estresse - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png estresse - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Veja possíveis causas dos transtornos que afetam a mente https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/veja-possiveis-causas-dos-transtornos-que-afetam-a-mente/ Thu, 24 Aug 2017 14:00:39 +0000 http://teste.toqueto.com/veja-possiveis-causas-dos-transtornos-que-afetam-a-mente.html Quando se trata de saúde, não se deve pensar apenas na estrutura física do corpo, mas também na mente. O corpo humano necessita de uma relação equilibrada do ponto de vista fisiológico e mental. Sem isto, manter-se emocionalmente estável e saudável pode se tornar um problema.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que há 322 milhões de pessoas atualmente sofrendo algum tipo de transtorno mental. O Brasil ocupa o quinto lugar neste ranking quando se trata especificamente de depressão.

Os transtornos mentais implicam alterações no comportamento, na emoção e no sistema cognitivo do indivíduo, na maneira que a pessoa tem de perceber e conhecer a realidade que a cerca. Existem mais de 200 tipos de transtorno mentais, que foram classificados em 17 categorias, divididos em quatro grupos: Transtornos Psicóticos (alucinações), Transtornos Neuróticos (a pessoa permanece consciente, mas sofre disfunções como a fobia, por exemplo), Transtornos Orgânicos (doenças orgânicas e alterações cerebrais podem causar os transtornos mentais) e, por fim, os Transtornos Funcionais (aqueles em que não se consegue identificar a causa).

“O número de transtornos mentais tem aumentado por conta de dois motivos: a medicina evoluiu e passou a incluir novas manifestações das doenças. Além disso, temos situações no mundo atual que têm levado a um maior adoecimento das pessoas. Ou seja, são vários fatores que, juntos, aumentam este número de distúrbios mentais”, explica o médico sanitarista e epidemiologista Ado Pechelli.

O transtorno de ansiedade já é considerado um problema de saúde pública. Sua origem, bem como a dos demais transtornos mentais, pode acontecer das mais diversas maneiras. “Existe todo um somatório de fatores e diferenças individuais que podem fazer surgir esses transtornos”, disse Pechelli.

Uma das principais razões para o surgimento de distúrbios mentais é o uso de drogas ilícitas, sobretudo aquelas conhecidas como drogas adrenérgicas, que imitam a ação da adrenalina ou da noradrenalina. Cocaína e craque estão entre essas substâncias, que estimulam o sistema nervoso central. “O uso contínuo delas pode, sim, levar ao desenvolvimento de transtornos mentais”, esclarece o médico. “Todos que usam drogas desenvolverão distúrbios? Não, mas o uso destas drogas é um gatilho importante para isto”, reitera.

A hereditariedade também pode despertar distúrbios mentais. Não é, porém, um fator definitivo para o surgimento dessas disfunções. “Você pode ter um pai e uma mãe com transtorno mental e não necessariamente desenvolver isto, mas filhos de pais assim têm um risco maior para desenvolver isto”, afirma Pechelli.

O uso excessivo de aparelhos celulares, os conhecidos smartphones, além das redes sociais, tem gerado preocupação no que diz respeito ao comportamento das pessoas. Mas não podem ser apontados como causas definitivas para o surgimento de doenças mentais. “O abuso é ruim para qualquer coisa, até de água o abuso é ruim, por isso temos que ter comedimento”, avalia o médico sanitarista.

O exagero na ingestão de medicamentos cujo princípio ativo seja a benzodiazepina — ansiolítico muito utilizado para diversas situações — também pode ser determinante para o surgimento de transtornos mentais.

Cuidados

Para o médico, evitar situações que gerem muito estresse ou que sejam de certa maneira difíceis de lidar são essenciais para que estes distúrbios não surjam. “Se você tiver uma predisposição genética, elas podem desencadear essas doenças”, revela o médico. 

Levar uma vida saudável, trabalhar em um ambiente com boas condições e evitar situações que gerem estresse, segundo Pichelli, são fundamentais à saúde mental. “Não existe uma forma mágica para não se ter essas doenças, mas existem condições que você pode criar para que elas não apareçam”, finaliza.

Por Canção Nova

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Não vamos estressar nossas crianças! https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/nao-vamos-estressar-nossas-criancas/ Tue, 14 Feb 2017 09:02:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44443 É difícil saber se as crianças de hoje são mais estressadas do que as das gerações passadas. Mas o que parece evidente é que as fontes potenciais de estresse se multiplicam a altas velocidades na sociedade atual.

Estresse ligado ao ambiente

O estresse que uma criança sente pode ser proveniente de fatores ambientais, como a ameaça terrorista, a mudança climática, a contaminação (um menino me disse – e argumentou que estava certo – que correr era perigoso para a saúde por causa da respiração em excesso de poluição!); fatores contra os quais não se pode fazer nada, além de tranquilizar as crianças e evitar falar sobre eles muito frequentemente diante delas ou mostrar-lhes documentos alarmantes.

Estresse ligado à família

O estresse também pode ser sentido no seio familiar, devido a problemas como o desemprego, o subemprego, a desintegração do núcleo familiar, a violência de gênero. Um estresse especialmente nocivo, já que a ameaça está perto da criança.

Estresse ligado a fatores sociais

Por último, o estresse pode ser fruto de elementos sobre os quais temos controle: agenda sobrecarregada, pressão escolar, pressão consumista (vestir determinada marca, ter determinado videogame), pressão dos companheiros por fazer outras coisas.

Um reflexo

O estresse é uma reação psicológica e fisiológica do organismo, que responde a um estímulo de menor (uma reprovação no colégio) ou de maior importância (uma mudança), positivo (uma festa) ou negativo (um conflito),  raro (uma cirurgia) ou constante (jornada sobrecarregada), previsto (um exame) ou imprevisto (um acidente).

Céline Alvares, em Les lois naturelles de l’enfant (As leis naturais da criança, um livro em que relata sua experiência pedagógica inspirada em Maria Montessori em uma sala da maternidade de Gennevilliers, França, e em que decifra os grandes princípios científicos que permeiam a aprendizagem e o desenvolvimento), explica que, em  princípio, o estresse é uma reação saudável do organismo, que nos permite enfrentar uma situação difícil.

A produção de cortisol e de adrenalina pelo organismo é mais eficiente quando o estresse é de curta duração.

No entanto, as causas de estresse são tantas que a criança, cujo córtex pré-frontal ainda não está maduro, e, portanto, é incapaz de administrar sua reação emocional (ao contrário de um adulto), pode enfrentar as autênticas “tempestades emocionais”.

O cortisol produzido de maneira contínua e em grande quantidade prejudica os circuitos fundamentas e destrói neurônios (sobretudo os localizados no hipocampo, uma região da memória, e no córtex pré-frontal, que é a área da memória, análise e autocontrole).

A autora, baseada em estudos de Neurociência, adverte que o estresse é nocivo para o desenvolvimento do cérebro da criança.

Como proteger nossos filhos?

(Respostas extraídas de Lois naturelles de l’enfant)

Evitar colocá-los em situações violentas, sejam físicas ou verbais: gritos, humilhações, insultos, brigas diante deles, ainda mais se são situações recorrentes.

Ajudá-los a administrar o estresse: Como? Comece tranquilizando-os com sua presença carinhosa e reconfortante, tomando-os nos braços ou segurando suas mãos. O contato físico libera a produção de oxitocina (hormônio do amor), que, por sua vez, impede a produção do cortisol. Eliminar desta forma o estresse faz aumentar também a produção de endorfina, serotonina e dopamina – hormônios que geram bem-estar, serenidade e entusiasmo.

Quando a criança estiver calma, ajude-a a identificar suas emoções: é ira, tristeza, frustração ou medo? Identificar o que se sente tranquiliza. Portanto, proponha uma solução ao problema que causa o estresse.

Nossas responsabilidades em relação ao estresse de nossos filhos são ainda maiores, uma vez que, de acordo com recentes estudos da Neurociência, o estresse infantil pode ter reflexos na idade adulta.

Segundo a doutora Catherine Guéguen, “um estresse significativo na primeira infância atua sobre o córtex pré-frontal e pode resultar na destruição de neurônios. Também dificulta o amadurecimento destas células e provoca a diminuição do volume delas.”

Como consequência, o ser humano adulto teria grandes dificuldades para apaziguar suas emoções e seus impulsos e para administrar seu estresse.

Por Mathilde De Robien, via Aleteia Espanha 

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