Emanuel - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Emanuel - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 É Natal https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/e-natal/ Mon, 25 Dec 2017 09:47:24 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50272 Natal é um acontecimento festivo, alegre, com troca de presentes e muitas luzes. Tudo isto para ressaltar o anúncio do anjo: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!” (Lucas 2,10-11). Todas as manifestações externas, por mais grandiosas e belas que sejam, ainda são insuficientes para celebrar o mistério do Natal, isto é, Deus veio habitar entre nós e o sinal é “um recém-nascido, envolto em faixas e deitado numa manjedoura” (Lc 2,12).

Outra atitude fundamental para celebrar o Natal é o silêncio. Os textos bíblicos não falam de silêncio, mas fazem silêncio. A sobriedade e a brevidade dos relatos bíblicos impressionam. São breves dados e quase nada de falas, tudo reduzido a uma extrema simplicidade. Como dizemos com frequência: “não tem palavras para explicar”.

Pode-se caracterizar duas espécies fundamentais de silêncio: um que podemos chamar de ascético ou natural e o outro podemos chamar de sobrenatural. O silêncio ascético ou natural é realizado de muitas formas. Uma forma é a que busca o silêncio exterior em lugares e ambientes com menos ruídos, menos pessoas. Lugares privilegiados são aqueles que proporcionam o contato com a natureza. Também há o silêncio ascético interior que busca serenar o coração, a mente e o corpo. A espiritualidade da quietação do coração busca diminuir a influência da razão para dar lugar à oração. Encontramos esta busca em muitas religiões. O homem se impõe conscientemente o silêncio.

Vivemos imersos, as vinte quatro horas do dia, em barulhos e numa vida desenfreada. O período que antecede o Natal, também por coincidir com o final do ano, acelera ainda mais o ritmo. Toda esta agitação pode desviar o foco e impedir de viver o essencial. Desafiador é tomar a atitude de fazer silêncio. Romper com a lógica e a onda da maioria e aquietar-se. Fazer silêncio para provocar um encontro com Deus e com as pessoas.

A outra modalidade de silêncio é que podemos chamar de sobrenatural. Ela é provocada pelo contato com Deus. Um silêncio originado da manifestação ou da teofania de Deus. Aqui a iniciativa é de Deus e não do homem. O primeiro silêncio é do homem que quer conquistar Deus; o segundo é do homem que foi conquistado por Deus. A presença Dele faz calar o homem. Um silêncio marcado pelo assombro, adoração, alegria, e às vezes, até de temor.

No Natal fazemos silêncio sobrenatural diante misteriosa maneira escolhida por Deus para chegar a nós rompendo toda lógica humana. A grandeza de Deus é manifestada na fragilidade de uma criança, num presépio, num lugar singelo. Deus se revela sob o seu contrário. Escondendo a grandeza na pequenez, a força na fraqueza, a majestade na humildade. O homem moderno se lamenta com frequência do silêncio de Deus, mas não se dá conta de que Deus cala exatamente por que ele fala, porque não é suficientemente humilde para escutá-lo. Deus fala ao homem também com o seu silêncio; com isso o reconduz à verdade.

Acolhamos este grito que se eleva do Natal: Deus se despojou da sua tremenda majestade; não apavora mais, não quer apavorar; agora é Emanuel – Deus-conosco. Cale-se toda a terra, ajoelhe-se e O adore.

Por Dom Rodolfo Luís Weber – Arcebispo de Passo Fundo

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A vida de um cristão é como uma âncora fixa no céu https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/a-vida-de-um-cristao-e-como-uma-ancora-fixa-no-ceu/ Wed, 26 Apr 2017 13:28:20 +0000 http://teste.toqueto.com/a-vida-de-um-cristao-e-como-uma-ancora-fixa-no-ceu.html Durante a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco comparou a esperança cristã a uma âncora fixa no céu: “Nós temos nossa vida ancorada no céu. O que temos que fazer? Segurar a corda: ela está sempre ali. E assim vamos avante, porque estamos certos de que a nossa vida é como uma âncora no céu, naquela margem onde chegaremos”.

O Santo Padre assegurou que a âncora é um dos símbolos cristãos de que mais gosta: “Não por acaso entre os símbolos cristãos da esperança está a âncora. Expressa que a nossa esperança não é vaga, não pode ser confundida com um sentimento mutável de quem quer melhorar as coisas deste mundo de maneira irrealista, partindo somente da própria força de vontade”.

Pelo contrário, “a esperança cristã encontra sua raiz na segurança daquilo que Deus prometeu e realizou em Jesus Cristo. Se Ele nos garantiu que nunca nos abandonará e se no início de cada vocação existe um ‘segue-me’ com o qual Ele nos assegura que permanecerá sempre conosco, por que temer? Com esta promessa, os cristãos podem caminhar por todas as partes”.

O Pontífice realizou esta reflexão a partir de duas frases do Evangelho de São Mateus: “Estou convosco todos os dias até o fim do mundo”; “A Ele será dado o nome Emanuel, que significa Deus conosco”.

Francisco destacou que essas palavras refletem a proximidade de Deus a suas criaturas. “São palavras que comunicam o mistério de um Deus cujo nome, cuja identidade é ‘estar com’, em particular ‘conosco’, ou seja, com a criatura humana”.

“O nosso Deus não é um Deus ausente, levado por um céu muito distante; é, pelo contrário, um Deus ‘apaixonado’ pelo homem, tão ternamente amante, a ponto de ser incapaz de separar-se dele. Nós humanos somos hábeis em cortar ligações e pontes. Ele, pelo contrário, não. Se o nosso coração se esfria, o seu permanece incandescente. O nosso Deus nos acompanha sempre, mesmo se por desventura nós nos esqueçamos Dele”.

O Papa recordou que o homem está em caminho neste mundo e que, nesse caminhar, sempre está acompanhado por Deus. “A nossa existência é um peregrinar, um caminho. Nossa alma é uma alma migrante. A Bíblia está repleta de histórias de peregrinos e viajantes”.

“Em seu caminho no mundo, o homem nunca está sozinho. Sobretudo o cristão não se sente nunca abandonado, pois Jesus nos assegura não somente de nos esperar ao final de nossa longa viagem, mas de nos acompanhar em cada um de nossos dias”.

O Bispo de Roma se perguntou: “Até quando perdurará a preocupação de Deus pelo bem-estar do homem? A resposta do Evangelho não deixar espaço a dúvidas: Até o fim dos tempos. Passará o céu, passará a terra, veremos desaparecer a esperança humana, mas a Palavra de Deus é maior que tudo e não passará”.

“Não haverá um dia em nossas vidas em que deixaremos de ser uma preocupação para o coração de Deus. Ele se preocupa conosco, caminha conosco. E por que faz isso? Simplesmente porque nos ama. E Deus certamente proverá todas as nossas necessidades, não nos abandonará no tempo da provação e da escuridão”.

Por ACI Digital

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