frei Raniero Cantalamessa - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png frei Raniero Cantalamessa - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Quarta pregação da Quaresma: a obediência a Deus na vida cristã https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/quarta-pregacao-da-quaresma-a-obediencia-a-deus-na-vida-crista/ Fri, 16 Mar 2018 14:25:34 +0000 http://teste.toqueto.com/quarta-pregacao-da-quaresma-a-obediencia-a-deus-na-vida-crista.html O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana participaram na manhã de sexta-feira (16/03) da quarta pregação de Quaresma feita pelo Fr. Raniero Cantalamessa. Com o tema: “A obediência a Deus na vida cristã”.

Frei Cantalamessa inicia a sua meditação recordando que “Devemos ir à descoberta da obediência ‘essencial’, a partir da qual surgem todas as obediências particulares, inclusive aquela às autoridades civis”. De fato, “há uma obediência que diz respeito a todos – superiores e súditos, religiosos e leigos – , que é a mais importante de todas, que governa e vivifica todas as outras, e esta obediência não é a obediência do homem ao homem, mas a obediência do homem a Deus”. A obediência a Deus é o fio do alto: tudo é construído sobre ela, mas ela não pode ser esquecida nem mesmo após a conclusão da construção”.

Em seguida fala sobre a obediência a Cristo, dizendo que “é relativamente simples descobrir a natureza e a origem da obediência cristã: basta ver com base em qual concepção da obediência Jesus é definido, pela Escritura, ‘o obediente’. A obediência recobre toda a vida de Jesus. A grandeza da obediência de Jesus é medida objetivamente “pelas coisas que sofreu” e subjetivamente pelo amor e pela liberdade com que ele obedeceu”.

Frei Cantalamessa continua falando sobre a obediência como graça, ou seja, o batismo. Porque “pelo batismo, todos os cristãos são ‘votados’ à obediência, fizeram, em certo sentido, ‘voto’. A redescoberta deste dado comum, fundado no batismo, atende uma necessidade vital dos leigos na Igreja.

Devemos recordar sempre – continua Cantalamessa –a obediência como um ‘dever’: a imitação de Cristo.

Jesus aceitou a obediência externa e se sujeitou aos homens, mas, ao fazê-lo assim, não negou, mas realizou a obediência ao Pai. Precisamente isso, de fato, o Pai queria. Obedecer apenas quando o que o superior diz corresponde exatamente às nossas idéias e às nossas escolhas, não é obedecer a Deus, mas a nós mesmos; não é fazer a vontade de Deus, mas a própria vontade.

Finaliza afirmando que a obediência é aberta a todos. A obediência a Deus é a obediência que sempre podemos fazer. Quanto mais alguém obedece, mais as ordens de Deus se multiplicam, porque ele sabe que este é o dom mais lindo que pode fazer, aquele que fez ao seu amado Filho Jesus. Qualquer coisa que eu decida fazer, regulando-me com os critérios comuns de discernimento, será obediência a Deus. É dessa forma que se entregam as rédeas da vida a Deus!

Por Vatican News

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Reflexão de Advento: "Cristo é o centro do meu tempo?" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/reflexao-de-advento-cristo-e-o-centro-do-meu-tempo/ Fri, 22 Dec 2017 15:19:34 +0000 http://teste.toqueto.com/reflexao-de-advento-cristo-e-o-centro-do-meu-tempo.html Nesta sexta-feira (22/12), o Pregador capuchino Frei Raniero Cantalamessa propôs ao Papa Francisco e a seus colaboradores a sua segunda e última meditação do tempo de Advento.

Na capela Redemptoris Mater, no Vaticano, Frei Cantalamessa intitulou a reflexão “Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre”, iniciando-a com ‘a onipresença de Cristo no tempo’.

Cristo e o tempo

“Cristo, afirmou o pregador, está no mundo, mas não é do mundo; está na história e no tempo, mas transcende a história e o tempo. Não é uma presença abstrata e uniforme, pois atua de modo diferenciado nas diversas fases da história da salvação”.

Cristo: figura, evento e sacramento

“Ele está presente no Antigo Testamento como figura, está presente no Novo Testamento como evento e está presente no tempo da Igreja como sacramento. A figura anuncia, antecipa e prepara o evento, enquanto o sacramento o celebra, o torna presente, o atualiza e, em certo sentido, o prolonga”.  

A constatação de que Cristo é reconhecido como o pivô e o eixo do tempo não deve ser para um cristão um motivo de orgulho e triunfalismo, mas uma oportunidade para um exame de consciência. Frei Cantalamessa sugeriu as seguintes questões:

“Cristo também é o centro da minha vida, da minha pequena história pessoal? Do meutempo? Ele ocupa um lugar central apenas na teoria, ou também de fato?”

“Cristo não é apenas o centro, ou o baricentro, da história humana, aquele que, com a sua vinda, cria um antes e um depois no passar do tempo: Ele também é aquele que preenche todos os momentos deste tempo; é “a plenitude”, também no sentido ativo que enche de si a história da salvação: primeiro como figura, depois como evento e, finalmente, como sacramento.

O encontro que muda a vida

Conduzindo a reflexão ao plano pessoal, o capuchinho afirmou que isso significa que Cristo também deve preencher nosso tempo: “Preencher de Jesus mais instantes possíveis da própria vida não é um programa impossível, não é uma questão de passar todo o tempo pensando em Jesus, mas de “perceber” sua presença, abandonando-se à sua vontade”.

E mencionou um exemplo prático e vivido recentemente por ele mesmo, quando em uma viagem, ficou algum tempo sem conexão à internet até consegui-la, finalmente. “E o que é essa conexão em comparação com aquela que se realiza quando alguém se “conecta” pela fé com Jesus Ressuscitado e vivo? No primeiro caso, a pessoa se abre para um pobre e trágico mundo dos homens; aqui, a pessoa se abre ao mundo de Deus, porque Cristo é a porta, é o caminho que conduz à Trindade e ao infinito”.

Chegando à conclusão, o Frei afirmou:

“ Diante de Deus, o melhor momento da vida não é o mais cheio de possibilidades e atividades, mas o tempo mais repleto de Cristo porque esse já se insere na eternidade”.

Pensando já no que vem, quando os jovens estarão no centro da atenção da Igreja com o sínodo sobre “Os jovens e a fé”, propôs que os ajudemos “a preencher de Cristo a sua juventude, oferecendo-lhes o dom mais bonito”.

Por Vatican News

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I Pregação de Advento: "Que lugar ocupa Cristo no universo?" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/i-pregacao-de-advento-que-lugar-ocupa-cristo-no-universo/ Fri, 15 Dec 2017 12:54:53 +0000 http://teste.toqueto.com/i-pregacao-de-advento-que-lugar-ocupa-cristo-no-universo.html O Papa Francisco e seus colaboradores mais próximos participaram na manhã de sexta-feira (15/12) da primeira pregação do Advento 2017, na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano. O pregador oficial do Vaticano, o capuchinho Raniero Cantalamessa, é o autor dos sermões semanais, e este teve como tema “Tudo foi criado por Ele e para Ele; Cristo e a criação”.

As meditações do Advento deste ano têm como proposta recolocar a pessoa divina-humana de Cristo no centro dos dois grandes componentes que, em conjunto, constituem “o real”, isto é: o cosmos e a história, o espaço e o tempo, a criação e o homem. O objetivo final é colocar Cristo “no centro” de nossa vida pessoal e de nossa visão de mundo, no centro das três virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade.

Cristo e o cosmos, Criação e encarnação

Como primeira meditação, Frei Cantalamessa sugeriu a reflexão sobre o relacionamento entre Cristo e o cosmos. “No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas”  (Gn 1, 1-2).  Segundo ele, esta relação, entre criação e encarnação está bem expressa no Livro do Gênesis e na encíclica Laudato si’.

“É uma questão de saber qual lugar ocupa a pessoa de Cristo em todo o universo”, afirmou, questionando: “Existe, então, algo que nos permita escapar do perigo de fazer de Cristo “um intruso ou uma pessoa deslocada na esmagadora e hostil imensidão do Universo”? Em outras palavras, Cristo tem algo a dizer sobre o problema urgente da ecologia e da salvaguarda da criação, ou isso é totalmente marginal a ele, como um problema que afeta quando muito a teologia, mas não a cristologia?

O Espírito Santo é a força misteriosa que impele a criação para a sua realização. Ele que é “o princípio da criação das coisas”, é também o princípio da sua evolução no tempo. Na verdade, isso não é outra coisa senão a criação que continua. Em outras palavras, o Espírito Santo é aquele que, por sua natureza, tende a fazer a criação passar do caos ao cosmos, a fazer disso algo bonito, limpo: um “mundo” precisamente, de acordo com o significado original desta palavra.

Como Cristo atua na criação

O frei capuchinho levantou ainda uma questão: Cristo tem algo a dizer sobre os problemas práticos que o desafio ecológico coloca para a humanidade e para a Igreja? Em que sentido podemos dizer que Cristo, trabalhando através do seu Espírito, é o elemento-chave para um ecologismo cristão saudável e realista?

“Penso que sim”, respondeu Frei Cantalamessa. “Cristo desempenha um papel decisivo também nos problemas concretos da proteção da criação, mas o faz indiretamente, trabalhando no homem e – através do homem – na criação”. Acontece como no início da criação: Deus cria o mundo e confia a custódia e a salvaguarda ao homem.  

Como agir global e localmente

 Como todas as coisas, também o cuidado da criação tem dois níveis: o nível global e o nível local. Um slogan moderno convida a pensar globalmente, mas agir localmente: Think globally, act locally. Isso quer dizer que a conversão deve começar do indivíduo, isto é, de cada um de nós. Francisco de Assis costumava dizer aos seus frades: “Nunca fui um ladrão de esmolas, pedindo-as ou usando-as além da necessidade. Peguei sempre menos do que eu precisava, para que os outros pobres não fossem privados de sua parte; porque, de outra forma, seria roubar”.(14)

Hoje esta regra poderia ter uma aplicação muito útil para o futuro da Terra. Também nós devemos propor-nos: não ser ladrões de recursos, usando-os mais do que o necessário e retirando-os, assim, daqueles que virão depois de nós. Em primeiro lugar, nós que trabalhamos normalmente com o papel, poderíamos tentar não contribuir com o desperdício enorme e desconsiderado que é feito desta matéria-prima, privando assim a mãe terra de uma árvore menos.

Sobriedade e parcimônia, para que todos tenham

O Natal é um forte chamado a esta sobriedade e parcimônia no uso das coisas. Quem nos dá o exemplo é o próprio Criador que, tornando-se homem, se satisfez com um estábulo para nascer. ..”

Todos nós, crentes e não-crentes, somos chamados a comprometer-nos com o ideal da sobriedade e do respeito pela criação, mas nós, cristãos, devemos fazê-lo por uma razão e com uma intenção a mais e diferente. Se o Pai Celestial fez tudo “por meio de Cristo e em vista de Cristo”, também nós devemos tentar fazer tudo assim: “por meio de Cristo e em vista de Cristo”, isto é, com sua graça e para a sua glória. Também o que fazemos neste dia.

Por Rádio Vaticano

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Padre Cantalamessa: V pregação da Quaresma https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/padre-cantalamessa-v-pregacao-da-quaresma/ Fri, 07 Apr 2017 12:24:24 +0000 http://teste.toqueto.com/padre-cantalamessa-v-pregacao-da-quaresma.html Frei Raniero Cantalamessa, Pregador oficial da Casa Pontifícia, fez, na manhã desta sexta-feira, (07) na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano, a sua quinta e última pregação de Quaresma 2017. “Manifestou-se a Justiça de Deus” – Como fazer do V centenário da Reforma protestante uma ocasião de graça e de reconciliação para toda a Igreja, foi o tema da meditação da qual participou o Papa Francisco e membro da Cúria.

O Espírito Santo que – vimos nas meditações anteriores – nos insere na plena verdade da pessoa de Cristo e no seu mistério pascal, nos ilumina também sobre um aspecto crucial da nossa fé em Cristo, ou seja, sobre a maneira pela qual a salvação alcançada por ele chega a nós hoje na Igreja. Em outras palavras, sobre o grande problema da justificação do homem pecador por meio da fé. Acredito – disse o pregador – que tentar lançar luz sobre a história e sobre o estado atual deste debate seja a melhor forma para fazer do acontecimento do V centenário da Reforma protestante uma ocasião de graça e de reconciliação para toda a Igreja.

Ainda hoje, na pessoa religiosa mediana, em certos países do Norte da Europa, tal doutrina é o divisor de águas entre catolicismo e protestantismo. Eu mesmo ouvi de vários fieis leigos luteranos a pergunta: “Você crê na justificação pela fé?”, como a condição para poder ouvir aquilo que eu dizia. Esta doutrina é definida pelos próprios iniciadores da Reforma “o artigo com o qual a Igreja está em pé ou cai”.

É importante recordar que a tese da justificação pela fé e não pelas obras, não foi o resultado da polêmica com a Igreja da época, mas a sua causa. Foi uma verdadeira iluminação do alto, uma “experiência Erlebnis, tal como foi definida por ele próprio.

Então, a Reforma Protestante foi um caso de “muito barulho por nada”? Fruto de um equívoco? Devemos responder com firmeza: não! As revoluções, no entanto, não surgem pelas ideias ou pelas teorias abstratas, mas por situações históricas concretas, e a situação da Igreja, há tempo, não refletia realmente aquelas convicções. A vida, a catequese, a piedade cristã, a direção espiritual, por não falar depois da pregação popular: tudo parecia afirmar o contrário, ou seja, que o que conta são as obras, o esforço humano.

Depois que o cristianismo se tornou religião do Estado, a fé era absorvida naturalmente através da família, da escola, da sociedade. Não era tão importante insistir no momento em que se chega à fé e na decisão pessoal com a qual se torna crentes, mas insistir nas exigências práticas da fé, em outras palavras, na moral, nos costumes.

A doutrina da justificação gratuita pela fé  – disse Frei Cantalamessa – não é uma invenção do Apóstolo Paulo, mas a mensagem central do Evangelho de Cristo, independente da forma que tenha sido conhecida pelo Apóstolo: se por revelação direta do ressuscitado, ou pela “tradição”, que ele diz ter recebido e que não era certamente limitada às poucas palavras do kerygma. Se não fosse assim, teriam razão aqueles que dizem que Paulo, não Jesus, é o verdadeiro fundador do cristianismo.

O núcleo da doutrina está contido já na palavra “Evangelho”, boa notícia, que Paulo com certeza não inventou do nada.

Falando ainda Reforma, o pregador disse que é vital que o centenário da Reforma não seja desperdiçado permanecendo prisioneiros do passado, procurando ver quem errou ou quem tem razão, talvez em um tom mais conciliador do que no passado. Devemos, pelo contrário, dar um passo à frente, como quando um rio chega a um estreitamente de leito e retoma o seu curso em um nível mais alto.

A situação mudou desde então. Os problemas que causaram a separação entre a Igreja de Roma e a Reforma foram particularmente as indulgências e o modo como ocorre a justificação do ímpio. Mas podemos dizer que estes são os problemas que levantam ou derrubam a fé do homem de hoje? Em uma ocasião recordo que o cardeal Kasper fez esta observação: para Lutero o problema existencial número um era como superar o sentido de culpa e obter um Deus benevolente; hoje o problema é exatamente o oposto: como dar novamente ao homem o sentido do pecado que desapareceu totalmente.

A justificação gratuita por meio da fé em Cristo deveria ser pregada hoje por toda a Igreja e com mais vigor do que nunca. Não, no entanto, em oposição às “obras” mencionadas no Novo Testamento, mas em contraste com a pretensão do homem pós-moderno de salvar-se sozinho com a sua ciência e tecnologia ou com espiritualidades improvisadas e tranquilizantes. Estas são as “obras” em que o homem moderno confia. Estou convencido de que, se Lutero voltasse à vida, esta seria a maneira pela qual ele também pregaria hoje a justificação pela fé.

Outra coisa importante devemos aprender todos, luteranos e católicos, do iniciador da Reforma. Para ele a justificação gratuita pela fé era acima de tudo uma experiência vivida e só mais tarde teorizada.

Nunca devemos perder de vista o ponto principal da mensagem paulina. Aquilo que o Apóstolo quer por acima de tudo afirmar em Romanos 3 não é que somos justificados pela fé , mas que somos justificados pela fé em Cristo; não é tanto que somos justificados pela graça, mas que somos justificados pela graça de Cristo. É Cristo o coração da mensagem, antes mesmo que a graça e a fé. É ele, hoje, o artigo com o qual a Igreja está em pé ou cai: uma pessoa, não uma doutrina.

Por Rádio Vaticano

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Na Quaresma, ler a narração da paixão de Cristo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/na-quaresma-ler-a-narracao-da-paixao-de-cristo/ Fri, 24 Mar 2017 13:42:40 +0000 http://teste.toqueto.com/na-quaresma-ler-a-narracao-da-paixao-de-cristo.html O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana participaram na manhã desta sexta-feira (24/03), na capela Redemptoris Mater, no Vaticano, da III pregação de Quaresma. O pregador da Casa Pontifícia, Fr. Raniero Cantalamessa, desenvolveu o tema “O Espírito Santo no mistério pascal de Cristo”.

Nas duas meditações anteriores, o Fr. Cantalamessa discorreu sobre como o Espírito Santo nos introduz na “plena verdade” sobre a pessoa de Cristo, fazendo-nos conhecê-lo como “Senhor” e como “Deus verdadeiro de Deus verdadeiro”. Nas restantes meditações, a atenção passa da pessoa para o obrar de Cristo, do ser para o agir.

A relação entre o Espírito Santo e a morte de Jesus é enfatizada, especialmente, no Evangelho de João. O Espírito Santo leva Jesus à cruz e da cruz Jesus dá o Espírito Santo. No momento do nascimento e, depois, publicamente, em seu batismo, o Espírito Santo é dado a Jesus; no momento da morte, Jesus dá o Espírito Santo.

A morte não é para o fiel o fim da vida, mas o início da verdadeira vida; não é um salto no vazio, mas um salto na eternidade. Ela é um nascimento e um batismo.

O cristianismo não é feito para aumentar o medo da morte, mas para removê-lo; Cristo, diz a Carta aos Hebreus, veio “para libertar aqueles que, com medo da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hb 2,15). “O cristianismo não cresce com o pensamento de nossa própria morte, mas com o pensamento da morte de Cristo!”, ressaltou Fr. Cantalamessa.

Por isso, afirma ainda o frade franciscano, mais eficaz que meditar sobre a nossa morte, é meditar sobre a paixão e morte de Jesus. Essa é uma meditação que suscita comoção e gratidão, não angústia; nos faz exclamar, como o apóstolo Paulo: “Me amou e se entregou por mim” (Gl 2, 20).

O Fr. Cantalamessa conclui propondo um “exercício piedoso” durante a Quaresma, isto é, o de tomar em mãos um Evangelho e ler por conta própria, com calma e na íntegra, a narração da paixão de Cristo.

Por Rádio Vaticano

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A divindade de Cristo: Papa participa da II pregação de Quaresma https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/a-divindade-de-cristo-papa-participa-da-ii-pregacao-de-quaresma/ Fri, 17 Mar 2017 12:28:16 +0000 http://teste.toqueto.com/a-divindade-de-cristo-papa-participa-da-ii-pregacao-de-quaresma.html O Papa Francisco participou na manhã desta sexta-feira (17/03), na capela Redemptoris Mater, da II pregação de Quaresma.

O título proposto pelo pregador da Casa Pontifícia, Fr. Raniero Cantalamessa, foi “O Espírito Santo nos introduz no mistério da divindade de Cristo”.

O frade capuchinho propõe a seguinte pergunta: Que lugar ocupa Jesus Cristo em nossa sociedade e na própria fé dos cristãos? Para ele, deve-se falar de “uma presença-ausência de Cristo”. “Em um certo nível – o do espetáculo e da mídia no geral – Jesus Cristo está muito presente. Em uma série infinita de histórias, filmes e livros, os escritores manipulam a figura de Cristo. Tornou-se uma moda, um gênero literário. Chamo tudo isso de parasitismo literário. Mas se olharmos para o âmbito da fé, ao qual ele pertence em primeiro lugar, notamos, pelo contrário, uma ausência perturbadora, ou até mesmo rejeição da sua pessoa.” 

A divindade de Cristo, afirma ainda Fr. Cantalamessa, não é um “postulado” prático, como é, para Kant, a própria existência de Deus. Não é um postulado, mas a explicação de um dado de fato, de uma experiência de salvação. “Em outras palavras, não é na salvação que se fundamenta a divindade de Cristo, mas é na divindade de Cristo que se fundamenta a salvação.”

“Mas é hora voltar a nós e tentar ver o que podemos aprender hoje da épica batalha sustentada em sua época pela ortodoxia. A divindade de Cristo é a pedra angular que sustenta os dois mistérios principais da fé cristã; a Trindade e a encarnação. Elas são como duas portas que se abrem e se fecham juntas. Se retirada a divindade de Cristo, tudo se desmorona e antes de mais nada, a Trindade.”

Por Rádio Vaticano

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Guardar-se do deus dinheiro, que ele mesmo de punir seus adoradores https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/guardar-se-do-deus-dinheiro-que-ele-mesmo-de-punir-seus-adoradores/ Thu, 09 Mar 2017 10:17:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44789 Da misericórdia que “ressoa em modo novo” à necessidade de guardar-se do deus dinheiro, “grande Velho” falso e mentiroso,  que “se encarrega de punir ele mesmo os seus adoradores”, e o alerta de que o outro “é uma palavra que se vê” e o Lázaro de hoje “não é mais uma pessoa, mas um continente, ou até mesmo, um hemisfério”. 

Na primeira Quaresma após o Jubileu da Misericórdia, o Pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa, traçou para a Agência Sir (da Igreja italiana) um panorama deste tempo forte do ano litúrgico.

Misericórdia

Após o Jubileu – observa o pregador – a  palavra “misericórdia” “evoca gestos, comportamentos e uma praxis eclesial bem precisa. O próprio exemplo do Papa indicou toda uma série de aplicações concretas, de âmbitos novos e atuais onde encarnar a bem-aventurança dos misericordiosos”.

“Antes ainda do dever de ser misericordiosos – continuou – o Papa Francisco insistiu na misericórdia como dom de Deus à humanidade que assumiu um rosto humano em Cristo. A misericórdia dos homens e da Igreja – disse ele –  não é a causa, mas o efeito da misericórdia de Deus”.

Neste sentido, “a Parábola do servo mau que, perdoado não soube por sua vez perdoar a quem lhe devia cem míseros denários, fixou para sempre a relação existente entre as duas faces da misericórdia segundo o Evangelho”.

A palavra é um dom

O frei capuchinho recorda que a mensagem do Santo Padre para a Quaresma deste ano “é centrada na relação entre a Palavra que Deus dirige a cada pessoa por meio do Evangelho e a palavra viva que é cada irmão, sobretudo o pobre e o necessitado”. Santo Agostinho, neste sentido, define a palavra como “um sacramento que se ouve” e o sacramento “uma palavra que se vê”. Assim, o Papa nos recorda que “o outro é uma palavra que se vê”.

“O rico epulão – explica o Pregador da Casa Pontifícia – não soube ver esta palavra no pobre Lázaro; tendemos – nos adverte o Papa – a fazer o mesmo também nós com os inúmeros “Lázaros” que existem nas nossas portas e pelas nossas ruas”.

Para o Frei Raniero, “nunca se fará o bastante em termos de misericórdia espiritual e corporal, mesmo porque as necessidades são imensas e objetivamente superiores às forças humanas”.

No entanto, isto “não deve fazer com que fechemos nossos olhos para as iniciativas extraordinárias de solidariedade, que sob diversas formas, religiosas ou leigas, estão em andamento no nosso mundo ocidental, também graças ao exemplo pessoal e aos contínuos apelos do Papa Francisco”.

“O bem não faz barulho e o barulho não faz bem” – sublinha – e isto fica “particularmente evidente nas obras de misericórdia, sobretudo da misericórdia corriqueira e capilar”.

“Ouvimos falar continuamente – observa o Frei Raniero – de escândalos financeiros e de apropriações indevidas, mas raramente das tantas, pequenas ou grandes “expropriações” voluntárias”.

Corrupção e o deus dinheiro

O Papa Francisco, em sua  mensagem para a Quaresma, também toca num tema que lhe é muito caro: a corrupção. E fala do dinheiro como o “ídolo tirânico”.

Neste contexto, o Pregador da Casa Pontifícia recorda que nos anos 70 e 80 na Itália, “as inesperadas reviravoltas políticas, os jogos ocultos de poder, o terrorismo e os mistérios de todo tipo” que afligiam a convivência civil, fizeram com que se firmasse a ideia, “quase mística, da existência de um “grande Velho”: um personagem astuto e poderoso, que por detrás do panos teria influenciado tudo, com um fim somente por ele conhecido. Este “grande Velho” – sublinha Raniero – realmente existe, não é um mito; chama-se Dinheiro!”.

E como todos os ídolos – alerta – “o dinheiro é falso e mentiroso”. Promete a segurança, ao invés disto, a tira; promete liberdade, e ao invés disto, a destrói” .

“Homens ocupando cargos de responsabilidade, que não sabiam mais em qual banco ou paraíso fiscal depositar seus ganhos com a corrupção, acabaram no banco dos réus, ou na cela de uma prisão. Para quem o fizeram? Valia a pena fazê-lo? Fizeram realmente o bem dos filhos e da família, ou do partido, se é isto que buscavam? Ou simplesmente acabaram arruinando a si mesmos e aos outros? O deus dinheiro se encarrega ele mesmo de punir os seus adoradores”.

Sacramento da Penitência

No Jubileu da Misericórdia, o Papa enviou os missionários da misericórdia, também para dar uma maior centralidade ao Sacramento da Penitência. Para Raniero Cantalamessa, a postura que se tem atualmente em relação ao Sacramento da Reconciliação “espelha a tendência existente em todas as Igrejas cristãs e na prática religiosa em geral”. Isto é, “a confissão é praticada por um número menor, muito menor (de fieis) em relação ao passado, mas aqueles que se aproximam dele, o fazem, de forma geral, com uma convicção maior do que em outros tempos”.

O frei capuchinho acredita que, atendendo aos numerosos apelos do Papa neste sentido, seria necessário “fazer da confissão um sinal de autêntica conversão do coração”.

“Existem pecados que nós sacerdotes quase nunca ouvimos  mencionados no confessionário e que são muito difusos na vida e uma verdadeira chaga da sociedade: aqueles que dizem respeito ao modo de administrar ou de buscar dinheiro”.

“Esperemos – concluiu Frei Raniero Cantalamessa – que o comentário que o Papa faz em sua mensagem para a Quaresma da parábola evangélica, não seja lido e ouvido somente pelos tantos Lázaro, mas também por algum rico epulão”.

Por Rádio Vaticano

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