generosidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png generosidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 O dízimo cristão https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-dizimo-cristao/ Tue, 26 Feb 2019 02:49:35 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=54125 Hoje vamos falar sobre o dízimo ou outras formas de colaboração equivalentes, normalmente entendida como aquela contribuição financeira e periódica que o cristão oferece livremente para a comunidade, à qual pertence e da qual participa, com o objetivo de ajudar a fim de que possa acontecer tudo o que envolve a evangelização na comunidade, razão de ser da própria Igreja, pois ela existe para evangelizar (cf. EN 14). O dízimo permite que a comunidade sobreviva, se mantenha, possa prestar seus serviços, consiga ajudar os necessitados, enfim, realize sua missão evangelizadora. Junto com a contribuição financeira, a comunidade precisa dos dons e talentos de cada membro, de seu envolvimento concreto e voluntário. Pensando assim, o dízimo é, antes de tudo, um compromisso de fé e de amor com a comunidade, em que assumimos nosso batismo como membros participantes e coerentes, onde vivemos o espírito da partilha e da doação, fundamentados no mandamento do amor, síntese de todo evangelho. O dízimo é também um sinal concreto de amor e gratidão a Deus pelos dons que recebemos, sobretudo, pelo seu imenso amor que nos quer participantes de sua vida. Para ajudar-nos na reflexão, vejamos como escreve São Paulo aos Coríntios, ao motivar uma coleta em benefício dos cristãos de Jerusalém, em urgente necessidade: “É bom lembrar: ‘Quem semeia pouco também colherá pouco, e quem semeia com largueza colherá também com largueza’. Que cada um dê conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento, pois ‘Deus ama quem dá com alegria’. Deus é poderoso para vos cumular de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhais sempre o necessário e ainda tenhais de sobra para empregar em alguma boa obra” (2Cor 9, 6-8). Neste texto bíblico, como em outros, percebemos que o dízimo ou outras contribuições praticadas nas primeiras comunidades cristãs tornam-se expressão de um ato de fé, de gratidão, de amor a Deus e aos irmãos.

‘Quem semeia pouco também colherá pouco, e quem semeia com largueza colherá também com largueza’.

Pelo que vimos acima, o dízimo não pode ser confundido com pagamento de taxa de sócio, como se a Igreja fosse um clube ou uma sociedade, a qual existe apenas para prestar determinados serviços (sacramentos, enterros…) e muito menos ainda como se fosse uma instância para comprar as bênçãos de Deus, seus favores e milagres. Portanto, o dízimo não é imposto, pagamento ou taxa. A graça de Deus não tem preço e não pode ser comprada. Assim compreendemos que o dízimo é uma devolução generosa, um sinal de gratidão e partilha consciente e responsável, dentro do espírito do verdadeiro sentido de nosso batismo, quando nos tornamos filhos de Deus e irmãos dos outros. A atitude filial e fraterna da fé abre os corações dos fiéis e tornam a partilha um gesto normal e coerente; enquanto que atitudes egoístas e avarentas fecham os corações e consideram a partilha como algo difícil e até desnecessário.

Segundo o verdadeiro espírito do dízimo cristão, todo batizado é convidado a ajudar em sua comunidade, proporcionalmente com sua situação de vida; a contribuição dos pobres, por menor que seja, é também muito valiosa e importante, pois ninguém é tão pobre que não tenha nada a repartir; o que lembra a oferta da viúva, elogiada por Jesus no evangelho (Mc 12, 41-44). E quem tem mais recursos ajude generosamente na proporção de suas possibilidades. O dízimo não é imposição, mas ato generoso, coerente com a vida cristã, orientado pelo mandamento do amor, que Jesus nos deixou.

Dom Aloísio Alberto Dilli
Bispo de Santa Cruz do Sul

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O dom de si https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-dom-de-si/ Tue, 07 Nov 2017 15:34:21 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49412 Qual o segredo de uma vocação acertada e uma vida feliz? A capacidade de doar-se. O dom de si, como resposta aos apelos de Deus, o movimento de saída em direção ao outro, a superação do narcisismo e do desejo compulsivo de autorrealização, está na base de qualquer vocação. Em nossa cultura, profundamente marcada pelo individualismo, “é preciso verificar quanto as escolhas sejam ditadas pela busca da própria autorrealização narcisista e quanto ao invés incluam a disponibilidade para viver a própria existência na lógica do dom generoso de si” (Sínodo dos Bispos, Os jovens, a fé e o discernimento vocacional, Documento preparatório, p. 35). Com certeza, um dos elementos que pesam na escassez de vocações sacerdotais e religiosas, bem como na dificuldade de muitos casais na vida matrimonial, é este excessivo voltar-se sobre si mesmo, que torna incapaz de ver com os olhos do outro, colocar-se no seu lugar, ir além dos seus interesses.

Foi Jesus quem disse: “Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12,24). A lógica da felicidade humana não é possuir e conquistar (postos, cargos, fama, dinheiro…), mas é um processo de saída, de descentrar-se para correr o risco de viver grandes ideais. Somente se a pessoa renunciar a pautar sua vida a partir de suas necessidades conseguirá acolher o projeto de Deus à vida familiar, ao sacerdócio, à vida consagrada e até numa profissão, em vista do bem comum. A autorrealização, querida por Deus para todos, não é algo que se busca diretamente. “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será acrescentado” (Mt 6,33). A generosidade na entrega é base para a felicidade.

A Sagrada Escritura está cheia de exemplos de pessoas que, acolhendo a proposta divina, se puseram a caminho. O primeiro caso típico é Abrão. Deus lhe diz “sai” e ele se move. “Vai para a terra que eu vou te mostrar” (Gn 12,1). Ainda não a conhecia, mas parte, arrisca-se, confia. O clássico exemplo é dos dois discípulos que ouviram de Jesus “Vinde e vede” (Jo 1,39). Jesus os convida a percorrer um caminho, sem ter tudo claro. Graças a esta coragem de ir e ver, os discípulos puderam ouvir sua Palavra, acompanhar seus gestos e serem seus amigos.

A entrega livre e generosa de si pede um percurso de discernimento. Parte de uma experiência de encantamento por Jesus Cristo, sua pessoa, seu Evangelho e seu projeto. Neste encontro, sempre renovado, são despertados os grandes ideais pelos quais vale a pena a doação total. Pedro diz a Jesus: “eu darei a minha vida por ti” (Jo 13,37). A fé é um elemento fundamental no discernimento vocacional. “A fé não é um refúgio para gente sem coragem, mas a dilatação da vida: faz descobrir um grande chamado – a vocação ao amor – e assegura que este amor é fiável, que vale a pena entregar-se a ele, porque seu fundamento encontra-se na fidelidade de Deus, que é mais forte do que a nossa fragilidade” (LumenFidei n. 53). O discernimento é iluminado pela Palavra de Deus. Na escuta do Espírito Santo, no diálogo com a Palavra e com as provocações da realidade deixa-se Deus falar à consciência, “onde ele está a sós com Deus, cuja voz ressoa na intimidade” (GS 16).

O dom generoso de si faz a vida ser feliz.

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta (RS)

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Cuidado com os vícios e ambições de poder que sufocam Deus, alerta o Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cuidado-com-os-vicios-e-ambicoes-de-poder-que-sufocam-deus-alerta-o-papa/ Mon, 17 Jul 2017 08:01:50 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47444 Milhares de pessoas rezaram neste domingo o Ângelus com o Papa Francisco, o qual em sua breve reflexão falou sobre a parábola do Semeador e convidou a não deixar sufocar a presença de Deus pelos vícios do mundo e as ambições de poder e riqueza.

“Perguntemo-nos se o nosso coração está aberto para acolher com fé a semente da Palavra de Deus. Perguntemo-nos se em nós as pedras da preguiça são ainda numerosas e grandes. Devemos encontrar e chamar por nome as sarças dos vícios”, disse o Papa.

Sobre a figura do Semeador, disse que é Jesus que “propaga com paciência e generosidade a sua Palavra, que não é uma gaiola ou uma emboscada, mas uma semente que pode dar fruto. E como pode dar fruto? Se nós a acolhemos”, explicou.

Francisco afirmou que Jesus realiza uma “radiografia espiritual do nosso coração, que é o terreno sobre o qual cai a semente da Palavra”. “O nosso coração, como um terreno, pode ser bom e então a Palavra dá fruto, mas pode ser também duro, impermeável. Isso acontece quando ouvimos a Palavra, mas ela bate com força sobre nós, como numa estrada”.

“Entre o terreno bom e a estrada existem dois terrenos intermédios que, de várias medidas, podem, nós podemos ser”.

O Papa disse que o primeiro é o “pedregoso”: “é o coração superficial, que acolhe o Senhor, quer rezar, amar e testemunhar, mas não persevera, se cansa e nunca decola. É um coração sem consistência onde as pedras da preguiça prevalecem sobre a terra boa, onde o amor é inconstante e passageiro”.

O outro tipo é o “espinhoso”, “cheio de sarças que sufocam as plantas boas”. “O que essas sarças representam?”, perguntou-se. “A preocupação do mundo e a sedução da riqueza”.

“As sarças são os vícios que lutam com Deus, que sufocam a presença: sobretudo os ídolos da riqueza mundana, o viver com avidez, para si mesmo, para o ter e o poder”.

O Bispo de Roma assegurou, então, que “se cultivamos essas sarças, sufocamos o crescimento de Deus em nós. Cada um pode reconhecer as suas pequenas ou grandes sarças que não agradam a Deus e impedem de ter um coração limpo”.

“Jesus nos convida hoje a nos olharmos por dentro, a agradecermos pelo nosso terreno bom e a trabalharmos os terrenos que ainda não são bons”.

O Papa convidou os fiéis a encontrar “a coragem de recuperar o terreno, levando ao Senhor na confissão e na oração as nossas pedras e nossas sarças”.

Ao terminar, o Santo Padre recordou que ontem foi celebrada Nossa Senhora do Carmo, “insuperável em acolher a Palavra de Deus e colocá-la em prática” e pediu que “nos ajude a purificar o coração e conservar nele a presença do Senhor”.

Por ACI Digital

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