existência - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png existência - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Por que sofremos? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/por-que-sofremos/ Tue, 30 Jan 2018 07:44:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50572 Franz Kafka descreve o ser humano como um condenado à morte que ignora, contudo, como será a sentença que lhe será decretada. Ele não sabe por que deve morrer e não compreende o sentido dessa experiência. Albert Camus concebe o ser humano como alguém que busca o inatingível. Mas, na medida em que passa a vida, descobre que não consegue alcançar as mais profundas aspirações. Dessa forma, constata o absurdo de sua existência. Há esvaziamento de sentido de sua humana vivência na terra.

Nesses casos, não se concebe a beleza da existência como um benefício da bondade divina, que é o fundamento de todos os outros bens. Quando se percebe a realidade da existência nos confins de nossa vida na terra, interpreta-se que a cadeia de acontecimentos vividos desemboca necessariamente no desespero. Entende-se a vida apenas como uma evolução penosa rumo a um destino ignorado.

Em tempos de profunda crise de esperança, de incapacidade de sonhar e projetar o futuro, de preferir eternizar o presente para que seja eterno enquanto dure, toda experiência de dor tende a ser camuflada ou intencionalmente “esquecida”, se é que é possível enganar-se tanto e por muito tempo.

A experiência da vida humana é uma alternância de alegrias e sofrimentos. Tristeza e dor nem sempre dependem da vontade humana. Pode-se até pensar o mal como uma anomalia da criação ou um escândalo que remete a tantas interrogações: por que sofrer? O mistério do mal sempre afetou o ser humano ao longo da história. A dor aparece como a privação do bem ou uma ruptura, ou mesmo uma desordem.

A fé não suprime a dor, mas a despoja do seu estilo punitivo. Para quem crê, o sofrer estabelece uma intimidade com Cristo. A partir da experiência de Jesus na carne, o Filho de Deus viveu o sofrimento. Com Ele, o sofrer implica tentação e convite. Tentação porque a dor, seja de qual tipo for, ameaça todas as seguranças e certezas da pessoa. Ela é uma ruptura que pode fragmentar todo o indivíduo. Reagir com revolta diante da dor é a atitude de quem não consegue avaliar os limites da natureza e termina imputando a Deus a impotência humana. Sofrer também implica convite, porque ao absurdo da dor se contrapõe a solidariedade de Cristo, que modifica o sentido do sofrimento. Quem sofre pode crescer moral e espiritualmente com essa experiência. É claro que poucos são os que conseguem viver tudo isso numa enfermidade. Depende de fé. Só o crente pode abrir caminhos de libertação da escravidão imposta pelo mal. Assim, não interessa quanto se sofre, mas como se sofre.

A fé não pode ocupar-se em responder sobre o porquê da dor. Na Bíblia não se encontra uma solução racional para essa questão. Mesmo que os textos tendam, na maior parte, a conceber a dor como resultado de uma desordem introduzida no mundo pelo pecado, biblicamente não se sustenta a ideia de que a dor é resultado de um destino cego que advém sobre a humanidade. Muito mais é entendida como uma disposição da insondável sabedoria divina, diante da qual o ser humano deve reverenciar pela força da fé.

Assim, a dor não é uma vingança, tampouco um castigo divino para descontar as faltas humanas. Mas a dor tem sempre um significado, seja para o justo quanto para o pecador. É um caminho para que a humanidade alcance a felicidade eterna. Por um lado, induz o pecador a abandonar o pecado e voltar-se para Deus. Por outro, o sofrimento é vivido pelo justo como um meio da pedagogia divina. Eis o desafio: aprender a amar mesmo em meio ao sofrer.

Por Dom Leomar Antônio Brustolin – Bispo auxiliar de Porto Alegre

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Pôncio Pilatos existiu de verdade? Evidência arqueológica demonstra que sim https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/poncio-pilatos-existiu-de-verdade-evidencia-arqueologica-demonstra-que-sim/ Thu, 04 May 2017 10:47:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46063 A recente emissão de “A Pedra de Pilatos”, parte de um especial da CNN, renovou a inquietude pelas evidências históricas e arqueológicas da existência de Pôncio Pilatos, governador da Judeia durante o julgamento e crucificação de Jesus.

Em 5 de março de 2017, a rede televisiva CNN estreou “A Pedra de Pilatos”, primeiro episódio da segunda temporada de Finding Jesus (Encontrando Jesus), que apresenta os detalhes conhecidos da vida do procurador romano que condenou Jesus Cristo à crucificação.

Mas, quais são as evidências arqueológicas que comprovam a existência de Pilatos?

Em 1961, os arqueólogos liderados pelo Dr. Antonio Frova descobriram em Cesária Marítima, uma cidade romana antiga ao longo da costa mediterrânea de Israel, um fragmento de pedra calcária na qual foi gravada uma inscrição com o nome de Pôncio Pilatos.

A placa de 82 cm de largura e 68 cm de altura, que pode ser encontrada atualmente no Museu de Israel (Jerusalém), foi escrita em latim e colocada em uma das escadas do anfiteatro de Cesárea.

A inscrição diz o seguinte: “Pôncio Pilatos, prefeito da Judeia, dedicou ao povo de Cesaréia um templo em honra a Tibério”.

A informação descrita coincide com o reinado do imperador Tibério entre os anos 14 e 37 d.C. e também com o cronograma bíblico descrito no Novo Testamento: Lucas, em seu Evangelho, se referiu a Pilatos como o governador romano da Judeia durante o reinado de Tibério César.

Além dos Evangelhos, vários historiadores pagãos da época também escreveram sobre o procurador romano.

Cornélio Tácito, historiador romano do século I, mencionou Pilatos em um de seus escritos: “Imputou os cristãos que tomam o nome de Cristo, o qual durante o reinado de Tibério havia sido condenado à morte pelo procurador Pôncio Pilatos”.

Também falou sobre ele Flavio Josefo, historiador que participou na guerra dos judeus entre os anos 66 e 70. No ano 93, no século I, escreveu o seguinte: “Naquele tempo apareceu Jesus, homem excepcional, se é que podemos chamá-lo de homem, pois realizou milagres incríveis (…). Tanto entre os judeus como entre os gregos havia muitos discípulos que o seguiam. Devido à denúncia dos líderes do povo, Pilatos o condenou ao suplício da cruz. Mas isso não impediu que os seus discípulos continuassem amando-o como antes. Depois de três dias da sua morte, apareceu vivo”.

Também Filo de Alexandria, contemporâneo de Jesus, descreveu Pilatos como uma pessoa cruel e caracterizada pela “sua venalidade, violência, furtos, assaltos, pelo seu comportamento abusivo, suas frequentes execuções de presos que não haviam sido julgados e sua ferocidade sem limites”.

Sobre como e onde Pôncio Pilatos morreu, não se sabe, mas existem várias hipóteses, como se tivesse cometido suicídio depois de cair na desgraça ou que tenha sido banido à Gália, onde morreu.

Outros acreditam que Pilatos se converteu ao cristianismo antes de morrer ou, segundo os textos apócrifos, sofreu o martírio.

Por ACI Digital

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