Espírito de Deus - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:03:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Espírito de Deus - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa: a fé não é espetáculo, é preciso pensar com espírito de Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-a-fe-nao-e-espetaculo-e-preciso-pensar-com-espirito-de-deus/ Mon, 05 Mar 2018 14:51:52 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-a-fe-nao-e-espetaculo-e-preciso-pensar-com-espirito-de-deus.html A religião e a fé não são “um espetáculo”. O Papa começou a semana celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta.

Na homilia, comentou as leituras do dia: a Primeira dedicada a Naamã o Sírio e o Evangelho de Lucas, em que Jesus explica que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. O Pontífice explicou que neste tempo da Quaresma a Igreja nos faz refletir hoje sobre a conversão do pensamento, das obras e dos sentimentos.

A conversão do pensamento

“A Igreja nos diz que as nossas obras devem se converter, e nos fala do jejum, da esmola, da penitência: é uma conversão das obras. Fazer obras novas, obras com estilo cristão, o estilo que vem das Bem-aventuranças, em Mateus 25: fazer isto. Também a Igreja nos fala da conversão dos sentimentos: também os sentimentos devem se converter. Pensemos por exemplo na Parábola do Bom Samaritano: converter-se à compaixão. Sentimentos cristãos. Conversão das obras; conversão dos sentimentos; mas, hoje, nos fala da ‘conversão do pensamento’: não daquilo que pensamos, mas também de como pensamos, do estilo do pensamento. Eu penso com um estilo cristão ou com um estilo pagão? Esta é a mensagem que hoje a Igreja nos dá”.

Deus não faz espetáculo

A propósito do episódio de Naamã o Sírio, doente de lepra, o Papa lembra que ele “vai até Eliseu para ser curado” e é aconselhado a se banhar sete vezes no Jordão. Ao contrário, ele pensa que os rios de Damasco são melhores do que as águas de Israel, “fica irritado e vai embora sem fazê-lo”, recorda Francisco, porque “este homem queria o espetáculo”.

“Pensava que Deus vinha somente no espetáculo. E, dentro do espetáculo, a cura. ‘Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria’, esperava o espetáculo. E o estilo de Deus é outro: cura de outro modo. Ele deve aprender a pensar num estilo novo, deve converter o modo de pensar”.

O Pontífice notou que o mesmo acontece com Jesus que volta a Nazaré e vai até Sinagoga. Inicialmente “as pessoas o olhavam”, “estavam impressionadas”, “contentes”.

“Mas sempre tem um falador que começou a dizer: Mas este, este é o filho do carpinteiro. O que nos ensina? Em que universidade ele estudou? Sim! É o filho de José. Começam a cruzar opiniões, muda o comportamento das pessoas e querem matá-lo.  Da admiração e surpresa ao desejo de matá-lo. Eles também queriam espetáculo. Dizem que fez milagres na Galileia e nós acreditamos. Jesus explica: “Eu garanto a vocês: nenhum profeta é bem recebido em sua pátria”. Isso porque nós resistimos em dizer que alguns de nós podem nos corrigir. Deve vir alguém com o espetáculo a nos corrigir. A religião não é um espetáculo. A fé não é um espetáculo: é a Palavra de Deus e o Espírito Santo que age nos corações.”

A graça da conversão

“A Igreja”, sublinhou Francisco, “nos convida a mudar a maneira de pensar, o estilo de pensar. Podemos recitar o Credo e todos os dogmas da Igreja”, mas:

“A conversão do pensamento. Não é usual que pensemos desse modo. Não é usual. Também a maneira de pensar, a maneira de crer deve ser convertida. Podemos nos fazer uma pergunta: com que espírito eu penso? Com o espírito do Senhor ou com o próprio espírito, com o espírito da comunidade à qual pertenço ou do grupinho ou da classe social da qual faço parte, com o do partido político ao qual pertenço? Com que espírito eu penso? E procurar saber se penso realmente com o espírito de Deus. Pedir a graça de discernir quando penso com o espírito do mundo e quando penso com o espírito de Deus. Pedir a graça da conversão do pensamento.”

Por Vatican News

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O dom da alegria https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-dom-da-alegria/ Fri, 30 Jun 2017 10:05:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47050 “Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito: alegrai-vos!” (Fl 4,4). É difícil acreditar que esse convite do apóstolo Paulo à alegria tenha sido escrito não em um momento de sucesso ou de festa, mas quando ele se encontrava na prisão. Não sei o que Paulo escreveria, se vivesse no Brasil de hoje. Tenho minhas dúvidas, contudo, de que se contentasse em aumentar o coro dos pessimistas – isto é, daqueles que são levados pela onda de reclamações, críticas e insatisfações.

Nossos problemas são, reconheçamos, sérios e graves, gerando inquietação e insegurança. Como, pois, ser alegres? De que maneira, para usar a linguagem de Paulo (2Cor 7,4), estar cheios de consolação e transbordar de alegria?

Todos desejam ser felizes. Mas nossa alegria é sempre incompleta e frágil. O homem moderno, que pela técnica consegue multiplicar ocasiões de prazer, não conseguiu, ainda, “fabricar” a alegria autêntica. E, por isso mesmo, tem como constantes companheiros o tédio e a tristeza, a angústia e o desespero, a solidão e o vazio…

A  alegria somente será possível se se  fizer um renovado esforço para que todos tenham um mínimo de segurança, de justiça e bem-estar. Não há alegria em um ambiente onde  falta o sentimento de fraternidade e não se tem uma  visão poética das coisas boas que acontecem ao nosso redor.  Sem um  coração de poeta e  de criança, somos  incapazes de alegrar-nos diante da vida, do amor, da natureza, do trabalho bem feito, do dever cumprido, da partilha, do sacrifício…

A alegria duradoura, que levou Paulo a desejar experimentá-la  mesmo em  meio a  inquietações, passa pela experiência da fé. Experiência que fez o apóstolo e evangelista João exclamar: “Deus é amor!” (1 Jo 4,16 ). E Agostinho lamentar: “Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei!” (Confissões X, 27).

A alegria é para ser desfrutada por todos. Quando Maria Santíssima a experimentou na casa de Isabel, externou-a  num cântico  em que engrandece o Senhor (Lc 1,46-55). Jesus fez da alegria um tema constante de suas pregações. Lembrou que ela é sentida pela mulher que encontra a moeda perdida e pelo semeador que faz a colheita; pelo homem que acha um tesouro e pelo pastor que reencontra a ovelha extraviada; pelo pai que acolhe o filho e pelos pequenos que recebem a revelação do Reino. O Filho de Deus desejou que sentíssemos  a sua alegria para que, assim, a nossa fosse completa e duradoura (Jo 15,11).

Em meio a nossa crise, precisamos nos recordar de que, assim como só o poeta vê o invisível, ou seja, a essência dos acontecimentos, da natureza e das pessoas, só quem tiver o Espírito de Deus será capaz de saborear a alegria, esse dom que caracteriza os seguidores de Jesus de Nazaré.

Por Dom Murilo S. R. Krieger – Arcebispo de São Salvador 

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