FAO - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png FAO - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Mons. Arellano sobre discurso do Papa na FAO: corajoso e original https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/mons-arellano-sobre-discurso-do-papa-na-fao-corajoso-e-original/ Thu, 19 Oct 2017 11:31:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49099 “Corajoso” e “original”: com esses dois adjetivos, o observador permanente da Santa Sé junto à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, Mons. Fernando Chica Arellano, define o discurso do Papa na Fao na segunda-feira (16/10), por ocasião do Dia Mundial da Alimentação.

A coragem de falar de “amor” como parte integrante das “relações internacionais” e de insistir na importância da “vontade” no contexto do combate à fome: “agir, mas com amor” – foi a síntese feita pelo representante vaticano.

Ademais, referindo-se sobre a relevância dada pelo Papa acerca da mais que necessária “distribuição equânime dos frutos da terra”, mas, sobretudo, acerca do “direito de todo ser humano a alimentar-se segundo as próprias necessidades, o observador permanente da Santa Sé fala de conceitos revolucionários neste mundo marcado por tantas desigualdades.

Mons. Fernando Chica Arellano:- “Parece-me ter sido um discurso corajoso, com os pés no chão; um discurso muito original, porque o Papa dirigiu um grande apelo à comunidade internacional a fim de que nas relações internacionais apareça a palavra ‘amor’. Muitas vezes, quando pensamos no amor cremos tratar-se de uma virtude somente para as micro relações, para as relações domésticas ou para uma relação muito circunscrita. Ao invés, o Papa falou da caridade, do amor como chave da ‘relação internacional’. O amor – explicou o Papa – não é uma palavra intimista, não é um sentimento ‘teórico’; o amor deve levar a realmente derrotar a fome, a acabar com esta migração forçada, obrigada, onde as pessoas fogem porque não têm o pão de cada dia para suas crianças, seus entes queridos, para si mesmos.”

RV: O Santo Padre disse que “a fome não é uma doença incurável”; é preciso buscar distribuir as riquezas porque a produção mundial é enorme…

Mons. Fernando Chica Arellano:- “Com certeza, e o Papa disse isso muito bem: não é uma doença incurável; a fome é a origem de muitas doenças, mas se pode debelar. Basta apenas uma coisa: querer isso. Falta boa vontade. Faltando isso, a fome continuará sendo um flagelo que está aí, que espezinha todas as pessoas, sobretudo os mais pobres. Foi um grande apelo a passar das palavras às obras. É tempo de agir com amor, buscando o bem-estar de todos, não somente de um pequeno grupo.”

RV: Muitas guerras são feitas por causa da falta de alimento. Essas guerras são feitas também por porções de território. Tem-se a impressão de que curando a fome, se curam, ao mesmo tempo, muitas guerras…

Mons. Fernando Chica Arellano:- “Pior ainda. Muitas vezes a fome é uma arma de guerra. É uma coisa verdadeiramente assustadora. Para acabar com a fome é preciso investir na paz. Com a paz tudo pode ser alcançado. A paz é como um imã que atrai muitos bens; a guerra é um imã que atrai muitos, muitos males.”

Por Rádio Vaticano

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O presente do Papa à FAO https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/o-presente-do-papa-a-fao/ Tue, 17 Oct 2017 09:05:19 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49019 “Mudar o futuro da emigração. Investir na segurança alimentar e no desenvolvimento rural”. Este foi o tema do pronunciamento do Papa Francisco na abertura do Dia Mundial da Alimentação, que como ocorre anualmente, foi celebrado em 16 de outubro na sede da FAO, em Roma.

O Pontífice chegou pontualmente às 9 horas na sede da FAO em Roma e inaugurou a estátua que representa o menino sírio de 3 anos, Aylan Kurdi, afogado em uma praia de Bodrum, na Turquia, e que se tornou um símbolo do drama dos refugiados de todo o mundo. Junto a ele, um anjo que olha para o alto, chorando.

A obra do artista trentino Luigi Prevedel, em mármore carrara, foi presenteada ao Papa durante uma Audiência Geral. Francisco, por sua vez, decidiu doá-la à FAO.

O Pontífice foi acolhido pelo Diretor Geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, pelo Comissário Europeu para a Agricultura e o Desenvolvimento Rural, Phil Hogan, por diversos Ministros da Agricultura do G7, o Diretor do IFAD, Gilbert Hounbo e o Diretor executivo do PAM, David Beasly.

O Dia Mundial da Alimentação realiza-se “no contexto de um mundo onde milhões de pessoas são obrigadas a fugir de suas casas – o maior êxodo desde a II Guerra Mundial, sublinha a FAO – por causa das guerras e instabilidades políticas”.

A esse cenário somam-se a fome, “em aumento pela primeira vez em decênios”, “a pobreza” e “eventos meteorológicos extremos”, em aumento devido “às mudanças climáticas”.

A atenção maior para sair desta espiral negativa é investir nos jovens, para que não sejam obrigados a fugir de seus países e juntos apoiar o desenvolvimento de áreas rurais, como sugere o Relatório 2017 sobre o estado da alimentação e da agricultura apresentado recentemente pela FAO.

Até 2030, os jovens com idades entre 15 e 24 anos serão 1,3 bilhões, aumentando em cerca de 100 milhões, especialmente nas áreas rurais da África Subsaariana, as mais pobres do planeta.

O Relatório sublinha como as mudanças nas economias rurais podem ter um grande impacto para sair da pobreza, como demonstrado a partir dos anos 90. 

Por Rádio Vaticano

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No Dia Mundial da Alimentação, Papa visita sede da FAO em Roma https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/no-dia-mundial-da-alimentacao-papa-visita-sede-da-fao-em-roma/ Mon, 16 Oct 2017 12:42:23 +0000 http://teste.toqueto.com/no-dia-mundial-da-alimentacao-papa-visita-sede-da-fao-em-roma.html Nesta segunda-feira, 16, Dia Mundial da Alimentação, o Papa Francisco visitou a sede do Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma. O tema da data deste ano é: Mudar o futuro da migração. Investir na segurança alimentar e no desenvolvimento rural. 

Após agradecer ao diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, e demais autoridades, o Papa recordou, em seu discurso, que em 16 de outubro de 1945, os governos decidiram eliminar a fome no mundo através do desenvolvimento do setor agrícola, instituindo a FAO.

Nessa época, havia uma grave insegurança alimentar e grandes deslocamentos da população, recordou o Pontífice, com milhões de pessoas procurando sobreviver à miséria e às adversidades causadas pela guerra. Ainda hoje, a realidade exige, segundo pontuou o Papa, maior responsabilidade para garantir a alimentação a todos. 

“A realidade atual exige uma maior responsabilidade em todos os níveis, não só para garantir a produção necessária ou a distribuição equitativa dos frutos da terra – isso deve ser dado por certo – mas sobretudo para garantir o direito de todo ser humano de alimentar-se segundo as próprias necessidades, participando das decisões que o afetam e na realização das próprias aspirações, sem ter que se separar de seus entes queridos”.

Francisco ressaltou que, diante de tal objetivo, está em jogo a credibilidade de todo o sistema internacional. “Sabemos que a cooperação está cada vez mais condicionada por compromissos parciais, limitando inclusive a ajuda nas emergências. Também as mortes por causa da fome e o abandono da própria terra são notícias comuns, com o perigo da indiferença. Precisamos urgentemente encontrar novas maneiras de transformar as possibilidades que dispomos numa garantia que permita a cada pessoa encarar o futuro com confiança, e não apenas com alguma ilusão”.

O Santo Padre mencionou ainda que o cenário das relações internacionais mostra uma capacidade crescente de responder às expectativas da família humana. E isso também com a contribuição da ciência e da tecnologia que, ao estudarem os problemas, propõem soluções adequadas.

“No entanto, essas novas conquistas não conseguem eliminar a exclusão de grande parte da população mundial: quantos são vítimas de desnutrição, de guerras e mudanças climáticas! Quantos precisam de trabalho ou de bens necessários e são obrigados a abandonar suas terras, expondo-se a muitas e terríveis formas de exploração. Valorizar a tecnologia para o desenvolvimento é certamente um caminho a seguir, desde que sejam tomadas ações concretas para reduzir o número de pessoas que passam fome ou para controlar o fenômeno da migração forçada”.

Segundo o Papa, é preciso ir à raiz do problema para enfrentar a relação entre fome e migração. Nesse sentido, ele disse que os estudos realizados pela ONU, como aqueles feitos por outras organizações da sociedade civil, apontam para dois obstáculos a serem superados: conflitos e mudanças climáticas. 

“Como os conflitos podem ser superados? O direito internacional nos indica os meios para preveni-los ou resolvê-los rapidamente, evitando que se prolonguem e produzam fome e destruição do tecido social. Pensemos nas populações martirizadas por guerras que duram décadas e que poderiam ter sido evitadas, propagando efeitos desastrosos e cruéis como a insegurança alimentar e o deslocamento forçado de pessoas”. 

O Santo Padre voltou a defender a necessidade de diálogo e de boa vontade para frear os conflitos e um compromisso total contra o desarmamento gradual e sistemático, conforme previsto pela ONU.  “Do que adianta denunciar que por causa dos conflitos milhões de pessoas são vítimas da fome e da desnutrição, se não agimos de forma eficaz em favor da paz e do desarmamento?”, questionou.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Papa Francisco faz doação à FAO para ajudar países da África Oriental https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-faz-doacao-a-fao-para-ajudar-paises-da-africa-oriental/ Fri, 21 Jul 2017 13:04:24 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-faz-doacao-a-fao-para-ajudar-paises-da-africa-oriental.html Para ajudar as populações da África oriental, o Papa Francisco doou simbolicamente 25 mil euros à FAO, Agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.

A intenção do Papa foi expressa na mensagem para a sessão inaugural da 40ª Conferência Geral da ONU. No texto lido na ocasião, Francisco escreve que gostaria de se unir com uma contribuição ao programa da FAO que fornece sementes às famílias rurais que vivem em áreas atingidas por conflitos e secas. Este gesto tem a intenção de encorajar os governos e se acrescenta ao trabalho que a Igreja leva avante “segundo a própria vocação de estar ao lado dos pobres da terra”.

A notícia da doação foi divulgada pela Agência da ONU e a define como um “gesto sem precedentes”. A FAO recorda que na África Oriental pelo menos 22 milhões de pessoas não têm o suficiente para se alimentar.

Seis países em dificuldade

“Uma grave situação se registra no Sudão do Sul, onde ainda existem seis milhões de pessoas que todos os dias lutam para obter alimentos. Em outros cinco países – Somália, Etiópia, Quênia, Tanzânia e Uganda –, cerca de 16 milhões de moradores necessitam de assistência humanitária. Desde o fim de 2016, houve um incremento de cerca 30% no número de pessoas que precisam de ajuda.

Dia Mundial da Alimentação

O Papa Francisco visitará novamente a sede da FAO em 16 de outubro próximo, por ocasião do Dia Mundial da Alimentação, que este ano tem por tema “Mudar o futuro da migração. Investir na segurança alimentar e no desenvolvimento rural”.

Por Rádio Vaticano

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Papa encoraja esforços para eliminar a fome e desnutrição https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-encoraja-esforcos-para-eliminar-a-fome-e-desnutricao/ Mon, 03 Jul 2017 11:58:16 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-encoraja-esforcos-para-eliminar-a-fome-e-desnutricao.html O Papa Francisco enviou uma mensagem aos membros da FAO (órgão da ONU para Alimentação e Agricultura) reunidos nesta segunda-feira, 3, na 40ª Conferência da Organização. Como Francisco não pôde comparecer, a mensagem foi lida pelo secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin.

Francisco assegurou que a Santa Sé acompanha com atenção a atividade internacional e quer ajudar a orientá-la para favorecer a eliminação da fome e desnutrição. Ele defendeu que toda a família humana deve socorrer aqueles que estão em necessidade a fim de que cada pessoa tenha preservado seu direito de estar livre da pobreza e da fome.

“Partindo da consciência de que os bens confiados a nós pelo Criador são para todos, é urgente que a solidariedade seja o critério inspirador de toda forma de cooperação nas relações internacionais”, declarou.

O Santo Padre destacou que, diante da situação do mundo, não se pode ficar somente preocupado e resignado. Os momentos de dificuldade devem tornar o homem mais consciente de que a fome e a desnutrição não são somente fenômenos naturais ou estruturais de algumas regiões, mas o resultado de complexa situação de subdesenvolvimento.

Movido pelo desejo de encorajar os governos, o Papa anunciou que também ele se une com uma contribuição ao programa da FAO para fornecer sementes às famílias rurais que vivem em áreas de conflitos e de seca. “Este gesto contribui para o trabalho que a Igreja leva adiante segundo a própria vocação de estar ao lado dos pobres da terra e de acompanhar o ativo empenho de todos em seu favor”.

Francisco encerrou o discurso lembrando que a Agenda para o desenvolvimento 2030 pede esses esforços, quando reitera o conceito de segurança alimentar como meta não mais adiável. O Papa enfatizou que somente a autêntica solidariedade será capaz de eliminar o número das pessoas desnutridas e privadas do necessário para viver.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

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Segundo a FAO, 20 milhões podem morrer de fome https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/segundo-a-fao-20-milhoes-podem-morrer-de-fome/ Wed, 26 Apr 2017 08:32:26 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45709 O Diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, José Graziano da Silva, afirmou que 20 milhões de pessoas podem morrer de fome nos próximos seis meses em quatro países africanos.

Graziano da Silva disse que “se nada for feito” pela comunidade internacional isso pode acontecer no Iêmen, na Nigéria, na Somália e no Sudão do Sul.

Pobreza

Ele fez a declaração na abertura da reunião do Conselho da FAO segunda-feira (24/04), em Roma. Segundo Graziano da Silva, é necessária uma ação urgente.

O chefe da agência da ONU disse que “a fome não mata somente pessoas, ela contribui para a instabilidade social, perpetua o ciclo de pobreza e a dependência de ajuda que perdura décadas”, informa a ONU News.

No encontro, que vai durar duas semanas, os membros do Conselho da FAO serão informados sobre a extensão das crises de fome e as medidas que devem ser adotadas para prevenir essa catástrofe.

ODSs

A comida e a agricultura são pontos centrais para se alcançar a agenda de desenvolvimento sustentável. O trabalho da FAO deve contribuir para se atingir 40 metas que estão em 15 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs.

Logo no início de seu Pontificado, em junho de 2013, o Papa Francisco pediu aos líderes políticos de todo o mundo que olhassem para a alimentação, a nutrição e o ambiente como questões públicas globais. Recebendo os participantes da 38ª Conferência da FAO, no Vaticano, ele pediu aos países que “saíssem da indiferença” nas políticas que excluem os mais vulneráveis.

Em visita à FAO em novembro de 2014, afirmou que uma das graves incoerências é o fato de haver comida suficiente para todos mas “nem todos podem comer, enquanto o desperdício, o descarte, o consumo excessivo e o uso de alimentos para outros fins estão diante dos nossos olhos”.

No Vaticano, no ano seguinte, aos delegados de 172 países reunidos na Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição (ICN2), pediu-lhes para colocar em prática as promessas para garantir a segurança alimentar de todos os cidadãos, sublinhando que o direito a uma alimentação saudável é uma questão de dignidade, não de caridade.

Já em junho de 2016, o Pontífice visitou a sede do Programa Mundial de Alimentos, PMA, em Roma, e em discurso, fez a citação “Tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber”. “Nestas palavras – disse o Papa -, temos uma das máximas do cristianismo; mas esta frase, independentemente de credos e convicções, poderia ser oferecida como regra de ouro para os nossos povos. Um povo joga o seu futuro na capacidade que tem de assumir a fome e a sede dos seus irmãos. Nesta capacidade de socorrer o faminto e o sedento, podemos medir o pulso da nossa humanidade”.

Por Rádio Vaticano

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Nutricionista esclarece dúvidas sobre low carb e consumo de chás https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/nutricionista-esclarece-duvidas-sobre-low-carb-e-consumo-de-chas/ Mon, 27 Feb 2017 12:19:44 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44597 No início de ano é comum encontrar pessoas que buscam adquirir uma vida mais saudável. Sair da zona de conforto e mudar hábitos alimentares é sempre um desafio para aqueles que querem perder peso. Porém, muito além do emagrecimento, é preciso pensar na saúde e na boa qualidade de vida que tais modificações atrairão.

Segundo o relatório conjunto divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), a obesidade atinge cerca de 20% da população adulta do Brasil e a tendência é aumentar, atingindo ainda mais as mulheres e as crianças.

Manter o foco

Para aconselhar essas pessoas que querem fazer uma reeducação alimentar, a especialista em nutrição funcional, Angélica Padilha, explica que primeiramente é preciso manter os pés no chão e começar aos poucos com o novo estilo de vida. “Não adianta ter uma meta muito grande, colocar várias coisas para fazer porque não damos conta. Com a correria do dia a dia é preciso colocar pequenas metas a curto, médio e longo prazo”, diz.

A profissional acrescenta que é preciso manter a organização e o planejamento, porque não é fácil ter uma alimentação saudável nos dias atuais. “Comer comida de verdade, ter alimentação e hábitos de vida saudáveis requer um pouco de cuidado. Não é tão fácil assim, pois não temos muitas coisas disponíveis no mercado, na padaria, então temos que nos organizar e principalmente ter esse cuidado de preparar as coisas em casa”.

Questionada sobre resultados que a boa alimentação acarreta na vida do indivíduo, Angélica observa que para todo aquele que opta por comidas de verdade, com uma dieta balanceada, a chance de acertar o objetivo é muito grande.

“Não importa se ela quer emagrecer, se ela quer tratar alguma doença crônica, ou se a pessoa quer hipertrofiar, mas pensando em saúde em primeiro lugar. Baseia-se em comida de verdade, aquilo que vem da natureza. Todo tipo de legume, verdura, fruta. Todo tipo de gordura natural, azeite, castanha, óleo de coco, abacate, a gordura natural do alimento tipo a gema do ovo, aquela gordurinha da carne, a pelinha do frango, não tem problema consumir esse tipo de gordura porque já está ali naturalmente nos alimentos. As raízes como batata, mandioca, mandioquinha e principalmente proteína como ovos, peixes e carnes”.

Low carb

Atualmente muito se fala da dieta low carb, que significa “baixo teor de carboidratos”. Considerada uma estratégia para perder peso, o propósito desta dieta é diminuir o carboidrato durante das refeições. A nutricionista afirma que durante a reeducação alimentar, qualquer dieta pode se adaptar à low carb.

“A low carb é utilizada como estratégia. Não adianta passar uma dieta de baixo carboidrato para uma pessoa que quer emagrecer e oferecer um refrigerante zero, gelatina diet que não vai ter teor de carboidratos, mas ao mesmo tempo não ofertará nutrientes para esse organismo se equilibrar e promover o emagrecimento como consequência. Então o que dá resultado é a dieta low carb junto com uma dieta baseada com em comida de verdade”.

Como os organismos são distintos, cada pessoa exige um período determinado ao utilizar a estratégia do low carb. Angélica afirma que diante disso, o indivíduo não precisa ficar com uma restrição tão grande de baixo carboidrato pelo resto da vida, mas também não deve voltar a comer como antigamente porque ela vai voltar a ganhar peso.

“Então começa como estratégia por um período, mas acaba tornando um estilo de vida, o que ela vai fazer é manejar um pouco melhor quando e em que situação ela vai comer o alimento que tem o alto teor de carboidrato”.

Chás como auxílio para emagrecer

Outra tendência do momento é o consumo de ervas como meio de auxílio ao emagrecimento. Chá-verde, hibisco, cavalinha e outros chás são recomendados para o dia a dia, mas existem formas corretas para utilizá-los.

“Cada chá tem um tipo de função, então o interessante é variar. Por exemplo, uma pessoa que quer emagrecer e é ansiosa pode usar o chá de cavalinha e associar com a camomila, para diminuir a ansiedade. Para o detox, então é bom variar com o chá-verde, mas nunca usar a mesma erva todos os dias por um longo período”, explica, acrescentando que um alimento, mesmo que seja bom, consumir em excesso pode fazer efeito contrário.

“O legal é variar três ervas por semana, então pode fazer 800 ml desses chás por dia e aí sim, obterá um controle melhor”, conclui.

Por Canção Nova

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