gratuidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png gratuidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa: perder a capacidade de sentir-se amado é perder tudo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-perder-a-capacidade-de-sentir-se-amado-e-perder-tudo/ Tue, 07 Nov 2017 13:05:15 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-perder-a-capacidade-de-sentir-se-amado-e-perder-tudo.html Na Missa desta terça-feira, 7, na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa Francisco refletiu sobre a capacidade de sentir-se amado e comentou o trecho da Liturgia de hoje (Lc 14,15-24). No Evangelho, a parábola de um homem que organizou uma grande ceia e convidou muitas pessoas, proporcionou ao Santo Padre a interpretação e analogia da reação dos convidados com a dos que são constantemente chamados gratuitamente por Deus.

Segundo Francisco, houve os convidados que não quiseram ir porque não lhes interessava nem o jantar, nem as pessoas, nem o convite do Senhor, pois estavam ocupados com os próprios interesses, mais importantes do que o convite, o que os levava a uma escravidão do Espírito. “Incapazes de entender a gratuidade do convite”, afirmou.

De acordo com o Santo Padre, quem não entende a gratuidade do convite de Deus não entende nada, pois a iniciativa de Deus é gratuita e para ir ao banquete Dele é preciso estar doente, ser pobre e ser pecador, estar necessitado, seja no corpo, seja na alma. Segundo Francisco, quem tem necessidade de cuidado, de cura, tem necessidade de amor.

A atitude de Deus, que não deixa pagar nada e diz ao servo que conduza os pobres, os aleijados, bons e maus, se trata segundo o Papa, de uma gratuidade que não tem limites, de um Deus que recebe todos. Em analogia à parábola do ‘Filho Pródigo’, Francisco caracteriza a atitude dos convidados que rejeitaram o convite semelhante à do irmão mais velho, que não quer ir ao banquete organizado pelo pai para seu irmão que havia ido embora. Um ato de quem não compreende a gratuidade divina, disse o Pontífice.

“Mas ele gastou todo o dinheiro, gastou a herança, com os vícios, com os pecados, e o senhor lhe faz festa? E eu que sou católico, praticante, vou a Missa todos os domingos, faço coisas, e para mim nada?’ Esse não entende a gratuidade da salvação, ele acha que a salvação é fruto do ‘Eu pago e o Senhor me salva’. Pago com isso, com isso, com aquilo… Não, a salvação é gratuita! E se você não entrar nessa dinâmica de gratuidade, você não entende nada. A salvação é um presente de Deus ao qual se responde com outro presente, o presente do meu coração”, alertou o Papa.

O Santo Padre falou também àqueles que pensam nos seus próprios interesses, que quando ouvem falar de presentes, sabem que devem fazer, mas imediatamente pensam na “contrapartida”. “Eu lhe darei esse presente, depois em outra ocasião, irá me dar outro”, aludiu. “[O Senhor] não pede nada em troca”, afirmou Francisco, e pontuou que o único pedido de Deus é somente amor e fidelidade, já que ele é amor e é fiel.

“A salvação não se compra, simplesmente se entra no banquete (…). Bem-aventurados os que receberão alimento no Reino de Deus”, afirmou o Papa.

Para o Santo Padre, aqueles que não estão dispostos a entrar no banquete, se sentem seguros e salvos do modo deles, fora do banquete, e perderam o sentido de gratuidade, o sentido do amor. “Eles perderam algo maior e mais bonito ainda, e isso é muito ruim: eles perderam a capacidade de se sentirem amados”, disse.

“Quando você perde — eu não digo a capacidade de amar, porque ela se recupera — a capacidade de se sentir amado, não há esperança, você perdeu tudo. Isso nos faz pensar na escrita na porta do inferno de Dante – ‘Deixe a esperança’- você perdeu tudo. Devemos pensar na frente deste Senhor: ‘Porque eu digo, quero que a minha casa fique cheia’, este Senhor, que é tão grande, que é tão amoroso, com a sua gratuidade quer encher a casa. Peçamos ao Senhor que nos salve de perder a capacidade de nos sentir amados”, rogou Papa Francisco.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Papa Francisco: Por trás da violência e do ódio há pessoas infelizes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-por-tras-da-violencia-e-do-odio-ha-pessoas-infelizes/ Wed, 14 Jun 2017 12:25:36 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-por-tras-da-violencia-e-do-odio-ha-pessoas-infelizes.html Durante a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco advertiu que a reticência a amar de forma gratuita é fonte de violência e recordou que as pessoas violentas não são más por natureza, mas são pessoas infelizes por não terem sido amadas.

Essa falta de amor, que acaba por degenerar em violência, tem sua origem na própria infância. “Quando um adolescente não é amado ou não se sente amado, pode nascer nele a violência. Por trás de tantas formas de ódio social e de delinquência há, frequentemente, um coração que não foi reconhecido”.

O Santo Padre recordou que “não existem crianças ruins ou adolescentes malvados, mas existem pessoas infelizes. E o que pode nos fazer felizes senão a experiência do amor dado e recebido?”.

Em sua catequese, o Pontífice comparou o amor de Deus ao amor dos pais, que amam seus filhos mesmo quando erram, e assegurou que nossa esperança reside em ser filhos amados de Deus.

O Bispo de Roma destacou o mistério de Deus feito homem, mistério que encontra sua explicação no amor divino para com a humanidade: “Por amor, nosso Deus realizou um êxodo de si mesmo para vir nos encontrar nesse lugar, onde era insensato que Ele passasse. Deus nos quis bem também mesmo quando estávamos no erro”.

“Quem de nós ama desta maneira senão um pai ou uma mãe?”, perguntou-se. “Uma mãe continua querendo bem a seu filho mesmo quando está na prisão, nunca deixa de sofrer por eles e o ama mesmo sendo pecador. Deus faz o mesmo conosco: somos seus filhos amados!”.

Além disso, sublinhou que esse amor de Deus pelos homens é anterior à própria humanidade e, portanto, ninguém fez nada para merecê-lo. É um amor gratuito que se encarnou em Jesus Cristo: “Nele, em Jesus, fomos queridos, amados, desejados; Ele imprimiu em nós uma beleza primordial que nenhum pecado ou escolha errada na vida pode cancelar. Somos sempre, diante dos olhos de Deus, pequenas fontes feitas para jorrar água boa”.

Nesse sentido, insistiu que, como Deus ama suas criaturas de forma gratuita, também o homem deve amar o próximo de forma gratuita. Por isso, advertiu contra a escravidão de acreditar que se deve fazer algo para merecer ser amado.

O Pontífice explicou deste modo esta gratuidade do amor de Deus: “O primeiro passo que Deus dá em direção a nós consiste em um amor prévio e incondicional. Deus não nos ama porque existe em nós qualquer razão que suscite amor. Deus nos ama porque Ele mesmo é amor, e o amor tende, por sua natureza, a difundir-se, a doar-se. Deus não liga nem mesmo a sua benevolência à nossa conversão, isso é uma consequência do amor de Deus”.

“Uma feia escravidão na qual podemos cair é pensar que o amor deve ser merecido. Talvez, boa parte da angústia do homem contemporâneo deriva disso: crer que se não somos fortes, atraentes, bonitos, ninguém irá se preocupar conosco”, assinalou.

“Muitas pessoas de hoje –continuou – buscam uma visibilidade somente para preencher um vazio interior, como se fossemos pessoas eternamente necessitadas de confirmação. Porém, imagina um mundo onde todos são mendicantes por motivos que suscitem a atenção dos outros e, ao contrário, ninguém esteja disposto a querer bem gratuitamente outra pessoa? Parece um mundo humano, mas na realidade é um inferno. Tantos narcisismos do homem nascem em um sentimento de solidão”.

Finalmente, o Papa Francisco sublinhou que “para mudar o coração de uma pessoa infeliz, é necessário abraçá-la. Fazê-la sentir que é desejada, que é importante, e não será mais triste. O amor chama amor, de modo mais forte que o ódio chama morte”.

“Jesus não morreu e ressuscitou por si mesmo, mas por nós, para que nossos pecados fossem perdoados. É, portanto, tempo de ressurreição para todos: tempo de se elevar os pobres de seu desânimo”, concluiu.

Por ACI Digital

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Gratuidade do amor https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/gratuidade-do-amor/ Tue, 21 Feb 2017 10:17:52 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44537 Amar de verdade não é fácil, porque significa comprometer-se. Podemos citar o caso de duas pessoas que se dizem realmente amar independentemente das situações e problemas que possam aparecer. Mas é um tema muito discutido entre pessoas que tiveram experiências negativas na convivência. No início o amor era tudo, mas que caiu no esvaziamento. Era realmente amor?

Em seus ensinamentos, Jesus diz que o verdadeiro amor significa doação, serviço ao próximo, despojamento de todos os interesses individualistas e prática do que não favorece o outro. O ideal do amor como gratuidade é lindo, mas entra em confronto com a cultura do capitalismo e da violência. Quem ama preserva a vida em todas as suas dimensões e a vê como dom de Deus.

O amor de Deus é providente, porque cuida até dos lírios do campo (Mt 6,30). Valoriza os mínimos detalhes da natureza, porque tudo tem sua finalidade e seu valor. Sinal de que não podemos descartar os dons da criação, principalmente a pessoa humana, porque ela é criada à imagem e semelhança do Criador. Em respeito à gratuidade do amor, toda a natureza merece ser valorizada.

Uma das características do amor é a liberdade, e fomos criados livres. Mas muitas coisas nos aprisionam e nos escravizam. É o caso do apego exagerado ao dinheiro, capaz até de desmoronar a solidez de um amor consolidado. Em vez de confiança no outro, ela fica apoiada na conta bancária e no acúmulo. Acontece uma mudança de valores, porque o ter sacrifica a identidade do ser.

Amor com gratuidade aproxima a pessoa do Criador e a faz feliz, porque vê nos outros a imagem e a semelhança de Deus. A existência de cada pessoa revela a vida como um dom. Tudo isto é fruto do uso correto da liberdade, que consegue enxergar a beleza da criação como fruto da bondade divina e não como propriedade e domínio da criatura humana com suas fraquezas e limites.

Quem realmente pratica a justiça faz sua vida ser pautada pela fraternidade e se deixa conduzir pela providência divina. O amor marcado pela verdadeira gratuidade precisa ser todo entranhado pela sabedoria dos ensinamentos de Deus. Do contrário, ela não passa de ação recheada de orgulho, vazia e não dura muito. O amor na gratuidade não combina com atos de orgulho próprio.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba, MG

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O dízimo em vista da evangelização https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-dizimo-em-vista-da-evangelizacao/ Wed, 15 Feb 2017 10:18:10 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44464 O recente Documento “O dízimo na comunidade de fé: orientações e propostas”, (CNBB, Doc. 106) ajuda-nos a corrigir erros e aponta o seu verdadeiro sentido. “Por meio do dízimo, que é uma contribuição motivada pela fé, os fiéis vivenciam a comunhão, a participação e a corresponsabilidade na evangelização” (Doc. 106, n. 5). A missão da Igreja é o anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo. Para isto ela existe e se organiza em comunidades. Pressupõe cristãos evangelizados, que se sintam comprometidos com a comunidade na transmissão e amadurecimento da fé dos batizados. 

Por isso, em primeiro lugar, o dízimo é uma questão de fé e não uma forma de captação de recursos para as pastorais e a manutenção das estruturas eclesiais. Ele está relacionado com a experiência de Deus e com o amor fraterno. “A decisão de contribuir com o dízimo nasce de um coração agradecido por ter encontrado o Deus da vida e experimentado a beleza de sua presença amorosa no dia a dia.” (Doc. 106, n.12). Reconhecemos que tudo vem dele e, por gratidão, o melhor devemos dar a Ele (cf. 1Sm 2,29). Ao contribuir, de maneira espontânea, “segundo tiver decidido em seu coração” (2Cor 9,7), o cristão confia-se inteiramente a Deus, manifestando que sua segurança está n´Ele depositada. Um exemplo bíblico é o da viúva pobre que doa duas moedas, que era tudo o que tinha (Mc 12,41-44). Ela manifesta total desapego e, ao mesmo tempo, total confiança e segurança em Deus. Ainda enquanto ligado à fé, ele expressa o vínculo do fiel, sua pertença e ativa participação na vida da comunidade, da Igreja. Porque somos Igreja, somos responsáveis pela sua missão, a evangelização. 

Dízimo é sinônimo de gratuidade. Tudo em Deus é gratuito. Ele não tem nada a negociar, para comprar ou vender. É errada a compreensão do dízimo como pressuposto para ter direitos em troca: para poder realizar catequese, para poder realizar a celebração do matrimônio ou até para receber graças especiais. Não faz sentido, por exemplo, contribuir com o dízimo unicamente para poder um dia ser sepultado no cemitério.Quem contribui com o dízimo não pede nada em troca, pois já se sente agraciado por Deus por tantas bênçãos dele recebidas. As graças que recebemos sempre partem da bondade e misericórdia de Deus, nunca são um direito adquirido por um valor a Ele ofertado. Disso tudo que falamos, compreendemos que o dízimo não é uma taxa ou um pagamento de um imposto. Tem a ver com a maturidade de nossa fé, com o vínculo com a comunidade e com a missão de toda a Igreja. Há, também, quem faz da contribuição do dízimo a única forma de participação comunitária. Com sua contribuição,julga-se isento do comprometimento com a caminhada pastoral da comunidade. A corresponsabilidade dos leigos, religiosos e ministros ordenados perpassa todos os âmbitos da ação evangelizadora, nos diferentes serviços e ministérios. Por isso, é lógico que a contribuição do dízimo seja feita na comunidade de fé em que a pessoa participa. Por ser dizimista sabe-se ainda mais ligado a Jesus Cristo e com a missão da Igreja.

À medida que o dízimo for consciente, fruto de uma decisão de fé madura, não será mais necessário buscar recursos por meio de festas ou com a comercialização de bebidas alcoólicas, que, muitas vezes, são um contratestemunho. As festas terão seu verdadeiro significado como a oportunidade da comunidade se encontrar, rezar e festejar, sem a preocupação de obter recursos para investimentos materiais. Compreenderemos, aos poucos, que o melhor investimento que uma comunidade pode fazer é na formação cristã de seus membros e na ajuda aos necessitados.

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta

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