exercícios espirituais - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png exercícios espirituais - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Semeraro: para o Papa os exercícios espirituais são a reforma em andamento https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/semeraro-para-o-papa-os-exercicios-espirituais-sao-a-reforma-em-andamento/ Fri, 23 Feb 2018 08:07:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50949 Na próxima segunda-feira, 26 de fevereiro, terá início a 23ª reunião do Papa Francisco com os Cardeais Conselheiros. Trata-se da primeira reunião do C9 de 2018, em um caminho iniciado há mais de 4 anos com a instituição – em 28 de setembro de 2013 – deste novo organismo com a tarefa de ajudar o Pontífice “no governo da Igreja universal e estudar um projeto de revisão da Constituição Apostólica Pastor Bonus sobre a Cúria Romana”. Para enquadrar as perspectivas futuras do trabalho do C9, recolhemos a reflexão do secretário do Conselho dos Cardeais, o bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro:

“Eu diria que na próxima sessão vamos retomar as questões já colocadas na agenda, também porque, no cominho que estamos fazendo, alguns passos se tornaram mais claros. Portanto, digamos que o olhar, por parte do Conselho dos Cardeais sobre dicastérios fundamentais, já está na fase final. Estamos no momento de uma releitura também a partir de uma reflexão sobre o trabalho realizado. O trabalho realizado também ajudou a esclarecer algumas questões que, no início, não pareciam urgentes”.

Em um recente artigo para a revista “O Reino”, o senhor enfatizou que a dimensão mais importante da reforma é a espiritual, não a estrutural ou a funcional. Qual é o significado, portanto, dos Exercícios que precisamente nestes dias o Papa realiza com a Cúria Romana em Ariccia?

“Precisamente na manhã desta quarta-feira eu estive lá na Casa do Divino Mestre para cumprimentar o Santo Padre, para lhe assegurar a oração da diocese. Tive uma breve conversa com ele no final da meditação. O Santo Padre enfatizou mais uma vez que os Exercícios Espirituais da Cúria Romana que interrompem o trabalho ordinário – também através do gesto simbólico de se afastar do habitual local de trabalho para intensificar um encontro com Deus – é uma reflexão que vê um ao lado do outro, os diversos colaboradores do Papa na Cúria Romana. Já os Exercícios Espirituais são reforma em andamento! O que o Santo Padre quer nos dizer com isso? Que a reforma coloca em movimento realidades de organizações, mudanças nas estruturas, mas a primeira mudança que deve ser feita – e permanentemente – é uma mudança na mentalidade.O que a reforma da Cúria pretende expressar é, em primeiro lugar, uma sintonia com o que o Papa escreveu na Exortação Evangelii Gaudium, portanto, colocar-se naquele paradigma de missionaridade, de anúncio do Evangelho, à luz do qual depois são enfrentadas todas as outras realidades organizativas e institucionais. Em segundo lugar, reformar significa colocar mais em evidência a relação de serviço”.

“A reforma é um movimento”, disse o Papa na última reunião  do C9 em dezembro passado. Que significado tem uma reforma entendida deste modo, que podemos definir profundamente inaciano, de Santo Inácio de Loyola.

“No entanto, a reforma da Cúria Romana nasceu de um movimento a ser entendido, realmente domo ele disse, no sentido inaciano. Houve uma moção dos espíritos nos cardeais nas reuniões precedentes ao último Conclave. E deste confronto emergiu a instância que o novo Papa deveria dar atenção à reforma da Cúria Romana, reforma não entendida no sentido de ajustar algo que vai mal, que não está bem, mas reforma no sentido daquele semper reformanda que normalmente se aplica à Igreja, mas ainda mais diretamente, pode-se dizer da Cúria Romana. A Cúria sempre conheceu, também com Pio X, Paulo VI, João Paulo II e também Bento XVI, intervenções que podem ser chamadas “de reforma”. Isto significa tornar uma realidade sempre mais transparente, sempre mais correspondente ao objetivo. Neste sentido, acredito que se deva também dizer que a reforma comportará sempre ajustes. A reforma da Cúria não se faz de uma vez para sempre!”

Dentro de poucos dias recorre o quinto aniversário da eleição de Francisco à Cátedra de Pedro. Fazer uma síntese é obviamente muito difícil. Mas mesmo pessoalmente, e como bispo antes de tudo, se o senhor tivesse que indicar uma dimensão que o toca em particular do Magistério do Papa Bergoglio, qual o senhor indicaria?

“Para além dos conteúdos específicos que o Papa nos apresenta  e que temos também nos grandes documentos – e é pensável que o Papa possa nos presentear com algum novo documento que expresse a linha do Pontificado – porém eu a resumiria nisto: o Papa nos pede para assumir um ponto de observação novo. Nos pede para ter pontos de observação múltiplos para considerar a realidade. Não por nada uma das palavras que lhe é mais familiar, mas também isto vem da sua espiritualidade inaciana, é a palavra ‘olhar’”.

Por Vatican News

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Nona meditação: escutar a sede das periferias https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/nona-meditacao-escutar-a-sede-das-periferias/ Thu, 22 Feb 2018 15:54:26 +0000 http://teste.toqueto.com/nona-meditacao-escutar-a-sede-das-periferias.html “É essencial estar com olhos bem abertos à realidade do mundo que está em torno a nós.”

Com estas palavras, o padre José Tolentino iniciou a nona meditação no retiro do Papa Francisco com seus colaboradores da Cúria Romana. Ele ressaltou que a “voz de Deus deverá sempre confrontar-se com a pergunta feita as origens: onde está o teu irmão?”

Um dos exemplos importantes que o pregador chamou à reflexão foi o problema da falta de água nas grandes periferias do mundo. Cita um pequeno trecho da Encíclica de Papa Francisco, Laudato Si, sobre este tema: “Um problema particularmente sério é aquele da qualidade da água disponível para os pobres, que provoca mortes a cada dia”.   E afirma que “diante da sede das periferias, urge adotar uma autêntica conversão dos estilos de vida e de coração”.

Em outro tema importante da meditação sobre as periferias, o padre José recorda que Jesus é um “homem periférico”, de que Ele também foi um homem de periferia.

Jesus “não nasceu cidadão romano, não pertencia ao primeiro mundo da época, nasceu em Belém, e em Nazaré, de onde recebeu o nome, é tão insignificante em ser uma das raras localidades da Palestina. Quem escutava falar de Nazaré mostrava um ar sarcástico e perguntava, fingindo uma perplexidade: de Nazaré pode vir alguma coisa de bom? ” (Jo 1.46)

Jesus viveu completamente esta realidade de periferia, desde o seu nascimento até o momento de sua morte. Era da periferia de Israel e consequentemente da periferia do Império, do domínio romano.

Porém “a mensagem de Jesus, pega aquela via do mundo periférico. Marcos, autor da primeira narração evangélica, põe o encontro de Jesus ressuscitado com os seus discípulos ainda na periferia: ‘Ele os precede na Galileia. Ali os verão, como os disse’” (Mc 16,7).

E convidou a recordarem que a partir de Jesus, o cristianismo também se encontra em uma realidade periférica.

“O território transformou-se, e não é mais o que era antes. A população mudou de lugar. Em torno às catedrais, por exemplo, não há mais a verdadeira vida: os centros urbanos se tornaram um polo de atividades burocráticas e comerciais.”

“Também nestes lugares a Igreja é chamada a sair de si mesma e descobrir um novo ardor missionário.”

Segundo o pregador, a Igreja do Século XXI será certamente mais periférica, e nos desafiará a redescobrir que as periferias não são vazias do religioso, mas os endereços de Deus.

Dentre todas as periferias, o pregador relata várias experiências nas diversas partes da cidade, desde o abandono aos índices de criminalidade, doentes e presidiários, que para ele são periferias onde a Igreja está presente.

“Ali onde se encontra a vulnerabilidade humana devemos ser cada mais o rosto de Cristo.”

Padre José fala do perigo da separação da vivência do Sacramento da Eucaristia do Altar, com o sacramento da vida  dos pobres, citando Dom Helder Câmara, que com estas palavras exortava a Igreja do seu tempo: “O que fizemos da Igreja de Cristo? Como pode a multidão dos excluídos, dos esquecidos, dos sem tetos, dos sem nada, crer ainda que o Criador é um Pai que os ama, se nós, nós que ousamos dizer-se cristãos, nós que temos tudo, continuamos a deixar seus pratos vazios…, não sejamos somente crentes. Busquemos ser credíveis”.   

Por fim, recorda que a humanidade necessita ser abraçada, principalmente aquela que está ferida, quando se sente leprosa, diminuída, sufocada pela exclusão e pelos estigmas. E podemos dizer com a nossa presença simples e fraterna: Estou aqui, não estás sozinho.

Por Vatican News

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Quinta meditação: "A sede de Jesus" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/quinta-meditacao-a-sede-de-jesus/ Wed, 21 Feb 2018 09:01:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50901 O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana prosseguem os exercícios espirituais na Casa Divino Mestre, em Ariccia.

“A sede de Jesus” foi o tema proposto na quinta meditação pelo pregador do retiro, Pe. José Tolentino de Mendonça, na tarde desta terça-feira (20/02).

O sacerdote português iniciou a meditação com um trecho do Evangelho de João em que Jesus, após ter sido pregado na cruz, diz: “Tenho sede.”

Os Padres da Igreja interpretaram essa sede de Jesus sobretudo como “sede corporal”, não dando muito valor ao sentido  metafórico contido nessa declaração.

“A sede física documentava de forma convincente que Jesus era de carne e osso como toda pessoa”, mas tinha sede “da salvação dos homens”.

A sede da samaritana e a sede de Jesus

No encontro com a samaritana, Jesus pede água, mas é ele quem dá de beber e promete-lhe a “água viva”. A samaritana não entende imediatamente as palavras de Jesus, “as interpreta como sede física, mas desde o início Jesus dava um sentido espiritual”.  

“O seu desejo sempre visava outra sede”, conforme explicou à samaritana: «Se você conhecesse o dom de Deus, e quem lhe está pedindo de beber, você é que lhe pediria. E ele daria a você água viva.»

Segundo Pe. Tolentino, “a sede Jesus parece se extinguir somente quando ele se proclama fonte de água viva e abre à promessa do dom do Espírito”.

“A sede é o selo do cumprimento de sua obra e, ao mesmo tempo, do forte desejo de doar o Espírito, verdadeira água viva capaz de saciar radicalmente a sede do coração humano.”

O pregador do retiro explicou que a sede da qual Jesus fala é uma sede existencial que se extingue, quando a nossa vida se converge em direção ao Senhor.

“Ter sede, é ter sede Dele. Somos chamados a viver de uma centralidade cristológica: sair de nós mesmos para buscar em Cristo aquela água que sacia a nossa sede, vencendo a tentação da autorreferencialidade que nos deixa doentes e tiraniza”.

“A sede de Jesus é a sede de dar água viva, a sede de conceder à Igreja o dom da água viva. Para os fiéis, a sede de água viva é a sede de aprofundamento da fé, sede de penetrar no mistério de Jesus, sede do Espírito. Para Jesus, a sede é o desejo de comunicar todos esses dons.”

A sede de Jesus revela a sede humana

Segundo Pe. Tolentino, “a sede de Jesus ilumina e responde à sede de Deus à falta de sentido e verdade, ao desejo de todo ser humano de ser salvo, mesmo que seja um desejo oculto ou enterrado debaixo dos detritos existenciais”.

O “Tenho sede”, proclamado por Jesus, envolve a Igreja de todos os tempos, em particular a nossa.

A esse propósito, o sacerdote português citou como exemplo Madre Teresa de Calcutá, que em 10 de setembro de 1946, a bordo de um trem que ligava Siliguri a Darjeeling, na Índia, viveu uma forte experiência espiritual: “de forma quase física sentiu a sede de Jesus que a chamava a dar a vida a serviço da sede dos pobres e rejeitados, dos últimos dos últimos. O coração e a alma das Missionárias da Caridade é somente este: a sede do coração de Jesus escondido no pobre.”

Acolher o Espírito, dom da sede

O Espírito continua nos fazendo ouvir a voz de Jesus que nos diz: “Tenho sede!”

“Ele é o dinamismo do Ressuscitado em nós. O Espírito é a continuação dessa história, uma continuação que não é repetida, não é sempre a mesma. É a fantasia do Espírito, a sua criatividade que difunde em nós dons diferentes, carismas diferentes, competências complementares a fim de construirmos o Reino de Deus onde quer que estejamos.”

O Espírito “é a força motriz da vida da Igreja e da vida de todo cristão. Por isso, precisamos do Espírito Santo e devemos redescobrir a fé em seu poder. Muitas vezes o Espírito Santo permanece completamente esquecido. Devemos redescobrir o Espírito Santo, porque sem Ele a Igreja é somente memória, o que fazemos é somente uma recordação do que foi. É o Espírito que diz: o cristianismo é também presente e futuro”, disse Pe. Tolentino.

“Somos chamados a viver na esperança toda situação da vida. Às vezes, somos uma Igreja em que falta a vivacidade do Espírito, a juventude do Espírito. É o Espírito que nos dá o sentido de plenitude, o sentido da missão e que nos torna uma Igreja em saída.”

Por Vatican News

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Segunda meditação da Quaresma: "A ciência da sede" https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/segunda-meditacao-da-quaresma-a-ciencia-da-sede/ Mon, 19 Feb 2018 12:55:44 +0000 http://teste.toqueto.com/segunda-meditacao-da-quaresma-a-ciencia-da-sede.html Durante toda esta semana, o Papa Francisco se encontra em Ariccia, nas proximidades de Roma, para os Exercícios Espirituais de Quaresma. Até o próximo domingo (25/02), estão suspensas todas as audiências públicas do Santo Padre, inclusive a Audiência Geral de quarta-feira, e as homilias na Casa Santa Marta.

Na manhã de segunda-feira, após as orações, o Pontífice e os colaboradores prosseguiram o retiro iniciado no domingo. Este ano, pela primeira vez, o pregador vem de Portugal.

A segunda meditação proposta pelo Pe. José Tolentino de Mendonça ao Papa e aos seus colaboradores foi dedicada ao tema “A ciência da sede”.

O tema foi inspirado na última frase pronunciada por Jesus no livro do Apocalipse (Ap 22, 17), “Quem tem sede, venha”.

O sacerdote português alternou citações bíblicas a obras de teólogos, escritores, poetas e dramaturgos como Milan Kundera, Padre Henri de Lubac, Emily Dickinson, Eugène Ionesco, Saint-Exupéry.

No trecho do Apocalipse, as palavras usadas são “quem tem sede”, “quem quiser” – expressões que se referem a nós, afirmou Pe. Tolentino. “Estamos tão próximos da fonte e vamos para tão longe, perdidos em desertos, em busca da torrente que nos mate a sede e ignorando assim ‘o dom que Deus tem para nos dar’.”

A dor da nossa sede

Não é fácil reconhecer que sentimos sede, prosseguiu o sacerdote, “porque a sede é uma dor que se descobre pouco a pouco dentro de nós”, por trás das nossas habituais narrações defensivas ou idealizadas.

Há uma violência no mundo e em nós mesmos que vem da sede, do medo da sede, do pânico de não ter as condições de sobrevivência garantidas. “Nós nos revoltamos uns contra os outros. A dor da nossa sede é a dor da vulnerabilidade extrema, quando os nossos limites nos comprimem.”

O sacerdote português citou o consumismo dos centros comerciais, mas ressaltou que não devemos nos esquecer que existe também um consumismo na vida espiritual. As sociedades que impõem o consumo como critério de felicidade transformam o desejo numa armadilha.

O objeto do nosso desejo é uma entidade ausente, um objeto inesgotável. O Senhor, porém, não cessa de nos dizer: «Quem tem sede, venha; quem quiser, tome de graça da água da vida».

O caminho da nossa sede

Para o Pe. Tolentino, existem muitos modos de enganar as necessidades que nos dão vida e adotar uma atitude de evasão espiritual sem jamais, porém, se conscientizar de que estamos em fuga.

Também aqui, como em outros âmbitos da vida, afimou, a verdadeira conversão não consistirá em belas teorias, mas em decisões que resultem de uma efetiva conscientização das nossas necessidades.  

Nem que fosse um único copo de água

O trecho do Apocalipse volta ao final da meditação. «Quem tiver sede, venha …» Certamente não bebemos para matar a sede. Jesus sabe que um simples copo de água que damos ou recebemos não é algo banal. É um gesto que dialoga com dimensões profundas da existência, porque vai ao encontro daquela sede que está presente em todo ser humano, e é sede de relação, de aceitação e de amor.

“Carregamos conosco tantas sedes. A sede é um patrimônio biográfico que somos chamados a reconhecer e do qual somos gratos. Depositemos em Deus a nossa sede.”

Por Vatican News

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Papa retorna ao Vaticano após retiro e faz doação à Síria https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-retorna-ao-vaticano-apos-retiro-e-faz-doacao-a-siria/ Fri, 10 Mar 2017 13:36:46 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-retorna-ao-vaticano-apos-retiro-e-faz-doacao-a-siria.html O Papa Francisco retornou ao Vaticano nesta sexta-feira, 10, após uma semana de retiro em Ariccia, cidade próxima a Roma, para os tradicionais exercícios espirituais da Quaresma.

Antes de deixar Ariccia, o Papa presidiu a Santa Missa que foi colocada em intenção da Síria. Ele também doou 100 mil euros, graças à contribuição da Cúria Romana, aos pobres de Aleppo, a capital síria. A doação será feita pela Esmolaria Apostólica, órgão para a caridade do Papa, e pela Custódia da Terra Santa.

Na conclusão do retiro, Francisco deixou o seu agradecimento ao pregador do retiro, padre Giulio Michelini. O Santo Padre destacou a naturalidade do sacerdote e a bagagem de vida que ele levou para as pregações: seus estudos, publicações, amigos, pais, jovens frades que ele acompanha. Padre Michelini se preparou para as pregações e isso foi reconhecido pelo Papa.

“Isso significa responsabilidade, levar as coisas a sério. E obrigado por tudo isso que nos deu. É verdade: tem uma montanha de coisas para meditar, mas Santo Inácio diz que quando alguém encontra nos exercícios algo que dá consolo ou desolação deve deter-se ali e não seguir adiante. Seguramente cada um de nós encontrou uma ou duas, entre tudo isso. E o resto não é desperdiçado, permanece, servirá para outra vez”.

Por Canção Nova, com Vaticano

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Exercícios espirituais: morte de Jesus, verdadeira porque escandalosa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/exercicios-espirituais-morte-de-jesus-verdadeira-porque-escandalosa/ Thu, 09 Mar 2017 15:27:24 +0000 http://teste.toqueto.com/exercicios-espirituais-morte-de-jesus-verdadeira-porque-escandalosa.html Da Cruz, Cristo oferece o lado do qual brotarão água e sangue “para o perdão dos pecados”. Essa é uma das passagens da sétima meditação de Pe. Giulio Michelini, durante os Exercícios espirituais propostos ao Papa e à Cúria Romana.

Em andamento desde domingo passado na Casa Divino Mestre de Ariccia, nas proximidades de Roma, o Retiro espiritual quaresmal do Papa e da Cúria Romana chega esta quinta-feira (10/09) a seu penúltimo dia.

Um olhar de “amor profundo” a Cristo crucificado. O frade menor o evocou na reflexão matutina, detendo-se sobre a morte do Messias narrada no Evangelho segundo São Mateus. Uma morte “real”, não “aparente”, esclareceu imediatamente o pregador franciscano.

“Não somente os discípulos têm dificuldade de acreditar que tenha voltado à vida, e isso é verdade; mas isso é possível propriamente porque morreu verdadeiramente.”

E os detalhes que descrevem a morte de Jesus são tão “incômodos”, tão cruentos, como por exemplo o grito na Cruz, que fazem parte daqueles que são habitualmente definidos “critérios de desconcerto”, que nos levam a dizer que tais particulares não podem ter sido criadas: efetivamente, foram escritas porque dizem realmente “algo daquilo que aconteceu”.

Em primeiro lugar, deve ser analisado “o sentido de abandono que Jesus viveu na Cruz” – quando pronuncia: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes” – agravado pela incompreensão “por parte de quem está assistindo ao espetáculo cruento” da Paixão de Cristo.

Há quem acredite que Jesus estivesse chamando Elias, explicou o franciscano repercorrendo os Evangélicos sinóticos:

“Quem podia ser Elias, que Jesus invocava? Claro, o profeta que teria voltado: mas o que poderia ter feito? Fazê-lo descer da Cruz? Ou talvez, como se dizia – e lemos nos Evangelhos –, Elias já tinha vindo e era o Batista? Da Cruz, Jesus chamava talvez seu amigo? Evidentemente se trata de um grande mal-entendido: Jesus não está pedindo ajuda a Elias e nem mesmo ao Batista; Jesus está – com um grito – chamando o Pai. Mas o Pai silencia.”

Propriamente o fato de o Pai não intervir é “outro elemento desconcertante de toda a narração da morte de Jesus”, explicou Pe. Michelini. Em todo caso, o sentimento que Cristo está vivendo, o sentimento de abandono da parte do Pai é algo real e tão “escandaloso” que resulta difícil ser inventado.

Jesus “se lamenta” não porque se sinta abandonado por Deus ou pela dor, mas porque suas forças físicas “vacilam”. No entanto, dois Evangelhos, o de João e o de Lucas, não trazem o grito de Cristo: é “por demais escandaloso”, ressaltou o pregador dos Exercícios espirituais.

A “última tortura” para Jesus é que não seja compreendido “nem mesmo estando na Cruz”: é “algo desconcertante”, é “incompreendido”, disse Pe. Michelini.

Por que acaba sendo incompreendido? – perguntou-se o pregador, recorrendo a uma experiência pessoal: o colóquio tido com um casal em que a mulher através de mensagens no celular dele havia descoberto a traição do marido.

Duas pessoas que carregavam consigo “uma grande ferida”, o adultério: “no fundo, aquele era o problema que os impedia de compreender-se reciprocamente”, disse o frade menor. Jesus, refletiu o pregador, quando pode, intervém para “explicar e explicar novamente”. Mas da Cruz “não consegue explicar mais nada”:

“Naturalmente, sabemos que a Cruz explica tudo. Mas Jesus não pode nem mesmo mais dizer porque está chamando o Pai e não está chamando Elias. Pode fazer somente uma coisa: confiar-se ao Espírito que efetivamente doará, para que seja o Espírito a explicar aquilo que não tinha conseguido fazer entender. Ou então, terá que esperar ressurgir e estar com seus discípulos, deter-se com eles à mesa durante 40 dias –diz o início dos Atos dos Apóstolos – para acompanhar os discípulos segurando-os pelas mãos, eles que não entendem.”

Em seguida, o pregador dos Exercícios espirituais recordou que “além” desta última tortura, há também a “lança do centurião”. E repropôs o episódio de Cafarnaum: outro centurião “provavelmente armado” se dirige a Jesus porque mortificado com a enfermidade de um “filho” ou um “servo” seu”. E Cristo não lhe nega “um gesto de amor”:

“Ora, segundo algumas importantes testemunhas textuais de Mateus, Cristo foi morto propriamente com o golpe da lança de um soldado. Jesus ofereceu a outra face aos soldados, como havia ensinado no sermão da montanha: havia dado sua disponibilidade ao centurião de Cafarnaum. Agora, da Cruz, podia somente oferecer seu lado do qual brotará água e sangue, para o perdão dos pecados.”

Em seguida, examinou a passagem do Evangelho segundo São Mateus que explica que o golpe de lança foi dado “antes” da morte de Jesus e não depois, como no Evangelho segundo São João. Embora – observou o pregador – tenha acabado por prevalecer na Igreja a interpretação do quarto Evangelho: o golpe de lança “após” a morte do Senhor.

Por fim, a meditação deteve-se sobre as mulheres presentes na cena da crucifixão. Segundo Mateus, são “muitas”, entre as quais Maria “mãe de Tiago e José”; para alguns essa figura é a “Mãe do Senhor”, que está presente “aos pés da Cruz” como no Evangelho segundo São João:

“Talvez também aqui, como alguns notaram, o evangelista Mateus – que poderia até mesmo ter inspirado João – queira dizer que Ela está presente, mas num modo muito oblíquo, até mesmo com um realce, uma estratégia retórica não chamando-a ‘a Mãe do Senhor’, mas ‘Maria, a mãe de Tiago e de José’. Por qual motivo? Alguém escreveu – é uma hipótese interessante – que Maria, a Mãe de Jesus, não é mais simplesmente Ela e Jesus, não é mais simplesmente o Filho e Maria. Como depois Maria, no Evangelho segundo São João, não será mais simplesmente a Mãe de Jesus, mas a Mãe do discípulo amado e, portanto, Mãe da Igreja. Do mesmo modo Maria, na Paixão narrada por São Mateus, está presente e seria, porém, a mãe de Tiago e de José, isto é, de seus irmãos: e, por conseguinte, também para nós, para este Evangelho, a Mãe da Igreja.”

Por fim, o pregador dos Exercícios espirituais convidou a perguntar-se se, devido a “fechamentos” ou por orgulho, não se entendem os outros, não tanto porque as coisas que dizem “são pouco claras”, mas simplesmente porque “não querem compreender”.

Em seguida, pediu que se busque compreender se existe um “defeito” na comunicação com os outros, exortando a “melhorá-la”, crescendo “na humildade”, e a perguntar-se se se consegue “colher a presença de Deus” também no “ordinário do cotidiano” ou no “olhar do outro”.

Por Rádio Vaticano

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Pe. Michelini: Judas e o risco de perder a fé https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pe-michelini-judas-e-o-risco-de-perder-a-fe/ Wed, 08 Mar 2017 13:36:15 +0000 http://teste.toqueto.com/pe-michelini-judas-e-o-risco-de-perder-a-fe.html O risco de perder a fé, o suicídio e a missão da Igreja em busca dos pecadores: foram os temas candentes sobre os quais se deteve o pregador dos Exercícios espirituais, Pe. Giulio Michelini, na quinta meditação proposta ao Papa e à Cúria Romana, reunidos deste domingo passado na localidade de Ariccia, próximo de Roma. A reflexão da manhã desta quarta-feira (08/03) foi centralizada na figura de Judas.

De fato, a meditação matutina do frade menor girou em torno do drama do suicídio de Judas, um dos Doze. Um evento escandaloso e desconcertante, que porém o Evangelho não esconde. Um drama evidenciado também pelo arrependimento de Judas que no Evangelho segundo São Mateus reconhece ter pecado porque traiu sangue inocente.

Judas e nós: o risco da perda da fé

Em seguida, o pregador buscou reconstruir os motivos que podem ter levado Judas a trair Jesus, que o havia escolhido e chamado. E Judas o havia seguido. Para entender o seu drama, Pe. Michelini releu textos de estudiosos e escritores. De Romano Guardini a Amós Oz, que dedicaram páginas a esta figura. A primeira hipótese é que Judas a um certo ponto tenha perdido a fé. Um risco a partir do qual todos devem se perguntar:

“Há por acaso em minha vida muitos dias em que não abandonamos Cristo – nosso saber melhor, nosso amor – por uma vaidade, uma sensualidade, um ganho, uma segurança, um ódio, uma vingança? Temos poucas justificativas para falar com indignação sobre o traidor. Judas revela nós mesmos.”

O pregador evocou a experiência do escritor francês Emmanuel Carrère e o seu livro “O Reino”, de 2014, no qual conta ter novamente abraçado a fé durante três anos e depois tê-la perdido outra vez. Emerge o trabalho interior de um homem que, porém, escreve: “Abandono-te, Senhor. Tu, não me abandones.”

Foi levantada outra hipótese sobre a traição de Judas: Judas queria que Cristo se mostrasse como o Messias de Israel, libertador, combatente, político. Por conseguinte, não via mais no rosto de Jesus o Senhor, mas apenas um Rabi, um Mestre, e quer forçá-lo a fazer aquilo que ele deseja.

Sair pelas ruas a buscar os pagãos e os publicanos

A segunda reflexão que a meditação matutina quer provocar é sobre o que se pode fazer por quem se encontra distante da fé. É preciso sair à procura dos pecadores, recordou o franciscano que contou uma experiência:

“Vivo com uma comunidade de jovens que fazem duas missões populares por ano. Brinco com eles porque saem para dançar, entram nas discotecas e vão aos pubs. Eu, naturalmente, como professor não me permitiria fazer algo assim e, portanto, brinco com meus frades. E são muitos anos, desde que ensino, que não faço missões populares. Mas eles sabem quanta estima tenho pelo fato de ter alguém que vai ali aonde há isso que não queremos ver, há jovens quem sabe desesperados… Portanto, mesmo se não fazemos isso, devemos ser realmente gratos e solidários para com aqueles que saem pelas ruas a buscar, como dizia Jesus, os pagãos e os publicanos.”

O percurso de Judas levou-o ao suicídio após dar-se conta de seu pecado, observou o frade. Na obra “Os noivos” de Alessandro Manzoni é emblemática, nesse sentido, a conversão do Apaixonado que tem a tentação de tirar a própria vida, até que ouviu o repicar dos sinos. Retornam a sua memória as palavras de sua amada Lúcia sobre Deus que perdoa tantas coisas por uma obra de misericórdia. Em seguida – ainda citando Manzoni –, tem lugar o encontro com o Cardeal Federigo Borromeo, que lamenta não ter sido ele por primeiro a ir encontrá-lo. São páginas de fé, que convidam a ir em busca dos pecadores, ressaltou.

Foram também evocadas palavras do Papa Francisco numa homilia da missa na Casa Santa Marta, quando a propósito dos sacerdotes que rechaçam Judas, falou do clericalismo: Judas foi descartado, traidor e arrependido não foi acolhido pelos pastores que eram intelectuais da religião com uma moral feita a partir da sua inteligência e não da revelação de Deus.

Os suicídios do nosso tempo. Ajudar os cristãos a não perder a fé

E falando do suicídio de Judas, Pe. Michelini não esqueceu a atualidade com os suicídios assistidos e os suicídios de jovens. Daí, o ponto de agarra para uma pergunta dirigida aos pastores:

“Como podemos ajudar os cristãos do nosso tempo a não perder a fé, a retomar consciência da própria fé, aquela da qual se fala no Novo Testamento, a fé alegre, totalizadora, a adesão à pessoa de Jesus, o que podemos fazer para que não mais ocorram esses suicídios?”

Tratou-se de uma meditação com traços fortemente existenciais sobre a fé, sobre nossas interpelações e sobre a missão da Igreja no mundo.

Por Rádio Vaticano

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O perdão dos pecados e a unidade, temas a meditar nos exercícios espirituais https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/o-perdao-dos-pecados-e-a-unidade-temas-a-meditar-nos-exercicios-espirituais/ Tue, 07 Mar 2017 15:06:44 +0000 http://teste.toqueto.com/o-perdao-dos-pecados-e-a-unidade-temas-a-meditar-nos-exercicios-espirituais.html O terceiro dia de Exercícios Espirituais do Papa Francisco na Casa Divino Mestre em Ariccia por ocasião da Quaresma se centrou na meditação “O pão e o corpo, o vinho e o sangue”.

O franciscano Giulio Michelini, responsável pela realização deste retiro, refletiu sobre a Última Ceia de Jesus. “Estar na mesma mesa significa experimentar a beleza de estar juntos e receber o que foi preparado por outros como um ato de amor. O Ressuscitado, segundo o evangelista João, havia preparado o alimento para seus discípulos no Mar da Galileia”.

“Na ceia de Jesus também surge este elemento: a entrega de Judas. Mas Jesus, na noite que foi traído, segundo a versão antiga da ceia, não retira o seu dom e entrega tudo o que ele tinha para entregar: o seu corpo e o seu sangue”.

“A Palavra, o Filho já havia oferecido a sua divindade (…) e agora doa a sua humanidade, ou seja, a sua carne, porque era nesta carne que a divindade foi tal. Deste modo, Jesus entrega totalmente a si mesmo”.

O Pe. Michelini propôs 3 perguntas para meditar: a relação com o alimento, a unidade em torno a ceia e o perdão dos pecados.

“Pergunto-me se somos verdadeiramente conscientes de que Jesus derramou o seu sangue, de verdade, com a sua própria vida, e não somente com palavras, disse e concedeu o perdão de Deus”.

Por ACI Digital

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Padre faz primeira meditação de Quaresma para o Papa e a Cúria https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/padre-faz-primeira-meditacao-de-quaresma-para-o-papa-e-a-curia/ Tue, 07 Mar 2017 07:44:25 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44711 Nesta segunda-feira, 6, o Papa Francisco e a Cúria Romana participaram da primeira meditação dos exercícios espirituais, o retiro do tempo quaresmal realizado em Ariccia, próximo a Roma. O responsável pelas pregações, padre Giulio Michelini, exortou os 74 presentes a se fazerem algumas perguntas sobre a própria vida espiritual.

“A confissão de Pedro e o caminho de Jesus para Jerusalém”, no Evangelho segundo São Mateus, foram o ponto de partida da meditação desta segunda-feira. Padre Michelini exortou os presentes a se perguntarem como tomam as decisões importantes da própria vida. “Faço discernimento baseado em qual critério? Decido impulsivamente, deixo-me levar por aquilo que é habitual, coloco a mim mesmo e meu interesse pessoal acima do Reino de Deus? Ouço a voz de Deus, que fala de modo humilde?”

O sacerdote se concentrou na figura de Pedro e na tradição rabínica. Mediante revelação, Pedro reconhece que Jesus é o Messias. Daí, o religioso franciscano sugere que o Pai tenha falado não somente por meio do Filho, mas tenha falado ao Filho, Jesus, também através de Pedro. É Jesus que revela pouco a pouco a sua vocação, mas realiza gestos também porque é solicitado por outros.

Na vida de Jesus de Nazaré é deixado muito espaço aos encontros, que incidem na sua missão. Segundo a tradição rabínica, com o fim da grande profecia, se considerava que Deus continuasse falando de modos muito humildes, como por exemplo mediante a voz das crianças e dos loucos, com uma comunicação parecida com o sussurro de um vento leve como se deu com o profeta Elias no monte Horebe.

“Tenho a humildade de ouvir Pedro? Temos a humildade de ouvir-nos uns aos outros, estando atentos aos preconceitos ou às pré-leituras que certamente temos, mas atentos a colher aquilo que Deus quer dizer apesar – talvez – dos meus fechamentos? Ouvir a voz dos outros, talvez frágil, ou escuto somente a minha voz?”

Aceitar seguir Jesus e carregar a própria cruz

Em seguida, o pregador dos Exercícios espirituais deteve-se sobre a interpretação daqueles estudiosos que consideram que Jesus soubesse o que estava para acontecer. No Evangelho segundo Mateus, se diz que Jesus se retirava, um verbo que no grego antigo indicava a retirada dos exércitos diante de uma derrota ou de um perigo.

Também Jesus parece retirar-se diante da notícia da prisão do Batista e quando sabe que os fariseus querem matá-lo, mas todas essas retiradas são estratégicas, ressaltou padre Michelini, não são para deter-se: após ter-se retirado, Jesus faz coisas concretas, isto é, começa a anunciar o Reino e a curar os doentes.

“Pergunto-me se tenho a coragem de caminhar até o fim para seguir Jesus Cristo, levando em consideração que isso comporta levar a cruz, como Ele disse, anunciando a ressurreição, a alegria, mas também a provação: ‘Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me’”, concluiu o sacerdote.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Papa: "A Bíblia como o celular, sempre conosco para lermos as mensagens" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-a-biblia-como-o-celular-sempre-conosco-para-lermos-as-mensagens/ Mon, 06 Mar 2017 08:43:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44702 “Durante os quarenta dias da Quaresma, nós cristãos somos convidados a usar a força da Palavra de Deus na batalha espiritual contra o Mal”: esta foi a recomendação feita pelo Papa aos fiéis ontem, I Domingo de Quaresma, 5 de março.

Antes de rezar a oração mariana do Angelus neste final de inverno chuvoso na Praça de São Pedro, Francisco comentou a passagem do Evangelho de Mateus que narra como Jesus venceu as tentações e artimanhas sugeridas pelo Diabo: com a Palavra de Deus.

Naquela ocasião, Jesus enfrentou o diabo ‘corpo a corpo’. Às três tentações de Satanás para tentar impedi-lo de cumprir a sua missão, Ele respondeu com a Palavra e, com a força do Espírito Santo, saiu vitorioso do deserto.

“Por isso – disse o Pontífice – é preciso conhecer bem, ler, meditar e assimilar a Bíblia, pois a Palavra de Deus é sempre ‘atual e eficaz’.

A Bíblia como o celular

“O que aconteceria se usássemos a Bíblia como usamos o nosso celular? Se a levássemos sempre conosco (ou pelo menos um Evangelho de bolso), o que aconteceria? Se voltássemos quando a esquecemos, se a abríssemos várias vezes por dia; se lêssemos as mensagens de Deus contidas na Bíblia como lemos as mensagens em nosso celular, o que aconteceria?. É uma comparação paradoxal, mas faz pensar…”

“Com efeito, concluiu, se tivéssemos a Palavra de Deus sempre no coração, nenhuma tentação poderia nos afastar de Deus e nenhum obstáculo poderia nos desviar no caminho do bem; saberíamos vencer as propostas do Mal que está dentro e fora de nós; e seríamos mais capazes de viver uma vida ressuscitada segundo o Espírito, acolhendo e amando nossos irmãos, especialmente os mais frágeis e carentes, inclusive nossos inimigos”.

Tempo de conversão

Depois de rezar o Angelus e abençoar os fiéis, o Papa lembrou que o caminho de conversão da Quaresma requer de nós muita oração, jejum e obras de caridade. E concluindo, pediu a todos que rezem por ele e seus colaboradores, que durante esta semana estarão em Ariccia, (localidade fora de Roma) fazendo exercícios espirituais.

Por Rádio Vaticano

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