseguir prevalecer ideias devem ser legítimos e respeitosos. Não me parece que isto esteja acontecendo, com relação à ideologia de gênero. A instrumentalização da mídia com casuísmos dramáticos, com exemplos particularizados, a forma de impor tal agenda nos planos municipais de educação, de juventude, da mulher e outros, além do uso de material didático, verdadeira literatura pornográfica, já distribuído nos últimos anos sem nenhuma aprovação, não tem nada de democrático. 

O direito das famílias de educarem seus filhos conforme suas consciências e suas crenças é totalmente desprezado, não lhe reconhecendo nenhum direito de falar, de argumentar ou de optar por algo que lhe seja valor inalienável, e se o fizer será pejorativamente criticado com termos como conservadorismo, homofobia, atitude contra os direitos das mulheres e outros. 

Aos cristãos, sejam católicos ou evangélicos, constituidores da grande maioria do povo brasileiro, eu ofereceria a Palavra do Senhor que nos chama a lutar com destemor: “No mundo tereis provações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16, 33). Já enfrentamos coisas piores na história, mas sempre venceu o bom senso e a ordem estabelecida por Deus. No espírito da Quaresma que prepara a Páscoa, lutemos com as aramas da paz e da justiça, do respeito, da coragem e do amor, certos de que a vitória será da vida, pois Cristo venceu o pecado e a morte, ressuscitou e está vivo para sempre.

Por Dom Gil Antônio Moreira – Arcebispo de Juiz de Fora

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