Eucaristia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Eucaristia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Solenidade de Corpus Christi nas paróquias da Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/solenidade-de-corpus-christi-nas-paroquias-da-diocese-de-uruacu/ Wed, 19 Jun 2019 15:25:19 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55843 Na cidade de Uruaçu, a Santa Missa será às 8h, na matriz da Paróquia São Sebastião, com procissão logo após até a matriz da Paróquia Sant’Ana – Catedral

“A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja”. É assim que São João Paulo II escreve sobre a importância da Eucaristia, em sua Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia – sobre a Eucaristia e sua relação com a Igreja.

A Eucaristia é fundamento da nossa fé é o ápice do que vivemos como cristãos e celebramos diariamente, atualizando o mistério da salvação deixado por Nosso Senhor Jesus Cristo. Diante disso, a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) que vamos celebrar nesta quinta-feira (20) é uma das diversas maneiras que a Igreja experimenta a realização da promessa: “Eu estarei sempre convosco, até o fim do mundo” (Mt 28, 20).

Dia de preceito, Corpus Christi exprime a unidade da Igreja. Primeiro logo cedo da manhã ou até mesmo no dia anterior com a confecção dos tapetes pelos quais o Santíssimo Sacramento passa. Na Carta Apostólica Mane Nobiscum Domine – Para o Ano da Eucaristia, São João Paulo II também expressa essa unidade. “Essa especial intimidade que se realiza na comunhão eucarística não pode ser adequadamente compreendida nem plenamente vivida fora da comunhão eclesial”.

Além de ser o único dia do ano em que a Igreja manifesta publicamente pelas ruas das cidades sua fé no Cristo presente em corpo e sangue na Sagrada Eucaristia, Corpus Christi é também a oportunidade de cada cristão se aprofundar nele e dele viver mais intensamente. Como centro da Igreja, o mistério eucarístico é também a fonte para o povo de Deus caminhar junto sob os mais diversos aspectos pastorais e crescer continuamente.

Procure sua paróquia ou comunidade e participe da Solenidade de Corpus Christi.

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Francisco: receber a comunhão na Missa ajuda a nos separarmos do egoísmo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/francisco-receber-a-comunhao-na-missa-ajuda-a-nos-separarmos-do-egoismo/ Wed, 21 Mar 2018 13:51:26 +0000 http://teste.toqueto.com/francisco-receber-a-comunhao-na-missa-ajuda-a-nos-separarmos-do-egoismo.html O Papa Francisco ofereceu uma nova Catequese sobre a Missa na Audiência geral desta quarta-feira e falou da Oração Eucarística IV e da comunhão e recordou que ao recebê-la também se deixam para trás os egoísmos.

O Bispo de Roma lembrou que, “enquanto nos une a Cristo, separando-nos de nossos egoísmos, a Comunhão nos abre e une a todos aqueles que são um só nele. Eis o prodígio da Comunhão: tornamo-nos aquilo que recebemos!”.

“Celebramos a Eucaristia para nos nutrirmos de Cristo, que doa a si mesmo quer na Palavra como no Sacramento do altar”, assinalou.

O Papa assegurou que se trata de um convite “a experimentar a íntima união com Cristo, fonte de alegria e de santidade”. “É um convite que alegra e ao mesmo tempo impele a um exame de consciência iluminado pela fé”.

Depois da Fração do Pão, o sacerdote nos convida a olhar “o Cordeiro que tira o pecado do mundo”, reconhecendo a distância que nos separa da santidade de Deus e de sua bondade ao nos dar como remédio seu precioso Sangue, derramada para o perdão dos pecados. Somos, portanto, convocados “ao banquete nupcial do Cordeiro”, reconhecendo-nos indignos de que entre em nossa morada, mas confiantes na força de sua Palavra salvadora.

Francisco explicou que, embora sejamos nós que “vamos em direção ao altar em procissão para fazer a comunhão, na realidade é Cristo que vem em nosso encontro para assemelharmo-nos a Ele”.

“Nutrir-se da Eucaristia, significa deixar-se transformar enquanto recebemos”, acrescentou. Nesse sentido, “como o pão e o vinho são convertidos no Corpo e Sangue do Senhor, assim aqueles que os recebem com fé são transformados em Eucaristia viva”.

Por outro lado, disse que “a Igreja deseja vivamente que também os fiéis recebam o Corpo do Senhor com hóstias consagradas na mesma Missa; e o sinal do banquete eucarístico se expressa com maior plenitude se a santa Comunhão é feita sob duas espécies, ainda que a doutrina católica ensine que sob uma só espécie se recebe o Cristo inteiro”.

O Papa também mencionou que a comunhão se recebe na boca ou, onde é permitido, na mão, e depois se convida a “custodiar no coração o dom recebido” e para isso ajuda “a oração silenciosa, um salmo ou um hino de louvor”.

Por ACI Digital

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Onde Deus mora? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/onde-deus-mora/ Thu, 01 Mar 2018 15:49:58 +0000 http://teste.toqueto.com/onde-deus-mora.html No Evangelho da santa Missa deste terceiro domingo da Quaresma – Jo 2, 13-25 – São João relata a cena da ida de Jesus ao Templo, em Jerusalém, quando estava próxima a Páscoa, e de como Ele, vendo o comércio que ali se realizava, com vendedores de bois, ovelhas e pombas e cambistas, fez um chicote de cordas e expulsou todos do templo, com ovelhas e bois, e derrubou as mesas dos cambistas. E destaca o esconjuro de Jesus: “Tirai tudo isso daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!”. A seguir, narrando a discussão de Jesus com os judeus, João põe em evidência a novidade dos tempos novos depois da vinda do Messias, o que Jesus pronunciou como sendo a base bíblica e teológica desta novidade. “Destruí este templo, e em três dias o levantarei”, foi a resposta que Jesus deu aos judeus ao pedido do sinal de sua autoridade para agir assim. Naturalmente os judeus não entenderam a resposta, viram-na como um absurdo, pois eles lembraram que a construção do templo tinha levado 46 anos. Os discípulos só foram entender que Jesus se referia ao templo do seu corpo mais tarde depois de sua morte e ressurreição ao terceiro dia. Todos os exegetas afirmam que a ideia central do Evangelho de João, trabalhada por ele ao longo dos capítulos 1,19 a 4,54, visa demonstrar que os discípulos, inclusive Nicodemos e a Samaritana, tiveram as suas mais profundas aspirações de alma realizadas quando se encontraram com Jesus, o Messias, o revelador do Pai, e o aceitaram como o novo lugar de adoração do Pai “em espírito e em verdade” (Jo 4,22). Por isso, João, no início do seu Evangelho, diz que a glória de Deus, que antigamente se revelava somente no templo ou tabernáculo, em Jerusalém, agora a contemplamos em Jesus Cristo (cf. Jo 1,14).

Se Jesus é o lugar onde Deus mora, então Ele é o ponto de encontro com Deus. Não foi à toa que em outra oportunidade Ele assim se expressou: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14,6). Lemos em Apocalipse 14,6 que Jesus é o Evangelho ou a Boa Nova eterna anunciada a toda terra”, e em Hebreus 13,8-9 que “Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje; Ele o será para sempre! Portanto, não vos deixeis extraviar por doutrinas ecléticas e estranhas”.  O Papa Francisco, na Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium” (A Alegria do Evangelho), inicia a sua mensagem afirmando que a alegria do Evangelho brota do encontro com Jesus. O encontro com Jesus provoca libertação de tudo o que é ruim, pecado, tristeza, vazio interior, isolamento, e faz renascer uma alegria sem cessar (EG, 1). E o Papa faz um incisivo convite: “Todos os cristãos, em qualquer lugar e situação que se encontrem, estão convidados a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de deixar encontrar por Ele, de procurá-Lo dia a dia, sem cessar” (EG, 3). Igualmente o documento de Aparecida, do Episcopado Latino-Americano, explica que, segundo a doutrina do discipulado, os cristãos precisam reavivar o encontro com Jesus. Diz que o que marca o discipulado é o encontro vivo, persuasivo e decisivo com Jesus (DAp, 290). E faz uma importante declaração que é ao mesmo tempo um imperativo categórico de comportamento missionário para todo discípulo com espírito: Jesus precisa ser encontrado, seguido, amado, adorado, para ser anunciado e comunicado (cf. 14). Pois o verdadeiro discipulado leva à missão que consiste, basicamente, em compartilhar com os outros a experiência do encontro com Jesus (cf. 287). O discípulo fascinado por Jesus não tem como calar a sua voz.

Se Jesus é o novo lugar do encontro com Deus, por que vamos à Igreja? Ora, exatamente para nos encontrar com Deus, porque é a casa da oração, segundo disse Jesus que não deve ser convertida em casa de negócios.  Vamos encontrar com Jesus, que nos leva ao Pai e nos dá o Espírito Santo. Por isso, não é correto que pessoas ao entrar na Igreja não vão, em primeiro lugar, lá na Capela do Santíssimo Sacramento da presença real de Jesus na Eucaristia. Lembro-me do modelo exemplar de Francisco de Assis que, inclusive, deixou uma belíssima oração. Pois toda vez que entrava em alguma Igreja, primeiro, ele se prostrava diante de Jesus no Sacrário e se não houvesse, então, diante do crucificado, e assim rezava: “Eu vos adoro santíssimo Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as vossas Igrejas que estão no mundo inteiro, e vos bendigo porque por vossa santa cruz remistes o mundo”. E, depois, a alma de Francisco se levantava às alturas e louvava a Deus com o Cântico das criaturas, a Nossa Senhora com orações e afetos especiais, pois tinha um amor indizível à Mãe de Jesus, aos Anjos e Arcanjos aos quais tinha profunda devoção. Incendiado pelo fogo do amor de Deus, Francisco saía da Igreja e não cansava de proclamar a toda gente, dizendo: “O amor não é amado”. E conclamava a todos a amar e servir ao bom Deus e a toda humana criatura.

O documento de Aparecida aponta outros lugares onde é possível o encontro com Jesus Cristo. Destaco dentre eles, por exemplo, três modos de encontrá-Lo. Podemos encontrar Jesus Cristo na Sagrada Escritura. O documento evoca a figura ilustre do primeiro tradutor da Bíblia para o latim (A Vulgata), São Jerônimo, que no século quinto já dizia que “Ignorar a Bíblia é ignorar a Cristo”. Por isso, chamando a atenção que a Igreja sempre procurou educar o povo na leitura e meditação da Palavra de Deus, frisa que agora mais do nunca é necessário fazê-lo (cf. DAp 247-249). Também é lugar privilegiado para o encontro com Jesus a Sagrada Liturgia da Igreja, sobretudo pela vida de oração e pelos Sacramentos. Põe em evidência a vivência dos Sacramentos, mediante os quais celebramos o mistério pascal e encontramos o alimento que nutre a vida nova em Cristo (idem, 250-256). Outro modo especial é encontrar Jesus nos “pobres, aflitos e enfermos” (cf. Mt 25,37-40). Diz o documento: “O encontro com Jesus Cristo através dos pobres é uma dimensão constitutiva de nossa fé em Jesus Cristo… A mesma união a Jesus Cristo é a que nos faz amigos dos pobres e solidários com seu destino” (DAp 257).

Por Dom Caetano Ferrari – Diocese de Bauru

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Catequeses sobre a Missa: Papa reflete sobre a liturgia eucarística https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/catequeses-sobre-a-missa-papa-reflete-sobre-a-liturgia-eucaristica/ Wed, 28 Feb 2018 12:49:10 +0000 http://teste.toqueto.com/catequeses-sobre-a-missa-papa-reflete-sobre-a-liturgia-eucaristica.html A Liturgia Eucarística, outra parte da Santa Missa, foi o tema da catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira, 28. Francisco explicou aos fiéis o significado dessa parte da celebração, a começar pela apresentação das ofertas. O Papa deu ênfase para a necessidade de sempre olhar para o altar que é Cristo, o centro da Missa.

“Quando nós nos aproximamos do altar para celebrar a Missa, a nossa memória vai ao altar da Cruz, onde foi feito o primeiro sacrifício”, destacou o Papa, explicando que, na oração eucarística, dá-se graças a Deus pela obra da redenção e as ofertas se transformam no Corpo e no Sangue de Cristo.

Um gesto significativo é que seja o povo a levar ao padre o pão e o vinho, observou o Papa, uma vez que estes significam a oferta espiritual da Igreja ali reunida para a Eucaristia. “O povo de Deus que leva a oferta, o pão e o vinho, a grande oferta para a Missa! Portanto, nos sinais do pão e do vinho o povo fiel coloca a própria oferta nas mãos do sacerdote, que a coloca sobre o altar ou banquete do Senhor, que é o centro de toda a Liturgia eucarística. Isso é, o centro da Missa é o altar, e o altar é Cristo, sempre é preciso olhar para o altar que é o centro da Missa” enfatizou.

Francisco considerou que essa oferta dos fiéis é pouca, mas ressaltou que Cristo precisa desse pouco. “O Senhor nos pede pouco, e nos dá tanto. Pede-nos, na vida ordinária, boa vontade; pede-nos coração aberto; pede-nos vontade de sermos melhores para acolhê-Lo, Ele que oferece a si mesmo a nós na Eucaristia; pede-nos estas ofertas simbólicas que depois se tornarão o Seu corpo e o seu Sangue”.

Na oração sobre as ofertas, explicou o Papa, o sacerdote pede a Deus para aceitar os dons que a Igreja lhe oferece. “A espiritualidade do dom de si, que este momento da Missa nos ensina, possa iluminar os nossos dias, as relações com os outros, as coisas que fazemos, os sofrimentos que encontramos, ajudando-nos a construir a cidade terrena à luz do Evangelho”, concluiu o Pontífice.

A catequese de hoje foi realizada na Sala Paulo VI devido ao frio intenso no Vaticano. Nesses dias, uma forte nevasca atingiu Roma, deixando a cidade coberta de neve.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

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Plano de vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/plano-de-vida/ Wed, 24 Jan 2018 10:47:38 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50416 Caros amigos, transcorridos os primeiros dias do ano, que traz consigo a esperança de progresso e felicidade, não podemos nos esquecer da urgência de nossa missão. O tempo nesta terra é um presente maravilhoso do Criador que nos dá, por amor, uma vida plena. De fato, o mundo precisa de homens e mulheres que desejem viver com Deus, irradiá-lo, não pelo gosto da fama, mas pela superabundância de vida interior.

Deste modo, precisamos de um plano. Vejo constantemente os que olham para o ano de 2018 e falam de “planos de cursos”, “planos de orçamentos”, “planos de viagens”, “planos de investimentos”, “planos de previdência”, “planos para os filhos”… talvez seja o momento de ousarmos um verdadeiro “plano de vida”.

Se a vida é a preciosa e a única existência que teremos nesta terra, em um determinado momento precisamos parar e pensar o que estamos fazendo com ela. Qual o valor que dou ao meu tempo? Como o estou gastando? Que garantias tenho da boa aplicação deste investimento?

Passam os dias e as horas cada vez mais depressa, por causa do ritmo frenético destes tempos modernos. Caminhamos, andamos rápido, corremos o tempo todo. Mas não deixaremos um rastro fecundo atrás de nós se não nos decidirmos, de uma vez por todas, por Deus: Precisamos dizer sim a Deus!

Entretanto, este sim não é uma obra qualquer. Exige cálculo, passos, pequenas e grandes mudanças: exige um plano. Por exemplo: seria ingenuidade pensar que praticaremos o Evangelho de Jesus Cristo hoje, se não tomamos nem cinco minutos para lê-lo e nos custa recordar uma parábola que seja; ou ainda, não podemos dizer que somos íntimos de Deus se não falamos com Ele, se não experimentamos um momento reconfortante de oração diária, acompanhado daquele silêncio que tantos e tantas fazem diante do televisor e celulares; também nunca expulsaremos as trevas do pecado de nossos corações sem procurar o sacramento da reconciliação ou sem o alimento da Eucaristia.

Ainda falta, para que nosso plano seja verdadeiramente cristão, uma peça fundamental: o amor e o cuidado pelos necessitados, a fraternidade nascida do Espírito de Jesus Cristo. Completo esta ideia com palavras de nosso amado Papa Francisco: “Escreve São Pedro Fabro no seu Memorial que o primeiro movimento do coração deve ser o de ‘desejar o que é essencial e originário, ou seja, que o primeiro lugar seja deixado à solicitude perfeita de encontrar Deus nosso Senhor’ (Memorial, 63) (…). Só estando centrados em Deus é possível caminhar rumo às periferias do mundo!” (03/01/2014).

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

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Audiência: Papa explica os ritos introdutórios da missa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/audiencia-papa-explica-os-ritos-introdutorios-da-missa/ Wed, 20 Dec 2017 13:39:52 +0000 http://teste.toqueto.com/audiencia-papa-explica-os-ritos-introdutorios-da-missa.html O Papa Francisco conduziu a Audiência Geral desta quarta-feira, realizada na Sala Paulo VI em clima natalino.

Dando prosseguimento ao ciclo sobre a eucaristia, em sua catequese o Pontífice recordou as duas partes que compõem a missa: a liturgia da Palavra e a Liturgia eucarística. Para explicar melhor cada uma delas, nesta ocasião explicou os ritos introdutórios: a entrada, a saudação, o ato penitencial, o Kyrie eleison, o Glória e a oração chamada Coleta, das intenções de todo o povo de Deus.

“A finalidade destes ritos introdutórios é fazer com que os fiéis congregados formem comunidade e se disponham a escutar com fé a Palavra de Deus e a celebrar dignamente a Eucaristia”, afirmou o Papa.

“ Não é um bom hábito ficar olhando o relógio, ‘ainda estou em tempo’, o cálculo. Com o sinal da cruz, com esses ritos, começamos a adorar a Deus, por isso é importante não chegar atrasado, mas sim com antecedência, para preparar o coração a este rito. ”

Na procissão de entrada, o celebrante chega ao presbitério, saúda o altar com uma inclinação e, em sinal de veneração, beija-o e incensa-o, porque o altar é sinal de Cristo, que, oferecendo o seu corpo na cruz, tornou-Se altar, vítima e sacerdote. “Quando olhamos o altar, vemos onde Cristo está. O altar é Cristo”, explicou.

Em seguida, o sacerdote e restantes membros da assembleia fazem o sinal da cruz: com este sinal, não só recordamos o nosso Batismo, mas afirmamos também que a oração litúrgica se realiza ‘em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo’, desenrola-se no espaço da Santíssima Trindade, que é espaço de comunhão infinita; toda a oração tem como origem e fim o amor de Deus Uno e Trino que se manifestou e nos foi doado na Cruz de Cristo. E mais uma vez Francisco pediu aos pais e aos avós que ensinem bem as crianças a fazer o sinal da cruz.

Depois o sacerdote dirige a saudação litúrgica à assembleia: “O Senhor esteja convosco!”. ‘Ele está no meio de nós’: responde-lhe o povo de Deus. Assim se expressa a fé comum e o mútuo desejo de estar com o Senhor e viver em união com toda a comunidade.

“Estamos no início da missa e devemos pensar no significado de todos esses gestos e palavras. Estamos  entrando numa ‘sinfonia’, na qual ressoam várias tonalidades de vozes, inclusive momentos de silêncio, com a finalidade de criar o ‘acordo’ entre todos os participantes, isto é, de se reconhecer animados por um único Espírito e para um mesmo fim.”

Esta sinfonia apresenta logo um momento tocante, que é o ato penitencial, isto é, o momento de reconhecer os próprios pecados. “Todos somos pecadores. Talvez alguns de vocês não”, brincou o Papa com fiéis, pedindo que o “não pecador” levantasse a mão para ser reconhecido pela multidão. “Vocês têm uma boa fé”, disse Francisco, já que ninguém se manifestou.

“Não se trata somente de pensar nos pecados cometidos, mas é muito mais: é o convite a confessar-se pecadores diante de Deus e dos irmãos, com humildade e sinceridade, como o publicano no templo”, concluiu o Papa, acrescentando que devido à sua importância, a próxima catequese será dedicada justamente ao ato penitencial.

Por Vatican News

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A Missa nos liberta da morte, do pecado e do medo, afirma o Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/a-missa-nos-liberta-da-morte-do-pecado-e-do-medo-afirma-o-papa-francisco/ Wed, 22 Nov 2017 13:07:44 +0000 http://teste.toqueto.com/a-missa-nos-liberta-da-morte-do-pecado-e-do-medo-afirma-o-papa-francisco.html Em uma nova catequese na qual refletiu sobre a Missa, o Papa Francisco se perguntou: “Essencialmente, o que é a Missa? A Missa é o memorial do Mistério pascal de Cristo. Ela nos torna partícipes na sua vitória sobre o pecado e a morte e dá significado pleno a nossa vida”.

Como Israel celebra a Páscoa de sua libertação do Egito, de seu êxodo, “Jesus Cristo, com sua paixão, morte, ressurreição e ascensão ao céu, levou a Páscoa ao seu cumprimento. E a Missa é o memorial da sua Páscoa, de seu ‘êxodo’, que realizou por nós, para nos fazer sair da escravidão e nos introduzir na terra prometida da vida eterna”.

“A Eucaristia não é uma recordação, é fazer presente aquilo que aconteceu há 20 séculos”, destacou. “A Eucaristia – continuou – nos leva sempre ao ápice da ação de salvação de Deus: o Senhor Jesus, fazendo-se pão partido por nós, derrama sobre nós toda a sua misericórdia e o seu amor, como fez na cruz, renovando o nosso coração, a nossa existência e o nosso modo de nos relacionarmos com Ele e com os irmãos”.

Em sua catequese, o Santo Padre indicou que “cada celebração da Eucaristia é um raio daquele sol sem ocaso que é Jesus ressuscitado. Participar da Missa, em particular no domingo, significa entrar na vitória do Ressuscitado, ser iluminados pela sua luz, aquecidos pelo seu calor”.

Enfatizou que, “por meio da celebração eucarística, o Espírito Santo nos torna partícipes da vida divina que é capaz de transfigurar todo o nosso ser mortal. Na sua passagem da morte à vida, do tempo à eternidade, o Senhor Jesus nos leva com Ele para fazer a Páscoa. Na Missa se faz Páscoa. Nós, na Missa, estamos com Jesus, morto e ressuscitado e Ele nos leva para frente, para a vida eterna. Na Missa nos unimos a Ele. Antes ainda, Cristo vive em nós e nós vivemos nele”.

“Seu Sangue nos liberta da morte e do medo da morte. Liberta-nos não dó do domínio da morte física, mas também da morte espiritual que é o mal, o pecado, que toma conta de nós cada vez que caímos vítima do pecado nosso ou dos outros. E então a nossa vida é sujada, perde a beleza, perde o significado, esmorece. Pelo contrário, Cristo é a plenitude da vida”.

Nesse sentido, Francisco explicou como deve ser a atitude de um cristão na Eucaristia: “Isso é a Missa, é entrar nessa paixão e ressurreição de Jesus. E quando vamos à Missa é como se fôssemos a um Calvário, é a mesma coisa”.

“Mas pensem: se vamos ao Calvário – pensemos usando a imaginação – naquele momento, nós sabemos que aquele homem ali é Jesus. Mas, nós nos permitiremos ficar conversando, tirar fotografias, fazer um pouco o espetáculo? Não! Porque é Jesus! Nós, certamente estaremos em silêncio, no choro, e também na alegria de sermos salvos. Quando nós entramos na Igreja para celebrar a Missa, pensemos isto: entro no Calvário, onde Jesus dá a sua vida por mim”.

Finalmente, o Pontífice concluiu seu ensinamento recordando como os mártires foram capazes de doar-se precisamente por sua fé em que a vitória de Cristo já é real. “Se o amor de Cristo está em mim, posso doar-me plenamente ao outro, na certeza interior de que mesmo que o outro me fira, eu não morrerei. Caso contrário, deverei defender-me. Os mártires deram a sua vida justamente por esta certeza da vitória de Cristo sobre a morte. Somente se experimentamos este poder de Cristo, o poder de seu amor, somos realmente livres para nos doar sem medo”.

Por ACI Digital

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Papa Francisco: na fragilidade dos pobres há uma força salvífica https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-na-fragilidade-dos-pobres-ha-uma-forca-salvifica/ Mon, 20 Nov 2017 09:07:11 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49469 “Amar o pobre significa lutar contra todas as pobrezas, espirituais e materiais”, afirmou o Papa Francisco durante a Missa por ocasião do 1º Dia Mundial dos Pobres instituído pelo mesmo Pontífice.

Na manhã de ontem, Francisco presidiu uma Eucaristia em que muitos pobres participaram e também disse que “Nos pobres manifesta-se a presença de Jesus, que, sendo rico, se fez pobre”.

“Por isso neles, na sua fragilidade, há uma força salvífica. E, se aos olhos do mundo têm pouco valor, são eles que nos abrem o caminho para o Céu, são o nosso passaporte para o paraíso”.

Ao comentar o Evangelho do dia, o qual nos traz a parábola dos talentos, pediu “reconhecer” que somos “talentosos aos olhos de Deus”.

“É por isso que ninguém pode ser considerado inútil, ninguém pode acreditar que é tão pobre que não possa dar algo aos outros. Nós fomos escolhidos e abençoados por Deus, que deseja dar-nos os seus dons, muito mais do que o pai ou a mãe querem para os seus filhos. E Deus, aos olhos de Quem nenhum filho pode ser descartado, confia uma missão a cada um”.

Francisco expressou que “muitas vezes também nos parece não ter feito nada de mal e com isso nos contentamos, presumindo que somos bons e justos. Mas, assim, corremos o risco de nos comportar como o servo mau: também ele não fez nada de mal, não estragou o talento, aliás, guardou-o bem na terra”.

O Santo Padre também disse que “não é fiel a Deus quem se preocupa apenas em conservar, em manter os tesouros do passado”.

Nesse sentido, “a omissão é também o grande pecado contra os pobres”. “É olhar para o outro lado quando o irmão está em necessidade, é mudar de canal, logo que um problema sério nos indispõe, é também indignar-se com o mal mas sem fazer nada. Deus, porém, não nos perguntará se sentimos justa indignação, mas se fizemos o bem”.

Segundo o Bispo de Roma, que denunciou o pecado da “indiferença” em relação aos pobres, “a verdadeira fortaleza” não é “punhos cerrados e braços cruzados, mas mãos operosas e estendidas aos pobres, à carne ferida do Senhor”.

Portanto, “para nós, é um dever evangélico cuidar deles, que são a nossa verdadeira riqueza; e fazê-lo não só dando pão, mas também repartindo com eles o pão da Palavra, do qual são os destinatários mais naturais”.

“Para mim, o que conta na vida? Onde invisto? Na riqueza que passa, da qual o mundo nunca se sacia, ou na riqueza de Deus, que dá a vida eterna?”, perguntou.

“Diante de nós, está esta escolha: viver para ter na terra ou dar para ganhar o Céu. Com efeito, para o Céu, não vale o que se tem, mas o que se dá, e ‘quem amontoa para si’ não é ‘rico em relação a Deus’”.

O Santo Padre sublinhou que “isso nos fará bem, aproximar-nos de quem é mais pobre do que nós, tocará a nossa vida. E nos ajudará recordar o que conta verdadeiramente: amar a Deus e ao próximo”.

Almoço no Vaticano

Ao término do Angelus, neste domingo (19/11), o Papa deslocou-se do palácio apostólico até a Sala Paulo VI, no Vaticano, para participar do almoço festivo com 1.500 pobres e necessitados acompanhados por voluntários de associações do mundo inteiro. Iniciativas análogas foram verificadas em refeitórios, abrigos e paróquias de Roma e de todas as dioceses italianas.

Logo após a saudação do presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, o Papa dirigiu aos presentes uma breve saudação e fez uma oração:

“Sejam todos bem-vindos! Preparemo-nos para este momento juntos: cada um de nós com o coração repleto de boa vontade e de amizade para com os outros, partilhar o almoço e desejando-nos o melhor uns aos outros. E agora pedimos ao Senhor que abençoe, que abençoe esta refeição, abençoe aqueles que a prepararam, abençoe todos nós, abençoe nossos corações, nossas famílias, nossos desejos, a nossa vida e nos dê saúde e força. Amém. Também uma bênção a todos aqueles que estão nos outros refeitórios espalhados por Roma, porque Roma hoje está repleta dessas refeições, hoje. Daqui, uma saudação e um aplauso para eles.”

Por ACI Digital e Rádio Vaticano

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Papa inicia novo ciclo de catequeses: a Missa é a fonte da vida do cristão https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-inicia-novo-ciclo-de-catequeses-a-missa-e-a-fonte-da-vida-do-cristao/ Wed, 08 Nov 2017 12:16:19 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-inicia-novo-ciclo-de-catequeses-a-missa-e-a-fonte-da-vida-do-cristao.html O Papa Francisco deu início a um novo ciclo de catequeses sobre a “Santa Missa”, que desenvolverá a cada quarta-feira durante a Audiência Geral. Esta semana foi a primeira e nela explicou as razões que o levaram a escolher este tema.

Estas catequeses “dirigirão o olhar para o ‘coração’ da Igreja, isto é, a Eucaristia”. “É fundamental para nós cristãos compreender bem o valor e o significado da Santa Missa, para viver sempre mais plenamente o nosso relacionamento com Deus”.

O Pontífice pediu que não se esqueça do “grande número de cristãos que, no mundo inteiro, em 2000 anos de história, resistiram até a morte para defender a Eucaristia; e quantos ainda hoje arriscam sua vida para participar na Missa dominical”.

Citou como exemplo a perseguição que, no ano 304, um grupo de cristãos sofreu no norte da África e o testemunho que deram. “Interpela todos e pede uma resposta sobre o que significa para cada um de nós participar do Sacrifício da Missa”.

Francisco recordou que “‘Eucaristia’ significa ‘ação de graças’: agradecimento a Deus Pai, Filho e Espírito Santo, que nos envolve e nos transforma em sua comunhão de amor”.

“O Concílio Vaticano II foi fortemente animado pelo desejo de levar os cristãos a compreender a grandeza da fé e a beleza do encontro com Cristo” e, “por isso”, era necessário, antes de tudo, promover, com a guia do Espírito Santo, uma adequada renovação da liturgia, para que a Igreja continue viva e se renove graças a ela”.

O Papa destacou a importância da “formação litúrgica dos fiéis” que é “indispensável para uma verdadeira renovação”. “Esta é justamente a finalidade do clico de catequeses que hoje iniciamos: crescer no conhecimento do grande dom que Deus nos doou na Eucaristia”.

“A Eucaristia é um acontecimento maravilhoso, no qual Jesus Cristo, nossa vida, se faz presente” e “os sacramentos, e a celebração eucarística de modo particular, são sinais do amor de Deus, as vias privilegiadas para nos encontrarmos com Ele”.

Por ACI Digital

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Uma verdade para todo homem e para a história https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/uma-verdade-para-todo-homem-e-para-a-historia/ Mon, 07 Aug 2017 11:17:27 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47698 Caros amigos, a Eucaristia é um tesouro inexaurível de graça e vida cristã. Precisamos conhecê-la melhor, para melhor vivê-la e melhor “comunicá-la”.

Na transmissão da Boa Nova ao mundo, objeto próprio da missão, a Eucaristia aparece como um verdadeiro “critério de valorização de tudo o que o cristão encontra nas diversas expressões culturais” (Sacramentum Caritatis, 78).

Sabemos que Jesus Cristo viveu em um tempo e lugar concretos e aí pregou a Boa Nova; os apóstolos transmitiram posteriormente esta mensagem a outros povos, num primeiro movimento de “inculturação do Evangelho”. A Santa Igreja continuamente experimentou, e experimenta, em sua história esta mesma tarefa.

Na verdade, a “inculturação” não só é necessária para que a Palavra de Deus ganhe espaço em sociedades estranhas ao cristianismo, mas também se faz urgente em nossos países de maioria cristã. Também eles precisam passar por uma nova evangelização com novos meios e novo ardor. Para tanto, um critério que não pode ser esquecido é que a medida desta adaptação será sempre o Mistério de Cristo, e não uma cultura determinada ou uma ideologia. O Sínodo sobre a Eucaristia do ano de 2005 nos ensinou que: “O mistério eucarístico nos põe em diálogo com as várias culturas, mas também as desafia”. (Idem). Poderíamos, então, nos perguntar: De que modo as desafia?

Assim o explica o Concílio Vaticano II: “A boa nova de Cristo restaura constantemente a vida e a cultura do homem decaído, combate e remove os erros e os males decorrentes da sempre ameaçadora sedução do pecado. Purifica e eleva incessantemente os costumes dos povos. Com as riquezas do alto ele fecunda, como que por dentro, as riquezas do espírito e os dotes de cada povo e de cada idade, fortifica-os, aperfeiçoa-os e restaura-os em Cristo. Deste modo a Igreja, cumprindo a própria missão, por isso mesmo estimula a civilização humana e contribui para ela, e, por sua ação, também litúrgica, educa o homem para a liberdade interior”. (GS, 58). E ainda: “a cultura deve estar subordinada à perfeição integral da pessoa humana, ao bem da comunidade e da humanidade inteira” (Idem, 59).

Assim, nossa missão não é propagar um modelo determinado, mas evangelizar as culturas e os corações, para que todos cheguem à perfeição em Cristo. “Temos a obrigação de promover convictamente a evangelização das culturas, na certeza de que o próprio Cristo é a verdade de todo homem e da história humana inteira”. (Sacramentum Caritatis, 78).

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo  de Nova Friburgo (RJ)

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