escuta - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png escuta - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 A novos bispos, Papa fala de discernimento espiritual e pastoral https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/a-novos-bispos-papa-fala-de-discernimento-espiritual-e-pastoral/ Thu, 14 Sep 2017 13:23:30 +0000 http://teste.toqueto.com/a-novos-bispos-papa-fala-de-discernimento-espiritual-e-pastoral.html O Papa Francisco recebeu na Sala Clementina, no Vaticano, nesta quinta-feira, 14, os novos bispos ordenados nos últimos doze meses. Eles participaram de um curso de formação, promovido pela Congregação para os Bispos. O Brasil teve 20 representantes no encontro. 

Francisco manifestou a alegria de conhecer pessoalmente e aprofundar com os novos bispos da Igreja a graça e a responsabilidade do ministério que receberam. 

O discurso do Pontífice se deteve no discernimento espiritual e pastoral, necessário para que o povo chegue ao conhecimento e realização da vontade de Deus. O Espírito Santo é o protagonista de todo discernimento autêntico. “Somente quem é guiado por Deus tem título e credibilidade para ser proposto como guia dos outros. Pode ensinar e fazer crescer no discernimento somente quem tem familiaridade com esse mestre interior que, como uma bússola, oferece os critérios para distinguir, para si e para os outros, os tempos de Deus e sua graça”. 

Discernimento e oração

Segundo o Papa, um bispo não pode dar como certo a posse de um dom tão elevado e transcendente, como se fosse um direito adquirido, sem cair num ministério infecundo. Ele destacou que é preciso implorar por esse dom continuamente como primeira condição para iluminar toda sabedoria humana, existencial, psicológica, sociológica e moral que pode servir na tarefa de discernir os caminhos de Deus para a salvação daqueles que lhes foram confiados. 

“O discernimento nasce do coração e na mente do bispo através de sua oração, quando coloca em contato as pessoas e as situações confiadas a ele com a Palavra divina proferida pelo Espírito. É nessa intimidade que o Pastor amadurece a liberdade interior que o torna firme em suas escolhas e em seus comportamentos, pessoais e eclesiais. Somente no silêncio da oração é possível aprender a voz de Deus, encontrar os traços de sua linguagem e ter acesso à sua verdade”.

Discernimento e escuta

“O discernimento é um dom do Espírito à Igreja ao qual se responde com a escuta”, disse ainda o Papa. Ele frisou que o bispo é chamado a viver o próprio discernimento de Pastor como membro do Povo de Deus, numa dinâmica sempre eclesial, a serviço da comunhão. “O bispo não é um pai patrão autossuficiente e nem um pastor solitário amedrontado e isolado”. 

“O discernimento do Bispo é sempre uma ação comunitária que não prescinde da riqueza do parecer de seus presbíteros e diáconos, do parecer do Povo de Deus e de todos aqueles que podem oferecer-lhe uma contribuição útil.”

Francisco convidou os bispos a cultivarem o comportamento de escuta, crescendo na liberdade de renunciar ao próprio ponto de vista para assumir o ponto de vista de Deus. 

Discernimento, humildade e obediência

“A missão que os espera não é a de trazer ideias e projetos próprios, nem soluções abstratamente criadas por quem considera a Igreja um quintal de sua casa, mas humildemente, sem protagonismos ou narcisismos, oferecer o seu testemunho concreto de união com Deus, servindo o Evangelho que deve ser cultivado e ajudado a crescer naquela situação específica”.

O Papa explicou que discernir significa, portanto, humildade e obediência. “Humildade em relação aos próprios projetos. Obediência em relação ao Evangelho, ao Magistério, às normas da Igreja universal e à situação concreta das pessoas”. 

Para Francisco, “o discernimento é um remédio contra a imobilidade do ‘sempre foi feito assim’ ou do ‘levar tempo’. É um processo criativo que não se limita a aplicar esquemas. É um antídoto contra a rigidez, pois as mesmas soluções não são válidas em todos os lugares”.

O Papa convidou os bispos a terem uma delicadeza especial com a cultura e a religiosidade do povo, cuidar e dialogar com o povo.

Crescer no discernimento

Por fim, o Santo Padre pediu que os bispos se esforcem para crescer no discernimento encarnado e inclusivo, que dialogue com a consciência dos fiéis em um processo de acompanhamento paciente e corajoso. “A atividade de discernir não é reservada aos sábios, aos perspicazes e aos perfeitos. Ao contrário, Deus muitas vezes resiste aos soberbos e se mostra aos humildes”. 

E para progredir nesse discernimento, Francisco orientou educar-se à paciência de Deus e aos seus tempos. “Cabe a nós acolher todos os dias de Deus a esperança que nos preserva de toda abstração, pois nos permite descobrir a graça escondida no presente sem perder de vista a longanimidade de seu desígnio de amor que vai além de nós”, concluiu o Papa.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Indispensável promover o diálogo e a escuta https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/indispensavel-promover-o-dialogo-e-a-escuta/ Mon, 13 Mar 2017 09:11:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44825 O Papa Francisco recebeu no final da manhã do último sábado, no Vaticano, os voluntários do “Telefone Amigo Itália”, por ocasião dos seus 50 anos de atividades.

No seu discurso aos cerca de 400 presentes na Sala Clementina, no Palácio Apostólico o Santo Padre afirmou que essa Associação está comprometida a apoiar todos aqueles que se encontram em condições de solidão, confusão e que necessitam de escuta, compreensão e ajuda moral.

“Trata-se de um serviço importante, especialmente no contexto social de hoje,  – disse o Papa -, marcado por múltiplas dificuldades cujas origens muitas vezes se encontram no isolamento e na falta de diálogo”.

Indispensável promover o diálogo e a escuta

As grandes cidades, – continuou Francisco -, apesar de serem superpovoadas, são emblema de um gênero de vida pouco humano à qual os indivíduos estão se acostumando: indiferença generalizada, comunicação cada vez mais virtual e menos pessoal, falta de valores sólidos sobre os quais basear a existência, cultura do ter e do aparecer. Neste contexto, – reafirmou – é indispensável promover o diálogo e a escuta.

“O diálogo permite conhecer e entender as recíprocas necessidades. Primeiro, demostra um grande respeito, porque coloca as pessoas em um comportamento de abertura recíproca, para receber os aspectos melhores do interlocutor. Além disso, o diálogo é expressão de caridade, porque, mesmo não ignorando as diferenças, pode ajudar a buscar  e compartilhar caminhos em busca do bem comum”.

Dialogar ajuda as pessoas a humanizar as relações

Francisco acrescentou que através do diálogo, “podemos aprender a ver o outro não como uma ameaça, mas como um dom de Deus, que nos interpela e nos pede para ser reconhecido”. Dialogar ajuda as pessoas a humanizar as relações e a superar mal-entendidos. Se houvesse mais diálogo – um diálogo real! – nas famílias, no ambiente de trabalho, na política, seriam resolvidas mais facilmente tantas questões, afirmou o Santo Padre.

Ouvir o outro requer paciência 

Mas a condição do diálogo – acrescentou o Pontífice – é a capacidade de escutar, que infelizmente não é muito comum. Ouvir o outro requer paciência e atenção. Somente quem sabe se calar sabe escutar: escutar Deus, escutar o irmão e a irmã que precisam de ajuda, escutar um amigo, um membro da família.

“O próprio Deus é o melhor exemplo de escuta: cada vez que rezamos, Ele nos ouve, sem pedir nada e até mesmo nos precede e toma a iniciativa em atender os nossos pedidos de ajuda. A atitude de escuta, da qual Deus é o modelo, exorta-nos a derrubar os muros dos mal-entendidos, a criar pontes de comunicação, superando o isolamento e o fechamento no nosso mundo pequeno”.

O Papa finalizou que através do diálogo e da escuta podemos contribuir à construção de um mundo melhor, tornando-o lugar de acolhida e respeito, contrastando assim as divisões e os conflitos.

Por Rádio Vaticano

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