fake news - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png fake news - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Resposta sobre o vídeo que acusa o papa de heresias https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/resposta-sobre-o-video-que-acusa-o-papa-de-heresias/ Fri, 11 Dec 2020 13:40:52 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59797 Chegou a mim, via rede social, uma montagem contra o Papa, um vídeo de 5 minutos que acusa Francisco, líder da fé católica. Faço agora um comentário aos recortes e montagem deste vídeo pra restabelecer a verdade que nao deveria ter sido burlada.

Estamos submersos numa onda de fake news e o Papa tem sido vítima de muitas delas… em tempos apocalípticos não poderia ser diferente, o sucessor de Pedro à frente da Igreja do Senhor desperta a fúria de satanás que continua tentando confundir adões e evas… Ao invés de crer inocentemente nestas mídias que combatem este servo de Deus, é melhor observar o que ele faz… A perseguição ao líder da Comunidade de Jesus foi anunciada (Lucas 22,31-32 e João 21,18) e não cessou até hoje. Vamos resumir em cinco pontos o conteúdo veiculado neste vídeo asqueroso e ímpio.

1. A CRUZ ABAIXO DO PAPA => o Papa está diante (não acima) do Crucificado, apresenta o símbolo religioso aos que rezam com ele, está no alto como dirigente do momento orante e celebrativo. Não tem nada a ver com a interpretação ideológica desta mulher com veste enganosa. Se fosse assim nem poderíamos levar um crucifixo ao peito, teríamos que colocá-lo preso acima de nossa cabeça (que burrice!). Quando Bergolio foi eleito Papa os argentinos expuseram uma imagem dele esculpida por Fernando Pugliese em Buenos Aires… o Papa ao saber disso mandou retirá-la imediatamente. Ele não gosta de autorreferência e culto a personalidade, combate isto alertando o clero a ser humilde.

2. ONU E FRANCISCO => Como seus antecessores, este Papa não tem conluio ou complô com a ONU, nao endossa ideologia de nova ordem mundial ou socialismo: aprova a ONU nas ações humanitárias e lhe exorta como profeta do Evangelho. Na ONU ele conclamou ao cuidado com o planeta e a proteção dos pobres, falou contra a guerra entre as nações, fez a defesa da mulher discriminada e oprimida, exortou à união da humanidade e exortou sobre a promoção justiça (25/09/2015). É isto que o Papa FAZ, e os inimigos da fé inventam coisas sobre ele a fim de ganhar seguidores nas mídias sociais.

3. SOBRE HERESIAS MENCIONADAS NO VÍDEO
a) Adão e Eva não existiram + Deus não criou o mundo + Explosão do big bang como certo + Teoria da Evolução como parte do plano divino => O papa NUNCA disse que Deus não criou o mundo, que absurdo! O que disse foi que não criou o mundo de modo mágico com uma vara de condão, tudo pronto e acabado, mas que Deus criou com possibilidade de desenvolvimento e, de fato, o mundo desenvolveu. A ciência NÃO CONTRADIZ a Criação Divina, Deus está na origem e os seres criados são sujeitos a mudanças com o passar dos séculos. Big bang: a energia inicial, o pontapé de toda a criação, é obra de Deus. Como Ele fez pode ter sido passo a passo, isto não significa negar o poder que Ele tem de fazer tudo de uma vez. Além disso, as explicações de conciliação entre ciência (teorias da origem e evolução) com Teologia (bíblia) não é invenção nova deste Papa, seus antecessores Pio XII, Paulo VI e João Paulo II falaram disto abertamente. Notem a maldade de quem corta as falas do papa e publica só uma parte ou entrega mastigado ao leitor uma interpretação fácil que não corresponde ao que o papa está ensinando.

b) Deus Fracassou em seu filho Jesus => Esse modo de se expressar é conhecido na literatura como “ironia” (parte negativa em um discurso) que antecede a “maiêutica” (parte positiva e meta do discurso). É uma linguagem socrática, ou estilo literário muito usado antigamente, inclusive na Bíblia. Veja por ex. “Se alguém vem a Mim e não odeia seu pai e mãe, mulher, filhos, irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser Meu discípulo” (Lucas 14,26). Aqui Jesus NÃO está mandando propriamente ODIAR/aborrecer as pessoas a quem devemos amar muito… é apenas um estilo de linguagem pra RESSALTAR como é muitíssimo mais importante seguir a Jesus do que os pais e outros parentes. A linguagem antitética exagera de um lado pra fazer ver o grande valor do outro lado. A bíblia não é de fácil interpretação. Mas isto não sabe quem não estuda e prefere decorar versículos pra atacar os outros. No caso em estudo, o Papa fala do fracasso pra enfatizar a grandeza da vitória da ressurreição (porém, após 3 dias ele venceu a morte e ressuscitou). É um aparente fracasso, é uma derrota grande, mas provisória e minúscula ante a glória que vem em seguida. Além disso, o papa usa a expressão “humanamente falando”, isto é, aos olhos do homem que só busca sucesso nesta terra e não tem visão espiritual (neste caso Jesus Cristo teria que ter mandado cair raios sobre os inimigos, mata-los e não morrer na cruz). Pra quem gosta de Bíblia, recordem a passagem de Isaías 53 que trata do “fracasso” do Servo Sofredor, imagem do futuro salvador da humanidade.

c) Os marcianos podem se batizar => A frase em discussão é a seguinte: “Se, por exemplo, uma expedição de marcianos aparecer e um deles vir até nós e pedir para ser batizado, o que aconteceria? Eu batizaria” disse o Papa. Atenção: Francisco não afirmou que existam marcianos. Trata-se de uma exemplificação pra mostrar a importância de buscar a Deus e pedir o Batismo. É um recurso de linguagem pra dizer que Deus pode atrair a todos e a Igreja deve acolher mediante o batismo. Trata-se de uma fala metafórica, comparativa, com o seguinte significado: qualquer ser humano que queira participar da Igreja tem acolhida pelo batismo. Se o Espírito Santo leva até o ser mais incomum a pedir o batismo, quem somos nós para negá-lo? Não há nenhuma defesa de existência de Extra Terrestres, inclusive o papa usa a partícula condicional “se”. Por exemplo: se Maria santíssima tivesse dito NÃO, certamente Deus arrumaria outro jeito… Mas já sabemos que este é um “se” totalmente descartado. Do mesmo modo, a exemplificação dos marcianos na fala do papa.

d) União civil mesmo sexo deve ser aceito pela Igreja? => Lei de UNIÃO civil exatamente para diferenciar de CASAMENTO; visa proteger pessoas na justiça social unicamente, proteger a parte frágil da relação, o direito humano aqui é sobre não opressão nem exploração de um pelo outro, o direito humano jamais se refere ao ato homossexual pecaminoso, já que do ponto de vista espiritual continua sendo pecado. O papa, em outros vários pronunciamentos, deixa límpida a doutrina cristã sobre o matrimônio entre homem e mulher. Ao falar de lei sobre união (não casamento) civil, o papa tenta remediar uma situação social inelutável, que está aí, seu humanismo neste tema visa diminuir a dor de famílias que tem homossexuais e diminuir a discriminação destas pessoas. Contudo, elas são exortadas a viver segundo os mandamentos de Deus. “Amoris laetitia” (Alegria do amor), Sínodo Ordinário da Família, outubro 2015, cerca de 200 páginas, doutrina católica que deve ser seguida pelas dioceses do mundo. No documento, o líder católico afirma que a Igreja não deve discriminar os homossexuais, mas que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não está “no desenho de Deus”. O texto ainda mostra uma posição enérgica do papa sobre organizações que tentam interferir no assunto. “É inaceitável que as igrejas locais se submetam às pressões neste tema e que os organismos internacionais condicionem ajudas financeiras aos países pobres após a introdução de leis que instituem o ‘matrimônio’ entre pessoas do mesmo sexo”.

f) Ele não acredita nas palavras de Paulo, Francisco quer mudar a Bíblia => Essa conclusão é fajuta, leviana, maldosa e interesseira em desqualificar aquele que prega a Palavra de Deus com amor e plena entrega. É uma conclusão de sofisma, estudem os sofistas, eles usam argumentos falsos pra chegar a conclusão que previamente estabeleceram por próprio interesse, não são intelectuais honestos, mas imorais, enganadores das mentes de fraco raciocínio, de pouco estudo e sem visão crítica.

4. SALA PAULO VI, CABEÇA DA SERPENTE => Sobre o formato do teto da Sala Paulo VI, de Pier Luigi Nervi, encomendada em 1964 e inaugurada em 1971. Não foi intenção nem interesse daquele Papa aprovar qualquer ocultismo. O formato da sala deve ser visto apenas como obra de arte moderna. E, como se sabe, dependendo do contexto, a serpente representa o diabo (Gen. 3,1-15) e em outro contexto é símbolo do Ressuscitado (Num 21,8 e João 3,14- 15) que cura os enfermos. No caso da Sala Paulo VI, ela jamais pode se encaixar como símbolo diabólico, exatamente porque ali é lugar de oração, invocação da Santíssima Trindade, lugar de instrução catequética, espiritual e até de exorcismos. Nas Escrituras háigual dualidade simbólica com o leão: muitas vezes, esse animal é associado a coisas positivas (como a coragem, e o próprio Cristo, Leão de Judá), e outras tantas vezes aponta para coisas más (traição, tirania, violência e o próprio demônio 1Pd 5,8). Tal dualidade de sentidos ocorre também com a água que mata soldados egípcios e salva o povo da aliança; o fogo pode ser do inferno ou do Espírito Santo… é preciso um pouco de estudo de literatura pra não fazer confusão, um pouco de sabedoria, humildade e fé no Espírito Santo.

5. MONUMENTO PESSOA QUEIMANDO NO INFERNO => Trata-se do monumento “A Ressurreição”, do escultor Pericle Fazzini localizada dentro da Sala Paulo VI. A obra foi encomendada em 1965 pelo Vaticano como pano de fundo ao moderno salão, que é usado pelo Papa em suas catequeses semanais quando não é possível realizá-las na Praça São Pedro por causa do tempo ruim. A escultura em bronze, com 20 metros de largura e sete de altura, pode parecer assustadora para muita gente. Na verdade, ela representa Jesus saindo de uma cratera no Jardim do Getsêmani. No dia da sua inauguração, em 29/09/1977, a obra foi descrita assim pelo jornal L’Osservatore Romano: “Um Cristo que ressuscita de um sepulcro situado no Horto das Oliveiras, enquanto a terra é sacudida violentamente por uma grande tempestade, que flagela o mundo nesse momento terrível: um rosto extraordinariamente sereno, dois braços abertos, quase querendo abarcar a humanidade, para devolver-lhe esse sentido do amor que parece irremediavelmente perdido”.

Os que nos dizemos crentes, discípulos de Jesus, devemos ter prudência pra não aumentar o fosso divisório que a História já registra. Atacar cruelmente um homem como o Papa Francisco é no mínimo falta de caridade, mas também grande ignorância religiosa e espiritual. Coisa de seitas anticlericais! Sugiro que oremos uns pelos outros, mesmo com as diferenças de credo religioso cristão a que pertencemos, que Cristo e seu reino impere sobre nossas fraquezas, e brilhe no mundo Sua Luz. Amém.

Pe. Crésio Rodrigues
Uruaçu – GO

 

Foto: Vatican Media

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Mensagem do Papa para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/mensagem-do-papa-para-o-52o-dia-mundial-das-comunicacoes-sociais/ Fri, 04 May 2018 19:29:36 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=52176 Tema: “A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32).

Fake news e jornalismo de paz

Queridos irmãos e irmãs!

No projeto de Deus, a comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão. Imagem e semelhança do Criador, o ser humano é capaz de expressar e compartilhar o verdadeiro, o bom e o belo. É capaz de narrar a sua própria experiência e o mundo, construindo assim a memória e a compreensão dos acontecimentos. Mas, se orgulhosamente seguir o seu egoísmo, o homem pode usar de modo distorcido a própria faculdade de comunicar, como o atestam já nos primórdios, os episódios bíblicos dos irmãos Caim e Abel e da Torre de Babel (cf. Gn 4, 1-16; 11, 1-9). Sintoma típico de tal distorção é a alteração da verdade, tanto no plano individual como no coletivo. Se, pelo contrário, se mantiver fiel ao projeto de Deus, a comunicação torna-se lugar para exprimir a própria responsabilidade na busca da verdade e na construção do bem. Hoje, no contexto duma comunicação cada vez mais rápida e dentro dum sistema digital, assistimos ao fenômeno das “notícias falsas”, as chamadas fake news: isto convida-nos a refletir, sugerindo-me dedicar esta Mensagem ao tema da verdade, como, aliás, já mais vezes o fizeram os meus predecessores a começar por Paulo VI (cf. Mensagem de 1972: “Os instrumentos de comunicação social ao serviço da Verdade”). Gostaria, assim, de contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade.

1. Que há de falso nas “notícias falsas”?

A expressão fake news é objeto de discussão e debate. Geralmente diz respeito à desinformação transmitida on-line ou nos mass-media tradicionais. Assim, a referida expressão alude a informações infundadas, baseadas em dados inexistentes ou distorcidos, tendentes a enganar e até manipular o destinatário. A sua divulgação pode visar objetivos prefixados, influenciar opções políticas e favorecer lucros econômicos.

A eficácia das fake news fica-se a dever, em primeiro lugar, à sua natureza mimética, ou seja, à capacidade de se apresentar como plausíveis. Falsas mas verossímeis, tais notícias são capciosas, no sentido que se mostram hábeis a capturar a atenção dos destinatários, apoiando-se sobre estereótipos e preconceitos generalizados no seio dum certo tecido social, explorando emoções imediatas e fáceis de suscitar como a ansiedade, o desprezo, a ira e a frustração. A sua difusão pode contar com um uso manipulador das redes sociais e das lógicas que subjazem ao seu funcionamento: assim os conteúdos, embora desprovidos de fundamento, ganham tal visibilidade que os próprios desmentidos categorizados dificilmente conseguem circunscrever os seus danos.

A dificuldade em desvendar e erradicar as fake news é devida também ao fato de as pessoas interagirem muitas vezes dentro de ambientes digitais homogêneos e impermeáveis a perspectivas e opiniões divergentes. Esta lógica da desinformação tem êxito, porque, em vez de haver um confronto sadio com outras fontes de informação (que poderia colocar positivamente em discussão os preconceitos e abrir para um diálogo construtivo), corre-se o risco de se tornar atores involuntários na difusão de opiniões tendenciosas e infundadas. O drama da desinformação é o descrédito do outro, a sua representação como inimigo, chegando-se a uma demonização que pode fomentar conflitos. Deste modo, as notícias falsas revelam a presença de atitudes simultaneamente intolerantes e hipersensíveis, cujo único resultado é o risco de se dilatar a arrogância e o ódio. É a isto que leva, em última análise, a falsidade.

2. Como podemos reconhecê-las?

Nenhum de nós se pode eximir da responsabilidade de contrastar estas falsidades. Não é tarefa fácil, porque a desinformação se baseia muitas vezes sobre discursos variegados, deliberadamente evasivos e subtilmente enganadores, valendo-se por vezes de mecanismos refinados. Por isso, são louváveis as iniciativas educativas que permitem apreender como ler e avaliar o contexto comunicativo, ensinando a não ser divulgadores inconscientes de desinformação, mas atores do seu desvendamento. Igualmente louváveis são as iniciativas institucionais e jurídicas empenhadas na definição de normativas que visam circunscrever o fenômeno, e ainda iniciativas, como as empreendidas pelas tech e media company, idôneas para definir novos critérios capazes de verificar as identidades pessoais que se escondem por detrás de milhões de perfis digitais.

Mas a prevenção e identificação dos mecanismos da desinformação requerem também um discernimento profundo e cuidadoso. Com efeito, é preciso desmascarar uma lógica, que se poderia definir como a «lógica da serpente», capaz de se camuflar e morder em qualquer lugar. Trata-se da estratégia utilizada pela serpente – «o mais astuto de todos os animais», como diz o livro do Gênesis (cf. 3, 1-15) – a qual se tornou, nos primórdios da humanidade, artífice da primeira fake news, que levou às trágicas consequências do pecado, concretizadas depois no primeiro fratricídio (cf. Gn 4) e em inúmeras outras formas de mal contra Deus, o próximo, a sociedade e a criação. A estratégia deste habilidoso «pai da mentira» (Jo 8, 44) é precisamente a mimese, uma rastejante e perigosa sedução que abre caminho no coração do homem com argumentações falsas e aliciantes. De fato, na narração do pecado original, o tentador aproxima-se da mulher, fingindo ser seu amigo e interessar-se pelo seu bem. Começa o diálogo com uma afirmação verdadeira, mas só em parte: «É verdade ter-vos Deus proibido comer o fruto de alguma árvore do jardim?» (Gn 3, 1). Na realidade, o que Deus dissera a Adão não foi que não comesse de nenhuma árvore, mas apenas de uma árvore: «Não comas o [fruto] da árvore do conhecimento do bem e do mal» (Gn 2, 17). Retorquindo, a mulher explica isso mesmo à serpente, mas deixa-se atrair pela sua provocação: «Podemos comer o fruto das árvores do jardim; mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: “Nunca o deveis comer nem sequer tocar nele, pois, se o fizerdes, morrereis”» (Gn 3, 2-3). Esta resposta tem sabor a legalismo e pessimismo: dando crédito ao falsário e deixando-se atrair pela sua apresentação dos fatos, a mulher extravia-se. Em primeiro lugar, dá ouvidos à sua réplica tranquilizadora: «Não, não morrereis» (3, 4). Depois a argumentação do tentador assume uma aparência credível: «Deus sabe que, no dia em que comerdes [desse fruto], abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como Deus, ficareis a conhecer o bem e o mal» (3, 5). Enfim, ela chega a desconfiar da recomendação paterna de Deus, que tinha em vista o seu bem, para seguir o aliciamento sedutor do inimigo: «Vendo a mulher que o fruto devia ser bom para comer, pois era de atraente aspeto (…) agarrou do fruto, comeu» (3, 6). Este episódio bíblico revela assim um fato essencial para o nosso tema: nenhuma desinformação é inofensiva; antes pelo contrário, fiar-se daquilo que é falso produz consequências nefastas. Mesmo uma distorção da verdade aparentemente leve pode ter efeitos perigosos.

De fato, está em jogo a nossa avidez. As fake news tornam-se frequentemente virais, ou seja, propagam-se com grande rapidez e de forma dificilmente controlável, não tanto pela lógica de partilha que carateriza os meios de comunicação social como sobretudo pelo fascínio que detêm sobre a avidez insaciável que facilmente se acende no ser humano. As próprias motivações econômicas e oportunistas da desinformação têm a sua raiz na sede de poder, ter e gozar, que, em última instância, nos torna vítimas de um embuste muito mais trágico do que cada uma das suas manifestações: o embuste do mal, que se move de falsidade em falsidade para nos roubar a liberdade do coração. Por isso mesmo, educar para a verdade significa ensinar a discernir, a avaliar e ponderar os desejos e as inclinações que se movem dentro de nós, para não nos encontrarmos despojados do bem «mordendo a isca» em cada tentação.

3. «A verdade vos tornará livres» (Jo 8, 32)

De fato, a contaminação contínua por uma linguagem enganadora acaba por ofuscar o íntimo da pessoa. Dostoevskij deixou escrito algo de notável neste sentido: «Quem mente a si mesmo e escuta as próprias mentiras, chega a pontos de já não poder distinguir a verdade dentro de si mesmo nem ao seu redor, e assim começa a deixar de ter estima de si mesmo e dos outros. Depois, dado que já não tem estima de ninguém, cessa também de amar, e então na falta de amor, para se sentir ocupado e distrair, abandona-se às paixões e aos prazeres triviais e, por culpa dos seus vícios, torna-se como uma besta; e tudo isso deriva do mentir contínuo aos outros e a si mesmo» (Os irmãos Karamazov, II, 2).

E então como defender-nos? O antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade. Na visão cristã, a verdade não é uma realidade apenas conceptual, que diz respeito ao juízo sobre as coisas, definindo-as verdadeiras ou falsas. A verdade não é apenas trazer à luz coisas obscuras, «desvendar a realidade», como faz pensar o termo que a designa em grego: aletheia, de a-lethès, «não escondido». A verdade tem a ver com a vida inteira. Na Bíblia, reúne os significados de apoio, solidez, confiança, como sugere a raiz ‘aman (daqui provém o próprio Amen litúrgico). A verdade é aquilo sobre o qual nos podemos apoiar para não cair. Neste sentido relacional, o único verdadeiramente fiável e digno de confiança sobre o qual se pode contar, ou seja, o único «verdadeiro» é o Deus vivo. Eis a afirmação de Jesus: «Eu sou a verdade» (Jo 14, 6). Sendo assim, o homem descobre sempre mais a verdade, quando a experimenta em si mesmo como fidelidade e fiabilidade de quem o ama. Só isto liberta o homem: «A verdade vos tornará livres» (Jo 8, 32).

Libertação da falsidade e busca do relacionamento: eis aqui os dois ingredientes que não podem faltar, para que as nossas palavras e os nossos gestos sejam verdadeiros, autênticos e fiáveis. Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor. Por isso, a verdade não se alcança autenticamente quando é imposta como algo de extrínseco e impessoal; mas brota de relações livres entre as pessoas, na escuta recíproca. Além disso, não se acaba jamais de procurar a verdade, porque algo de falso sempre se pode insinuar, mesmo ao dizer coisas verdadeiras. De fato, uma argumentação impecável pode basear-se em fatos inegáveis, mas, se for usada para ferir o outro e desacreditá-lo à vista alheia, por mais justa que apareça, não é habitada pela verdade. A partir dos frutos, podemos distinguir a verdade dos vários enunciados: se suscitam polémica, fomentam divisões, infundem resignação ou se, em vez disso, levam a uma reflexão consciente e madura, ao diálogo construtivo, a uma profícua atividade.

4. A paz é a verdadeira notícia

O melhor antídoto contra as falsidades não são as estratégias, mas as pessoas: pessoas que, livres da ambição, estão prontas a ouvir e, através da fadiga dum diálogo sincero, deixam emergir a verdade; pessoas que, atraídas pelo bem, se mostram responsáveis no uso da linguagem. Se a via de saída da difusão da desinformação é a responsabilidade, particularmente envolvido está quem, por profissão, é obrigado a ser responsável ao informar, ou seja, o jornalista, guardião das notícias. No mundo atual, ele não desempenha apenas uma profissão, mas uma verdadeira e própria missão. No meio do frenesim das notícias e na voragem dos scoop, tem o dever de lembrar que, no centro da notícia, não estão a velocidade em comunicá-la nem o impacto sobre a audience, mas as pessoas. Informar é formar, é lidar com a vida das pessoas. Por isso, a precisão das fontes e a custódia da comunicação são verdadeiros e próprios processos de desenvolvimento do bem, que geram confiança e abrem vias de comunhão e de paz.

Por isso desejo convidar a que se promova um jornalismo de paz, sem entender, com esta expressão, um jornalismo «bonzinho», que negue a existência de problemas graves e assuma tons melífluos. Pelo contrário, penso num jornalismo sem fingimentos, hostil às falsidades, a slogans sensacionais e a declarações bombásticas; um jornalismo feito por pessoas para as pessoas e considerado como serviço a todas as pessoas, especialmente àquelas – e no mundo, são a maioria – que não têm voz; um jornalismo que não se limite a queimar notícias, mas se comprometa na busca das causas reais dos conflitos, para favorecer a sua compreensão das raízes e a sua superação através do aviamento de processos virtuosos; um jornalismo empenhado a indicar soluções alternativas às escalation do clamor e da violência verbal.

Por isso, inspirando-nos numa conhecida oração franciscana, poderemos dirigir-nos, à

Verdade em pessoa, nestes termos:

Senhor, fazei de nós instrumentos da vossa paz.
Fazei-nos reconhecer o mal que se insinua em uma comunicação que não cria comunhão.

Tornai-nos capazes de tirar o veneno dos nossos juízos.
Ajudai-nos a falar dos outros como de irmãos e irmãs.
Vós sois fiel e digno de confiança;
fazei que as nossas palavras sejam sementes de bem para o mundo:
onde houver rumor, fazei que pratiquemos a escuta;
onde houver confusão, fazei que inspiremos harmonia;
onde houver ambiguidade, fazei que levemos clareza;
onde houver exclusão, fazei que levemos partilha;
onde houver sensacionalismo, fazei que usemos sobriedade;
onde houver superficialidade, fazei que ponhamos interrogativos
verdadeiros;
onde houver preconceitos, fazei que despertemos confiança;
onde houver agressividade, fazei que levemos respeito;
onde houver falsidade, fazei que levemos verdade.

Amém!

Vaticano, 24 de janeiro de 2018

Memória de São Francisco de Sales
Franciscus

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Mensagem para a comunicação será lembrada na missa deste domingo no Santuário Nacional https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/mensagem-para-a-comunicacao-sera-lembrada-na-missa-deste-domingo-no-santuario-nacional/ Sun, 15 Apr 2018 01:57:43 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51902 Uma missa no Santuário Nacional neste domingo, 14, às 18h, com transmissão pela Rede Aparecida, vai reforçar o convite para que as comunidades façam memória do Dia Mundial das Comunicações Sociais (DMC), que será celebrada no dia 13 de maio, na Solenidade da Ascensão do Senhor.

A Eucaristia vai ser presidida por Dom Darci José Nicioli, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social, e concelebrada pelos 18 bispos referencias para a comunicação nos regionais da Conferência Nacional para os Bispos do Brasil (CNBB), inclusive nosso bispo, Dom Messias dos Reis Silveira.

Segundo Dom Darci, esse momento quer marcar a unidade e o compromisso de que a comunicação está sempre a serviço da verdade. “Este momento quer ser uma romaria da Pascom, tendo como representantes dos inúmeros regionais os senhores bispos que aqui estão”.

Fake News – Com o tema “A verdade vos tornará livres: fake News e jornalismo de paz”, o Dia Mundial das Comunicações Sociais quer refletir sobre o crescimento da propagação de notícias falsas e a responsabilidade do ser humano diante da verdade.

Na sua mensagem por ocasião do DMC, o papa Francisco afirma que “as fake news propagam-se com grande rapidez e de forma dificilmente controlável, não tanto pela lógica de partilha que caracteriza os meios de comunicação social, mas, sobretudo, pelo fascínio que detêm sobre a avidez insaciável que facilmente se acende no ser humano”.

Assim, o tema desse ano, segundo o santo padre, traz essa necessidade do educar para a verdade, que “significa ensinar a discernir, a avaliar e ponderar os desejos e as inclinações que se movem dentro de nós, para não nos encontrarmos despojados do bem ‘mordendo a isca’ em cada tentação”.

A temática da mensagem, segundo Dom Darci, é muito atual e presente na realidade de Brasil hoje. “Sabemos quão deletério é quando a pessoa se faz mentirosa, mas também quando os meios de comunicação acabam divulgando mentiras. É a não comunicação. É uma comunicação que manipula, que domina. Daí não construímos um mundo diferente a partir de uma comunicação que liberta”.

Dia Mundial
O Dia Mundial das Comunicações Sociais é a única celebração instituída pelo Concílio Vaticano II, com o Decreto Inter Mirifica. O papa Paulo VI foi o primeiro a celebrar o DMC, em maio de 1967. Esse dia sempre é celebrado na Solenidade da Ascensão do Senhor, sendo que em 2018 a data será 13 de maio.

Fonte: CNBB Nacional

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Fake news são replicadas 6 vezes mais que notícias reais, afirma pesquisa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/fake-news-sao-replicadas-6-vezes-mais-que-noticias-reais-afirma-pesquisa/ Mon, 12 Mar 2018 09:26:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51218 Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) mostrou que as “fake news” circulam com uma velocidade seis vezes maior que as notícias verdadeiras. O estudo também revelou que 70% das notícias falsas têm mais probabilidade de serem replicadas.

A análise, coordenada por Soroush Vosoughi, foi feita através de sites de checagem de informações dos Estados Unidos, como o “Snopes” e o “Truth or Fiction”. Com a colaboração do Twitter, foram verificadas 126 mil postagens na rede social, compartilhadas por 3 milhões de pessoas e replicadas por outras 4,5 milhões.

A pesquisa revelou que as informações falsas que correm mais rapidamente são sobre política, além de terrorismo, desastres naturais, finanças e ciência. Outro dado do estudo é que quem compartilha esse tipo de conteúdo são, em sua maioria, pessoas e não programas de computador.

De acordo com Sinan Aral, um dos autores, isso acontece porque “as pessoas podem alcançar maior atenção se são as primeiras a publicar informações até então desconhecidas”, pois “aqueles que compartilham notícias novas são vistos como mais informados”.

A análise também mostra que “o ser humano responde às fake news com surpresa e desgosto”, como explicou Vosoughi. Enquanto que as notícias verdadeiras produzem respostas “geralmente caracterizadas por tristeza e esperança”. A pesquisa também demonstra que aqueles que compartilham notícias falsas tendem a ser pessoas mais “solitárias”, com menos seguidores nas redes sociais.

Por ANSA via Canção Nova

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Este é o antídoto proposto pelo Papa Francisco para combater as fake news https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/este-e-o-antidoto-proposto-pelo-papa-francisco-para-combater-as-fake-news/ Wed, 24 Jan 2018 14:47:46 +0000 http://teste.toqueto.com/este-e-o-antidoto-proposto-pelo-papa-francisco-para-combater-as-fake-news.html Na mensagem para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado em 13 de maio, com o lema “A verdade vos tornará livres. Fake news e jornalismo de paz”, o Papa Francisco pediu um jornalismo que sirva de remédio contra as notícias falsas e o mau uso da faculdade de comunicar e propôs este antídoto: jornalistas educados na verdade.

O Santo Padre assinalou na mensagem, divulgada pela Santa Sé nesta quarta-feira, 24 de janeiro, que “no projeto de Deus, a comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão”. “Mas, se orgulhosamente seguir o seu egoísmo, o homem pode usar de modo distorcido a própria faculdade de comunicar”, advertiu.

“Sintoma típico de tal distorção é a alteração da verdade, tanto no plano individual como no coletivo. Se, pelo contrário, se mantiver fiel ao projeto de Deus, a comunicação torna-se lugar para exprimir a própria responsabilidade na busca da verdade e na construção do bem”.

Nesse sentido, lamentou que, “hoje, no contexto de uma comunicação cada vez mais rápida e dentro de um sistema digital, assistimos ao fenômeno das ‘notícias falsas’, as chamadas fake news: isto convida-nos a refletir”.

Por isso, Francisco propôs 4 pontos de reflexão a fim de “contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade”.

1. O que há de falso nas ‘notícias falsas’?

O termo fake News, explicou o Papa, “geralmente diz respeito à desinformação transmitida on-line ou nos mass-media tradicionais”. “A eficácia das fake news fica-se a dever, em primeiro lugar, à sua natureza mimética, ou seja, à capacidade de se apresentar como plausíveis”.

Em segundo lugar, “falsas mas verosímeis, tais notícias são capciosas, no sentido que se mostram hábeis a capturar a atenção dos destinatários, apoiando-se sobre estereótipos e preconceitos generalizados no seio de certo tecido social, explorando emoções imediatas e fáceis de suscitar como a ansiedade, o desprezo, a ira e a frustração”.

A difusão dessas notícias falsas “pode contar com um uso manipulador das redes sociais e das lógicas que subjazem ao seu funcionamento: assim os conteúdos, embora desprovidos de fundamento, ganham tal visibilidade que os próprios desmentidos categorizados dificilmente conseguem circunscrever os seus danos”.

Além disso, o Pontífice reconheceu a dificuldade que existe “desvendar e erradicar as fake News”, se deve “também ao fato de as pessoas interagirem muitas vezes dentro de ambientes digitais homogêneos e impermeáveis a perspectivas e opiniões divergentes”.

“Esta lógica da desinformação tem êxito, porque, em vez de haver um confronto sadio com outras fontes de informação (que poderia colocar positivamente em discussão os preconceitos e abrir para um diálogo construtivo), corre-se o risco de se tornar atores involuntários na difusão de opiniões tendenciosas e infundadas”.

Isso leva ao prejuízo ao bem comum e a pessoas concretas: “O drama da desinformação é o descrédito do outro, a sua representação como inimigo, chegando-se a uma demonização que pode fomentar conflitos. Deste modo, as notícias falsas revelam a presença de atitudes simultaneamente intolerantes e hipersensíveis, cujo único resultado é o risco de se dilatar a arrogância e o ódio. É a isto que leva, em última análise, a falsidade”.

2. Como podemos reconhecê-las?

O Pontífice enfatizou a responsabilidade que todos têm diante da desinformação e das notícias falsas. “Nenhum de nós se pode eximir da responsabilidade de contrastar estas falsidades”.

Também afirmou que o egoísmo e a ganância estão por trás deste fenômeno. “As fake news tornam-se frequentemente virais, ou seja, propagam-se com grande rapidez e de forma dificilmente controlável, não tanto pela lógica de partilha que caracteriza os meios de comunicação social como sobretudo pelo fascínio que detêm sobre a avidez insaciável que facilmente se acende no ser humano”.

“As próprias motivações econômicas e oportunistas da desinformação têm a sua raiz na sede de poder, ter e gozar, que, em última instância, nos torna vítimas de um embuste muito mais trágico do que cada uma das suas manifestações: o embuste do mal, que se move de falsidade em falsidade para nos roubar a liberdade do coração”.

Por isso, assegurou que a educação é a melhor forma de reconhecer as notícias falsas. “Educar para a verdade significa ensinar a discernir, a avaliar e ponderar os desejos e as inclinações que se movem dentro de nós, para não nos encontrarmos despojados do bem ‘mordendo a isca’ em cada tentação”.

3. “A verdade vos tornará livres”

Pelo contrário, se há carência dessa formação para fazer frente à desinformação, a exposição a notícias manipuladas deforma a pessoa. “A contaminação contínua por uma linguagem enganadora acaba por ofuscar o íntimo da pessoa”.

Frente a isso, “o antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade”.

“Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor. Por isso, a verdade não se alcança autenticamente quando é imposta como algo de extrínseco e impessoal; mas brota de relações livres entre as pessoas, na escuta recíproca”.

Além disso, “não se acaba jamais de procurar a verdade, porque algo de falso sempre se pode insinuar, mesmo ao dizer coisas verdadeiras. De fato, uma argumentação impecável pode basear-se em fatos inegáveis, mas, se for usada para ferir o outro e desacreditá-lo à vista alheia, por mais justa que apareça, não é habitada pela verdade”.

“A partir dos frutos, podemos distinguir a verdade dos vários enunciados: se suscitam polêmica, fomentam divisões, infundem resignação ou se, em vez disso, levam a uma reflexão consciente e madura, ao diálogo construtivo, a uma profícua atividade”, assegurou.

4. A paz é a verdadeira notícia

O Papa insistiu: “O melhor antídoto contra as falsidades não são as estratégias, mas as pessoas: pessoas que, livres da ambição, estão prontas a ouvir e, através da fadiga de um diálogo sincero, deixam emergir a verdade; pessoas que, atraídas pelo bem, se mostram responsáveis no uso da linguagem”.

Por esse motivo, “se a via de saída da difusão da desinformação é a responsabilidade, particularmente envolvido está quem, por profissão, é obrigado a ser responsável ao informar, ou seja, o jornalista, guardião das notícias”.

O jornalista, “no mundo atual”, “não desempenha apenas uma profissão, mas uma verdadeira e própria missão. No meio do frenesim das notícias e na voragem dos scoop, tem o dever de lembrar que, no centro da notícia, não estão a velocidade em comunicá-la nem o impacto sobre a audiência, mas as pessoas”.

“Informar é formar, é lidar com a vida das pessoas. Por isso, a precisão das fontes e a custódia da comunicação são verdadeiros e próprios processos de desenvolvimento do bem, que geram confiança e abrem vias de comunhão e de paz”, concluiu.

Por ACI Digital

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Monsenhor Viganò: "Rádio, meio essencial no combate às 'fake news'" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/monsenhor-vigano-radio-meio-essencial-no-combate-as-fake-news/ Fri, 29 Sep 2017 09:02:25 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48756 “O rádio ocupa um papel importante no combate às ‘fake news’ [notícias falsas]: é o que pensa Mons. Dario Edoardo Viganò, Prefeito da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé. E o afirmou palestrando em um encontro sobre jornalismo paralelo ao ‘Prix Itália‘, evento em andamento em Milão.

“O meio radiofônico – explicou – possui uma agilidade que lhe permite uma extraordinária rapidez narrativa: basta um microfone ou um telefone para veicular a notícia no ar. Além disso, o rádio tem uma consistente credibilidade junto aos jovens e é constantemente cortejado pelo mercado publicitário”.

Rádio x ‘fake news’

É, portanto, um potencial estratégico para conter a difusão de notícias falsas no atual ambiente digital. Segundo Viganó, para combater o fenômeno das fake news, é fundamental verificar as fontes, mecanismo basilar para jornalistas: os únicos que são capazes de agir neste sentido.

Para o Prefeito da SPC, os usuários das redes sociais também devem mudar sua abordagem ao meio: “recuperar o senso crítico evitando clicar ou compartilhar conteúdos sem antes os ler com atenção”.

Ainda sobre o rádio, ‘Don’ Dario Viganò enalteceu a boa qualidade do sistema informativo do Vaticano: “Tradicionalmente, os jornalistas da mídia vaticana estão acostumados a verificar escrupulosamente as fontes e o objetivo agora é projetar esta abordagem no âmbito da reforma das comunicações promovida pelo Papa Francisco, aplicando-a aos novos modelos multimídia que estamos implementando”.

Por Rádio Vaticano

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