guerras - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png guerras - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Igreja ajuda crianças a “reparar almas danificadas” pela guerra no Oriente Médio https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-ajuda-criancas-a-reparar-almas-danificadas-pela-guerra-no-oriente-medio/ Fri, 07 Jul 2017 09:05:27 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47283 A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) financia vários cursos e acampamentos de verão entre junho e setembro para ajudar espiritualmente milhares de crianças e jovens de países como Iraque e Síria, que sofrem pelos estragos da guerra.

Em informação enviada ao Grupo ACI, a ACN indicou que há vários anos promove esta iniciativa em países como Israel, Palestina e Jordânia e que, nesta ocasião, decidiram implantar nas cidades de Aleppo, na Síria, e em Alqosh, no Iraque, porque essas regiões foram libertadas do controle dos terroristas há mais de seis meses.

A fundação pontifícia indicou que além de ajudar a reconstruir os lares dos cristãos nesses locais, também é necessário restaurar “as almas e o espírito das pessoas, sobretudo das crianças e dos jovens que sofreram tanto”.

Explicaram que os acampamentos de verão no Iraque buscam fazer com que os jovens provenientes das aldeias cristãs da Planície de Nínive superem o trauma gerado pela ocupação do Estado Islâmico (ISIS) durante mais de dois anos.

Os participantes foram separados por idade e são atendidos por um “pai espiritual” que os ajudará a fortalecer sua fé e esperança, pois a comunidade cristã nesse país sofre o risco de desaparecer, porque muitos dos fiéis fugiram do país ou foram assassinados pelos terroristas.

Os jovens também recebem apoio psicológico para que saibam como enfrentar os desafios que terão no futuro, como prosseguir com normalidade sua vida após a libertação do controle do ISIS.

Enquanto isso, em Aleppo, Síria, no convento de Nossa Senhora da Assunção são realizados cursos de cura têm doze sessões e acontecem uma vez por semana.

Nesses não participam apenas crianças e jovens, mas também as famílias, pois os cristãos dessa cidade sofreram durante quatro anos pela guerra ao viver sitiados, com fome e sem água nem luz.

No total, há mais de 960 participantes provenientes de todos os ritos e igrejas cristãs de Aleppo.

Outro país no qual acontece esta iniciativa é o Egito, onde atualmente os cristãos são vítimas dos ataques dos fundamentalistas islâmicos.

A fundação ACN indicou que o patriarcado católico copto organizou cinco acampamentos para grupos de até 95 jovens, nos quais será abordado o tema “Quem é Deus para nós”.

O responsável por este projeto no Egito, Pe. Hanni Bakhoum, comentou com a ACN que esta experiência não só beneficia os jovens como também suas famílias.

No Egito, a ACN também patrocina outro acampamento no qual são atendidos espiritualmente cerca de 70 crianças de 36 paróquias de diferentes regiões.

A fundação pontifícia indicou que essas crianças precisam de cuidados especiais e que sofrem o abandono e marginalização da sociedade e até mesmo de suas famílias.

Em outros países como Cazaquistão, Ucrânia, Geórgia, Armênia, Letônia, Estônia ou Lituânia, esses acampamentos de verão e cursos de formação contribuem para que as crianças e jovens que são órfãos, pobres, vivem em povoados afastados ou em áreas onde há graves problemas sociais, tenham a oportunidade de viver uma experiência enriquecedora.

Uma religiosa das Irmãs da Imaculada Conceição na Armênia, Ir. Arousiag, disse à ACN que muitas das crianças e jovens que participam “consideram esta atividade como a melhor coisa que acontece com eles no ano todo, às vezes em toda a sua vida”.

Por outro lado, ACN assinalou que esses projetos também podem dar frutos inesperados. Contaram o caso de uma jovem originário da Etiópia que participou de um acampamento de verão no sul de seu país e que voltou para casa com uma inquietude vocacional. Atualmente, é um religioso da Comunidade de São João.

Para este ano, a fundação pontifícia destinará 180 mil euros para realizar mais de 20 cursos e acampamentos de verão entre junho e setembro em vários desses países mencionados.

Por ACI Digital

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Em 2016, 65,6 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar, aponta Acnur https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-2016-656-milhoes-de-pessoas-foram-forcadas-a-se-deslocar-aponta-acnur/ Tue, 20 Jun 2017 10:12:47 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46863 Em todo o mundo, o deslocamento forçado causado por guerras, violência e perseguições atingiram em 2016 o número mais alto já registrado, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira, 19, pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur). 

A nova edição do relatório “Tendências Globais”, o maior levantamento da organização em matéria de deslocamento, revela que ao final de 2016 havia cerca de 65,6 milhões de pessoas forçadas a deixar seus locais de origem por diferentes tipos de conflitos – mais de 300 mil em relação ao ano anterior. Esse total representa um vasto número de pessoas que precisam de proteção no mundo inteiro.

Refugiados

O número de 65,6 milhões abrange três importantes componentes. O primeiro é o número de refugiados, que ao alcançar a marca de 22,5 milhões tornou-se o mais alto de todos os tempos. Desses, 17,2 milhões estão sob a responsabilidade do ACNUR, e os demais são refugiados palestinos registrados junto à nossa organização-irmã UNRWA. O conflito na Síria continua fazendo com que o país seja o local de origem da maior parte dos refugiados (5,5 milhões). Entretanto, em 2016 um novo elemento de destaque foi o Sudão do Sul, onde a desastrosa ruptura dos esforços de paz contribuiu para o êxodo de 739,9 mil pessoas entre julho e dezembro. Ao total, já são 1,87 milhão de refugiados originários do Sudão do Sul.

Deslocamento interno

O segundo é o deslocamento de pessoas dentro de seus próprios países, que ao final de 2016 totalizou 40,3 milhões em comparação aos 40,8 milhões no ano anterior. Síria, Iraque e o ainda expressivo deslocamento dentro da Colômbia foram as situações de maior deslocamento interno. Entretanto, o deslocamento interno é um problema global e representa quase dois terços do deslocamento forçado em todo o mundo.

O terceiro componente está relacionado aos solicitantes de refúgio, pessoas que foram forçadas a deixar seus países em busca de proteção como refugiados. Globalmente, ao final de 2016, o número total de solicitantes de refúgio era de 2,8 milhões.

Todos esses números evidenciam o imenso custo humano decorrente das guerras e perseguições a nível global: 65,6 milhões significam que, em média, 1 em cada 113 pessoas em todo mundo foi forçada a se deslocar – uma população maior que o Reino Unido, o 21º país mais populoso do mundo.

“Sob qualquer ângulo, esse é um número inaceitável e evidencia mais do que nunca a necessidade por solidariedade e de um objetivo comum em prevenir e resolver as crises, e garantir de forma conjunta que os refugiados, deslocados internos e solicitantes de refúgio de todo o mundo recebam proteção e assistência adequadas enquanto as soluções estejam sendo estabelecidas”, afirmou o Alto Comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi. “Precisamos fazer mais por essas pessoas. Em um mundo que está em conflito, é necessário determinação e coragem, e não medo”.

Alto índices de deslocamento

Uma conclusão fundamental do relatório “Tendências Globais” é que o nível de novos deslocamentos continua muito alto. Do total contabilizado ao final de 2016 (65,6 milhões), 10,3 milhões representam pessoas que foram forçadas a se deslocar pela primeira vez. Cerca de dois terços (6,9 milhões) delas se deslocaram dentro de seus próprios países. Isso equivale a 1 pessoa se tornando deslocada interna a cada 3 segundos – menos tempo do que se leva para ler essa frase.

Ao mesmo tempo, o retorno de refugiados e deslocados internos para as suas casas, em conjunto com outras soluções como reassentamento em outros países, significaram melhores condições de vidas para muitas pessoas em 2016. No total, 37 países aceitaram 189.300 refugiados para o reassentamento. Cerca de meio milhão de refugiados tiveram a oportunidade de voltar para seus países, e aproximadamente 6,5 milhões de deslocados internos regressaram para suas regiões de origem – embora muitos deles tenham voltado em circunstancias abaixo do ideal e ainda com um futuro incerto.

Onde estão os refugiados, em maior parte?

Em todo o mundo, a maior parte dos refugiados (84%) encontra-se em países de renda média ou baixa, sendo que um a cada três (4,9 milhões de pessoas) foi acolhido nos países menos desenvolvidos do mundo. Este enorme desequilíbrio reflete diversos aspectos, inclusive a falta de consenso internacional quando se trata do acolhimento de refugiados e a proximidade de muitos países pobres às regiões em conflito. Ele também evidencia a necessidade de países e comunidades que apoiam refugiados e outras pessoas deslocadas serem assistidas e supridas de forma mais consistente – evitando instabilidades que prejudicam o trabalho humanitário necessário para salvar vidas ou que levam a novos deslocamentos.

A Síria continua representando os maiores números de deslocamento no mundo, com 12 milhões de pessoas (quase dois terços da população) que ou estão deslocadas dentro do país ou foram forçadas a fugir e hoje são refugiados ou solicitantes de refúgio. Sem contar a situação de refugiados palestinos que já tem longa duração, colombianos (7,7 milhões) e afegãos (4,7 milhões) continuam sendo a segunda e terceira maior população de refugiados no mundo, seguidos pelos iraquianos (4,2 milhões) e sul-sudaneses (a crise de deslocamento que cresce mais rapidamente).

A realidade das crianças

As crianças, que representam a metade dos refugiados de todo o mundo, continuam carregando um fardo desproporcional de sofrimento, principalmente devido à sua elevada vulnerabilidade. Tragicamente, 75 mil solicitações de refúgio foram feitas por crianças que viajavam sozinhas ou separadas de seus pais. O relatório aponta que possivelmente este número subestime a real situação.

O ACNUR também estima que, até o final de 2016, ao menos 10 milhões de pessoas não tinham nacionalidade ou corriam risco de se tornarem apátridas. Entretanto, os dados recolhidos pelos governos e comunicados ao ACNUR limitavam o número de apátridas a 3,2 milhões em 75 países diferentes.

O relatório “Tendências Globais” é uma avaliação estatística do deslocamento forçado e, por esse motivo, acontecimentos relevantes em 2016 não foram registrados. Isso inclui o aumento da politização sobre questões de refúgio em muitos países, e o crescimento das restrições do acesso à proteção em algumas regiões ficam de fora do relatório também desenvolvimentos positivos como os históricos encontros sobre Refugiados e Migrantes em setembro de 2016, a emblemática Declaração de Nova York que estabeleceu uma abordagem mais inclusiva e inovadora para lidar com situações de deslocamento, sob as diretrizes do Comprehensive Refugee Response Framework, e a grande e contínua generosidade dos países anfitriões e contribuições financeiras governamentais tanto para refugiados como para outras populações deslocadas.

O ACNUR elabora o relatório “Tendências Globais” anualmente com base em seus próprios dados, do Internal Displacement Monitoring Centre e dos governos.

Por ACNUR

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Intenção do Papa para o mês de junho: combater o comércio de armas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/intencao-do-papa-para-o-mes-de-junho-combater-o-comercio-de-armas/ Mon, 05 Jun 2017 09:04:59 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46616 A intenção “universal” do Santo Padre ao Apostolado da Oração, para este mês de junho, é: “Pelos responsáveis das nações, para que se empenhem decididamente em pôr fim ao comércio de armas, que provoca tantas vítimas inocentes”.

É uma absurda contradição falar de paz, negociar a paz e, ao mesmo tempo, promover ou permitir o comércio de armas, diz o Papa.

Mas, sempre fica a dúvida: uma guerra aqui, outra guerra ali – porque em todos os lugares há guerras – será realmente uma guerra por problemas ou uma guerra comercial para vender essas armas no comércio ilegal e para enriquecer os comerciantes da morte?   

Acabemos com esta situação, exorta o Papa. Rezemos todos juntos pelos responsáveis das nações, para que se comprometam decididamente em pôr fim ao comércio das armas, que provoca tantas vítimas inocentes.

Por Rádio Vaticano

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Jovens ao Papa: se poderosos da terra não se comovem, o que será de nós? https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/jovens-ao-papa-se-poderosos-da-terra-nao-se-comovem-o-que-sera-de-nos/ Thu, 25 May 2017 08:22:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46411 “Se os sete homens mais poderosos da terra não se comovem diante de uma criança que atravessa o mar para fugir de morte segura… o que será deste mundo? O que será de nós?”

É o que escrevem numa carta ao Papa Francisco 22 adolescentes (garotos e garotas) da Itália, Gâmbia, Nigéria, Costa do Marfim, Albânia e Paquistão que se reuniram para o encontro de cúpula Unicef Junior 7, que todos os anos reúne as vozes dos adolescentes dos países do G-7 para discutir os temas da agenda do encontro de cúpula do G-7 e prepara uma mensagem conjunta para os chefes de Estado.

Fuga de guerras, da fome e da pobreza

“Vivemos numa época bastante difícil, há tantos seres humanos, tantas crianças, em fuga de guerras, da fome e da pobreza. Nossos mares que deveriam unir, muitas vezes dividem, quem está melhor quer estar melhor ainda e quem está pior, ao invés, estende a mão para nós e nós, comumente, a deixamos escorregar para o fundo do mar”, escrevem.

Os adolescentes pedem aos grandes do planeta que “invistam na educação e conhecimento para dar a todos a possibilidade de viver da melhor forma possível este extraordinário dom que é a vida”.

Todos devem ter direitos humanos assegurados

“Queremos apertar com força a sua mão – dirigem-se ao Papa – e gritar juntos que todos devem ter seus direitos humanos garantidos, direitos que são universais e sem distinção de raça ou religião.”

“Estar juntos nas diversidades é uma necessidade universal, é o décimo primeiro ‘mandamento’ do futuro, que nos comprometemos a subscrever hoje, cada um com suas diversidades, a própria religião, seus estilos de vida, mas sempre no respeito recíproco”, ressaltam.

O 43º encontro de cúpula do G-7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo) vai se realizar nos dias 26 e 27 deste mês de maio em Taormina, na Sicília, sul da Itália.

Por Rádio Vaticano

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Em entrevista a jornal, Papa diz que pecado se manifesta na violência https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-entrevista-a-jornal-papa-diz-que-pecado-se-manifesta-na-violencia/ Thu, 13 Apr 2017 13:20:11 +0000 http://teste.toqueto.com/em-entrevista-a-jornal-papa-diz-que-pecado-se-manifesta-na-violencia.html “Penso que hoje o pecado se manifeste com toda a sua força destruidora nas guerras, nas várias formas de violência e maus tratos”. Este é um trecho da entrevista que o Papa Francisco concedeu ao jornal italiano “La Repubblica”, publicada nesta quinta-feira, 13.

Na entrevista concedida ao jornalista Paolo Rodari, o Papa afirma que está vivendo esta vigília pascal pedindo com força ainda maior a paz “para este mundo submetido aos traficantes de armas que lucram com o sangue dos homens e das mulheres”.

Sobre a Quinta-Feira Santa, Francisco explica que escolheu celebrar novamente o rito do lava-pés com os detentos porque este é o mandamento de Jesus, que vale para cada um, mas sobretudo para o bispo que é o pai de todos. 

“Eu respondo com a palavras de Jesus: quem não for culpado, que atire a primeira pedra. Devemos nos olhar por dentro e tentar ver as nossas culpas. Somente assim o coração se tornará mais humano.”

O Papa recorda que todos podem errar. “Todos, de um modo ou de outro, erramos. E a hipocrisia faz com que não pensemos na possibilidade de mudar de vida: há pouca confiança na reabilitação, na reinserção na sociedade.”

A violência destrói o mundo

Quanto à violência, Francisco afirma: “Penso que hoje o pecado se manifeste com toda a sua força destruidora nas guerras, nas várias formas de violência e maus-tratos, no abandono dos mais frágeis. Quem paga a conta são sempre os últimos, os inermes. Não é fácil saber se o mundo é mais ou menos violento do que no passado, nem se os meios de comunicação e a mobilidade que caracteriza a nossa época nos tornam mais conscientes da violência ou indiferentes a ela”.

“Já disse várias vezes e repito: a violência não é a cura para o nosso mundo fragmentado. Responder à violência com a violência conduz, na melhor das hipóteses, a migrações forçadas e imensos sofrimentos. No pior dos casos, pode levar à morte, física e espiritual, de muitos, senão de todos”.

Por Rádio Vaticano

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