esperança cristã - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png esperança cristã - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Anunciar o Evangelho e doar a própria vida (1Ts 2,8) https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/anunciar-o-evangelho-e-doar-a-propria-vida-1ts-28/ Thu, 14 Sep 2017 10:10:52 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48475 No mês de setembro, as comunidades eclesiais se debruçam para estudar, aprofundar e converter-se a um livro da Palavra de Deus. Este ano foi escolhida a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses com o tema: Para que Nele nossos povos tenham vida; e como lema: Anunciar o Evangelho e doar a própria vida”. Este texto configura uma mensagem cheia de esperança e vibração evangélica, sendo também um dos escritos mais antigos do Novo Testamento.

Sai ao encontro das perplexidades e dificuldades de compreender a segunda vinda de Cristo. Esta preocupação com a parusia, a volta do Senhor, está presente em todas as gerações cristãs, especialmente nos momentos de crise. Hoje, como ontem, parece que confundimos as crises e estertores da história com o fim do mundo, e a chegada definitiva do Filho do Homem. Estamos, certamente, no olho do furacão de uma crise civilizacional e global que leva a perda do fator humano e da consciência dos valores e princípios fundamentais. Mas, também é importante esclarecer, que trata-se do fim de uma ordem e paradigma civilizatório, que não tem mais condições de permanecer, mas não significa o encerramento da história e o que conhecemos como o fim do mundo.

O foco para o cristão será sempre permanecer firme, trabalhar e testemunhar para que o

Evangelho seja conhecido e semente das trasformacões verdadeiras para a humanidade, trazendo vida e salvação para todos os povos e culturas. Não é tempo para fugir ou ficarmos numa espécie de bunker, mas como cabe a nossa missão ser sal, luz, e fermento emancipador em todos os ambientes, fazendo a diferença com o amor misericordioso, a ternura e a nova justiça do Reino.

Para o cristão as coisas últimas já começaram, e o juízo da Palavra questiona e ilumina todos os acontecimentos, dando peso de eternidade ao que fazemos a partir de Cristo, partilhando com todas as pessoas e criaturas as razões da nossa esperança. A esperança cristã não decepciona, arrasta montanhas e mobiliza os corações em torno ao sonho de uma humanidade reconciliada, solidária e liberta, protagonista da civilização do amor, da responsabilidade comum e da partilha. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo de Campos (RJ)

]]>
48475
Papa: pela esperança sabemos que nossos dias mais belos ainda estão por vir https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-pela-esperanca-sabemos-que-nossos-dias-mais-belos-ainda-estao-por-vir/ Wed, 23 Aug 2017 11:06:35 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-pela-esperanca-sabemos-que-nossos-dias-mais-belos-ainda-estao-por-vir.html Em sua catequese na Audiência Geral desta quarta-feira na Sala Paulo VI, o Papa Francisco incentivou a não se deixar arrastar pela nostalgia e, ao contrário, olhar com esperança cristã para a vida futura prometida por Jesus.

O Santo Padre afirmou na catequese: “Algumas pessoas acreditam que a vida ofereça todas as suas felicidades na juventude e no passado, e que o viver seja um lento declínio. Outros creem que as nossas alegrias sejam esporádicas e passageiras, e na vida dos homens esteja inscrita uma falta de sentido. Mas nós, cristão, não acreditamos nisso”.

“Acreditamos, pelo contrário, que no horizonte do homem existe um sol que ilumina para sempre. Acreditamos que os nossos dias mais belos estão ainda por vir”.

“Somos gente mais de primavera do que de outono: vemos os brotos de um mundo novo antes que as folhas amareladas nos ramos. Não nos refugiamos em nostalgias, arrependimentos e lamentações: sabemos que Deus nos quer herdeiros de uma promessa e incansáveis cultivadores de sonhos”.

O Pontífice se dirigiu aos participantes da Audiência e os convidou a se perguntar: “Eu sou uma pessoa de primavera ou outono? Minha alma é uma alma de primavera ou de outono? Que cada um responda. De primavera, que espera a flor, que espera o fruto, que espera o sol que é Jesus, ou de outono, que está sempre com o rosto olhando para baixo, amargurado e, como disse às vezes, com a cara de pimentão no vinagre?”.

O Pontífice refletiu sobre o fragmento do livro do Apocalipse no qual se fala da Jerusalém Celeste: “Essa Jerusalém Celeste imaginada antes de tudo como uma grande tenda onde Deus acolherá todos os homens para habitar definitivamente com eles”.

Francisco sublinhou que “acreditamos e sabemos que a morte e o ódio não são a última palavra pronunciada sobre a parábola da vida humana. Ser cristãos implica uma nova perspectiva: um olhar cheio de esperança”.

O Papa convidou os fiéis presentes a meditar a “Sagrada Escritura não de maneira abstrata, mas depois de ter visto o telejornal ou as manchetes dos jornais, onde existem tantas tragédias, onde se fala de tantas notícias tristes”.

“Procurem pensar nos rostos das crianças amedrontadas pela guerra, ao choro das mães, aos sonhos desfeitos de tantos jovens, aos refugiados que enfrentam viagens terríveis”, sugeriu o Santo Padre.

“A vida infelizmente é também isto. Às vezes se diria que é sobretudo isto”.

Entretanto, “existe um Pai que chora lágrimas de infinita piedade em relação aos seus filhos. Nós temos um Pai que sabe chorar, que chora conosco. Um Pai que espera para nos consolar, porque conhece os nossos sofrimentos e preparou para nós um futuro diferente. Esta é a grande visão da esperança cristã”.

Por isso, recordou que “não é cristão caminhar com o olhar voltado para baixo – como fazem os porcos: sempre vão assim – sem levantar os olhos para o horizonte, como se todo o nosso caminho se consumisse aqui, no palmo de poucos metros de viagem; como se na nossa vida não existisse nenhuma meta e nenhum ponto de chegada, e nós fossemos obrigados a um eterno vaguear, sem nenhuma razão para tantas nossas dificuldades”.

Pelo contrário, “a esperança cristã baseada na fé em Deus que sempre cria novidades na vida do homem, na história e no cosmos. Novidades e surpresas. Nosso Deus é o Deus das novidades e das surpresas”.

“Deus – continuou – nos criou porque nos quer felizes. É o nosso Pai, e se nós aqui, agora, experimentamos uma vida que não é aquela que Ele quis para nós, Jesus nos garante que o próprio Deus está operando o seu resgate. Ele trabalha para nos resgatar”.

“O cristão sabe que o Reino de Deus, o seu Senhorio de amor, está crescendo como um grande campo de trigo, mesmo que no meio exista a cizânia. E no final o mal será eliminado”, assegurou.

“O futuro não nos pertence, mas sabemos que Jesus Cristo é a maior graça da vida: é o abraço de Deus que nos espera no final, mas que já agora nos acompanha e nos consola no caminho”.

“Ele nos conduz à grande tenda de Deus com os homens, com tantos irmãos e irmãs, e levaremos a Deus a recordação dos dias vividos aqui embaixo. E será bonito descobrir naquele instante que nada foi perdido, nenhum sorriso, nenhuma lágrima”, concluiu.

Por ACI Digital

]]>
48077
A vida de um cristão é como uma âncora fixa no céu https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/a-vida-de-um-cristao-e-como-uma-ancora-fixa-no-ceu/ Wed, 26 Apr 2017 13:28:20 +0000 http://teste.toqueto.com/a-vida-de-um-cristao-e-como-uma-ancora-fixa-no-ceu.html Durante a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco comparou a esperança cristã a uma âncora fixa no céu: “Nós temos nossa vida ancorada no céu. O que temos que fazer? Segurar a corda: ela está sempre ali. E assim vamos avante, porque estamos certos de que a nossa vida é como uma âncora no céu, naquela margem onde chegaremos”.

O Santo Padre assegurou que a âncora é um dos símbolos cristãos de que mais gosta: “Não por acaso entre os símbolos cristãos da esperança está a âncora. Expressa que a nossa esperança não é vaga, não pode ser confundida com um sentimento mutável de quem quer melhorar as coisas deste mundo de maneira irrealista, partindo somente da própria força de vontade”.

Pelo contrário, “a esperança cristã encontra sua raiz na segurança daquilo que Deus prometeu e realizou em Jesus Cristo. Se Ele nos garantiu que nunca nos abandonará e se no início de cada vocação existe um ‘segue-me’ com o qual Ele nos assegura que permanecerá sempre conosco, por que temer? Com esta promessa, os cristãos podem caminhar por todas as partes”.

O Pontífice realizou esta reflexão a partir de duas frases do Evangelho de São Mateus: “Estou convosco todos os dias até o fim do mundo”; “A Ele será dado o nome Emanuel, que significa Deus conosco”.

Francisco destacou que essas palavras refletem a proximidade de Deus a suas criaturas. “São palavras que comunicam o mistério de um Deus cujo nome, cuja identidade é ‘estar com’, em particular ‘conosco’, ou seja, com a criatura humana”.

“O nosso Deus não é um Deus ausente, levado por um céu muito distante; é, pelo contrário, um Deus ‘apaixonado’ pelo homem, tão ternamente amante, a ponto de ser incapaz de separar-se dele. Nós humanos somos hábeis em cortar ligações e pontes. Ele, pelo contrário, não. Se o nosso coração se esfria, o seu permanece incandescente. O nosso Deus nos acompanha sempre, mesmo se por desventura nós nos esqueçamos Dele”.

O Papa recordou que o homem está em caminho neste mundo e que, nesse caminhar, sempre está acompanhado por Deus. “A nossa existência é um peregrinar, um caminho. Nossa alma é uma alma migrante. A Bíblia está repleta de histórias de peregrinos e viajantes”.

“Em seu caminho no mundo, o homem nunca está sozinho. Sobretudo o cristão não se sente nunca abandonado, pois Jesus nos assegura não somente de nos esperar ao final de nossa longa viagem, mas de nos acompanhar em cada um de nossos dias”.

O Bispo de Roma se perguntou: “Até quando perdurará a preocupação de Deus pelo bem-estar do homem? A resposta do Evangelho não deixar espaço a dúvidas: Até o fim dos tempos. Passará o céu, passará a terra, veremos desaparecer a esperança humana, mas a Palavra de Deus é maior que tudo e não passará”.

“Não haverá um dia em nossas vidas em que deixaremos de ser uma preocupação para o coração de Deus. Ele se preocupa conosco, caminha conosco. E por que faz isso? Simplesmente porque nos ama. E Deus certamente proverá todas as nossas necessidades, não nos abandonará no tempo da provação e da escuridão”.

Por ACI Digital

]]>
45724
Papa Francisco: Jesus se deixou “romper pela morte” para salvar a humanidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-jesus-se-deixou-romper-pela-morte-para-salvar-a-humanidade/ Wed, 12 Apr 2017 13:26:19 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-jesus-se-deixou-romper-pela-morte-para-salvar-a-humanidade.html Para explicar o sentido da cruz, o Papa Francisco recorreu à imagem evangélica da semente que cai em terra e morre para que cresça uma planta e dê fruto: “Jesus viveu o amor até o fim, deixando-se romper pela morte como uma semente se deixa romper sob a terra”.

Durante a Audiência Geral celebrada na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Santo Padre contrapôs a esperança terrena à esperança da cruz.

Francisco recordou como Jesus entrou em Jerusalém “aclamação festiva dos discípulos e de muita gente”, e refletiu sobre os acontecimentos posteriores que levaram à Paixão do Senhor.

“Quem podia imaginar que aquele que entrou triunfante na cidade teria sido humilhado, condenado e morto na cruz?”, perguntou-se. “A esperança terrena daquele povo se desmanchou diante da cruz. A esperança terrena se quebrou, mas renasceu a esperança nova, aquela esperança que dura para sempre. Nós cremos que na própria cruz, nossa esperança renasceu. É uma esperança diferente a que nasce da cruz. É uma esperança diferente da que quebrou. De que esperança se trata?”.

Para entender em que consiste essa esperança da cruz, “pode nos ajudar aquilo que o próprio Jesus disse depois de ter entrado em Jerusalém: ‘Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto’. Podemos pensar em um grão, uma pequena semente que cai na terra. Se fica fechada em si mesma, não acontece nada. Se, pelo contrário, germina, se abre, então dá vida a uma espiga, a um broto, e logo a uma planta que dará fruto”.

“Jesus trouxe ao mundo uma esperança nova e o fez como as sementes: se fez pequeno, como um grão de trigo; deixou de lado sua glória celeste para vir entre nós: ‘caiu na terra’. Mas não era suficiente”.

O Pontífice explicou que, por esse motivo, a morte na cruz era necessária. “Justamente ali, no ponto extremo do seu abaixamento, que é também o ponto mais alto do amor, brotou a esperança. Se algum de vós me pergunta: ‘De onde nasce a esperança?’, a resposta está na cruz. Olhe a cruz, olhe Cristo crucificado, e daí te chegará a esperança que não se apaga nunca. Aquela que dura toda a vida eterna”.

“E precisamente germinou pela força do amor, porque o amor, que ‘tudo espera, tudo suporta’, o amor que é a vida de Deus, renovou tudo. Dessa maneira, na Páscoa, Jesus transformou nosso pecado em perdão, nossa morte em ressurreição, nosso medo em fé. E o fez ao carregar com tudo sobre seus ombros. Eis o porquê ali, sobre a cruz, nasceu e renasce sempre a nossa esperança”.

Além disso, o Papa também sublinhou que “quando escolhemos a esperança de Jesus, aos poucos descobrimos que o melhor modo de viver é o da semente, do amor humilde. Não há outro modo de vencer o mal e dar esperança ao mundo. Pode dizer: ‘Não, é uma lógica falida. Poderia parecer, sim, que é uma lógica falida, porque o que ama, perde poder. Pensaram nisso? O que ama, perde poder. O que dá, se despoja do que tem. E o amor é um dom”.

Por outro lado, advertiu contra a voracidade insaciável de querer cada vez mais coisas. “Consegui algo, mas logo quero algo maior, e assim sempre, e não me sinto satisfeito. Jesus diz de maneira clara: ‘Quem ama a própria vida, a perderá’. Ou seja, o que ama a si mesmo e vive por seus interesses, confia apenas em si, perde tudo, até a vida. Quem, pelo contrário, aceita, está disponível e serve, vive da maneira de Deus: então, é vitorioso, salva a si mesmo e aos demais, torna-se semente de esperança para o mundo”.

Em todo esse processo, concluiu o Papa Francisco, passar pela cruz é inevitável. “Este amor verdadeiro passar por meio da cruz, do sacrifício, de Jesus. A cruz é uma passagem obrigatória, mas não é a meta: a meta é a glória, como nos mostra a Páscoa. E nos ajuda outra imagem belíssima que Jesus deixou aos seus discípulos durante a Última Ceia. Disse: ‘Quando a mulher está para dar à luz, sofre porque veio a sua hora. Mas, depois que deu à luz a criança, já não se lembra da aflição, por causa da alegria que sente de haver nascido um homem no mundo’”.

“Dá alegria; o amor dá à luz a vida e dá sentido à dor. O amor é o motor que move a nossa esperança”.

Por ACI Digital

]]>
45442
Papa convida a aceitar sofrimentos como forma de comunhão com Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-convida-a-aceitar-sofrimentos-como-forma-de-comunhao-com-deus/ Wed, 05 Apr 2017 12:34:30 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-convida-a-aceitar-sofrimentos-como-forma-de-comunhao-com-deus.html “Quando sofremos pelo bem, estamos em comunhão com o Senhor”, assegurou o Papa Francisco na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, na Praça de São Pedro no Vaticano.

Poucos dias antes do começo da Semana Santa, o Pontífice quis explicar o sentido do sofrimento no contexto da esperança cristã. O ensinamento do Santo Padre esteve centrado na meditação sobre a esperança cristã “Dar razão da nossa esperança”, da primeira carta de São Pedro.

“São Pedro afirma que ‘é melhor sofrer praticando o bem do que fazendo o mal’. Isto não quer dizer que é bom sofrer, mas que, quando sofremos pelo bem, estamos em comunhão com o Senhor, que padeceu e sofreu na cruz pela nossa salvação”, explicou o Bispo de Roma.

Francisco explicou o sentido de aceitar o sofrimento como uma forma de entregar-se aos demais. “Quando nós, em situações menores ou maiores em nossa vida, aceitamos sofrer pelo bem, é como se lançássemos ao nosso redor sementes de ressurreição e de vida e fizéssemos resplandecer na escuridão a luz da Páscoa”.

“É por isso que o Apóstolo nos exorta a responder sempre fazendo votos de todo o bem. A bênção não é uma formalidade, não é somente um sinal de cortesia, mas é um grande presente que nós recebemos em primeiro lugar e que temos a possibilidade de compartilhar com os irmãos. É o anúncio do amor de Deus, um amor sem medidas que não se esgota, que nunca falta e que constitui o verdadeiro fundamento de nossa esperança”.

Esta carta de São Pedro “consegue infundir grande consolação e paz, fazendo perceber como o Senhor está sempre ao nosso lado e nunca nos abandona, sobretudo, nos momentos mais delicados e difíceis da nossa vida”.

“O segredo está no fato de que este texto afunda as suas raízes diretamente na Páscoa, no coração do mistério que estamos para celebrar, fazendo-nos, assim, perceber toda a luz e alegria que brotam da morte e ressurreição de Cristo”.

O Papa explicou que “Cristo verdadeiramente ressuscitou, está vivo e habita em cada um de nós. É por isso que São Pedro nos convida com força a adorá-lo nos nossos corações. Neles o Senhor estabeleceu sua morada no momento do nosso Batismo e, desde esse momento, continua renovando nossa vida, preenchendo-nos com seu amor e plenitude do seu Espírito”.

Além disso, afirmou que “a nossa esperança não é um conceito, nem um sentimento, mas é uma Pessoa, o Senhor Jesus, vivo e presente em nós e nos nossos irmãos. Compreendemos, agora, que dessa esperança não se deve tanto dar razão a nível teórico, em palavras, mas, sobretudo, com o testemunho da vida, dentro e fora da comunidade cristã”.

“Se Cristo está vivo e habita em nós, no nosso coração, então devemos deixar que ele se torne visível e que aja em nós”.

“Isto significa – continuou – que o Senhor Jesus deve ser sempre o nosso modelo de vida e que, por conseguinte, devemos aprender a nos comportarmos como Ele se comportou”.

Portanto, “a esperança que habita em nós não pode permanecer escondida em dentro de nós, em nosso coração. Mas, a nossa esperança deve, necessariamente, transmitir-se para fora, tomando a forma inconfundível da doçura, do respeito, da benevolência para com o próximo, chegando até mesmo a perdoar quem nos faz mal. Sim, porque assim fez Jesus e assim continua fazendo por meio daqueles que abrem espaço no seu coração e em sua vida, na consciência de que o mal não se vence com o mal, mas com a humildade, com a misericórdia e com a doçura”.

Por ACI Digital

]]>
45331
A fé que é esperança https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-fe-que-e-esperanca/ Wed, 29 Mar 2017 08:25:57 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45168 Continuando o percurso catequético de renovação da fé batismal, no quinto domingo da Quaresma lemos a passagem da ressurreição de Lázaro (Jo 11,1-45). Jesus é vida que vence a morte e, por isso, nossa esperança. Fazer o amigo Lázaro voltar à vida foi ocasião propícia que Jesus encontrou para manifestar a si próprio: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá” (Jo 11,25). Em Jesus Cristo se concentram todo desejo de vida plena e a esperança para a humanidade. Por isso, pergunta a Marta: “Crês isto?” (Jo 11,26). “Sim, Senhor, eu creio” (Jo 11,27).

Este diálogo nos recorda o rito do batismo, quando é realizada a profissão de fé. Paulo, em suas cartas, apresentou várias vezes a esperança cristã, ligada ao batismo, que nos insere na dinâmica da morte-ressurreição de Cristo. “Batizados em Cristo Jesus, é na sua morte que fomos batizados. Portanto, pelo Batismo fomos sepultados com ele na morte para que, como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos vida nova” (Rm 6,3-4). A fé professada em Cristo abre um horizonte de esperança para nossa vida, não somente para a vida pós-morte, mas como horizonte que dá sentido para nosso caminhar cotidiano. Imersos no ritmo de uma vida acelerada, sentimos dificuldades de vislumbrar um horizonte maior. Pior ainda quando nos resignamos ao “aqui e agora” e perdemos a capacidade de sonhar e construir a esperança de um mundo mais justo e fraterno. Se somos criaturas novas em Cristo, somos também colaboradores dele na construção de vidas novas, famílias novas, sociedade nova, relações novas com o meio ambiente. “Não deixemos que nos roubem a esperança” (EG 86), nos diz o Papa Francisco. Na travessia do deserto, quando são tantos os desafios que nosso povo enfrenta, precisamos de pessoas de fé, que mantenham sempre viva a esperança e ajudem a encontrar caminhos para a Terra Prometida. 

Porém, a esperança cristã também nos aponta para a vida plena, que não se esgota aqui. Pela confiança plena no Cristo ressuscitado, nos diz: “Todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais” (Jo 11,26). Esta confiança é própria dos discípulos de Jesus Cristo, que creem nele e em suas palavras. “Se a nossa esperança em Cristo é somente para esta vida, nós somos os mais infelizes de todos os homens” (1Cor 15,19), nos diz Paulo. Bem nos recordou o Papa Bento XVI, que “o presente, ainda que custoso, pode ser vivido e aceito, se levar a uma meta e se pudermos estar seguros desta meta, se esta meta for tão grande que justifique a canseira do caminho” (SpeSalvi, 1). Os cristãos, com os pés no chão, olham para frente, têm um futuro, pois sabemos que a vida não acaba no vazio. Por isso, no batismo recebemos uma “vida nova”, qual dinamismo que, enraizado em Cristo, nos move a construir hoje, ainda que em sinais, o Reino prometido. 

Enfim, o batismo, pelo qual iniciamos o caminho do discipulado de Jesus Cristo, nos faz criaturas novas. “Se alguém está em Cristo é uma criatura nova. As coisas velhas passaram; eis que nasceram novas” (2Cor 5,17). O Espírito cria nos batizados a dinâmica da esperança. Somos portadores de esperança?

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta

]]>
45168
Papa Francisco: Cristo é o irmão forte que cuida de nós https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-cristo-e-o-irmao-forte-que-cuida-de-nos/ Wed, 22 Mar 2017 12:47:32 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-cristo-e-o-irmao-forte-que-cuida-de-nos.html O Papa Francisco afirmou que os fortes devem proteger os fracos seguindo o exemplo de Cristo, que é “irmão forte que cuida de cada um de nós”.

Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, o Santo Padre continuou refletindo sobre as cartas de São Paulo nas quais o Apóstolo explica em que consiste a esperança cristã.

Francisco refletiu sobre as palavras do Apóstolo quando diz que “nós que somos fortes, devemos suportar a fraqueza dos fracos e não procurar o que nos agrada”.

“Esta expressão, ‘nós que somos fortes’ – explicou o Pontífice –, pode parecer presunçosa, mas na lógica do Evangelho sabemos que não é assim, é justamente o contrário, pois sabemos que a nossa força não vem de nós, mas do Senhor”.

“Quem experimenta na própria vida o amor fiel de Deus e a sua consolação é capaz, ou melhor, tem a obrigação de estar próximos aos fiéis mais frágeis, assumindo as suas fragilidades. E pode fazer isto sem autossatisfação, mas sentindo-se simplesmente como um ‘canal’ que transmite os dons do Senhor; e assim se torna concretamente um ‘semeador’ de esperança”.

Francisco assinalou que “se permanecemos próximos ao Senhor, teremos a necessária fortaleza para permanecer próximos aos mais fracos, aos mais necessitados, e consolá-los e dar-lhes força. E com essa força, Deus nos pede para sermos semeadores de esperança”.

Entretanto, o Bispo de Roma negou que São Paulo esteja falando de “cristãos de primeira” e “cristãos de segunda”.

“O fruto deste estilo de vida não é uma comunidade em que alguns são de ‘série A’, isto é os fortes, e outros de ‘série B’, isto é, os fracos”. De fato, Francisco recordou que “também o ‘forte’ experimenta, cedo ou tarde, a fragilidade e tem necessidade do conforto dos outros; e vice-versa, na fraqueza se pode sempre oferecer um sorriso ou uma mão ao irmão em dificuldade”.

“Tudo isso é possível se somente se coloca no centro Jesus e a sua Palavra. Porque Ele é forte, Ele é o que te dá a fortaleza, a paciência, a esperança, a consolação. Ele é o irmão forte que se cuida de cada um de nós”.

“Perseverança” e “consolação” são os dois pontos centrais do fragmento da Carta de São Paulo aos Romanos. “Qual é o seu significado mais profundo, mais verdadeiro? E de que modo ilumina a realidade da esperança?”, perguntou-se.

“Podemos definir a perseverança como a paciência: é a capacidade de suportar, permanecer fiel, mesmo quando o peso que devemos suportar parece demasiado grande, insustentável, e somos tentados a julgar negativamente e a abandonar tudo e todos”.

“A consolação, ao contrário, é a graça de saber perceber e manifestar em todas as circunstâncias, mesmo quando marcadas pela decepção e sofrimentos, a presença e a ação compassiva de Deus”.

Nesse sentido, “São Paulo nos recorda que a perseverança e a consolação nos são transmitidas de modo particular pelas Escrituras, pela Bíblia. De fato, a Palavra de Deus, em primeiro lugar, nos leva a dirigir o olhar para Jesus, a conhecê-lo melhor e a nos assemelharmos sempre mais a Ele”.

“Em segundo lugar, a Palavra nos revela que o Senhor é verdadeiramente ‘o Deus da perseverança e da consolação’, que permanece sempre fiel ao seu amor por nós e também cuida de nós, recobrindo nossas feridas com a carícia da sua bondade e da sua misericórdia”.

“Deus não se cansa de nos amar. É perseverante. Sempre nos ama, nos consola. Não se cansa de nos consolar”, concluiu.

Por ACI Digital

]]>
45066
Audiência: amar como Deus nos ama, sem hipocrisia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/audiencia-amar-como-deus-nos-ama-sem-hipocrisia/ Wed, 15 Mar 2017 11:46:59 +0000 http://teste.toqueto.com/audiencia-amar-como-deus-nos-ama-sem-hipocrisia.html O Papa Francisco acolheu na Praça S. Pedro cerca de 12 mil fiéis para a Audiência Geral desta quarta-feira (15/03).

Depois da semana dedicada ao retiro quaresmal, em sua catequese o Pontífice retomou o tema da esperança cristã, inspirando-se desta vez no trecho da Carta aos Romanos que fala da alegria de amar.

O grande mandamento que Jesus deixou é amar a Deus e o próximo como a nós mesmos. “Somos chamados ao amor, à caridade. Esta é a nossa vocação mais sublime, a nossa vocação por excelência”, recordou Francisco.

Todavia, na Carta aos Romanos o Apóstolo nos adverte para um risco: de que o nosso amor seja hipócrita. “A hipocrisia pode se insinuar de várias maneiras, inclusive no nosso modo de amar”, alertou o Papa. Isso se verifica quando somos movidos por interesses pessoais, quando fazemos caridade para ganhar “visibilidade”, por amor interesseiro ou um “amor de novela”. A caridade não é uma criação humana. Pelo contrário, é antes de tudo uma graça; não consiste em mostrar aquilo que não somos, mas aquilo que o Senhor nos doa.

Paulo nos convida a reconhecer que somos pecadores e que também o nosso modo de amar é marcado pelo pecado. E então se compreende que tudo o que podemos viver e fazer pelos irmãos nada mais é do que a resposta àquilo que Deus fez e continua fazendo por nós: o Senhor abre diante de nós uma via de libertação, de salvação, e dá também a nós a possibilidade de viver o grande mandamento do amor servindo aqueles que todos os dias encontramos no nosso caminho, a começar pelos últimos e pelos mais necessitados, nos quais Ele se reconhece por primeiro.

A advertência de Paulo, na verdade, é para nos encorajar e a reavivar em nós a esperança. “De fato, todos nós fazemos a experiência de não viver plenamente ou como deveríamos o mandamento do amor. Mas também esta é uma graça, porque nos faz compreender que também para amar precisamos que o Senhor renove continuamente este dom no nosso coração, através da experiência de sua infinita misericórdia”. Somente assim voltaremos a apreciar as pequenas coisas, simples, de todos os dias; e seremos capazes de amar os outros como Deus os ama, isto é, procurando apenas o seu bem.

Deste modo, finalizou Francisco, nos sentiremos felizes por nos aproximarmos do pobre e do humilde, contentes por nos debruçarmos sobre os irmãos caídos por terra, a exemplo de Jesus. “Aqui está o segredo para ‘sermos alegres na esperança’: porque temos a certeza de que, em todas as circunstâncias, inclusive nas mais adversas, e apesar das nossas faltas, o amor de Deus por nós não esmorece. E assim, certos de sua fidelidade inabalável, vivemos na alegre esperança de retribuir nos irmãos, com o pouco que nos é possível, o muito que recebemos Dele todos os dias.”

Por Rádio Vaticano

]]>
44926
Papa Francisco: Deus nunca decepciona e quem se agarra a Ele não cai https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-deus-nunca-decepciona-e-quem-se-agarra-a-ele-nao-cai/ Mon, 27 Feb 2017 08:43:18 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44599 Os amigos podem decepcionar, mas “Deus nunca decepciona”, disse o Papa Francisco durante a oração do Ângelus na Praça de São Pedro neste domingo, 26 de fevereiro, no Vaticano.

“Deus é fiel, é um pai, é um amigo fiel, é um aliado fiel”. “Quem se agarra a Deus não cai, é a nossa defesa do mal sempre à espreita”, afirmou Francisco.

O Santo Padre explicou que o olhar de Deus é um “olhar benéfico e solícito que vigia cotidianamente nossas vidas. Vidas que transcorrem sob o peso de tantas preocupações que ameaçam tirar nossa serenidade e o equilíbrio. Mas, essa ansiedade é, muitas vezes, inútil, porque não pode mudar o curso dos acontecimentos”.

“Jesus nos exorta com insistência a não nos preocuparmos o amanhã – assinalou Francisco –, recordando que acima de tudo existe um Pai amoroso que não se esquece nunca de seus filhos. Entregar-se a Ele não resolve magicamente os problemas, mas permite enfrentá-los com o ânimo correto”.

Em sua reflexão antes da oração do Ângelus, o Pontífice incentivou a ver em Deus um Pai próximo, sempre disposto a ajudar todos os seus filhos.

“Deus não é um ser distante e anônimo: é o nosso refúgio, a fonte de nossa serenidade e de nossa paz. É a rocha da nossa salvação, a quem podemos agarrar-nos na certeza de não cair. Quem se agarra a Deus não cai, é a nossa defesa do mal sempre à espreita. Deus é para nós um grande amigo, o aliado, o pai, mas nem sempre nos damos conta disto. Preferimos apoiar-nos em bens imediatos e contingentes, esquecendo, e às vezes rejeitando, o bem supremo, isto é, o amor paterno de Deus”, disse o Papa.

“Senti-lo Pai, nesta época de orfandade é tão importante! Nós nos afastamos do amor de Deus quando vamos em busca obsessiva dos bens terrenos e das riquezas, manifestando assim um amor exagerado por estas realidades”.

Nesse sentido, o Pontífice sublinhou a importância de se agarrar a Deus para sustentar a vida no Evangelho e renunciar viver buscando somente o material: “Jesus nos diz que essa busca incansável e ilusória é motivo de infelicidade”.

Por isso, Jesus “dá a seus discípulos uma regra de vida fundamental: ‘Buscai, pelo contrário, o reino de Deus’. Trata-se de realizar o projeto que Jesus anunciou no Sermão da Montanha, confiando em Deus que não desilude; agir como administradores fiéis dos bens que Ele nos deu, também os terrenos, mas sem ‘exagerar’ como se tudo, também a nossa salvação, dependesse somente de nós”

O Papa Francisco recordou que “esta atitude evangélica requer uma escolha clara, que a passagem de hoje indica com precisão: ‘Não podeis servir a Deus e à riqueza’. Ou o Senhor, ou os ídolos fascinantes, mas ilusórios”.

“Esta escolha que somos chamados a fazer, repercute depois em todos os nossos atos, programas e compromissos. É uma escolha que deve ser feita de modo claro e renovada continuamente, porque as tentações de reduzir tudo a dinheiro, prazer e poder, estão sempre presentes”.

Segundo Francisco, esta escolha está enraizada na esperança cristã, sustentada na promessa de Deus. “Enquanto honrar estes ídolos leva a resultados tangíveis, mesmo se fugazes, fazer a escolha por Deus e pelo seu Reino nem sempre mostra imediatamente os seus frutos. É uma decisão que se toma na esperança e que deixa a Deus a plena realização”.

“A esperança cristã – concluiu o Papa – é voltada ao cumprimento futuro da promessa de Deus e não se rende diante de alguma dificuldade, porque é fundada na fidelidade de Deus, que nunca falta”.

Por ACI Digital

]]>
44599
Papa Francisco: a esperança cristã não decepciona porque é fundada em Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-a-esperanca-crista-nao-decepciona-porque-e-fundada-em-deus/ Wed, 15 Feb 2017 11:59:13 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-a-esperanca-crista-nao-decepciona-porque-e-fundada-em-deus.html Na Audiência Geral desta quarta-feira, realizada na Sala Paulo VI no Vaticano, o Papa Francisco explicou que a esperança cristã é sólida e não decepciona, porque é fundada no próprio Deus, que é amor, um amor que dá paz à vida de quem confia nele.

Nesse sentido, o Santo Padre propôs esta jaculatória: “Deus me ama. Estou certo de que Deus me ama”. Explicou que esta frase pode ajudar a refletir e compreender melhor o sentido da esperança cristã, a qual “não decepciona”, porque é fundada no próprio Deus.

“É fácil dizer: ‘Deus nos ama’. Todos dizemos isso. Mas pensem um pouco: cada um de nós é capaz de dizer: ‘Estou certo de que Deus me ama’? Não é tão fácil dizer isso. Mas é verdade. É um bom exercício dizer a si mesmo: ‘Deus me ama’. Esta é a raiz de nossa segurança, a raiz da esperança. E nós temos que repeti-lo como uma oração: ‘Estou certo de que Deus me ama’”.

O Papa explicou que “desde pequenos, nos é ensinado que não é bonito vangloriar-se. Isso é certo, porque vangloriar-se daquilo que se é ou daquilo que se tem, além de certa soberba, revela também uma falta de respeito pelos outros, especialmente em relação àqueles que são mais desfavorecidos do que nós”.

Entretanto, chamou atenção sobre a aparente contradição na Carta aos Romanos sobre este assunto: “o Apóstolo Paulo nos surpreende, porque duas vezes ele nos exorta a nos vangloriarmos. Do que é certo vangloriar-se? Porque, se ele nos exorta, alguma coisa será certa. Como é possível fazer isso, sem ofender os outros, sem destruir alguém?”.

“No primeiro caso, nós somos convidados a nos vangloriar da abundância da graça que nos foi derramada por Jesus Cristo, por meio da fé. Paulo quer nos fazer entender que, se aprendemos a ver os acontecimentos à luz do Espírito Santo, percebemos que tudo é graça”, indicou.

O Bispo de Roma afirmou que Deus “é o protagonista absoluto que cria todas as coisas como um dom de amor, que tece a trama de seu desígnio de salvação, levado à plenitude em Jesus”.

“A nós é pedido que reconheçamos tudo isso, de acolhê-lo com gratidão e de fazê-lo se tornar um motivo de louvor, de bênção e de grande alergia. Se fizermos isso, ficamos em paz com Deus e fazemos a experiência da liberdade”.

“E essa paz acaba se estendendo a todos os âmbitos e a todas as relações da nossa vida: ficamos em paz com nós mesmos, em paz na família, em nossa comunidade, no trabalho e com as pessoas que encontramos a cada dia em nosso caminho”.

Por outro lado, Paulo “nos exorta a nos vangloriarmos também nas tribulações. Isso não é fácil de entender. Trata-se de algo mais difícil e pode parecer que não tenha nada a ver com a condição de paz que acabamos de descrever. Ao contrário, constitui o pressuposto mais autêntico, mais verdadeiro”.

“De fato, a paz que o Senhor nos oferece e nos garante não pode ser entendida como ausência de preocupações, desilusões, privações e sofrimentos”.

Pelo contrário, Francisco assegurou que “a paz, que brota da fé, é um dom, é a graça de constatar que Deus nos ama e que está sempre ao nosso lado, não nos deixa sozinhos nem um segundo de nossa vida”.

“Isso, como afirma o Apóstolo, gera paciência, porque nós sabemos que até nos momentos mais duros e perturbadores, a misericórdia e a bondade do Senhor são maiores do que qualquer coisa”.

“Eis, então, porque a esperança cristã é sólida, eis porque ela não decepciona. Jamais decepciona. A esperança não desilude. Ela não é fundada sobre aquilo que possamos fazer ou ser, nem naquilo em que nós podemos crer”, assegurou.

Esta esperança, disse, “não decepciona” porque é fundada no próprio Deus, que é amor.

Por ACI Digital

]]>
44476