gerações - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png gerações - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Mudança de época: diálogo ou polarizações https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/mudanca-de-epoca-dialogo-ou-polarizacoes/ Wed, 22 Nov 2017 09:24:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49509 A sociedade, as Igrejas e as instituições como um todo estão vivendo uma profunda mudança de época com transformações rápidas e radicais que atingem a cultura dos povos. Até poucas décadas atrás uma geração era definida pelo tempo e pela generatividade: num século contavam-se quatro gerações, uma a cada 25 anos. Hoje uma geração é definida a partir da mentalidade, da influência exercida pela cultura sobre os indivíduos e as massas e das tendências sociais sobre o comportamento humano. Calcula-se que a cada cinco anos haja uma profunda mudança e que uma geração hoje não passe desse período cronológico.

Outros fatores sociais, entre os quais a necessidade de segurança, tendem a fixar as pessoas em idéias ou tendências ideológicas blindadas em si mesmas, deixando assim de favorecer o diálogo entre as gerações ou entre grupos e promovendo o fundamentalismo em todas as suas vertentes.

Assistimos desse modo a confrontos acirrados não só de idéias, mas de pessoas ou de grupos que querem a todo custo impor a sua visão de mundo, de religião, de Igreja e de sociedade sobre os outros, sem considerar a primazia da liberdade e da pessoa humana sobre qualquer sistema e ideologia.

O confronto entre as gerações, assim como entre grupos ideológica ou  religiosamente definidos, não pode ter como finalidade a subjugação, ou pior ainda, a eliminação do outro, mas a integração do positivo que há no outro. Não é correto pensar: “Ou eu ou o nada! Ou o meu grupo ou o deserto!”. Dessa forma a humanidade está fadada ao suicídio cultural, moral e social!

Portanto é de se evitar radicalmente toda forma de fundamentalismo, toda postura de ódio contra quem não pensa e age como eu e o meu grupo. As considerações feitas até aqui atingem a convivência humana dentro de uma visão equilibrada.

Se nós partirmos de uma visão cristã, bem mais exigente e sublime será o comportamento e se tornarão as atitudes: o cristianismo surgiu plural, não monolítico. O próprio Cristo não se deixou engaiolar na mentalidade excludente dos poderosos e mestres do seu tempo: deixou as pessoas livres, sem com isso condená-las. Teve comportamentos diferenciados de acordo com a situação de vida da cada pessoa e a resposta gradual que ela podia dar. Deu bronca aos discípulos que queriam atear fogo nos samaritanos que não o tinham aceito em suas cidades. Não quis impedir que uma pessoa usasse o seu nome para operar o bem, embora não fazendo parte do grupo dos seus seguidores, afirmando: “Quem não está contra nós está a nosso favor!”. E diante dos inimigos apelou para o amor: “Amai os vossos inimigos! Fazei o bem a quem vos persegue!”. Foi assim que Jesus e seus seguidores conquistaram as pessoas de todas as culturas e dentre todos os povos, pois o amor tudo vence!

A atitude que se nos impõe é a atitude do diálogo! Por ele escuta-se e fala-se, valoriza-se a pessoa antes de suas idéias, instaura-se o vai e vem do positivo que existe em todos, não prevalece o resultado e as vantagens das tratativas, mas a paciente espera da maturidade de cada um. O diálogo é o caminho de Deus com a humanidade: deve ser o nosso caminho para o encontro fecundo com o outro!

Por Dom Francisco Biasin – Bispo de Volta Redonda (RJ)

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União de gerações é marca do encontro para novos bispos na sede CNBB https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/uniao-de-geracoes-e-marca-do-encontro-para-novos-bispos-na-sede-cnbb/ Thu, 17 Aug 2017 08:33:35 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47986 Entre os 24 participantes do encontro que reúne os novos membros do episcopado brasileiro, nomeados desde agosto do ano passado, na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) destacam-se os bispos de Assis, dom Argemiro de Azevedo e o auxiliar de Belo Horizonte, dom Geovane Luís da Silva, por serem o mais velho e o mais novo bispo, respectivamente, recém-nomeados.

Dom Argemiro, 64, foi ordenado bispo em fevereiro e tomou posse na diocese de Assis, em São Paulo, em março. Para ele, poder participar do encontro que ocorre desde segunda, 14, na CNBB tem sido um momento de troca de experiências e aprendizados. “A gente pode na troca de experiência aprender e conhecer muitas realidades de todo o Brasil, então todo esse tipo de contato é interessante e importante para a gente”, diz.

Com o lema episcopal “Apascenta os meus cordeiros”, dom Argemiro que inclusive já foi pároco há mais de 20 anos, garante que vai prestar um bom trabalho em sua diocese e à Igreja no Brasil. “Esse lema eu escolhi como uma motivação da minha vida episcopal e quero prestar esse serviço à Igreja de realmente apascentar os meus diocesanos no ministério episcopal que irei exercer”.

Quando questionado sobre como se sente em ser o mais velho entre os nomeados presentes no encontro, ele brinca e diz que não é por falta de experiência. “Acredito que depois de uma certa idade, nós temos uma tranquilidade no sentido de que quando a gente for enfrentar problemas, a gente já está mais assegurado da experiência que já viveu”, finaliza.

O mais novo, dom Geovane Luís da Silva, 46, tornou-se bispo auxiliar de Belo Horizonte, de fato, em abril deste ano quando ocorreu sua acolhida. Ele ressalta que o encontro promovido pela Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, ajuda a viver a colegialidade, algo que de acordo com ele é imprescindível para o exercício da missão de um bispo. “Aqui nós nos encontramos como irmãos, tendo como objetivo anunciar o Evangelho, viver em comunhão com o ministério em que nos foi conferido na Igreja”, afirma.

Com o lema episcopal “Para mim o viver é Cristo”, dom Geovane, ressalta que sua escolha foi baseada na carta de São Paulo aos Gálatas. “Eu acredito que a existência cristã de um modo especial como bispo só tem sentido quando vivida para Cristo, com Cristo e em Cristo”, diz.

Por ser o mais novo entre os 24 presentes no encontro, ele garante que jovialidade não é sinônimo de falta de experiência. “Sinto-me de fato jovem no meio de todos que estão ali e constantemente eu me pergunto como é que tudo aconteceu e foi-se antecipando, porque é um grande mistério a vocação, mas eu me sinto muito feliz, muito sereno. Apesar da minha pouca idade quero caminhar na estrada do aprendizado de muitos que me ajudam e me ajudaram”, finaliza.

“Tem sido um momento de enriquecimento, de partilha para que a gente possa exercer com mais segurança, com mais ardor o ministério episcopal”, afirma o outro bispo participante do encontro, dom Otacílio da Serda.

Por CNBB

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