Espírito Santo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Espírito Santo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa: “O Espírito Santo é aquele que nos acompanha na vida, que nos sustenta” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-mundo/papa-o-espirito-santo-e-aquele-que-nos-acompanha-na-vida-que-nos-sustenta/ Tue, 11 Jun 2019 00:48:15 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55721 O Espírito Santo é o protagonista da passagem do Evangelho proposta na liturgia da missa, desta terça-feira, 28 de maio, celebrada pelo papa Francisco na Capela da Casa Santa Marta. “No discurso de despedida aos discípulos antes de subir ao Céus, Jesus”, disse o papa em sua homilia, “nos faz uma verdadeira catequese sobre o Espírito Santo”. Jesus nos explica quem ele é. Os discípulos ficaram tristes ao ouvir que Jesus os deixará e Jesus os repreende por isso. Francisco afirmou: “Não, a tristeza não é um comportamento cristão”. Mas como não ficar triste? “Contra a tristeza, na oração, pedimos ao Senhor para que guarde em nós a juventude renovada do espírito”. Aqui, entra em jogo o Espírito Santo porque é Ele que faz com que haja em nós essa juventude que nos renova sempre.

O coração do cristão é jovem

O papa citou uma santa que dizia: “Um santo triste é um triste santo”. “Portanto, um cristão triste é um triste cristão e isso não é bom. A tristeza não entra no coração do cristão, porque ele é jovem”, prosseguiu Francisco. O Espírito Santo é aquele que nos torna capazes de carregar as cruzes. O Pontífice citou o exemplo de Paulo e Silas que na prisão cantavam hinos a Deus, conforme a primeira leitura de hoje, extraída do Livro dos Atos dos Apóstolos.

O Espírito Santo renova todas as coisas. “O Espírito Santo é aquele que nos acompanha na vida, que nos sustenta. É o Paráclito”, frisou o papa. “Mas que nome estranho”, disse Francisco, recordando que numa missa para crianças, num domingo de Pentecostes, ele perguntou se elas sabiam quem fosse o Espírito Santo. E um menino lhe respondeu: o paralítico.

Muitas vezes nós pensamos que o Espírito Santo é um paralítico, que não faz nada… Pelo contrário, é aquele que nos sustenta. Paráclito: a palavra paráclito significa “aquele que está ao meu lado para me apoiar”, para que eu não caia, para que eu vá adiante, para que eu conserve essa juventude do Espírito. O cristão é sempre jovem: sempre. Quando o coração do cristão começa a envelhecer, a sua vocação de cristão começa a diminuir. Ou você é jovem de coração e de alma ou você não é cristão.

Diálogo cotidiano com o Espírito

Francisco prosseguiu, dizendo que na vida haverá dor. Paulo e Silas foram acoitados e sofreram, “mas estavam cheios de alegria, cantavam…”. Isso é juventude. Uma juventude que faz você olhar sempre a esperança. É isso, avante! Mas, para ter essa juventude é necessário um diálogo cotidiano com o Espírito Santo, que está sempre ao nosso lado. É o grande presente que Jesus nos deixou: esse apoio, o que faz a gente seguir em frente.

O pecado envelhece a alma

Mesmo que sejamos pecadores, o Espírito nos ajuda a nos arrepender e nos faz olhar para frente. “Fale com o Espírito”, disse o papa. “Ele apoiará você e lhe dará novamente a juventude”. O pecado, por outro lado, envelhece: “Envelhece a alma, envelhece tudo”. Francisco sublinhou ainda: “Jamais esta tristeza pagã”. Na vida há momentos difíceis, mas nesses momentos “sentimos que o Espírito nos ajuda a ir em frente (…) e a superar as dificuldades. Até mesmo o martírio”. E o papa concluiu: Peçamos ao Senhor para não perder esta juventude renovada, para não ser cristãos aposentados que perderam a alegria e se deixam conduzir… O cristão nunca se aposenta, o cristão vive, vive porque é jovem, quando é cristão verdadeiro.

Solenidade de Pentecostes

Na Solenidade de Pentecostes, 09 de junho, o papa Francisco presidiu a Celebração Eucarística na Praça São Pedro, na presença de milhares de peregrinos. Confira sua homilia na íntegra.

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Reflexão para o Domingo de Pentecostes https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/reflexao-para-o-domingo-de-pentecostes/ Sun, 20 May 2018 13:13:01 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=52390 O autor do Evangelho deste domingo, João Evangelista, nos diz que a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos se deu no dia de Páscoa.

Ele deseja fazer-nos compreender que o Espírito que conduziu Jesus para sua missão de salvar a Humanidade é o mesmo que agora conduz a Igreja, comunidade dos seguidores de Jesus, na continuidade da mesma missão. A Igreja torna presente, na História, o Cristo Redentor.

Quando os discípulos, à tarde do primeiro dia da semana, estão reunidos o Senhor aparece no meio deles e lhes comunica a paz. Mostra-lhes os sinais de seus sofrimentos para lhes dizer que, apesar de seu aspecto glorioso, a memória da paixão não poderá ser deixada de lado, que a glória veio através da cruz.

Estamos no primeiro dia da semana, não nos esqueçamos. Exatamente com esse sentido do novo, do novo pós pascal, isto é, do novo eterno, que não caduca, que não envelhece, Jesus faz a nova criação soprando o Espírito sobre seus seguidores. É uma referência à criação do homem, relatada no cap. 2º, vers. 7 do Gênesis, quando diz que Deus insuflou em suas narinas o hálito de vida e o homem passou a viver. No relato desse fato na tarde pascal, temos a criação da Comunidade Cristã.

A missão é dada logo em seguida: perdoar os pecados e até retê-los, se for o caso. Pecado é aquilo que impede a realização do projeto do Pai, que é a felicidade do ser humano. Ora, perdoar os pecados significa lutar para que os planos de Deus cheguem à sua concretização e, evidentemente, devolvendo àquele que está arrependido de suas ações contrárias a esse plano, a reconciliação.

Pelo batismo e pela crisma fazemos parte dessa comunidade que deve continuar a missão redentora de Jesus. Que honra!

Que nossas ações, seja na família, no trabalho ou no meio dos amigos, colaborem com a alegria e felicidade daqueles que nos cercam. Assim estaremos dando glória a Deus, pois a glória de Deus é a felicidade do homem.

Padre César Augusto – Cidade do Vaticano

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Papa: o Espírito cria a verdadeira unidade, a unidade na diferença https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-o-espirito-cria-a-verdadeira-unidade-a-unidade-na-diferenca/ Mon, 05 Jun 2017 07:49:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46612 O Papa Francisco presidiu ontem, domingo, 04, na Praça São Pedro a Santa Missa pela Solenidade de Pentecostes. Eis sua homilia na íntegra:

“Chega hoje ao seu termo o tempo de Páscoa, desde a Ressurreição de Jesus até ao Pentecostes: cinquenta dias caracterizados de modo especial pela presença do Espírito Santo. De fato, o Dom pascal por excelência é Ele: o Espírito criador, que não cessa de realizar coisas novas. As Leituras de hoje mostram-nos duas novidades: na primeira, o Espírito faz dos discípulos um povo novo; no Evangelho, cria nos discípulos um coração novo.

Um povo novo. No dia de Pentecostes o Espírito desceu do céu em «línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas» (At 2, 3-4). Com estas palavras, é descrita a ação do Espírito: primeiro, pousa sobre cada um e, depois, põe a todos em comunicação. A cada um dá um dom e reúne a todos na unidade. Por outras palavras, o mesmo Espírito cria a diversidade e a unidade e, assim, molda um povo novo, diversificado e unido: a Igreja universal. Em primeiro lugar, com fantasia e imprevisibilidade, cria a diversidade; com efeito, em cada época, faz florescer carismas novos e variados. Depois, o mesmo Espírito realiza a unidade: liga, reúne, recompõe a harmonia. «Com a sua presença e ação, congrega na unidade espíritos que, entre si, são distintos e separados» (CIRILO DE ALEXANDRIA, Comentário ao Evangelho de João, XI, 11). E desta forma temos a unidade verdadeira, a unidade segundo Deus, que não é uniformidade, mas unidade na diferença.

Para se conseguir isso, ajuda-nos o evitar duas tentações frequentes. A primeira é procurar a diversidade sem a unidade. Sucede quando se quer distinguir, quando se formam coligações e partidos, quando se obstina em posições excludentes, quando se fecha nos próprios particularismos, porventura considerando-se os melhores ou aqueles que têm sempre razão. Desta maneira escolhe-se a parte, não o todo, pertencer primeiro a isto ou àquilo e só depois à Igreja; tornam-se «adeptos» em vez de irmãos e irmãs no mesmo Espírito; cristãos «de direita ou de esquerda» antes de o ser de Jesus; inflexíveis guardiães do passado ou vanguardistas do futuro em vez de filhos humildes e agradecidos da Igreja. Assim, temos a diversidade sem a unidade. Por sua vez, a tentação oposta é procurar a unidade sem a diversidade. Mas, deste modo, a unidade torna-se uniformidade, obrigação de fazer tudo juntos e tudo igual, de pensar todos sempre do mesmo modo. Assim, a unidade acaba por ser homologação, e já não há liberdade. Ora, como diz São Paulo, «onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade» (2 Cor 3, 17).

Então a nossa oração ao Espírito Santo é pedir a graça de acolhermos a sua unidade, um olhar que, independentemente das preferências pessoais, abraça e ama a sua Igreja, a nossa Igreja; pedir a graça de nos preocuparmos com a unidade entre todos, de anular as murmurações que semeiam cizânia e as invejas que envenenam, porque ser homens e mulheres de Igreja significa ser homens e mulheres de comunhão; é pedir também um coração que sinta a Igreja como nossa Mãe e nossa casa: a casa acolhedora e aberta, onde se partilha a alegria multiforme do Espírito Santo.

E passemos agora à segunda novidade: um coração novo. Quando Jesus ressuscitado aparece pela primeira vez aos seus, diz-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados» (Jo 20, 22-23). Jesus não condenou os seus, que O abandonaram e renegaram durante a Paixão, mas dá-lhes o Espírito do perdão. O Espírito é o primeiro dom do Ressuscitado, tendo sido dado, antes de mais nada, para perdoar os pecados. Eis o início da Igreja, eis a cola que nos mantém unidos, o cimento que une os tijolos da casa: o perdão. Com efeito, o perdão é o dom elevado à potência infinita, é o amor maior, aquele que mantém unido não obstante tudo, que impede de soçobrar, que reforça e solidifica. O perdão liberta o coração e permite recomeçar: o perdão dá esperança; sem perdão, não se edifica a Igreja.

O Espírito do perdão, que tudo resolve na concórdia, impele-nos a recusar outros caminhos: os caminhos apressados de quem julga, os caminhos sem saída de quem fecha todas as portas, os caminhos de sentido único de quem critica os outros. Ao contrário, o Espírito exorta-nos a percorrer o caminho com duplo sentido do perdão recebido e dado, da misericórdia divina que se faz amor ao próximo, da caridade como «único critério segundo o qual tudo deve ser feito ou deixado de fazer, alterado ou não» (ISAAC DA ESTRELA, Discurso 31). Peçamos a graça de tornar o rosto da nossa Mãe Igreja cada vez mais belo, renovando-nos com o perdão e corrigindo-nos a nós mesmos: só então poderemos corrigir os outros na caridade.

Peçamos ao Espírito Santo, fogo de amor que arde na Igreja e dentro de nós, embora muitas vezes o cubramos com a cinza das nossas culpas: «Espírito de Deus, Senhor que estais no meu coração e no coração da Igreja, Vós que fazeis avançar a Igreja, moldando-a na diversidade, vinde! Precisamos de Vós, como de água, para viver: continuai a descer sobre nós e ensinai-nos a unidade, renovai os nossos corações e ensinai-nos a amar como Vós nos amais, a perdoar como Vós nos perdoais. Amém»”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Arcebispo de Brasília e presidente da CNBB reflete sobre Pentecostes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/arcebispo-de-brasilia-e-presidente-da-cnbb-reflete-sobre-pentecostes/ Fri, 02 Jun 2017 16:11:12 +0000 http://teste.toqueto.com/arcebispo-de-brasilia-e-presidente-da-cnbb-reflete-sobre-pentecostes.html O Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua coluna “Voz do Pastor” faz reflexão sobre a Festa de Pentecostes. Para ele, ”com esta solenidade, concluímos o Tempo Pascal, suplicando a presença do Espírito Santo em nossa vida e na vida da Igreja”.

O Tempo Pascal do qual fala o arcebispo é um dos seis – sendo que o Tempo Comum está dividido em duas partes –  grandes períodos que compõem o Ano Litúrgico. Segundo o professor de Liturgia, Adolf Adan, por meio do Ano Litúrgico, que não coincide com o ano civil, “o povo cristão revive anualmente todo o Mistério da Salvação centrado na Pessoa de Jesus, o Messias”. Ele começa e termina quatro semanas antes do Natal, cumprindo sempre três ciclos no quais um dos três evangelhos chamados de “sinóticos”, isto é, Mateus, Marcos e Lucas, tem predominância nas leituras feitas nas comunidades. No primeiro ciclo, ou Ano A, predomina a leitura do Evangelho de São Mateus; no Ano B, o Evangelho de São Marcos e no Ano C, o Evangelho de São Lucas.

No texto sobre a Festa de Pentecostes, dom Sérgio também lembra que a solenidade também é ocasião para se encerrar a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, celebrada em todo o Brasil, cujo tema, neste ano, foi “Reconciliação: É o amor de Cristo que nos move”. Segundo dom Francisco Biasin, presidente da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e Diálogo Interreligioso da CNBB, essa iniciativa de uma semana dedicada à oração pela unidade daqueles que acreditam em Cristo se deve ao fato de que “a oração é a característica marcante do ‘ecumenismo espiritual’, pois a unidade não é uma conquista nossa, mas um dom de Deus dado à sua Igreja”.

Dom Sérgio lembra às comunidades de Brasília que leem sua coluna no folheto litúrgico “povo de Deus”, distribuído, semanalmente para todas paróquias da arquidiocese de Brasília: “nós cremos no Espírito Santo ‘que procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado’, conforme rezamos no ‘Creio’ (Credo Niceno-Constantinopolitano). Nós cremos no Espírito da Verdade, o Defensor, o Consolador (Jo 14,26), que nos ilumina e fortalece na vivência e no testemunho da Palavra de Jesus. Por isso, confiantes, suplicamos a sua presença, nesta solenidade, e a cada dia”.

O Cardeal ainda considera o conjunto das leituras do domingo de Pentecostes quando reforça: “a Liturgia da Palavra nos fala da ação do Espírito Santo. Os Atos dos Apóstolos mostra o Espírito iluminando e animando os discípulos na missão, unindo os que falavam línguas diferentes e fazendo-os compreender a pregação dos Apóstolos, ‘pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua’ (At 2,8). A unidade das diferentes línguas, dom do Espírito, se contrapõe à divisão ocorrida em Babel.  São Paulo também se refere à ação do Espírito, que se manifesta na diversidade de dons e ministérios, ‘em vista do bem comum’ (1Cor 12, 5-6), motivando os cristãos a viverem unidos”.

Sobre o evangelho proclamado no dia, dom Sergio diz: “O Evangelho segundo João, ao relacionar o dom do Espírito ao Senhor Ressuscitado, destaca o perdão e a paz, assim como o envio missionário. ‘Como o Pai me enviou, também eu vos envio’ (Jo 20,21), afirma Jesus. O Espírito do perdão e da paz nos une para que possamos cumprir a missão de testemunhar o Evangelho. Hoje, ainda mais, o testemunho da unidade torna-se necessário para que o mundo creia”.

No final do texto, o cardeal lembrou o aniversário de outro cardeal brasileiro, o arcebispo emérito de Brasília: “unidos como Igreja, em Brasília, vamos celebrar com alegria, gratidão e louvor a Deus, o Jubileu de Ouro Episcopal do Cardeal Dom Falcão, dia 10 de junho, às 10:00 h, na Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida”.

Por CNBB

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É tempo de clamar o Espírito Santo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/e-tempo-de-clamar-o-espirito-santo/ Fri, 02 Jun 2017 10:26:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46590 No alto da Cruz, quando Jesus morreu, entregou o “Espírito”. Não é apenas uma citação de um salmo, mas a realidade da entrega do Espírito à Igreja nascente do lado de Cristo, fonte de graça e vida para todos. No dia da Ressurreição, aparecendo aos seus discípulos, soprou sobre eles e lhes concedeu o Dom do Espírito Santo, garantia da Paz e do Perdão, do qual são portadores, para levar ao mundo inteiro. Na manhã gloriosa do Pentecostes, o vento impetuoso e as línguas de fogo, o assombro da multidão e o anúncio de Jesus Cristo, quando todos os presentes em Jerusalém os entendem, tudo expressa, na “inauguração” da Igreja, o tempo novo que se inicia, o tempo do Espírito, que se estende até a vinda gloriosa do Senhor, no fim dos tempos, para julgar os vivos e os mortos! É o Mistério Pascal que se realiza e a Igreja, nos últimos cinquenta dias, conduziu-nos, como mãe pressurosa, a viver cada uma das etapas do único e mesmo mistério. Podemos até unir, como numa única palavra, Morte-Ressurreição-Ascensão-Pentecostes!

E o Espírito Santo continua a conduzir a Igreja. Vêm dele os carismas, ministérios e serviços suscitados no correr dos séculos. Prova disso é o fato de que a Igreja sempre foi inspirada a encontrar os caminhos da caridade, para chegar a todos os recantos e aos corações, com a criatividade que caracteriza seu serviço à humanidade.

Os dons do Espírito Santo

Do Espírito Santo esperamos receber os dons, que nos fazem viver de forma divina a nossa vida nesta terra: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus! De sua presença esperamos os frutos: “amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5, 22-23).

O Espírito Santo conduz a Igreja, mantendo-a fiel à verdade, sustentando-a para que as portas do inferno não prevaleçam. Todas as crises devidas à condição humana de seus membros, que sabemos ser pecadores, têm sido superadas. Basta recordar os grandes Concílios, com os quais a Igreja buscou com sinceridade a verdade, para anunciá-la corajosamente.

É o Espírito Santo que dá aos cristãos a disposição para o testemunho de Jesus, fecunda uma vida santa nos filhos da Igreja. Ele foi e é o sustento dos mártires, para a audácia do derramamento do próprio sangue pelo nome de Jesus Cristo.

É o Espírito Santo que nos faz proclamar que Deus é Pai – Abba, é ele que nos possibilita reconhecer Jesus como Senhor, é o Espírito Santo que reza em nós! “O Espírito vem em socorro de nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito, pois é de acordo com Deus que ele intercede em favor dos santos” (Rm 8, 26-27).

O condutor dos cristãos

O Espírito Santo age na Igreja, conduzindo os cristãos das várias confissões na estrada exigente a maravilhosa da unidade, a ser buscada com afinco por todos os que professam Jesus como Senhor. Este é o sentido da Semana de Orações pela Unidade dos Cristãos, com o tema “Reconciliação” e o lema “É o amor de Cristo que nos move” (Cf. 2 Cor 5, 14-20). Junto com outros cristãos, queremos refletir também sobre os quinhentos anos da Reforma. E o Papa faz inúmeros gestos de aproximação com irmãos e irmãs de outras Igrejas. Na Vigília de Pentecostes, neste Sábado, tenho a alegria de estar com o Santo Padre na Vigília Ecumênica de Oração, em Roma, a se realizar no “Circo Máximo”, um dos lugares históricos do martírio dos cristãos dos primeiros séculos.

O quadro conflitivo em que nossa sociedade se encontra é um grito à unidade dos cristãos. Cabe-nos oferecer ao mundo o testemunho do amor mútuo, superando preconceitos, medos, agressividade, lutas estéreis que só escandalizam as pessoas. Vale buscar o que nos une, que certamente é muito maior do que os eventuais motivos de separação. E podemos começar pelas pessoas mais próximas, estendendo os braços para a reconciliação, valorizando o testemunho de pessoas que fazem parte de outras confissões cristãs, colocando-nos juntos em oração, pedindo os dons do Espírito Santo.

Mais ainda, o Espírito Santo conduz todos os homens e mulheres de todos os tempos na busca da verdade. É ele que planta as Sementes do Verbo de Deus por toda parte, fazendo com que os cristãos abram os seus olhos e seus corações, para identificar e valorizar o bem que é feito, onde quer que esteja!

Oração

Esta é uma ocasião privilegiada para convidar à oração confiante:

Oh vinde, Espírito Criador, as nossas almas visitai, e enchei os nossos corações
com vossos dons celestiais.
Vós sois chamado o Intercessor, do Deus excelso o dom sem par, a fonte viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar.
Sois doador dos sete dons, e sois poder na mão do Pai, por ele prometido a nós,
por nós seus feitos proclamais.
A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor, nossa fraqueza encorajai,
qual força eterna e protetor.
Nosso inimigo repeli, e concedei-nos vossa paz; se pela graça nos guiais,
o mal deixamos para trás.
Ao Pai e ao Filho Salvador por vós possamos conhecer. Que procedeis do seu amor fazei-nos sempre firmes crer.

Vinde, Espírito Santo!

Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo da Arquidiocese de Belém – PA

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Papa na Audiência: cristãos sejam semeadores de esperança https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-na-audiencia-cristaos-sejam-semeadores-de-esperanca/ Wed, 31 May 2017 12:59:26 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-na-audiencia-cristaos-sejam-semeadores-de-esperanca.html O Papa recebeu na manhã desta quarta-feira (31/5) na Praça São Pedro, os peregrinos e fiéis, provenientes de diversas partes do mundo, para a tradicional Audiência Geral.

Em sua catequese semanal, Francisco falou sobre a iminente Solenidade de Pentecostes, que a Igreja celebra no próximo domingo, 4 de junho.

Ao aproximar-se desta Solenidade o Papa refletiu sobre a relação entre a esperança cristã e o Espírito Santo. Na Carta aos Hebreus, a esperança é comparada a uma âncora, pois dá segurança e estabilidade à “barca” da nossa vida em meio às ondas turbulentas.

A esperança – disse o Pontífice – é semelhante a uma vela, que recebe o “vento” do Espírito Santo, converte-o em força e nos impele a atravessar o oceano da existência.

O Espírito Santo faz com que vivamos cheios de esperança, sem nunca desanimar, “esperando contra toda a esperança”. A esperança não decepciona porque o amor de Deus encheu os nossos corações de esperança.

Por isso, o Papa convidou todos os presentes a “ser semeadores de esperança. Um cristão pode semear amarguras, perplexidades, mas este modo de agir não é cristão:

“O cristão semeia esperança, semeia o óleo da esperança, semeia o perfume da esperança e não o vinagre da amargura e da desesperança”. 

Francisco concluiu sua catequese exortando os fiéis a serem outros paráclitos, ou seja, consoladores e defensores dos nossos irmãos, sobretudo dos pobres, excluídos e não amados: defensores da criação.

A seguir, o Papa passou a cumprimentar os diversos grupos de peregrinos presentes na Praça São Pedro. Eis a saudação que dirigiu aos fiéis de língua portuguesa:

“Saúdo cordialmente todos os peregrinos de língua portuguesa, de modo particular os fiéis de Angola, Sendim, Serrinha, Florianópolis e Minas Gerais. Queridos amigos, nestes dias de preparação para a festa de Pentecostes, peçamos ao Senhor que derrame, abundantemente, sobre nós os dons do seu Espírito, para que possamos ser testemunhas de Jesus até aos confins da terra. Obrigado pela sua presença.”

Ao término da sua catequese, o Papa concedeu a todos a sua Bênção apostólica.

Por Rádio Vaticano

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Papa: aprender a ouvir o Espírito antes de tomar decisões https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-aprender-a-ouvir-o-espirito-antes-de-tomar-decisoes/ Mon, 29 May 2017 13:44:35 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-aprender-a-ouvir-o-espirito-antes-de-tomar-decisoes.html É preciso deixar-se interpelar pelo Espírito Santo, apender a ouvi-lo antes de tomar decisões. Esta foi a exortação que o Papa Francisco dirigiu aos fiéis na homilia da Missa desta segunda-feira, 29, na capela da Casa Santa Marta.

Nesta semana que antecede Pentecostes, afirmou o Papa, a Igreja pede que rezemos para que o Espírito venha no coração, na paróquia, na comunidade. Francisco inspirou-se na Primeira Leitura, que poderíamos chamar de “Pentecostes de Éfeso”. De fato, a comunidade de Éfeso tinha recebido a fé, mas não sabia nem mesmo que existia o Espírito Santo. Eram “pessoas boas, de fé”, mas não conheciam este dom do Pai. Depois, Paulo impôs as mãos sobre eles, desceu o Espírito Santo e começaram a falar em línguas.

O Espírito Santo move o coração

O Espírito Santo, de fato, move o coração, como se lê nos Evangelhos, onde tantas pessoas – Nicodemos, a samaritana, a pecadora – são impulsionados a se aproximar de Jesus justamente pelo Espírito Santo. O Pontífice então convidou a nos questionar qual o lugar que o Espírito Santo tem em nossa vida:

“Eu sou capaz de ouvi-lo? Eu sou capaz de pedir inspiração antes de tomar uma decisão ou dizer uma palavra ou fazer algo? Ou o meu coração está tranquilo, sem emoções, um coração fixo? Certos corações, se nós fizéssemos um eletrocardiograma espiritual, o resultado seria linear, sem emoções. Também nos Evangelhos há essas pessoas, pensemos nos doutores da lei: acreditavam em Deus, todos sabiam os mandamentos, mas o coração estava fechado, parado, não se deixavam inquietar”.

Não à fé ideológica

A exortação central do papa, portanto, é deixar-se inquietar, isto é, interpelar pelo Espírito Santo que faz discernir e não ter uma fé ideológica:

“Deixar-se inquietar pelo Espírito Santo: “Eh, ouvi isso… Mas, padre, isso é sentimentalismo?” – “Pode ser, mas não. Se você for pela estrada justa não é sentimentalismo”. “Senti a vontade de fazer isso, de visitar aquele doente ou mudar de vida ou abandonar isso …”. Sentir e discernir: discernir o que sente o meu coração, porque o Espírito Santo é o mestre do discernimento. Uma pessoa que não tem esses movimentos no coração, que não discerne o que acontece, é uma pessoa que tem uma fé fria, uma fé ideológica. A sua fé é uma ideologia, é isso”.

Interrogar-se sobre a relação com o Espírito Santo

Este era o “drama” daqueles doutores da lei que eram contrários a Jesus. O Papa exortou a se interrogar sobre a própria relação com o Espírito Santo:

“Peço que me guie pelo caminho que devo escolher na minha vida e também todos os dias? Peço que me dê a graça de distinguir o bom do menos bom? Porque o bem do mal se distingue logo. Mas há aquele mal escondido, que é o menos bom, mas esconde o mal. Peço essa graça? Esta pergunta eu gostaria de semeá-la hoje no coração de vocês.”

Portanto, é preciso se interrogar se temos um coração irrequieto porque movido pelo Espírito Santo ou se fazemos somente “cálculos com a mente” . No Apocalipse, o apóstolo João inicia convidando as “sete Igrejas” – as sete dioceses daquele tempo, disse o Papa Francisco – a ouvir o que o Espírito Santo lhes diz. “Peçamos também nós esta graça de ouvir o que o Espírito diz à nossa Igreja, à nossa comunidade, à nossa paróquia, à nossa família e cada um de nós, a graça de aprender esta linguagem de ouvir o Espírito Santo”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Papa: abrir o coração ao Espírito Santo para testemunhar Jesus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-abrir-o-coracao-ao-espirito-santo-para-testemunhar-jesus/ Mon, 22 May 2017 13:09:44 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-abrir-o-coracao-ao-espirito-santo-para-testemunhar-jesus.html Somente o Espírito Santo nos ensina a dizer: “Jesus é o Senhor”. Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa matutina (22/05) na Casa Santa Marta. O Pontífice destacou que devemos abrir o coração para ouvir o Espírito Santo e, assim, poder testemunhar Jesus Cristo.

Francisco desenvolveu sua homilia a partir do longo discurso de Jesus aos seus discípulos na Última Ceia. O Papa falou de modo especial sobre o Paráclito, o Espírito Santo, que – observou – nos acompanha e “nos dá a segurança de sermos salvos por Jesus”. O Espírito Santo é o Defensor enviado por Jesus para nos defender diante do Pai.

O Espírito Santo, companheiro de caminhada da Igreja

Francisco recordou que é o Espírito Santo que nos ensina a dizer: ‘Jesus é o Senhor”:

“Sem o Espírito, nenhum de nós é capaz de dizer, ouvir e viver Jesus. Em outras partes deste longo discurso, Jesus diz do Espírito: ‘Ele os conduzirá à plena Verdade’, nos acompanhará rumo à plena Verdade. ‘Ele lhes fará lembrar de todas as coisas que eu disse; lhes ensinará tudo’. Isto é, o Espírito Santo é o companheiro de caminhada de todo cristão, é o também o companheiro de caminhada da Igreja. E este é o dom que Jesus nos dá”.

Abrir o coração ao Espírito Santo para que possa entrar

O Espírito Santo, disse, é “um dom: o grande dom de Jesus”, “aquele que não nos deixa errar”. Mas onde mora o Espírito?, perguntou o Papa. Na Primeira Leitura, extraída dos Atos dos Apóstolos, encontramos a figura de Lídia, “comerciante de púrpura”, alguém que “sabia fazer as coisas”, a quem “o Senhor abriu o coração para aderir à Palavra de Deus”:

“O Senhor abriu o seu coração para que o Espírito Santo entrasse e ela se tornasse discípula. É justamente no coração que levamos o Espírito Santo. A Igreja o chama como ‘o doce hóspede do coração’: está aqui. Mas num coração fechado ele não pode entrar. ‘Ah, então onde se compram as chaves para abrir o coração?’. Não: também este é um dom. É um dom de Deus. ‘Senhor, abra-me o coração para que entre o Espírito e me faça entender que Jesus é o Senhor’”.

O Papa reiterou que esta é uma oração que devemos fazer nesses dias: “Senhor, abra-me o coração para que eu possa entender aquilo que Tu nos ensinaste. Para que eu possa recordar as Tuas palavras. Para que eu chegue à plena verdade”.

Abrir realmente o coração

Portanto, coração aberto “para que o Espírito entre, e nós, ouvir o Espírito”. Dessas duas Leituras é possível fazer duas perguntas:

“Primeira: eu peço ao Senhor a graça de ter um coração aberto? Segunda pergunta: eu busco ouvir o Espírito Santo, as suas inspirações, as coisas que Ele diz ao meu coração para que eu prossiga na vida cristã, e possa testemunhar também eu que Jesus é o Senhor? Pensem nessas duas coisas hoje: o meu coração está aberto e eu faço o esforço de ouvir o que o Espírito de me diz. E assim iremos avante na vida cristã e daremos também nós testemunho de Jesus Cristo.”

Por Rádio Vaticano

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Papa: não resistir ao Espírito Santo, acolher surpresas de Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-nao-resistir-ao-espirito-santo-acolher-surpresas-de-deus/ Mon, 08 May 2017 12:41:30 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-nao-resistir-ao-espirito-santo-acolher-surpresas-de-deus.html O Papa Francisco celebrou a missa matutina, nesta segunda-feira (08/05), na Casa Santa Marta. Em sua homilia, ressaltou que o “Espírito Santo movimenta a Igreja e faz a comunidade cristã se mover”.

Segundo o Santo Padre, esta verdade nós a encontramos em particular na primeira leitura do dia extraída dos Atos dos Apóstolos. 

O Espírito Santo realiza milagres, coisas novas e “alguns certamente tinham medo dessa novidade da Igreja”: 

“O Espírito é o dom de Deus, desse Deus, nosso Pai, que sempre nos surpreende. O Deus das surpresas. Por que? Porque é um Deus vivo, um Deus que habita em nós, um Deus que move o nosso coração, um Deus que está na Igreja, caminha conosco e neste caminhar nos surpreende sempre. Assim como Ele teve a criatividade de criar o mundo, o Deus que nos surpreende tem a criatividade de criar coisas novas todos os dias.”

Isso pode criar “dificuldade” como acontece a Pedro que foi contestado pelos outros discípulos quando souberam que “também os pagãos tinham acolhido a Palavra de Deus”. Para eles, Pedro tinha exagerado e o repreenderam porque, segundo eles, era um “escândalo”. E disseram a Pedro: “Você, pedra da Igreja! Para aonde quer nos levar?”

Pedro fala de sua visão, “um sinal de Deus” que lhe faz “tomar uma decisão corajosa”. “Pedro, reiterou o Papa, “é capaz de acolher a novidade de Deus”. Diante de muitas surpresas do Senhor, “os Apóstolos devem se reunir, discutir e chegar a um acordo” para dar “o passo adiante que o Senhor deseja”: 

“Sempre, desde os tempos dos profetas até hoje, existe o pecado de resistir ao Espírito Santo: a resistência ao Espírito. Este é o pecado repreendido por Estevão aos membros do Sinédrio: ‘Vocês e seus pais resistiram sempre ao Espírito Santo’. A resistência ao Espírito Santo. Não. Sempre foi feito assim e deve ser feito assim. Não venha com essas novidades, Pedro! Fique tranquilo. Tome um ansiolítico para acalmar os nervos. Fique tranquilo! É o fechar-se para a voz de Deus. O Senhor, no Salmo, fala ao seu povo: ‘Não endureça o seu coração como os seus pais.” 

O Senhor, afirmou o Papa referindo-se ao Evangelho do dia sobre o Bom Pastor, nos pede sempre para não endurecer o nosso coração. “O que o Senhor deseja é que existam outros povos”, outros rebanhos, “mas haverá um só rebanho e um só pastor”. Os que eram julgados pagãos, condenados, quando aceitavam a fé eram considerados “fiéis de segunda categoria: ninguém dizia, mas de fato era assim”: 

“O fechamento, a resistência ao Espírito Santo, aquela frase que fecha sempre, que bloqueia a pessoa: sempre foi feito assim. Isso mata. Isso mata a liberdade, mata a alegria, mata a fidelidade ao Espírito Santo que sempre age na frente fazendo a Igreja progredir. Mas, como eu posso saber se algo é do Espírito Santo ou da mundanidade, do espírito do mundo, ou do espírito do diabo? Como posso? E preciso pedir a graça do discernimento. O instrumento que o Espírito nos dá é o discernimento. Discernir, em todo caso, como se deve fazer. Foi o que fizeram os Apóstolos: se reuniram, falaram e viram qual era o caminho do Espírito Santo. Ao contrário, os que não tinham esse dom ou não tinham rezado pedindo esse dom, permaneceram fechados e inertes.” 

Nós cristãos devemos entre as muitas novidades “saber discernir, discernir uma coisa da outra, discernir qual é a novidade, o vinho novo que vem de Deus, qual é a novidade que vem do espírito do mundo e qual é a novidade que vem do diabo”. 

“A fé nunca muda. A fé é a mesma, porém, em movimento, cresce e se expande”. Recordando um monge dos primeiros séculos, São Vicente de Lerino, o Papa sublinhou que “as verdades da Igreja vão adiante: se consolidam com os anos, se desenvolvem com o tempo, se aprofundam com a idade, para que sejam mais fortes com o tempo, com os anos, se expandam com o tempo e sejam mais elevadas com a idade da Igreja”. 

“Peçamos ao Senhor a graça do discernimento para não errar o caminho e não cair na inércia, na rigidez e no fechamento do coração”, concluiu o Papa.

Por Rádio Vaticano

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Fé: receita certa para vencer as tribulações https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/fe-receita-certa-para-vencer-as-tribulacoes/ Wed, 03 May 2017 11:09:57 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46031 Vida cristã é muito mais que prazer. Experiência de Deus é você não mais saber quem você é, mas recordar quem é Jesus em você. Há tantos de nós intoxicados pela vida, pela palavra do outro! Quantas vezes você não fez a experiência de chegar a um lugar e adoecer?

A grande artimanha do diabo é minar nossa saúde espiritual, colocar desânimo na nossa vida de oração. Há pessoas que se amarguram por não ter dado conta da vida inteira, mas não fizeram sua parte no milagre.

O mar da vida nos torna vítimas

Se nós tivéssemos a possibilidade de analisar nosso espírito hoje, ainda veríamos que permanecemos tão secos e paralisados nos nossos medos. Quer dar força ao inimigo? Tenha medo. O seu medo o faz entregar-se a ele. Muitas vezes, o mar da vida nos torna vítimas. Quantas pessoas são vítimas daqueles que estão ao lado delas! Coração que não faz a experiência de mergulhar no Espírito Santo sempre será vítima do inimigo.

“Eu não dou conta”. Para essa frase não precisa de esforço; e cada vez que dizemos isso, perdemos o movimento das águas e a chance de atravessar o mar. Tornamo-nos vítimas, porque perdemos a chance de dizer: “eu não aceito”. Tenha a coragem de dizer: “Esse mar não mais irá me afogar”.

Postura de guerreiro

O que faz um homem ser de fé é a resposta que dá diante da insegurança – isso é Cristianismo. Não é uma postura angelical, é uma forma de se tornar guerreiro, soldado. Coragem! Vitória é o que Deus quer celebrar na nossa vida por meio da fé.

Quando você tiver a coragem de colocar o pé na água, você já poderá sorrir, porque seu inimigo tem os “pés de barro” e, nas águas do Espírito Santo, ele irá se afogar. A única forma de você vencer o mal é colocar os pés onde ele não pode estar.

Por Pe. Fábio de Mello, via Canção Nova 

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