fraternidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png fraternidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Fraternidade é esperança para o futuro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-mundo/fraternidade-e-esperanca-para-o-futuro/ Wed, 31 Mar 2021 01:53:17 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=60271 Francisco assinou a 3 de outubro de 2020 a sua nova Encíclica: “Fratelli tutti”, “Todos irmãos”. Com esta expressão, o Papa recorda o Santo de Assis e propõe “uma forma de vida com sabor a Evangelho”.

Francisco de Roma deixou-se inspirar por Francisco de Assis e colocou-se na esteira do futuro propondo um caminho de fraternidade. Desde o primeiro dia do seu pontificado, que o Papa Francisco se apresentou ao mundo com a palavra “irmãos”. Logo ali na noite da sua eleição, em Roma, a 13 de março de 2013: “Irmãos e irmãs, boa noite!” – disse.

E lançou um desafio: “Comecemos este caminho, bispo e povo, um caminho de fraternidade e de confiança entre nós.”

Depois da Encíclica “Lumen Fidei”, em 2013 e da “Laudato Si”, em 2015, Francisco dirige-nos um grande desafio. O desafio da fraternidade proposta por Jesus: amar o próximo como a mim mesmo.

Anseio mundial de fraternidade

A Encíclica “Fratelli tutti”, “Todos irmãos”, terceira do pontificado de Francisco, é um texto dedicado à fraternidade e à amizade social que procura acender uma luz de esperança numa humanidade sofrida. Especialmente neste tempo de pandemia.

O Papa refere-se, precisamente à Covid-19, logo no número 7 da sua Encíclica afirmando que esta doença “irrompeu de forma inesperada” tendo deixado “a descoberto as nossas falsas seguranças”. “Desejo ardentemente que, neste tempo que nos cabe viver, reconhecendo a dignidade de cada pessoa humana, possamos fazer renascer, entre todos, um anseio mundial de fraternidade” – escreve o Papa.

Cada vida é vida em comum

Foram vários os bispos portugueses dos quais recolhemos comentários e reflexões sobre a nova Encíclica do Papa Francisco. Recordamos aqui dois pequenos apontamentos. Para o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, esta Encíclica tem um significado especial em tempo de pandemia, uma conjuntura na qual “cada vida, é vida em comum, é vida de uns com os outros”:

“Estamos todos dolorosamente separados uns dos outros, tememos os contactos. Temos medo de entrar em relação. A vulnerabilidade está patente aos olhos de todos. Assim como também a precaridade mostra a verdadeira condição humana. E a ciência confessa também os seus limites. E é um pouco nesta situação do limite que nós reconhecemos que teremos que ser solidários. Nesta conjuntura verificamos que cada vida, é vida em comum, é vida de uns com os outros. É vida de uns para com os outros. A minha vida não depende só de mim, somos parte integrante da humanidade e a humanidade é parte de nós mesmos. Somos um corpo, somos uma família, vivemos e interpretamos a fraternidade.”

Parábola do bom samaritano é fio condutor

Para o bispo de Bragança-Miranda, a parábola do bom samaritano é o “fio condutor” da Encíclica do Papa Francisco. D. José Cordeiro considera que em tempo de pandemia é bom exercitar a reflexão sobre a questão: ‘quem é o meu próximo?’

“No tempo de pandemia, o uso da máscara exercita ainda mais o ouvir e o olhar. E o Papa Francisco cita Santo Agostinho para sublinhar esta contribuição peculiar de todos e de cada um. O ouvido vê através do olho e o olho escuta através do ouvido. E neste tempo de pandemia, em que revalorizamos a família, a comunidade e tantos valores que pareciam estar mais esquecidos é também a oportunidade desta questão fundamental do próximo: ‘Quem é o meu próximo?’. E a parábola do bom samaritano é aqui o fio condutor desta Encíclica social. Porque não se avança sem memória, como diz o Papa, olhando para Cristo como Bom Pastor. Nós somos também desafiados a perguntar: de quem é que eu me aproximo?” – perguntou o prelado.

Precisamos mais do que nunca de fraternidade

No Dia de Natal de 2020 o Papa na sua Mensagem e Benção Urbi et Orbi referiu-se de maneira especial ao período difícil que estamos a viver com a pandemia de Covid-19. Um “momento histórico” onde a solução chama-se fraternidade – disse Francisco:

“Neste momento histórico, marcado pela crise ecológica e por graves desequilíbrios económicos e sociais, agravados pela pandemia do coronavírus, precisamos mais do que nunca de fraternidade. E Deus oferece-a, dando-nos o seu Filho Jesus: não uma fraternidade feita de palavras bonitas, ideais abstratos, vagos sentimentos… Não! Uma fraternidade baseada no amor real, capaz de encontrar o outro diferente de mim, de compadecer-me dos seus sofrimentos, aproximar-me e cuidar dele mesmo que não seja da minha família, da minha etnia, da minha religião; é diferente de mim, mas é filho de Deus meu irmão, é minha irmã. E isto é válido também nas relações entre os povos e as nações. Todos irmãos” – declarou o Santo Padre.

Na sua Encíclica “Fratelli tutti”, “Todos irmãos”, o Santo Padre indica um caminho a percorrer, por uma fraternidade a procurar. Um caminho que é esperança para o futuro da humanidade.

Laudetur Iesus Christus

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Cristo, nossa Páscoa e nossa Paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/cristo-nossa-pascoa-e-nossa-paz/ Wed, 28 Mar 2018 08:42:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51470 A violência cria um muro de separação entre “nós” e “os outros”. Será isto o que Deus quer para a humanidade? Claro que não! “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), disse Jesus. A grande notícia que celebramos no tríduo pascal (Paixão-Morte-Ressurreição de Jesus Cristo) é que Ele “quis criar em si mesmo um homem novo, estabelecendo a paz” (Ef 2,15). Sim, “Cristo é a nossa paz” (Ef 2,14). São Paulo explica que esta paz é fruto da cruz de Jesus Cristo: “Quis reconciliá-los (judeus e pagãos) com Deus num só corpo, por meio da cruz; foi nela que Cristo matou o ódio” (Ef 2,16). A cruz de Cristo é fonte de paz para a humanidade, pois nela o ódio foi morto! Jesus nos ensinou, por todo seu sofrimento inocente, que o único remédio para superar o ódio é o amor.Anunciamos a esperança de um modo de viver diferente, pois em Cristo o bem é infinitamente maior do que o mal, por mais terrível que se apresente. A Páscoa nos convoca a vivermos como pessoas novas, reconciliadas, pacificadas e pacificadoras.

Nos dias da Semana Santa, sobretudo na Sexta-feira da Paixão, mais uma vez, os católicos ouvem os relatos da violência que se desencadeou sobre o inocente, o “Servo Sofredor” (cf. Is 52,13-53,12).Neste último Cântico do Servo Sofredor, Isaías profetizou o que aconteceria a Jesus. Parece uma descrição da cena da crucificação: “Ele não tinha nem aparência nem beleza para atrair o nosso olhar, nem simpatia para que pudéssemos apreciá-lo” (Is 53,2). Jesus foi condenado e crucificado como nocivo para o povo. “Ela (a Luz) veio para a sua casa, mas os seus não a receberam” (Jo 1,11). A humanidade de ontem e de hoje tem dificuldade de acolher o inocente e justo. Este é o verdadeiro pecado, não acolher aquele que nos salva, que nos traz a paz. Na sua Paixão, sobre ele se abateunossas maldades. Maspelas suas chagas fomos salvos (cf. Is 53,5). Aceita estar nas mãos dos perseguidores. Não responde à violência, nem com a violência e nem com palavras. Fica em silêncio. É entregue de mão em mão, mas livremente faz sua entrega interior. Renuncia à defesa, ao direito de dizer “eu sou inocente” e mostrar a injustiça da sua paixão. Renuncia recorrer a Deus. Não pede a Deus para intervir. Silencia. Não escolhe o caminho da violência (cf. Is 53,7). Uma ovelha mansa. Como o Profeta Jeremias parece dizer: “A ti confio minha causa” (Jr 20,20). Somente um grande silêncio. Será que o mal, a violência, a injustiça, o pecado e a opressão haverão de triunfar sempre?

Mas “o meu servo vai ter sucesso” (Is 52,13). “Por meio dele, o projeto do Senhor triunfará. Pelas amarguras sofridas, ele verá a luz. […] O meu servo justo devolverá a muitos a verdadeira justiça, pois carregou o crime deles” (Is53,10.11). Sua entrega fiel e unicamente vivida no amor, recebeu do Pai a confirmação na sua Ressurreição. Ele introduziu na humanidade uma “luz”, a reconciliação com Deus, pelo perdão redentor, e a possibilidade da reconciliação como caminho de fraternidade. “Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa notícia, que anuncia a salvação” (Is 52,7).

Toda vez que somos promotores da paz, permitimos que a força do Ressuscitado, que vive entre nós, triunfe e Ele continue, nos difíceis dias de hoje, a reconciliar, perdoar e pacificar. O Senhor Ressuscitado diz a todos nós, como aos seus discípulos: “A paz esteja convosco” (Jo 20,19). Feliz e Abençoada Páscoa a todos. Cristo, nossa Páscoa, é a nossa paz!

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta

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A necessidade de um pluralismo legítimo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-necessidade-de-um-pluralismo-legitimo/ Mon, 12 Mar 2018 15:38:23 +0000 http://teste.toqueto.com/a-necessidade-de-um-pluralismo-legitimo.html Nos últimos tempos, diante de uma certa incompreensão que leva a polarizações e classificações anacrônicas das tendências sociopolíticas diversas dos fiéis cristãos, na Igreja e na sociedade, é bom recordar o valor de um legítimo pluralismo. O Papa Paulo VI chamando atenção a este ponto e convocando a um discernimento expressava: nas diferentes situações concretas e tendo presente as solidariedades vividas por cada um, é necessário reconhecer uma variedade legítima de opções possíveis. Uma mesma fé pode levar a assumir compromissos diferentes.

A Igreja convida todos os cristãos para uma dupla tarefa de animação e inovação, a fim de fazerem evoluir as estruturas e as adaptarem às verdadeiras necessidades atuais (OA nº 50). No nº 573, do Compêndio da Doutrina Social da Igreja, citando o mesmo Papa, se acrescenta: as instâncias da fé cristã dificilmente podem ser encontradas numa única posição política, pois pretender que um partido ou uma corrente política correspondam completamente às exigências da fé e da vida cristã gera equívocos perigosos. E no mesmo parágrafo do nº 573 se conclui: o cristão não pode encontrar um partido que corresponda plenamente às exigências éticas que nascem da fé e da pertença à Igreja, a sua adesão a uma corrente política não será jamais ideológica, mas sempre crítica, a fim de que o partido e o seu projeto político sejam estimulados a realizar formas sempre mais atentas a obter o bem comum. É bom ter em conta um dos princípios da Evangelii Gaudium que, segundo o Papa Francisco, orientam o desenvolvimento da convivência social e a construção de um povo onde as diferenças se harmonizam dentro de um projeto comum: a realidade é mais importante do que a ideia. Isto supõe evitar várias formas de ocultar a realidade, os purismos angélicos, os totalitarismos do relativo, os nominalismos declaracionistas, os projetos mais formais que reais, os fundamentalismos anti-históricos, os eticismos sem bondade, os intelectualismos sem sabedoria. Lembrar, sempre, que as pessoas são o centro de qualquer sistema ou ideário e que a política deve estar a serviço da vida e da fraternidade inclusiva entre todos os homens e mulheres. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz Bispo de Campos (RJ)

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Atualização do Clero: aprofundamento e fraternidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/atualizacao-do-clero-aprofundamento-e-fraternidade/ Mon, 25 Sep 2017 12:40:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48659

Os Padres da Diocese Uruaçu, juntamente com o seu Bispo Dom Messias, estiveram reunidos nos dias 18 a 21 de Setembro para mais uma Atualização do Clero. Esse ano contamos com a assessoria de Dois Doutores, O Pe. Crésio Rodrigues, ele é Doutor em Direito Canônico, fez uma Introdução Geral ao Direito Canônico e depois Causas e Processo de Nulidade Matrimonial e o Pe. Agamenilton, Dr em Filosofia, desenvolveu o tema “Teologia do Corpo”. Destacando que os mesmos apresentaram com maestria os temas propostos. Foram dias de aprofundamento no conhecimento e também de uma fraterna convivência entres os Padres e o Bispo, oração e partilha.

Essa formação foi organizada pela Pastoral Presbiteral da Diocese de Uruaçu, essa Pastoral tem como objetivo contribuir para o processo de formação permanente intelectual, humana e afetiva dos Padres da Diocese, levando em consideração as grandes transformações contemporâneas e os desafios da missão e da ação Pastoral. O nosso agradecimento a todos os Padres que participaram, ao nosso Bispo Diocesano e aos assessores pela brilhante exposição.

Diocese de Uruaçu

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“Fraternidade e políticas públicas” é o tema da Campanha da Fraternidade 2019 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/fraternidade-e-politicas-publicas-e-o-tema-da-campanha-da-fraternidade-2019/ Wed, 09 Aug 2017 15:12:14 +0000 http://teste.toqueto.com/fraternidade-e-politicas-publicas-e-o-tema-da-campanha-da-fraternidade-2019.html Os bispos do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) escolheram, na manhã desta quarta-feira, 09, o tema da Campanha da Fraternidade 2019. Após empate com outra proposta, foi escolhido – por seis votos a quatro – o tema “Fraternidade e políticas públicas”.

A discussão a respeito da questão foi iniciada na manhã de ontem, logo no início da reunião do Conselho. A partir de 98 sugestões, enviadas por dioceses, regionais e órgãos governamentais, entre eles a Polícia Rodoviária Federal, os bispos chegaram a sete eixos temáticos postos em votação hoje: políticas públicas, trânsito, comunicação, família, educação, direitos humanos e fraternidade.

Após retomarem o debate e destacarem elementos importantes relacionados a cada temática, além da pertinência da reflexão no contexto social do Brasil, os bispos propuseram o título completo do tema para votação. Receberam votos as seguintes indicações: “Fraternidade e política públicas”, “Fraternidade: políticas públicas e direitos humanos” e “Trânsito: respeito à vida”.

A proposta vencedora ganhou peso com argumentos que destacavam que as políticas públicas é um tema mais abrangente e envolve todas outras propostas apreciadas pelos membros do conselho, como direitos humanos e sociais, família, educação, trânsito e comunicação.

Por CNBB

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Santa Sé: a solidariedade internacional é a base do bem comum https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-a-solidariedade-internacional-e-a-base-do-bem-comum/ Thu, 08 Jun 2017 08:03:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46705 Para a promoção e a proteção do bem comum é necessário reconhecer o papel da solidariedade internacional. Foi o que afirmou o observador permanente da Santa Sé no escritório da ONU em Genebra e em outras organizações internacionais na cidade helvécia, Dom Ivan Jorkovic, em pronunciamento sobre a solidariedade internacional feito na 35ª sessão do Conselho para os Direitos Humanos.

A solidariedade é a resposta aos desafios atuais

A comunidade internacional é atualmente chamada a enfrentar numerosos fenômenos como as migrações, as mudanças climáticas, os desastres naturais, os conflitos armados e a crescente discrepância entre pobres e ricos. A delegação da Santa Sé tem a convicção de que a solidariedade internacional representa uma abordagem eficaz para responder a tais desafios, ressaltou o arcebispo esloveno.

Somente a fraternidade supera a cultura do descarte

Em seguida, o representante vaticano recordou o que o Papa Francisco afirmou na mensagem em vídeo enviada ao TED 2017 realizado em Vancouver, no Canadá, de 24 a 28 de abril passado.

A solidariedade – dissera o Pontífice – deveria tornar-se “uma atitude de fundo nas escolhas em nível político, econômico, científico, nas relações entre as pessoas, entre os povos e os países”. “Somente a educação à fraternidade, a uma solidariedade concreta pode superar a cultura do descarte”, acrescentara o Santo Padre.

A solidariedade é um valor moral

A solidariedade não é somente um dever, mas um valor moral que deriva do princípio da fraternidade humana. A solidariedade é o cuidado incondicional do outro e requer o empenho de indivíduos, privados, realidades nacionais e internacionais. A prioridade é aplicar e reforçar o princípio da responsabilidade de proteger as pessoas, sobretudo as mais vulneráveis, observou Dom Jorkovič.

A comunidade internacional escolheu a solidariedade no lugar do egoísmo

Ademais, recordando palavras do prefeito do dicastério vaticano para o Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Peter Turkson, o representante da Santa Sé afirmou que com a Agenda 2030 a comunidade internacional escolheu a solidariedade no lugar do egoísmo: a solidariedade com os excluídos de hoje, a solidariedade com os pobres de amanhã, a solidariedade com as futuras gerações.

A solidariedade é o antídoto mais eficaz contra os modernos populismos

Por fim, o prelado recordou aquilo que o Papa Francisco afirmou em 24 de março passado aos chefes de Estado e de governo da União Europeia. A solidariedade “é também o antídoto mais eficaz contra os modernos populismos”.

“A solidariedade comporta a consciência de ser parte de um só corpo e, ao mesmo tempo, implica a capacidade que cada membro tem de ‘simpatizar’ com o outro e com o todo.” “Se um sofre, todos sofrem.”

Por Rádio Vaticano

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Príncipe da Paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/principe-da-paz/ Wed, 19 Apr 2017 10:09:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45552 Caros amigos, o horror de uma guerra total volta e meia bate à porta da história da humanidade como um fantasma, que desmascara a utopia iluminista do “mundo maravilhoso da ciência e da razão”. Entretanto, a Igreja de Cristo continua levando sua mensagem de esperança e salvação “sobre os telhados” do mundo, muitas vezes em ambientes céticos e hostis. E isto porque Cristo Ressuscitou! Aleluia!

Diante do reconhecimento sincero de que precisamos de um Salvador, a fé nos apresenta Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, como único Salvador da humanidade.

Em um primeiro momento, podemos dizer que Cristo é o Salvador da história por nos apontar um caminho possível de progresso integral baseado na conversão do coração ao amor, à fraternidade, ao perdão, ao serviço e a tantas outras realidades fundamentais ao bem comum mundial.

Mas, em um segundo momento, cremos que Jesus é Salvador do mundo por apresentar um caminho mais elevado do que o do bem-estar material. “Sem a perspectiva duma vida eterna, o progresso humano neste mundo fica privado de respiro. Fechado dentro da história, está sujeito ao risco de reduzir-se a simples incremento do ter; deste modo, a humanidade perde a coragem de permanecer disponível para os bens mais altos, para as grandes e altruístas iniciativas solicitadas pela caridade universal” (Bento XVI, CV, 11).

Portanto, a Ressurreição de Cristo, que celebramos especialmente neste tempo, é um desafio à nossa humanidade. Pois, não basta ao homem fazer coisas boas, é necessário que ele mesmo seja bom!

Inegavelmente esta meta é alta, mas é a única que pode nos levar à paz, que supera o bem-estar pessoal para abrir caminho à fraternidade, com todos os sacrifícios e renúncias que isto traz consigo.

Em sua mensagem de 01/01/2014, o Papa Francisco propôs a seguinte questão: “Conseguirão, meramente com as suas forças, vencer a indiferença, o egoísmo e o ódio, aceitar as legítimas diferenças que caracterizam os irmãos e as irmãs?”. E ele mesmo responde que “a cruz é o ‘lugar’ definitivo de fundação da fraternidade que os homens, por si sós, não são capazes de gerar. Jesus Cristo, (…) por meio da sua ressurreição constitui-nos como humanidade nova, em plena comunhão com a vontade de Deus, com o seu projeto, que inclui a realização plena da vocação à fraternidade”.

Olhemos para Jesus Cristo, Morto e Ressuscitado! Ele é o Príncipe da Paz! Ele é o caminho e o modelo da humanidade sem males!

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

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O homem foi feito para amar https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-homem-foi-feito-para-amar/ Thu, 30 Mar 2017 09:29:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45202 Caros amigos, o homem foi criado por Deus como um ser social, capaz de conhecer e amar os seus semelhantes. Assim ensina o Catecismo da Igreja Católica: “A pessoa humana tem necessidade da vida social. Esta não constitui para ela algo de acessório, mas uma exigência da sua natureza. Graças ao contato com os demais, ao serviço mútuo e ao diálogo com os seus irmãos, o homem desenvolve as suas capacidades, e assim responde à sua vocação” (n. 1879).

Esta fraternidade tem sua raiz mais íntima na unidade das Pessoas Divinas – Pai, Filho e Espírito Santo (Cfr. Catecismo, 1878). Da mesma forma, o ser humano também necessita de relações espirituais, tais como: amizade, aprendizagem, confiança, misericórdia e, sobretudo, amor. Certamente, o caminho para a realização humana é o amor, concretizado nos principais mandamentos da lei do Senhor: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Cfr. Mt 22, 36-39 e IJo 4, 20-21). Por isso, na Quaresma, somos convidados a refletir sobre nossa vida de amor efetivo para com Deus e nossos semelhantes, com todas as suas consequências.

Sabemos que as exigências do amor ao próximo muitas vezes impedem o homem moderno de viver sem conflitos, pois o amor pede iniciativas e renúncias que custam. Felizmente, a atual sociedade tem avançado no diálogo, abrindo espaços de convivência e compreensão mútuas em meio à diversidade de pensamentos vigentes. Por outro lado, isto não significa, como temos percebido, a demolição de valores que constituem os pilares fundamentais de uma sociedade sadia.

A consequência deste quadro é o esfriamento das relações com nossos semelhantes e uma grande crise no sentido da vida. A este respeito, diz o Papa Francisco: “Quase sem nos dar conta, tornamo-nos incapazes de nos compadecer ao ouvir os clamores alheios, já não choramos à vista do drama dos outros, nem nos interessamos por cuidar deles, como se tudo fosse uma responsabilidade de outrem, que não nos incumbe” (EG, 54).

Infelizmente, a indiferença sempre fez parte da trajetória humana. Porém, agora você está atuando na história e pode contribuir para a mudança deste quadro. Para isso, é preciso uma decisão resoluta pela conversão. Diz a Palavra de Deus: “Filhinhos, não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade!” (1Jo 3, 18).

Assim, qual tem sido seu gesto concreto de caridade nesta Quaresma? Desejo que ele seja o princípio de uma vida mais plena de amor e que marque toda a sua existência, apesar das possíveis consequências.

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

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Papa: combater as desigualdades que obrigam a emigrar https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-combater-as-desigualdades-que-obrigam-a-emigrar/ Wed, 22 Feb 2017 09:02:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44546 Desenvolvimento e integração: este é o binômio proposto pelo Papa Francisco para enfrentar hoje o desafio das migrações. O Pontífice falou sobre este tema ao receber na manhã de terça-feira, no Vaticano, os participantes do VI Fórum Internacional sobre Migrações e Paz, promovido pela Santa Sé nos dias 21 e 22 de fevereiro.

Em seu discurso, Francisco parte da constatação de que os movimentos migratórios sempre caracterizaram a história humana. Na sua essência, migrar é expressão intrínseca do anseio à felicidade própria de cada ser humano. Todavia, o Papa manifestou preocupação pela natureza forçada da maioria dos fluxos contemporâneos: transferências causadas por conflitos, desastres naturais, perseguições, mudanças climáticas, violências, pobreza extrema e condições de vida indignas.

Francisco propõe como resposta a este desafio a conjugação de quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar.

Acolher: o Papa pede uma mudança de atitude para superar a indiferença e a índole da rejeição, sentimentos muitas vezes amplificados por demagogias populistas. Para quem foge de guerras, afirma, é preciso abrir canais humanitários acessíveis e seguros. E o acolhimento deve ser feito de maneira responsável e digna, em espaço adequados e decorosos.

Proteger: Para Francisco, conjugar este verbo significa defender os migrantes da exploração, do abuso e da violência. Trata-se de um imperativo moral a ser traduzido adotando instrumentos jurídicos, realizando políticas justas, aplicando programas contra os “traficantes de carne humana”.

Contudo, proteger não basta: é preciso promover o desenvolvimento humano integral dos migrantes. Esta promoção, defende o Papa, deve começar a partir das comunidades de origem, ou seja: com o direito de poder emigrar, deve ser garantido o direito a não ter que emigrar. Isto é, o direito de encontrar na própria pátria condições que permitam uma digna realização da existência.

Uma vez emigrado, deve-se proceder a integrar os indivíduos. Um processo bidirecional que se fundamenta no reconhecimento mútuo da riqueza cultural do outro, só assim se podem evitar os novos “guetos”. Para isso, são necessários programas específicos que favoreçam o encontro significativo com o outro e o migrante não pode se fechar à nova cultura que o hospeda, respeitando leis e tradições.

“Creio que conjugar esses quatro verbos, na primeira pessoa do singular e na primeira pessoa do plural, represente hoje um dever – um dever para com os irmãos e irmãs que, por várias razões, são forçados a deixar o próprio local de origem”, disse Francisco. Este dever, acrescentou ele, é tríplice: dever de justiça, dever de civilidade e dever de solidariedade.

As desigualdades econômicas não são mais concebíveis, frisou o Papa. “Um pequeno grupo de indivíduos não pode mais controlar os recursos de quase todo o mundo. Pessoas e povos inteiros não podem viver somente de migalhas”, disse Francisco, afirmando que ninguém pode se sentir dispensado dos imperativos morais que derivam da corresponsabilidade na gestão do planeta.

“Fazer justiça significa também reconciliar a história com o presente globalizado, sem perpetuar lógicas de exploração de pessoas e territórios”, afirmou o Papa, citando o processo de descolonização e novas formas de colonialismo que ainda devem ser reparados.

O dever de civilidade inclui a fraternidade como o modo mais civil de se relacionar com o outro, já o dever de solidariedade é a capacidade de compreender as necessidades do irmão e da irmã que migram e, assim, combater a cultura do descarte.

Todos esses elementos, indicou por fim o Pontífice, requerem uma mudança de atitude da parte de todos; deixar a defesa, medo, o desinteresse e a marginalização de lado e se abrir para a cultura do encontro, “a única capaz de construir um mundo mais justo e fraterno, um mundo melhor”.

Francisco concluiu seu articulado discurso com um pensamento especial ao grupo mais vulnerável dos migrantes:

“Refiro-me às crianças e adolescentes que são forçados a viver longe de suas terras de origem e separados dos afetos familiares.” 

Por Rádio Vaticano

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Francisco alerta sobre perigo que começa com o ressentimento e o ciúme https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/francisco-alerta-sobre-perigo-que-comeca-com-o-ressentimento-e-o-ciume/ Mon, 13 Feb 2017 14:49:40 +0000 http://teste.toqueto.com/francisco-alerta-sobre-perigo-que-comeca-com-o-ressentimento-e-o-ciume.html Na homilia da Missa celebrada na manhã de hoje, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco meditou sobre a leitura do Gênesis que conta a passagem de Caim e Abel, a história “de uma fraternidade que devia crescer, ser bela e acaba destruída”.

Esta história, explica o Santo Padre, começa “com um pouco de ciúme” de Caim a Abel. E Caim preferiu o instinto, “preferiu cozinhar dentro de si este sentimento, aumentá-lo, deixá-lo crescer. Este pecado que cometerá depois, que está oculto atrás do sentimento. E cresce. Cresce”.

“Assim crescem as inimizades entre nós: começam com uma pequena coisa, um ciúme, uma inveja e depois cresce e nós vemos a vida somente daquele ponto e aquele cisco se torna para nós uma trave, mas a trave nós que temos, está lá. E a nossa vida gira em volta daquilo e destrói o elo de fraternidade, destrói a fraternidade”.

Aos poucos, continuou o Pontífice, fica-se “obcecado, perseguido” por aquele mal. “E assim cresce, cresce a inimizade e acaba mal. Sempre. Eu me distancio do meu irmão, ele não é meu irmão, é um inimigo, que deve ser destruído, expulso… e assim se destroem as pessoas, assim as inimizades destroem famílias, povos, tudo!”.

Isso aconteceu com Cain no princípio, explicou Francisco, “e acontece a todos nós, a possibilidade; mas este processo deve ser detido imediatamente, no início, na primeira amargura, detido. A amargura não é cristã. A dor sim, a amargura não. O ressentimento não é cristão. A dor sim, o ressentimento não. Quantas inimizades, quantas rupturas”.

Também concelebraram a Missa alguns párocos e Francisco lhes disse: “Também nos nossos presbitérios, nos nossos colégios episcopais: quantas rupturas começam assim! Mas por que deram a sede a ele e não a mim? E por que isso? E… pequenas coisinhas… rupturas… Destrói-se a fraternidade”.

Deus, disse o Papa, pergunta a Caim: “Onde está Abel, teu irmão?”.  A resposta de Caim “é irônica”: “Não sei: Acaso sou o guarda do meu irmão?”.

É possível, continuou o Santo Padre, que não tenha matado alguém, mas “se você tiver um sentimento ruim por seu irmão, você o matou; se insultar o seu irmão, você o matou no coração. O assassinato é um processo que começa com uma coisa pequena”.

Este processo, explicou o Papa Francisco, também vemos nos conflitos bélicos, “quantos poderosos da Terra podem dizer isto… ‘Tenho interesse por este território, tenho interesse por aquele pedaço de terra, por aquele outro… se a bomba cair e matar 200 crianças não é culpa minha: é culpa da bomba. Tenho interesse naquele território… ’. E tudo começa com aquele sentimento que o leva a se distanciar, a dizer ao outro: ‘Este é fulano, ele é assim, mas não irmão… ’, e acaba na guerra que mata. Mas você matou no início. Este é o processo do sangue, e o sangue hoje de tantas pessoas no mundo clama a Deus da terra”.

“Mas está tudo ligado. Aquele sangue lá tem uma relação – talvez uma pequena gota de sangue – com a minha inveja, o meu ciúme fiz derramar, quando destrói uma fraternidade”.

Ao concluir a sua homilia, o Pontífice incentivou todos a repetir a pergunta que Deus faz a Caim, “onde está o teu irmão?”, e que nos ajude a pensar naqueles que “destruímos com a língua” e “a todos os que no mundo são tratados como coisas e não como irmãos, porque é mais importante um pedaço de terra do que o elo da fraternidade”.

Leitura meditada pelo Papa Francisco

Gênesis 4, 1-15, 25

1Adão conheceu Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz Caim, dizendo: “Gerei um homem com a ajuda do Senhor”. 2E deu também à luz Abel, irmão de Caim. Abel foi pastor de ovelhas e Caim, agricultor. 3Aconteceu, tempos depois, que Caim ofereceu frutos da terra como sacrifício ao Senhor, 4e Abel ofereceu primogênitos do seu rebanho, com sua gordura. O Senhor olhou para Abel e sua oferenda, 5mas para Caim e sua oferenda não olhou.

Caim encheu-se de cólera e seu rosto tornou-se abatido. 6Então o Senhor perguntou a Caim: “Por que estás cheio de cólera e andas com o rosto abatido? 7É verdade que, se fizeres o bem, andarás de cabeça erguida; mas se fizeres o mal, o pecado estará à porta, espreitando-te. Tu, porém, poderás dominá-lo”.

8Caim disse a seu irmão Abel: “Vamos ao campo”. Logo que chegaram ao campo, Caim atirou-se sobre o seu irmão Abel e matou-o. 9E o Senhor perguntou a Caim: “Onde está o teu irmão Abel?” Ele respondeu: “Não sei. Acaso sou o guarda do meu irmão?” 10O Senhor lhe disse: “Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão está clamando por mim, da terra. 11Agora, pois, serás amaldiçoado pela terra que abriu a boca para receber das tuas mãos o sangue do teu irmão! 12Quando tu a cultivares, ela te negará seus frutos. E serás um fugitivo, vagando sobre a terra”.

13Caim disse ao Senhor: “Meu castigo é grande demais para que eu o possa suportar. 14Se, hoje, me expulsas desta terra, devo esconder-me de ti, tornando-me um fugitivo a vaguear sobre a terra; qualquer um que me encontrar me matará”. 15E o Senhor lhe disse: “Não! mas aquele que matar Caim, será punido sete vezes!”

O Senhor pôs, então, um sinal em Caim, para que ninguém, ao encontrá-lo, o matasse. 25Adão conheceu de novo sua mulher. Ela deu à luz um filho, a quem chamou Set, dizendo: “O Senhor deu-me um outro descendente no lugar de Abel, que Caim matou”.

Por ACI Digital

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