ecologia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png ecologia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Ameaça aos rios: Francisco pede respostas rápidas e eficazes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/ameaca-aos-rios-francisco-pede-respostas-rapidas-e-eficazes/ Tue, 24 Oct 2017 08:37:42 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49131 Respostas rápidas e eficazes: este é o pedido do Papa Francisco aos participantes do Congresso internacional “Água e Clima. Os grandes rios do mundo se encontram”.

De 23 a 25 de outubro, pela primeira representantes governamentais das principais bacias fluviais do mundo se reúnem em Roma para dar vida a um diálogo construtivo para enfrentar o futuro da água em meio às mudanças climáticas.

Diante de fenômenos sempre mais violentos, como inundações, secas e destruição de ecossistemas, a finalidade do encontro é criar uma visão comum em vista da COP 23, que se realizará em Bonn (Alemanha) no próximo mês de novembro, e do Fórum Mundial da Água de Brasília, previsto para março de 2018.

A mensagem do Papa Francisco foi lida pelo Secretário de Estado, Card. Pietro Parolin [foto], que participou da inauguração do evento. No texto, o Pontífice expressa os votos de que o trabalho dos participantes para sensibilizar a consciência da comunidade internacional leve não só a soluções práticas, mas evidencie também a necessidade de uma abordagem mais integrada em vista da promoção do desenvolvimento e da difusão de uma “cultura do cuidado”.

De modo especial, o Papa espera que a ameaça representada pela mudança climáticas aos nossos irmãos e irmãs nos países mais vulneráveis possa encontrar “respostas rápidas e eficazes”.

Do evento participa também o Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Dr. José Graziano da Silva. As problemáticas relativas ao Rio Amazonas serão expostas pela embaixadora venezuelana Maria Jacqueline Mendoza Ortega.

Por Rádio Vaticano

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Rio hospeda conferência “Laudato si e Grandes Cidades” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/rio-hospeda-conferencia-laudato-si-e-grandes-cidades/ Thu, 06 Jul 2017 08:01:26 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47256 A Arquidiocese do Rio acolhe de 13 a 15 de julho a segunda edição do Congresso Internacional de Ecologia e Grandes Cidades, no auditório do Edifício João Paulo II, na Glória. O encontro deverá abordar as questões ecológicas e ambientais das metrópoles no planeta.

A conferência terá três questões ambientais chave: água, ar e resíduos, através das quais serão apresentadas as atuais e futuras situações. A Encíclica Laudato si do Papa Francisco será utilizada como ponto inicial de discussão, com o objetivo de abordar os aspectos ambientais, sociais, éticos e de gestão associados às grandes cidades.

Com apoio da Arquidiocese do Rio, o encontro é organizado pela Fundação Antoni Gaudi para as Grandes Cidades, localizada em Barcelona, na Espanha, cujo objetivo é contribuir para a humanização dos grandes centros urbanos. A instituição nasceu logo após a Conferência Internacional das Grandes Cidades, em Barcelona e Roma, em 2015.

Motivação, objetivos e organização

Cerca de 80% da população brasileira vive em grandes cidades. Tanto no Brasil como em outros países do mundo as metrópoles crescem em número e tamanho, contribuindo, diretamente, para as problemáticas que envolvem o meio ambiente. Essa é a principal motivação para a realização da conferência no Rio de Janeiro.

O caráter internacional da conferência se reflete no esboço da discussão das questões levantadas e na origem dos palestrantes, provenientes de diferentes continentes e renomados pela competência técnica, científica e social.

Pela manhã, as conferências serão dedicadas a aspectos técnicos, administrativos e éticos para a água, o ar e os resíduos, seguidas de debates entre oradores e participantes. À tarde, serão destacados os painéis de discussões sobre gerenciamento, reflexão ética e social e científico-técnico.

O primeiro deles será composto por prefeitos de diferentes países; o segundo por líderes religiosos de diferentes denominações e o terceiro por reitores de universidades de diferentes países.

Oradores e convidados

O encontro contará com a presença de prefeitos das grandes cidades de diversos países, além de secretários de Meio Ambiente e Urbanismo, reitores das maiores universidades do Brasil, bem como professores, universitários e líderes religiosos de diferentes denominações.

Estarão o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, o Presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, o arcebispo emérito de Barcelona, Cardeal Lluís Martínez Sistach, o arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, o Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, Cardeal Cláudio Hummes e o arcebispo de Brasília, Presidente da CNBB, Cardeal Sérgio da Rocha.

Confira aqui a programação completa do evento.

Por Rádio Vaticano

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No Dia Mundial dos Oceanos, ONU diz que oceanos são "base da vida" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/no-dia-mundial-dos-oceanos-onu-diz-que-oceanos-sao-base-da-vida/ Thu, 08 Jun 2017 15:01:25 +0000 http://teste.toqueto.com/no-dia-mundial-dos-oceanos-onu-diz-que-oceanos-sao-base-da-vida.html No Dia Mundial dos Oceanos, celebrado todo dia 8 de junho, as Nações Unidas destacam a importância dos oceanos para gerar oxigênio, energia, minerais e regular o clima.

Os oceanos são grandes porções de água salgada, que separam os continentes e que ocupam, aproximadamente, 71% da superfície da terra. A divisão mais utilizada para essa área de água é em cinco oceanos: Pacífico, Atlântico, Índico, Glacial Ártico e o Glacial Antártico.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lembra que a vida debaixo d’água é fonte de alimentos e de medicamentos. Segundo ele, “os oceanos conectam pessoas e nações em laços culturais e são essenciais para a partilha de bens e de serviços”.

Guterres destaca que a importância dos oceanos para cada ser vivo do planeta não deve ser exagerada.

Neste Dia Mundial, o chefe da ONU pede que todos olhem para o futuro, cuidando e utilizando os oceanos de forma sustentável, garantindo metas ecológicas e econômicas.

O secretário-geral alerta para as ameaças aos mares: mudança climática, acidificação dos oceanos, poluição, pesca destrutiva, além da falta de capacidade para tratar esses problemas.

António Guterres cita um estudo feito por 600 especialistas, mostrando que o impacto das atividades humanas aumentou de forma dramática e os oceanos estão com sua capacidade no limite.

Outras ações que prejudicam os mares são superexploração e pesca ilegal, poluição marinha e destruição do habitat.

A ONU abriga, até sexta-feira, 9, a primeira Conferência Global sobre os Oceanos, com delegações de todo o mundo debatendo como proteger os nossos mares.

Por Canção Nova, com Rádio ONU

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No Dia do Meio Ambiente, Papa pede respeito por patrimônio da humanidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/no-dia-do-meio-ambiente-papa-pede-respeito-por-patrimonio-da-humanidade/ Mon, 05 Jun 2017 12:55:18 +0000 http://teste.toqueto.com/no-dia-do-meio-ambiente-papa-pede-respeito-por-patrimonio-da-humanidade.html O Papa Francisco associou-se nesta segunda-feira, 5, à celebração do Dia do Meio Ambiente com uma mensagem no Twitter, apelando ao respeito por um “patrimônio” da humanidade.

“Nunca esqueçamos que o ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos”, escreveu na sua conta “@pontifex”, em nove línguas.

O tema tem sido uma das preocupações do atual pontificado, marcado por apelos em favor de um novo “equilíbrio ecológico global”, como aconteceu em novembro, numa audiência concedida aos participantes na assembleia plenária da Academia Pontifícia das Ciências, da Santa Sé, entre os quais o astrofísico britânico Stephen Hawking.

O Papa advertiu para o perigo de um “colapso ecológico” e o consequente aumento da pobreza e da exclusão social, citando a Encíclica ‘Laudato si’.

Este texto, publicado em 18 de junho de 2015, propõe uma mudança de fundo na relação da humanidade com o meio ambiente, alertando para as consequências já visíveis do aquecimento global e das alterações climáticas.

“As mudanças climáticas são um problema global com graves implicações ambientais, sociais, econômicas, distributivas e políticas, constituindo atualmente um dos principais desafios para a humanidade”, escreve Francisco, que assinou o primeiro documento do gênero inteiramente dedicado a questões ecológicas.

O documento contesta um modelo de desenvolvimento baseado no “uso intensivo de combustíveis fósseis”, que está no centro do sistema energético mundial.

O Papa defende ainda a necessidade de uma redução de gases com efeito de estufa, o que “requer honestidade, coragem e responsabilidade, sobretudo dos países mais poderosos e mais poluentes”.

A encíclica com 246 números, divididos em seis capítulos, fala da “relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta” e lança várias críticas a um “novo paradigma e formas de poder que derivam da tecnologia”, desafiando a comunidade internacional a “procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso”.

Francisco convida a reconhecer “o valor próprio de cada criatura”, o “sentido humano da ecologia”, e considera que face a temas tão complexos existe a necessidade de “debates sinceros e honestos”.

O Papa recorda “a grave responsabilidade da política internacional e local”, condenado o aborto e a “cultura do descarte”, num texto que apresenta a proposta dum “novo estilo de vida” para a humanidade.

A encíclica é o grau máximo das cartas que um Papa escreve e a expressão ‘Laudato si’’ (louvado sejas) remete para o ‘Cântico das Criaturas’ (1225), de São Francisco de Assis, o religioso que inspirou o pontífice argentino na escolha do seu nome.

Por Agência Ecclesia

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Páscoa ecológica https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/pascoa-ecologica/ Wed, 12 Apr 2017 09:16:24 +0000 http://teste.toqueto.com/pascoa-ecologica.html A cultura mercantil da modernidade perverte até mesmo símbolos densamente religiosos, entre os quais a Páscoa. Para muitos, ela se reduz ao conto do coelhinho e aos ovos de chocolate, largamente comercializados, que cultivam fantasias vazias de sentido, sobretudo nas crianças. No entanto, muitas delas, educadas por adultos conscienciosos, não se deixam manipular. Gugu Gaiteiro e Carol, duas crianças brasileiras, em um belo vídeo que pode ser acessado na internet, são belos exemplos.

Assim cantam eles: “Não foi o coelhinho que morreu na cruz. Quem foi crucificado foi o meu Jesus. Na sexta ele morreu, mas morto não ficou; domingo de manhã ele ressuscitou. Na Páscoa comemoram a ressurreição, mas muita gente não se lembra disso, não. Existe muita gente que não dá valor ao grande sacrifício do meu Salvador”. 

A atitude responsável dos educadores dessas crianças, desafia-me a partilhar uma reflexão que visa ser também educativa, associando à Páscoa uma temática ecológica, proposta, novamente este ano, pela Campanha da Fraternidade da Igreja Católica. Esta reflexão é, em síntese, minha mensagem de Páscoa dirigida a todas as pessoas de boa vontade, dedicadas à construção de uma sociedade justa, fraterna e saudável, que as próprias crianças, em primeiro lugar, têm direito.

Ao celebrarmos a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, reafirmamos que ele é vencedor do pecado e da morte, e assumimos com ele a condição de ressuscitados (cf. Cl 3,1). Nele nos tornamos novas criaturas, comprometidas em preservar a vida de toda a criação, na qual estamos inseridos e com a qual interagimos. Dependemos da vida de nossos ecossistemas. No entanto, muitos, em lugar de preservarem a natureza, exploram-na abusivamente, com intuito sobretudo mercantil.

Esse alerta feito pela Campanha da Fraternidade, denunciando a degradação de nossos Biomas, expressa nossa indignação diante de gestões públicas e particulares inadequadas, de nossos recursos naturais. Além de pouco ou nenhum investimento em educação ambiental, permite-se a ampla e acelerada devastação de florestas, e a intensa contaminação do solo, da água e do ar, por meio de dejetos não tratados, e agrotóxicos e poluentes químicos e gasosos extremamente nocivos.

Essa Campanha da Fraternidade, com o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15), sugere-nos uma profunda mudança de princípios e atitudes, bem como iniciativas corajosas que deem provas de conversão, propósito este da quaresma. Nossa Páscoa será autêntica se mudarmos nosso estilo de vida pessoal e social, libertando-nos dos mecanismos que degradam a vida humana e o planeta no seu todo. Pequenas mudanças são possíveis em função de grandes mudanças necessárias.

Valorizemos, divulguemos e apoiemos as muitas iniciativas de educação ambiental que estão sendo realizadas em diversas áreas da sociedade, sobretudo com as novas gerações. Crianças, adolescentes e jovens têm demonstrado um especial interesse e motivação por projetos e ações ecológicas. São louváveis as iniciativas de muitos trabalhadores e trabalhadoras do campo, especialmente jovens, de produzirem, organicamente, alimentos de qualidade e os comercializarem de modo cooperativo.

Transformemos, pois, nosso suposto desenvolvimento econômico destruidor do meio ambiente, concentrador de recursos, socialmente excludente e conflituoso, em desenvolvimento econômico ecologicamente sustentável, cooperativo, socialmente includente e harmonizador de relações. Nossa sociedade necessita fazer a passagem daquele a este sistema de vida. É para essa Páscoa que lutamos. É essa Páscoa que já festejamos, pois Cristo está vivo entre nós, garantindo-nos a vitória.

Por Dom Reginaldo Andrietta – Bispo de Jales

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Mariologista destaca exemplo de Maria para o cuidado com a criação https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/mariologista-destaca-exemplo-de-maria-para-o-cuidado-com-a-criacao/ Tue, 28 Mar 2017 08:06:19 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45151 “Maria é para nós uma referência de vida. Se a gente olha no Evangelho a relação dela com Jesus, como educadora, é uma relação baseada no carinho, no respeito, no acompanhamento, então também isso nos ensina sobre a relação com o meio ambiente, com os biomas”.

Desta forma, Irmão Afonso Murad, mariologista e escritor dedicado às causas sociais e ambientais, relacionou a figura de Maria, mãe de Jesus, com o cuidado com a criação, unindo o Ano Mariano à proposta da Campanha da Fraternidade 2017, que trata dos biomas brasileiros.

Para ele, a primeira atitude é conhecer. Conhecer o bioma onde se vive, as árvores, os pássaros, as plantas. “Isto porque o bioma onde vivemos faz parte da gente. Da mesma forma, como a relação entre mãe e filho é uma relação estreita, a gente precisa cada vez mais acentuar, fortalecer essa relação com o lugar onde a gente mora e vive”, explica o religioso.

Mesmo quem mora em grandes cidades, como as capitais estaduais, pode praticar o exercício de “conhecer”. Em muitos destes grandes centros existem parques, áreas de preservação ambiental que aproximam a população do meio ambiente. “Isso é muito importante!”, afirma Irmão Afonso. “Como Maria alimentou essa relação de conhecer e de amar, com Jesus, a gente também precisa alimentar essa relação com o meio ambiente”.

Conversão ecológica com a ajuda de Maria

Durante a Quaresma, é comum que os fiéis se dediquem à conversão pessoal e façam uma prática penitencial. O especialista lembra que o Papa Francisco propõe algo a mais: a conversão a Jesus que precisa tocar todos os âmbitos das relações humanas, não somente a relação com Deus ou com o próximo, mas também com as outras criaturas. “Isto é conversão ecológica”, afirmou o irmão.

“Essa conversão também começa com pequenas atitudes de preservação, como o cuidado com a água, com uso da energia, a redução do consumismo (uma grande tentação para todos os cristãos), que leva a destruir a longo prazo o mundo que vivemos”, disse o religioso.

“A conversão ecológica começa com gestos pessoais. Mas ela precisa partir do coração, de uma atitude nova onde não vamos considerar a natureza como coisa, mas como parte de nós, do coletivo, da humanidade. O ar que respiro não é meu, é nosso; o solo que pisamos, ainda que seja de propriedade privada, é nosso, é do planeta, é das plantas. A conversão ecológica exige mudança de olhar e atitudes de conservação”, acrescentou.

Para Irmão Afonso, uma atitude muito concreta da Campanha da Fraternidade e de conversão ecológica é que as paróquias, as dioceses, as comunidades, se empenhem para defender as unidades de conservação – os poucos espaços públicos que existem, que são uma amostra concreta do bioma onde moramos.

A partir de Maria, o religioso propõe atitudes que podem contribuir para o cuidado com a ambiente ecológico em que vive cada pessoa: “Quando olhamos para Maria, lembramo-nos de cuidado, carinho, atenção, desse colo materno. Esta mesma atitude nós precisamos ter com relação ao meio ambiente. É claro que a gente precisa das plantas pra se alimentar; se comemos carne, precisamos dos animais, que por sua vez precisam de pasto. Mas tudo isto deve ser feito com respeito, com equilíbrio, não com uma atitude de dominação, de destruição. Ao olhar para Nossa Senhora, vemos estas atitudes básicas de cuidado, de carinho. Como a Mãe cuida, nós também precisamos cuidar do meio ambiente”, afirmou.

Por Canção Nova

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Com seu novo carro, Papa dá uma lição aos líderes mundiais https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/com-seu-novo-carro-papa-da-uma-licao-aos-lideres-mundiais/ Tue, 07 Mar 2017 11:23:19 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44719 A Cidade do Vaticano pretende se tornar um dos primeiros Estados do mundo a consumir apenas energias renováveis.

Como parte deste projeto, ainda em fase experimental, a Santa Sé acaba de receber da empresa Nissan e sem custo, um carro elétrico, cujo funcionamento permitirá estudar o impacto real desta medida destinada a obter uma mobilidade livre de emissões.

O objetivo é fazer com que o Vaticano cumpra com os objetivos assinalados na encíclica ‘Laudato Si’ sobre o meio ambiente e a sustentabilidade.

Segundo Jochen Wermuth, diretor de investimentos de Wermuth Asset  Management, a empresa encarregada de assessorar o Vaticano na implementação destas medidas, assegurou que “o fato de o Papa começar a usar um carro 100% elétrico é uma ótima notícia para o mundo”.

Isso, disse Wermuth, “estabelece um exemplo a ser seguido por outros Chefes de Estado e qualquer pessoa no mundo. Hoje não é apenas moralmente correto, mas é também mais barato ter um carro elétrico, na comparação com um carro de motor de combustão”.

Wermuth ofereceu ao Santo Padre a possibilidade de ter o carro elétrico da empresa Nissan, dando a possibilidade de escolher entre um Tesla Model S e um Leaf. O Papa escolheu o segundo, declarou ao site alemão Spiegel e Wermuth mesmo o levou ao Vaticano.

A renovação da frota de automóveis do Vaticano com os carros elétricos não é a única medida da Santa Sé destinada a uma mobilidade ambientalmente sustentável.

Nas ruas do pequeno Estado do Vaticano já circulam bicicletas elétricas doadas pela empresa Florentine NWG, especializada em energias renováveis.

O Papa Francisco mostrou em várias ocasiões a sua preocupação pelo meio ambiente e seu compromisso com o desenvolvimento sustentável. Em sua encíclica ‘Laudato si’, lançada no dia 24 de maio de 2015, o Pontífice reflete sobre a criação e convoca a proteger o meio ambiente e o planeta, a casa comum.

Neste sentido, a Pontifícia Academia das Ciências Sociais organizou no Vaticano uma conferência com o tema “Extinção biológica: Como salvar o ambiente natural do qual dependemos”.

Nas conclusões dos diversos especialistas que participaram da conferência, destacaram a necessidade de “encontrar novos modos de trabalhar juntos para construir um mundo sustentável, estável e sustentado na justiça social”.

“No passado, a raça humana viveu graves ameaças locais, mas as ameaças atualmente são a nível mundial. Para resolver nosso dilema comum, devemos aprender a apreciar uns aos outros, a colaborar e a construir pontes em todo o mundo a níveis até agora inconcebíveis”, indicaram.

Por ACI Digital

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Campanha da Fraternidade 2017 https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/campanha-da-fraternidade-2017/ Thu, 23 Feb 2017 11:14:50 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44570 O tema desta Campanha é  essencialmente ecológico: “Fraternidade: Biomas Brasileiros e Defesa da Vida.”  O lema fundamentado na Sagrada Escritura é um mandamento, uma ordem do Criador: “Cultivar e guardar a criação.” (Gn 2,15). Deus criou o jardim por amor.  O homem criou o deserto por ganância. Há uma rapidez  na destruição da natureza e um lentidão na sua recuperação. Biomas são regiões, um conjunto de vida vegetal, animal, climática e bacias hidrográficas. Tudo está interligado. No Brasil temos seis regiões (biomas), saber: a Amazônia, o Cerrado, a Caatinga, a Mata Atlântica, o Pantanal e o Pampa. Todas as regiões estão sendo depredadas, saqueadas, destruídas. O homem que devia ser cuidador da nossa casa comum, tornou-se destruidor. Devia ser um “homem sábio”, mas devasta tudo, comportando-se como um “homem demente.”

A Campanha da Fraternidade vem mais uma vez nos alertar, nos advertir, nos conscientizar do perigo e das consequências maléficas do “pecado cósmico”. Já ensinava Paulo Apóstolo que “a  criação geme e sofre dores de parto” (Rm 8,22). O Papa Francisco, profeta de nossos tempos, dirige-se a cada pessoa que habita no Planeta Terra e clama por uma “conversão ecológica, uma cultura ambiental e uma espiritualidade defensora  da natureza.” A terra transformou-se num “depósito de lixo”, diz o  Papa, e lamenta que muita gente ainda  tenha atitude  de indiferença, desinteresse, resignação, diante de tanta destruição. 

Ainda é tempo de salvar a Terra. O ser humano tem capacidade de mudar. Sim é urgente mudar a mentalidade das pessoas, corrigir  o atual estilo de vida e decidir  por um desenvolvimento integral que não seja destruidor, mas, sustentável.

No texto-base da CF há uma referência ao rio Paraíba do Sul, no qual foi pescada a imagem da Mãe Aparecida e que Santo Antonio de Santana Galvão chamava de rio santo. Nosso rio precisa ser despoluído e revitalizado. Para isso é preciso saneamento básico.

E agora, o que fazer?  Primeiro, vamos ler e divulgar o texto-base. A gente aprende muito lendo este livrinho. Ofereça sementes para as crianças plantar; adquira mudas de árvores e plante-as; não desperdicemos água, luz e procuremos usar menos o automóvel. Usemos o transporte público, andemos de  bicicleta e a pé. Façamos  como muitas paróquias estão fazendo: mutirão de coleta de lixo e educação ecológica para o povo.  É pecado deixar água estagnada porque vamos morrer picados pelo mosquito da dengue, zika, chikungunya, febre amarela. Gestos pequenos trazem grandes resultados. É melhor agir do que lamentar ou angustiar-se. Somos  todos irmãos. Cuidemos da nossa casa comum.   

Todo nosso cuidado com a natureza tem seu fundamento no amor do Criador. Ele está presente em todo o Universo e na mais pequenina das criaturas. Deus está num grão de areia. Tudo o que existe é sinal da providência, da sabedoria, da beleza, do amor de Deus: “o amor move o sol e as demais estrelas” (Dante A.)

Cuidar da criação é um ato de amor fraterno e social. Zelemos pela vida humana, pelas futuras gerações, pela casa de todos. Vamos sim proteger os ovos de tartaruga que estão sendo destruídos, mas vamos cuidar do embrião humano, desde a fecundação e cuidar dos pobres. Eis o que significa “ecologia humana”. No amor ecológico, está o amor a Deus e ao próximo. 

O Meio Ambiente está cheio de chagas causadas pelo sistema econômico mundial e os modelos de crescimento. A conversão ecológica consiste em passar do consumo ao sacrifício, da avidez à generosidade, do desperdício à partilha. Não estamos sozinhos, somos uma família na terra.

São Francisco, padroeiro da ecologia, amou os pobres e deu atenção às criaturas. Vivia em harmonia com Deus, com o próximo, com a natureza e consigo mesmo. Mostrou que é inseparável o amor pela criação, a justiça com os pobres, o amor a Deus, a paz interior e  o empenho pela sociedade. Ou mudamos, ou pereceremos. Vamos mudar, pois o sistema atual  é insustentável. Vida sim, morte não!

Por Dom Orlando Brandes – Arcebispo de Aparecida (SP)

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