Evangelho de João - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:03:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Evangelho de João - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 “João”, as reflexões do Papa sobre o Quarto Evangelho https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/joao-as-reflexoes-do-papa-sobre-o-quarto-evangelho/ Thu, 23 Jan 2020 12:49:38 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57606 Foi lançado um livro que reúne as reflexões e meditações do Papa Francisco sobre o Quarto Evangelho. “João. O Evangelho do discípulo que viu e acreditou”. O texto é uma coedição das Edições São Paulo e Livraria Editora Vaticana. A obra foi organizada pelo sacerdote salesiano Gianfranco Venturi que explica: “O objetivo é ajudar os que, seja para o enriquecimento pessoal ou para a transmissão da Palavra de Deus, leem e meditam o Evangelho de João, deixando-se guiar pelo discípulo que acolheu o convite de Jesus: venham e vejam”, até se tornar “testemunha atenta e fiel”. Por isso, prossegue o sacerdote salesiano, “as páginas deste livro não representam uma leitura exegética sistemática do Evangelho de João, nem uma progressiva lectio divina de alguns trechos. São, sobretudo, uma expressão diversificada de uma ampla reflexão-meditação” do Pontífice, “da sua surpreendente contemplação do Filho único que desde o princípio estava no seio do Pai, a partir do testemunho do Evangelho; reflexão-meditação não desenvolvida organicamente, mas fragmentada, extraída de vários seus discursos escritos ou orais, nascidos em várias ocasiões”.

Um livro nascido do silêncio
Ao fazer referência ao filósofo e escritor André Chouraqui, judeu argelino, segundo o qual o quarto Evangelho nascera do profundo silêncio, “lá onde a Palavra de Deus se revela como lógos, palavra viva, Venturi afirma: “Podemos dizer que as reflexões-contemplações feitas pelo Papa Francisco nascem justamente do seu silêncio, um silêncio no qual mora a Palavra que era o princípio e se fez carne, um silêncio meditativo ao qual o Papa está acostumado desde o início da sua formação de fiel discípulo de Santo Inácio, do costume de acolher a Palavra no silêncio para depois fazê-la ressoar no seu íntimo, extrair dela todas as variações, abrindo-se ao deslumbramento, vendo-a na sua vida de hoje”.

Na escola do discípulo
Estas páginas, destaca o organizador do livro, nos testemunham “que o Papa Francisco se coloca na escola do discípulo, porém não sozinho, mas junto com aqueles com quem fala. Na base da sua escuta silenciosa está a composição visual do que Jesus diz ou faz, de quanto os discípulos, a multidão, os seus inimigos, os doentes dizem ou fazem e dos quais o discípulo nos dá o seu testemunho. Isso não é uma simples imersão no passado, ou uma recomposição histórica para os leitores ou ouvintes, mas um envolvimento de todos, é ver-se e sentir-se parte do cumprimento da Palavra e dos fatos testemunhados pelo discípulo”.

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Quinta meditação: "A sede de Jesus" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/quinta-meditacao-a-sede-de-jesus/ Wed, 21 Feb 2018 09:01:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50901 O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana prosseguem os exercícios espirituais na Casa Divino Mestre, em Ariccia.

“A sede de Jesus” foi o tema proposto na quinta meditação pelo pregador do retiro, Pe. José Tolentino de Mendonça, na tarde desta terça-feira (20/02).

O sacerdote português iniciou a meditação com um trecho do Evangelho de João em que Jesus, após ter sido pregado na cruz, diz: “Tenho sede.”

Os Padres da Igreja interpretaram essa sede de Jesus sobretudo como “sede corporal”, não dando muito valor ao sentido  metafórico contido nessa declaração.

“A sede física documentava de forma convincente que Jesus era de carne e osso como toda pessoa”, mas tinha sede “da salvação dos homens”.

A sede da samaritana e a sede de Jesus

No encontro com a samaritana, Jesus pede água, mas é ele quem dá de beber e promete-lhe a “água viva”. A samaritana não entende imediatamente as palavras de Jesus, “as interpreta como sede física, mas desde o início Jesus dava um sentido espiritual”.  

“O seu desejo sempre visava outra sede”, conforme explicou à samaritana: «Se você conhecesse o dom de Deus, e quem lhe está pedindo de beber, você é que lhe pediria. E ele daria a você água viva.»

Segundo Pe. Tolentino, “a sede Jesus parece se extinguir somente quando ele se proclama fonte de água viva e abre à promessa do dom do Espírito”.

“A sede é o selo do cumprimento de sua obra e, ao mesmo tempo, do forte desejo de doar o Espírito, verdadeira água viva capaz de saciar radicalmente a sede do coração humano.”

O pregador do retiro explicou que a sede da qual Jesus fala é uma sede existencial que se extingue, quando a nossa vida se converge em direção ao Senhor.

“Ter sede, é ter sede Dele. Somos chamados a viver de uma centralidade cristológica: sair de nós mesmos para buscar em Cristo aquela água que sacia a nossa sede, vencendo a tentação da autorreferencialidade que nos deixa doentes e tiraniza”.

“A sede de Jesus é a sede de dar água viva, a sede de conceder à Igreja o dom da água viva. Para os fiéis, a sede de água viva é a sede de aprofundamento da fé, sede de penetrar no mistério de Jesus, sede do Espírito. Para Jesus, a sede é o desejo de comunicar todos esses dons.”

A sede de Jesus revela a sede humana

Segundo Pe. Tolentino, “a sede de Jesus ilumina e responde à sede de Deus à falta de sentido e verdade, ao desejo de todo ser humano de ser salvo, mesmo que seja um desejo oculto ou enterrado debaixo dos detritos existenciais”.

O “Tenho sede”, proclamado por Jesus, envolve a Igreja de todos os tempos, em particular a nossa.

A esse propósito, o sacerdote português citou como exemplo Madre Teresa de Calcutá, que em 10 de setembro de 1946, a bordo de um trem que ligava Siliguri a Darjeeling, na Índia, viveu uma forte experiência espiritual: “de forma quase física sentiu a sede de Jesus que a chamava a dar a vida a serviço da sede dos pobres e rejeitados, dos últimos dos últimos. O coração e a alma das Missionárias da Caridade é somente este: a sede do coração de Jesus escondido no pobre.”

Acolher o Espírito, dom da sede

O Espírito continua nos fazendo ouvir a voz de Jesus que nos diz: “Tenho sede!”

“Ele é o dinamismo do Ressuscitado em nós. O Espírito é a continuação dessa história, uma continuação que não é repetida, não é sempre a mesma. É a fantasia do Espírito, a sua criatividade que difunde em nós dons diferentes, carismas diferentes, competências complementares a fim de construirmos o Reino de Deus onde quer que estejamos.”

O Espírito “é a força motriz da vida da Igreja e da vida de todo cristão. Por isso, precisamos do Espírito Santo e devemos redescobrir a fé em seu poder. Muitas vezes o Espírito Santo permanece completamente esquecido. Devemos redescobrir o Espírito Santo, porque sem Ele a Igreja é somente memória, o que fazemos é somente uma recordação do que foi. É o Espírito que diz: o cristianismo é também presente e futuro”, disse Pe. Tolentino.

“Somos chamados a viver na esperança toda situação da vida. Às vezes, somos uma Igreja em que falta a vivacidade do Espírito, a juventude do Espírito. É o Espírito que nos dá o sentido de plenitude, o sentido da missão e que nos torna uma Igreja em saída.”

Por Vatican News

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