educar - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png educar - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Prevenção ainda é o melhor caminho contra a obesidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/prevencao-ainda-e-o-melhor-caminho-contra-a-obesidade/ Wed, 11 Oct 2017 14:13:49 +0000 http://teste.toqueto.com/prevencao-ainda-e-o-melhor-caminho-contra-a-obesidade.html No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, 30 milhões de pessoas adultas são obesas. Em 10 anos, a obesidade passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, atingindo quase um em cada cinco brasileiros. Os dados não são muito animadores, sobretudo nesta quarta-feira, 11, quando é comemorado o Dia Mundial da Obesidade e o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade.

Atualmente, a obesidade é tratada como problema de saúde pública. Combater e, acima de tudo, prevenir são as principais ações a serem tomadas para quem deseja levar uma vida saudável. Trata-se de uma doença crônica que pode vir acompanhada de outras complicações, como diabetes, doenças cardiovasculares, asma, gordura no fígado e alguns tipos de câncer.

“A prevenção começa pelas escolhas. Em meio a tantas variedades processadas, a melhor alternativa é optar pelo produto mais natural possível, como frutas, verduras e legumes, de preferência orgânicos. É importante ter uma alimentação livre ou com mínima quantidade de açúcar, gorduras trans, alimentos transgênicos, entre outros, além de praticar exercícios físicos regularmente”, explica a nutricionista Eveline Aparecida.

Além dessas precauções e seus benefícios, manter-se no peso ideal evita a manifestação de uma série de doenças. “Tratar obesidade reduz diabetes, hipertensão e várias doenças associadas. Isso tem impacto nos gastos com doenças crônicas e, principalmente, na saúde e qualidade de vida do paciente”, afirma a médica Maria Edna de Melo, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO).

Última alternativa

Uma saída que tem se tornado comum entre as pessoas contra a obesidade é a cirurgia de redução de estômago, ou a cirurgia bariátrica. Mas este é um expediente que só deve ser adotado quando todas as possibilidades de se perder peso foram esgotadas e não surtiram efeito.

“A cirurgia bariátrica é a última alternativa, ou seja, indicada somente para pacientes que não obtiveram sucesso na perda de peso, em que o IMC [índice de massa corporal, cálculo utilizado para avaliar o peso do indivíduo em relação à sua altura e, assim, indicar se está dentro, acima ou abaixo do peso desejado.] se encontra maior que 40 kg/m², a obesidade mórbida”, esclarece a nutricionista Eveline.

Quando todas as alternativas foram postas em práticas mas não funcionaram, pode ser que a intervenção cirúrgica seja a melhor saída. A carioca Bianca Oliveira foi um desses casos. Após diversas tentativas frustradas, Bianca se viu obrigada a tomar uma decisão mais radical, pois já apresentava todas as características de uma pessoa com obesidade mórbida.

“Agendei uma consulta com o cirurgião e ele pediu que eu me pesasse de costas para a balança. Perguntou quanto eu achava que pesava, respondi 87 kg. Ele, então, pediu que eu me virasse. Quando vi os números fiquei chocada! Tenho 1,53m e estava com 98 kg, o que dava um IMC de 41,86. Chorei, não me via daquele jeito, decidi ali, na hora, que faria a cirurgia. Em um mês estava com todos os exames e laudos nas mãos”, recorda.

Hoje, Bianca pesa 53 kg, pratica atividades físicas regularmente, zela por uma alimentação balanceada e ainda participa de maratonas no Rio de Janeiro. “Parado ninguém conquista nada. Nós é que fazemos acontecer. Deus me fez uma vencedora e serei uma”, vibra.

Por isso, o ideal é que a família toda adote uma postura mais saudável, tanto nos hábitos alimentares quanto no condicionamento físico. E isto, desde a mais tenra idade. “Não existe uma idade definida. A recomendação é iniciar a prática de exercício físico desde a infância com o incentivo dos pais”, certifica a nutricionista.

Há outros casos, porém, em que a simples consciência de que algo não vai bem é o gatilho necessário para que a pessoa mude de vida. Foi neste contexto que a paranaense Deonilce Galvan Vergutz e seu filho, Adriano Galvan, resolveram arregaçar as mangas e partir para um estilo de vida mais saudável.

“Eu me sentia muito mal. Tinha falta de ar, dificuldade para caminhar, para dormir, a saúde só foi piorando. Meu filho mais novo também estava acima do peso, então entramos nessa. Eu já estava com início de diabetes e nem sabia. Tinha 50 anos e o Adriano perto de 26”, relembrou Deonilce que, com todo seu empenho ainda conseguiu controlar a doença e conviver com ela. “O diabetes reverteu totalmente, mas pode voltar facilmente se não me cuidar agora”, acrescentou.

Em quase seis meses, Deonilce perdeu 22 kg e seu filho, 25 kg. Mas ela fica atenta a quaisquer descuidos para não ganhar o que perdeu ao longo das 20 semanas de dieta e exercícios. “Não dá pra brincar com a comida. O peso volta fácil. Eu me descuidei um pouco e recuperei 6 kg. Estou brigando pra me controlar. Não posso engordar ou perderei tudo o que conquistei. Não quero outra vez aquela frustração. O diabetes reverteu especificamente por causa da dieta”, diz Deonilce.

Educar é o melhor caminho

Segundo dados da ABESO, a projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estarão com excesso de peso, sendo mais de 700 milhões, obesos. O número de crianças com sobrepeso e obesidade poderá chegar a 75 milhões, caso nada seja feito.

“A melhor forma de educar as crianças quanto a uma vida saudável é dar bom exemplo, tendo, de fato uma alimentação saudável, apresentar os malefícios e as consequências de uma alimentação não balanceada. Além disso, é importante evitar a compra de produtos processados para crianças”, finaliza a nutricionista Eveline.

Por Canção Nova

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"Eduquem as novas gerações para evitar a ideologia do mal" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/eduquem-as-novas-geracoes-para-evitar-a-ideologia-do-mal/ Fri, 28 Apr 2017 16:38:45 +0000 http://teste.toqueto.com/eduquem-as-novas-geracoes-para-evitar-a-ideologia-do-mal.html No seu discurso nesta sexta-feira, 28 de abril, às autoridades do Egito, o Papa Francisco propôs educar as novas gerações no verdadeiro amor de Deus para evitar que caiam na ideologia do mal e da violência.

Em seu primeiro dia no Cairo, o Pontífice assegurou que “o desenvolvimento, a prosperidade e a paz são bens indispensáveis, pelos quais vale a pena qualquer sacrifício. São também metas que requerem trabalho sério, compromisso convicto, metodologia adequada e, sobretudo, respeito incondicional pelos direitos inalienáveis do homem, como a igualdade entre todos os cidadãos, a liberdade religiosa e de expressão, sem distinção alguma”.

Como em outras ocasiões, Francisco disse que os conflitos atuais levam a pensar em uma “guerra mundial por partes” e afirmou que “não se pode construir a civilização sem repudiar toda a ideologia do mal, da violência e interpretação extremista que pretende aniquilar o outro e destruir a diversidade, manipulando e ultrajando o Santo Nome de Deus”.

Uma de suas propostas é “ensinar às novas gerações que Deus, o Criador do céu e da terra, não precisa ser protegido pelos homens, mas que é Ele quem protege os homens; Ele nunca quer a morte de seus filhos, mas que vivam e sejam felizes; Ele não pede nem justifica a violência, pois a rejeita e desaprova”.

“O verdadeiro Deus chama ao amor sem condições, ao perdão gratuito, à misericórdia, ao respeito absoluto por cada vida, à fraternidade entre seus filhos, crentes e não crentes”.

“Temos o dever de afirmar juntos que a história não perdoa os que proclamam a justiça e, ao contrário, praticam a injustiça; não perdoa os que falam de igualdade e descartam os diferentes. Temos o dever de tirar a máscara dos vendedores de ilusões sobre o além, que pregam o ódio para roubar dos simples sua vida e seu direito de viver com dignidade, transformando-os em lenha para o fogo e privando-os da capacidade de escolher com liberdade e de crer com responsabilidade”.

“Temos o dever de desmontar as ideias homicidas e as ideologias extremistas, afirmando a incompatibilidade entre a verdadeira fé e a violência, entre Deus e os atos de morte”, afirmou com força.

De fato, o Egito “é chamado também hoje a salvar esta querida região da fome de amor e de fraternidade; é chamado a condenar e a derrotar todo tipo de violência e de terrorismo; é chamado a semear a semente da paz em todos os corações famintos de convivência pacífica, de trabalho digno, de educação humana”.

“A paz é um dom de Deus, mas é também trabalho do homem. É um bem que se deve construir e proteger, respeitando o princípio que afirma: a força da lei e não a lei da força. Paz para este amado país. Paz para toda esta região, de maneira particular para Palestina e Israel, para Síria, Líbia, Iraque, Sudão do Sul; paz para todos os homens de boa-vontade”.

Vítimas do terrorismo

O Pontífice recordou, especialmente, as vítimas dos recentes ataques terroristas em duas igrejas copta do país. “Penso igualmente naqueles que foram atingidos nos atentados contra as igrejas coptas, quer em dezembro passado quer mais recentemente em Tanta e Alexandria. Aos seus familiares e a todo o Egito, as minhas sentidas condolências com a certeza da minha oração ao Senhor pela rápida recuperação dos feridos”.

Nesse sentido, também dirigiu um pensamento especial “as pessoas que, nos últimos anos, deram a vida para salvaguardar a sua pátria: os jovens, os membros das forças armadas e da polícia, os cidadãos coptas e todos os desconhecidos que tombaram por causa de várias ações terroristas”.

“Penso também nos assassinatos e nas ameaças que levaram a um êxodo de cristãos do norte do Sinai. Expresso viva gratidão às autoridades civis e religiosas e a quantos deram hospitalidade e assistência a estas pessoas tão provadas”.

O Santo Padre destacou a importância do Egito no Oriente Médio e assegurou que “por causa da sua história e da sua particular posição geográfica, o Egito ocupa um papel insubstituível no Oriente Médio e no contexto dos países empenhados na busca de soluções para problemas agudos e complexos que precisam ser encarados agora para se evitar uma precipitação de violência ainda mais grave”.

“Refiro-me à violência cega e desumana, causada por vários fatores: o desejo obtuso de poder, o comércio de armas, os graves problemas sociais e o extremismo religioso que utiliza o Santo Nome de Deus para realizar inauditos massacres e injustiças”.

Sobre a violência e o terrorismo, o Papa também assegurou que o “Egito tem uma tarefa particular: reforçar e consolidar a paz regional, embora tenha sido ferido em seu próprio solo por uma violência cega. Tal violência faz sofrer muitas famílias – algumas delas aqui presentes – que choram por seus filhos e filhas”.

Saudação aos cristãos

Francisco recordou os cristãos do Egito, tanto os coptos ortodoxos como os gregos bizantinos, os armênios ortodoxos, os protestantes e os católicos. “Que São Marcos, o evangelizador desta terra, os proteja e os ajude a construir e a alcançar a unidade tão desejada por Nosso Senhor”, disse.

“A presença de vocês nesta Pátria não é nova nem casual, mas secular e unida à história do Egito. Vocês são parte integral deste país e desenvolveram ao longo dos séculos uma espécie de relação única, uma simbiose particular, que pode ser considerada um exemplo para as outras nações”.

“Demonstraram, e continuam demonstrando, que se pode viver juntos, no respeito recíproco e no confronto leal, descobrindo na diferença uma fonte de riqueza e jamais uma razão para o enfrentamento”.

Por outro lado, Francisco elogiou a história desta país, “terra de uma civilização muito antiga e nobre, cujos vestígios podemos admirar ainda hoje e que, na sua majestade, parecem querer desafiar os séculos”. “Esta terra é muito significativa para a história da humanidade e para a Tradição da Igreja, não só pelo seu prestigioso passado histórico – faraônico, copta e muçulmano –, mas também porque muitos Patriarcas viveram no Egito ou o cruzaram”.

Direitos fundamentais

O Pontífice se referiu aos milhões de refugiados “provenientes de vários países, entre os quais se conta o Sudão, a Eritreia, a Síria e o Iraque; refugiados esses, aos quais se procura, com um louvável esforço, integrar na sociedade egípcia”. Pediu ainda que ninguém seja privado dos direitos básicos.

Por isso, pediu que não falte a ninguém “o pão, a liberdade e a justiça social”. “Com certeza, este objetivo tornar-se-á realidade se todos juntos tiverem a vontade de transformar as palavras em ações, as aspirações válidas em compromissos, as leis escritas em leis aplicadas, valorizando a genialidade inata deste povo”.

São objetivos “que exigem prestar uma atenção especial ao papel da mulher, dos jovens, dos mais pobres e dos enfermos. Na realidade, o verdadeiro desenvolvimento se mede pela solicitude para com o homem – coração de todo desenvolvimento –, a sua educação, a sua saúde e a sua dignidade”.

“De fato – continuou –, a grandeza de qualquer nação revela-se no cuidado que efetivamente dedica aos membros mais frágeis da sociedade: as mulheres, as crianças, os idosos, os doentes, as pessoas com deficiência, as minorias, de modo que nenhuma pessoa e nenhum grupo social fique excluído ou marginalizado”.

Por ACI Digital

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