fazer o bem - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png fazer o bem - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 História da humanidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/historia-da-humanidade/ Wed, 18 Oct 2017 10:49:55 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49076 O tema parece bastante abrangente, mas pode ser visto de diversos ângulos e interpretado na ótica de quem o faz. Se for numa visão de fé, dizemos que tudo está nas mãos de Deus e ganha um significado de caminho de salvação do ser humano. Tudo que existe na história foi criado em função da pessoa humana, que também foi criada, mas à imagem e semelhança de seu Criador.

Se Deus é o autor e o criador do tempo e da história, e quer a salvação da humanidade, Ele pode realizar sua vontade até mesmo através de caminhos tortuosos. No campo da moral cristã, o ser humano não pode usar do mal para conquistar o bem. Pior ainda quando explora o bem público, que deveria estar a serviço da coletividade, direcionando-o para práticas egoístas e injustas.

A história da humanidade tem percorrido caminhos que vão à contramão dos indicativos de Deus. Isso acontece tanto no campo político como no religioso. Não é respeitado o princípio jurídico bíblico do “dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22,21). Nem se sabe se é justo o alto valor cobrado nos impostos exigidos pelas autoridades brasileiras, e nem para onde vai!

No campo religioso, o tipo de prosperidade proclamada fere o sentido da vida cristã. Cai na mesma atitude dos políticos corruptos, porque os objetivos não são coletivos, facilitando a prática da corrupção e do enriquecimento ilícito. O pior é que isso é feito em nome de Deus, atuação que não passa de uma perfeita idolatria. Deus é instrumentalizado em benefício de atos escusos e desonestos.

Existe um projeto divino, que ninguém é capaz de impedir, como instância última de toda a história da humanidade. Mesmo no meio de situações incongruentes, o plano infinito de Deus não vai deixar de ser realizado. É uma promessa profética, que não falha e está acima de qualquer sentimento subjetivamente pessoal. É a humanidade deixando de ser histórica para ter a plenitude em Deus.

Na vida prática, a fé é um modo de a pessoa viver, podendo contribuir com a ação libertadora de Deus. O plano universal não depende de nossa fé, mas conta com a colaboração de todos até chegar à eternidade. É um caminho de liberdade pessoal, e quem usa bem desse instrumento, lucra benesses em sua trajetória histórica. Fazer o bem oportuniza também receber o bem.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba (MG)

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A cruz de Cristo e a nossa cruz https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-cruz-de-cristo-e-a-nossa-cruz/ Thu, 06 Apr 2017 07:45:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45339 As palavras de Jesus que convida os discípulos a segui-lo ressoam de maneira especial nestes dias que nos aproximamos da celebração da sua Paixão, Morte e Ressurreição: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me” (Lc 9,23). A vida cristã é via crucis, iluminada pela luz da Ressurreição. Já compreendeu assim Paulo, quando expressou seu desejo de uma vida totalmente identificada com Cristo e, chegando ao extremo de “tornar-me semelhante a ele em sua morte” (Fl 3,10). A cruz não foi somente um “fim trágico” da vida de Jesus, mas a acompanhou durante toda a sua vida, como ele próprio anunciou aos seus discípulos, por três vezes: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto, e ressuscitar depois de três dias” (Mc 8,31). Pelos evangelhos podemos ver claramente a crescente oposição que Jesus encontrou da parte dos que tramaram sua morte. A cruz do Nazareno revela, ao mesmo tempo, a violência que foi descarregada sobre ele e o amor intenso que nele estava sempre presente.  

Na cruz, o pecado do mundo se evidencia, se escancara. Ela é, claramente, a consequência do mal pensado, orquestrado, com interesses.  Cada vez que contemplamos o Crucificado nos é recordada a injustiça humana, que mata o inocente. O pecado que se revelou na morte de Jesus, continua presente e se tornou um poder que governa as estruturas da sociedade humana.  Por isso, a paixão de Cristo revela a paixão do mundo, que continua na história: migrações forçadas, refugiados de guerras, sistema político-econômico que exclui e mata, projetos que desejam tirar os direitos dos menos favorecidos, indiferença diante do sofrimento do outro, crescente ódio ao invés do diálogo, violência familiar, violência no trânsito, projetos para descriminalizar a morte de indefesos no ventre materno, situação caótica das penitenciárias, depredação do meio ambiente, sem contar os pecados e violências pessoais. 

Porém, o que torna a morte de Jesus na cruz uma boa notícia é o modo como Ele a viveu. O que Jesus realizou na cruz é o resumo de sua vida. Em primeiro lugar, a resiliência, a persistência de Jesus diante da provação, do sofrimento, permanecendo fiel até o fim. Nossa geração precisa aprender o valor da perseverança e que o sofrimento, quando é consequência de uma opção de vida e de valores, tem sua razão de ser e faz parte da vida. Não esmorecer diante das dificuldades da vida. Em segundo lugar, a morte de Jesus na cruz estabelece um fato marcante para toda a história da humanidade: o ódio e a violência foram superados pelo amor; o círculo vicioso do mal foi vencido pelo bem. É possível amar e fazer o bem mesmo diante do mal. A cruz revela o que Jesus fez durante toda sua vida: perdoar. Conservou até o fim seu amor perdoador. Ao contemplar o Crucificado vemos que, em Jesus, Deus nos perdoa. Sua morte é redentora. Solidariamente, carregou o peso de nosso mal, nosso pecado e, assim, “pelas suas chagas fomos curados” (Is 53,5). Também, o Crucificado soube transformar a morte violenta que lhe foi imposta num ato de entrega. Fez de sua vida uma entrega ao Pai. Entrega-se totalmente ao Pai e a nós, atingindo sua perfeição na cruz. O modo como viveu e morreu mostra-nos que a chave da vida está na entrega de si. 

Enfim, é preciso deixar que o amor curador do Crucificado alcance nossa vida e nos transforme em construtores do bem, da vida, como “fonte de água que jorra para a vida eterna” (Jo 4,14). Somos abraçados e envolvidos pelos braços abertos de Cristo na cruz.

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta

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Papa: aprender a fazer o bem com ações concretas, não com palavras https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-aprender-a-fazer-o-bem-com-acoes-concretas-nao-com-palavras/ Tue, 14 Mar 2017 11:20:54 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-aprender-a-fazer-o-bem-com-acoes-concretas-nao-com-palavras.html Depois do retiro de Quaresma, o Papa retomou esta terça-feira (14/03) a celebração da missa na capela da Casa Santa Marta.

Na sua homilia, Francisco indicou o caminho da conversão quaresmal, inspirando-se na primeira Leitura: fazer o bem com ações concretas, não com palavras.

O Profeta Isaías exorta a afastar-se do mal e a aprender a fazer o bem, um binômio inseparável neste percurso. “Cada um de nós, todos os dias, faz algo de mau”, disse o Papa. De fato, a Bíblia diz que “o mais santo peca sete vezes ao dia”. O problema, porém, está em “não se acostumar em viver nas coisas feias” e afastar-se daquilo que “envenena a alma”, a torna pequena. E, portanto, aprender a fazer o bem:

“Não é fácil fazer o bem: devemos aprendê-lo, sempre. E Ele nos ensina. Mas: aprendam. Como as crianças. No caminho da vida, da vida cristã se aprende todos os dias. Deve-se aprender todos os dias a fazer algo, a ser melhores do que o dia anterior. Aprender. Afastar-se do mal e aprender a fazer o bem: esta é a regra da conversão. Porque converter-se não é consultar uma fada que com a varinha de condão nos converte: não! É um caminho. É um caminho de afastar-se e de aprender”.

Portanto, necessita-se coragem para afastar-se e humildade para aprender a fazer o bem que se explicita em fatos concretos:

“Ele, o Senhor, aqui diz três ações concretas, mas existem muitas outras: busquem a justiça, socorram o oprimido, façam justiça ao órfão, defendam a causa da viúva… mas, ações concretas. Aprende-se a fazer o bem com ações concretas, não com palavras. Com fatos… Por isso, Jesus, no Evangelho que ouvimos,  repreende esta classe dirigente do povo de Israel, porque ‘diz e não faz’, não conhecem a concretude. E se não há concretude, não pode haver a conversão”.

Depois, a primeira leitura prossegue com o convite do Senhor: “Vinde, debatamos”. “Vinde”: uma bela palavra, diz Francisco, uma palavra que Jesus dirigiu aos paralíticos, à filha de Jairo, assim como ao filho da viúva de Naim. E Deus nos dá uma mão para “ir”. E é humilde, se abaixa muito para dizer: “Vinde, debatamos”. O Papa ressalta o modo como Deus nos ajuda: “caminhando juntos para ajudar-nos, para nos explicar as coisas, para nos tomar pela mão”. O Senhor é capaz de “fazer este milagre”, isto é de “nos transformar”, não de um dia para outro, mas no caminho:

“Convite à conversão, afastem-se do mal, aprendam a fazer o bem … ‘Vinde, debatamos, vinde a mim, debatamos e prossigamos’. ‘Mas tenho muitos pecados …’ – ‘Mas não se preocupe: se os seus pecados são como escarlate, se tornarão brancos como a neve’. E este é o caminho da conversão quaresmal. Simples. É um Pai que fala, é um Pai que nos quer bem, nos quer bem, bem. E nos acompanha neste caminho de conversão. Ele nos pede somente que sejamos humildes. Jesus diz aos dirigentes: ‘Quem se exaltar, será humilhado e quem se humilha será exaltado’”.

Este é, portanto, “o caminho da conversão quaresmal”: afastar-se do mal, aprender a fazer o bem”, levantar-se e ir com Ele. Então, “os nossos pecados serão todos perdoados”.

Por Rádio Vaticano

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