Evangelho - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Evangelho - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 2ª-feira na Oitava da Páscoa https://old.diocesedeuruacu.com.br/evangelho-do-dia/2a-feira-na-oitavada-pascoa/ Mon, 02 Apr 2018 11:04:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51613 1ª Leitura – At 2,14.22-33
Não era possível que a morte o dominasse.
Leitura dos Atos dos Apóstolos 2,14.22-33
No dia de Pentecostes,
14Pedro de pé, junto com os onze apóstolos,
levantou a voz e falou à multidão:
22’Homens de Israel, escutai estas palavras:
Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus,
junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais
que Deus realizou, por meio dele, entre vós.
Tudo isto vós bem o sabeis.
23Deus, em seu desígnio e previsão,
determinou que Jesus fosse entregue pelas mãos dos
ímpios, e vós o matastes, pregando-o numa cruz.
24Mas Deus ressuscitou a Jesus,
libertando-o das angústias da morte,
porque não era possível que ela o dominasse.
25Pois Davi dele diz:
Eu via sempre o Senhor diante de mim, pois está à
minha direita para eu não vacilar.
26Alegrou-se por isso meu coração
e exultou minha língua
e até minha carne repousará na esperança.
27Porque não deixarás minha alma
na região dos mortos nem permitirás que teu Santo
experimente corrupção.
28Deste-me a conhecer os caminhos da vida e
a tua presença me encherá de alegria.
29Irmãos, seja-me permitido dizer com franqueza
que o patriarca Davi morreu e foi sepultado e seu
sepulcro está entre nós até hoje.
30Mas, sendo profeta, sabia que Deus lhe jurara
solenemente que um de seus descendentes
ocuparia o trono.
31É, portanto, a ressurreição de Cristo que previu e
anunciou com as palavras:
Ele não foi abandonado na região dos mortos
e sua carne não conheceu a corrupção.
32Com efeito, Deus ressuscitou este mesmo Jesus
e disto todos nós somos testemunhas.
33E agora, exaltado pela direita de Deus,
Jesus recebeu o Espírito Santo que fora prometido
pelo Pai, e o derramou, como estais vendo e ouvindo.
Palavra do Senhor.
Salmo – Sl 15, 1-2a.5. 7-8. 9-10. 11 (R. 1)
R. Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
1Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
2aDigo ao Senhor: ‘Somente vós sois meu Senhor:*
5Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,*
meu destino está seguro em vossas mãos!R.
7Eu bendigo o Senhor, que me aconselha,*
e até de noite me adverte o coração.
8Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,*
pois se o tenho a meu lado não vacilo.R.
9Eis por que meu coração está em festa,
minha alma rejubila de alegria,*
e até meu corpo no repouso está tranqüilo;
10pois não haveis de me deixar entregue à morte,*
nem vosso amigo conhecer a corrupção. R.
11Vós me ensinais vosso caminho para a vida;
junto a vós, felicidade sem limites,*
delícia eterna e alegria ao vosso lado!R.
Evangelho – Mt 28,8-15
Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam
para a Galiléia. Lá eles me verão.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 28,8-15
Naquele tempo:
8As mulheres partiram depressa do sepulcro.
Estavam com medo, mas correram com grande alegria,
para dar a notícia aos discípulos.
9De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse:
‘Alegrai-vos!’
As mulheres aproximaram-se,
e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés.
10Então Jesus disse a elas: ‘Não tenhais medo.
Ide anunciar aos meus irmãos
que se dirijam para a Galiléia.
Lá eles me verão.’
11Quando as mulheres partiram,
alguns guardas do túmulo foram à cidade,
e comunicaram aos sumos sacerdotes
tudo o que havia acontecido.
12Os sumos sacerdotes reuniram-se com os anciãos,
e deram uma grande soma de dinheiro aos soldados,
13dizendo-lhes:
‘Dizei que os discípulos dele foram durante a noite
e roubaram o corpo, enquanto vós dormíeis.
14Se o governador ficar sabendo disso, nós o convenceremos.
Não vos preocupeis.’
15Os soldados pegaram o dinheiro,
e agiram de acordo com as instruções recebidas.
E assim, o boato espalhou-se entre os judeus,
até ao dia de hoje.
Palavra da Salvação.

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Audiência: a única força do cristão é o Evangelho https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/audiencia-a-unica-forca-do-cristao-e-o-evangelho/ Wed, 28 Jun 2017 12:15:56 +0000 http://teste.toqueto.com/audiencia-a-unica-forca-do-cristao-e-o-evangelho.html Cerca de 20 mil pessoas participaram da Audiência Geral com o Papa Francisco na Praça S. Pedro

Tratou-se da última antes da pausa de verão – as audiências serão retomadas em agosto -. O Papa dedicou a sua catequese à esperança como força dos mártires.

Ao enviar os discípulos em missão, explicou Francisco, Jesus adverte que o anúncio do Reino comporta sempre uma oposição: “Vocês serão odiados por causa do meu nome”. “Os cristãos amam, mas nem sempre são amados”, disse o Papa. Portanto, os cristãos são homens e mulheres contracorrente, que vivem seguindo um estilo de vida indicado por Jesus – um estilo que Francisco definiu “estilo de esperança”.

A única força é o Evangelho

Para se parecer com Cristo, é preciso ser desapegado das riquezas e do poder. O cristão percorre o seu caminho com o essencial, mas com o coração repleto de amor. De fato, jamais deve usar a violência. A única força é o Evangelho. A perseguição, portanto, não é uma contradição. Se perseguiram o Mestre, porque seríamos poupados da luta? Porém, em meio à batalha, o cristão jamais deve perder a esperança. Há Alguém que é mais forte do que o mal: mais forte do que as máfias, de quem lucra sobre a pele dos desesperados, de quem espezinha os outros com prepotência.

Os cristãos, portanto, devem sempre estar na outra margem do mundo, aquela escolhida por Deus: não perseguidores, mas perseguidos; não arrogantes, mas mansos; não impostores, mas honestos.

Perfume de discipulado

Esta fidelidade ao estilo de Jesus foi chamada pelos primeiros cristãos com o nome de “martírio”, que significa “testemunho”. O vocabulário oferecia muitas outras possibilidades: heroísmo, abnegação, sacrifício de si. Mas os primeiros cristãos escolheram um nome “com perfume de discipulado”.

“Os mártires não vivem para si, não combatem para afirmar as próprias ideias, e aceitam morrer somente por fidelidade ao evangelho. O martírio não é nem mesmo o ideal supremo da vida cristã, porque acima dele está a caridade, isto é, o amor a Deus e ao próximo. A ideia de que quem comete atentados suicidas seja chamado mártir repugna os cristãos: neste ato, não há nada que possa se aproximar da atitude de filhos de Deus.

 “Que Deus nos doe sempre a força de ser suas testemunhas. Que Ele nos doe viver a esperança cristã sobretudo no martírio confidencial de fazer o bem e com amor os nossos deveres de todos os dias.”

Ao final da Audiência, o Papa concedeu a sua bênção apostólica.

Por Rádio Vaticano

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Papa: aprendamos a arte de amar e escapemos das garras do demônio https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-aprendamos-a-arte-de-amar-e-escapemos-das-garras-do-demonio/ Mon, 22 May 2017 07:52:53 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46349 Em um novo Regina Coeli, o Papa Francisco convidou a amar o próximo com a ajuda do Espírito Santo e vencer os egoísmos e as rivalidades, obra do demônio que com suas garras engana.

“Todos os dias se deve aprender a arte de amar, todos os dias se deve seguir com paciência a escola de Cristo, com a ajuda de seu Espírito”, afirmou o Papa na Praça de São Pedro.

Diante de milhares de fiéis, Francisco explicou que o Evangelho leva à Última Ceia de Jesus com seus discípulos na qual promete “outro paráclito”. “Ele, ressuscitado e glorificado, está no Pai e, ao mesmo tempo, vem a nós no Espírito Santo”.

“O amor a Deus e ao próximo é o maior mandamento do Evangelho. O Senhor hoje nos chama a corresponder generosamente ao chamado evangélico ao amor, colocando Deus no centro da nossa vida e nos dedicando ao serviço dos irmãos, especialmente os mais necessitados de apoio e de consolação”.

O Pontífice reconheceu que, “se existe um comportamento que não é fácil, que não é óbvio sequer para uma comunidade cristã, é justamente aquele de saber se amar, de se querer bem a exemplo do Senhor e com a sua graça”.

Mas, “às vezes, os contrastes, o orgulho, as invejas, as divisões deixam sinais também sobre o belo rosto da Igreja”.

“Uma comunidade de cristãos deveria viver na caridade de Cristo e, ao contrário, é bem ali que o maligno ‘coloca a garra’ e nós, às vezes, nos deixamos enganar”.

O Papa explicou que normalmente estas são as pessoas “mais frágeis espiritualmente”. “Quantas delas se afastaram porque não se sentiram acolhidas, compreendidas e amadas. Até mesmo para um cristão saber amar não é algo que se conquista de uma só vez; todos os dias se deve recomeçar, se deve exercitar para que o nosso amor para com os irmãos e irmãs que encontramos passe a ser maduro e purificado dos limites ou pecados que os deixam parcial, egoísta, estéril e infiel”.

Por ACI Digital

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Evangelho se anuncia com humildade, não com o poder https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/evangelho-se-anuncia-com-humildade-nao-com-o-poder/ Tue, 25 Apr 2017 15:26:37 +0000 http://teste.toqueto.com/evangelho-se-anuncia-com-humildade-nao-com-o-poder.html No dia que a Igreja recorda São Marcos evangelista, Francisco dedicou a Missa celebrada na manhã de terça-feira (25/04) na capela da Casa Santa Marta ao Patriarca dos coptas Tawadros II e aos fiéis coptas, os quais encontrará daqui poucos dias em sua viagem apostólica ao Egito.

“Hoje – disse o Papa no início da celebração – é São Marcos evangelista, fundador da Igreja de Alexandria. Ofereço esta missa pelo meu irmão Papa Tawadros II, Patriarca de Alexandria dos Coptas, pedindo a graça que o Senhor abençoe as nossas duas Igrejas com a abundância do Espírito Santo.”

Em sua homilia, o Pontífice comentou o Evangelho do dia, em que Jesus convida os discípulos a saírem para anunciar. Um pregador, disse, deve estar sempre a caminho.

No dia que a Igreja recorda São Marcos evangelista, Francisco em sua homilia comentou o Evangelho em que Jesus convida os discípulos a saírem para anunciar. Um pregador, disse, deve estar sempre a caminho.

Sair para anunciar

Para Francisco, é preciso “ir onde Jesus não é conhecido e onde Jesus é perseguido ou desfigurado, para proclamar o verdadeiro Evangelho”:

“Sair para anunciar. E nesta saída está a vida, se joga a vida do pregador. Ele não está protegido, não há seguro de vida para o pregador. E se um pregador busca um seguro de vida, não é um verdadeiro pregador do Evangelho: não sai, permanece protegido. Primeiro: ir, sair. O Evangelho, o anúncio de Jesus Cristo, se faz em saída, sempre; em caminho, sempre. Seja em caminho físico, seja em caminho espiritual do sofrimento: pensemos no anúncio do Evangelho que tantos doentes fazem – tantos doentes! – que oferecem a dor pela Igreja, pelos cristãos. Mas sempre saem de si mesmos”.

Mas como é “o estilo deste anúncio?”, se questiona o Papa. “São Pedro, que foi propriamente o mestre de Marcos – responde – é muito claro na descrição deste estilo”: “O Evangelho deve ser anunciado em humildade, porque o Filho de Deus se humilhou, se aniquilou. O estilo de Deus é este” e “não existe outro”. “O anúncio do Evangelho não é um carnaval, uma festa”. Este “não é o anúncio do Evangelho”.

Vencer a tentação da mundanidade

“O Evangelho não pode ser anunciado com o poder humano, não pode ser anunciado com o espírito de escalada, de subir”, “este não é o Evangelho”. Portanto, todos somos chamados a revestir-se de “humildade uns pelos outros”, porque “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”:

“E por que esta humildade é necessária? Justamente porque nós levamos avante um anúncio de humilhação, de glória, mas através da humilhação. E o anúncio do Evangelho sofre a tentação: a tentação do poder, a tentação da soberba, a tentação da mundanidade, de tantas mundanidades que existem e nos levam a pregar ou a recitar; porque não é pregação um Evangelho aguado, sem força, um Evangelho sem Cristo crucificado e ressuscitado. E por isso Pedro diz: ‘Cuidado…o inimigo de vocês, o diabo, assim como um leão faminto circula buscando alguém para devorar. Resistam, firmes na fé, sabendo que os mesmos sofrimentos são impostos aos seus irmãos espalhados pelo mundo’. O verdadeiro o anúncio do Evangelho sofre a tentação”.

Francisco acrescentou que se um cristão afirma que anuncia o Evangelho, “mas nunca sofre tentação”, significa então que o “diabo não se preocupa” porque “estamos pregando algo que não serve”.

A graça de sair

“Por isso, na pregação verdadeira, há sempre algo de tentação e também de perseguição”. O Papa destacou que, quando estamos no sofrimento, será “o Senhor a nos resgatar, a dar força, porque é isto que Jesus prometeu quando enviou os Apóstolos”:

“Será o Senhor a nos confortar, a nos dar força para ir avante, porque Ele age conosco se formos fiéis ao anúncio do Evangelho, se sairmos de nós mesmos para pregar Cristo crucificado, escândalo e loucura, e se nós fizermos isso com um estilo de humildade, de verdadeira humildade. Que o Senhor nos dê esta graça, como batizados, todos, de empreender o caminho da evangelização com humildade, com confiança Nele, anunciando o verdadeiro Evangelho: ‘O Verbo se fez carne’. O Verbo de Deus se fez carne. E esta é uma loucura, é um escândalo; mas fazê-lo na consciência de que o Senhor está do nosso lado, age conosco e confirma o nosso trabalho”. 

A missa foi concelebrada pelos cardeais conselheiros que compõem o C9 – o grupo de trabalho instituído pelo Papa Francisco para a reforma da Cúria Romana.

Por Rádio Vaticano

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A novidade do Evangelho https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-novidade-do-evangelho/ Mon, 13 Feb 2017 09:51:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44343 “Antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo aconteça” (Mt 5, 18). A força da Palavra de Jesus concede o devido valor ao Antigo Testamento, proporcionando a todas as gerações a estrada que dá significado e plenitude aos preceitos da lei, da primeira à última letra, com seu valor de vida e santidade. Ele assegura que, atrás dos autores sagrados, existe uma providencial presença de Deus, que, com seu Espírito, que faz com que todas as etapas da história da Salvação iluminem os passos das gerações humanas. No entanto, Jesus é portador da novidade e ele mesmo é a novidade, pois nele se cumpre toda a lei. Só através dele se pode entrar no Reino de Deus, e nele até o menor dos mandamentos encontra seu sentido. Trata-se agora da exuberância de presença de Deus na história, no mistério da Encarnação. E em sua Morte e Ressurreição, Jesus realizou completamente o que consta na lei e nos profetas.

Assistimos diariamente ao espetáculo, com cenas nem sempre edificantes, de todos os embates políticos e judiciais em nosso país, com “operações” que se multiplicam, prisões, judicialização das relações humanas. A novidade do dia costuma trazer novas listas de figurões a serem presos, com espaço nos noticiários, julgamentos sumários nas redes sociais. No dia a dia de nossa convivência, qualquer pequena ofensa pode se transformar em assédio moral, os apelidos e brincadeiras de crianças passam a ser tratados como buylling, e daí por diante. E todo mundo se sente aparentemente seguro quando seus direitos são garantidos, as cercas e alarmes parecem garantir a privacidade, os condomínios oferecidos a todas as classes sociais se erguem para as pessoas se sentirem tranquilas. Tudo bem organizado, e as pessoas infelizes!

Eis que aparece o Evangelho, com propostas diferentes, novidade absoluta, a ser anunciada ao nosso tempo machucado e cansado. Há uma belíssima expressão, a “nova justiça” do Reino de Deus, cuja atualidade inverte todas as relações entre as pessoas e propugna um mundo novo, possível, sim, mas profundamente desafiador, cuja aceitação depende de uma decisão pessoal e adesão a outro “Reino”, que é de Deus e quer envolver a todos os homens e mulheres também de nossa geração. Jesus surge como aquele que cumpre toda a lei e os profetas, e esta já uma novidade radical, pois não anuncia um código de doutrinas, mas dá sentido verdadeiro a tudo o que veio antes. Aquele que é o bem-aventurado por excelência pode enviar os que a ele aderem com a força de uma palavra ousada: “Quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus. Eu vos digo: Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 5, 19-20). 

A nova justiça proposta por Jesus tem sua síntese no mandamento do amor. A inversão por ele proposta pede uma nova sensibilidade. Não basta ser educados no trato com as pessoas, ou respeitar limites na convivência. Nem é suficiente evitar os atentados contra a vida, como a violência que se expressa nas mortes cotidianas, mas, por amor, nem mesmo considerar imbecil ou louco qualquer irmão. Mesmo a raiva cultivada contra os outros há de ser superada! A justiça do Reino de Deus considera todos como irmãos! Deficientes, retardados, limitados, incapazes, e depois, os criminosos, os viciados, os traficantes, ou demais qualificações corretas ou politicamente incorretas que existirem, todas sejam superadas, para que a qualificação de irmão ou irmã a ser amado ilumine toda abordagem de quem quer que seja! 

Consequência exigente é quase adivinhar, diante do altar, para buscar a reconciliação, tomando a iniciativa, sem esperar que alguém se humilhe para pedir perdão. A estrada a ser percorrida com as outras pessoas deverá ser uma verdadeira aventura de pacificação: “Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto ele caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. Em verdade, te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo” (Mt 5, 23-26). 

Também o relacionamento afetivo adquire novo contorno e pede práticas diferentes, pedindo um olhar de pureza em relação às pessoas. Num tempo de exposição do corpo, práticas sexuais antes inimagináveis, libertinagem oferecida e propagandeada, Jesus propõe nadar contra a correnteza. Faz-se necessário tomar decisões com coragem, para começar a ser diferentes! Vale trazer plenamente à luz a palavra de Jesus: “Se teu olho direito te leva à queda, arranca-o e joga para longe de ti! De fato, é melhor perderes um de teus membros do que todo o corpo ser lançado ao inferno. Se a tua mão direita te leva à queda, corta-a e joga-a para longe de ti! De fato, é melhor perderes um de teus membros do que todo o corpo ir para o inferno” (Mt 5, 29-30). Que ninguém se assuste! Dá mais trabalho amputar a maldade do coração do que um dos membros do corpo!

A recomendação que se segue pode deixar perplexa nossa geração, ainda que o Evangelho seja conhecido há tanto tempo: “Foi dito também: ‘Quem despedir sua mulher dê-lhe um atestado de divórcio’. Ora, eu vos digo: todo aquele que despedir sua mulher – fora o caso de união ilícita – faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher que foi despedida comete adultério” (Mt 5, 31-32). 

Enfim, a palavra dada e o compromisso com a verdade: “Ouvistes também que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas ‘cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. Ora, eu vos digo: não jureis de modo algum, nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o apoio dos seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. Também não jures pela tua cabeça, porque não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não. O que passa disso vem do Maligno (Mt 5, 34-37).

Foi proposital a transcrição de trechos do Sermão da Montanha quanto ao respeito à vida e às pessoas, a pureza, a fidelidade à palavra dada. Para não escandalizar, vem o convite a olhar para Jesus, aquele que realiza plenamente o que anuncia. E ouso apresentar um questionamento! Estamos abertos à novidade da justiça evangélica? A exigência do “Eu, porém, vos digo”, pode tornar-se um imperativo em nossa vida? A escolha é nossa! Venha em nossa ajuda a coragem de São Paulo: “Mais que isso, julgo que tudo é prejuízo diante deste bem supremo que é o conhecimento do Cristo Jesus, meu Senhor. Por causa dele, perdi tudo e considero tudo como lixo, a fim de ganhar Cristo e ser encontrado unido a ele. E isto, não com a minha justiça que vem da Lei, mas com a justiça que vem pela fé em Cristo, a justiça que vem de Deus, com base na fé (Fl 3, 8-9).

Por Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

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