fidelidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png fidelidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa Francisco: "Fidelidade é mudança" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-fidelidade-e-mudanca/ Fri, 24 Nov 2017 11:06:10 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49553 Teve início ontem (23/11), em Verona, Itália, o 7° Festival da Doutrina Social da Igreja sobre o tema “Fidelidade é mudança”. 

Para a ocasião, foi gravada uma mensagem de vídeo do Papa Francisco, em que o Pontífice saúde os participantes do evento e diz que o tema do festival “nos leva a considerar que, na realidade, ser fiel requer a capacidade de mudar”.
 
O Santo Padre cita a experiência de Abraão, que a Bíblia nos mostra como modelo de fé. Ele recebeu o mandato de Deus que lhe disse: “Saia de sua terra, do meio de seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Eu farei de você um grande povo, e o abençoarei; tornarei famoso o seu nome, de modo que se torne uma bênção.”

Por ser fiel, Abraão teve de mudar e partir. “A Palavra de Deus nos ajuda a distinguir as duas faces da mudança: a primeira, é a confiança, a esperança e a abertura ao novo. A segunda, é a dificuldade de deixar as certezas para ir ao encontro do desconhecido. Sentimo-nos mais tranquilos quando permanecemos em nosso recinto, conservando e repetindo as palavras e os gestos de sempre. Isso nos faz sentir mais seguros do que sair, partir e iniciar processos novos”, diz o Papa na vídeo-mensagem.

Mas o que acontece se mantivermos a nossa fidelidade a Deus e ao ser humano? “O chamado de Deus mudou radicalmente a vida de Abraão. Quando respondemos a Deus, acontece algo de inédito que nos leva aonde nunca imaginamos”, sublinha Francisco.

Segundo o Papa, “fidelidade ao ser humano, significa encontrar a pessoa concreta, o seu rosto, a sua necessidade de ternura e misericórdia a fim de que possa sair do anonimato, das periferias existências. Fidelidade ao ser humano significa abrir os olhos e o coração aos pobres, aos doentes, aos desempregados, aos que estão feridos pela indiferença e por uma economia que descarta e mata; abrir-se aos deslocados que fogem da violência e da guerra. Fidelidade ao ser humano significa vencer a força dos próprios interesses, dos interesses egoístas”. 

Francisco conclui a mensagem de vídeo, afirmando que “a fidelidade a Deus e ao ser humano se convergem num movimento dinâmico que toma a forma da mudança de nós mesmos e da realidade, criando espaços e trabalho para os jovens e ao seu futuro”.

O 7° Festival da Doutrina Social da Igreja se concluirá no próximo dia 26.

Por Rádio Vaticano

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Papa aos membros da Vida Consagrada: fidelidade à vocação https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-aos-membros-da-vida-consagrada-fidelidade-a-vocacao/ Mon, 30 Jan 2017 09:26:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44159 O Santo Padre concluiu suas atividades, na manhã deste sábado (28/01), no Vaticano, recebendo na Sala Clementina, cerca de 100 participantes na Plenária da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. [Na foto, Francisco com o Cardeal João Braz de Aviz.]

Em seu pronunciamento, o Papa expressou sua satisfação em receber os membros da Congregação que, nestes dias, em sua plenária, refletiram sobre o tema da “fidelidade e dos abandonos”:

“O tema que escolheram é importante. Podemos dizer que, neste momento, a fidelidade é colocada à prova: é o que demonstram as estatísticas que examinaram. Encontramo-nos diante de certa “hemorragia” que enfraquece a vida consagrada e a própria vida da Igreja. Os abandonos na vida consagrada nos preocupam muito. É verdade que alguns a deixam por um gesto de coerência, porque reconhecem, depois de um sério discernimento, que nunca teve vocação; outros, com o passar do tempo, faltam de fidelidade, muitas vezes a apenas alguns anos da sua profissão perpétua”.

Aqui, o Papa perguntou: o que aconteceu? Como vocês destacaram no seu encontro, são muitos os fatores que condicionam a fidelidade nesse tempo de mudança de época em que se torna difícil assumir compromissos sérios e definitivos. Neste sentido, Francisco destacou alguns desses fatores:

“O primeiro fator que não ajuda a manter a fidelidade é o contexto social e cultural em que vivemos. De fato, vivemos imersos na chamada “cultura do fragmento”, do  “provisório”, que pode levar a viver “à la carte” e ser escravo da moda. Esta cultura leva à necessidade de se manter sempre abertas as “portas laterais” para outras possibilidades, alimenta o consumismo e esquece a beleza de uma vida simples e austera, provocando muitas vezes um grande vazio existencial”.

Vivemos em uma sociedade onde as regras econômicas substituem as leis morais, ditam e impõem seus próprios sistemas de referência em detrimento dos valores da vida; uma sociedade onde a ditadura do dinheiro e do lucro defende sua visão de existência. Em tal situação, disse o Pontífice, é preciso primeiro deixar-se evangelizar e, depois, comprometer-se com a evangelização. Assim, apresentou outros fatores ao contexto sócio-cultural:

“Um deles é o mundo da juventude, um mundo complexo, rico e desafiador. Não faltam jovens generosos, solidários e comprometidos em nível religioso e social; jovens que buscam uma vida espiritual, que têm fome de algo diferente do que o mundo oferece. Mas, mesmo entre esses jovens, há muitas vítimas da lógica do mundanismo, como a busca do sucesso a qualquer preço, o dinheiro e o prazer fáceis”.

Essa lógica, advertiu o Papa, atrai muitos jovens, mas nosso compromisso é estar ao lado deles para contagiá-los com a alegria do Evangelho e de pertença a Cristo. Essa cultura deve ser evangelizada. Aqui, indicou um terceiro fator condicionante, que vem da própria vida consagrada, onde, além de uma grande santidade não faltam situações de contra testemunho que tornam difícil a fidelidade:

“Tais situações, entre outras, são: a rotina, o cansaço, o peso de gestão das estruturas, as divisões internas, a sede de poder… Se a vida consagrada quiser manter a sua missão profética e o seu encanto, continuando a ser escola de lealdade para os próximos e os distantes, deverá manter o frescor e a novidade da centralidade de Jesus, a atração pela espiritualidade e da força da missão, mostrar a beleza do seguimento de Cristo e irradiar esperança e alegria”.

Outro aspecto ao qual a vida consagrada deverá prestar especial atenção é a “vida fraterna comunitária”, que deve ser alimentada pela oração comum, a leitura da palavra, a participação ativa nos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação, o diálogo fraterno, a comunicação sincera entre os seus membros, a correção fraterna, a misericórdia para com o irmão ou a irmã que peca, a partilha das responsabilidades. A seguir, o Santo Padre recordou a importância da vocação:

“A vocação, como a própria fé, é um tesouro que trazemos em vasos de barro, que nunca deve ser roubado ou perder a sua beleza. A vocação é um dom que recebemos do Senhor, que fixou seu olhar sobre nós e nos amou, chamando-nos a segui-lo mediante a vida consagrada, como também uma responsabilidade para quem a recebeu”.  

Falando de lealdade e de abandono, disse ainda Francisco, “devemos dar muita importância ao acompanhamento. A vida consagrada deve investir na preparação de assistentes qualificados para este ministério. E concluiu dizendo que “muitas vocações se perdem por falta de bons líderes. Todas as pessoas consagradas precisam ser acompanhados em nível humano, espiritual e profissional. Aqui entra o discernimento que exige muita sensibilidade espiritual.

Por Rádio Vaticano

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