Encíclica Laudato Si - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Encíclica Laudato Si - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Cuidado com a casa comum: “o tempo está se esgotando”, adverte o Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-mundo/cuidado-com-a-casa-comum-o-tempo-esta-se-esgotando-adverte-o-papa-francisco/ Mon, 17 Jun 2019 13:30:35 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55794 Nesta terça-feira, 18 de junho de 2019, completam-se quatro anos desde que a encíclica Laudato Si’ pôde ser conhecida pelo mundo todo. O alerta para a urgente mobilização frente à crise socioambiental vivida no mundo, com o chamado à conversão ecológica, agora ganhou contornos de urgência: “o tempo está se esgotando”, disse o Papa Francisco, na última semana a dirigentes de empresas petrolíferas que participava do encontro sobre “A transição energética e a tutela da casa comum”.

O encontro promovido na Casina Pio IV, nos Jardins Vaticanos, pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, teve a participação do Papa Francisco, que manifestou sua preocupação com o “momento crítico” que o planeta está vivendo.

“Queridos amigos, o tempo está se esgotando! As reflexões devem ir além das meras explorações daquilo que pode ser feito e concentrar-se sobre o que precisa ser feito”, exortou o Pontífice.

De acordo com destaque do Vatican News, o Papa Francisco ressaltou que a atual crise ecológica, “especialmente a mudança climática, ameaça o futuro da família humana”. Francisco lamentou o fato de que por muito tempo os frutos das pesquisas científicas foram coletivamente ignorados. Um dos mais recentes, citado por Francisco, foi o relatório sobre o impacto do aquecimento global se ultrapassada a marca de 1,5°C nos próximos anos.

“Como demonstra a atual situação, os pobres são os mais vulneráveis aos furacões, à seca, às inundações e aos outros eventos climáticos extremos. Por isso, certamente se requer coragem para responder ‘ao clamor sempre mais desesperado da terra e dos seus pobres’”, disse Francisco.

Francisco destacou a exigência dos jovens para que haja uma transformação. O mesmo destaque foi dado pelo prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, cardeal Cardeal Peter Turkson, em carta à comunidade científica por ocasião do aniversário da encíclica Laudato Si’:

“É bom juntar cientistas e jovens para pedir a nossa família humana, especialmente aqueles em posições de poder político e econômico, que tomem medidas drásticas para mudar de rumo. Devemos “pensar em um mundo único, um projeto comum” ( LS 164)). Devemos apelar aos líderes políticos para que sejam muito mais corajosos e ouçam o dramático grito da comunidade científica e o movimento juvenil pelo clima” – cardeal Turkson.

O cardeal ainda destacou o dever dos governos de respeitar os compromissos assumidos na conferência do clima realizada em Paris, no ano de 2015: “Para enfrentar essa crise climática alarmante, precisamos mobilizar a vontade e a decisão, bem como recursos econômicos de grande escala. Foi feito durante a crise financeira de 2007-2008 para salvar os bancos: não é possível fazer o mesmo agora para salvar a nossa casa comum, o futuro de nossos filhos e as gerações futuras?”, provoca.

Diálogo entre Igreja e empresas
O encontro no Vaticano examinou três pontos interconexos: uma correta transição energética, o preço do carvão e a transparência ao divulgar os riscos climáticos.

A transição implica uma gestão do impacto social rumo a uma sociedade com baixo consumo de carvão. “Se for bem administrada, esta transição pode gerar novas oportunidades de emprego, reduzir as desigualdades e aumentar a qualidade de vida para as pessoas afetadas pela mudança climática”, evidenciou o Papa.

Fotos: Vatican Media e Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral

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Papa Francisco: a defesa da água é a defesa da vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-a-defesa-da-agua-e-a-defesa-da-vida/ Thu, 22 Mar 2018 13:16:37 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-a-defesa-da-agua-e-a-defesa-da-vida.html Celebra-se nesta quinta-feira (22/03), o Dia Mundial da Água, bem essencial para o futuro da humanidade para o qual o Papa Francisco tem chamado a atenção.  

Por ocasião desse dia, o Santo Padre tuitou: “A defesa da terra, a defesa da água, é a defesa da vida”.

“Questiono-me então se, no meio desta «terceira guerra mundial em pedaços», que hoje estamos vivendo, não caminhamos porventura rumo à grande guerra mundial pela água”, disse o Papa em seu discurso à Pontifícia Academia das Ciências, em 24 de fevereiro de 2017.

Na Encíclica Laudato Si o Pontífice dedica um ponto específico para a questão da água, dos parágrafos 27 a 31.

O Papa recorda que “a água potável e limpa constitui uma questão de primordial importância, porque é indispensável para a vida humana e para sustentar os ecossistemas terrestres e aquáticos”.

Afirma que “a pobreza da água pública verifica-se especialmente na África, onde grandes setores da população não têm acesso a água potável segura, ou sofrem secas que tornam difícil a produção de alimento. Em alguns países, há regiões com abundância de água, enquanto outras sofrem de grave escassez.”

“Um problema particularmente sério é o da qualidade da água disponível para os pobres, que diariamente ceifa muitas vidas”, ressalta Francisco na encíclica.

“Enquanto a qualidade da água disponível piora constantemente, em alguns lugares cresce a tendência para se privatizar este recurso escasso, tornando-se uma mercadoria sujeita às leis do mercado. Na realidade, o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos.”

“Este mundo tem uma grave dívida social para com os pobres que não têm acesso à água potável, porque isto é negar-lhes o direito à vida radicado na sua dignidade inalienável”, escreve o Papa Francisco.

Em novembro de 2014, durante sua visita à FAO, em Roma, o Papa disse: “A água não é grátis, como muitas vezes pensamos. Será o grave problema que pode nos levar a uma guerra”.

Assista a vídeo com o Papa falando sobre a água aqui.

Por Vatican News

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Em vídeo, o Papa pede solidariedade e compromisso na vida cotidiana https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-video-o-papa-pede-solidariedade-e-compromisso-na-vida-cotidiana/ Fri, 01 Dec 2017 08:02:36 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49675 “Esta iniciativa promove uma causa que carrego no meu coração”: assim o Papa, em uma mensagem em vídeo, define o Simpósio internacional “Laudato si’. O cuidado da Casa Comum, uma conversão necessária à ecologia humana”, em andamento em San José, na Costa Rica. O evento é promovido pela Universidade Católica da Costa Rica, em colaboração com a Fundação Ratzinger. Assista ao vídeo aqui.

“Saúdo todos vocês que participam deste Simpósio organizado pela Universidade Católica de Costa Rica com a colaboração da Fundação Ratzinger. Agradeço ao Presidente da República pelo apoio dado a esta iniciativa, que promove uma causa que eu carrego no meu coração.

Com a Encíclica Laudato si eu pedi a atenção da humanidade e da Igreja para as questões mais urgentes relacionadas ao cuidado da nossa casa comum e ao presente e futuro dos povos que a habitam. Os problemas da destruição do ambiente natural são cada vez mais graves e as consequências para a vida das pessoas são dramáticas.

Para enfrentá-las, precisamos ter uma visão ampla das causas, da natureza da crise e de seus vários aspectos. Não nos é lícito diante dessa problemática mundial qualquer atitude negacionista. É essencial a colaboração de cientistas, sociólogos, economistas e políticos, bem como de educadores e formadores de consciência, porque sem uma verdadeira conversão de nossas atitudes e de nossos comportamentos cotidianos, as soluções técnicas não conseguirão salvar a nossa Casa Comum.

Como bem disse o Papa Bento XVI, é necessária uma ‘ecologia humana’, que coloque no centro o desenvolvimento integral da pessoa e faça um chamado à sua responsabilidade pelo bem comum, pelo respeito e o cuidado com as criaturas que Deus nos confiou.

Desejo de todo coração que este Simpósio dê um forte impulso à colaboração das Universidades Católicas – particularmente na América Latina e no Caribe – ao estudo dos problemas, do desenvolvimento da situação e das possíveis soluções; e também para sugerir propostas concretas, a fim de despertar uma maior responsabilidade no cuidado da Casa Comum, não só nas pessoas individuais, mas também nas comunidades políticas, sociais, eclesiais e, finalmente nas famílias.

São necessárias a solidariedade e o compromisso de todos. A Encíclica Laudato si é um chamado a todos e a cada um. É necessária a colaboração de todos, a fim de acolher a mensagem da Laudato si e traduzi-la para a vida concreta, para o bem e o futuro da família humana.

Obrigado pelo seu trabalho. Que Deus os abençoe.”

Por Rádio Vaticano

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1 milhão de católicos com a Laudato Si. Seja um deles! https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/1-milhao-de-catolicos-com-a-laudato-si-seja-um-deles/ Mon, 17 Jul 2017 13:11:59 +0000 http://teste.toqueto.com/1-milhao-de-catolicos-com-a-laudato-si-seja-um-deles.html Em comemoração ao 2º aniversário da histórica Encíclica Laudato Si do Papa Francisco, (18 de junho de 2015), o Movimento Católico Global pelo Clima (MCGC) está lançando a campanha Compromisso Laudato Si, para manter viva a mensagem do Pontífice e incentivar a ação católica para enfrentar a crise climática.

Compromisso prático

O Compromisso Laudato Si é uma campanha que nos convida a nos comprometermos com a transição para as energias renováveis em nossas casas e comunidades e pressionarmos os líderes políticos a tomarem medidas fortes sobre as mudanças climáticas. A Campanha é voltada para quatro públicos diferentes: indivíduos, famílias, paróquias e organizações. O objetivo é envolver 1 milhão de católicos para enfrentar a crise climática.

Lançamento nas Filipinas, lugar simbólico

A Campanha é lançada com o apoio de cardeais, bispos e outros líderes globais de alto nível (veja as citações abaixo) para incentivar o envolvimento da Igreja em geral.

O evento de lançamento ocorreu em Manila (Filipinas) no dia 17 de junho, com o apoio de líderes da Igreja, como Cardeal Luis Tagle, (arcebispo de Manilha e Presidente da Caritas Interrnacional), e o Arcebispo Sócrates Villegas (arcebispo de Lingayen-Dagupan e Presidente da Conferência Episcopal das Filipinas). A localização do lançamento é significativa dada a vulnerabilidade dos povos da ilha aos impactos das mudanças climáticas, bem como a participação dos católicos filipinos nas questões ecológicas.

Compromisso está on line também em português

A Campanha já está ‘online’ em inglês, espanhol, português e italiano. As pessoas que assumirem o compromisso receberão convites para transformar a Laudato Si em ações através de iniciativas do MCGC que acontecem ao longo do ano, como o Tempo da Criação (1 de setembro a 4 de outubro) e o Dia da Terra (22 de abril).

No compromisso, respondemos ao chamado do Papa Francisco na Laudato Si’, assumindo três empenhos: Rezar pela e com a criação, viver com simplicidade e engajar-se no cuidado da nossa casa comum.

Movimento Católico Global pelo Clima

O Movimento Católico Global pelo Clima (MCGC) é uma rede internacional de indivíduos e organizações católicas que respondem ao chamado do Papa Francisco na Laudato Si por justiça climática. Fundado em janeiro de 2015, o MCGC cresceu rapidamente, reunindo mais de 400 organizações membros e milhares de católicos para agir por meio de campanhas inovadoras para trazer Laudato Si’ para a vida.

Em 1º de fevereiro de 2017, o Papa Francisco enalteceu e encorajou a ação do Movimento Católico Mundial pelo Clima Global (Catholic Climate Movement, GCCM), em um encontro no Vaticano. Confira aqui.

Citações

Cardeal John Ribat, arcebispo de Port Moresby, Papua Nova-Guiné e Presidente da Federação das Conferências Episcopais da Oceania: “Este é um ministério crucial para ajudar a Igreja global a responder à crise climática. Em nome das comunidades vulneráveis da Oceania, exorto todos os católicos a se juntarem e apoiarem este importante esforço para levar Laudato Si’ a vida”.

Cardeal Blase Joseph Cupich, arcebispo de Chicago: “Laudato Si’ é um chamado inequívoco à ação para proteger a nossa Casa Comum. Ao marcar o segundo aniversário deste documento inovador, há uma urgência ainda maior para trabalharmos juntos para honrar o presente do nosso criador. Ao fazê-lo, protegeremos os pobres e marginalizados dos efeitos das mudanças climáticas e preservaremos nosso pequeno planeta para as gerações futuras”.

Cardeal Sean O’Malley, OFM, Cap. arcebispo de Boston: “O Papa Francisco fornece uma importante contribuição para o bem do mundo em que vivemos, deixando claro que temos a responsabilidade de cuidar do dom extraordinário da criação de Deus, mostrando o respeito pelas necessidades de todas as pessoas em toda a comunidade internacional. O Santo Padre nos chama apropriadamente a considerar como nossas ações hoje afetarão o bem-estar daqueles que nos seguirão no futuro.” 

Cardeal Wilfrid Napier, arcebispo de Durban, África do Sul: “A mensagem da Laudato Si” é importante porque pede a todos que reúnam o sorriso na oferta de Deus, que continuem a inspirar e orientar os filhos para cuidar da Criação, o que Ele tão bem criou”.

Dom. Luigi Bressan, arcebispo emérito de Trento, Itália: “A mensagem da Encíclica Laudato Si’ tem uma visão integral abrangente do ser humano em relação à economia, relações, natureza e comunidade. É uma mensagem muito clara e profunda: todos nós estamos interligados e não isolados uns dos outros”.

Por Rádio Vaticano

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Rio hospeda conferência “Laudato si e Grandes Cidades” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/rio-hospeda-conferencia-laudato-si-e-grandes-cidades/ Thu, 06 Jul 2017 08:01:26 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47256 A Arquidiocese do Rio acolhe de 13 a 15 de julho a segunda edição do Congresso Internacional de Ecologia e Grandes Cidades, no auditório do Edifício João Paulo II, na Glória. O encontro deverá abordar as questões ecológicas e ambientais das metrópoles no planeta.

A conferência terá três questões ambientais chave: água, ar e resíduos, através das quais serão apresentadas as atuais e futuras situações. A Encíclica Laudato si do Papa Francisco será utilizada como ponto inicial de discussão, com o objetivo de abordar os aspectos ambientais, sociais, éticos e de gestão associados às grandes cidades.

Com apoio da Arquidiocese do Rio, o encontro é organizado pela Fundação Antoni Gaudi para as Grandes Cidades, localizada em Barcelona, na Espanha, cujo objetivo é contribuir para a humanização dos grandes centros urbanos. A instituição nasceu logo após a Conferência Internacional das Grandes Cidades, em Barcelona e Roma, em 2015.

Motivação, objetivos e organização

Cerca de 80% da população brasileira vive em grandes cidades. Tanto no Brasil como em outros países do mundo as metrópoles crescem em número e tamanho, contribuindo, diretamente, para as problemáticas que envolvem o meio ambiente. Essa é a principal motivação para a realização da conferência no Rio de Janeiro.

O caráter internacional da conferência se reflete no esboço da discussão das questões levantadas e na origem dos palestrantes, provenientes de diferentes continentes e renomados pela competência técnica, científica e social.

Pela manhã, as conferências serão dedicadas a aspectos técnicos, administrativos e éticos para a água, o ar e os resíduos, seguidas de debates entre oradores e participantes. À tarde, serão destacados os painéis de discussões sobre gerenciamento, reflexão ética e social e científico-técnico.

O primeiro deles será composto por prefeitos de diferentes países; o segundo por líderes religiosos de diferentes denominações e o terceiro por reitores de universidades de diferentes países.

Oradores e convidados

O encontro contará com a presença de prefeitos das grandes cidades de diversos países, além de secretários de Meio Ambiente e Urbanismo, reitores das maiores universidades do Brasil, bem como professores, universitários e líderes religiosos de diferentes denominações.

Estarão o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, o Presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, o arcebispo emérito de Barcelona, Cardeal Lluís Martínez Sistach, o arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, o Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, Cardeal Cláudio Hummes e o arcebispo de Brasília, Presidente da CNBB, Cardeal Sérgio da Rocha.

Confira aqui a programação completa do evento.

Por Rádio Vaticano

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No Dia do Meio Ambiente, Papa pede respeito por patrimônio da humanidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/no-dia-do-meio-ambiente-papa-pede-respeito-por-patrimonio-da-humanidade/ Mon, 05 Jun 2017 12:55:18 +0000 http://teste.toqueto.com/no-dia-do-meio-ambiente-papa-pede-respeito-por-patrimonio-da-humanidade.html O Papa Francisco associou-se nesta segunda-feira, 5, à celebração do Dia do Meio Ambiente com uma mensagem no Twitter, apelando ao respeito por um “patrimônio” da humanidade.

“Nunca esqueçamos que o ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos”, escreveu na sua conta “@pontifex”, em nove línguas.

O tema tem sido uma das preocupações do atual pontificado, marcado por apelos em favor de um novo “equilíbrio ecológico global”, como aconteceu em novembro, numa audiência concedida aos participantes na assembleia plenária da Academia Pontifícia das Ciências, da Santa Sé, entre os quais o astrofísico britânico Stephen Hawking.

O Papa advertiu para o perigo de um “colapso ecológico” e o consequente aumento da pobreza e da exclusão social, citando a Encíclica ‘Laudato si’.

Este texto, publicado em 18 de junho de 2015, propõe uma mudança de fundo na relação da humanidade com o meio ambiente, alertando para as consequências já visíveis do aquecimento global e das alterações climáticas.

“As mudanças climáticas são um problema global com graves implicações ambientais, sociais, econômicas, distributivas e políticas, constituindo atualmente um dos principais desafios para a humanidade”, escreve Francisco, que assinou o primeiro documento do gênero inteiramente dedicado a questões ecológicas.

O documento contesta um modelo de desenvolvimento baseado no “uso intensivo de combustíveis fósseis”, que está no centro do sistema energético mundial.

O Papa defende ainda a necessidade de uma redução de gases com efeito de estufa, o que “requer honestidade, coragem e responsabilidade, sobretudo dos países mais poderosos e mais poluentes”.

A encíclica com 246 números, divididos em seis capítulos, fala da “relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta” e lança várias críticas a um “novo paradigma e formas de poder que derivam da tecnologia”, desafiando a comunidade internacional a “procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso”.

Francisco convida a reconhecer “o valor próprio de cada criatura”, o “sentido humano da ecologia”, e considera que face a temas tão complexos existe a necessidade de “debates sinceros e honestos”.

O Papa recorda “a grave responsabilidade da política internacional e local”, condenado o aborto e a “cultura do descarte”, num texto que apresenta a proposta dum “novo estilo de vida” para a humanidade.

A encíclica é o grau máximo das cartas que um Papa escreve e a expressão ‘Laudato si’’ (louvado sejas) remete para o ‘Cântico das Criaturas’ (1225), de São Francisco de Assis, o religioso que inspirou o pontífice argentino na escolha do seu nome.

Por Agência Ecclesia

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