espiritualidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:03:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png espiritualidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Encontro de espiritualidade, formação e partilha reuniu secretários e secretárias paroquiais https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/encontro-de-espiritualidade-formacao-e-partilha-reuniu-secretarios-e-secretarias-paroquiais/ Thu, 02 Dec 2021 01:18:04 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=62004 No dia 29 de novembro, a Diocese de Uruaçu realizou no Centro de Treinamento de Lideranças (CTL) em Uruaçu, um encontro de espiritualidade, formação e partilha com as secretárias (os) paroquiais.

O dia foi marcado pela alegre e fraterna convivência de pessoas que no dia a dia contribuem na missão evangelizadora, acolhendo, orientando, e abrindo as “portas” da Igreja para muitas pessoas que necessitam de algum bem espiritual na comunidade de fé.

Estiveram presentes a “Ativa Contabilidade” através de suas responsáveis e colaboradoras Madalena, Vânia e Heloiza que auxiliaram na formação sobre prestação de contas, registro de funcionários, fechamento de caixa dentre outros assuntos pertinentes ao setor contábil e também as secretárias da Cúria, Ana Maria, Patrícia e Jhenifer.

Dom Giovani permaneceu todo o dia no evento juntamente com alguns padres que acompanharam e enriqueceram o encontro.

Gratidão a todos os padres que acolheram o convite e organizaram para que fosse possível realizar mais este encontro e a cada secretária (o) que não mediu esforços para vivenciar esse dia de formação.

Pe. José Adeenes Ribeiro
Vigário Geral

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Oficinas de Oração e VIDA https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/oficinas-de-oracao-e-vida/ Wed, 12 Dec 2018 17:09:07 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=16135 Amados irmãos e irmãs, quero aqui compartilhar da experiência que vem sendo realizada em nossa Diocese de Uruaçu, pela paróquia que estive como pároco, cito: Alto Horizonte e aqui São Sebastião, em Uruaçu, como vigário das Oficinas de Oração e Vida.

Em Alto Horizonte foi aplicada duas oficinas e aqui em Uruaçu uma oficina e capacitação de guias que estão na segunda ministração da Oficina de Oração e Vida. Neste momento venho dizer que com a experiência de Uruaçu, a Paróquia São Sebastião tem implantado este benefício espiritual para a vida dos fiéis. As Oficinas de Oração e Vida têm características marcantes. O fundador Frei Inácio Larrañaga explica que as Oficinas de Oração e Vida são um novo modo de evangelização e ensina-nos a orar de maneira ordenada, metódica, sistemática; existe através da reconciliação universal uma profunda purificação de todas as mágoas; elimina-se lentamente tudo isto mediante uma oração especial: a dita oração de abandono; o processo de santificação cristificante; Jesus Cristo colocado como modelo de vida, utilizando-se para isso o questionamento “o que faria Jesus no meu lugar?”; insiste-se que amigos de Jesus Cristo são apóstolos de Jesus Cristo, e entrega-se isso aos oficinistas, às paróquias, aos párocos, para que possam realizar trabalho apostólico concreto em suas paróquias. A dimensão apostólica é “a última conclusão” das Oficinas.

Em resumo: trata-se de um programa de conversão sincera que se prolonga não apenas durante a Oficina, mas ao longo da vida.

TESTEMUNHO
Guia Soeli Mumbach da Costa
Uruaçu – GO

Minha jornada nas Oficinas de Oração e Vida começou há três anos. Conheci nos anúncios feitos nas missas da Paróquia São Sebastião e uma amiga me relembrou quando a encontrei por acaso em Uruaçu. Por acaso “não”, depois entendi que Deus me convidava naquele momento para uma jornada inesquecível, que mudaria minha vida para sempre! Eu e meu esposo iniciamos essa linda e abençoada jornada com Deus, agora de forma muito mais próxima, a cada semana experimentávamos uma forma nova de Oração, as Palavras da sagrada escritura nos falavam ao coração, como se fosse Jesus nos acalentando e ao mesmo tempo nos fortalecendo. Os momentos de profundo silêncio tocaram minha alma. Era somente eu e Deus, o Espírito Santo me conduzindo, trazendo as respostas que tanto buscava naquele momento. Hoje tenho total convicção de que o maior presente que alguém pode dar é nos ajudar a aproximar de Deus e viver de acordo com os seus mandamentos e a sagrada escritura. Só Deus poderá nos dar as respostas que tanto buscamos na vida e o mais importante de tudo, só Ele poderá nos trazer a verdadeira felicidade! Agradeço imensamente a Deus pela oportunidade de participar das Oficinas de Oração, ao Frei Ignácio, fundador das Oficinas, ao Pe. Carlos que convidou as Guias de Brasília Letícia e Valda que semanalmente vinham aplicar a Oficina. Como recebi este grande presente de Deus aceitei o convite para ser também Guia e levar o amor incondicional de Deus por nós através das Oficinas de Oração e Vida.

Contatos
Parssebastiao_uruacu@diocesedeuruacu.com.br
98445-6694 Sonia – Secretaria

Pe. Carlos Antonio Vicente – Vigário Paroquial
Diretor Espiritual das Oficinas, Uruaçu-GO

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A espiritualidade da Quaresma https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/a-espiritualidade-da-quaresma/ Fri, 23 Feb 2018 16:34:42 +0000 http://teste.toqueto.com/a-espiritualidade-da-quaresma.html Embora quase esquecido, há, porém, um paradigma na teologia que não perdeu a sua validade, segundo pensa muita gente boa, inclusive modestamente eu. O esquema é este: À uma espiritualidade ou religiosidade vertical corresponde outra horizontal. Dizendo de outro modo, vertical é a relação pessoal com Deus, “Eu e Deus”, e a horizontal, a relação pessoal com os outros e o mundo, “Eu e os outros e o mundo”. Com outras expressões, diz-se vertical a que se refere à caridade-justiça de Deus ou para com Deus e a horizontal, à caridade-justiça social ou para com os outros. Como se pode perceber, é uma explicitação dos dois mandamentos da caridade: 1- “Amarás ao Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente”; 2- “Amarás ao próximo como a ti mesmo”. Aquele é o maior e o primeiro mandamento. Este é semelhante àquele, mas é o segundo mandamento, conforme Jesus explica em Mateus 22, 36-39. Que quero dizer com isto? Exatamente, chamar a atenção para frisar que embora as duas espiritualidades sejam semelhantes, no entanto, a vertical é a primeira, e a horizontal a segunda. Ou seja, os deveres para com Deus vêm em primeiro lugar e em segundo os para com o mundo da criação. Em outros termos, os direitos de Deus sobre cada um de nós precedem aos direitos que os outros e o mundo têm sobre nós. Os direitos de Deus e as obrigações que temos para com Deus expressam-se em tudo o que concerne à sua santa vontade e em suas leis. Basicamente, nossas obrigações consistem em conhecer a vontade de Deus para vivê-la, em observar os seus mandamentos e ensinamentos, em praticar as virtudes e as obras de misericórdia e em vencer as tentações e evitar todo pecado que é sempre uma ofensa feita a Deus pela desobediência à sua lei. Como dizemos que Deus é amor e fomos criados à sua imagem e semelhança, amar é tudo na vida, é, enfim, o absolutamente essencial. Por isso, o essencial na vida cristã é o primeiro mandamento: “Adorar a Deus e amá-Lo sobre todas as coisas”. De tal maneira, com toda razão, a teologia nos diz que por causa do amor a Deus segue-se o amor aos outros e entre estes aos pobres e sofredores. Como sabemos, desde o relato de Caim e Abel, toda a Bíblia está marcada pelo amor de predileção de Deus pelos fracos e maltratados da história humana. O amor ao próximo, por conseguinte, é também essencial, mas é o segundo mandamento, o que decorre daquele amor primeiro de Deus, a quem por primeiro devemos amar. Pode-se dizer com toda certeza que amar assim como Deus nos ama e ama a sua criação deve ser a razão da nossa vida, é o que dará sentido à nossa vida, é o que nos possibilitará ser santos como o Pai do céu é santo. Em suma, é o que nos fará ser cristãos, ser discípulos de Jesus, isto é, seguir o modelo de quem se identificou com os seus “irmãos mais pequeninos” (Mt 25,40.45) e fez uma opção clara pelos excluídos do seu tempo.

Por que faço esta introdução na reflexão sobre a Quaresma? Porque hoje em dia, sobretudo, na sociedade afastada de Deus tudo virou horizontalidade. Nada ou pouco se fala de Deus. Veja, por exemplo, o projeto de intervenção federal na segurança no Rio e o anúncio da criação do Ministério da Segurança Pública, empreendidos pelo governo federal para o enfrentamento do grave problema da violência. A Campanha da Fraternidade trabalha o mesmo tema, que a Igreja desde o ano passado reconheceu-o como o maior problema da atualidade brasileira: a violência e a sua superação. É evidente que o Estado e a Igreja são instituições diferentes. Portanto, cada uma enfoca o tema a partir da sua identidade e peculiaridades.  No entanto, já que nossa nação é cristã é de se perguntar: os pressupostos básicos da nossa fé em Deus, da fraternidade humana fundada na paternidade do mesmo Deus, dos princípios filosóficos da ética cristã, dos valores morais, dos mandamentos de Deus, das leis divinas e naturais, presentes no projeto da Campanha da Fraternidade, fundamentam também, ao menos de longe, os referidos projetos de segurança do governo federal?

Pois bem, conforme a espiritualidade quaresmal, a conversão consiste em que, primeiramente, eu e você ou nós cristãos devemos voltar-nos para Deus e procurá-Lo com todo o coração como primeiro passo para podermos convocar toda a sociedade a se colocar também diante de Deus e a ouvir a sua voz convidando todos à conversão. Porquanto, como fica evidente, a conversão passa pela pessoa, deve começar com cada um de nós, depois pelos outros da comunidade e da sociedade. A conversão deve começar comigo e com você, prezado leitor. Nós precisamos voltar o coração para Deus pelos exercícios quaresmais da “oração, jejum e esmola”, e buscar a reconciliação mediante os sacramentos e a celebração pascal da paixão, morte e ressurreição do Senhor. A conversão que nos leva a mudar muita coisa em nossa vida é que renova em nós atitudes e comportamentos e que, por fim, devolve a paz ou a faz crescer em nossos corações. Por isso, a Igreja, mãe e mestra, nos ensina que somente homens e mulheres convertidos e pacificados poderão ser pacificadores e promover a justiça, a paz, a reconciliação e a fraternidade ao redor, na sociedade e no mundo. Em síntese, não haverá nunca mundo novo sem homens e mulheres novos.  A superação da violência passa pela conversão pessoal. Essa é a convocação primeira da Liturgia quaresmal para que a Campanha da Fraternidade possa ser eficaz e produzir resultados. Sem esta premissa também os projetos do governo federal para o enfrentamento da violência pouco ou nada hão de realizar.

Neste segundo domingo da Quaresma o Evangelho de Marcos 9, 2-10 relata a transfiguração de Jesus no Tabor. A glória e ressurreição de Jesus, depois de sua paixão e morte, ensinam que também a glória e a transfiguração futura do ser humano pecador passam pela penitência, conversão e mudança de vida.

Por Dom Caetano Ferrari – Diocese de Bauru

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Esmola, jejum e oração: tripé da espiritualidade quaresmal https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/esmola-jejum-e-oracao-tripe-da-espiritualidade-quaresmal/ Thu, 15 Feb 2018 09:09:10 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50779 A Igreja começou o tempo quaresmal. Iniciar o período significa inaugurar um tempo de penitência, em preparação para a Páscoa do Senhor. Essa etapa certamente desperta em todos os cristãos a necessidade de revisão de vida, tanto em nível pessoal como social. Neste sentido, o portal da CNBB realizou uma entrevista exclusiva com o bispo de Livramento de Nossa Senhora e presidente da Comissão para a Liturgia, dom Armando Bucciol, que falou sobre a espiritualidade e intensidade do tempo quaresmal.

Desde quando a Quaresma é vivenciada como tempo intenso de preparação para a Páscoa?

Para celebrar a festa das festas, a Páscoa, a Igreja propõe desde o início de sua caminhada uma adequada preparação. Depois nos primeiros séculos, após ter focalizado no Dia do Senhor o centro de sua vida espiritual, em meados do segundo século, eis que se celebra a Festa da Páscoa. A Páscoa anual é celebrada com uma solene vigília. Ao redor desse núcleo forma-se o tríduo sagrado e a Páscoa é celebrada em três dias. A solenidade da Páscoa se prolonga numa festa de 50 dias até o Pentecostes. O desejo de se reproduzir os fatos da vida de Jesus, sobretudo por parte da Igreja de Jerusalém faz nascer algumas celebrações daquela que será chamada de Semana Santa. Elemento importante foi a conversão do Batismo durante a vigília pascoal no começo do terceiro século e a missa para a reconciliação dos penitentes desde o quinto século, a partir disso, forma-se a Quaresma como preparação à Páscoa.

Quais foram os primeiros testemunhos sobre a existência da Quaresma e como era feita a preparação para o período?

Temos os primeiros testemunhos sobre a existência da Quaresma já no século IV, um tempo de preparação de três semanas. Vários testemunhos de quarenta dias de preparação para a Páscoa se encontram ao longo do IV século. Para o desenvolvimento da Quaresma contribuiu a organização do catecumenato, tempo de preparação aos ensinamentos de Iniciação à Vida Crista para os Adultos que nesse século alcança seu apogeu. No Sábado Santo celebravam-se o Batismo com a unção crismal e a celebração da Eucaristia, neste período a Quaresma torna-se tempo forte de penitência para a reconciliação dos pecadores e acontecia uma grande celebração de acolhida na Quinta-feira da Semana Santa pela manhã. As características ‘batismal e penitencial’ permanecem na celebração da Quaresma até os dias atuais, o Sacrosanctum Concilium Sobre a Liturgia Sagrada as reconhece quando tanto na liturgia quanto na catequese litúrgica esclarece-se a dupla índole do tempo quaresmal que, principalmente, pela lembrança ou preparação do Batismo e pela penitência fazendo os fiéis ouvirem com mais frequência a Palavra de Deus e entregarem-se a oração os dispõe a celebração pascoal.

Qual o significado e origem do nome “Quaresma”?

O nome Quaresma lembra quarenta dias de purificação e penitência. Quarenta é um número que recorda muitas páginas bíblicas. Só para lembrar um pouco temos os quarenta dias do Dilúvio; Moisés no Monte Sinai; os quarenta anos da caminhada do Povo de Deus pelo deserto; o profeta Elias que caminha quarenta dias e quarenta noites até o Monte Horebe e o profeta Jonas que dá um tempo de quarenta dias para o povo de Nínive se converter, mas sobretudo lembremos nos Evangelhos o espírito que fez sair Jesus para o Deserto e lá por 40 dias foi posto à prova por Satanás e ele convivia com feras e os anjos o serviam.

Como podemos celebrar e viver a espiritualidade desse tempo quaresmal?

Na celebração da Quaresma temos como já vimos os testemunhos já nos primeiros séculos da Igreja, mas hoje celebramos a Quaresma no dia de abertura na Quarta-Feira de Cinzas. Três palavras são propostas como características da espiritualidade da quaresma: esmola, jejum e oração. A oração sobretudo deve animar a espiritualidade da Quaresma. Uma oração feita no silêncio do próprio quarto, da interioridade para meditar a Palavra, para deixar que a Palavra compenetre e transforme a nossa vida, então aí sim seremos capazes de jejum. Lembrando que não é só jejum da carne, dos alimentos, mas de palavras inúteis, do uso do celular em excesso, do uso das redes sociais em excesso, uma esmola que se torna sensibilidade social, atenção aos mais pobres, solidariedade. São todas as coisas que poderíamos melhorar, que podemos e devemos melhorar olhando para o Senhor Jesus que nos amou até dar a sua vida, que preparou a sua missão como os grandes profetas, como o seu povo lá no Deserto, purificando-se, orando, entrando em diálogo com o Pai.

Qual mensagem deixaria para que todos possam mergulhar no mistério quaresmal?

Desejo a todos irmãos e irmãs que possamos viver mesmo correndo intensamente, abrindo nossos corações e nossas mentes para que iluminados com a Palavra de Deus sejamos prontos a viver com intensidade, renovando a nossa vida também e celebrando com maior intensidade espiritual o sacramento da reconciliação, passando a viver a plenitude da luz pascal em nossa vida.

Por CNBB

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Quaresma e Páscoa https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/quaresma-e-pascoa/ Tue, 13 Feb 2018 09:21:37 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50745 Parece repetitivo, mas todos os Ciclos Litúrgicos são grande oportunidade de reflexão, de avivamento e retomada da missão fundamentada no Batismo. Assim acontece com a Quaresma e a Páscoa, momentos interligados dentro da proposta salvadora de Jesus Cristo. A Quaresma prepara as pessoas para vivenciar a riqueza do Cristo ressuscitado, dando sentido para as realidades pascais.

O Tempo da Quaresma no Brasil, desde 1964, vem sendo enriquecida com os temos propostos pela Campanha da Fraternidade. A ideia central é o processo de conversão, de mudança nos hábitos que dificultam a fraternidade entre as pessoas. Nesse ano devemos trabalhar a questão da violência, enraizada na cultura brasileira e que afeta a vida cotidiana de todos os indivíduos do país.

Sem uma profunda e real transformação existencial na vida cristã, fica quase impossível praticar uma realidade nova, pascal e de intimidade com Jesus Cristo ressuscitado. A palavra “ressurreição” tem significado de transformação, saída de postura dita corruptiva para a incorruptibilidade, “a morte tragada pela vitória”, como está na Sagrada Escritura, no dizer do apóstolo Paulo (I Cr 15,54).

Estamos em novos tempos. A maneira de celebrar esses dois momentos litúrgicos está muito diferente, de forma muito secularizado e sem a riqueza de sua espiritualidade. Não há mais aquela preocupação com os valores da paixão e ressurreição de Jesus Cristo. Falta uma catequese mais comprometida com a vida cristã, com o processo de mudança de vida e de testemunho cristão.

Em sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade 2018, pensamos na superação da violência, porque supõe um processo quaresmal de mudança de vida, de conversão pessoal, de oração, esmola e jejum. Transformar a cultura violenta numa cultura de paz supõe muito investimento pessoal, testemunho cristão e atenção a um processo educativo abrangente e comprometedor.

A paz é fruto das boas ações vindas do coração humano. Ela exige respeito e reconhecimento do valor de cada indivíduo. É o sentido da Páscoa, porque Jesus é o Príncipe da Paz. Quem se encontra com Ele passa a ser agente de paz e construtor de uma sociedade diferente, saudável e de bons relacionamentos. A paz ocasiona liberdade, sentido positivo para a vida, e esperança.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba (MG)

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Devemos reconhecer o dom de Deus na nossa vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/devemos-reconhecer-o-dom-de-deus-na-nossa-vida/ Wed, 31 Jan 2018 10:35:36 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50595 A responsabilidade de conduzir a própria vida, reconhecendo-a como dom de Deus, é muito séria e desafiadora. Uma tarefa que contempla responsabilidades profissionais, familiares e cidadãs. Pensar e julgar, de modo adequado, está entre os maiores desafios existenciais. O apóstolo Paulo, em sua carta aos Romanos, mostra que superar dinâmicas viciadas e obscuras nos modos de pensar e julgar é “regra de ouro”. Um desafio a ser assumido por todos. Afinal, o exercício de pensar e julgar determina procedimentos e escolhas que norteiam o conjunto da vida, a competência para superar crises e encontrar novas respostas para os desafios cotidianos.

Frequentemente, esse exercício está emoldurado de maneira rígida, por certa mentalidade vigente. Por isso mesmo, há dificuldade para admitir a necessidade de transformações no próprio modo de pensar e julgar. A tendência é a cristalização – com pouca abertura para o diferente, para outras perspectivas que ensejem novas percepções. Perde-se, consequentemente, a oportunidade para enriquecer a própria vida, conhecer mais e amadurecer a mundividência. Na sociedade brasileira, o preço que se paga por esse aprisionamento à mentalidade vigente, é a carência de novos líderes, além da falta de credibilidade que se desdobra no caos político. Repetem-se esquemas e dinâmicas, porque não há amplo engajamento em um permanente processo de renovação existencial.

A espiritualidade nas nossas escolhas

É verdade que a capacidade para pensar e julgar, discernir e escolher, depende das próprias vivências, da influência cultural, familiar e de muitas instituições. Mas, acima de tudo, esse processo é uma experiência eminentemente espiritual. Sem reconhecer a importância da espiritualidade, a tendência é se encastelar nas próprias convicções, sem a necessária disponibilidade para permanentemente reavaliá-las. São perpetuados vícios e modos equivocados de lidar com problemas, que exigem soluções urgentes. Tudo torna-se mais difícil.

Quando a dimensão espiritual não ilumina a capacidade de pensar e julgar, as pessoas prendem-se à mediocridade. Não conseguem proporcionar às suas instituições o fôlego da renovação. Em vez disso, ganham espaço a corrupção, a mesquinhez e a ganância sem limites. Desconsidera-se a sabedoria que alimenta a lucidez. É fácil constatar que a  carência de novos modos de pensar e julgar é problema comum a governantes, líderes e muitas pessoas que integram o contexto social. Gente que apresenta um discurso articulado, mas que revela-se equivocado do ponto de vista ético-moral. Homens e mulheres que não se valem de critérios que objetivam o bem, a justiça e a paz para interpretar, discernir e fazer escolhas.

Saúde física e mental

Investir na espiritualidade é imprescindível. Porém, o momento em que todos vão reconhecer a importância da espiritualidade na fecundação de novos modos de pensar e julgar é realidade distante. Isso porque, a cristalização de convicções obsoletas, perpetua nos indivíduos, sentimentos ruins. Ora, ao se reconhecer que a espiritualidade é fundamental para a saúde física e mental, deve-se, também, considerar que a dimensão espiritual tem força para fazer desabrochar a sabedoria. A espiritualidade permite enxergar até mesmo o invisível. É um fundamental remédio para romper com os parâmetros da mediocridade, que são hegemônicos na sociedade brasileira.

O segredo para melhorar a realidade não é abraçar, incondicionalmente, convicções que já estão cristalizadas, discursos políticos, partidários e ideológicos. Deve-se conquistar a liberdade que ultrapassa o apego ao dinheiro, pois, a ganância aprisiona consciências. A espiritualidade é remédio que cura a doença das mentiras e do egoísmo. A dimensão espiritual alimenta novos modos de pensar e julgar. Todos são convocados para uma autoavaliação, observando as próprias convicções e formas de ver o mundo. Vale acolher a orientação espiritual e humanística do padre José Tolentino, escritor português: “Que os nossos olhos, feitos para olhar as estrelas, não morram olhando para os nossos sapatos”.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte

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É Natal https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/e-natal/ Mon, 25 Dec 2017 09:47:24 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50272 Natal é um acontecimento festivo, alegre, com troca de presentes e muitas luzes. Tudo isto para ressaltar o anúncio do anjo: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!” (Lucas 2,10-11). Todas as manifestações externas, por mais grandiosas e belas que sejam, ainda são insuficientes para celebrar o mistério do Natal, isto é, Deus veio habitar entre nós e o sinal é “um recém-nascido, envolto em faixas e deitado numa manjedoura” (Lc 2,12).

Outra atitude fundamental para celebrar o Natal é o silêncio. Os textos bíblicos não falam de silêncio, mas fazem silêncio. A sobriedade e a brevidade dos relatos bíblicos impressionam. São breves dados e quase nada de falas, tudo reduzido a uma extrema simplicidade. Como dizemos com frequência: “não tem palavras para explicar”.

Pode-se caracterizar duas espécies fundamentais de silêncio: um que podemos chamar de ascético ou natural e o outro podemos chamar de sobrenatural. O silêncio ascético ou natural é realizado de muitas formas. Uma forma é a que busca o silêncio exterior em lugares e ambientes com menos ruídos, menos pessoas. Lugares privilegiados são aqueles que proporcionam o contato com a natureza. Também há o silêncio ascético interior que busca serenar o coração, a mente e o corpo. A espiritualidade da quietação do coração busca diminuir a influência da razão para dar lugar à oração. Encontramos esta busca em muitas religiões. O homem se impõe conscientemente o silêncio.

Vivemos imersos, as vinte quatro horas do dia, em barulhos e numa vida desenfreada. O período que antecede o Natal, também por coincidir com o final do ano, acelera ainda mais o ritmo. Toda esta agitação pode desviar o foco e impedir de viver o essencial. Desafiador é tomar a atitude de fazer silêncio. Romper com a lógica e a onda da maioria e aquietar-se. Fazer silêncio para provocar um encontro com Deus e com as pessoas.

A outra modalidade de silêncio é que podemos chamar de sobrenatural. Ela é provocada pelo contato com Deus. Um silêncio originado da manifestação ou da teofania de Deus. Aqui a iniciativa é de Deus e não do homem. O primeiro silêncio é do homem que quer conquistar Deus; o segundo é do homem que foi conquistado por Deus. A presença Dele faz calar o homem. Um silêncio marcado pelo assombro, adoração, alegria, e às vezes, até de temor.

No Natal fazemos silêncio sobrenatural diante misteriosa maneira escolhida por Deus para chegar a nós rompendo toda lógica humana. A grandeza de Deus é manifestada na fragilidade de uma criança, num presépio, num lugar singelo. Deus se revela sob o seu contrário. Escondendo a grandeza na pequenez, a força na fraqueza, a majestade na humildade. O homem moderno se lamenta com frequência do silêncio de Deus, mas não se dá conta de que Deus cala exatamente por que ele fala, porque não é suficientemente humilde para escutá-lo. Deus fala ao homem também com o seu silêncio; com isso o reconduz à verdade.

Acolhamos este grito que se eleva do Natal: Deus se despojou da sua tremenda majestade; não apavora mais, não quer apavorar; agora é Emanuel – Deus-conosco. Cale-se toda a terra, ajoelhe-se e O adore.

Por Dom Rodolfo Luís Weber – Arcebispo de Passo Fundo

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Dom Armando Bucciol explica participação nas celebrações do domingo, 24/12 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-armando-bucciol-explica-participacao-nas-celebracoes-do-domingo-24-12/ Thu, 21 Dec 2017 07:50:23 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50247 O Catecismo da Igreja Católica ensina que a celebração dominical do Dia e da Eucaristia do Senhor está no coração da vida da Igreja, que “O domingo, em que se celebra o mistério pascal, por tradição apostólica, deve guardar-se em toda a Igreja como o primordial dia festivo de preceito”. No próximo dia 24 de dezembro, um domingo, acontecerá algo que tem deixado vários fiéis em dúvida em relação à participação nas celebrações que acontecem no mesmo dia: a do 4º domingo do Advento e a da Vigília do Natal ou a do Natal do Senhor, no caso da celebração da I Véspera da Solenidade do dia seguinte, 25 de dezembro.

O dia do Natal de Jesus está entre aqueles que devem ser guardados e cuja participação dos fiéis é obrigatória, no dia festivo ou na tarde antecedente. Por isso, o bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol, explica “de maneira essencial” o que os fiéis podem fazer:

“Cada um, cada uma, faça o possível para participar no sábado à noite ou no domingo pela manhã da missa do 4º domingo do Advento, para participar também da missa da noite do Natal e/ou do dia de Natal, que tem as duas celebrações características litúrgicas e espirituais próprias. Esse é o ideal que todo cristão católico é convidado a viver”.

Dom Armando, porém, compreende “e vive” a situação da maioria das comunidades do Brasil. Responsável por uma diocese no interior da Bahia, dom Armando reconhece as dificuldades presentes onde há somente uma missa e de costume à noite. “A missa da noite do dia 24 abre para a celebração do Natal do Senhor, com a missa da noite de Natal. Nesse caso, aconselho os irmãos e as irmãs para que, se puderem, vivam com fé, em profunda oração o 4º domingo do Advento, esperando com Maria, e como Maria – ela é a protagonista do quarto domingo do Advento – esperando a chegada do Senhor”.

O presidente da Comissão para a Liturgia da CNBB convida para a vivência no espírito litúrgico do Advento, que abre para a acolhida do Natal do Senhor, e recorda o ensinamento do papa São João Paulo II, para quem a participação semanal na Eucaristia “‘deve ser uma exigência, mais do que uma obrigação’. Trata-se de uma espiritualidade litúrgica que deve informar e formar a vida toda do cristão”.

“Se é verdade que as duas celebrações – 4º domingo e Vigília de Natal – tem características próprias, leituras e uma liturgia própria, nos pedem de participar de ambas. Mas quem não puder, por motivo de alguma concreta dificuldade, eu insisto: viva com fé e alegria o dia de domingo com intensidade espiritual e em atitude de orante espera.”

Dom Armando finaliza lembrando a antífona da entrada da missa da Noite de Natal, que diz “alegremo-nos todos no Senhor, hoje nasceu o Salvador do mundo, desceu do céu a verdadeira paz” e deseja: “Que possamos nos dispor com intensa espiritualidade para acolher o Salvador do Mundo e a sua verdadeira paz”.

Por CNBB

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Como saber o que Deus quer para mim? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/como-saber-o-que-deus-quer-para-mim/ Tue, 24 Oct 2017 11:11:10 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49135 Não sei bem como lidar com a incerteza na minha própria vida. Como fazer para não temer diante do futuro incerto? Tenho medo de enfrentar o que eu não controlo. Não ser dono dos tempos. Nem do resultado de minhas apostas na vida.

Assusto-me ao ver que a paz e a guerra não dependem do desejo de meu coração. Não quero ser tomado pela raiva quando eu vislumbrar caminhos que não desejo. Nem que o medo me impeça de avançar quando tudo parecer difícil e incerto.

Não quero que o fim justifique os meios que eu emprego para alcançá-lo. Mesmo que o fim seja bom, às vezes os meios podem não ser tão bons quanto. Não quero me ofuscar por possuir o que desejo. Não quero que os sonhos e ideais que se apoderam de mim cheguem a tomar conta da minha alma. Não quero me confundir e pensar que o que eu consigo fazer é tudo o que eu posso e nada mais.

Não sei bem o que fazer quando as posições opostas se enfrentam sem um aparente caminho de saída. Tudo é escuro ao meu redor. Às vezes, há muita luz, muita esperança.

É verdade que eu não sei o que vai acontecer amanhã. Nem nos dias seguintes. Não sei bem qual é o desejo de Deus para a minha vida. Nem conheço seu desejo mais íntimo. Ele pronuncia esse desejo dentro de mim. Mas eu não ou ouço. Talvez o barulho do mundo me perturbe.

Seguindo os passos de São Ignácio, eu lia: “Busque a vontade de Deus. Uma proposta imensa e difícil. Você nunca se perguntou o que Deus quer de você? Nunca discutiu com alguém, enchendo-se de incerteza? Na vida, é conveniente buscar a vontade de Deus” [1].

Buscar o desejo de Deus quando tudo está cheio de dúvidas e medos. Buscar a vontade Dele quando eu pretendo seguir meus desejos sozinho. Buscar a vontade de Deus quando não controlo meus passos no meio da noite.

Como escolher o posicionamento correto? Como saber o que de verdade me convém? Não vou me equivocar e errar o caminho? E se eu fracassar em minhas opções de vida e perder amigos e entes queridos para a vida inteira?

Às vezes, só quero ter certeza do futuro. Temo tanto a morte. Tenho tanto medo de perder o que amo. A única coisa com que eu deveria me preocupar é viver o momento. Amar sem barreiras. Sonhar mais alto, com o bom, com o nobre, com o belo.

Mas, neste mundo inquieto e cheio de mudanças, não sei bem como fazer para escolher o posicionamento correto, o lado adequado, o lugar pacífico.  Uns me dizem para seguir um caminho. Outros me mostram o caminho oposto. Nos dois, há algo de verdadeiro. Nos dois, há algo de atrativo. Nos dois, há mentiras. Não sei como escolher o meu caminho.

Como fazer para encontrar meu caminho entre tantos possíveis? Como fazer para não errar meus passos, para não deixar feridos com minhas opções de vida? Há tantas incertezas neste caminho que fico andando de um lado para o outro!

Como saber o que Deus me pede? Como saber onde ele quer que eu entregue minhas forças? Como saber quando caminho segurando suas mãos?

Jesus passou pela Terra libertando os corações. Acolheu a todos. Buscaram enquadrá-lo em uma postura, em um grupo. Quiseram fazer dele o inimigo dos que eram contra. Quiseram que ele decidisse por um lado, sua posição. Mas Jesus veio para todos ou somente para alguns?

Jesus não se deixou enganar. Não caiu no jogo dos homens. Não se alinhou a alguns, deixando os outros. Isso sempre me impressiona.

Ele poderia ter optado pelos poderosos do mundo para impor seu reino. Poderia ter escolhido os mais sábios e os conhecedores da lei. Poderia ter se protegido. Mas não fez nada disso.

Não caiu no jogo dos enganos. Queriam sua ruína. Mas ele veio para salvar a todos. Os bons e os maus. Os puros e os impuros. Os de um lado e os de outro. Os que ninguém queria e os que todos amavam. Jesus se fez carne para todos. Alma de um mundo ferido. E quis amar os que o rejeitavam.

Seu imenso coração me mostra um caminho a seguir. Jesus foi um homem livre, que amou a todos. Sua liberdade estava no amor, não no ódio. Ele não defendeu sua postura com ódio. Não recorreu à violência para fazer vencer seus pontos de vista. Aquele que usa a violência perde a razão.

Tagore dizia: “A verdade não está do lado de quem grita mais”. Ele guardou silêncio. Outros gritavam. Jesus me mostrou como eu tenho que viver. Ele quer que eu ame até a morte. Quer que eu entregue meu coração e, ao mesmo tempo, viva livre para doar-me.

Ele quer que eu deixe tudo para seguir seus passos: “Jesus os convida a deixar a casa onde vivem, a família e as terras pertencentes ao grupo familiar. Não é fácil. A casa é tudo: refúgio afetivo, lugar de trabalho, símbolo da posição social. Desfazer uma casa é uma ofensa grave para a família e uma desonra para todos. Mas, sobretudo, significa lançar-se a uma insegurança total [2].

Jesus me convida a viver a incerteza dos caminhos, sem buscar segurança. Convida-me a não me alinhar com os poderosos, a não me esconder entre os que protegem meus passos. Ele me quer livre, sem ataduras, sem cordas. Assim quero viver. 

[1] José María Rodríguez Olaizola, Ignacio de Loyola, nunca solo

[2] José Antonio Pagola, Jesús, aproximación histórica

Por Padre Carlos Padilla via Aleteia

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Sexualidade, relacionamentos e vida de oração https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/sexualidade-relacionamentos-e-vida-de-oracao/ Mon, 31 Jul 2017 11:31:44 +0000 http://teste.toqueto.com/sexualidade-relacionamentos-e-vida-de-oracao.html Para cultivar a castidade, a pureza e a santidade, o alicerce da sua casa precisa ser a vida de oração, como uma planta que recebe da sua raiz vida, força e vigor. É importante entender o relacionamento de sexualidade, relacionamento e vida de oração.

Essa vida não acontece com uma oração, com um terço de vez em quando e indo à Missa somente aos domingos. Para homens e mulheres que assumem o compromisso de conversão, não é mais possível ir às Missas só aos domingos. Com a sede de Deus que temos, precisamos buscar outras oportunidades para receber o alimento que nos guarda e nos prepara para o céu: a Eucaristia.

A confissão precisa acontecer sempre que necessário. Depois que nos encontramos com Deus, não podemos continuar tendo ideias como: “Não vou me confessar, porque o padre é um pecador como eu”. O que importa é a graça que a Igreja concedeu àquele homem de Deus por meio do sacramento da ordem, dando-lhe, em nome de Deus e da Igreja, o poder para perdoar nossos pecados.

Durante algum tempo, levei minha vida confessando-me todo mês. Depois, vi que era hipocrisia da minha parte, pois deveria me confessar sempre que necessário, e não esperar completar um mês para fazê-lo.

Aprendi que aquele que se confessa o mesmo pecado várias vezes, há anos, não é um fraco, mas um lutador, que está aguentando firme. Continue confessando-se e recebendo a cura, a graça de que você precisa. Fraco é quem se afasta da confissão, porque não tem coragem suficiente para acusar-se diante de Deus, que é amor. Se não tomarmos cuidado, vamos levando nossa espiritualidade de qualquer jeito.

A necessidade de ter uma vida de oração

Inventamos mil motivos para não ter profundidade na nossa vida espiritual, que é, de fato, aquilo que nos dá sustento. A boa semente que recebemos precisa ser cuidada, e a primeira coisa a fazer é resolvermos nossa vida de oração.

Nossa vida de oração precisa ser crescente. Chega de altos e baixos! Precisamos decidir o que queremos fazer com o Deus da nossa vida.

Eu não durmo sem a Palavra de Deus, é uma regra para mim. Posso estar extremamente cansado, seja por qual for o motivo, na minha casa não tem cama sem Bíblia. A decisão de ter uma vida de oração muda radicalmente nossa vida.

Vida de oração

Não pense que já estamos suficientemente fortes para enfrentarmos esse mundo em que vivemos. Acredito na espiritualidade que nos faz crescer quando nos ensina a desligarmos a televisão e irmos para o quarto rezar com a Bíblia. Acredito na espiritualidade quando um amigo telefona e diz: “Vamos sair? Vai ter um programa legal! Depois dormimos na casa de um colega”, mas eu lhe digo: “Desculpe-me, mas não fiz meu estudo bíblico ainda. Podia até ir, mas pode deixar para a outra semana?”. Talvez possamos perder esse amigo, mas não acredito em nenhuma outra espiritualidade que não cresça dessa forma.

Deus toca naquilo que, de fato, nos faz felizes: nossa capacidade de amar. Você deve conhecer pessoas que possuem muito dinheiro, muitos bens, mas que não se tornaram amor, por isso são frustradas e infelizes. Deve conhecer também pessoas muito simples, algumas sem dinheiro, que tiveram uma vida pobre materialmente nem tiveram o que comer, mas foram muito amadas e são pessoas íntegras. Você deve conhecer muitas pessoas que conheceram o mundo inteiro, viajaram, falam cinco idiomas e conversam sobre muitos assuntos, mas que não possuem o brilho nos olhos nem o sorriso nos lábios. Essas pessoas não fizeram a experiência do amor.

Se você não teve muito afeto, gerando assim carências, e com isso aconteceram as experiências sexuais com pessoas do mesmo sexo, despertando em você esse interesse, saiba que a luta é grande. O mundo manda fazer sua opção, porque você é livre. É uma pressão enorme sobre sua pessoa. Mas, é preciso entender que sua íntima decisão de buscar a cura é fundamental. Não importa o fundo do poço no qual você se encontra é preciso decidir-se.

Não tenha medo e afaste-se das pessoas que alimentam em você todo e qualquer desregramento na sua afetividade e sexualidade. Sua luta será enorme, mas também assim será sua coroa.

Por Ricardo Sá (membro da Comunidade Canção Nova)

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