ecumenismo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png ecumenismo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa encontra no Vaticano membros da Aliança Evangélica Mundial https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-encontra-no-vaticano-membros-da-alianca-evangelica-mundial/ Fri, 15 Dec 2017 07:52:29 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50109 Sobretudo temas ecumênicos marcaram o encontro privado ontem entre o Papa Francisco e membros da presidência da Aliança Evangélica Mundial.

Sorin Mureşan, responsável pelos serviços sociais da Aliança Evangélica, estava no encontro. Eis o que declarou à RV após a audiência:

“Encontramos o Papa para uma discussão ecumênica sobre como encontrar um caminho comum. No mês de outubro deste ano foram publicados dois documentos da Aliança Evangélica Mundial sobre temas teológicos. Hoje, com o Papa, tivemos a intenção de propor a criação de um Comitê Permanente de diálogo entre a Igreja Católica, que é a maior Igreja do mundo, e a Aliança Evangélica Mundial. Pensamos que o papa tem uma abertura especial. É muito fácil falar com ele”.

Nascimento da Aliança Evangélica

A história deste organismo está ligada ao século XIX. A ideia de uma Aliança Evangélica, voltada à comunhão e à cooperação entre cristãos evangélicos de diversos países, difundiu-se pela primeira vez na Inglaterra, em 1848.

Em uma Europa sacudida por slogans revolucionários, os fundadores da Aliança declaram-se “profundamente persuadidos” quanto à necessidade de “formar uma confederação com base nos princípios evangélicos e que recebia um apoio comum”.

A iniciativa é sucessivamente imitada em um crescente número de países. Grande parte destas alianças evangélicas nacionais convergiram mais tarde na Aliança Evangélica Mundial.

Oração e caridade

No decorrer do primeiro século de sua existência, a Aliança apoiou múltiplos projetos, entre os quais, diversas  iniciativas para a promoção de uma semana de oração em todo o mundo.

Em 1958 nasce a Aliança Evangélica Missionária que reúne quase todas as sociedades missionárias evangélicas.

Em 1973 é fundada a agência humanitária Tearfund, comprometida em obras caritativas em diversos países. Em 2004, graças a esta ONG de inspiração cristã, são ajudadas mais de 700 mil pessoas de países do sudeste asiático – entre os quais Sri Lanka e Indonésia – devastados pelo terremoto e por um tsunami.

Por Rádio Vaticano

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A oração é como combustível rumo à plena unidade, diz Papa a luteranos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/a-oracao-e-como-combustivel-rumo-a-plena-unidade-diz-papa-a-luteranos/ Thu, 07 Dec 2017 13:09:14 +0000 http://teste.toqueto.com/a-oracao-e-como-combustivel-rumo-a-plena-unidade-diz-papa-a-luteranos.html O Papa Francisco recebeu em audiência nesta quinta-feira, 7, no Vaticano a presidência da Federação Luterana Mundial. À delegação, liderada pelo secretário-geral, Dr. Musa Filibus, o Santo Padre dirigiu um discurso ressaltando os momentos que marcaram ecumenicamente o Ano da Comemoração da Reforma, que acaba de ser concluído.

De modo especial, Francisco recordou sua visita a Lund, na Suécia, em outubro de 2016, quando se rezou juntos para que da graça de Deus brote e floresça o dom da unidade entre os fiéis. “Somente rezando podemos custodiar uns aos outros. A oração purifica, fortifica, ilumina o caminho, faz ir avante. A oração é como o combustível da nossa viagem rumo à plena unidade”.

O Pontífice destacou ainda o caminho de comunhão suscitado pelo Espírito Santo, considerando que este caminho levou a abandonar antigos preconceitos, como aqueles sobre Lutero e a situação da Igreja naquele período. Nesse sentido, ele enalteceu o diálogo entre a Federação Luterana Mundial e o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

“Com a memória purificada, hoje podemos olhar com confiança para o futuro. Nunca mais poderemos nos permitir ser adversários ou rivais. Se o passado não pode ser mudado, o futuro nos interpela: não podemos nos subtrair, agora, da busca e da promoção de uma maior comunhão na caridade e na fé”. 

Francisco pediu ainda vigilância diante da tentação de parar no meio do caminho. O impulso para prosseguir pode vir de duas frentes: a caridade e o martírio. Os pobres são “indicadores preciosos” do caminho, que chama a tocar suas feridas com a força restauradora da presença de Jesus. Já quem sofre de modo heroico para testemunhar Cristo impele a uma fraternidade sempre mais real.

“Querido irmão, invoco de coração todas as bençãos de Deus e peço ao Espírito Santo, que une aquilo que está dividido, de efundir sobre nós a sua sabedoria mansa e corajosa”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano 

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Em Bangladesh, Papa destaca esforços comuns das religiões pela paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-bangladesh-papa-destaca-esforcos-comuns-das-religioes-pela-paz/ Fri, 01 Dec 2017 14:17:28 +0000 http://teste.toqueto.com/em-bangladesh-papa-destaca-esforcos-comuns-das-religioes-pela-paz.html O último compromisso oficial do Papa Francisco, nesta sexta-feira, 1º, durante viagem a Dhaka, Bangladesh, foi o encontro inter-religioso e ecumênico pela paz no Jardim do Arcebispado. Participaram representantes de diversas comunidades religiosas de Bangladesh.

Em seu discurso, o Santo Padre destacou que o encontrou constitui um momento muito significativo de sua visita ao país. “Reunimo-nos para aprofundar a nossa amizade e para expressar o desejo comum do dom duma paz genuína e duradoura (…) Que o nosso encontro desta tarde seja um sinal claro dos esforços empreendidos pelos líderes e seguidores das religiões presentes neste país para viverem juntos no respeito mútuo e na boa vontade”.

Francisco destacou que em Bangladesh o direito à liberdade religiosa é um princípio fundamental e desejou que o encontro pela paz seja um apelo firme e respeitoso a quem procura fomentar divisão, ódio e violência em nome da religião.

Ele afirmou ainda que é um sinal reconfortante o fato de os crentes e pessoas de boa vontade se sentirem cada vez mais chamados a cooperar na formação de uma cultura do encontro, diálogo e colaboração ao serviço da família humana.

“Isto requer mais do que simples tolerância; estimula-nos a estender a mão ao outro numa atitude de mútua confiança e compreensão, para construir uma unidade que considere a diversidade, não como ameaça, mas como potencial fonte de enriquecimento e crescimento. Anima a exercitar-nos na abertura do coração, para ver os outros como um caminho e não como um obstáculo”.

Características essenciais para uma cultura do encontro

No discurso, o Papa destacou algumas características essenciais desta “abertura do coração”, que é a condição para uma cultura do encontro.

Segundo o Pontífice, em primeiro lugar, é uma porta. Não é uma teoria abstrata, mas uma experiência vivenciada. “Permite-nos empreender, não um mero intercâmbio de ideias, mas um diálogo de vida. Requer boa vontade e acolhimento, mas não deve ser confundida com a indiferença ou a hesitação em expressar as nossas convicções mais profundas”.

Francisco explicou que a abertura do coração é semelhante a uma escada que alcança o Absoluto. Ao lembrar desta dimensão transcendente, fica evidente a necessidade de purificar os próprios corações, para poder ver todas as coisas na sua verdadeira perspectiva.

“Passo a passo, ir-se-á tornando mais clara a nossa visão e receberemos a força para perseverar no compromisso de compreender e valorizar os outros e o seu ponto de vista. Assim, encontraremos a sabedoria e a força necessárias para estender a todos a mão da amizade”, disse.

Ele lembrou ainda que a abertura do coração é um caminho, que leva à busca de bondade, justiça e solidariedade. “Induz a procurar o bem do nosso próximo (…) A solicitude religiosa pelo bem do nosso próximo, que brota dum coração aberto, flui como um grande rio, irrigando as terras áridas e desertas do ódio, da corrupção, da pobreza e da violência que lesa imenso as vidas humanas, divide as famílias e desfigura o dom da criação”.

Caminho de compromisso

Por fim, o Papa destacou que as várias comunidades religiosas do Bangladesh abraçaram de modo particular este caminho no compromisso pelo cuidado da terra, a casa comum, e na resposta aos desastres naturais que afligiram a nação nos últimos anos.

“Um espírito de abertura, aceitação e cooperação entre os crentes não é simplesmente mais um contributo para uma cultura de harmonia e de paz; é o seu coração pulsante. Quanto necessita o nosso mundo que este coração bata com força, para contrastar o vírus da corrupção política, as ideologias religiosas destrutivas, a tentação de fechar os olhos às necessidades dos pobres, dos refugiados, das minorias perseguidas e dos mais vulneráveis! Quanta abertura é necessária para acolher as pessoas ao nosso redor, especialmente os jovens que às vezes se sentem sozinhos e confusos na busca do sentido da vida!”

E agradeceu os esforços das várias comunidades religiosas do país por promover a cultura do encontro e disse rezar para que seja possível ajudar todos os crentes a crescerem na sabedoria e na santidade e a cooperarem para construir um mundo sempre mais humano, unido e pacífico.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

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Católicos e luteranos: prosseguir no caminho rumo à unidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/catolicos-e-luteranos-prosseguir-no-caminho-rumo-a-unidade/ Wed, 01 Nov 2017 13:01:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49301 O caminho ecumênico trilhado juntos nos últimos cinquenta anos – apoiado pela oração comum, pelo culto divino e pelo diálogo ecumênico – levou “à superação de preconceitos, à intensificação da compreensão recíproca” e à assinatura “de acordos teológicos decisivos”.

É o que diz o comunicado conjunto da Federação Luterana Mundial (FLM) e do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização divulgado este 31 de outubro, data que conclui o ano de celebrações ecumênicas dos 500 anos da Reforma Protestante.

De fato, os eventos tiveram início em 31 de outubro de 2016 com a oração luterano-católica na Catedral de Lund, na Suécia, ocasião em que o Papa Francisco e o então Presidente da FLM Bispo Munib A. Younan, assinaram uma Declaração Conjunta, onde se comprometiam a prosseguir juntos o caminho ecumênico rumo à unidade pela qual Cristo rezou (João 17,21).

No texto, é reconhecida a “comum responsabilidade pastoral de responder à sede e à fome espiritual de nosso povo de sermos “um” em Cristo. Desejamos ardentemente que esta ferida no corpo de Cristo seja curada. Este é o objetivo dos nossos esforços ecumênicos, que queremos fazer progredir, também renovando o nosso compromisso pelo diálogo teológico”.

A declaração ressalta, outrossim, que “pela primeira vez, luteranos e católicos viram a Reforma de uma perspectiva ecumênica”, “o que tornou possível uma nova compreensão daqueles eventos do século XVIque levaram à nossa separação”.

“Se é verdade que o passado não pode ser mudado, é também verdade que o seu impacto atual sobre nós pode ser transformado em modo que se torne um impulso para o crescimento da comunhão e um sinal de esperança para o mundo: a esperança de superar divisões e fragmentações”.

O que emergiu mais uma vez com clareza, é “que aquilo que nos une é bem superior ao que nos divide”.

Um passo decisivo no caminho rumo à unidade, foi a assinatura da Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação em 1999, gesto repetido pelo Conselho Metodista Mundial em 2006 e pela Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas durante este ano das celebrações dos 500 anos da Reforma.

E neste 31 de outubro de 2017, a mesma Declaração será acolhida pela Comunhão Anglicana no decorrer de uma Solene cerimônia na Abadia de Westminster.

“Sobre esta base, as nossas comunidades cristãs podem construir sempre mais estreita ligação de consenso espiritual e de testemunho comum a serviço do Evangelho”.

São destacadas no documento, ademais, as inúmeras iniciativas de oração comum e de culto divino entre luteranos e católicos e demais parceiros ecumênicos em várias partes do mundo, assim como os encontros teológicos e as importantes publicações que ofereceram subsídios para este ano de celebrações.

A Declaração conclui reafirmando o compromisso de avançar neste “caminho comum, guiados pelo Espírito Santo, rumo a uma crescente unidade”, buscando discernir a “interpretação de Igreja, Eucaristia e Ministério, esforçando-nos para chegar a um consenso substancial com o objetivo de superar as diferenças que são até hoje fonte de divisão entre nós”. 

Por Rádio Vaticano

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Testemunho dos mártires impõe seguir adiante no ecumenismo, diz Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/testemunho-dos-martires-impoe-seguir-adiante-no-ecumenismo-diz-papa/ Thu, 26 Oct 2017 13:01:57 +0000 http://teste.toqueto.com/testemunho-dos-martires-impoe-seguir-adiante-no-ecumenismo-diz-papa.html Na manhã desta quinta-feira, 26, o Papa Francisco recebeu em audiência uma delegação escocesa, guiada pelo Moderador da Igreja da Escócia, Derek Browning.

No encontro, Francisco relembrou a proximidade dos 500 anos da Reforma Protestante e mostrou gratidão pelo progresso no diálogo ecumênico. “Agradeçamos ao Senhor pelo grande dom de conseguirmos viver este ano como verdadeiros irmãos, não mais como rivais, depois de demasiados séculos de desconfiança e conflito”.

O Papa destacou como fruto deste caminho ecumênico empreendido, a “purificação da memória”. E motivou: “no espírito do Evangelho, prossigamos agora no caminho da caridade humilde, que leva à superação das divisões e à cura das feridas.”

O Santo Padre falou ainda sobre o “ecumenismo de sangue”, lembrando o sofrimento de muitos cristãos, que vivem graves provações e são perseguidos pelo nome de Jesus, chegando ao martírio.  “O testemunho deles nos impõe ir avante com amor e coragem até ao fim. O nosso empenho em rezar uns pelos outros e a superar as feridas do passado são respostas devidas também a eles, dentro deste grande ‘nós’ da fé”, afirmou.

O Papa concluiu fazendo votos de que o caminho rumo à unidade visível continue todos os dias e traga ricos frutos no futuro, como aconteceu no recente passado. Para isso, Francisco assegurou a plena colaboração da Igreja Católica, através do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, “que deseja continuar a avançar juntos”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Participação católica em evento da Reforma encoraja caminho ecumênico https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/participacao-catolica-em-evento-da-reforma-encoraja-caminho-ecumenico/ Wed, 13 Sep 2017 09:07:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48412 Com o final da Exposição mundial da Reforma no último domingo em Wittenberg, Alemanha, concluiu-se também a participação de diversas iniciativas católicas no evento, agrupadas pelo título “Católicos na cidade de Lutero”.

“Se inicialmente o número de visitantes foi baixo, isto mudou no decorrer da mostra. A participação católica em Wittenberg foi uma expressão concreta da crescente convivência ecumênica em nosso país”, destacou o Bispo da cidade alemã, Dom Gerhard Feige, também Presidente da Comissão Ecumênica da Conferência Episcopal alemã.

“Orientados a Cristo, nós católicos no ano da Reforma 2017, ao lado de nossas irmãs e irmãos evangélicos, pudemos celebrar uma festa de Cristo que interrompe as divisões e  os confrontos dos jubileus da Reforma dos séculos precedentes. Esta experiência nos dá a coragem de prosseguir ecumenicamente”, observou.

A presença católica ofereceu, entre outros, um espaço para encontros e outro para oração. Ademais, a cada semana as dioceses e associações católicas revezaram-se para animar eventos especiais.

“Agradeço a todos aqueles que tornaram possível a realização” destas iniciativas, disse o prelado.

“Estávamos ali! Isto, para ,mim, já é um sinal ecumênico importante, que não deve ser subestimado pelos seus efeitos internos e externos”.

Por Rádio Vaticano

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Ecumenismo: Papa recebe delegação do Conselho Mundial de Igrejas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/ecumenismo-papa-recebe-delegacao-do-conselho-mundial-de-igrejas/ Fri, 25 Aug 2017 08:04:47 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48110 O encontro que o moderador do Comitê central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Agnes Abuom, e o secretário geral do mesmo organismo ecumênico, Rev. Olav Fykse, tiveram na manhã de ontem, quinta-feira (24/08) com o Papa Francisco no Vaticano concluiu-se com uma oração comum pela unidade, a paz e a reconciliação.

Estiveram no centro dos colóquios o estado do movimento ecumênico e a prioridade para as Igrejas de trabalhar pela causa da unidade cristã, “vital para levar a autêntica contribuição de justiça para as grandes questões do mundo”.

“Somos muito gratos pelo encontro muito construtivo e frutuoso que tivemos esta quinta-feira com o Papa Francisco”, disse o Rev. Tveit. “Vivemos num momento em que a finalidade e os objetivos do movimento ecumênico se tornaram relevantes” porque num “mundo sempre mais dividido e frágil”, as Igrejas devem tender à “nova busca de unidade” para contribuir para a “unidade do gênero humano”.

Agnes Buon explica: “A unidade da Igreja e a unidade da humanidade estão entrelaçadas”. “As múltiplas expressões de polarização, as maiores disparidades entre ricos e pobres, as várias manifestações de extremismo e violência, as preocupações com o futuro do planeta Terra e a falta de responsabilidade com a nossa casa comum e o futuro são um estímulo constante a prosseguir sobre aquilo que estamos trabalhando”.

Os representantes do Conselho Mundial de Igrejas falaram com o Papa Francisco também sobre mudanças climáticas, justiça econômica e sobre o papel que as Igrejas podem ter para construir a justiça e a paz no mundo.

“O futuro da humanidade está ameaçado”, disse o pastor Tveit, dirigindo-se ao Pontífice. “Os pobres estão cada vez mais pobres e recaem sobre eles as piores consequências do que está acontecendo no mundo. Pedimos ao senhor e à Igreja católica que se una a nós na mobilização rumo a uma verdadeira mudança de mente, de coração e de prioridade”, disse Tveit.

Os membros do Conselho Mundial de Igrejas são convidados do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos cristãos e a delegação do CMI pôde encontrar Flaminia Giovanelli, subsecretária do Pontifício Conselho para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, com a qual falou de justiça climática e sobre a Conferência sobre o clima Cop23 que se realizará em Boon, na Alemanha, bem como sobre migrações e xenofobia.

Por Rádio Vaticano

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Patriarca do Ocidente? Não, obrigado, disse Bento XVI https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/patriarca-do-ocidente-nao-obrigado-disse-bento-xvi/ Tue, 15 Aug 2017 10:26:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47911 No início do seu pontificado, Bento XVI decidiu realizar três gestos simbólicos de grande valor que provavelmente foram pouco destacados.

1. A tiara papal fora do escudo papal

O primeiro gesto foi que ele decidiu não representar a tiara, que não estava sendo usada desde a época de Paulo VI, no escudo papal. Em vez disso, está a mitra episcopal que cada bispo costuma usar para a celebração da Missa.

2. O Pálio Episcopal

O segundo gesto é que Bento XVI decidiu colocar pela primeira vez o pálio, o ornamento litúrgico que os arcebispos metropolitanos usam e que recorda a missão de ser pastor do rebanho que Deus lhes confiou.

O pálio é feito com lã de ovelhas abençoadas pelo Pontífice em 21 de janeiro, dia de Santa Inês.

O pálio é imposto pelo Papa aos arcebispos metropolitanos a cada ano na Solenidade de São Pedro e São Paulo.

3. Renunciou ao título de Patriarca do Ocidente

E a terceira novidade, que se constata ao olhar o Anuário Pontifício de 2006, tem um claro significado ecumênico.

O Papa tem inúmeros títulos: Bispo de Roma, Vigário de Jesus Cristo, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Sumo Pontífice da Igreja Universal, Primaz da Itália, Arcebispo e Metropolita da Província Romana, Soberano do Estado da Cidade do Vaticano, Servo dos servos de Deus e também Patriarca do Ocidente.

Bento XVI decidiu rechaçar o título de Patriarca do Ocidente, deixando como herança um grande gesto ecumênico, que é explicado em uma declaração do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, dirigido naquela época pelo Cardeal alemão Walter Kasper.

“Atualmente, o significado do termo Ocidente exige um contexto cultural que não se refere apenas à Europa Ocidental, mas se estende dos Estados Unidos até Austrália e Nova Zelândia, diferenciando-se assim de outros contextos culturais”.

“Se quer dar ao termo Ocidente um significado aplicável à linguagem jurídica eclesiástica, pode ser entendido somente em referência à Igreja latina. Portanto, o título de Patriarca do Ocidente descreveria a relação especial do Bispo de Roma com esta última e poderia expressar a jurisdição especial do Bispo de Roma pela Igreja Latina. Consequentemente, o título de Patriarca do Ocidente, com o passar do tempo, tornou-se obsoleto e praticamente inutilizável”.

“A renúncia a tal título – continuou o Pontifício Conselho – deseja expressar um realismo histórico e teológico e, ao mesmo tempo, ser a renúncia de uma pretensão, renúncia que pode ser benéfica para o diálogo ecumênico”.

Por ACI Digital

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Papa aos ortodoxos: profunda consonância de visão sobre desafios https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-aos-ortodoxos-profunda-consonancia-de-visao-sobre-desafios/ Tue, 27 Jun 2017 13:20:53 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-aos-ortodoxos-profunda-consonancia-de-visao-sobre-desafios.html O Papa Francisco recebeu em audiência na manhã desta terça-feira a delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, presente em Roma por ocasião da Festa dos Santos Pedro e Paulo. O Papa agradeceu Sua Santidade o Patriarca Bartolomeu e o Santo Sínodo, por terem “enviado” os “queridos irmãos” como seus representantes para compartilhar “a nossa alegria desta festa”.

Pedro e Paulo, disse o Papa, discípulos e apóstolos de Jesus serviram o Senhor com estilos diferentes e de modos diferentes. Todavia, mesmo na diversidade, ambos testemunharam o amor misericordioso de Deus Pai, do qual, ao seu modo, cada um fez uma profunda experiência, chegando a oferecer em sacrifício a própria vida.

Francisco recordou em seguida que por isso, desde os tempos antigos, a Igreja no Oriente e no Ocidente reúne em uma só celebração a memória do martírio de Pedro e de Paulo. Em seguida falando da presença da delegação de Constantinopla em Roma o Papa acrescentou:

“O intercâmbio de delegações entre a Igreja de Roma e a Igreja de Constantinopla, por ocasião das respectivas festividades patronais, aumenta em nós o desejo de restabelecer a plena comunhão entre católicos e ortodoxos, que já antecipam no encontro fraterno, na oração partilhada e no comum serviço ao Evangelho”.

A experiência do primeiro milênio, – continuou o Papa – em que os cristãos do Oriente e do Ocidente participavam da mesma mesa eucarística, de um lado preservando juntos as mesmas verdades de fé, e do outro, cultivando várias tradições teológicas, espirituais e canônicas compatíveis com o ensinamento dos Apóstolos e dos Concílios ecumênicos, é ponto de referência necessário e fonte de inspiração para a busca do restabelecimento da plena comunhão nas atuais condições, comunhão que não seja uniformidade homologada.

O Santo Padre disse ainda que a presença da Delegação de Constantinopla oferece a oportunidade para recordar que este ano se celebram os 50 anos da visita do Beato Paulo VI ao Fanar, em julho de 1967, e da visita do Patriarca Athenágoras a Roma, em outubro daquele mesmo ano.

“O exemplo desses corajosos pastores, movidos unicamente pelo amor a Cristo e sua Igreja, nos encoraja a prosseguir no nosso caminho em direção à plena unidade”.

Francisco recordou ainda o recente encontro no Cairo com o Patriarca Bartolomeu, onde – disse -, “pude constatar mais uma vez a profunda consonância de visão sobre alguns desafios que tocam a vida da Igreja e do mundo contemporâneo”.

No próximo mês de setembro em Leros, na Grécia, irá se reunir o Comitê de Coordenação da Comissão mista internacional para o diálogo teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa. “Faço votos que esta reunião, disse Francisco, em um clima espiritual de escuta da vontade do Senhor e na viva consciência do caminho que muitos fiéis católicos e ortodoxos em várias partes do mundo já realizam juntos, seja rica de bons resultados para o futuro do diálogo teológico”.

O Papa concluiu pedindo que se rezem uns pelos outros para que o Senhor “nos conceda de sermos instrumentos de comunhão e de paz, confiando na intercessão dos Santos Pedro e Paulo e de Santo André”. Pediu ainda que continuem a rezar por ele.

A delegação presente no Vaticano nestes dias é guiada pelo Arcebispo de Telmessos, metropolita Job, nomeado ano passado copresidente da Comissão mista internacional para o diálogo entre as Igrejas ortodoxas e a Igreja católica.

Por Rádio Vaticano

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Vive-se um novo clima entre os cristãos, diz Secretário da FLM https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/vive-se-um-novo-clima-entre-os-cristaos-diz-secretario-da-flm/ Tue, 27 Jun 2017 08:48:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46986 “Hoje colhemos os frutos do diálogo teológico dos últimos decênios”, nos quais foram dados mais passos em frente do que em todos os séculos precedentes.

Foi o que afirmou ao semanário espanhol “Alfa y Omega” o Secretário Geral da Federação Luterana Mundial, Reverendo Martin Junge [na foto com o Papa], à margem do Congresso de Teologia Ecumênica realizado nos dias passados na Pontifícia Universidade de Salamanca.

Releitura histórica

O pastor chileno fala de um “novo clima” existente entre as Igrejas cristãs, que se manifesta sobretudo no esforço de “fazer uma releitura da história de uma outra maneira”.

Mesmo consciente da persistência de grandes diferenças de opinião, como por exemplo sobre a sucessão apostólica, sobre o conceito de Sacramentos (em particular a Eucaristia) e sobre a ordenação de mulheres, a vontade expressa pela Comissão luterano-católica romana sobre a unidade, por meio do documento “Do conflito à comunhão“, exorta a não abater-se diante dos obstáculos e a prosseguir o caminho iniciado.

Liderança ecumênica do Papa Francisco

A busca da unidade vai se interiorizando “no cotidiano das nossas Igrejas, o que observo com muita alegria”, observa Junge.

“Sabemos que o nosso passado tem páginas muito dolorosas, mas hoje podemos interpretá-las de maneira diferente”, acrescenta, reconhecendo o papel da “liderança ecumênica” do Papa Francisco, exercido em “continuidade com os seus predecessores”.

Neste sentido, a celebração comum dos 500 anos do início da Reforma protestante, “lança um forte sinal de que é o momento de deixar para trás o conflito e abrir-se à comunhão que Deus nos promete”.

Diálogo teológico é imprescindível

Segundo o Secretário Geral da Federação Luterana Mundial, “existem razões muito profundas que nos levam ao caminho rumo à unidade e, neste sentido, o diálogo teológico é imprescindível”.

Diálogo que está ocorrendo entre as próprias comunidades reformadas (das quais os luteranos representam o maior porta-voz), de maneira a atrair também aqueles grupos que até agora ficaram à margem deste processo, como os pentecostais, intensificando os contatos.

Ao mesmo tempo, em 5 de julho, em Wittenberg (cidade alemã onde, em 1517, Martinho Lutero difundiu suas famosas teses), a Comunhão Reformada Mundial irá aderir à Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação, assinada por católicos e luteranos em 1999 em Augusta, resolvendo a principal controvérsia teológica que deu origem ao cisma.

Ao documento já aderiram, em 2006, o Conselho Mundial Metodista, enquanto em 2016, também o Conselho consultivo anglicano “acolheu e confirmou a substância” da Declaração.

Por Rádio Vaticano

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