falecidos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png falecidos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Finados: Esperança nasce de momentos de dor e sofrimento, diz Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/finados-esperanca-nasce-de-momentos-de-dor-e-sofrimento-diz-papa/ Fri, 03 Nov 2017 07:51:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49343 Nesta quinta-feira, 2, Dia de Finados, o Papa Francisco celebrou a Missa em recordação dos fiéis falecidos no cemitério estadunidense de Nettuno, situado na diocese de Albano, em Roma. Com o gesto, o Pontífice rezou pelas vítimas da Segunda Guerra Mundial sepultadas no local, mas também por todos os mortos em guerras.

Assim que chegou, o Pontífice caminhou por entre os túmulos, oferecendo flores e rezando pelas almas dos sepultados.

Durante a Santa Missa, o Santo Padre recordou que a guerra produz morte e sofrimento, mas que a esperança não decepciona.

“Todos nós hoje estamos aqui reunidos na esperança. Cada um de nós, no próprio coração pode repetir as palavras de Jó que ouvimos na primeira leitura: Eu sei que meu Redentor está vivo (…)

Mas a esperança muitas vezes nasce e finca raízes em muitas chagas humanas. Em muitas situações em momentos de dor e sofrimento se olha para o céu e diz “Eu creio que meu Redentor está vivo mas pára, Senhor…”

Papa Francisco reforçou que nesses momentos de dor o que se pede a Deus é justamente para que Ele pare, cesse a guerra:

“Nunca mais esta tragédia inútil, como disse Bento XV. Melhor esperar sem essa destruição: jovens, milhares e milhares … esperanças ceifadas. Nunca mais, Senhor, isso devemos dizer hoje. Por todos os defuntos mas de forma especial por esses jovens. O mundo hoje está em guerra e se prepara para ir mais fortemente para a guerra. Nunca mais, Senhor! Não mais… pois com a guerra se perde tudo.”

O Papa citou a anciã que, olhando as ruínas de Hiroshima, com resignação e muita sabedoria, disse ‘Os homens fazem de tudo para declarar e fazer uma guerra, e no final destroem a si mesmos.’

E completou, falando sobre os dias atuais: “Esta é a guerra: a destruição de nós mesmos. Certamente aquela mulher, aquela anciã que tinha perdido filhos e netos, somente tinha chagas no coração e lágrimas nos olhos. Hoje é também um dia de lágrimas. Lágrimas como aquelas que tinham as mulheres quando o correio chegava e dizia: A senhora tem a honra pois seu marido foi um herói da pátria, que seus filhos são heróis da pátria, são lágrimas que hoje a humanidade não deve esquecer. Este orgulho desta humanidade que não aprendeu a lição e parece que não quer aprendê-la.”

Francisco terminou a homilia dizendo que, na história, os homens pensam em fazer uma guerra com a convicção que estão fazendo algo novo, uma primavera, mas a realidade é que terminam num “inverno bruto, cruel, no reino de terror e da morte”.

E se recordou dos mortos atualmente: “Hoje rezamos por todos os defuntos, todos, mas de modo especial por estes jovens. E num momento em que tantos morrem nas batalhas de todos os dias, nesta guerra em pedaços, rezemos pelos mortos de hoje, mortos de guerra, até crianças inocentes. Este é o fruto da guerra: a morte. Que o Senhor nos dê a graça de chorar.”

Por Canção Nova

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Fomos criados no tempo para sermos eternos https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/fomos-criados-no-tempo-para-sermos-eternos/ Mon, 30 Oct 2017 10:17:58 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49284 O feriado de 2 de novembro chama a atenção de todos para algumas realidades nem sempre presentes em nosso cotidiano: a saudade de quem partiu, a consciência de nossa finitude, a elaboração do luto. Enfim, o tema da morte e do morrer emergem do calendário para uma retomada de consciência sobre a vida.

Nós humanos temos uma única certeza sobre o futuro: sabemos que iremos morrer. Viver e morrer estão intimamente conectados. Presente e futuro nos fascinam, porque queremos vislumbrar as conquistas e realizações, tanto quanto nos atemorizam a frustração, o limite e o fim. Em nossos dias muitos tabus, preconceitos e mitos foram vencidos. Infelizmente, porém, cresceu o tabu a respeito do morrer. Esse assunto é indesejado e até camuflado nas conversas diárias.

A morte traz consigo novas interrogações e discussões. Cada área do conhecimento humano tem sua percepção sobre essa dimensão. Algumas respostas são mais positivas que outras. Biologicamente estamos sempre findando: células morrem, são eliminadas e outras surgem. A morte não é um instante, mas um processo biológico e espiritual. O ser humano é essencialmente um ser para a morte: aprender a viver é aprender a morrer.

As religiões são depositárias dessa sabedoria. Não é possível perceber a morte apenas como uma finitude fisiológica, como se fosse a negação da vida ou o fim do sujeito que vive no tempo e no espaço. O ser humano, diferente dos demais seres, sabe que vai morrer, tem consciência dessa limitação e por isso não nasce determinado e nem se move apenas por impulsos biológicos, mas vai construindo sua vida e se construindo. É morrendo que se vive para o eterno.

Toda pessoa que morre é parte deste mundo visível. A história, as experiências, as alegrias e os sofrimentos marcam definitivamente cada um de nós. O que mais determina nosso ser, entretanto, são as relações. Durante a vida conhecemos uma família, crescemos entre amigos, temos colegas de trabalho, escolhemos pessoas mais íntimas, formamos nova família e experimentamos a amizade, o amor e a comunhão. Dificilmente alguém é feliz na solidão e no isolamento. Somos seres essencialmente relacionáveis.  O tempo passa e com ele passamos também nós. Nascemos, crescemos, amadurecemos, envelhecemos e morremos. Este percurso da existência humana é uma realidade fascinante. Há quem sofra o horror desse princípio de impermanência de tudo o que vive. Há, contudo, quem encontre a razão de ser neste movimento de nascer, viver e morrer.

Os cristãos definem a morte como páscoa, isso é, passagem. Não passagem de uma realidade para outra totalmente diferente, mas de uma situação limitada para outra, continuada, mas descontínua. O morrer é um adormecer para este mundo limitado pelo tempo e pelo espaço e acordar nas potências infinitas do Criador. Trata-se do encontro que dá significado a toda experiência humana. Ensina o cristianismo que em Jesus Cristo, apesar de vivermos na contingência do tempo, já somos eternos, porque somos filhos da Luz. É por isso que os cristãos já sabem ser ressuscitados e a morte não pode lhes separar de Cristo, como escreve Paulo Apóstolo.

Oxalá todos pudessem perceber, além das crenças e religiões, esse elemento comum a todo ser humano: há algo em nós que não morre. Quem consegue fazer essa experiência durante a vida, percebe a morte de outra forma. O melhor sinalizador de tudo isso é que homens e mulheres edificaram crenças e religiões que afirmaram essa realidade profunda: fomos criados no tempo para sermos eternos.

Por Dom Leomar Antônio Brustolin – Bispo auxiliar de Porto Alegre

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