escutar - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png escutar - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa divulga mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-divulga-mensagem-para-o-dia-mundial-de-oracao-pelas-vocacoes/ Mon, 04 Dec 2017 13:34:36 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-divulga-mensagem-para-o-dia-mundial-de-oracao-pelas-vocacoes.html Foi divulgada esta segunda-feira a mensagem do Santo Padre para o 55º Dia Mundial de Oração pelas Vocações a ser celebrado em 22 de abril de 2018, IV Domingo da Páscoa, e que tem por tema “Escutar, discernir, viver a chamada do Senhor”. Confira abaixo a íntegra da mensagem.

“Queridos irmãos e irmãs!

No próximo mês de outubro, vai realizar-se a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que será dedicada aos jovens, particularmente à relação entre jovens, fé e vocação. Nessa ocasião, teremos oportunidade de aprofundar como, no centro da nossa vida, está a chamada à alegria que Deus nos dirige, constituindo isso mesmo «o projeto de Deus para os homens e mulheres de todos os tempos» (Sínodo dos Bispos – XV Assembleia Geral Ordinária, Os jovens, a fé e o discernimento vocacional, Introdução).

Trata-se duma boa notícia, cujo anúncio volta a ressoar com vigor no 55.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações: não estamos submersos no acaso, nem à mercê duma série de eventos caóticos; pelo contrário, a nossa vida e a nossa presença no mundo são fruto duma vocação divina.

Também nestes nossos agitados tempos, o mistério da Encarnação lembra-nos que Deus não cessa jamais de vir ao nosso encontro: é Deus connosco, acompanha-nos ao longo das estradas por vezes poeirentas da nossa vida e, sabendo da nossa pungente nostalgia de amor e felicidade, chama-nos à alegria. Na diversidade e especificidade de cada vocação, pessoal e eclesial, trata-se de escutar, discernir e viver esta Palavra que nos chama do Alto e, ao mesmo tempo que nos permite pôr a render os nossos talentos, faz de nós também instrumentos de salvação no mundo e orienta-nos para a plenitude da felicidade.

Estes três aspectos – escuta, discernimento e vida – servem de moldura também ao início da missão de Jesus: passados os quarenta dias de oração e luta no deserto, visita a sua sinagoga de Nazaré e, aqui, põe-Se à escuta da Palavra, discerne o conteúdo da missão que o Pai Lhe confia e anuncia que veio realizá-la «hoje» (cf. Lc 4, 16-21).

Escutar

A chamada do Senhor – fique claro desde já – não possui a evidência própria de uma das muitas coisas que podemos ouvir, ver ou tocar na nossa experiência diária. Deus vem de forma silenciosa e discreta, sem Se impor à nossa liberdade. Assim pode acontecer que a sua voz fique sufocada pelas muitas inquietações e solicitações que ocupam a nossa mente e o nosso coração.

Por isso, é preciso preparar-se para uma escuta profunda da sua Palavra e da vida, prestar atenção aos próprios detalhes do nosso dia-a-dia, aprender a ler os acontecimentos com os olhos da fé e manter-se aberto às surpresas do Espírito.

Não poderemos descobrir a chamada especial e pessoal que Deus pensou para nós, se ficarmos fechados em nós mesmos, nos nossos hábitos e na apatia de quem desperdiça a sua vida no círculo restrito do próprio eu, perdendo a oportunidade de sonhar em grande e tornar-se protagonista daquela história única e original que Deus quer escrever connosco.

Também Jesus foi chamado e enviado; por isso, precisou de Se recolher no silêncio, escutou e leu a Palavra na Sinagoga e, com a luz e a força do Espírito Santo, desvendou em plenitude o seu significado relativamente à sua própria pessoa e à história do povo de Israel.

Hoje este comportamento vai-se tornando cada vez mais difícil, imersos como estamos numa sociedade rumorosa, na abundância frenética de estímulos e informações que enchem a nossa jornada. À barafunda exterior, que às vezes domina as nossas cidades e bairros, corresponde frequentemente uma dispersão e confusão interior, que não nos permite parar, provar o gosto da contemplação, refletir com serenidade sobre os acontecimentos da nossa vida e realizar um profícuo discernimento, confiados no desígnio amoroso de Deus a nosso respeito.

Mas, como sabemos, o Reino de Deus vem sem fazer rumor nem chamar a atenção (cf. Lc 17, 21), e só é possível individuar os seus germes quando sabemos, como o profeta Elias, entrar nas profundezas do nosso espírito, deixando que este se abra ao sopro impercetível da brisa divina (cf. 1 Re 19, 11-13).

Discernir

Na sinagoga de Nazaré, ao ler a passagem do profeta Isaías, Jesus discerne o conteúdo da missão para a qual foi enviado e apresenta-o aos que esperavam o Messias: «O Espírito do Senhor está sobre Mim; porque Me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-Me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar o ano favorável da parte do Senhor» (Lc 4, 18-19).

De igual modo, cada um de nós só pode descobrir a sua própria vocação através do discernimento espiritual, um «processo pelo qual a pessoa, em diálogo com o Senhor e na escuta da voz do Espírito, chega a fazer as opções fundamentais, a começar pela do seu estado da vida» (Sínodo dos Bispos – XV Assembleia Geral Ordinária, Os jovens, a fé e o discernimento vocacional, II.2).

Em particular, descobrimos que a vocação cristã tem sempre uma dimensão profética. Como nos atesta a Escritura, os profetas são enviados ao povo, em situações de grande precariedade material e de crise espiritual e moral, para lhe comunicar em nome de Deus palavras de conversão, esperança e consolação. Como um vento que levanta o pó, o profeta perturba a falsa tranquilidade da consciência que esqueceu a Palavra do Senhor, discerne os acontecimentos à luz da promessa de Deus e ajuda o povo a vislumbrar, nas trevas da história, os sinais duma aurora.

Também hoje temos grande necessidade do discernimento e da profecia, de superar as tentações da ideologia e do fatalismo e de descobrir, no relacionamento com o Senhor, os lugares, instrumentos e situações através dos quais Ele nos chama. Todo o cristão deveria poder desenvolver a capacidade de «ler por dentro» a vida e individuar onde e para quê o está a chamar o Senhor a fim de ser continuador da sua missão.

Viver

Por último, Jesus anuncia a novidade da hora presente, que entusiasmará a muitos e endurecerá a outros: cumpriu-se o tempo, sendo Ele o Messias anunciado por Isaías, ungido para libertar os cativos, devolver a vista aos cegos e proclamar o amor misericordioso de Deus a toda a criatura. Precisamente «cumpriu-se hoje – afirma Jesus – esta passagem da Escritura que acabais de ouvir» (Lc 4, 20).

A alegria do Evangelho, que nos abre ao encontro com Deus e os irmãos, não pode esperar pelas nossas lentidões e preguiças; não nos toca, se ficarmos debruçados à janela, com a desculpa de continuar à espera dum tempo favorável; nem se cumpre para nós, se hoje mesmo não abraçarmos o risco duma escolha. A vocação é hoje! A missão cristã é para o momento presente! E cada um de nós é chamado – à vida laical no matrimônio, à vida sacerdotal no ministério ordenado, ou à vida de especial consagração – para se tornar testemunha do Senhor, aqui e agora.

Realmente este «hoje» proclamado por Jesus assegura-nos que Deus continua a «descer» para salvar esta nossa humanidade e fazer-nos participantes da sua missão. O Senhor continua ainda a chamar para viver com Ele e segui-Lo numa particular relação de proximidade ao seu serviço direto. E, se fizer intuir que nos chama a consagrar-nos totalmente ao seu Reino, não devemos ter medo. É belo – e uma graça grande – estar inteiramente e para sempre consagrados a Deus e ao serviço dos irmãos!

O Senhor continua hoje a chamar para O seguir. Não temos de esperar que sejamos perfeitos para dar como resposta o nosso generoso «eis-me aqui», nem assustar-nos com as nossas limitações e pecados, mas acolher a voz do Senhor com coração aberto. Escutá-la, discernir a nossa missão pessoal na Igreja e no mundo e, finalmente, vivê-la no «hoje» que Deus nos concede.

Maria Santíssima, a jovem menina de periferia que escutou, acolheu e viveu a Palavra de Deus feita carne, nos guarde e sempre acompanhe no nosso caminho.

Vaticano, 3 de dezembro – I domingo do Advento – de 2017.

Franciscus

Por CNBB, com Rádio Vaticano

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A Palavra é diálogo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-palavra-e-dialogo/ Fri, 01 Sep 2017 09:25:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48227 No caminho de formação humano-cristã nosso povo vai descobrindo, cada vez mais, o lugar único que assume a Palavra de Deus. Ela está no centro dos encontros de catequese, dos momentos de formação, dos cursos, das celebrações nas comunidades e nos grupos de reflexão e, portanto, da vida cristã. A metodologia da Leitura Orante está se mostrando muito eficaz, pois aproxima Palavra e vida, aprofundamento teórico e oração, estabelecendo um verdadeiro diálogo entre Deus, a pessoa e a comunidade. Auxilia a superar uma formação unicamente doutrinal e moral, permitindo que a pessoa se reconheça inserida no diálogo amoroso entre Deus e a humanidade.

Exatamente este é o ponto mais importante: a Palavra revela Deus em diálogo, Deus que fala, que sai de si e se volta para nós, que deseja falar conosco. Esta Palavra se fez concreta, visível, palpável no seu Filho. Nele, Deus se mostrou, tem um rosto. Está aberto, para sempre o caminho para Deus. “Nos tempos antigos, muitas vezes e de muitos modos Deus falou aos antepassados por meio dos profetas. No período final em que estamos, falou a nós por meio do Filho” (Hb 1,1). Por isso, no episódio da Transfiguração, ouviu-se a voz do Pai: “Este é o meu Filho amado, que muito me agrada. Escutai-o” (Mt 17,5).

O grande segredo é saber “escutar”. Treinar a escuta todos os dias. “A cada manhã o Senhor desperta o meu ouvido para que eu o escute como um discípulo” (Is 50,4). A Palavra cotidiana é o bom dia de Deus em nossa vida. É a Palavra preparada para o “hoje” de nossa vida, como alimento que é oferecido, como “luz para meus passos” (Sl 119,105). Se nos abeirarmos dela com docilidade, ela será sempre nova e nos surpreende a cada vez, mesmo quando confirma o que já sabemos. Como seria bom se a primeira palavra do dia fosse sempre a Palavra de Deus. Do que fala esta Palavra? Fala de Deus, de seu amor em ação pela humanidade. Mas fala também de mim, de nós, do mundo. Somos lidos por ela, pois fala de nossos projetos e de tudo o que habita nosso interior, permitindo que os interpretemos e compreendamos. Assim, deve ser guardada no coração, como fez Maria (cf. Lc2,19.51). “Se conservares e guardares a Palavra, de modo que ela desça à profundeza da tua alma e se transfunda nos teus afetos e nos teus costumes […], não há dúvidas que serás conservado por ela” (São Bernardo).

Por ser diálogo, a Palavra cotidianamente escutada, acolhida, meditada, guardada, pede nossa resposta. Trata-se de fazer com que a Palavra seja critério de discernimento para a vida, para as escolhas, lugar donde amadurecem os valores e a consciência moral. Para isto é preciso apostar na Palavra, mesmo quando não se compreende tudo, como fez Pedro (Lc 5,5) e Maria: “faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lc 1,37). Esta aposta, que envolve a vida inteira, é a fé, qual livre entrega de si a Deus. Momento importante deste diálogo é a oração, quando respondemos a Deus a partir das provocações que a Palavra trouxe. “Quando lês, é Deus que te fala; quando rezas, és tu que falas a Deus” (Santo Agostinho).

Assim, mesmo com o turbilhão de atividades e preocupações que fazem parte de nossa vida, mantemo-nos sempre “em diálogo”, conectados com Deus, por meio de sua Palavra. Afinal, Deus quer dialogar conosco sempre e nós precisamos d´Ele.

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta (RS)

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Papa adverte: cuidado ao escutar outras vozes que não sejam a do Bom Pastor https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-adverte-cuidado-ao-escutar-outras-vozes-que-nao-sejam-a-do-bom-pastor/ Mon, 08 May 2017 08:04:31 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46124 Depois da ordenação de 10 novos sacerdotes na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco presidiu a oração do Regina Coeli e advertiu sobre ouvir a voz de falsas sabedorias que não são as do Bom Pastor.

“Às vezes, racionalizamos muito a fé e corremos o risco de perder a percepção do timbre daquela voz, da voz de Jesus, Bom Pastor, que estimula, que fascina”. Para Jesus, “nunca somos estranhos, mas amigos e irmãos”, disse o Papa.

Entretanto, “nem sempre é fácil distinguir a voz do bom pastor. Existe sempre o perigo do ladrão, do bandido e do falso pastor”, advertiu

“Existe o risco de ser distraído pelo som de outras vozes”, por isso, “hoje somos convidados a não nos deixar distrair por falsas sabedorias deste mundo, mas seguir Jesus, Ressuscitado, como única guia segura que dá sentido à nossa vida”.

O Papa explicou que no Evangelho se apresentam duas imagens: a do pastore a da porta do redil. “O rebanho, que somos todos nós, tem como moradia um redil que serve de refúgio, onde as ovelhas vivem e descansam após o cansaço do caminho. E o redil tem um recinto com uma porta, onde há um guardião”.

“Várias pessoas se aproximam do rebanho. Há quem entra no recinto pela porta e quem sobe por outro lado. O primeiro é o pastor, o segundo um estranho que não ama as ovelhas, que quer entrar, mas por outros interesses. Jesus se identifica com o primeiro e manifesta uma relação de familiaridade com as ovelhas, expressa através da voz, com a qual chama e que elas reconhecem e seguem”.

“Cristo, Bom Pastor, tornou-se a porta da salvação da humanidade, porque ofereceu a sua vida pelas ovelhas. Jesus, bom pastor e porta das ovelhas, é um chefe cuja autoridade se expressa no serviço, um chefe que, para comandar, doa a vida e não pede aos outros para sacrificá-la”, acrescentou.

“É possível confiar em um chefe assim, como as ovelhas que escutam a voz do seu pastor, porque sabem que ele leva a campos bons e abundantes. Basta um sinal, um chamado, que elas o seguem, obedecem, caminham em direção da voz daquele que ouvem como presença amiga, forte e doce, que conduz e protege, consola e cuida”.

“Assim é Cristo para nós”, destacou o Papa. “Há uma dimensão da experiência cristã que talvez deixamos um pouco de lado: a dimensão espiritual e afetiva, o sentirmo-nos ligados por um vínculo especial ao Senhor como as ovelhas ao seu pastor”.

Por último, o Papa pediu que a Virgem Maria “acompanhe os dez novos sacerdotes que ordenei há pouco e sustente com sua ajuda os que são chamados, para que estejam dispostos e sejam generosos ao seguir sua voz”.

Por ACI Digital

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