Egito - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Egito - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Apresentado projeto de peregrinação aos lugares da Sagrada Família https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/apresentado-projeto-de-peregrinacao-aos-lugares-da-sagrada-familia/ Thu, 05 Oct 2017 08:22:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48850 Na catequese desta quarta-feira, 4, o Papa Francisco saudou a delegação egípcia que foi ao Vaticano para a bênção do ícone que descreve a fuga da Sagrada Família para o Egito.

A delegação é liderada pelo ministro do Turismo do país, Yahya Rashid, que, segundo algumas agências de notícias, como a Fides, está em Roma para relançar o projeto “Caminho da Sagrada Família”. Trata-se de um itinerário egípcio que une os lugares onde Maria, José e o Menino Jesus passaram, segundo a tradição, fugindo da violência de Herodes.

“O Egito é a terra em que São José, a Virgem Maria e o Menino Jesus, bem como muitos outros profetas, viveram: uma terra abençoada com o sangue sagrado de mártires derramado ao longo dos séculos”, disse o Papa Francisco.

A apresentação do projeto aconteceu ontem, 4, em Roma, na Via da Conciliação. Além do pronunciamento do Ministro Rashid, houve discursos de embaixadores egípcios junto à Santa Sé, como Seif Elnasr Hatem, e junto ao Estado italiano, como Amr Mostafa Kamal Helmy. A Obra Romana de Peregrinações (Opera Romana Pellegrinaggi), corresponsável pelo projeto, também participou do encontro. 

Itinerário sagrado

Na época de Jesus, as estradas que levavam da Palestina ao Egito eram três. Segundo algumas fontes históricas coptas, a Sagrada Família, com medo de ser reconhecida, não teria percorrido nenhum desses três itinerários e ao chegar ao Egito, mudava constantemente, provavelmente por motivos de segurança.

São muitos os lugares de culto cristãos ligados à passagem dos refugiados, a ponto de permitir um mapeamento: um itinerário que parte da costa mediterrânea, atravessa a área do Delta e do Nilo e segue o seu percurso, em direção ao sul, até a cidade atual de Assiut.

A tradição popular não especifica sempre se um determinado lugar foi visitado na ida ou na volta pela Sagrada Família. De qualquer maneira, as várias etapas são marcadas por capelas, santuários, mosteiros e até mesmo árvores, meta milenar de peregrinação dos fiéis coptas.

Alguns exemplos: o altar da antiga Igreja da Santa Virgem no Mosteiro de Al-Moharraq (Assiut) [foto] seria o berço esculpido na pedra onde o Menino Jesus teria dormindo por seis meses.

A Igreja da Virgem, em El-Mahamma, situada a 10 km do Cairo, foi o local onde Maria deu banho em Jesus. A Árvore de Maria, situada a 50 km do Cairo, teria sido o lugar em que Nossa Senhora se repousou, em Belbeis; a fonte de água que o Menino Jesus teria feito surgir, em El-Mataria: Maria, lavando as roupas de Jesus, derramou água no chão e ali brotou uma planta aromática usada ainda hoje para produzir o Óleo do Crisma.

A Sagrada Família teria passado também pelo sítio arqueológico que teria se tornado o Antigo Cairo onde se encontram vários mosteiros e santuários. Narra-se que a Sagrada Família ficou ali alguns dias. Por onde Jesus passava, caíam as estátuas dos ídolos. Herodes mandou matar o Menino Jesus e a Família se refugiou numa gruta, que se tornou depois a cripta da Igreja de Abu Serga (São Sérgio).

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Papa: que Deus converta os corações dos terroristas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-que-deus-converta-os-coracoes-dos-terroristas/ Mon, 29 May 2017 08:34:44 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46486 Após a oração do Regina Coeli, o Papa Francisco recordou o atentado perpetrado na última sexta-feira (26/05), no Egito, contra os cristãos coptas que iam de ônibus ao Mosteiro de São Samuel.

“Manifesto novamente a minha proximidade ao querido irmão, Papa Tawadros II, e a toda nação egípcia, que dois dias atrás sofreu outro ataque feroz de violência. As vítimas, dentre as quais crianças, são fiéis que iam ao santuário para rezar e foram mortas depois de se recusarem a renegar sua fé cristã. Que Deus acolha na paz estas testemunhas corajosas, esses mártires, e converta os corações dos terroristas.”

O Pontífice recordou também o atentado perpetrado na última segunda-feira em Manchester, na Inglaterra. 

“Rezamos também pelas vítimas do atentado horrível de segunda-feira passada, em Manchester, onde muitas vidas jovens foram ceifadas cruelmente. Estou próximo aos familiares e a todos aqueles que choram por causa dessas mortes.” 

O Papa lembrou também que neste domingo se celebrou o Dia Mundial das Comunicações Sociais sobre o tema “Não tenhas medo, que Eu estou contigo. Comunicar esperança e confiança no nosso tempo”.  

“Os meios de comunicação social oferecem a possibilidade de partilhar e difundir instantaneamente as notícias de forma generalizada. Estas notícias podem ser boas ou ruins, verdadeiras ou falsas. Rezemos para que a comunicação, em todas as suas formas, seja realmente construtiva, a serviço da verdade, repudiando preconceitos, e difundindo esperança e confiança em nosso tempo.”

A seguir, o Papa saudou também os grupos de folclore bávaros que vieram a Roma para a grande parada no centenário da festa da Padroeira da Baviera, e os fiéis poloneses que participaram da peregrinação ao Santuário de Piekary. 

Francisco saudou também os Missionários Combonianos que celebram 150 anos de fundação, e incentivou as associações de voluntariado que promovem a doação de órgãos, “ato nobre e digno de apreço”.  

Saudou também os trabalhadores da TV Mediaset Roma, desejando que “a sua situação de trabalho possa se resolver, tendo como finalidade o bem verdadeiro da empresa, não limitando-se somente ao lucro, mas respeitando os direitos de todas as pessoas envolvidas. Primeiro, o direito ao trabalho”.

Por fim, o Papa saudou e agradeceu aos cidadãos de Gênova por tê-lo acolhido com afeto em sua visita, no último sábado (27/05), a esta cidade. “Que o Senhor os abençoe abundantemente e que Nossa Senhora da Guarda os proteja”.

Por Rádio Vaticano

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ONU faz minuto de silêncio por cristãos mortos em ataque no Egito https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/onu-faz-minuto-de-silencio-por-cristaos-mortos-em-ataque-no-egito/ Fri, 26 May 2017 16:27:57 +0000 http://teste.toqueto.com/onu-faz-minuto-de-silencio-por-cristaos-mortos-em-ataque-no-egito.html O Conselho de Segurança da ONU observou um minuto de silêncio em memória às vítimas de um ataque terrorista ocorrido nesta sexta-feira, 26, em Minya, ao sul da capital Cairo, no Egito.

Segundo o órgão, pelo menos 28 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, incluindo crianças, na ação contra um ônibus que seguia a caminho de um mosteiro. Os passageiros eram cristãos coptas.

Para o Conselho, foi um “ataque terrorista abominável e covarde”. O presidente do órgão neste mês é o embaixador do Uruguai junto às Nações Unidas, Elbio Rosselli, que fez um pronunciamento sobre o caso.

O diplomata condenou da “forma mais enérgica o atentado terrorista atroz” contra civis inocentes. Em nome dos 15 Estados-membros do Conselho, ele expressou condolências às famílias das vítimas e ao governo egípcio.

O Conselho de Segurança reafirma que “o terrorismo em todas as suas formas e manifestações é uma das ameaças mais sérias à paz e à segurança” e pede que os autores do atentado sejam levados à Justiça.

Por Canção, com Rádio ONU

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Caminho da Sagrada Família será patrimônio da humanidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/caminho-da-sagrada-familia-sera-patrimonio-da-humanidade/ Thu, 18 May 2017 10:03:33 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46327 A Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) prepara-se para reconhecer o “Caminho da Sagrada Família” patrimônio da humanidade. Trata-se, segundo tradições milenares, do itinerário que une os lugares por onde Maria, José e o Menino Jesus passaram na fuga para o Egito fugindo da violência de Herodes.

Reconhecimento da Unesco poderá favorecer peregrinação

A notícia foi dada pelo diretor das relações internacionais da Autoridade para a promoção do turismo egípcio, Adel al Gindy. Segundo a agência missionária Fides, há tempo os responsáveis das políticas egípcias para o turismo têm insistido no “Caminho da Sagrada Família” como itinerário a ser proposto às agências especializadas na organização de peregrinações cristãs. Eles consideram que o reconhecimento da Unesco poderá favorecer o aumento dos fluxos de peregrinos.

A recente visita do Papa Francisco ao Egito (28/29 de abril) foi vista pelos responsáveis políticos do turismo egípcio como uma ocasião para repropor o grande país do nordeste da África entre as possíveis metas de peregrinação para os cristãos do mundo inteiro, nas pegadas da Sagrada Família.

Hospitalidade dada pelo Egito à Sagrada Família

Nos discursos pronunciados durante a visita o Papa Francisco fez várias referências ao acolhimento dado pelo Egito ao Menino Jesus, José e Maria, obrigados ao exílio.

Antes da visita papal, um dos membros da Comissão ministerial constituída para relançar o Caminho da Sagrada Família, Nader Guirguis, fizera referência também a hipóteses históricas baseadas na narração dos Evangelhos, segundo as quais a permanência da Sagrada Família no Egito pode ter durado alguns anos.

Apresentada no Vaticano programa “A viagem da Sagrada Família”

No dia 9 de maio, à distância de menos de duas semanas da visita do Papa, o ministro do Turismo egípcio Yahiya Rashid esteve no Vaticano para apresentar o programa “A viagem da Sagrada Família”. A esse respeito, a mídia egípcia afirma a realização de contatos entre entidades do turismo egípcio e a Obra romana peregrinações.

Atividade institucional do Vicariato de Roma, a Obra romana peregrinações organiza e promove – desde 1933 – peregrinações e itinerários religiosos-culturais em Roma e no mundo inteiro.

Por Rádio Vaticano

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Cristãos no Oriente Médio devem se envolver na paz, afirma Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cristaos-no-oriente-medio-devem-se-envolver-na-paz-afirma-papa-francisco/ Wed, 03 May 2017 11:42:39 +0000 http://teste.toqueto.com/cristaos-no-oriente-medio-devem-se-envolver-na-paz-afirma-papa-francisco.html Na Audiência Geral desta quarta-feira, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco exortou os cristãos do Egito e do Oriente Médio a se envolver na paz na região, porque “os cristãos, no Egito como em cada nação da terra, são chamados a ser fermentos de fraternidade”.

“E isso é possível se vivem entre eles a comunhão de Cristo”, afirmou o Santo Padre.

Em sua reflexão, Francisco fez um balanço da viagem apostólica que realizou ao Egito em 28 e 29 de abril. Lembrou que sua intenção era levar “um sinal de paz para o Egito e para toda aquela região, que infelizmente sofre com os conflitos e o terrorismo. De fato, o tema da viagem era ‘O Papa da paz no Egito da paz’”.

O Pontífice sublinhou como um dos pontos centrais da viagem a visita à Universidade de Al-Azhar, “a mais antiga universidade islâmica e máxima instituição acadêmica do Islã sunita”. Explicou que essa visita teve um duplo horizonte: “o diálogo entre cristãos e muçulmanos e, ao mesmo tempo, a promoção da paz no mundo”.

O Santo Padre explicou que, no contexto do encontro com o Grande Imã de Al-Azhar e sua intervenção na Conferência Internacional para a Paz, ofereceu uma reflexão “que valorizou a história do Egito como terra de civilidade e terra de alianças”.

Para o Pontífice, o Egito, como sinônimo de antiga civilização, de tesouros artísticos e de conhecimento, “nos recorda que a paz se constrói mediante a educação, a formação da sabedoria, de um humanismo que compreende como parte integrante a dimensão religiosa, o relacionamento com Deus, como recordou o Grande Imã em seu discurso”.

“A paz se constrói também partindo da aliança entre Deus e o homem, fundamento da aliança entre todos os homens, baseada no Decálogo escrito em tábuas de pedra no Sinai, mas muito mais profundamente no coração de cada homem de cada tempo e lugar, lei que se resume nos dois mandamentos do amor a Deus e ao próximo”.

Por isso, advogou por “uma paz estável e duradoura, que se apoie não no direito da força, mas na força do direito”, à qual o Egito pode contribuir graças ao seu peso histórico e religioso e ao seu papel na região.

Na catequese, o Bispo de Roma enfatizou o importante valor ecumênico da viagem. Nesse sentido, recordou o encontro e oração comum junto ao Papa Tawadros II. “Um forte sinal de comunhão, graças a Deus, pudemos dar junto com o meu caro irmão Papa Tawadros II, Patriarca dos Coptas Ortodoxos. Renovamos o empenho, também assinando uma Declaração Comum, de caminhar juntos e de nos esforçarmos para não repetir o batismo administrado nas duas Igrejas”.

“Juntos rezamos pelos mártires dos recentes atentados que atingiram tragicamente aquela venerável Igreja; e o sangue deles fecundou este encontro ecumênico, do qual participou também o Patriarca de Constantinopla Bartolomeu: o patriarca ecumênico, meu caro irmão”.

Em sua reflexão diante dos fiéis reunidos na Praça de São Pedro, Francisco também relembrou os momentos vividos junto à pequena comunidade católica do Egito, à qual exortou a “reviver a experiência dos discípulos de Emaús: a encontrar sempre no Cristo, palavra e pão da vida, a alegria da fé, o ardor da esperança e a força de testemunhar no amor que ‘encontramos o Senhor’”.

Também lembrou o encontro com sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas, nos quais viu “a beleza da Igreja no Egito”.

O Papa Francisco finalizou a catequese agradecendo a todos os que fizeram esta viagem possível, “especialmente a tantas pessoas que ofereceram as suas orações e seus sofrimentos”.

Por ACI Digital

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Venezuela, Coreia e direitos humanos entre os temas da entrevista do Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/venezuela-coreia-e-direitos-humanos-entre-os-temas-da-entrevista-do-papa/ Tue, 02 May 2017 09:01:06 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45934 Como já é habitual ao concluir suas viagens internacionais, o Papa Francisco concedeu uma roda de imprensa no voo de retorno a Roma após a sua viagem ao Egito entre os dias 28 e 29 de abril.

Em diálogo com os jornalistas, o Santo Padre tratou diversos temas como a forma em que se realizam as audiências privadas que concede, a situação atual da Venezuela, entre outros.

“Boa tarde. Agradeço-lhes pelo trabalho, porque foram 27 horas, acredito, de muito trabalho. Muito obrigado por tudo o que têm feito. Estou à sua disposição”, disse o Papa inaugurando a rodada de perguntas de jornalistas de veículos de imprensa de vários países.

O primeiro entrevistador foi Paolo Rodari (do Jornal italiano La Repubblica). “Quero lhe perguntar sobre o propósito do encontro com o Presidente (egípcio) Al Sisi. Do que falaram? Tratou-se o tema dos direitos humanos? E mais concretamente, falaram que caso de Giulio Regeni?

(Ndt: Regeni era um italiano de 28 anos que estava estudando um doutorado, que foi torturado e assassinado no Cairo em janeiro de 2016, um caso pelo qual o governo do Egito recebeu diversas acusações porque ainda não foi elucidado).

O Papa Francisco respondeu: Sobre isto, vou dar uma resposta geral para logo chegar ao particular. Geralmente, quando estou com um chefe de estado em diálogo privado, isso permanece em privado, a menos que, em acordo, digamos ‘este ponto o faremos público’. Mantive 4 diálogos privados lá: com o grande ímã de Al Azhar, com Al Sisi, com o Patriarca Tawadros e com o Patriarca Ibrahim. Acredito que devem manter-se em privado. Por respeito, devem-se manter reservados.

Em relação à a pergunta sobre Regeni eu estou preocupado. Da parte da Santa Sé me moveram neste tema, porque os pais também me pediram isso, a Santa Sé se moveu. Não direi como nem onde, mas houve um movimento da parte da Santa Sé.

Em seguida, Darío Menor do Correo Español dirigiu esta pergunta ao Papa: “Ontem o sr. disse que a paz, a prosperidade e o desenvolvimento merecem cada sacrifício, e logo sublinhou o respeito aos direitos inalienáveis do homem. Significa isto um respaldo ao governo egípcio, um reconhecimento de seu papel no Oriente Médio como, por exemplo, a defesa dos cristãos, apesar da falta de garantias democráticas deste governo?”

Papa Francisco: Não. Deve-se interpretar literalmente como valores em si mesmos. Disse aquilo sobre defender a paz, defender a harmonia dos povos, defender a igualdade dos cidadãos, seja qual seja a religião que professam, são valores. Eu falei dos valores. Se um governante defender um ou defende o outro, esse é outro problema. Fiz 18 visitas. Em cada um dos países escutei: ‘O Papa respalda a aquele Governo’, porque sempre um governo tem suas debilidades ou tem seus adversários políticos que dizem umas coisas ou outras. Eu não me misturo. Eu falo dos valores, e que cada um veja e julgue se este governo, este Estado ou aquele outro, levam adiante esses valores.

Phil Pulella (da agência Reuters) perguntou: Você falou em seu primeiro discurso do perigo das ações unilaterais, e que todos devem ser construtores da paz, no primeiro discurso de ontem. Agora falou muito da terceira guerra mundial em pedaços, mas parece que hoje esse medo e ânsia está concentrada no que está ocorrendo na Coreia do Norte.

Papa Francisco: Sim, é o lugar onde se concentra.

Pulella: Exato, é o ponto onde se concentra. O Presidente Trump mandou uma frota militar ao longo da costa da Coreia do Norte, o líder da Coreia do Norte ameaçou bombardear a Coreia do Sul, o Japão, inclusive os Estados Unidos se conseguem construir mísseis de longo alcance. As pessoas têm medo e se está falando da possibilidade de uma guerra nuclear com toda naturalidade. Você, se vir o presidente Trump mas também a outras pessoas, o que diria a estes líderes que têm a responsabilidade do futuro da humanidade?, porque estamos em um momento bastante crítico. 

Papa Francisco: Mas eu os contato, ligo para eles e os contatarei como contatei os líderes em diversos lugares para trabalhar na resolução dos problemas no caminho da diplomacia, e temos os facilitadores, muitos no mundo. Há mediadores que se oferecem, há países como a Noruega, por exemplo, ninguém pode acusar a Noruega de ser um país ditatorial, e sempre está disposto a ajudar, a dar exemplo, mas aí há vários.

O caminho é o caminho da negociação, o caminho da solução diplomática. Esta guerra mundial a pedaços, da qual venho falando há mais ou menos dois anos, é a pedaços, mas os pedaços estão se estirando, estão se concentrando, estão se concentrando em pontos que já estavam quentes, porque isto dos mísseis da Coreia vêm de um ano longo, mas agora parece que a coisa se esquentou muito.

Eu sempre chamo a resolver os problemas pelo caminho da via diplomática, da negociação. Porque o futuro da humanidade, hoje uma guerra alargada destrói, não digo a metade da humanidade, mas uma boa parte da humanidade e da cultura, tudo, tudo. Seria terrível. Acredito que hoje a humanidade não é capaz de suportá-lo.

Esperemos que aqueles países que estão sofrendo uma guerra interna, dentro deles, onde está se produzindo fogo de guerra, no Oriente Médio, por exemplo, mas também na África, ou no Iêmen. Paremos! Procuremos uma solução diplomática! E nisso acredito que as Nações Unidas têm o dever de repreender um pouco a sua liderança, porque se aguou um pouco.

“Deseja encontrar-se com o Presidente Trump quando vier a Europa? Formulou-se uma petição para este encontro?”, perguntou o representante da Reuters.

Papa Francisco: “Não me informaram pela Secretaria de Estado que haja uma petição nesse sentido, mas eu recebo a todos os Chefes de Estado que solicitam uma audiência”.

Já o jornalista Antonio Pelayo de Antena 3 perguntou sobre a Venezuela: “Santo Padre, a situação na Venezuela se degenerou ultimamente de modo muito grave e houve muitas mortes. Queria lhe perguntar se a Santa Sé e você pessoalmente pensam relançar essa ação, essa intervenção pacificadora e de que formas poderia assumir essa ação.

Papa Francisco: “Houve uma intervenção da Santa Sé sob pedido forte de quatro Presidentes que estavam trabalhando como facilitadores. E a coisa não resultou. E ficou aí.

(nDT: O pontífice se referia às ações da Santa Sé em 2016 a pedido dos ex-presidentes José Luis Rodríguez Zapatero (Espanha), Leonel Fernández (República Dominicana), Martín Torrijos (Panamá) e Ernesto Samper (Colômbia) que não produziram resultado em termos de abertura ao diálogo com o governo de Nicolás Maduro).

Não resultou porque as propostas não eram aceitas, ou se diluíam, era um Sim-sim, mas não-não. Todos conhecemos a difícil situação da Venezuela, que é um país que eu estimo muito. E sei que agora estão insistindo, não sei bem de onde, acredito que da parte dos quatro presidentes, para relançar esta facilitação e estão procurando o lugar. Eu acredito que tem que ser com condições mas, condições muito claras. Parte da oposição não quer isto. É curioso, a mesma oposição está dividida, e por outro lado parece que os conflitos se agudizam cada vez mais. Mas há algo em movimento. Estive informado disso, mas está muito no ar ainda. Mas, tudo o que se pode fazer pela Venezuela é preciso fazê-lo, com as garantias necessárias”, sentenciou o Santo Padre.

Ao final das perguntas o Papa Francisco disse aos jornalistas: “Obrigado a vocês pelo trabalho que fazem e que ajuda muita gente. Vocês não sabem o bem que podem fazer com suas crônicas, com seus artigos, com seus pensamentos.

Temos que ajudar as pessoas e ajudar também à comunicação, para que a comunicação, também a imprensa, leve-nos a coisas boas, e não nos leve a desorientações que não nos ajudam. Muito obrigado! E bom jantar! Rezem por mim!”

Por ACI Digital

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Francisco faz visita de cortesia a Tawadros II, chefe da Igreja Copta Ortodoxa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/francisco-faz-visita-de-cortesia-a-tawadros-ii-chefe-da-igreja-copta-ortodoxa/ Sat, 29 Apr 2017 08:54:55 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45898 O Patriarca Tawadros II recebeu o Papa Francisco, em visita de cortesia, nesta sexta-feira, 28, no Egito. O Patriarca é o chefe da Igreja Ortodoxa Copta. O encontro simbolizou a unidade entre as duas principais expressões cristãs no mundo: católicos e ortodoxos.

Em um discurso de acolhida, o patriarca disse ao Papa que a visita é um novo passo no caminho do amor entre os povos, e classificou Francisco como o “Papa da paz, da terra da paz”.

Tawadros II recordou a ocasião em que esteve no Vaticano junto ao Papa, após sua eleição em 2013, e disse que diálogo de hoje, entre a Igreja oriental e a católica, reafirma a convicção das palavras do Senhor: “Todos saberão que sois meus discípulos se amarem uns aos outros”.

“Esperamos o dia em que partilharemos o Pão Sagrado no altar, o dia em que os sinos das nossas Igrejas tocarão juntos anunciando o nascimento do Senhor”, disse o Patriarca.

Tawadros II também recordou o atentado terrorista que matou mais de 40 cristãos, no início de abril. Todavia, afirmou que a mão de Deus os consola diante desses fatos, mas  que o Egito é um país de “paz e segurança”.

O Papa Francisco, por sua vez, agradeceu à acolhida e disse sentir-se “muito grato” chegando ao ao Egito como peregrino e sabendo que seria recebido com a bênção de um “irmão que o esperava”.

A comunhão plena entre as Igrejas Católica e Ortodoxa também é um desejo do Papa. “São Pedro e São Marcos se alegram com nosso encontro. Grande é o vinculo que os uni”, disse Francisco.

“Juntos somos chamados a testemunhar, a levar ao mundo a nossa fé. Possam, coptas ordotoxos e católicos, falar juntos a língua da caridade”, ressaltou o Papa, acrescentando que desta forma, construindo a comunhão, o Espírito Santo não deixará de abrir caminhos de unidade.

O Papa também recordou o Egito como terra de mártires, onde muitos, desde o primeiro século do cristianismo, preferiram derramar o sangue a negar Jesus. Ele também lembrou o martírio de cristãos no início do mês. “Esse sangue nos uni”, disse o Papa, “os vossos sofrimentos são os nossos sofrimentos”.

“Fortalecidos pelo vosso testemunho, trabalhemos para nos opor à violência. Rezando,  a fim de quem tantos sacrifícios não sejam em vão”, acrescentou.

O encontro terminou com a assinatura de uma declaração comum que marcou a visita, seguida por um momento de oração ecumênica.

Por Canção Nova

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"Eduquem as novas gerações para evitar a ideologia do mal" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/eduquem-as-novas-geracoes-para-evitar-a-ideologia-do-mal/ Fri, 28 Apr 2017 16:38:45 +0000 http://teste.toqueto.com/eduquem-as-novas-geracoes-para-evitar-a-ideologia-do-mal.html No seu discurso nesta sexta-feira, 28 de abril, às autoridades do Egito, o Papa Francisco propôs educar as novas gerações no verdadeiro amor de Deus para evitar que caiam na ideologia do mal e da violência.

Em seu primeiro dia no Cairo, o Pontífice assegurou que “o desenvolvimento, a prosperidade e a paz são bens indispensáveis, pelos quais vale a pena qualquer sacrifício. São também metas que requerem trabalho sério, compromisso convicto, metodologia adequada e, sobretudo, respeito incondicional pelos direitos inalienáveis do homem, como a igualdade entre todos os cidadãos, a liberdade religiosa e de expressão, sem distinção alguma”.

Como em outras ocasiões, Francisco disse que os conflitos atuais levam a pensar em uma “guerra mundial por partes” e afirmou que “não se pode construir a civilização sem repudiar toda a ideologia do mal, da violência e interpretação extremista que pretende aniquilar o outro e destruir a diversidade, manipulando e ultrajando o Santo Nome de Deus”.

Uma de suas propostas é “ensinar às novas gerações que Deus, o Criador do céu e da terra, não precisa ser protegido pelos homens, mas que é Ele quem protege os homens; Ele nunca quer a morte de seus filhos, mas que vivam e sejam felizes; Ele não pede nem justifica a violência, pois a rejeita e desaprova”.

“O verdadeiro Deus chama ao amor sem condições, ao perdão gratuito, à misericórdia, ao respeito absoluto por cada vida, à fraternidade entre seus filhos, crentes e não crentes”.

“Temos o dever de afirmar juntos que a história não perdoa os que proclamam a justiça e, ao contrário, praticam a injustiça; não perdoa os que falam de igualdade e descartam os diferentes. Temos o dever de tirar a máscara dos vendedores de ilusões sobre o além, que pregam o ódio para roubar dos simples sua vida e seu direito de viver com dignidade, transformando-os em lenha para o fogo e privando-os da capacidade de escolher com liberdade e de crer com responsabilidade”.

“Temos o dever de desmontar as ideias homicidas e as ideologias extremistas, afirmando a incompatibilidade entre a verdadeira fé e a violência, entre Deus e os atos de morte”, afirmou com força.

De fato, o Egito “é chamado também hoje a salvar esta querida região da fome de amor e de fraternidade; é chamado a condenar e a derrotar todo tipo de violência e de terrorismo; é chamado a semear a semente da paz em todos os corações famintos de convivência pacífica, de trabalho digno, de educação humana”.

“A paz é um dom de Deus, mas é também trabalho do homem. É um bem que se deve construir e proteger, respeitando o princípio que afirma: a força da lei e não a lei da força. Paz para este amado país. Paz para toda esta região, de maneira particular para Palestina e Israel, para Síria, Líbia, Iraque, Sudão do Sul; paz para todos os homens de boa-vontade”.

Vítimas do terrorismo

O Pontífice recordou, especialmente, as vítimas dos recentes ataques terroristas em duas igrejas copta do país. “Penso igualmente naqueles que foram atingidos nos atentados contra as igrejas coptas, quer em dezembro passado quer mais recentemente em Tanta e Alexandria. Aos seus familiares e a todo o Egito, as minhas sentidas condolências com a certeza da minha oração ao Senhor pela rápida recuperação dos feridos”.

Nesse sentido, também dirigiu um pensamento especial “as pessoas que, nos últimos anos, deram a vida para salvaguardar a sua pátria: os jovens, os membros das forças armadas e da polícia, os cidadãos coptas e todos os desconhecidos que tombaram por causa de várias ações terroristas”.

“Penso também nos assassinatos e nas ameaças que levaram a um êxodo de cristãos do norte do Sinai. Expresso viva gratidão às autoridades civis e religiosas e a quantos deram hospitalidade e assistência a estas pessoas tão provadas”.

O Santo Padre destacou a importância do Egito no Oriente Médio e assegurou que “por causa da sua história e da sua particular posição geográfica, o Egito ocupa um papel insubstituível no Oriente Médio e no contexto dos países empenhados na busca de soluções para problemas agudos e complexos que precisam ser encarados agora para se evitar uma precipitação de violência ainda mais grave”.

“Refiro-me à violência cega e desumana, causada por vários fatores: o desejo obtuso de poder, o comércio de armas, os graves problemas sociais e o extremismo religioso que utiliza o Santo Nome de Deus para realizar inauditos massacres e injustiças”.

Sobre a violência e o terrorismo, o Papa também assegurou que o “Egito tem uma tarefa particular: reforçar e consolidar a paz regional, embora tenha sido ferido em seu próprio solo por uma violência cega. Tal violência faz sofrer muitas famílias – algumas delas aqui presentes – que choram por seus filhos e filhas”.

Saudação aos cristãos

Francisco recordou os cristãos do Egito, tanto os coptos ortodoxos como os gregos bizantinos, os armênios ortodoxos, os protestantes e os católicos. “Que São Marcos, o evangelizador desta terra, os proteja e os ajude a construir e a alcançar a unidade tão desejada por Nosso Senhor”, disse.

“A presença de vocês nesta Pátria não é nova nem casual, mas secular e unida à história do Egito. Vocês são parte integral deste país e desenvolveram ao longo dos séculos uma espécie de relação única, uma simbiose particular, que pode ser considerada um exemplo para as outras nações”.

“Demonstraram, e continuam demonstrando, que se pode viver juntos, no respeito recíproco e no confronto leal, descobrindo na diferença uma fonte de riqueza e jamais uma razão para o enfrentamento”.

Por outro lado, Francisco elogiou a história desta país, “terra de uma civilização muito antiga e nobre, cujos vestígios podemos admirar ainda hoje e que, na sua majestade, parecem querer desafiar os séculos”. “Esta terra é muito significativa para a história da humanidade e para a Tradição da Igreja, não só pelo seu prestigioso passado histórico – faraônico, copta e muçulmano –, mas também porque muitos Patriarcas viveram no Egito ou o cruzaram”.

Direitos fundamentais

O Pontífice se referiu aos milhões de refugiados “provenientes de vários países, entre os quais se conta o Sudão, a Eritreia, a Síria e o Iraque; refugiados esses, aos quais se procura, com um louvável esforço, integrar na sociedade egípcia”. Pediu ainda que ninguém seja privado dos direitos básicos.

Por isso, pediu que não falte a ninguém “o pão, a liberdade e a justiça social”. “Com certeza, este objetivo tornar-se-á realidade se todos juntos tiverem a vontade de transformar as palavras em ações, as aspirações válidas em compromissos, as leis escritas em leis aplicadas, valorizando a genialidade inata deste povo”.

São objetivos “que exigem prestar uma atenção especial ao papel da mulher, dos jovens, dos mais pobres e dos enfermos. Na realidade, o verdadeiro desenvolvimento se mede pela solicitude para com o homem – coração de todo desenvolvimento –, a sua educação, a sua saúde e a sua dignidade”.

“De fato – continuou –, a grandeza de qualquer nação revela-se no cuidado que efetivamente dedica aos membros mais frágeis da sociedade: as mulheres, as crianças, os idosos, os doentes, as pessoas com deficiência, as minorias, de modo que nenhuma pessoa e nenhum grupo social fique excluído ou marginalizado”.

Por ACI Digital

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Papa em Al-Azhar: somos chamados a caminhar juntos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-em-al-azhar-somos-chamados-a-caminhar-juntos/ Fri, 28 Apr 2017 16:06:15 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-em-al-azhar-somos-chamados-a-caminhar-juntos.html O Papa Francisco proferiu seu primeiro discurso em terras egípcias, nesta sexta-feira (28/04), aos participantes da Conferência Internacional pela Paz promovida pela Universidade sunita de Al-Azhar, no Cairo.

“É um grande dom estar aqui e iniciar neste lugar minha visita ao Egito, nesta Conferência Internacional pela Paz. Agradeço ao Grande Imã por tê-la pensada e organizada e por me convidar”, disse Francisco.

O Papa ressaltou em seu discurso, que o Egito se mostrou ao mundo, ao longo dos séculos, “como terra de civilização e terra de alianças”.

Terra de civilização porque desde tempos antigos, “a civilização surgiu das margens do Nilo e foi sinônimo de civilização. No Egito, se elevou a luz do conhecimento, fazendo germinar um patrimônio cultural inestimável, composto de sabedoria e sagacidade, de aquisições matemáticas e astronômicas, de formas maravilhosas de arquitetura e arte”.

“A busca do saber e do valor da educação foram escolhas fecundas de desenvolvimento empreendidos pelos antigos habitantes desta terra. São também escolhas necessárias para o futuro, escolhas de paz e pela paz, pois não haverá paz sem uma educação adequada das novas gerações. Também não haverá uma educação adequada para os jovens de hoje se a formação a eles oferecida não responder à natureza do homem, ser aberto e relacional.” 

Segundo Francisco, “a educação se torna sabedoria de vida quando é capaz de extrair do ser humano, em contato com Aquele que o transcende e com tudo o que o circunda, o melhor de si, formando uma identidade não voltada para si mesma. A sabedoria procura o outro, superando a tentação de se enrijecer e se fechar; aberta e em movimento, humilde e curiosa ao mesmo tempo”. 

“A sabedoria sabe valorizar o passado e colocá-lo em diálogo com o presente, sem renunciar a uma hermenêutica adequada. Esta sabedoria prepara um futuro em que não se mira ao prevalecer da própria parte, mas ao outro como parte integrante de si. A sabedoria não se cansa, no presente, de encontrar ocasiões de encontro e partilha; do passado se aprende que do mal vem somente o mal e da violência somente a violência, numa espiral que termina por aprisionar. Esta sabedoria coloca no centro a dignidade do ser humano, precioso aos olhos de Deus, e uma ética digna do homem.”

“No campo do diálogo, especialmente inter-religioso somos sempre chamados a caminhar juntos, na convicção de que o futuro de todos depende também do encontro entre religiões e culturas. Neste sentido o trabalho da Comissão mista para o diálogo entre o Pontifício Conselho para o Diálogo inter-religioso e a Comissão de Al-Azhar para o Diálogo nos oferece um exemplo concreto e encorajador”, disse ainda o Papa Francisco.

Três orientações fundamentais podem ajudar o diálogo: o dever da identidade, a coragem da alteridade e a sinceridade das intenções. “O dever da identidade, porque não é possível iniciar um diálogo verdadeiro baseado na ambiguidade ou no sacrificar o bem para agradar a outro; a coragem da alteridade, porque quem é diferente de mim, culturalmente ou religiosamente, não deve ser visto e tratado como um inimigo, mas acolhido como um companheiro de viagem, na convicção genuína de que o bem de cada um reside no bem de todos; sinceridade de intenções, porque o diálogo, como expressão autêntica do ser humano, não é uma estratégia para alcançar segundas intenções, mas uma forma de verdade que merece ser pacientemente realizada para transformar a competição em colaboração.” “Educar para a abertura respeitosa e ao diálogo sincero com o outro, reconhecendo os direitos e as liberdades fundamentais, especialmente a religiosa, é a cia melhor para edificar juntos o futuro, para ser construtores de civilização”. 

Egito, terra de alianças

No Egito, não surgiu somente o sol da  sabedoria; também a luz policromática das religiões iluminou esta terra: ao longo dos séculos, “as diferenças de religião constituíram uma forma de enriquecimento recíproco a serviço da comunidade nacional”. Credos diferentes se encontraram e várias culturas se misturaram, sem se confundir, mas reconhecendo a importância de aliar-se para o bem comum. Tais alianças são ainda mais urgente hoje. Ao falar sobre isso, eu usaria como símbolo a “Montanha da Aliança” que sobe nesta terra. O Sinai nos lembra que uma aliança autêntica sobre a terra não pode prescindir do Céu, que a humanidade não pode encontrar paz excluindo Deus do horizonte, e nem pode subir à montanha para e apoderar de Deus.” 

“Num mundo que globalizou muitos instrumentos técnicos úteis, mas, ao mesmo tempo tanta indiferença e negligência, e que corre numa velocidade frenética, dificilmente sustentável, sente saudade daquelas grandes perguntas de sentido, que as religiões fazer recordar e que suscitam a memória das próprias origens: a vocação do homem, criado não para se exaurir na precariedade de assuntos terrenos, mas para caminhar em direção ao Absoluto ao qual se dirige. Por estas razões, especialmente hoje, a religião não é um problema, mas parte da solução”. 

“É imprescindível excluir toda forma de absolutização que justifique formas de violência. A violência, de fato, é a negação de toda religiosidade autêntica. Como responsáveis religiosos somos chamados a desmascarar a violência que se disfarça de suposta sacralidade, acentuando o egoísmos e não uma abertura autêntica ao Absoluto. Devemos denunciar as violações contra a dignidade humana e contra os direitos humanos, e denunciar as tentativas que justificam toda forma de ódio em nove da religião”.

Por Rádio Vaticano

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Papa Francisco chega ao Egito https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-chega-ao-egito/ Fri, 28 Apr 2017 11:48:57 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-chega-ao-egito.html O Papa Francisco chegou ao Aeroporto Internacional do Cairo, no Egito, nesta sexta-feira (28/04), às 14h02 locais (9h02 no horário de Brasília). 

Subiram no avião da Alitália que levou o Papa ao Egito, o Patriarca copta-católico no Egito, Dom Ibrahim Isaac Sidrak, e o Núncio Apostólico no Egito, Dom Bruno Musarò, que deram as primeiras boas-vindas ao Santo Padre.

Aos pés da escada do avião, o Santo Padre foi acolhido pelo primeiro-ministro egípcio, Sherif Ismail, pelo Bispo de Luxor, Dom Emmanuel Bishay, e pelo secretário da Nunciatura Apostólica, Jan Thomas Limchua.

Acolheram também o Papa uma jovem, uma religiosa e um menino. 

Segundo o site de notícias egípcio ‘Youm 7’, o Papa foi também acolhido por uma delegação de mais de 100 deputados muçulmanos e cristãos.

Por Rádio Vaticano

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