futuro - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png futuro - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Francisco: o cristão deve olhar para o futuro com Deus, para viver em plenitude https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/francisco-o-cristao-deve-olhar-para-o-futuro-com-deus-para-viver-em-plenitude/ Mon, 23 Oct 2017 08:03:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49118 Em suas palavras antes da oração do Ângelus, o Papa Francisco convidou os milhares de fiéis, reunidos na Praça de São Pedro, a viver cada dia reconhecendo Deus como o Senhor de tudo e olhar para o futuro com esperança.

“O fiel olha a realidade futura, a de Deus, para viver a vida terrena em plenitude e responder com coragem aos seus desafios”, sublinhou.

O Pontífice falou sobre o Evangelho cujo tema abordado é o do tributo a César: uma “pergunta espinhosa”, sobre se “é lícito ou não pagar o imposto ao imperador de Roma, que era submetida à Palestina no tempo de Jesus”.

Os fariseus perguntam: “É lícito ou não pagar imposto a César? era uma armadilha para o Mestre”, porque “dependendo de como tivesse respondido, ele seria acusado de estar a favor ou contra Roma”.

Entretanto, Jesus responde “com calma” e “aproveita a pergunta para dar uma lição importante”. “Por um lado, intimando a restituir ao imperador o que lhe pertence, Jesus declara que pagar o imposto não é um ato de idolatria, mas um ato devido à autoridade terrena; por outro lado, Jesus recorda o primado de Deus, pede para dar ao Senhor da vida do homem e da história o que lhe cabe”.

Deus “é o Senhor de tudo, e nós, que fomos criados à sua imagem, pertencemos, sobretudo a Ele”, destacou. “É Ele que lhe deu tudo o que você é e o que você tem” e por isso “devemos viver a nossa vida, todos os dias, no reconhecimento da nossa pertença fundamental e no reconhecimento do coração para com nosso Pai, que cria cada um de nós individualmente e únicos”.

Francisco explicou ainda que o cristão “é chamado a se comprometer concretamente nas realidades humanas e sociais, iluminando a realidade terrena com a luz que vem de Deus”.

Por ACI Digital

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Para onde vamos? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/para-onde-vamos/ Mon, 18 Sep 2017 15:09:19 +0000 http://teste.toqueto.com/para-onde-vamos.html Há sinais contundentes de que a sociedade brasileira está fora dos eixos. Há quem diga que vivemos uma “metamorfose epocal”. Aquilo que até pouco tempo era impensável, tornou-se manchete no cotidiano. Observam-se mudanças radicais. As velhas certezas que até um tempo recente orientavam decisões se enfraquecem sempre mais e o novo ainda não surgiu.

A sociedade do risco possui a potencialidade de conduzir a humanidade à catástrofe, mas também de abrir estradas para algo inaudito, capaz de forjar uma sociedade marcada pela justiça, paz e fraternidade. A atividade política, orientada pela ética, tem a missão de perseguir o bem comum, atuando com vista à criação de um ambiente autenticamente humano em que a todos seja oferecida a possibilidade de um real exercício dos direitos humanos e de um pleno cumprimento dos respectivos direitos.

Fatos recentes lançam questões que exigem reflexão profunda. As muitas denúncias de corrupção e os elementos encontrados que as corroboram não mais produzem indignação! Produzem apatia e preocupante descrédito nas instituições. Enquanto a elite econômica encontra trânsito fácil nos corredores palacianos, parte da elite política ignora as condições de vida da maioria pobre da população.

A violência ganha contornos de guerra. Os indícios são inocultáveis. Corpos decapitados e esquartejados! Crianças vítimas de uma crueldade exacerbada. Estudantes de escolas elementares que rastejam pelo chão para se proteger do fogo cruzado de gangues lutando pelo controle do tráfico de drogas. Chacinas se tornaram algo comum! Vitimas de balas perdidas se tornaram notícia corriqueira. O toque de recolher imposto nos bairros e vilas de nossas cidades é uma realidade. Policiais que diariamente põem em risco a própria vida recebem o salário a conta-gotas…

Professores agredidos por adolescentes recebem um indigno salário parcelado. Sindicatos mais interessados em manter privilégios e interesses que representar e defender a categoria que representam. O desrespeito pelo imaginário da fé, agressões e desrespeito pelo o que é mais íntimo e sagrado no outro: sua fé e seu corpo, e os ataques discriminatórios à cultura judaico-cristã que contribuiu na nossa formação cultural é considerado algo normal. Onde chegamos?

O Brasil é reconhecido mundialmente pela desigualdade social e pela concentração da renda, pela pobreza e corrupção, pela criatividade e religiosidade. Urge promover uma séria reflexão sobre a realidade sócio-politica-econômica brasileira e de como se estende o direito à dignidade dos filhos e filhas desta nação. Para tanto se requer o cultivo da obra do discernimento. Discernimento significa avaliar, colocar à prova, distinguir, separar, julgar em vista do bem. Existe disposição das instituições para realizar tal obra?

Papa Francisco frequentemente pede que se reze por ele. Certamente uma solicitação habitual daqueles que são investidos de alguma responsabilidade não só na Igreja, mas também na sociedade. É que qualquer iniciativa que busque romper velhos hábitos sempre encontrará resistência. Por isso, se faz necessário conhecer a realidade que a todos envolve; urge fomentar espaços de diálogo entre pessoas que acreditam ser possível superar os desafios em vista de uma sociedade marcada pelo respeito das diferenças, pela justiça e fraternidade; é salutar promover o espírito de oração e devoção que permite cultivar a necessária compreensão de que ser humano algum é perfeito, e que a condição humana é marcada pelo pecado e resgatada pelo amor de Deus.

O novo que se faz necessário pressupõe cidadãos distintos e generosos, capazes de cultivar horizontes novos caracterizados pela ética e trabalhar verdadeiramente pelo bem comum.

Dom Jaime Spengler – Arcebispo metropolitano de Porto Alegre

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"A juventude é o presente e o futuro de nossa Igreja", afirma Dom Vilson https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/a-juventude-e-o-presente-e-o-futuro-de-nossa-igreja-afirma-dom-vilson/ Fri, 21 Jul 2017 14:46:33 +0000 http://teste.toqueto.com/a-juventude-e-o-presente-e-o-futuro-de-nossa-igreja-afirma-dom-vilson.html Às vésperas do início da Semana Missionária Nacional, o atual presidente da Comissão para a Juventude da CNBB, Dom Vilson Basso, destacou que “a juventude é o presente e o futuro de nossa igreja”.

A Semana Missionária Nacional acontece entre os dias 22 e 28 de julho, nas dioceses banhadas pelo Rio Paraíba do Sul, e terminará, juntamente com o Projeto Rota 300, no dia 29 de julho, no Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP).

Dom Vilson explica que a Semana Missionária é o coroamento do Projeto Rota 300 que começou em dezembro de 2013 e que se uniu também as celebrações dos 300 anos da ‘Mãe Aparecida’, com enfoque juvenil.

“A ‘Mãe Aparecida’ está andando pelo Brasil em muitos lugares levada de fato pela juventude e essa Semana Missionária Nacional nas dioceses banhadas pelo Rio Paraíba do Sul, onde a ‘Mãe Aparecida’ foi encontrada tem esse sentido de coroar esses três anos de evangelização da juventude no Brasil, dando esse toque ‘mariano’ à mãe que nos acompanha a seguir seu filho, e anunciá-lo a tantas pessoas, especialmente à juventude”.

Para o responsável da juventude na igreja do Brasil, a Semana Missionária quer confirmar a caminhada missionária que vem de Jesus e o incentivo do Papa Francisco de uma Igreja em permanente estado de missão.

“Nós sabemos que a juventude é o presente e o futuro de nossa igreja e o Papa pede que ela seja em saída para anunciar e para ‘misericordiar’, para acolher, para ir ao encontro dos pobres, dos pequenos, dos desprotegidos de nossa sociedade. Nós queremos despertar no coração da juventude esse ímpeto missionário de ir, mas ir ao encontro, ir especialmente ao encontro dos pequenos, dos pobres, dos jovens e marginalizados”.

Por Canção Nova, com CNBB

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A ruptura do pacto entre as gerações e a privatização do futuro https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-ruptura-do-pacto-entre-as-geracoes-e-a-privatizacao-do-futuro/ Tue, 02 May 2017 11:02:53 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45938 Para o economista Frederico Melo, do Dieese, a proposta da reforma previdenciária rompe um pacto entre as gerações, pois leva ao desencorajamento das contribuições dos jovens que se questionam o sentido de trabalhar durante 49 anos para ter uma aposentadoria integral.
 
O fenômeno da quinquenarização da sociedade, ou seja, do quinto setor, integrado pelos aposentados, depende do sistema solidário e de partilha entre as gerações. Kofi Hamann que foi presidente da ONU, sempre defendeu a tese de uma sociedade para todas as idades, de acordo com ele, ter pessoas anciãs, era um valioso capital humano e moral. Na perspectiva da reforma atual, voltamos a distopia (contra utopia) de Aldous Huxley, “Um maravilhoso mundo feliz”, em que as pessoas tinham um prazo de validade para viver, depois do qual tinham que ser sacrificadas. Um modelo que restringe direitos, precarizando os recursos da terceira idade, terá como efeito reduzir a expectativa de vida e inviabilizar a sobrevivência dos idosos que não tiverem amparo na sua família.
 
Ora, num quadro de 13,5 milhões de desempregados, a renda familiar diminuiu, como manter o grupo nuclear da família (país e filhos) com a necessidade (que é dever) de amparar os idosos? Quando se priorizam os lucros de possíveis aposentadorias privadas e não se olha para as pessoas, especialmente os mais pobres e desprotegidos, estamos diante de uma economia sem alma que não duvida em sacrificar o povo para fazer “caixa”.
 
Em vez de ampliar as políticas de amparo e proteção para os idosos ou contar com o apoio da cidadania deste setor em que poderíamos abrir frentes de voluntariado, se prefere seguir a lógica do capital e da ganância. Quando pensamos que as pessoas são problema em vez de solução, quando optamos por resolver a equação da partilha da renda ou dos convidados à mesa eliminando direitos consagrados, escolhemos, como afirmou a Nota da CNBB, o caminho da exclusão, da segregação e da marginalização social. Não concordamos com esta proposta de reforma previdenciária que tira do trabalhador a justa aposentadoria para seu envelhecimento com paz e dignidade. Que o Senhor de todas as idades inspire as lideranças políticas a rejeitar esta reforma descabida e arbitrária fazendo justiça a nossos trabalhadores e aposentados.
 
Deus seja louvado!
 
Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo Diocesano de Campos (RJ)
 
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Papa Francisco surpreende líderes mundiais com palestra TED https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-surpreende-lideres-mundiais-com-palestra-ted/ Wed, 26 Apr 2017 14:13:27 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-surpreende-lideres-mundiais-com-palestra-ted.html O Papa Francisco surpreendeu um auditório de líderes mundiais reunidos em Vancouver, (Canadá), com uma palestra TED na qual refletiu acerca da importância de construir um futuro juntos.

O Santo Padre dirigiu a sua mensagem no formato TED (Tecnologia, Entretenimento, Design), uma organização sem fins lucrativos que convida diversos especialistas a refletir sobre vários temas, incluindo ciência, arte e design, política, educação, cultura, negócios, questões globais, tecnologia, desenvolvimento e entretenimento.

Entre os conferencistas que participaram do evento, estão: o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, os ganhadores do Prêmio Nobel James D. Watson, Murray Gell-Mann e Al Gore; o cofundador da Microsoft, Bill Gates; os fundadores do Google, Sergey Brin e Larry Page.

Atualmente há mais de 1000 palestras TED disponíveis online para consulta e download gratuitos.

Em sua conferência, o Papa Francisco afirmou que “o futuro está formado por você, está formado de encontros, porque a vida acontece através de relações”. “Muitos anos de vida fizeram-me crescer cada vez mais na convicção de que a existência de cada um de nós está ligada à existência dos outros. A vida não é tempo que passa, mas tempo de encontro”.

“Encontrando ou escutando os pacientes que sofrem, os imigrantes que enfrentam enormes dificuldades em busca de um futuro melhor, os presos que carregam o inferno dentro do seu próprio coração, pessoas, especialmente jovens, que não têm trabalho, muitas vezes me acompanha uma pergunta: ‘Por que eles e não eu?’”.

Francisco recordou que “também nasceu em uma família de migrantes: meus pais, meus avós, como tantos outros italianos, foram para a Argentina e conheceram o destino daqueles que ficaram sem nada. Eu também poderia estar entre os ‘descartados’ de hoje. Por isso, no meu coração permanece sempre esta pergunta: ‘Por que eles e não eu?’”.

O Santo Padre expressou o desejo de que este encontro “nos ajude a recordar que precisamos uns dos outros, que ninguém é uma ilha, um eu autônomo e independente dos outros. Podemos construir o futuro somente juntos, sem excluir ninguém”.

“Precisamos cuidar novamente de nossas ligações: até mesmo aquele julgamento duro que carrego no coração contra o meu irmão ou irmã, aquela ferida não curada, aquele mal não perdoado, aquele rancor que me fará somente mal, é um pedaço de guerra que carrego dentro de mim, uma chama no coração que deve ser apagada a fim de que não se transforme num incêndio e não deixe cinzas”.

O Papa assegurou que é possível ser feliz se não nos fechamos em nós mesmos, porque “a felicidade se vive somente como um dom de harmonia de um aos outros”.

Educação

A respeito da tecnologia e dos avanços científicos, o Bispo de Roma manifestou “como seria bom se, enquanto descobrimos novos planetas distantes, redescobríssemos as necessidades do irmão e da irmã que estão orbitando ao meu redor!”.

Nesse sentido, pediu uma “educação à fraternidade” que, sobretudo está relacionada “às pessoas marginalizadas pelos sistemas tecnológico e econômico que muitas vezes colocam no centro não o ser humano, mas os produtos do ser humano”.

Para Francisco, o amor “requer uma resposta criativa, concreta, engenhosa”. “As boas intenções não suficientes e fórmulas rituais, que muitas vezes servem apenas para aliviar as consciências”.

“Juntos, vamos ajudar a recordar que os outros não são estatísticas ou números: o outro tem um rosto, o ‘você’ é sempre um rosto concreto, um irmão pelo qual somos responsáveis”.

O Papa também afirmou que na sociedade atual “existem feridas provocadas pelo fato de que no centro está o dinheiro, as coisas e nãos as pessoas”.

Entretanto, “nenhum sistema pode anular a abertura ao bem, a compaixão, a capacidade de reagir ao mal que nasce do coração humano”.

“Na noite dos conflitos que estamos vivendo, cada um de nós pode ser uma vela acesa que recorda que a luz prevalece sobre as trevas, não o contrário”.

Um futuro com esperança

O Santo Padre explicou que, para os cristãos, “o futuro tem um nome: esperança”. “Ter esperança significa ser otimistas, ingênuos que ignoraram o drama do mal da humanidade”.

“A esperança é a virtude de um coração que não se fecha na escuridão, não para no passado, não vive sem objetivo no presente, mas sabe ver o amanhã”.

Francisco também assinalou que a esperança “é uma semente de vida humilde e escondida que se transforma com o passar do tempo em uma grande árvore; é fermento invisível que faz crescer a massa, o que dá sabor à vida”.

Finalmente, falou sobre a “revolução de ternura”, que é “o amor que se faz próximo e concreto”. “É um movimento que parte do coração e que chega aos olhos, aos ouvidos e mãos. A ternura é usar os olhos para ver o outro, usar os ouvidos para ouvir o outro, para escutar o grito dos pequenos, dos pobres, de quem teme o futuro”.

Este “é o caminho da solidariedade, o caminho da humildade”. “Quanto mais você é forte, mais as suas ações têm um impacto sobre as pessoas e mais você é chamado a ser humilde”.

Assista ao vídeo aqui.

Por ACI Digital

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Tempo próprio https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/tempo-proprio/ Fri, 10 Feb 2017 10:08:44 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44315 Vivemos inseridos no tempo, caracterizado por estações, ritmos, festas. As estações com a subdivisão entre dia e noite é o próprio tempo que oferece. Os ritmos, isto é, a divisão em anos, meses, semanas, horas é fruto de convenção humana para marcar o tempo. As festas são expressão do modo como o ser humano se relaciona com esta realidade de desafiadora compreensão.

Os seres vivos possuem um tempo de desenvolvimento característico e um ritmo próprio. A estabilidade dos mesmos é dinâmica, resultado do equilíbrio ou da alternância constante de processos de degradação e de regeneração. O ser humano, por sua vez, pode criar, projetar-se e decidir por construir conscientemente algo novo. Ele pode ter o olhar voltado para o tempo futuro, o qual lhe permite sonhar.

No entanto, o ser humano sabe que o passado é o seu rosto mais autêntico e que lhe permite continuidade e significar o presente. O sentido do passado decorre da orientação para o futuro, para os fins que se escolhem, das possibilidades que se elegem como metas a atingir. No futuro projetamos os valores que iluminam a memória na seleção necessária entre o que há para esquecer e o que há para reter e recordar, enquanto significante e edificante para a vida social e pessoal. 

O ser humano se encontra embarcado na realidade do tempo, do qual ele não pode fugir. A compreensão do tempo expressa a finitude do ser humano. Por isso, o tempo é também marcado por simbolismo. O simbólico é onde a existência humana concreta encontra o seu enraizamento, equilíbrio e sentido.

Ao longo da história, cada cultura foi elaborando seus símbolos e ações simbólicas, destacando-se as etapas importantes existência humana. É o que se constata, por exemplo, com as festas de nascimento, aniversário, os ritos de passagem, casamento, morte etc. Os estados também possuem e promovem datas com seu simbolismo. Temos, assim, o dia da descoberta, da independência, das vitórias, da república, da bandeira.

Do mesmo modo, a sociedade civil cultiva etapas de tempo com seu simbolismo. Exemplos disso podem ser os tempos de férias e do carnaval.

As comunidades de fé possuem seus símbolos e cultivam suas ações simbólicas inseridas no tempo. A cultura ocidental é marcada por tais ações. Assim, se compreende o tempo da Páscoa e do Natal, com sua preparação, celebração e seus símbolos. Os símbolos se constituem numa linguagem cifrada das aspirações e dos ideais humanos. Eles sempre existiram e continuarão existindo. Eles são importantes para a vida e a cultura dos povos. 

Existem símbolos com significados profundos dentro de um determinado contexto histórico e cultural. Quando abraçados com ardor, manifestam e alimentam o respeito e despertam energias inesperadas. Há símbolos e tempos que tentam traduzir convicções e valores que se apresentam como indissociáveis para a sobrevivência de uma cultura.

Quando uma sociedade desconsidera a dimensão do simbólico e seus tempos, então se vulgariza tradição, cultura, arte. Um povo que desconsidera sua arte, cultura e tradição é um povo sem raízes, ficando a mercê de impressões genéricas e conformado ao politicamente correto.

A vulgarização do universo artístico e cultural de um povo é expressão de pouco respeito para com esse mesmo povo e suas tradições. Desconsiderar, por exemplo, o tempo da quaresma e vulgarizar o carnaval e seu tempo preocupam e fazem pensar. Até porque a existência humana não é um eterno carnaval!

Por Dom Jaime Spengler – Arcebispo de Porto Alegre (RS)

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