Evangelii gaudium - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Evangelii gaudium - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Em videomensagem, Papa reitera dignidade do trabalho https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-videomensagem-papa-reitera-dignidade-do-trabalho/ Fri, 27 Oct 2017 09:36:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49251 O Papa Francisco enviou uma mensagem em vídeo aos participantes da 48ª Semana Social dos Católicos Italianos, que acontece na cidade de Cagliari, na Sardenha. Francisco se aprofundou no tema do encontro, “O trabalho que queremos: livre, criativo, participativo e solidário”, e afirmou: “Sem trabalho não há dignidade”.

O tópico sobre o qual o encontro se apoia foi extraído do parágrafo 192 da exortação apostólica Evangelii Gaudium. E o Santo Padre exemplifica esta exortação a fundo. “Sem trabalho não há dignidade, mas nem todos os trabalhos são dignos. Alguns humilham a dignidade das pessoas: os que alimentam guerras construindo armas, os que vendem corpos na prostituição ou os que exploram menores”, frisa.

Quanto àqueles ofícios que atacam a dignidade humana, o Pontífice foi categórico: “Também ofendem a dignidade do trabalhador atividades submersas, que discriminam mulheres e excluem portadores de deficiência. O trabalho precário também é uma ferida aberta. A precariedade é imoral e mata: mata a dignidade, a saúde, mata a família, mata a sociedade”, diz.

A Igreja está atenta a estas desigualdades, de acordo com Francisco. “Não percam a confiança; a Igreja atua em favor de uma economia que sirva a pessoa e reduza as desigualdades”, assegura.

O Papa também falou sobre a crise financeira, econômica, social e ambiental que aposta no consumo sem se preocupar com a dignidade do trabalho e a tutela do meio ambiente. “É como andar de bicicleta com uma roda vazia; é perigoso! A dignidade e a tutela são mortificadas quando o trabalhador é considerado um item no balaço, quando o grito dos descartados fica ignorado”.

Meio ambiente

O meio ambiente também foi tema de destaque na mensagem papal. Para o líder da Igreja Católica, a humanidade deve investir num modelo de desenvolvimento sustentável. “Nada se anteponha ao bem da pessoa e ao cuidado da Casa Comum, deturpada muitas vezes por modelos de desenvolvimento que geram dívidas ecológicas. A inovação tecnológica deve ser orientada pela consciência e princípios de subsidiariedade. O robô deve permanecer um meio e não se transformar em ídolo numa economia de poderosos: deve servir à pessoa e às suas necessidades”, diz.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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A Eucaristia como partilha e solidariedade https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-eucaristia-como-partilha-e-solidariedade/ Wed, 14 Jun 2017 14:02:34 +0000 http://teste.toqueto.com/a-eucaristia-como-partilha-e-solidariedade.html A Solenidade de Corpus Christi ajuda-nos a refletir sobre uma das dimensões da Eucaristia, que é a da partilha. A partir desta dimensão, podemos inferir a dimensão social deste Santíssimo Sacramento, por vezes esquecida na espiritualidade cristã.

Na Carta Apostólica Mane Nobiscum Domine, São João Paulo II afirma que gostaria de chamar a atenção dos fiéis para esta dimensão, porque sobre ela “recai em grande medida a autenticidade da participação na Eucaristia celebrada em comunidade” (n. 28).

Note-se que o Pontífice não destaca aqui a exatidão do cumprimento das rubricas litúrgicas, a confissão sacramental ou o jejum eucarístico, mas “o impulso que ela traz em si por um empenho eficaz na edificação de uma sociedade mais equânime e fraterna” (idem). Infelizmente ainda persistem em muitos cristãos uma compreensão intimista e individualista deste Santíssimo Sacramento.

Combater as causas geradoras da fome

No que tange à fome, não bastam somente soluções assistenciais emergenciais que têm sido praticadas com generosidade pela Igreja ao longo dos séculos. Sem deixar de preocupar-se com as necessidades mais imediatas e com as situações de emergência, é necessário ter um horizonte maior, que se preocupe com a transformação das estruturas geradoras da miséria e da fome.

Existe alimento para todos, afirmam os Bispos do Brasil. Portanto, a fome não é resultado do aumento da população ou de outras causas naturais, mas fruto de um sistema iníquo, que não distribui a renda, agravado com o desperdício (CNBB. Exigências éticas de superação da miséria e da fome. Documento 69, n. 2).

João Paulo II já afirmara anteriormente na Sollicitudo rei socialis que a miséria não é fruto da fatalidade, mas de mecanismos perversos (n. 9) que se encarnam em verdadeiras estruturas de pecado (n. 16). É necessário criar uma cultura da solidariedade, que desmascare e desmonte estas estruturas perversas.

O Papa Francisco não se cansa de dizer que não podemos dormir sossegados enquanto houver pessoas com fome no mundo. Não podemos tolerar que se jogue comida no lixo, enquanto há tantos famintos. O desafio “dai-lhes vós mesmos de comer” (Mc 6,37) implica um compromisso, tanto para transformar uma economia geradora de morte, quanto para realizar pequenos gestos de solidariedade com os mais sofredores (Evangelii Gaudium 53;188).

A participação no banquete da Eucaristia tem sido para os cristãos um impulso para a transformação da sociedade? Empenhar-se para diminuir a fome no mundo e em volta de nós poderia ser uma boa maneira de se viver a Eucaristia.

Dai-lhes vós mesmos de comer (Mc 6,37)

A prática de Jesus se mostra no relato da multiplicação dos pães, que é narrada nos evangelhos sinóticos e em João, com pequenas diferenças (Mc 6,30-44; Mt 14,13-21; Lc 9,10-17; Jo 6, 1-13).

Em todas as narrativas Jesus se compadece com a fome do povo e provoca os discípulos. A resposta desses é evasiva, dizendo que a multidão deve ser dispersada para buscar alimento por si mesma. O desafio de Jesus, que atravessa os séculos e chega até nós é: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mc 6,37).

A saciedade do povo somente ocorreu porque Jesus deslocou o coração dos discípulos da lógica econômica que passa pelo dinheiro, para o eixo da partilha e da solidariedade que passa pela compaixão. Primeiro veio a partilha, para que depois aparecessem os doze cestos cheios.

Por Padre Antonio Aparecido Alves, via Canção Nova

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Cardeal Parolin: 4 anos com Francisco, o Papa da "reforma do coração" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-parolin-4-anos-com-francisco-o-papa-da-reforma-do-coracao/ Tue, 14 Mar 2017 09:13:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44839 Celebrou-se ontem (13/3) o quarto aniversário da eleição do Papa Francisco. Quatro anos vividos com intensidade pelo Pastor que veio de longe e que está realizando uma obra profunda de renovação da Igreja.

Este quarto ano foi denso de momentos e documentos do magistério. Foi o ano da Exortação Apostólica Amoris Laetitia e do abraço histórico com o Patriarca Kirill em Cuba, o ano da JMJ de Cracóvia, e da visita ao campo de concentração de Auschwitz, da canonização de Madre Teresa de Calcutá e da viagem ecumênica a Lund, na Suécia, pelos 500 anos da Reforma Protestante.

A misericórdia uniu estes pontos e teve o seu ápice com a celebração do Jubileu Extraordinário, concluído em dezembro passado. 

Para uma reflexão sobre os temas fortes destes primeiros quatro ano de pontificado e sobre o horizonte que o Papa Francisco está abrindo na vida da Igreja, o Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, concedeu uma entrevista à Rádio Vaticano – Secretaria para a Comunicação.
 
Parolin: “No dia 13 de março de 2013, eu não estava em Roma, estava ainda em Caracas, como Núncio Apostólico na Venezuela.  Recebemos a notícia lá ao meio-dia. O primeiro sentimento foi de surpresa por este nome, pela eleição do Cardeal Bergoglio de quem ouvi falar, mas não se previa naquele momento que seria o novo Papa, pelo menos a imprensa não o apresentava entre os papáveis.  Portanto, uma grande surpresa e uma surpresa também em relação ao nome. O nome Francisco não constava na série dos Papas e prefigurava quais seriam as características do novo Pontífice. Tocou-me o seu discurso feito com muita simplicidade, muita paz e serenidade. Esta confiança recíproca, o fato que ele tenha se confiado ao povo, pedindo-lhe orações para que Deus o abençoasse, “o povo santo de Deus”, como ama dizer o Papa Francisco. Portanto, o confiar-se do pastor ao povo, do povo ao pastor e todos juntos a Deus. Dali saiu esta imagem de Igreja que é um caminhar juntos, pastor e povo, com confiança e confiando-se todos à oração, graça e misericórdia do Senhor.” 

O Santo Padre desde o inicio acentuou a necessidade de ser uma “Igreja em saída”, Igreja a caminho.  Está afirmando em vários níveis da Igreja este estilo sinodal, esta visão que o Papa quer tanto? 

Parolin: “Evidentemente, é um caminho longo, um caminho progressivo, um caminho que teve o seu início com o Concílio Vaticano II e que o Papa Francisco quer continuar sua aplicação na vida da Igreja. Parece-me importante esta Igreja a caminho, esta Igreja que se abre: uma Igreja que se abre sobretudo ao Senhor, uma Igreja em saída em direção ao seu Senhor, rumo a Jesus Cristo. Próprio porque a Igreja é em saída rumo a Jesus Cristo consegue também acompanhar as pessoas, encontrar as pessoas, acompanhar as pessoas em sua realidade cotidiana. Isso me parece muito importante e acredito que este caminho deve ser feito juntos. Eis a sinodalidade! A Igreja a caminho deve ser feita juntos, sob a guia do Espírito Santo. Portanto, uma Igreja reunida pelo Espírito onde cada um está atento à voz do Espírito e onde cada um coloca em comum também os dons que o Espírito Santo lhes dá para a realização desta missão.“

O Papa Francisco está realizando uma reforma profunda da Cúria Romana. Muitas vezes sublinha que todos precisamos de uma reforma, também muito importante, “a reforma do coração”. Na Evangelii gaudium invoca uma reforma da Igreja em saída missionária. Porque este processo de reforma é tão importante para este pontífice em vários âmbitos?

Parolin: “Na história, o Concílio depois retomou, a Igreja semper reformanda! É uma dimensão fundamental da Igreja a de estar em processo de reforma, de ‘conversão’, para usar o termo evangélico. É justo que seja assim. É necessário que seja assim. O Papa recorda isso com insistência para que a Igreja se torne cada vez mais si mesma, se torne cada vez mais autêntica, tire as crostas que se acumularam no caminho da história e resplandeça realmente com a transparência do Evangelho. Este é fundamentalmente o sentido da reforma. É por isso que o Papa insiste na ‘reforma do coração’! No âmbito da Cúria Romana houve várias decisões. O Papa recordou no último discurso à Cúria Romana que estas reformas estão causando transformações, uma renovação. Porém, tudo parte do coração, tudo parte de dentro. E o Papa insiste nisso. É importante, como ele mesmo diz, insistindo na reforma do coração: “não são os critérios funcionais que devem guiar esta reforma, mas os critérios de um retorno autêntico a Deus e uma manifestação autêntica da natureza verdadeira da Igreja.”

Por Rádio Vaticano

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