história - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png história - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 São Tomé, o Apóstolo de Cristo, esteve no Brasil? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/sao-tome-o-apostolo-de-cristo-esteve-no-brasil/ Tue, 04 Jul 2017 10:39:20 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47212 Depois que os portugueses chegados ao Brasil começaram a se comunicar com as tribos locais, no século XVI, ouviram os índios falarem de um homem santo que tinham visto caminhar sobre as águas do mar e de uma grande Cruz que vinha diante dele. Esse homem tinha ensinado muitas coisas aos seus ancestrais e era por eles chamado de “Sumé”.

Alguns relatos históricos e indícios materiais embasam a teoria que identifica nesse homem ninguém menos que o Apóstolo São Tomé.

De fato, é tradição antiga entre os índios que aquele Apóstolo a quem chamavam Sumé tinha vindo ao Brasil e os ajudara a cultivar a terra. Sumé tinha ensinado os índios brasileiros a adorarem e servirem a Deus e não ao demônio, a não terem mais de uma mulher e a não comerem carne humana.

Do Rio Grande do Sul ao Maranhão, passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba e Ceará, encontram-se vestígios, lendas e tradições que falam da suposta passagem de São Tomé pelo país.

Na Bahia, em uma praia do extremo sul de Salvador chamada precisamente São Tomé de Paripe, há uma fonte perene de água doce que brota de um penedo junto a certas pegadas: segundo a tradição, ali desceu São Tomé.

Perto de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, existe outro penedo que parece ter levado várias bordoadas: segundo os índios, elas foram impressas pelo bordão de São Tomé numa ocasião em que eles tinham resistido à doutrina ensinada pelo Apóstolo.

Quem foi São Tomé

Ele pertencia ao grupo dos Doze Apóstolos de Cristo, chamado pessoalmente por Jesus apesar das suas fraquezas e até mesmo crises de fé. A ele, Jesus disse uma das frases mais importantes de todo o Evangelho a respeito de Si mesmo:

“Tomé lhe disse: ‘Senhor, nós nem sabemos para onde vais. Como poderíamos saber o caminho?’. Jesus lhe disse: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim’” (Jo 14,6).

Tempos depois, quando Jesus apareceu aos Apóstolos após a Ressurreição, Tomé não estava presente. Mas o Mestre voltou a lhes aparecer oito dias depois:

“Os discípulos encontravam-se reunidos na casa e Tomé estava com eles. Estando as portas fechadas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: ‘A paz esteja convosco’. Depois disse a Tomé: ‘Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!’. Tomé respondeu: ‘Meu Senhor e meu Deus!’” (Jo 20,26-28).

Meditando sobre este episódio, o Papa São Gregório Magno comenta:

“A incredulidade de Tomé não foi um acaso; ela foi prevista nos planos de Deus. O discípulo que, duvidando da Ressurreição do Mestre, pôs as mãos nas Suas chagas curou assim a ferida da nossa própria incredulidade”.

Segundo a tradição oriental, São Tomé teria ido, depois do Pentecostes, evangelizar a Índia, onde morreu, martirizado, testemunhando a fé e o amor cristão.

Por Aleteia Brasil

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Pôncio Pilatos existiu de verdade? Evidência arqueológica demonstra que sim https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/poncio-pilatos-existiu-de-verdade-evidencia-arqueologica-demonstra-que-sim/ Thu, 04 May 2017 10:47:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46063 A recente emissão de “A Pedra de Pilatos”, parte de um especial da CNN, renovou a inquietude pelas evidências históricas e arqueológicas da existência de Pôncio Pilatos, governador da Judeia durante o julgamento e crucificação de Jesus.

Em 5 de março de 2017, a rede televisiva CNN estreou “A Pedra de Pilatos”, primeiro episódio da segunda temporada de Finding Jesus (Encontrando Jesus), que apresenta os detalhes conhecidos da vida do procurador romano que condenou Jesus Cristo à crucificação.

Mas, quais são as evidências arqueológicas que comprovam a existência de Pilatos?

Em 1961, os arqueólogos liderados pelo Dr. Antonio Frova descobriram em Cesária Marítima, uma cidade romana antiga ao longo da costa mediterrânea de Israel, um fragmento de pedra calcária na qual foi gravada uma inscrição com o nome de Pôncio Pilatos.

A placa de 82 cm de largura e 68 cm de altura, que pode ser encontrada atualmente no Museu de Israel (Jerusalém), foi escrita em latim e colocada em uma das escadas do anfiteatro de Cesárea.

A inscrição diz o seguinte: “Pôncio Pilatos, prefeito da Judeia, dedicou ao povo de Cesaréia um templo em honra a Tibério”.

A informação descrita coincide com o reinado do imperador Tibério entre os anos 14 e 37 d.C. e também com o cronograma bíblico descrito no Novo Testamento: Lucas, em seu Evangelho, se referiu a Pilatos como o governador romano da Judeia durante o reinado de Tibério César.

Além dos Evangelhos, vários historiadores pagãos da época também escreveram sobre o procurador romano.

Cornélio Tácito, historiador romano do século I, mencionou Pilatos em um de seus escritos: “Imputou os cristãos que tomam o nome de Cristo, o qual durante o reinado de Tibério havia sido condenado à morte pelo procurador Pôncio Pilatos”.

Também falou sobre ele Flavio Josefo, historiador que participou na guerra dos judeus entre os anos 66 e 70. No ano 93, no século I, escreveu o seguinte: “Naquele tempo apareceu Jesus, homem excepcional, se é que podemos chamá-lo de homem, pois realizou milagres incríveis (…). Tanto entre os judeus como entre os gregos havia muitos discípulos que o seguiam. Devido à denúncia dos líderes do povo, Pilatos o condenou ao suplício da cruz. Mas isso não impediu que os seus discípulos continuassem amando-o como antes. Depois de três dias da sua morte, apareceu vivo”.

Também Filo de Alexandria, contemporâneo de Jesus, descreveu Pilatos como uma pessoa cruel e caracterizada pela “sua venalidade, violência, furtos, assaltos, pelo seu comportamento abusivo, suas frequentes execuções de presos que não haviam sido julgados e sua ferocidade sem limites”.

Sobre como e onde Pôncio Pilatos morreu, não se sabe, mas existem várias hipóteses, como se tivesse cometido suicídio depois de cair na desgraça ou que tenha sido banido à Gália, onde morreu.

Outros acreditam que Pilatos se converteu ao cristianismo antes de morrer ou, segundo os textos apócrifos, sofreu o martírio.

Por ACI Digital

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Tempo próprio https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/tempo-proprio/ Fri, 10 Feb 2017 10:08:44 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44315 Vivemos inseridos no tempo, caracterizado por estações, ritmos, festas. As estações com a subdivisão entre dia e noite é o próprio tempo que oferece. Os ritmos, isto é, a divisão em anos, meses, semanas, horas é fruto de convenção humana para marcar o tempo. As festas são expressão do modo como o ser humano se relaciona com esta realidade de desafiadora compreensão.

Os seres vivos possuem um tempo de desenvolvimento característico e um ritmo próprio. A estabilidade dos mesmos é dinâmica, resultado do equilíbrio ou da alternância constante de processos de degradação e de regeneração. O ser humano, por sua vez, pode criar, projetar-se e decidir por construir conscientemente algo novo. Ele pode ter o olhar voltado para o tempo futuro, o qual lhe permite sonhar.

No entanto, o ser humano sabe que o passado é o seu rosto mais autêntico e que lhe permite continuidade e significar o presente. O sentido do passado decorre da orientação para o futuro, para os fins que se escolhem, das possibilidades que se elegem como metas a atingir. No futuro projetamos os valores que iluminam a memória na seleção necessária entre o que há para esquecer e o que há para reter e recordar, enquanto significante e edificante para a vida social e pessoal. 

O ser humano se encontra embarcado na realidade do tempo, do qual ele não pode fugir. A compreensão do tempo expressa a finitude do ser humano. Por isso, o tempo é também marcado por simbolismo. O simbólico é onde a existência humana concreta encontra o seu enraizamento, equilíbrio e sentido.

Ao longo da história, cada cultura foi elaborando seus símbolos e ações simbólicas, destacando-se as etapas importantes existência humana. É o que se constata, por exemplo, com as festas de nascimento, aniversário, os ritos de passagem, casamento, morte etc. Os estados também possuem e promovem datas com seu simbolismo. Temos, assim, o dia da descoberta, da independência, das vitórias, da república, da bandeira.

Do mesmo modo, a sociedade civil cultiva etapas de tempo com seu simbolismo. Exemplos disso podem ser os tempos de férias e do carnaval.

As comunidades de fé possuem seus símbolos e cultivam suas ações simbólicas inseridas no tempo. A cultura ocidental é marcada por tais ações. Assim, se compreende o tempo da Páscoa e do Natal, com sua preparação, celebração e seus símbolos. Os símbolos se constituem numa linguagem cifrada das aspirações e dos ideais humanos. Eles sempre existiram e continuarão existindo. Eles são importantes para a vida e a cultura dos povos. 

Existem símbolos com significados profundos dentro de um determinado contexto histórico e cultural. Quando abraçados com ardor, manifestam e alimentam o respeito e despertam energias inesperadas. Há símbolos e tempos que tentam traduzir convicções e valores que se apresentam como indissociáveis para a sobrevivência de uma cultura.

Quando uma sociedade desconsidera a dimensão do simbólico e seus tempos, então se vulgariza tradição, cultura, arte. Um povo que desconsidera sua arte, cultura e tradição é um povo sem raízes, ficando a mercê de impressões genéricas e conformado ao politicamente correto.

A vulgarização do universo artístico e cultural de um povo é expressão de pouco respeito para com esse mesmo povo e suas tradições. Desconsiderar, por exemplo, o tempo da quaresma e vulgarizar o carnaval e seu tempo preocupam e fazem pensar. Até porque a existência humana não é um eterno carnaval!

Por Dom Jaime Spengler – Arcebispo de Porto Alegre (RS)

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Histórico https://old.diocesedeuruacu.com.br/diocese/historico/ Fri, 30 May 2014 22:28:09 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=54929 Com a criação da diocese de Funchal (Ilha da Madeira), em 1514, passou o Brasil para a jurisdição desta Igreja. Em 28 de fevereiro de 1550, o Papa Júlio III cria o primeiro Bispado do Brasil com sede na cidade de Todos os Santos na Bahia, a cujo báculo pertenciam todos os lugares da Terra de Santa Cruz. Neste mesmo século, o Papa Gregório XIII cria, em 19 de julho de 1576, a Prelazia do Rio de Janeiro, a qual, em 16 de novembro de 1676, se torna diocese pelo Pontífice Inocêncio XI.

Em 6 de dezembro de 1745, o Papa Bento XIV subdivide a vastíssima Diocese do Rio de Janeiro, criando assim, as dioceses de São Paulo, de Mariana (MG), e as duas prelazias de Goiás e Cuiabá.

Somente em 15 de julho de 1826 o Pontífice Leão XII assina a Bula: “Sollicita Gegis Cura”, erigendo em Diocese a Prelazia de Santa Ana de Goiás.

Até que em 25 de julho de 1924 com a Bula “Ad Pastorale Múnus” criou-se a Prelazia de São José do Alto Tocantins. Depois de 32 anos de existência a Prelazia é extinta dando lugar à Diocese de Uruaçu, criada em 26 de março de 1956, com a Bula “Cum Territorium” completando neste ano de 2006, 50 anos de existência.

Criação da Diocese
Criada em 26 de março de 1956, pelo Papa Pio XII, por meio da bula Cum Territorium. A instalação se deu em 30 de maio de 1957.

O Prelado Dom Francisco Prada Carrera, CMF, esteve à frente da Prelazia desde 19 de maço de 1946, permanecendo ainda na Prelazia como Administrador por oito anos, como Bispo por onze anos, dirigindo a Prelazia de 19 de março de 1938 até à sua transferência para a recém-criada Diocese de Uruaçu, tomando posse em 30 de maio de 1957, perfazendo 30 anos de longo e frutuoso ministério episcopal.

BISPOS
1º Dom Francisco Prada Carrera (1956 a 1976)
2º Dom José Silva Chaves        (1976 a 2007)
3º Dom Messias dos Reis Silveira (2007 a 2019)

 

Em 1968, é sagrado o Padre José Silva Chaves Bispo Titular de Rusubbicari e Auxiliar de Uruaçu. Permaneceu neste encargo por um ano, sendo nomeado Administrador “sede plena” da Diocese, embora o Titular conservasse ainda o título de Diocesano, mas sem o ônus de administrar a Diocese. O Administrador permaneceu por sete anos nesta função à frente da Diocese.

Em 1976 o Administrador é nomeado Bispo Diocesano e toma posse em 22 de agosto do mesmo ano. Nesta longa caminhada a Diocese de Uruaçu vem implantando o Reino de Deus nessas plagas goianas. Alguma coisa já se fez no campo pastoral, vocacional, educacional, promocional, graças á semente lançada pelos desbravadores missionários claretianos que nos antecederam e o dinâmico clero e leigos engajados.

Damos graças a Deus por tantos benefícios derramados durante esses longos e frutuosos anos, sobre a nossa Diocese, por intermédio do Imaculado Coração de Maria, nossa valiosa Padroeira.

Situação Geográfica

Norte central do Estado de Goiás. Limites: Dioceses de Porto Nacional (TO-GO), Formosa (GO), Luziânia (GO), Anápolis (GO), Goiás (GO), Rubiataba-Mozarlândia (GO) e Prelazia de Cristalândia (TO-GO).

Municípios

Alto Horizonte, Amaralina, Barro Alto, Campinaçu, Campinorte, Campos Verdes, Estrela do Norte, Formoso, Goianésia, Guarinos, Hidrolina, Itapaci, Mara Rosa, Minaçu, Montividiu do Norte, Niquelândia, Nova Iguaçu de Goiás, Pilar de Goiás, Rialma, Rianápolis, Santa Isabel, Santa Rita do Novo Destino, Santa Tereza de Goiás, Santa Terezinha de Goiás, São Luiz do Norte, Trombas, Uruaçu.

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