egoísmo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png egoísmo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Francisco: receber a comunhão na Missa ajuda a nos separarmos do egoísmo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/francisco-receber-a-comunhao-na-missa-ajuda-a-nos-separarmos-do-egoismo/ Wed, 21 Mar 2018 13:51:26 +0000 http://teste.toqueto.com/francisco-receber-a-comunhao-na-missa-ajuda-a-nos-separarmos-do-egoismo.html O Papa Francisco ofereceu uma nova Catequese sobre a Missa na Audiência geral desta quarta-feira e falou da Oração Eucarística IV e da comunhão e recordou que ao recebê-la também se deixam para trás os egoísmos.

O Bispo de Roma lembrou que, “enquanto nos une a Cristo, separando-nos de nossos egoísmos, a Comunhão nos abre e une a todos aqueles que são um só nele. Eis o prodígio da Comunhão: tornamo-nos aquilo que recebemos!”.

“Celebramos a Eucaristia para nos nutrirmos de Cristo, que doa a si mesmo quer na Palavra como no Sacramento do altar”, assinalou.

O Papa assegurou que se trata de um convite “a experimentar a íntima união com Cristo, fonte de alegria e de santidade”. “É um convite que alegra e ao mesmo tempo impele a um exame de consciência iluminado pela fé”.

Depois da Fração do Pão, o sacerdote nos convida a olhar “o Cordeiro que tira o pecado do mundo”, reconhecendo a distância que nos separa da santidade de Deus e de sua bondade ao nos dar como remédio seu precioso Sangue, derramada para o perdão dos pecados. Somos, portanto, convocados “ao banquete nupcial do Cordeiro”, reconhecendo-nos indignos de que entre em nossa morada, mas confiantes na força de sua Palavra salvadora.

Francisco explicou que, embora sejamos nós que “vamos em direção ao altar em procissão para fazer a comunhão, na realidade é Cristo que vem em nosso encontro para assemelharmo-nos a Ele”.

“Nutrir-se da Eucaristia, significa deixar-se transformar enquanto recebemos”, acrescentou. Nesse sentido, “como o pão e o vinho são convertidos no Corpo e Sangue do Senhor, assim aqueles que os recebem com fé são transformados em Eucaristia viva”.

Por outro lado, disse que “a Igreja deseja vivamente que também os fiéis recebam o Corpo do Senhor com hóstias consagradas na mesma Missa; e o sinal do banquete eucarístico se expressa com maior plenitude se a santa Comunhão é feita sob duas espécies, ainda que a doutrina católica ensine que sob uma só espécie se recebe o Cristo inteiro”.

O Papa também mencionou que a comunhão se recebe na boca ou, onde é permitido, na mão, e depois se convida a “custodiar no coração o dom recebido” e para isso ajuda “a oração silenciosa, um salmo ou um hino de louvor”.

Por ACI Digital

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Serpente e Cruz https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/serpente-e-cruz/ Wed, 07 Mar 2018 15:19:40 +0000 http://teste.toqueto.com/serpente-e-cruz.html Na travessia do deserto para a terra prometida os judeus foram surpreendidos pela picada de serpentes. Eles recorreram a Moisés para superarem a morte devido ao veneno daqueles répteis. Deus mandou que se fizesse uma serpente de bronze hasteada ao alto. Quem olhasse para ela ficaria curado. Da mesma forma Jesus foi elevado ao alto da cruz e ali morreu. Na comparação da serpente e da morte do Filho de Deus vemos a superação da morte pela ação divina. No entanto, no caso da cobra, a vida física foi salva. Com Jesus se deu a libertação de abrangência total. Ele veio regenerar o ser humano de todas as gerações. Seu sacrifício foi redentor. Ele se deixou sacrificar para demonstrar que o amor não tem limites. É doação total. Nele nós temos a oblação da humanidade inteira aceita por Deus. Olhando-o, pendente da cruz, ou seja, aceitando suas coordenadas de amor, estamos salvos, pois, nossa vida, e a de toda a humanidade só tem sentido e salvação quando vivida na doação total do amor.

Na cruz de Jesus está o segredo da vida de doação. Assumida com a interajuda de uns com os outros, temos a chave da revelação do tesouro escondido dentro de nós para solucionarmos os problemas da caminhada. Ajudando a carregar o peso dos problemas e dificuldades  do semelhante encontramos a razão de ser de nosso relacionamento de irmãos e irmãs. Jesus mostra isso sobejamente. Sua vida, feito um de nós, foi somente doação, ajuda ao erguimento dos caídos em seus sofrimentos e dificuldades.

Esse período quaresmal desemboca na realidade da ressurreição do Senhor. Caminhando com Ele, imitando-o e realizando o que nos ensina, temos a certeza de que não caminhamos em vão com nossa solidariedade em relação a quem precisa de nossa ajuda. Afinal, nossas renúncias de conforto exagerado e a doação de nosso tempo para servirmos quem não tem nenhum apoio para viver dignamente, serão recompensadas já na terra e, um dia, plenamente na eternidade. Se continuarmos a viver como pagãos, só buscando nossos interesses, fazemos guerras,  injustiças , deterioração do meio ambiente e todo tipo de insanidade, com desvantagem para todos.

Superamos os venenos das serpentes dos ódios e da falta de amor, com o olhar cheio de esperança para aquele que se deixou crucificar para que também nós nos despojemos de toda maldade e todo o egoísmo. Superamos todo tipo de violência e injustiça.

O evangelista lembra:  “Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto assim é necessário que o Filho do homem seja levantado” (João3,14). Todos os que nele colocarem fé alcançarão a vida plena. Nossa fé nele vem corroborada justamente na sua superação da morte, através da qual Ele nos prova suficientemente sua natureza divina. Ele nos mostra que somente somos divinizados quando vivemos de forma profundamente humana com o semelhante.

Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo Metropolitano de Montes Claros (MG)

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De que adianta ir à Igreja se logo volta a pecar? Papa explica https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/de-que-adianta-ir-a-igreja-se-logo-volta-a-pecar-papa-explica/ Tue, 20 Feb 2018 15:44:29 +0000 http://teste.toqueto.com/de-que-adianta-ir-a-igreja-se-logo-volta-a-pecar-papa-explica.html O Papa Francisco respondeu à pergunta “De que adiante ir à igreja?”, se ao sair dela uma pessoa logo volta a pecar.

Em 19 de fevereiro, a Santa Sé divulgou o diálogo que o Papa Francisco teve com um grupo de órfãos de Bucareste (Romênia) em 4 de janeiro, quando um jovem lhe perguntou: “De que adianta ir à igreja?”, se ao sair a pessoa volta a pecar.

A reunião aconteceu no Vaticano, onde o Santo Padre respondeu a perguntas realizadas por alguns órfãos. Essas crianças e jovens são assistidos pela ONG de educação.

“Por que a vida é tão difícil e, entre nós amigos brigamos frequentemente? E enganamos uns aos outros? Vocês sacerdotes nos dizem para ir à Igreja, mas imediatamente, quando saímos, erramos e cometemos pecados. Então, por que eu entrei na Igreja? Se eu considero que Deus está na minha alma, por que é importante ir à Igreja?”, perguntou um dos órfãos.

Em sua resposta, Francisco disse: “Os seus ‘por quês’ têm uma resposta: é o pecado, o egoísmo humano: por isso – como você diz – ‘muitas vezes brigamos’, ‘nos machucamos, nos enganamos’. Você mesmo reconheceu isso, que, mesmo indo à igreja, depois erramos novamente, permanecemos sempre pecadores”.

“Então, você se pergunta: a que serve ir à igreja? Serve para nos colocarmos diante de Deus como somos, sem ‘maquiagem’, assim como somos diante de Deus, sem maquiagem. Para dizer: ‘Aqui estou, Senhor, eu sou um pecador e peço perdão. Tenha piedade de mim’”.

Além disso, Francisco afirmou que, “se eu vou à igreja para fingir que sou uma boa pessoa, isso não serve. Se eu vou à igreja porque gosto de ouvir música ou porque me sinto bem, não serve. Serve se no início, quando entro na igreja, posso dizer: ‘Aqui estou Senhor. Tu me amas e eu sou um pecador. Tenha piedade de nós’”.

Em seguida, o Papa sublinhou que, “se fizermos isso, nós voltamos para casa perdoados. Acariciados por Ele, mais amados por Ele, sentindo essa carícia, esse amor. Assim aos poucos, Deus transforma nosso coração com a sua misericórdia, e também transforma a nossa vida”.

“Não ficamos sempre iguais, somos ‘trabalhados’. Deus trabalha o nosso coração e somos trabalhados como argila nas mãos do oleiro; e o amor de Deus toma o lugar do nosso egoísmo”.

Finalmente, o Papa Francisco sublinhou: “É por isso que creio seja importante ir à igreja: não só olhar para Deus, mas para deixar-se olhar por Ele. É o que penso, obrigado”.

Por ACI Digital

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A alegria cristã https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-alegria-crista/ Mon, 18 Dec 2017 15:21:35 +0000 http://teste.toqueto.com/a-alegria-crista.html A proximidade do Natal cria um clima de alegria, de felicidade, de satisfação. São desejos fundamentais que movem a existência humana e é uma busca que marca a vida toda. Têm-se em comum este desejo, porém a sua busca dá-se em muitas direções. Nem todos os meios conduzem a meta e por isso necessitam ser avaliados e verificados.

Razões para desencanto e desilusão, entre jovens e adultos, diante da sociedade atual não faltam. Isto gera tristeza, depressão, ansiedade, desencanto. A busca da felicidade centralizou-se no triunfar da felicidade egoísta, no ter, no gastar, no consumo, nos entorpecentes.

O terceiro domingo do advento, através de seus textos bíblicos e litúrgicos, estimula os cristãos e a comunidade eclesial ao seguimento, anúncio e testemunho alegres de Cristo. A razão desta convocação está no fato de saber que Jesus já está no meio nós, embora não o conheçamos nem o testemunhemos suficientemente. O advento cristão acontece na presença do Cristo.

A alegria favorece a abertura aos outros, a Deus e ao infinito. O contrário da alegria não é a dor, que está dentro da existência humana, na sua finitude, mas o egoísmo. O egoísmo se apresenta de muitas maneiras, daquelas declaradas explicitamente e daquelas mascaradas de boas razões. O egoísmo concentra todas as atenções sobre si mesmo, que provoca o individualismo, que rejeita a atenção ao outro, que não sabe partilhar. A alegria cristã é uma virtude. Não é feita para ser consumida, mas para ser doada, como é dito em Atos dos Apóstolos 20,35. “Há mais felicidade em dar do que receber”. O mundo recebeu gratuitamente Jesus, um verdadeiro presente para encher de alegria a humanidade.

Como resposta ao Cristo, que virá, que já veio e que vem, o fiel cristão é convidado a dar o seu testemunho. Trata-se de um testemunho que deve possuir as características daquelas de João Batista. Questionado se era o messias esperado, responde: “Eu sou a voz que grita no deserto” (Jo 1,23). “Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias” (Jo 1, 27). Não chama a atenção sobre ele, mas dá testemunho Daquele que está presente e não é reconhecido.  João Batista quer que as pessoas não se concentrem nele. Tem consciência da sua tarefa e não aproveita da oportunidade para se promover. O testemunho cristão hoje consiste em apontar para Jesus como fonte de esperança, alegria. Uma boa notícia que é eterna entre as coisas que passam. Testemunhas não falam de si mesmas, mas falam de alguém.

São Paulo exorta a comunidade de Tessalônica (5,16-24) sobre as atitudes que não podem faltar na convivência diária. Estar sempre alegre, rezar constantemente, agradecer em todas as circunstâncias, não apagar o espírito, não desprezar as profecias, examinar tudo e guardar o que for bom, afastar-se de toda espécie de maldade. Deixa-se santificar pelo Deus da paz que envolve toda a pessoa – espírito, alma e corpo.

O fundamento da alegria cristã está na presença de Jesus Cristo no mundo. A melhor maneira de ser testemunhas de esperança, fraternidade e alegria é vivê-las pessoalmente pela fé. Crer em Deus e nas pessoas, amar a Deus e servir o próximo, em particular os mais fracos e marginalizados, pois foi assim que Jesus se revelou em Belém.

Por Dom Rodolfo Luís Weber – Arcebispo de Passo Fundo (RS)

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Lutar contra o mal https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/lutar-contra-o-mal/ Wed, 20 Sep 2017 08:00:41 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48565 Caros amigos, todos os dias temos a missão de revigorar a memória de Deus e de Seu chamado de amor em nossas vidas. Tal atitude não é passiva, pois o caminho de nossa vocação tem obstáculos e muitos são os que se levantam no mundo contra Cristo e Seu Evangelho de Amor.

Isso não é uma novidade, pois a Igreja de Deus sempre sofreu com o “mar revolto” e os “ventos contrários” (Cf. Mt 14, 22-33), realidade esta que foi transmitida pelo Concílio Vaticano II nestes termos: “A Igreja prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha” (cfr. Cor. 11,26) (LG, 9).

Sem dúvida, a identidade de alguém pode ser entendida a partir das ideias que defende, mas não é menos verdade que conhecemos alguém quando descobrimos “contra o que ele luta”. O mundo não somente carece da luz de Cristo, frente ao que temos a vocação de ser “sal e luz” (Cf. Mt 5, 13-14), mas também é constantemente combatido pelas trevas da ignorância e do egoísmo, frente ao que precisamos tomar uma posição. Lembremos o que ensina São Paulo: “não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal pelo bem” (Rm 12, 21).

Nesta batalha, ensina o Concílio, “(A Igreja) é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz” (LG, 9).

É importante recordar que em sua caminhada histórica a Igreja se opõe ao mal sendo ela mesma ferida em seus membros. Porém, isto não pode nos acovardar, ao contrário, manifesta ainda mais claramente a origem santa de nossa vocação e missão, fazendo brilhar em meio às limitações humanas o esplendor da Verdade Divina.

Esta verdade e bondade que vêm de Deus é Jesus Cristo, o Filho Amado, que, ao mesmo tempo em que cura os membros doentes e vacilantes da Igreja, é alimento e salvação para o mundo inteiro “para iluminar os que jazem nas trevas, na sombra da morte, e dirigir nossos passos no caminho da paz” (Lc 1, 79).

A Igreja existe para proclamar a Vida e Ressurreição de Jesus, esta é sua bandeira e sua arma contra todo mal e egoísmo que há. Oxalá vivêssemos plenamente esta realidade e dispuséssemos de tudo o que somos e temos para levar esta luz de verdade até os confins da terra.

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

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Papa: somos chamados a ser sal da terra e luz do mundo na vida cotidiana https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-somos-chamados-a-ser-sal-da-terra-e-luz-do-mundo-na-vida-cotidiana/ Mon, 06 Feb 2017 08:05:23 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44244 O Papa Francisco comentou durante o Ângelus deste domingo, na Praça de São Pedro, o Evangelho do dia, o qual “ressalta as palavras de Jesus, que descreve a função de seus discípulos no mundo”. O Pontífice explicou que Cristo “utiliza as metáforas do sal e da luz e as suas palavras são endereçadas aos discípulos de todos os tempos e, portanto, também a nós”.

“Cada um de nós é chamado a ser luz e sal no próprio ambiente de vida cotidiana, perseverando na tarefa de regenerar a realidade humana no espírito do Evangelho e na perspectiva do Reino de Deus”, afirmou o Santo Padre.

Francisco destacou as palavras de Jesus, que diz aos discípulos: “Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

“Estas palavras – indicou – ressaltam que nós podemos ser reconhecidos como verdadeiros discípulos Daquele que é a Luz do mundo, não com as palavras, mas a partir das nossas obras. De fato, é sobretudo o nosso comportamento que, no bem e no mal, deixa um sinal nos outros”.

Nesse sentido, o Pontífice recordou que cada uma tem “uma tarefa e uma responsabilidade” pelo dom da luz da fé que recebeu. “Não devemos guardar como se fosse nossa propriedade. Somos, ao invés, chamados a fazê-la resplandecer no mundo, a doá-la aos outros mediante as boas obras”, acrescentou.

“A luz da nossa fé, doando-se, não se apaga, mas se reforça. Ao contrário, pode se apagar se não alimentarmos com amor e com as obras de caridade”, alertou.

A imagem dessa luz, indicou Francisco, se encontra com a do sal, o qual é um elemento que, “enquanto dá sabor, preserve o alimento da alteração e da corrupção”.  “Na época de Jesus – brincou o Pontífice – não tinha geladeira”.

“Portanto, a missão dos cristãos na sociedade é dar sabor à vida, com a fé e o amor que Cristo nos doou, e ao mesmo tempo manter distantes os germes poluentes do egoísmo, da inveja, da maledicência e assim por diante”, sublinhou.

O Papa Francisco explicou que “esses germes corrompem o tecido das nossas comunidades que devem, em vez disso, resplandecer como lugares de acolhida, solidariedade, reconciliação”.

“Para realizar esta missão – completou –, é preciso que nós, por primeiro, sejamos libertados da degeneração corruptora, das influências mundanas, contrárias a Cristo e ao Evangelho; e esta purificação jamais acaba, deve ser feita continuamente, todos os dias”.

Por ACI Digital

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Papa: cristãos devem superar mentalidade egoísta https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-cristaos-devem-superar-mentalidade-egoista/ Fri, 20 Jan 2017 15:52:19 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-cristaos-devem-superar-mentalidade-egoista.html Vencer a mentalidade egoísta dos doutores da lei, que condena sempre. Esta é a advertência de Francisco na Missa matutina na Casa Santa Marta (20/01).

Inspirando-se na Primeira Leitura, extraída da Carta aos Hebreus, o Papa destacou que a nova aliança que Deus faz conosco em Jesus Cristo nos renova o coração e nos muda a mentalidade.

Deus renova tudo “na raiz, não somente na aparência”, disse o Papa, afirmando que esta nova aliança tem as suas características. A primeira: “a lei do Senhor não é um modo de agir externo”, entra no coração e “nos muda a mentalidade”. Na nova aliança, afirmou, “há uma mudança de mentalidade, há uma mudança de coração, uma mudança no sentir, no modo de agir”, “um modo diferente de ver as coisas”.

Superar e mentalidade egoísta

Francisco cita como exemplo uma obra à qual um arquiteto pode olhar com frieza, com inveja ou, pelo contrário, com uma atitude de alegria e “benevolência”:

“A nova aliança nos muda o coração e nos faz ver a lei do Senhor com este novo coração, com esta nova mente. Pensemos nos doutores da lei que perseguiam Jesus. Eles faziam tudo, tudo o que estava prescrito pela lei, tinham o direito em mãos, tudo, tudo, tudo. Mas sua mentalidade era uma mentalidade distante de Deus. Era uma mentalidade egoísta, centrada sobre si mesmos: o coração deles era um coração que condenava, sempre condenando. A nova aliança nos muda o coração e nos muda a mente. Há uma mudança de mentalidade”.

Deus perdoa os nossos pecados; a nova aliança muda a nossa vida

O Senhor, acrescentou o Papa, vai avante e nos garante que perdoará as iniquidades e não se recordará mais dos nossos pecados. Às vezes, comentou, “gosto de pensar, brincando um pouco com Deus: “O Senhor não tem boa memória”… É a fraqueza de Deus, explicou, que, quando perdoa, esquece:

“Ele esquece porque perdoa. Diante de um coração arrependido, ele perdoa e esquece: ‘Eu esquecerei e não lembrarei dos seus pecados’. Este também é um convite a não levar o Senhor a lembrar dos pecados, ou seja, não pecar mais. O Senhor me perdoou, esqueceu, mas eu tenho uma dívida com o Senhor… mudança de vida. A Nova Aliança me renova e me faz mudar de vida; não mudar apenas a mentalidade e o coração, mas a vida. Logo, viver sem pecado, distante do pecado. Eis a verdadeira recriação do Senhor”.

Enfim,  o Papa voltou a atenção ao terceiro ponto, a “mudança de pertença”. “Nós pertencemos a Deus, os outros deuses não existem”, “são bobeiras”.  

O Senhor muda o nosso coração para mudar a nossa mentalidade

“Mudança de mentalidade, mudança de coração, mudança de vida e mudança de pertença”. “Esta é a recriação que o Senhor faz melhor que a primeira criação”. “Peçamos ao Senhor para ir adiante nesta aliança de ser fiéis”, disse o Papa acrescentando:

“O sigilo desta aliança, desta fidelidade. Ser fiel a este trabalho que o Senhor faz para mudar a nossa mentalidade, mudar o nosso coração. Os profetas diziam: ‘O Senhor transformará o seu coração de pedra em coração de carne’. Mudar o coração, mudar a vida, não pecar mais ou não fazer o Senhor se lembrar do que já tinha se esquecido em relação aos nossos pecados de hoje e mudar de pertença: nunca pertencer à mundanidade, ao espírito do mundo, às coisas efêmeras do mundo, mas somente ao Senhor”.

Assista o vídeo: https://youtu.be/GBIl9eCKYx8

Por Rádio Vaticano

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